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23/01


2021

Um embaixador no inferno

Por Marcelo Tognozzi*

O embaixador Paulo Tarso Flecha de Lima nasceu vacinado contra a mediocridade e a incompetência. Ao longo dos seus mais de 50 anos de carreira não foram poucas as vezes em que desafiou o impossível e venceu. Diplomata brasileiro mais importante da segunda metade do século 20, sempre teve como marca pessoal a eficiência da sua diplomacia exercida com determinação, cavalheirismo e, acima de tudo, uma enorme paixão pelo Brasil. Os mais jovens não sabem, mas nos anos Paulo Tarso o Itamaraty era muito mais que uma repartição burocrática com funcionários poliglotas. Ali funcionava uma usina de talentos capazes de ousar e fazer a diferença.

O embaixador, que completará 88 anos em julho, é símbolo da competência e inteligência que necessitamos resgatar urgentemente para que o Brasil recupere sua importância e prestígio na comunidade internacional.

Nos últimos anos experimentamos a diplomacia de uma nota só, na qual o único parceiro relevante era o ex-presidente Trump. Os erros da diplomacia são caros demais e às vezes duram séculos até serem superados.

Esta semana o Brasil se encheu de esperança com as primeiras imagens de pessoas sendo vacinadas. Mas perdeu o fôlego logo em seguida, abatido pela notícia de que não teremos matéria-prima suficiente para produzir imunizantes em larga escala. Nossa diplomacia foi lerda, justamente quando mais precisávamos dela e pagaremos caro.

Foi por isso que decidi reproduzir esta conversa até agora inédita. Na tarde do dia 11 de julho de 2003, eu e o fotógrafo Orlando Brito batemos um longo papo com o embaixador Paulo Tarso sobre os bastidores do resgate dos brasileiros feitos reféns pelo ditador do Iraque, Saddam Hussein, em 1990, pouco antes de estourar a Guerra do Golfo. Saddam usaria brasileiros trabalhadores da Mendes Junior como escudos humanos no caso de um bombardeio norte-americano. Embaixador em Londres, ele interrompeu as férias no sul da França para rumar ao inferno iraquiano. Seu relato é uma aula de diplomacia, ousadia, coragem, solidariedade humana e profissionalismo. Tudo o que se espera de um embaixador de verdade.

Quando o presidente Fernando Collor pediu para o senhor resolver a questão dos reféns brasileiros no Iraque?

Paulo Tarso – Foi em 1990. Estava de férias no Hotel du Cap no Sul da França, quando o garçom trouxe o telefone. Era nosso encarregado de negócios em Bagdá pedindo para que eu entrasse em contato com o ministro do Comércio do Iraque e solicitasse a liberação dos vistos dos brasileiros. Em seguida, telefonou o Azambuja (embaixador Marcos Azambuja, secretário-geral do Itamaraty), e combinamos que eu iria a Londres pegar minhas coisas e depois voaria para Bagdá via Aman, na Jordânia. Eu tinha uma carta do Collor ao Saddam para usar em caso de necessidade.

Quantos eram?

Paulo Tarso – Eram 450 brasileiros que o governo Saddam chamava de hóspedes. Cada grupo estava ligado a um ministério. O primeiro grupo que consegui liberar era o do brigadeiro Hugo Piva. Diziam que ele estava lá ajudando o Iraque a fazer bomba atômica, mas não era nada disso. Ele estava fazendo uns awacs, aqueles aviões com radar e fez os awacs com uma plataforma russa.

Qual era sua estratégia?

Paulo Tarso – Manter a pressão com o grande número de brasileiros, porque queria que saísse todo mundo junto como forma de pressionar o governo do Iraque. O Itamar era presidente interino (Collor estava em viagem oficial no exterior) e um sujeito do SNI (antigo Serviço Nacional de Informações) que o assessorava começou a soprar no ouvido dele para mandar vir todo mundo que já tinha visto. Me recusei a cumprir esta instrução, porque era uma instrução suicida do ponto de vista dos nossos interesses.

Se ficasse um para trás já fracassaria…

Paulo Tarso – Exatamente. E perderia o poder de pressão. Em Bagdá não tinha comunicação com o Brasil. Fizemos uma gambiarra com o computador do José Meirelles Passos, correspondente de O Globo, e conseguimos acesso a uma internet precaríssima. Nosso sistema de telefone por satélite dava muita interferência com os tais awacs que o Piva montou lá. O Piva resolveu tirar o pessoal dele antes. E nós o pegamos em flagrante numa agência comprando passagens. Eu o chamei e passei-lhe os fogos. Como eu era o chefe, me prevaleci desta condição e desanquei o Piva. Como é que ele estava fazendo um negócio desse sem me falar e que poderia comprometer o êxito da missão? Ele ficou muito aborrecido comigo, mas acabou desistindo de sair antes.

E os outros?

Paulo Tarso – Começou-se a criar um fermento de insatisfação no acampamento da Mendes Junior. O pessoal estava muito revoltado e fui lá. O Rosental Calmon Alves, do Jornal do Brasil, tremendo gozador, disse que eu não conseguia me comunicar com os operários, porque falava difícil. No dia seguinte mudei o discurso. Um gerente da Mendes Júnior não me queria no acampamento apavorado com a possibilidade de eu ser sequestrado. O clima era esse. Fiz um discurso bem pedestre na linguagem. Nessa altura a Lúcia (mulher de Paulo Tarso) decidiu vir para Bagdá, mesmo contrariando minha orientação e a do Itamaraty. Usei isso como trunfo: “Olha aqui, quero dar uma prova de que a coisa está se normalizando, tanto que mandei vir minha patroa”. Esse troço rendeu, porque usei a expressão patroa e os jornalistas me gozaram pra burro. Mas surtiu efeito.

Como seguiram as negociações?

Paulo Tarso – O subsecretário de relações exteriores deles era muito influente e com prestígio no Iraque. Wissan Zhawyi. E o acesso a ele obtivemos usando o diplomata René Loncan, seu amigo. A Lúcia fez um jantar para ele na embaixada. Foi aquela luta, porque não havia mais gêneros em Bagdá. Mas o motorista da embaixada conseguiu comprar um carneiro e o cozinheiro fez um carneiro ótimo. Só que Wissan Zhawyi era vegetariano. Então foi uma decepção danada. Mas ele me ajudou, porque era parte da máquina permanente do Ministério do Exterior.

Como ele ajudava?

Paulo Tarso – A gente telefonava e ele dava informações importantes.

Nessa viagem o senhor não chegou a ter contato direto com o Saddam?

Paulo Tarso – Não foi preciso. Consegui resolver tudo sem falar com ele.

Então quem ajudou o senhor foi o Tariq Aziz e…
Paulo Tarso – E o Arafat (Yasser Arafat 1929-2004). O Arafat eu já conhecia e o procurei. Ele tinha uma casa em Bagdá e era muito meu camarada. Era fascinado pelo Brasil e, coitado, levou um cano aqui. Ele era empreiteiro no Oriente Médio, quando começou a construção de Brasília. Um vigarista vendeu para ele um lote apregoando qualidades excelsas para este lote e ele nunca conseguiu achar o diabo do lote. Eu ajudei a procurar também, mas nunca achei. Ele contava isso com muita graça.

Onde o senhor o conheceu?
Paulo Tarso – No Brasil havia um representante da OLP (Organização para Libertação da Palestina, chefiada por Arafat), o Farid Suwan, que ficou meu amigo. Numa das vezes que eu fui ao Iraque ele fez questão que eu conhecesse o Arafat. Quando fui para Bagdá nesta missão, antes passei pela Jordânia e consegui uma audiência com o rei Hussein, pedi para ele dar uma palavra com o Saddam e de fato ele deu. E o Arafat a mesma coisa. Eu o procurei e disse: “Chairman –ele era conhecido como chairman Arafat– precisamos de uma ajuda sua aí com o Saddam, faça ver a ele que é um erro histórico que está cometendo. Isso vai dificultar no futuro uma possível cooperação entre o Brasil e o Iraque“. O Arafat concordou e prometeu intervir junto ao Saddam. Foram duas ajudas políticas.

E as coisas evoluíram?
Paulo Tarso – Começaram a pingar os vistos que estavam faltando até que o Collor, que estava em Nova York, teve uma reunião com o Bush pai. Os americanos redigiram um comunicado à imprensa dizendo o seguinte: “O presidente Collor e o presidente Bush conversaram sobre a situação do Oriente Médio e convieram ambos que Saddam Hussein é um bandido”. Uma coisa desse gênero. E eu com mais de 400 brasileiros lá.

Como o senhor saiu dessa?
Paulo Tarso – O Nezar Hamdoum mandou me chamar. Era o homem forte do Ministério do Exterior e encarregado da propaganda no Iraque. Os americanos o chamavam de Goebbels do Iraque. Pegou um teletipo e disse: “Você viu essa notícia”. Eu respondi: “Soube, mas não vi e estou procurando confirmar”. Então mandei um telegrama para o Rezek (Francisco Rezek, ministro das Relações Exteriores), dizendo que a situação estava muito crítica, porque houve este problema do comunicado e isso poderia ser atenuado, caso ele concordasse em mandar um telegrama para o ministro do Exterior do Iraque. Preparei a minuta do telegrama. Telefonei para o Rezek e falei que a solução era essa e que ele mandasse o telegrama. Você pensa que mandou? Não mandou. Estava a fim de me queimar mesmo.

Como o senhor fez, embaixador?
Paulo Tarso – Eu fui e ensaboei o negócio sem nenhuma cobertura da retaguarda. Me tiraram o tapete. Se eu tivesse um documento do nosso ministro do Exterior dirigido ao ministro do Exterior do Iraque, dizendo que as palavras estavam fora de contexto, seria muito diferente. Outra coisa é o negociador, que não esteve presente à reunião, afirmar isso. Fiquei inteiramente pendurado na brocha. Sem nenhuma cobertura. Aí eu tive medo do Brasil: “Esses caras estão querendo me imolar aqui”.

O presidente Collor soube disso?
Paulo Tarso – Não sei se ficou sabendo desse detalhe. Fui lá no Nezar Hamdoum e consegui convencê-lo de que o Collor havia sido citado fora de contexto e que na hora de produzirem a nota penderam o texto para a posição americana. Aquilo não representava a posição brasileira, que estava expressa na minha atuação de conciliação e de buscar uma saída honrosa. Mas você vê o tipo de deslealdade que o sujeito cometia. Não custava nada mandar o telegrama.

E ele não estava fazendo uma coisa contra o senhor, mas sim contra…
Paulo Tarso – Os brasileiros. O Marcos Azambuja também estava cheio do negócio e me telefonava dizendo assim: “Tá na hora de você sair daí, rapaz”. E respondi ao Marcos: “Eu só saio daqui quando tirar o último brasileiro. Antes da hora eu não saio”. Se saísse antes da hora estava desmoralizado. O engraçado nessa missão era que onde quer que eu fosse era seguido de perto pelo embaixador inglês. Ele estava encucadíssimo sobre o que eu estava fazendo lá.

A Inglaterra tinha o mesmo problema?
Paulo Tarso – Tinha, mas era parte beligerante. A grande vitória foi a seguinte: fui o único sujeito que não era chefe de Estado e tirou os brasileiros de lá. Os austríacos mandaram o Waldheim, que era presidente da Áustria. E eu tirei sem necessidade de um adjutório político maior. Ele conseguiu tirar o pessoal dele, mas eram só 30. E eu ali vendo aquele negócio, ansioso por tirar os meus.

Como o senhor arquitetou a saída?
Paulo Tarso – Aí foi outro abacaxi. A Varig não quis desviar um avião da Europa para buscar o pessoal. Então fretei aviões da Iraq Airways. E foi uma coisa chata, porque o tesouro americano já tinha bloqueado as contas dos iraquianos. Acertamos o pagamento do avião e o banco Manufactures Hannover Trust não quis transferir o dinheiro, atrasando a operação. Não tive dúvida: botei a boca no trombone, dizendo que a culpa era do Manufactures Hannover, que não quis transferir o dinheiro.

E depois?
Paulo Tarso – Fretei um 747 para o primeiro voo e junto foi o embaixador Antonio Amaral Sampaio. Eu fiquei. No dia do meu embarque chegamos no aeroporto pontualmente à meia-noite. Toca o tempo a rolar e nada do avião estar pronto. Aí fiquei apavorado e disse para a Lúcia: “Isso é sacanagem do Saddam Hussein para nos obrigar a ficar aqui. Nós estamos fritos”. Esperamos no aeroporto quatro horas. Deitei num banco e às 4 da manhã, quando chamaram para o embarque, entrou um operário da Iraq Airways com um alicate e um arame nas mãos. Contou que estava dando problema na direção do avião. Eu disse: “Puta que pariu, agora nós estamos fodidos”. Um sujeito com um aspecto horrível, com um alicate e um arame na mão, vai fazer cagada.

O senhor ligou para o presidente?
Paulo Tarso– Liguei para o Marcos (Azambuja) avisando. E eles anunciaram.

Estavam todos apostando no seu fracasso.
Paulo Tarso – Hoje eu estou convencido disso. Cheguei aqui 12 de outubro de 1990, dia de Nossa Senhora Aparecida. Acho que foi a primeira vez que um diplomata brasileiro chegou no Brasil e 10.000 pessoas estavam no aeroporto. Fui direto falar com o Collor e ele preocupado em saber como tinha sido com o rei da Jordânia e o que o brigadeiro Piva estava fazendo lá.

Quantas horas de voo?
Paulo Tarso – Umas 18. Trouxemos a Mônica Yanakiev (jornalista). Na hora de ir para o aeroporto, ela pegou um táxi e o taxista quis agarrá-la. E ela se defendeu com um notebook. Deu uma notebocada na cabeça do sujeito. Estávamos desesperados para vir embora e apavorados de ter de ficar. Nossa saída foi muito engraçada. Quando o Mercedes da embaixada estava partindo para o aeroporto, o René Loncan colocou no toca-fitas o coro dos hebreus saindo da Babilônia, da ópera Nabuco de Verdi. Então saímos ao som do coro dos hebreus. Foi uma coisa emocionante. Quando ouço Nabuco lembro da nossa saída de Bagdá. Os hebreus éramos nós saindo da Babilônia.

*Jornalista. Texto publicado originalmente no site Poder 360.


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O Jornal do Poder

23/01


2021

Coluna do sabadão

Supremo lava as mãos

A ministra Rosa Weber, vice-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) e responsável pelo plantão judicial até fevereiro, negou, ontem, um pedido de liminar (decisão provisória) para garantir a votação remota na eleição para a presidência da Câmara dos Deputados. Na segunda-feira, a Mesa Diretora da Câmara definiu, por 4 votos a 3, que a eleição, marcada para 1º de fevereiro, será somente no formato presencial.

Um dia depois, o PDT ingressou com mandado de segurança no Supremo, no qual pediu a liminar para que a votação ocorra em formato híbrido, permitindo o voto remoto ao deputado que assim preferir. Rosa Weber, no entanto, negou o pedido. Na decisão, a ministra defende que não cabe intervenção do Judiciário no assunto, por se tratar de questão interna da Câmara.

Ela destacou que a decisão da Mesa Diretora obedeceu aos procedimentos previstos e afirmou não ver “ameaça ao parâmetro constitucional do direito à saúde dos parlamentares com a densidade material necessária para provocar a excepcional intervenção do Poder Judiciário em assunto legislativo de cunho próprio”. Rosa Weber disse ainda que a decisão da Mesa Diretora foi tomada sob o argumento de que os deputados não poderiam receber tratamento diverso dos cidadãos, que em novembro do ano passado enfrentaram os riscos de contágio e compareceram às urnas nas eleições municipais de 2020.

Ao apresentar o pedido de liminar, o PDT classificou como “alarmantes” os níveis de contaminação pela covid-19 no Brasil e argumentou que “a possibilidade do voto à distância é fundamental para a preservação da saúde de deputados e funcionários da Casa, sobretudo aqueles que fazem parte do grupo de risco”.

Longe do debate – O deputado Arthur Lira (PP-AL), candidato a presidente da Câmara, disse, ontem, que não vai ao programa de entrevistas Roda Viva, da TV Cultura, por conflito de agendas. Ele também afirmou que seu adversário, Baleia Rossi (MDB-SP), criticou-o por instrução do atual presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que apoia a candidatura do emedebista. Na próxima segunda, o programa receberá o candidato do MDB. Lira foi convidado a participar, mas recusou. “Fugir do debate sobre os rumos do País é desrespeito aos colegas de Câmara e à sociedade”, disse Baleia Rossi sobre a recusa de Lira.

Fisiologismo – A deputada Luiza Erundina (Psol-SP), candidata a presidente da Câmara pelo partido, insinuou, ontem, que a sigla negocia para aderir a “fisiologismo”. Ela se referia à possibilidade de a legenda aderir ao bloco de Baleia Rossi (MDB-SP), um dos favoritos na disputa pela Câmara. Na última quinta-feira à noite, a CNN Brasil publicou que o partido cogitava a adesão – o que o presidente da sigla, Juliano Medeiros, negou. O partido lançou a candidatura de Erundina à presidência da Câmara, mas não havia consenso na bancada. Uma parte preferia apoiar Baleia Rossi, principal concorrente de Arthur Lira (PP-AL). Lira é apoiado por Jair Bolsonaro.

Metamorfose – O deputado Baleia Rossi (MDB-SP), candidato a presidente da Câmara, disse por meio de sua conta no Twitter que seu principal adversário, Arthur Lira (PP-AL), não é previsível. Seria, segundo o deputado, “metamorfose ambulante”. A referência é a música de Raul Seixas de mesmo nome. A obra tem versos como “se hoje eu te odeio amanhã lhe tenho amor” e “eu quero dizer agora o oposto do que eu disse antes”. Um dos eixos da campanha de Arthur Lira é se colocar como um presidente que, se eleito, daria previsibilidade à Câmara dos Deputados. O candidato afirma que tem palavra e é cumpridor de acordos.

No prumo – Trabalhando feito um leão, em poucos dias o prefeito de Belo Jardim, Gilvandro Estrela (DEM), com quem estive, ontem, durante o encontro de presidentes de câmaras promovido pela UVP (União de Vereadores de Pernambuco), conseguiu dar uma guinada na arrecadação. Em apenas 11 dias, do dia quatro ao dia 15 deste mês, o setor de Tributos arrecadou a mais 2.850%, em contribuições tributárias, em relação ao mesmo período do ano passado. Em números reais, foram arrecadados R$ 236.742,64 ante apenas R$ 8.085,29 em 2020, prova de que o município agora encontrou o prumo.

CURTAS

ENCONTRO – O primeiro encontro do ano entre presidentes de câmaras municipais, em meio à pandemia do coronavírus, se deu de forma bem organizada, cumprindo todos os protocolos do Estado. À frente, o presidente da UVP, Josinaldo Barbosa, reeleito presidente da Câmara de Vereadores de Timbaúba. Ele convidou o ex-ministro Mendonça Filho, que é de Belo Jardim, local do evento, para encerrar, hoje, a programação de palestras, ao lado do prefeito anfitrião Gilvandro Estrela.

Rigor no Cabo – O prefeito do Cabo de Santo Agostinho, Keko do Armazém (PL), proibiu, ontem, a entrada de ônibus e vans de turismo nos fins de semana e feriados. Também vetou comércio e serviços nas praias, das 18h às 8h, para tentar evitar disseminação da Covid-19. As restrições fazem parte de um decreto que impede, também, circulação, parada e estacionamento de ônibus de turismo ou excursão, micro-ônibus, vans e similares nas modalidades day use e city tour.

Perguntar não ofende: A suspensão do auxílio emergencial provocou o aumento da rejeição ao Governo Bolsonaro?


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Comentários

Fernandes

A VERDADE É IMPLACÁVEL! PESSOAS FRACAS INSEGURAS INSTÁVEIS DEPRIMIDAS ANGUSTIADAS SÃO SONHO DE CONSUMO DO PASTOR, E BOZONECA.

Fernandes

Quanta merda marcos de camararibe Bundeiro, estás inspirada nesse domingo! .... Um conselho, a VÍRGULA pode ser usada. kkkkk

marcos

Esse Haddad é um danado, desrespeitou o direito do Gaydoso.(Gay idoso).

marcos

Fernando Haddad o nosso kit gay chama Ricardo Noblat de ¨Bicha Velha¨e a mídia não dá um pio. E aí Gretchen?

marcos

Ô Gretchen, o que porra é cresce luta?..... Menina fascista estuda um pouco. ... kkkkkkkkkkkkkkkkkkk


Abreu no Zap

22/01


2021

Ex-prefeito de Igarassu comemora números da cidade

O ex-prefeito de Igarassu Mário Ricardo (PTB) comemorou, em suas redes sociais, o número alcançado pelo município no ranking de melhores cidades para instalar uma empresa. Confira no vídeo o depoimento do ex-gestor.

Além do vídeo, o ex-prefeito publicou a seguinte mensagem: “Fico muito feliz em saber que as políticas públicas que nós fizemos colocaram Igarassu no rumo do desenvolvimento e a cidade continua a avançar cada dia mais. O trabalho está só no começo e sei que cada um de nós pode fazer a sua parte nessa missão”.


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22/01


2021

Comida boa, lugar lindo: Serra dos Ventos

Águas de março, canção de Elis Regina, é madeira de vento, tombo da ribanceira, mistério profundo, vento vetando, é a viga, o vão, a festa da ciumeira, chuva chovendo, conversa ribeira. É o fim da canseira, o pé, o chão, a marcha estradeira, passarinho na mão, pedra de atiradeira.

É tudo que você encontra, literalmente, no restaurante Águas de Março, de Neno, nas montanhas da Serra dos Ventos, às margens da barragem Tabocas, a 18 km do centro de Belo Jardim. Aposentado da Chesf, Neno encontrou um paraíso para viver a melhor idade e ergueu um restaurante top ao lado da sua casa para encantar a clientela, servindo comidas regionais. O carro-chefe da cozinha é o peixe assado, pescado nas águas da barragem.

Mas lá se come outras iguarias sem igual: a picanha é irresistível, assim como o pernil de porco e também de cabrito. O lugar é lindo, aconchegante, maravilhoso. Para quem tem crianças, Neno fez um parquinho. De propósito: para o cliente consumir ainda mais seus pratos deliciosos enquanto a garotada se diverte.

Lá do alto da ribanceira do seu restaurante, todo em madeira de lei, os olhos fazem uma viagem a um verdadeiro paraíso. Tudo lá enche a alma de prazer e felicidade. Não dá vontade de sair nunca mais.

Por isso que Neno é tão feliz. A Serra dos Ventos é poesia, romantismo. Tem relevo, água, tranquilidade, ar puro – receita que qualquer viajante farto das agruras das grandes cidades gostaria de encontrar, ainda mais se combinada com preços de comida, bebida e hospedagem baratos.


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22/01


2021

Avião com 2 milhões de doses da vacina chega a SP

O avião que transportava os dois milhões de doses da vacina de Oxford produzidas no Instituto Serum, na Índia, chegou a São Paulo, na tarde de hoje, após o governo indiano autorizar as exportações comerciais do imunizante. O pouso ocorreu por volta das 17h20.

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, acompanhou a chegada da carga no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, na Grande São Paulo. A carga era para ter chegado cinco dias atrás, no dia 17, mas a Índia não havia liberado o envio para o Brasil.

As doses serão colocadas em um avião da Azul, que fará o transporte até o Rio de Janeiro, onde o ministro da Saúde deverá fazer um pronunciamento.


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Banco de Alimentos

22/01


2021

Editorial analisa popularidade de Bolsonaro

No Frente a Frente de hoje, programa que ancoro pela Rede Nordeste de Rádio, o meu editorial foi sobre as pesquisas divulgadas essa semana que trouxeram números negativos sobre a popularidade do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Vale a pena conferir!

O Frente a Frente tem como cabeça de rede a Rádio Hits 103,1 FM, em Jaboatão dos Guararapes.


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22/01


2021

Municípios precisam adequar redes de ensino

Diante da pandemia do novo coronavírus, escolas precisaram ser fechadas, deixando crianças e adolescentes longe das salas de aula. Opções diversas foram criadas para a continuidade da aprendizagem em casa, mas nem todos os estudantes conseguiram acompanhar as competências necessárias para a conclusão satisfatória da série. Para apoiar municípios na garantia do direito à educação, especialmente de crianças e adolescentes em situações de vulnerabilidade, uma solução tecnológica foi criada no estado. A ferramenta foi elaborada pela Mundo Educacional Editora, em parceria com grupo de pesquisa do Centro de Informática (CIn) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), e pode auxiliar as redes municipais na organização da volta às aulas.

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e, posteriormente, o Conselho Nacional de Educação (CNE) recomendam, para o retorno às aulas, a realização de uma avaliação para diagnosticar as lacunas de aprendizado dos estudantes. Esse seria, de acordo com os órgãos, os primeiros passos para criar planos de ação voltados à redução dos danos gerados na pandemia. A realização dos diagnósticos é fundamental para assegurar que as aprendizagens essenciais sejam adquiridas em 2021.

Identificar as lacunas na aprendizagem e os pontos de melhoria em cada segmento é fundamental para que as redes de ensino e as escolas possam planejar, de fato, os próximos passos. “As desigualdades na aprendizagem dos estudantes vêm sendo mostradas em vários estudos no Brasil. Na pandemia, houve um aprofundamento dessas assimetrias. Saber quais são as defasagens que ficaram de 2020 é fundamental para planejar 2021. Para isso, é preciso avaliar o nível no qual se encontra cada estudante, ou seja, entender o que ele sabe do ano anterior para que se possa recuperar o desenvolvimento dessas habilidades”, explica o consultor em gestão de projetos da Mundo Educacional e especialista em psicopedagogia institucional, Rubenildo Moura, que tem experiência como consultor da Unesco, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI).

Por causa das restrições ainda vigentes e para evitar a disseminação do novo coronavírus, a avaliação diagnóstica deve ser feita nas residências dos estudantes. A avaliação é individual, e são emitidos relatórios personalizados para os municípios, que, a partir dos resultados, terão evidências científicas da situação atual da rede de educação. “Compreendemos que 2020 foi um ano atípico e cada município, individualmente, trilhou os seus percursos para atender as suas redes. Iniciando 2021, é de suma importância que os municípios acompanhem as aprendizagens dos seus estudantes. O momento agora é de avaliar qual foi o prejuízo que a pandemia implicou na vida dos estudantes, fazendo uma diagnose e, a partir dela, direcionar, orientar e planejar o que precisa ser ensinado no ano de 2021”, enfatiza a consultora pedagógica da Mundo Educacional e mestra em educação pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Michely Almeida.


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Jornao O Poder

22/01


2021

TCE: Municípios precisam informar estoques de oxigênio

Todos os 184 municípios de Pernambuco deverão informar ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) os estoques de oxigênio nos hospitais. A determinação foi feita hoje, dois dias depois que o órgão pediu à prefeitura do Recife as mesmas informações. A medida foi adotada devido ao colapso do sistema de saúde de Manaus (AM), que teve falta do insumo nas unidades de saúde.

A determinação foi feita pelo conselheiro Carlos Porto. A solicitação começou a ser feita pelos municípios do Grande Recife, Goiana, na Zona da Mata, e Petrolina, no Sertão. Até o fim de janeiro, as outras cidades deverão receber o pedido de informação.

No sábado (16), o Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) notificou os diretores técnicos e diretores clínicos de unidades de saúde públicas e privadas, para que informem diariamente o estoque de oxigênio medicinal.

Os gestores terão quatro dias para responder ao TCE sobre os estoques de cilindros e concentradores de oxigênio, bem como a situação dos contratos com empresas que fornecem e armazenam o insumo.

Também devem ser demonstradas as ações sendo feitas para evitar que aconteçam problemas semelhantes aos enfrentados no Amazonas. Essas cidades também precisam informar ao tribunal os dados dos hospitais e unidades públicas municipais que utilizam oxigênio.

A falta de justificativa de resposta e a sonegação de documento ou informação podem gerar sanções aos responsáveis, segundo o TCE. As informações deverão ser enviadas por meio do protocolo eletrônico do tribunal.


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22/01


2021

Gestão Gilvandro Estrela cresce arrecadação em Belo Jardim

Em poucos dias de trabalho, a gestão Gilvandro Estrela conseguiu mudar uma triste realidade em Belo Jardim, a baixa arrecadação. Em apenas 11 dias, do dia quatro ao dia 15 deste mês, o setor de Tributos arrecadou cerca de 2.850%, em contribuições tributárias, do que foi arrecadado no mesmo período do ano passado. 

Este ano, em poucos dias, foram arrecadados R$ 236.742,64 e, em 2020, o valor total no mesmo período ficou em apenas R$ 8.085,29 arrecadados pela gestão anterior. Segundo o gerente de Tributos, Rilton da Costa Leão, a discrepância no valor arrecadado pode ser explicado pela confiança que a população deposita no atual governo. "Mais pessoas estão vindo pagar impostos confiando na nova gestão, de forma voluntária. É um mérito do prefeito, da equipe de tributos e da população que está confiante no trabalho sério que vem sendo desenvolvido", disse.

Ainda segundo Rilton, o contribuinte que comparecer de forma voluntária poderá receber até 30% de desconto no débito com o município. "Estamos seguindo a risca o que manda o Código Tributário, arrecadando o que é justo e concedendo descontos às pessoas que nos procuram de forma voluntária para quitar seus débitos", explicou.

Rilton detalhou ainda que várias empresas que mantinham pendências tributárias junto ao município foram notificadas para comparecer ao setor de tributos para regularizar as pendências devidas.


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