21/06


2021

Frente ampla na prática?

Por Maurício Rands*

Uns falam de candidatura única de centro. Ou de um polo democrático. Esses alegam que as candidaturas de Bolsonaro e Lula representariam dois extremos a evitar. Equivocam-se na equiparação porque os dois governos Lula não foram de extremo. Aliás, seus governos devem ser criticados por não terem realizado reformas estruturantes no estado, na economia e na política. Mas Lula não governou atacando as instituições como fazem todos os extremistas. Outros falam de uma candidatura única em uma frente ampla de todos os que se opõem ao bolsonarismo. Incluindo até aqueles que nele votaram mas estão arrependidos. Uma frente ampla que pudesse escolher um único candidato para gerar um governo com programa mínimo, sem reeleição, composto por forças heterogêneas convergindo na reafirmação do jogo democrático. Algo análogo ao que se produziu em Israel para se livrar de Benjamin Netanyahu. A esse projeto serviria um programa mínimo de pacificação nacional com alguns objetivos estratégicos.

Cada um desses dois possíveis roteiros esbarra nas dificuldades práticas. Algumas candidaturas, como as de Lula, Ciro e Dória (caso este confirme seu favoritismo na prévia do PSDB), parecem irremovíveis. Ou pelo menos incapazes de unificar toda a oposição a Bolsonaro. Acumularam desgastes em setores onde não penetram, mas que precisariam estar no projeto de frente ampla. Sem falar nas rivalidades, ressentimentos e ambições pessoais. Nem nas diferenças aparentemente incontornáveis em muitos outros temas que não sejam a aversão ao projeto autocrático de extrema-direita. Nem nos interesses das burocracias partidárias e dos candidatos aos governos e aos parlamentos em 2022. Outras, no chamado centro ou polo democrático, não parecem promissoras na expectativa de juntar todos os que não concordam com as duas que hoje lideram as pesquisas.

Mas nem sempre prestamos atenção ao que está ocorrendo na prática no campo dos que combatem o Bolsonarismo. Ainda que inspirados por concepções bem distintas. Mesmo com adesões a diferentes candidaturas de oposição, já se produziram alguns pontos de unidade e de diálogo. Como na estratégia preferida para combater a pandemia, com apoio ao distanciamento social, ao uso da máscara e à vacinação rápida e ampla. Como na rejeição à insânia negacionista de Bolsonaro e à sua irresponsável estratégia de imunidade de rebanho já provada na CPI da Covid. Como no reconhecimento de que as instituições democráticas precisam ser reformadas e fortalecidas. Como na proposta, que prevaleceu no Congresso Nacional, de um auxílio-emergencial amplo e de valor significativo.

E, finalmente, como na participação ou endosso às manifestações do sábado 19/06. Essa ‘frente ampla na prática’ é necessária para enfrentar dois desafios que podem determinar o futuro da nação como país que aspira ao desenvolvimento sustentável com democracia e justiça social.

O primeiro desafio é o de criar uma ampla coalisão capaz de dissuadir ou resistir à ameaça de ruptura institucional que já se descortina caso Bolsonaro perca nas urnas em 2022.E para que os setores profissionais do Exército e das PMs não embarquem na aventura de apoiar os que não queiram acatar os resultados das urnas.

O segundo desafio é o de fomentar uma coesão social forte o suficiente para que, em eventual 2º turno, os eleitores dos candidatos que a ele não passarem possam expressar nas urnas a vontade dos 70% que não gostariam de mais quatro anos de um governo com os conhecidos defeitos do atual. Mormente porque a reeleição de Bolsonaro arriscaria colocar o país na senda vista em países como Hungria e Polônia. Em que governos autocráticos, mesmo sem precisar de um jeep e um soldado, lograram instalar regimes autoritários a partir da erosão gradual das instituições democráticas pela reforma e controle do Parlamento e do Judiciário.

Para viabilizar essa ‘frente ampla na prática’, urge desarmar espíritos. Precisamos, todos do campo democrático, perdoarmo-nos mutuamente. Superar as velhas feridas da corrupção, do impeachment e da Lava-Jato. Admitir que cada uma dessas feridas, além de erros intrínsecos, teve excessos e manipulações. Fazer autocrítica sincera.

Está em jogo a causa de uma grande aliança pela democracia. Esperemos que as lideranças partidárias emulem os exemplos de Ulysses, Tancredo, Arraes, Brizola, Sarney e Marco Maciel. Que souberam dialogar sem perder a identidade. Guiados pelos objetivos maiores da nação. Seria pedir muito aos atuais líderes?

*Advogado formado pela FDR da UFPE, PhD pela Universidade Oxford


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Jaboatão Habitacional Suassuna

21/06


2021

Cadê o secretário de Desenvolvimento Econômico?

A pergunta acabou de ser feita pelo ex-senador Armando Monteiro Neto (PSDB) no debate que participa na rádio Jornal, logo após o jornalista Wagner Gomes informar que ninguém do Governo do Estado nem muito menos da Prefeitura do Recife aceitou convite para explicar as razões do Estado e o Recife estarem na lanterninha no relatório do Banco Mundial, que trata dos Estados e Municípios que acolhem bem quem deseja abrir novos negócios.


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Pousada da Paixão

21/06


2021

Governador quer emenda para priorizar PE-630

A Comissão Permanente “Todos Pela PE-630”, que luta pela pavimentação dessa rodovia sertaneja, que liga os municípios de Trindade a Petrolina, recebeu, na última semana, uma notícia alentadora do deputado federal Gonzaga Patriota (PSB). O parlamentar, que participou da entrega de tratores agrícolas a pequenos agricultores de Trindade, no Sertão do Araripe, revelou ter conversado com o governador Paulo Câmara sobre o assunto.

Segundo Gonzaga, o governador lhe pediu que a bancada pernambucana no Congresso possa apresentar uma emenda para, dessa forma, ele elaborar o projeto. “Tendo esses recursos e fazendo o projeto, para o ano ele dá prioridade para a pavimentação dessa estrada”, pontuou o deputado.

Considerado um importante vetor de desenvolvimento econômico para os municípios de Petrolina, Dormentes, Afrânio, Santa Filomena, Ouricuri e Trindade, a PE-630 teve as obras de pavimentação iniciadas e paralisadas ainda na década de 80. Atualmente o cenário da estrada é caótico, dificultando bastante o tráfego de veículos nessa região.


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21/06


2021

PE recebe mais 310 mil doses de vacinas da Astrazeneca

Pernambuco recebeu, na noite de ontem, uma nova remessa de vacinas contra a Covid-19 da Astrazeneca/Fiocruz, para avanço da aplicação da segunda dose na população. Ao todo, chegaram ao Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes – Gilberto Freyre, às 18h29, 310.250 doses, totalizando 2.630.170 unidades da Astrazeneca/Fiocruz recebidas por Pernambuco desde o início da campanha de vacinação contra o novo coronavírus.

Após aterrissar na capital pernambucana, o lote com os insumos seguiu para a sede do Programa Estadual de Imunização (PNI-PE), para checagem e divisão entre os municípios. A decisão de destinar a nova remessa para a segunda dose será pactuada em reunião com os gestores municipais na Comissão Intergestores Bipartite (CIB). Ao longo da semana, as remessas seguirão para as 12 Gerências Regionais de Saúde (Geres), onde os municípios devem fazer as retiradas para reabastecer os seus estoques.

“O novo lote com mais de 310 mil doses da Astrazeneca será fundamental para que os municípios possam completar o esquema vacinal dos pernambucanos que já estão em tempo de receber a segunda dose. A vacina salva vidas, e tem reduzido as internações e óbitos em Pernambuco, mas para garantir essa proteção é essencial tomar as duas doses. Contamos com o empenho dos municípios para dar celeridade ao avanço da aplicação da segunda dose em seus territórios e contribuir para a proteção da nossa população”, reforçou o secretário estadual de Saúde, André Longo.

Na última sexta-feira, Pernambuco recebeu mais 65 mil doses da Coronavac/Butantan e realizou, ao longo deste fim de semana, uma mobilização de vacinação nos municípios, com o objetivo de zerar o número de pessoas que aguardam a segunda dose desse imunizante. Também na sexta, o Estado recebeu 97.110 doses da Pfizer, destinadas às pessoas com comorbidades e deficiência, podendo ser expandidas aos demais grupos prioritários e à população em geral por faixa etária, de acordo com o andamento da campanha e realidade de cada município.

Desde o início da campanha de vacinação contra a Covid-19, em 18 de janeiro, Pernambuco recebeu 4.992.460 doses de vacinas. Além das 2.630.170 da Astrazeneca/Oxford/Fiocruz, vieram 2.024.160 unidades da Coronavac/Butantan e 338.130 doses da Pfizer/BioNTech.


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21/06


2021

Tupanatinga FM volta ao Frente a Frente a partir de hoje

Já integrante no passado da Rede Nordeste de Rádio, a Tupanatinga FM 104,9, em Tupanatinga, no Agreste pernambucano, volta a retransmitir, hoje, o programa Frente a Frente.

O noticiário é ancorado por este blogueiro, de segunda à sexta-feira, no horário das 18 às 19 horas. Aos parceiros da emissora, um grande abraço e uma excelente volta.


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Petrolina abril 2021

21/06


2021

Relaxe no São João em clima de Paixão de Cristo

Com a chegada dos festejos juninos, esta semana, sem aglomerações, devido à pandemia, o meu amigo Robinson Pacheco, o Robinho, está promovendo uma excelente oportunidade para quem sonha em conhecer Nova Jerusalém e seu maior teatro ao ar livre do mundo: um pacote bem em conta de fim de semana na Pousada da Paixão, que fica dentro do teatro.

O hotel é maravilhoso. É lá que se hospedam os grandes astros globais da Paixão de Cristo. Tem apartamentos confortáveis, piscina e uma comida de dar água na boca. Mais do que isso, o tratamento personalizado do meu amigo Robinho, gente da melhor qualidade.

Ele é filho de Plínio Pacheco, fundador da cidade-teatro de 100 mil metros quadrados, o que considero uma das sete maravilhas do mundo.

Você ainda está em dúvida?


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Ipojuca 2021

21/06


2021

O hospital preferido dos famosos

Da coluna de João Alberto 

O Vila Nova Star, da Rede D”Or, é o mais famoso de São Paulo. Entre seus destaques, quatro respeitados médicos: a cardiologista Ludhmila Hajjar, o cirurgião Antônio Luiz Macedo, o oncologista Paulo Hoff e o urologista Miguel Srougi. Começou a construir ampliação num prédio de 12 andares, com 126 leitos. Muitos pernambucanos já se trataram nele. (Foto: Folha de São Paulo)


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Caruaru Campanha São João

21/06


2021

Calia Comunicação recorre ao STF por privacidade de clientes

Nota oficial 

As três agências que atendem a Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom-PR), Artplan, Calia e NBS (PPR), tiveram seus sigilos telefônico, telemático, bancário e fiscal quebrados pela CPI da Covid-19, em sessão da quinta-feira, dia 10/06.

Segundo a CPI, o objetivo da quebra do sigilo visa apurar a existência de possíveis contratos de terceirização relativos a disparos de mensagem em massa e outros fatos correlatos.

Por sua vez, a Calia, em atenção à finalidade pretendida pela CPI com a quebra do sigilo, de forma voluntária, protocolou, hoje, junto à Comissão Parlamentar de Inquérito diversos arquivos eletrônicos contendo todas as informações e detalhes da execução do contrato mantido com a Secom da Presidência da República. Vale lembrar que tais informações são públicas e podem ser extraídas do site da Secom que os disponibiliza em atenção ao que determina o art. 16 da Lei 12.232/2010.

No entanto, em razão da amplitude da quebra de sigilo que acaba por atingir outros clientes da agência, sejam eles públicos ou privados, além de não constituir o escopo da investigação realizada pela CPI, a Calia se viu obrigada a recorrer ao STF como forma de preservar o direito à privacidade desses clientes, assegurando que suas estratégias e investimentos publicitários permaneçam sob sigilo, pois empresas e pessoas, que nada tem a ver com a linha de apuração da CPI, não podem ser prejudicadas em seus direitos básicos.

A Calia preza por sua imagem e reputação, construídas ao longo de mais de 20 anos de trabalho profissional, respeitando todas as normas que regem o setor de comunicação, seus contratos e, acima de tudo, preza pelo respeito à privacidade e a defesa dos direitos de seus clientes, sejam eles públicos ou privados.

Calia Comunicação


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CABO

21/06


2021

Os jegues são nossos irmãos

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Bolsonaro escolheu a pessoa errada para malhar, a pessoa dos jegues, segundo o bicho-grilo Adalbertovsky. “Os jegues, jumentos, burros, asininos em geral são nossos irmãos da fauna animalesca. O padre Antônio Vieira, dos Sertões, homônimo do padre Vieira, dos Sermões, e o iluminado Lua Gonzaga, rei do baião, assim cantaram a cantiga das caatingas sertanejas: o jumento é nosso irmão”.

“Jesus de Nazaré, rei dos reis, fez uma entrada triunfal em Jerusalém assentado no lombo de uma jumentinha, manso e pacífico,  e os exércitos dos fariseus estremeceram. Ainda hoje os jumentos carregam no lombo a marca de uma cruz deixada pelo Nazareno”.  

“Se eu fosse amigo do ex-capitão aconselharia ele, ao invés do desfile de motos, a motociata, a fazer um jumentaço, uma passeata de jumentos na Esplanada dos Ministérios e dos Monastérios. Deveria subir a rampa do Planalto montado num jegue. Seria emocionante! Eu  juro que votaria nele. Jamais eu irei votar, nem morto, no bode rouco lazarento, mesmo que ele seja eleito o herói da jumentolândia e aplaudido por legiões de quadrúpedes”.

“Símbolo da humildade, os jumentos transportam as cargas não suportadas pelos Sapiens. Também simbolizam a resistência e a força do homem sertanejo na luta pela sobrevivência. Quanto trabalho sofrido para ganhar o capim de cada dia! Resignados, suportam os castigos e só lhe restam em algumas ocasiões dar um coice nos seus algozes. Os jumentos são vítimas da jumentofobia, politicamente incorreta”.

“Neste momento solene proclamo, monocraticamente: meu reino por uma touceira de capim!”.

A crônica animalesca do bicho-grilo Adalbertovsky está postada no Menu Opinião.


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Comentários

Wellington Antunes

O jumento tem habitat no nordeste, e jornalista jumento habita em alguns blogs. Vive se ferrando, mas não para de babar o capetão que todos os dias agride a imprensa.

Joao

O reino do Bozo tem um capinzal, não para os jegues, mas para os acéfalos que assim como ele, desdenham da ciência e da vida de quase 500 mil mortes. O mais novo membro dessa fazenda é o \" COMPETENTE \" genro do homem do baú e puxa-saco do capetão, digo \"capitão \".


Bandeirantes Junho 2021

21/06


2021

Coluna da segunda-feira

Quem rouba, não é genocida?

Não entenda como uma defesa do presidente Bolsonaro, que cometeu erros e continua com uma postura equivocada, a ponto até de defender o não uso de máscaras para quem já está vacinado, mas a pandemia no Brasil virou palanque político. A maior palanqueira é a TV-Globo, que aponta o presidente brasileiro como o principal responsável pelas 500 mil mortes, marca atingida sábado passado, mas não inclui entre os culpados os governadores e prefeitos que desviaram bilhões da Covid. O maior circo, a CPI do Senado, com presidente e relator investigados por corrupção.

Ora, quem roubou dinheiro com a rubrica de salvação de vidas, diga-se de passagem, remetido pelo Governo Federal, matou vidas do mesmo jeito, é igualmente, genocida ou tem alguma diferença? O presidente é genocida porque foi relapso e negacionista. Tudo bem. E quem comprou respiradores de porcos, equipamentos hospitalares em geral superfaturados, não é, igualmente, criminoso? A Globo foi ao orgasmo com um editorial no JN falando das 500 mil mortes, cravando, indiretamente, o Governo pela culpa.

Mas quando informa que os Estados Unidos, a maior potência mundial, ultrapassou a marca das 600 mil mortes, não carimba o presidente Joe Biden de genocida, nem tampouco o ex-presidente Donald Trump. Dois pesos, duas medidas. A Índia não está muito distante do Brasil em termos de mortes – 400 mil – mas a Globo também não se refere ao presidente Ram Nath como genocida, muito menos o primeiro-ministro Narendra Modi. Qual a diferença? Politicagem, antecipação da eleição de 2022.

A Globo omite, por exemplo, que mais de 16 milhões de brasileiros se recuperaram da covid. Quanto aos Estados, deveria apontar, também, a roubalheira, começando pelo governador de São Paulo, João Dória (PSDB). Além de ser a unidade da Federação com maior número de mortes, o Governo Dória recebeu a “ilustre” visita da Polícia Federal. Assinou uma compra superior a meio bilhão de reais, sem licitação, para aquisição de respiradores em caráter de urgência. Quem rouba, também não é genocida, repito?

Em São Paulo, foram três mil aparelhos importados da China, a um custo de mais de R$ 550 milhões, gasto que representa quase metade do R$ 1,2 bilhão estimado pelo governo com custos extras devido à pandemia. Por conta disso, o tucano está na mira do Ministério Público de São Paulo e silenciou, tende a virar réu e até ser preso. No Rio, o governador Wilson Witzel chegou a ser afastado por decisão monocrática do ministro Benedito Gonçalves, do STJ, que atendeu a pedido do Ministério Público Federal, denunciado pelos crimes de corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Na decisão, Gonçalves diz que o grupo criminoso, do qual Witzel faria parte, agiu e continua agindo, "desviando e lavando recursos em plena pandemia".

Mas a Globo não diz que o governador carioca é genocida. A Polícia Federal já fez operações para investigar a roubalheira do dinheiro que seria para salvar dias em 11 Estados. Isso significa que a Polícia Federal rompeu uma quadrilha a cada 3,9 dias, desde que começaram as buscas. Em um ranking dos estados que mais desviaram verbas da saúde, em primeiro lugar está Pernambuco, mas a Globo não mostra isso.

Aqui, segundo levantamento oficial da Polícia Federal, teria ocorrido desvios da ordem de R$ 108 milhões. Em seguida, o Pará, com R$ 75 milhões, e Rondônia, onde R$ 31 milhões da verba destinada ao tratamento de infectados pela Covid-19 teriam ido para os bolsos dos corruptos. Vale ressaltar que, do total de ações, em oito casos a PF não informou o valor dos desvios. E entre as operações, 16 miravam as prefeituras. Recife é, igualmente, campeã, com sete operações da PF. Na gestão de Geraldo Júlio, o Covidão, só para a pandemia mais de R$ 600 milhões foram enviados pelo Governo Federal.

Mas a Globo não inclui Paulo Câmara nem Geraldo Covidão como genocidas. Entre os 25 processos de investigação da Federal, 15 ações envolvem a aquisição de outros tipos de materiais destinados ao combate do novo coronavírus, como máscaras de proteção e Equipamentos de Proteção Individual (EPI). Apenas quatro processos de investigação não especificaram o objeto alvo de fraudes nas compras.

Isso a Globo não mostra em editorial!

O editorial – A TV Globo divulgou, no mesmo sábado das 500 mil mortes, um editorial lido no final Jornal Nacional pelos apresentadores William Bonner e Renata Vasconcelos. O texto não mencionou o nome de autoridades, mas de maneira oblíqua se dirigiu ao presidente Jair Bolsonaro. “É evidente que foram muitos – e muito graves – os erros cometidos. Eles estão documentados por entrevistas, declarações, atitudes, manifestações”, disse a emissora em seu principal telejornal. Neste trecho, fica evidente que o alvo é Bolsonaro, ao mencionar tratamento precoce para covid, sempre defendido pelo presidente: “A aposta insistente e teimosa em remédios sem eficácia, o estímulo frequente a aglomerações, a postura negacionista e inconsequente de não usar máscaras e, o pior, a recusa em assinar contratos para a compra de vacinas a tempo de evitar ainda mais vítimas fatais”.

Esculhambação grande – O Governo Federal derramou uma dinheirama nos Estados achando que seriam grandes parceiros na disseminação da covid. Transferiu R$ 37 bilhões para os 26 estados mais o Distrito Federal, o que representa 62% do total dos R$ 60 bilhões de recursos em geral remetidos. Os municípios receberam os R$ 23 bilhões (38%) restantes. a maior parte dos R$ 37 bilhões recebidos pelos estados tinha aplicação livre: R$ 30 bilhões, ou seja, 81% do total. Os governadores puderam usar esse dinheiro para outros fins que não o combate à pandemia – como investimento, custeio da máquina pública e pagamento de salários. Somente R$ 7 bilhões, o equivalente a 19% do total, tinham que ser aplicados necessariamente em ações de saúde e assistência social.

Em outros setores – O Estado que mais recebeu o auxílio foi São Paulo, contemplado com R$ 7,6 bilhões, sendo R$ 988 milhões para saúde e R$ 6,6 bilhões em aplicação livre, mas o governador cara de pau João Dória diz que o Governo Federal não ajudou. Em segundo lugar, está Minas Gerais, que recebeu R$ 3,4 bilhões, dos quais quase R$ 3 bilhões de uso livre e R$ 453 milhões para combate à pandemia. Logo depois, aparece o Rio de Janeiro, que levou R$ 2,4 bilhões, sendo R$ 2 bilhões “sem carimbo” e R$ 411 milhões com destino específico.

A fatia pernambucana – No caso de Pernambuco, o Estado já recebeu R$ 1,5 bilhão do Governo Federal exclusivamente para ações direcionadas ao combate da covid. Deste total, R$ 777,5 milhões foram destinados ao Recife, que concentra a maior rede de saúde. Para a Secretaria de Saúde do Recife, houve um repasse direto de R$ 129,8 milhões. Já o Governo do Estado manejou, sozinho, mais R$ 647,6 milhões. Os outros municípios, somados, tiveram acesso a outros R$ 768,7 milhões. Os dados são oficiais, do Localiza SUS, plataforma do Ministério da Saúde.

Desmistificando a CoronaVac – Embora tenham ocorrido mortes em pacientes, mesmo após a segunda dose, uma nova pesquisa sobre a eficácia das vacinas contra a covid-19 mostra que a CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan, é a que mais protege contra casos graves da doença, prevenindo até 97% das mortes de pessoas infectadas. O levantamento foi feito e divulgado pelo ex-secretário Nacional de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde e atual secretário de Serviços Integrados de Saúde do Supremo Tribunal Federal, Wanderson de Oliveira. O epidemiologista usou dados do sistema OpenDataSus, do Ministério da Saúde. A pesquisa de Wanderson também levantou as taxas de eficácia contra casos mortes das outras vacinas, como a da Astrazeneca (90%), Pfizer (80%), Janssen (85%) e Sputnik V (85%).

CURTAS

Gastos – O Governo Federal já gastou R$ 557 bilhões com ações de resposta à pandemia de covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. A cifra representa 7,5% do PIB (Produto Interno Bruto), soma de todos os bens e serviços produzidos pelo País em um ano. Até junho, a maior despesa foi com o auxílio emergencial, que totaliza R$ 311 bilhões pagos (em 2020 e em 2021), segundo informações do Portal da Transparência.

Vacinas – O segundo maior montante foi com transferências a fundos garantidores de investimentos (R$ 73 bilhões). Os 26 Estados e o Distrito Federal receberam cerca de R$ 60 bilhões diretamente. Na lista estão cerca de R$ 60 bilhões em ações diretas de enfrentamento relacionadas a políticas de saúde. O valor pago para a aquisição de vacinas já atingiu R$ 9 bilhões.

Perguntar não ofende: Então, para a Globo, concluindo, quem ceifou tantas vidas desviando dinheiro da covid não é genocida? 


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Comentários

Joao

Mantra bozolóide e de muitos jornalistas puxa-saco e disseminadores de fakes: Globo , Cuba, Venezuela, Lula......tentando fugir da culpa por mais de 500 mil mortes. Não comprou vacina, agora pagamos um preço muito alto. Quer partilhar a culpa. Agora é tarde capetão, digo capitão!


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