20/01


2021

MPPE vai fiscalizar e monitorar aplicação das vacinas

O procurador-geral de Justiça de Pernambuco (PGJ-PE), Paulo Augusto de Freitas Oliveira, expedirá Recomendação para que, em todo o Estado, os membros do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) intensifiquem a fiscalização e o monitoramento da realização da vacinação contra a Covid-19.

“Estamos vivenciando um caso de emergência em saúde pública em todo solo nacional e é inadmissível que, considerando o quantitativo de vacinas recebidas pelo Estado de Pernambuco, haja qualquer descumprimento das normas estabelecidas pelo Plano Nacional de Imunização, bem como pactuações locais. Estamos formatando uma recomendação que irá orientar os membros de todo o Estado nesse processo de fiscalização", disse o procurador-geral de Justiça.

O MPPE, por meio da Promotoria de Justiça de Jupi, recebeu a denúncia de que um cidadão, fora do grupo prioritário estabelecido pelo Plano Nacional de Imunização e diretrizes estaduais de vacinação contra a Covid-19, recebeu dose da vacina. "Recebemos essa denúncia por meio de um vídeo apontando que um cidadão fora do grupo recebeu a vacina. Vamos oficiar a Secretaria Municipal de Saúde para prestar esclarecimentos, bem como os profissionais de saúde que realizaram o procedimento, além da delegacia local para apurar conduta penal acerca do caso", disse a promotora de Justiça da cidade Adna Vasconcelos.

Sobre esse fato narrado, o procurador-geral de Justiça entrou em contato com a colega e disponibilizou a equipe do Caop Saúde e seus assessores para o apoio necessário. Além disso, acompanhará a apuração do fato, a fim de também adotar as medidas que se fizerem necessárias na esfera criminal, na hipótese de haver envolvimento de agente com prerrogativa de foro. O MPPE irá instaurar procedimento para apurar a conduta, no âmbito civil e criminal, uma vez que houve o desrespeito às normas contidas no Plano Nacional de Imunização e as pactuações locais acerca do cronograma de vacinação.


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O Jornal do Poder

20/01


2021

Donald Trump deixa a Casa Branca

Donald Trump fez sua última aparição em Washington DC como presidente, hoje, horas antes de Joe Biden prestar juramento como o novo líder dos Estados Unidos.

Ele não quis participar da posse, como é tradicional na transição de poder.

Trump deixou a Casa Branca, falou rapidamente com alguns repórteres que o aguardavam do lado de fora do edifício. Ele agradeceu, disse que foi uma honra ter sido presidente e se despediu, de acordo com jornalistas que estavam lá.

Ele, então, entrou em um helicóptero que o levou para a Base Andrews, uma pista aérea da força militar no estado de Maryland.


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Abreu no Zap

20/01


2021

Governo Federal assume Arco Metropolitano

Os ministros Gilson Machado Neto (Turismo), Tarcísio Freitas (Infraestrutura) e o secretário Jorge Seif (Aquicultura e Pesca) sobrevoaram, ontem, o Litoral Sul pernambucano e o Litoral Norte de Alagoas com o objetivo de identificar gargalos que afetam o desenvolvimento de toda a região. Ao perceber a dificuldade de escoamento do Porto de Suape, por exemplo, devido aos engarrafamentos, Freitas disse que o Governo Federal estuda a concessão da BR-101 para que seja criado um Arco Metropolitano de Goiana até a parte sul do Grande Recife.

Segundo Gilson Neto, a preocupação também se dá pelo potencial turístico, que fica prejudicado com a dificuldade no tráfego. "Nas rodovias PE-60, cinturão turístico que passa por destinos como Porto de Galinhas, Tamandaré e Carneiros, e também na AL-101, rodovia que passa por Maragogi, Japaratinga e de estende até Maceió, identificamos um grande fluxo de veículos que geram engarrafamentos e que interferem diretamente nas atividades turísticas de uma das regiões mais belas do Brasil. Por isso, defendemos a federalização destas rodovias", declarou.

Existe um projeto do Governo de Pernambuco para a construção de um arco metropolitano, mas até agora não saiu do papel.


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20/01


2021

Manaus sem ar, cheiro de morte e golpe

Por José Nêumanne*

Governo ignora fim de estoques de oxigênio na capital do Amazonas, Bolsonaro não toma providências e ameaça com autogolpe a democracia, que evitaria chegar a 300 mil mortes na pandemia

Partindo de relatos no WhatsApp enviados por Edilson Martins, nortista, jornalista, meu colega no Jornal do Brasil, e Ophir de Castro, empresário brasileiro que mora na Flórida, reconstituo o relato de fatos que revelam os verdadeiros responsáveis pela tragédia da falta de oxigênio em Manaus: Jair Bolsonaro, o Rocinante, e Eduardo Pesadelo, o Sancho Pançudo.

Colunista pioneiro de meio ambiente, no Pasquim, periódico de resistência à ditadura militar, Martins escreveu no Facebook: “Os brasileiros, em razão da peste açoitando, sem controle, o país, passam a ser afugentados, recusados nas principais cidades do mundo. Viramos cães pirentos” (ou seja, com perebas).

Uma consulta rápida ao Google dá conta de que o governador do Amazonas, Wilson Lima, apoiou e foi apoiado pelo então candidato a presidente, Jair Bolsonaro, que teve na capital amazonense 66% dos votos válidos no segundo turno. Segundo Martins, “Lima pisou na jaca, entre outras acusações, ao contratar uma empresa que opera na área de vinhos, na compra de equipamentos inadequados, para combater a Covid-19. Só não respondeu a impeachment, até agora, pelos ilustres deputados da  Assembleia Legislativa, bom… cala-te boca”.

E Ophir lembrou que, “pouco antes do Natal, um decreto estadual proibiu a abertura do comércio não essencial em Manaus por quinze dias a partir de 26 de dezembro. Na manhã de 26, uma turba enfurecida, de verde-amarelo, protestou no centro de Manaus contra o decreto do governo. O governador Wilson Lima atendeu à plebe e autorizou a reabertura do comércio. Eduardo Bolsonaro comemorou: ‘1.º Búzios e agora Manaus. Todo poder emana do povo’. O deputado bolsonarista Daniel Silveira acompanhou o patrão: ‘E aí @wilsonlimaAM, viu quem manda no estado? Para com essa palhaçada de lockdown, senão vai ser arrancado do palácio pelas mãos do povo, literalmente. Recado dado e que os outros ditadorezinhos de porcaria entendam a mensagem. O poder emana do povo’, repetiu. A deputada Bia Kicis fez eco ao chefe no Twitter, ‘A pressão do povo funcionou também em Manaus. O governador do Amazonas, @wilsonlimaAM, voltou atrás em seu decreto de lockdown. Parabéns, povo amazonense, vocês fizeram valer seu poder!’. É a autora do PL 4650/20, que desobriga o uso de máscaras de proteção individual para evitar a contaminação por (sic) novo coronavírus”.

“Osmar Terra, médico, candidato a ministro da Saúde e defensor da cloroquina, postou na semana passada: ‘Embora noticiário alarmista, Manaus tem queda importante de óbitos desde julho, mostrando uma imunidade coletiva (de rebanho) em formação e se manteve assim até o último dia do ano’”, registrou o executivo.

No começo da semana passada, o intendente incompetente visitou Manaus, reforçou o tratamento precoce contra a covid-19 e disse que a prescrição da cloroquina pode ser feita pelo médico antes dos resultados dos testes. Daí veio a notícia nefasta: “Manaus vive colapso com hospitais sem oxigênio, doentes levados a outros Estados, cemitérios sem vagas e toque de recolher”. A média móvel de mortes no estado cresceu 183% nos últimos sete dias e num só dia morreram três médicos.

Sem oxigênio, Manaus não ficou em chamas, como Paris sob Hitler, no filme do gênio do cinema francês René Clément. O Ministério da Saúde mobilizou sete Estados para receberem 750 pacientes do Amazonas. Na quarta-feira, 13, uma aeronave levou oito toneladas de equipamentos hospitalares para a cidade, incluindo cilindros de oxigênio. Mas os estoques terminaram. Como é notório, o general Pesadelo comandou tropas do Exército e tem parentes na capital amazonense. Saiu dizendo que não havia o que fazer. No dia seguinte, os noticiários da TV registraram um brigadeiro no comando de aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) levando pacientes manauaras para outras capitais e trazendo no voo de volta cilindros para atender quem não pudesse viajar.

Na live de quinta-feira, 14, Bolsonaro pediu calma, sem manifestar nenhuma empatia, sensibilidade ou solidariedade. Nem lamentar o luto das famílias atingidas. Como de hábito, transferiu a culpa para o governador do Amazonas e o prefeito da capital. OMas o hospital de referência para covid-19 é da Universidade Federal da Amazônia (UFAM), ou seja, da União. O Sistema Único de Saúde (SUS), subordinado ao Ministério da Saúde é, aliás, a única repartição pública federal que funciona na pandemia.

Em novembro, Bolsonaro vetou a compra de um jato da Boeing. Em janeiro, o governo pediu um avião da Força Aérea dos EUA  para transportar cilindros de oxigênio para Manaus. A White Martins, principal fornecedora de oxigênio, anunciou que deverá  trazer estoques do produto da sua fábrica da… Venezuela.

Aí apareceu o vice, Hamilton Mourão, e disse que a tragédia de Manaus foi imprevista. Em março de 2020, o então ministro da Saúde, Luiz Henrique  Mandetta, previu o colapso no sistema de saúde e o registro de 180 mil mortos por covid no Brasil. Ele foi demitido e o Ministério da Saúde cancelou as informações diárias das estatísticas em entrevistas coletivas. Os meios de comunicação obtêm os dados das Secretarias de Saúde e na manhã da segunda-feira, 18 de janeiro, o consórcio relatava que 209.906 brasileiros haviam morrido de covid.

Também no primeiro dia da semana o Ministério da Saúde, enfim, anunciou um plano nacional de imunização sem vacinas suficientes para tanto. Disponíveis só dez milhões de doses no País, graças a convênio do Instituto Butantan, paulista, com o laboratório chinês Sinovac, de setembro. Que o artilheiro mortal chama de “vachina”. O sinistro Pesadelo, que marcou o início para o “dia D, hora H”, viu o governador de São Paulo, João Doria, acompanhar a vacina sendo aplicada na enfermeira Mônica Calazans, de 54 anos, negra, corintiana, moradora de Itaquera, na periferia paulistana. O dia D virou dia do Doria. Da hora H nem Deus é capaz de dar conta. Ignorados pelo governo federal, os brasileiros contam com uma compra de 160 milhões de vacinas produzidas pela parceria Oxford-AstraZeneca com a Fiocruz. Ilusão! A vacina em questão é produzida pelo laboratório indiano, com insumos chineses (ou seja, “comunistas”), Serum, e este não liberou sequer os 2 milhões de doses que o governo brasileiro mandaria buscar em Mumbai num avião da Azul especialmente fretado para tanto. Não há calendário de vacinação nem perspectiva de produção da Fiocruz. As remessas de coronavac também podem não ser feitas logo pelo mesmo motivo: a escassez dos insumos da China. Ou seja, estamos acuados numa árvore da Amazônia pela cachorrada perebenta.

Sem vacina, humilhado pela Anvisa por cinco a zero e engolindo a vitória do rival que escolheu para disputa eleitoral, Bolsonaro resolveu ameaçar o País com a ditadura. Ao gado que o segue cegamente disse no jardim do Alvorada: “Nós, militares, somos o último obstáculo para o socialismo. Quem decide se um povo vai viver na democracia ou na ditadura são as suas Forças Armadas. Não tem ditadura onde (sic) as Forças Armadas não apoiam”, E ainda cometeu um ato falho: “Apesar das vacinas”. Xô, Bolsonaro, já! Antes que dê o autogolpe e continue boicotando a única esperança de fim da pandemia e da recessão, que é a “vachina”, que ele e seu gado desprezam por ignorância e arrogância.

QED (quod erat demonstrandum, o que havia de ser demonstrado)

*Jornalista, poeta e escritor


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20/01


2021

OAB/PE institui comissão pioneira de Direito Parlamentar

O presidente da Seccional Pernambucana da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PE), Bruno Batista, instituiu, no início da semana, a criação de uma comissão de Direito Parlamentar dentro da instituição O grupo já conta com 39 advogados em sua composição. Para presidir a comissão, Bruno Batista indicou o advogado Roberto Rocha Leandro.

Roberto Rocha é sócio do escritório LNL Advocacia. Ele assumiu a presidência da Comissão de Direito Parlamentar na última segunda-feira (18). “A criação da nova comissão tem como desafios iniciais fortalecer o debate jurídico em torno da atuação das casas legislativas e o apoio à Advocacia Parlamentar em nosso Estado”, comentou. O presidente da OAB no Estado, Bruno Batista, ressaltou a importância da comissão, que “está em sintonia com os desafios do momento que vivemos”, afirmou.

Direito Parlamentar

A OAB-PE inovou ao instituir a primeira comissão de Direito Parlamentar. Esse campo de estudo do Direito tem conquistado espaço como um ramo autônomo do Direito Público. De acordo com a OAB-PE, o Direito Parlamentar não se resume ao processo legislativo, definido como o conjunto de atos necessários à formação de uma proposição normativa para que se torne uma norma de direito. 

Ainda de acordo com a OAB-PE, o Direito Parlamentar trata da organização e funcionamento interno dos parlamentos, além dos diversos processos legislativos, em especial a elaboração, revisão e aprovação de normas. 

Outras matérias relevantes do Direito Parlamentar são o controle dos legisladores sobre a administração pública, as prerrogativas parlamentares, o exercício de controle das contas públicas, o processo disciplinar e ético de parlamentares. O Direito Parlamentar já se tornou disciplina em diversas instituições de ensino jurídico do mundo.


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Banco de Alimentos

20/01


2021

Uma adega de primeiro mundo

Recife ganhou, ontem, a Adega do Futuro, na Rua do Futuro, 634, algo digno de primeiro mundo. Fui convidado para o avant-première da sofisticada casa, que ocupa o espaço do antigo restaurante Via Appia. Tudo nela é sofisticado, desde a máquina italiana Winefit Evo, dispensadora de vinhos em taça, que oferece dosagens a critério do cliente, à gastronomia contemporânea. É a primeira do Brasil e a quinta do mundo.

A Adega do Futuro está instalada numa área com mais de 750 metros quadrados, dividida em cinco ambientes, dos quais um exclusivo para reservas corporativas, com uma acústica impecável. A adega comporta 1,8 mil garrafas de vinhos, com rótulos envolvendo 14 países. Seus vinhos são focados em garrafas magnus e double magnus, estilos atrativos para os amantes da bebida e dos que estão em busca dela.

"A intenção foi fazer uma harmonização do princípio ao fim", diz Lucas Viana, proprietário da adega. Viana, que morou por 14 anos em Portugal, e sua esposa Joseane Alves, se espelharam nas mais modernas e criativas casas de vinho do mundo para o start do projeto pioneiro do Recife.

SERVIÇO

Adega do Futuro

Endereço: Rua do Futuro, número 634

Telefone: (81) 9.9929-5657

Aberto para almoço e jantar - De terça a domingo


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20/01


2021

Biden assume com propostas impactantes

O Governo de Joe Biden e Kamala Harris nos Estados Unidos começa hoje ao meio-dia de Washington (14h de Brasília), com perspectiva de mudanças profundas. As informações são do Blog do Riella.

A cerimônia de posse do presidente e da vice-presidente será realizada sob medidas de segurança, sem presença de público.

Será a primeira transferência de poder desde 1869 em que o presidente anterior (Donald Trump) não estará presente para passar o cargo.

Joe Biden deverá reverter políticas de Trump já nos primeiros dias. Ele vai priorizar o combate à Covid-19. Pretende também injetar US$ 700 bilhões na economia e resgatar o multilateralismo na política externa.

Repercute a proposta de aumento do salário mínimo federal para US$ 15 por hora (cerca de R$ 80). Biden promete também investir US$ 2 trilhões em energia renovável.

Há a promessa de gastar US$ 400 bilhões em compras governamentais direcionadas a produtos da indústria americana.

Biden garante levar os EUA a ingressar novamente no Acordo de Paris, que prevê a redução dos gases de efeito estufa em até 28% até 2025.

Permanece como incerta a postura diante da China, levando-se em conta o desafio da disseminação do 5G no mundo (inclusive no Brasil). E destaca-se a intenção de alterar profundamente a política migratória imposta por Trump.


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Jornao O Poder

20/01


2021

Quanta saudade de Edvaldo Morais!

Deus criou o homem à sua semelhança, aprendi na escola e lendo a Bíblia. Mas quando deu o sopro da vida a Edvaldo Morais concebeu uma escultura de rádio, o veículo que nunca morre, o mais atual. Fazer rádio, para ele, que se estivesse ainda entre nós faria hoje 72 anos, a tribuna do rádio não era apenas um ofício, o ganha pão. Era um eterno vício para quem verdadeiramente nasceu radialista. 

E dos bons! Dos que transformavam a magia do rádio num imã com a sociedade. Edvaldo, verdadeiramente, não tinha voz aveludada, daquelas de cantores impressionistas, que conquistam os ouvintes pela beleza. Morreu, entretanto, com a voz eternizada, que ecoava em defesa de um povo sem voz e indefeso. 

Lapidou refrões -  "Dá duro neles, Edvaldo Morais". Quando encerrava o programa, mandava um beijo decifrado para sua amada Eliane, com quem teve três filhos: "Vou agora para o lado dos que têm fome e sede de justiça, mas com uma certeza, a certeza de que estarei ao lado de uma mulher". Berrou quando necessário. "Não tenho medo dos poderosos, só dos poderes de Deus", dizia. 

Construi com Edvaldo uma relação profissional e de amizade. Brigamos em alguns momentos. Ele era brigão. Eu continuo brigão. Nada, porém, que se constituísse numa pedra intransponível à nossa frente. Nunca tivemos uma pedra irremovivel, como as pedras drumonianas. Nossa dobradinha fisgou milhões de ouvintes na Clube, na Olinda, na Folha, enfim, em todas as emissoras em que ele trabalhou.

Edvaldo deixou uma grande lacuna, um vazio terrível entre cinco da manhã às 9 horas, horário da sua tribuna popular. Usava a voz com a premissa básica de que Jornalismo de verdade deve defender aqueles que não possuem voz, não calá-los ainda mais. Seu jornalismo era cidadão, revolucionário, devoção, sacerdócio. Sua ética acompanhou o jornalismo como o zumbido acompanha o besouro.

Era a prática diária da inteligência, o exercício quotidiano do caráter. Não se dobrava, vigilante, altivo. Seu jornalismo era um fio que ligava as pessoas ao mundo.


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20/01


2021

Coluna da quarta-feira

Uma quase unanimidade

Em meio a um deserto de positividade no Governo Paulo Câmara, pelo menos na política algo vem dado mais do que certo, quase uma unanimidade na base de sustentação na Assembleia Legislativa: a bem-sucedida articulação entre os poderes conduzida pelo secretário da Casa Civil, José Neto. Desde que tomou posse no cargo, sumiram os ruídos, as insatisfações entre os deputados dos mais diversos partidos.

“Ele é habilidoso, paciente e atencioso”, diz o parlamentar que até então vinha tendo dificuldades na relação com o Governo. Sobrinho do ex-governador Joaquim Francisco, José Neto é uma espécie de curinga do governador Paulo Câmara, com quem tem uma relação de amizade que vem dos bancos escolares. Ele está tão bem na foto que já tem até quem lembre do seu nome para uma disputa proporcional e até majoritária, em 22.

Com Neto na Casa Civil, os embaraços da política ganham rapidez e soluções a curto e médio prazos, porque ele é da escola macielista: fino no trato, atencioso e retorna todas as ligações. É ainda daquele tipo que vai até a velório de parentes de aliados. Outra grande virtude é ser madrugador. Chega cedo ao gabinete e só fecha a porta para o final do expediente depois de atender a todas as demandas, já tarde da noite.

Formado em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco, funcionário público de carreira e auditor do Tribunal de Contas do Estado (TCE), José Neto cuida, igualmente, das demandas interioranas, atendendo prefeitos e vereadores governistas. Antes de assumir a Articulação Política, foi secretário-executivo de Pessoal e de Relações Institucionais da Secretaria de Administração no governo Eduardo Campos, de 2007 a março de 2010.

Em janeiro de 2011, foi nomeado secretário-executivo de coordenação institucional da Secretaria da Fazenda, cargo em que permaneceu até abril de 2014, quando nomeado novamente secretário de Administração. No ano seguinte, assumiu a chefia da assessoria especial do governador Paulo Câmara. Em 2017, esteve à frente da chefia de Gabinete do governador. No início de 2019 foi nomeado pela terceira vez secretário de Administração.

No mesmo ano, em agosto, recebeu a missão do governador para descascar os abacaxis da política, que até então pareciam intermináveis, e deu certo. Além de atender com capricho os deputados, Neto, vez por outra, principalmente antes da pandemia, surpreendia a base do Governo indo tomar um cafezinho com vários deputados na Assembleia, do presidente da Casa até o mais visível representante do chamado baixo clero da Casa. Por isso, virou quase uma unanimidade, tendo o aval até dos que vez por outra choramingam pelos corredores palacianos.

Revoada Bivarista – O deputado Arthur Lira (PP-AL) deu um passo relevante na consolidação de sua candidatura a presidente da Câmara. Anunciou, ontem, que elevou de 32 para 36 o número de apoios dentro da bancada do PSL, partido dirigido pelo deputado Luciano Bivar, trombado com Bolsonaro. Com isso, deve ter essa legenda formalmente no bloco que sustenta sua campanha. Os deputados Charlles Evangelista, Delegado Pablo, Nicoletti e Luiz Lima comunicaram o atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), da adesão ao bloco de Lira. A eleição está marcada para o próximo dia 1.

Direitos – O PSL passa por uma situação curiosa desde 2019, quando rompeu com o presidente Jair Bolsonaro. Dos 52 deputados que elegeu em 2018, a legenda decidiu suspender 17. Esses congressistas não podem exercer várias atividades dentro da Câmara, inclusive não têm poder para opinar quando a agremiação faz ou desfaz um bloco partidário. Para entrar num bloco, metade dos deputados de uma legenda deve estar a favor. No caso do PSL, quando se considera o número de vagas conquistadas nas urnas (que é o que vale), são necessários 27 deputados. Dos 36 deputados do PSL que hoje apoiam Arthur Lira para ser o próximo presidente da Câmara, há 19 que têm plenos direitos dentro do partido.

Rejeitadas – Isso sepulta a chance de a legenda se aliar ao adversário de Lira na disputa, o deputado Baleia Rossi (MDB-SP), apoiado pelo atual presidente da Câmara. O presidente do PSL, Luciano Bivar, está com a candidatura de Baleia Rossi. Sem o PSL formalmente no bloco pró-Baleia, diminuiu a força do grupo porque fica reduzida a proporcionalidade para obter cargos que essa chapa deseja na Mesa Diretora da Câmara. Presidente da Câmara e aliado de Baleia Rossi, Rodrigo Maia (DEM-J) jogou pesado: as novas assinaturas de deputados do PSL colhidas por Arthur Lira (PP-AL), candidato a presidente da Câmara, para levar o partido ao seu bloco devem ser rejeitadas pela Casa.

Sem excelência – Pressionado por críticas ao enfrentamento da pandemia da covid-19 e alvo de novos pedidos de impeachment, o presidente Jair Bolsonaro afirmou, ontem, que não pode dizer que é um “excelente presidente”. Ele disse, contudo, estar “cumprindo uma missão” e fez referência a gestões anteriores. “Não vou dizer que eu sou um excelente presidente. Mas tem muita gente querendo voltar o que eram os anteriores. Já reparou? É impressionante. Estão com uma saudade de uma..., disse para apoiadores, sem concluir a frase.

CURTAS

PANELAÇOS – A fala do presidente se deu em meio a pressões sobre o Governo federal devido à atuação no combate à pandemia da covid-19. A sobrecarga do sistema de saúde em Manaus (AM) e a falta de oxigênio em hospitais afetou a imagem do governo e do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, que já adota tom defensivo em seus discursos. Na sexta-feira, o governo de Bolsonaro foi alvo de panelaços em todo o País.

REAÇÃO DE YVES – O prefeito de Paulista, Yves Ribeiro, ficou uma arara com o ex-prefeito Júnior Matuto, que o acusou de mentiroso diante da polêmica de que havia usado o dinheiro do Fundef para pagamento de pessoal, o que é proibido por lei. "Essa é a situação do ex-prefeito, que depositou recursos dos precatórios do Fundef em conta de uso geral. Ao invés de depositá-los em conta específica, resolveu realizar transferência para contas de caráter geral, com o objetivo descarado de burlar a lei", desabafou.

Perguntar não ofende: A quem interessa, neste momento em que o País começa a melhorar o ambiente com a vacinação, o impeachment de Bolsonaro?


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Comentários

Fernandes

Se marcos de camaragibe mamador de piroca, queima rosca, tomar a vacina, e virar homem podemos catalogar uma nova espécie. Um pirobo?

marcos

Tudo Fake Mortadela, ninguém acredita mais em tu não Gretchen, melhora o português.

Fernandes

Com Biden no poder, EUA farão série de ações para enfraquecer Bolsonaro. Com o governo Biden, serão fortalecidas as condições políticas para a queda de Jair Bolsonaro.

Fernandes

Governo admite que ataques à China travam chegada de insumos para vacina. Integrantes do alto escalão do governo Jair Bolsonaro admitem que a relação conturbada do país com a China tem travado a importação de insumos para a produção das vacinas contra a Covid-19 no Brasil. O assunto foi um dos temas da reunião do presidente com ministros no Palácio do Planalto.

Fernandes

A Índia se nega a vender insumos para fabricação de vacinas para o Brasil, porque o Bolsonaro, para puxar o saco do Trump, foi contra a Índia em um pedido de suspensão temporária das patentes sobre suprimentos para o combate à Covid-19 – incluindo os imunizantes.