Lavareda

24/11


2020

Quem é o guru de João? Lula ou Aécio?


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Comentários

Fernandes

Agora é Marília 13!

Fabiano

Para Magno, tá feio já. Vc não precisa disso.


ALEPE

24/11


2020

Rafael Greca daqui a pouco na live do blog

Daqui a pouco, no horário do Frente a Frente, de 18 às 19 horas, vou entrevistar, em live pelo Instagram, o prefeito reeleito de Curitiba, Rafael Greca (DEM). O democrata, cria na vida pública do ex-prefeito e ex-governador Jaime Lerner, que se notabilizou pela implantação de um modelo de gestão inovadora e revolucionária em mobilidade urbana, foi reeleito domingo passado para o terceiro mandato à frente da capital paranaense.

A grande transformação de Curitiba, fundada em 1693, começou há quatro décadas. Jaime Lerner, arquiteto e urbanista, o padrinho político de Greca, chegou à Prefeitura em 1971. A estreia do novo Governo municipal foi polêmica e marcou um precedente: Lerner decidiu encerrar o tráfego na rua XV de Novembro, uma avenida recheada de negócios e carros. 

Os comerciantes negaram-se a fazer isso, preocupados com a perda de clientes, e organizaram um bloqueio à rua no sábado. Ao chegarem, encontraram dezenas de crianças desenhando no asfalto. Em tempo recorde (um fim de semana), Curitiba inaugurou a primeira via de pedestres do Brasil. Desde então, é tradição que as crianças desenhem no chão aos sábados.

O prefeito desenvolveu, com o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC), que existe até hoje, um modelo de transporte inovador. Na contramão de outras grandes cidades, decidiu ignorar o metrô, por considerá-lo caro e pouco eficiente. Decidiu que os ônibus usariam vias expressas exclusivas nas ruas principais da cidade. 

Em seguida, nos anos oitenta, afinou o sistema: criou estações em forma de tubo que estão na altura das portas dos ônibus, onde os passageiros compram seus bilhetes antes de entrar (um sistema nada comum no Brasil, onde se paga a passagem ao cobrador ou ao motorista). 

Os ônibus passavam a cada minuto. O chamado Transporte Rápido por Ônibus (BRT, na sigla em inglês) tornou-se rapidamente um ícone, especialmente em um país onde os habitantes das grandes megalópoles, São Paulo e Rio de Janeiro, sofrem diariamente com o transporte público, e onde não é raro que um trajeto da periferia ao centro dure duas ou três horas.

Atualmente, por volta de 300 cidades usam o modelo BRT criado em Curitiba. Aproximadamente 45% da população da cidade utiliza o transporte coletivo, segundo a Prefeitura, e a rede transporta por volta de 2,3 milhões de pessoas por dia, de acordo com o IPPUC, que usa como exemplo o metrô de Londres, com três milhões de passageiros diários.

Paradoxalmente, Curitiba tem a maior frota de veículos do país (aproximadamente 1,4 milhão). Tem a ver, dizem os especialistas, com o fato de ser a quinta maior econômica nacional, segundo dados de 2013 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O PIB per capita da cidade, atrativa para a indústria, gira em torno de 42.900 reais, contra os 28.800 da média do Brasil.

Greca, que sucedeu a Lerner, é engenheiro urbanista. Nos 300 anos de Curitiba, quando não havia reeleição, a cidade ganhou o Prêmio Mundial do Habitat das Nações Unidas pelo conjunto da sua obra. Curitiba é a única cidade a ter praticado a recomendação da Organização Mundial da Saúde de 50% da lotação dos ônibus na pandemia. Foi promovida uma higienização sem precedentes no Brasil e no mundo. O colapso da saúde não aconteceu.

Três hospitais foram erguidos em menos de dois meses. O Fundo de Emergência de Curitiba,  de R$ 600 milhões, não foi consumido e todas as despesas são pagas em dia. No transporte coletivo, o usuário paga apenas uma tarifa para determinados trajetos entre Curitiba e demais municípios da região, mesmo que precise trocar de linha. 

Desde outubro de 2019, a Prefeitura de Curitiba reduziu o preço da tarifa de ônibus para alguns horários e linhas do transporte coletivo. Enquanto o valor da tarifa comum é de R$ 4,50, estas linhas custam R$ 3,50. 

Em 2018, Greca lançou o Cohab Solar, desenvolvido pela Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab). A proposta do programa é instalar placas fotovoltaicas em moradias sociais, a fim de diminuir a conta de luz paga pelo usuário por meio do consumo de energia solar.


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O Jornal do Poder

24/11


2020

TRF-5 nega novo habeas corpus para braço direito de Geraldo

O vice-presidente do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, desembargador Lázaro Guimarães, negou mais um pedido de habeas corpus interposto por Felipe Soares Bittencourt, diretor executivo de Finanças e Administração da Secretaria de Saúde do Recife, mantendo o seu afastamento do cargo e as demais medidas cautelares em vigência, como a proibição de visitar a sede da Prefeitura e de se aproximar de qualquer agente público da gestão municipal. No processo em questão, o prejuízo de máscaras e aventais descartáveis comprados e não entregues (compras fantasmas) é de aproximadamente R$ 7,0 milhões. Bittencourt, braço direito de Geraldo Julio há dez anos, está afastado do cargo desde 23 de julho por decisão da 36ª Vara Federal da Seção Judiciária de Pernambuco, que autorizou a medida no âmbito da Operação Bal Masqué da Polícia Federal.  O despacho do desembargador negando o habeas corpus data de 10 de novembro e foi remetido ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). 

A tentativa de derrubar as seguidas decisões da Justiça Federal e retornar ao cargo de chefe da Direção Executiva de Finanças e Administração da Secretaria de Saúde do Recife tem consonância com a decisão política do prefeito Geraldo Julio (PSB) de não exonerar o assessor, que apesar de todas os indícios de corrupção, segue normalmente recebendo os proventos do seu cargo comissionado como se trabalhando estivesse. De agosto até novembro, de acordo com o Portal da Transparência do Recife, o custo da gestão municipal com o servidor afastado já alcança R$ 49,8 mil. Além das investigações federais, Felipe Bittencourt é citado em 22 auditorias especiais instauradas no Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) para apurar irregularidades nas contratações e compras referentes à Covid-19.

Filiado ao PSB desde 2007, Bittencourt iniciou sua trajetória aos 20 anos como oficial de gabinete do então governador Eduardo Campos no Palácio do Campo das Princesas, tendo sido remanejado para auxiliar de Geraldo Julio na Secretaria de Desenvolvimento Econômico em 2010. Antes de assumir o posto na Secretaria de Saúde do Recife, foi ordenador de despesas no Gabinete de Projetos Especiais da PCR, sob a chefia do então secretário João Guilherme Ferraz. Atualmente secretário de Governo e Participação Social, João Guilherme é o responsável por dezenas de indicações no quadro de comando administrativo da Secretaria de Saúde. 

A decisão do desembargador Lázaro Guimarães cita dados do inquérito policial referente à dispensa de licitação 13/2020,  cujo objeto foi a compra de 2,88 milhões de máscaras e de 899,6 mil aventais descartáveis, via dispensa de licitação, à empresa de pequeno porte Delta Med. O contrato somava R$ 15,2 milhões. Além da não comprovação de entrega de R$ 4,28 milhões em máscaras (1,7 milhão de unidades) e de R$ 3,06 milhões em aventais (340 mil) - pagos sem que tivessem sido entregues pela empresa fornecedora -, o relatório descritivo da compra, assinado por Felipe Bittencourt, data de quarenta dias após os pagamentos, situação que configura o direcionamento e a irregularidade da aquisição.


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Abreu no Zap

24/11


2020

Jornalista Fernando Vannucci morre aos 69 anos

O apresentador e jornalista Fernando Vannucci morreu, na tarde de hoje, aos 69 anos, em Barueri, na Grande São Paulo. Vannucci deixa quatro filhos. Segundo Fernandinho Vannucci, filho do apresentador, na manhã desta terça, ele passou mal em casa e foi levado para o hospital.

De acordo com informações da Guarda Civil Municipal de Barueri, Vannucci foi levado ao Pronto-Socorro central da cidade, onde morreu.

No ano passado, Vannucci sofreu um infarto e ficou internado no Hospital Oswaldo Cruz, onde passou por uma angioplastia coronária. Ele chegou a colocar um marcapasso.

Nascido em Uberaba, Vannucci começou a trabalhar em rádio ainda adolescente. Na década de 70, entrou na TV Globo, em Minas Gerais, e depois foi transferido para a Globo do Rio de Janeiro. Na emissora, apresentou jornais como o Globo Esporte, RJTV, Esporte Espetacular, Gols do Fantástico, entre outros.

Na passagem pela Globo, Fernando Vannucci cobriu seis Copas do Mundo: 1978, 1982, 1986, 1990, 1994 e 1998 e ficou marcado pela criação do bordão "Alô, você!". Ele também trabalhou em TV Bandeirantes, TV Record, Rede TV. Desde 2014, ele atuava como editor de esportes na Rede Brasil de Televisão.


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24/11


2020

O desabafo odiento de João da Costa

Após ser citado inúmeras vezes pelo candidato do PSB à Prefeitura do Recife, João Campos, como o causador dos desmandos que assolam a capital, o ex-prefeito e vereador pelo PT, João da Costa, fez um desabafo no Twitter. João disse que, no momento certo, vai abrir a caixa de Pandora e revelar o que sabe. Aguardemos.


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Banco de Alimentos

24/11


2020

João Campos esqueceu da Operação Torrentes

Ao criticar o PT, o candidato João Campos (PSB) sempre afirma que nenhum gestor do PSB foi apontado como envolvido com corrupção, nas gestões da legenda no Estado e no Recife. As afirmações do candidato do PSB, entretanto, não procedem, pois o PSB tem sim ex-gestores como réus criminais na Justiça Federal de Pernambuco. As informações constam do site oficial da Procuradoria da República em Pernambuco. 

Em julho de 2019, o Ministério Público Federal (MPF) em Pernambuco (PE) ofereceu à Justiça Federal a 11ª denúncia resultante da Operação Torrentes, que desvendou "fraudes com recursos federais, oriundos do Ministério da Integração Nacional, destinados ao auxílio de vítimas das enchentes ocorridas em Pernambuco, em 2010".  O prejuízo aos cofres públicos, em valores corrigidos, ultrapassou R$ 2,5 milhões segundo o MPF.

A Operação Torrentes, deflagrada em 2017, apontou a "atuação de grupo criminoso que, nos últimos anos, praticou fraudes na execução de ações de auxílio à população afetada pelas chuvas, que deixaram mais de 80 mil pessoas desabrigadas em Pernambuco". O esquema envolveu oficiais da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros, inclusive um secretário de Estado de primeiro escalão como chefe da Casa Militar, bem como empresários favorecidos mediante fraudes em licitações e contratos em troca de vantagens indevidas. Segundo o MPF, os militares nomeados pelo PSB "deram seguimento aos processos e pagaram o valor total previsto nos contratos, que incluíam o sobrepreço". 

Na Operação, foi feita busca e apreensão no Palácio do Campo das Princesas, em 9 de novembro de 2017, por ser a sede da Casa Militar. 

As investigações do MPF revelaram "crimes praticados no âmbito de duas licitações e quatro procedimentos de celebração e execução de contratos, entre 2011 e 2013, voltados à compra de filtros d’água de barro". Foram identificados ajustes para "fraudar a competitividade nos processos licitatórios e dispensa indevida de licitação para favorecimento da empresa RJ Comércio de Eletrodomésticos Ltda, além de reajuste indevido de preço e pagamentos irregulares antes do fornecimento da mercadoria".

São réus atualmente nesta ação penal secretário, secretário-executivo, presidente da Comissão Permanente de Licitação, coordenador Administrativo, presidente e membro da Comissão de Recebimento de Materiais à época das fraudes. Já são 40 as pessoas acusadas por envolvimento nesse esquema criminoso, segundo o site do MPF. 

Todos eram homens de confiança da alta cúpula do PSB, como coronéis. O secretário da Casa Militar investigado na Operação Correntes era homem de confiança do governador Paulo Câmara (PSB), sendo até sido nomeado pelo governador em 2015 como interventor em Gravatá, no lugar do prefeito da cidade que foi afastado por decisão do TJPE. 

Para o MPF, houve "premeditação, planejamento e conluio entre os núcleos da Casa Militar e de empresários com o objetivo de viabilizar as fraudes". Apenas na celebração de aditivo a um dos contratos, segundo o MPF, o prejuízo aos cofres públicos foi R$ 260 mil, devido ao reajuste irregular e sem justificativa de quase 29% no valor do filtro de barro. 

A ação penal já está em estado avançado. O MPF apresentou "alegações finais em ação penal movida na Justiça Federal contra sete pessoas envolvidas em desvio de verbas federais repassadas pelo Ministério da Integração Nacional, em esquema revelado pela Operação Torrentes, em 2017". O MPF requer a "condenação de sete pessoas pela prática dos crimes de dispensa indevida de licitação e peculato, bem como a absolvição de um dos denunciados em 2018 – a primeira denúncia decorrente da operação".    

O processo está "concluso para sentença" com o juiz federal desde 6 de novembro de 2020.


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24/11


2020

Como o PSB falseia a verdade

A pesquisa do Ipespe publicada, hoje, na Folha de Pernambuco, deu oito pontos de vantagem para Marília Arraes. Mas veja o que o gabinete do ódio de João Campos difunde nesta fake. A canalhice tem limites!

Os números reais da pesquisa são os da segunda imagem.


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Comentários

Fernandes

Aceita bozoloide, dói menos, teu candidato vai perder. KKKKK

MARCOS MORAIS

Eu acho que o PSB deveria acionar esse blog na justiça eleitoral por que isso aqui não é noticia isenta e sim um veículo de propaganda eleitoral para a candidatura de Marília Arraes!



24/11


2020

Brasil e Amapá ao deus-dará

Por José Nêumanne*

Em 3 de novembro, choveu forte no Amapá, e um incêndio na transmissora privada de eletricidade para a rede paralisou o fornecimento do Estado em cujo território corre o rio Oiapoque, no extremo norte do mapa do Brasil. No sábado 21, 17 dias depois, o presidente Jair Bolsonaro deu o ar de sua desgraça, inaugurou um gerador a Diesel, prometeu não cobrar a conta da luz que não foi entregue e pediu votos para José Samuel, irmão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, escolhido para o posto na Mesa em eleição fraudulenta com 81 eleitores e 82 votos. Pobre Amapá nas trevas, miniatura do Brasil, em cujo mapa no  extremo oposto fica o rio Chuí, durante o maior apagão de gestão da História.

Enquanto no Estado sem força, o povo sofre sem água nem urna e não se decidiu quem é o responsável pelo inferno de calor, treva e seca. E não faltam suspeitos. O primeiro deles é a privatização. A responsável pela transmissão de energia no estado do Amapá, desde 2008, é a Linhas de Macapá Transmissora de Energia, que até o ano passado pertencia à empresa espanhola Isolux, que venceu o leilão de privatização da Linhas de Macapá Transmissão de Energia em 2008, mas a transferiu no ano passado à Gemini Energia. A transmissão passou a depender de concessões de transmissão de empresas privadas, que não prestam o melhor serviço do mundo. O Valor Econômico informou que documentos do Ministério de Minas e Energia e do Operador Nacional do Sistema (ONS) atestam que a subestação atingida opera há mais de dois anos no limite de sua capacidade.

Da discussão em torno da privatização, quimera do liberal Paulo Guedes, que mantém o emprego, mas abandonou as convicções, a responsabilidade pelo caos é transferida para a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). É ocioso lembrar que as agências que, em teoria, fiscalizam as empresas para as quais foram repassadas subsidiárias das antigas estatais, sempre foram dirigidas por paus-mandados dos governantes federais de plantão. O caso mais angustiante, mas não o único, é o da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), dirigida pelo contra-almirante Antônio Barra Torres, negacionista e bajulador do presidente Bolsonaro. André Peppitone foi nomeado para a presidência da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em agosto de 2018 pelo ex-presidente Michel Temer. O diretor do ONS,  Luiz Eduardo Barata Ferreira, é petista, foi nomeado por Dilma Rousseff e reconduzido por Temer. Peppitone e Barata foram afastados dos cargos pelo juiz federal João Bosco Costa Soares Batista como óbvios culpados. E as diretorias foram mantidas por decisão do 1.ª Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF 1).

A mera leitura do parágrafo anterior permitirá ao leitor ter uma ideia do saco de gatos que mantém o povo de Macapá no inferno de Dante Alighieri na vida real. Aneel e ONS mantêm relações estreitas com o Ministério das Minas e Energia. O ministro é o contra-almirante Bento Albuquerque que, ao contrário de seu chefe imediato, o capitão Jair Messias, viajou para o Estado em pane duas vezes antes da terceira, agora em companhia do próprio no sábado passado. Dois dias antes, respondeu, meio irritado, a um repórter que ele já tinha cumprido seu dever ao mandar publicar no Diário Oficial instruções para a retomada da normalidade. Em seguida, outra chuva provocou mais um apagão. Que lambança, hein?

Na sexta-feira, 20, o presidente Bolsonaro recebeu no Palácio do Planalto o corregedor-geral do Tribunal de Justiça do Rio (TJ/RJ), desembargador Bernardo Garcez. Este fugiu da imprensa escondendo-se atrás de uma pilastra, onde, imaginou, não seria visto. Como lembrou O Antagonista, Garcez integra o órgão especial que julgará denúncia do MP/RJ contra o senador sonso Flávio Bolsonaro, primogênito do capitão.

No sábado, 21, após ter acompanhado o fiasco de candidatos por ele apoiados, de forma criminosa, em lives gravadas em próprios públicos, o chefe do governo foi a Macapá a convite do presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre. Este perdeu, em 2014, a eleição para o governo do Amapá e conquistou, em 2018, vaga para o Senado, cuja presidência ocupou em fevereiro de 2019 em eleição fraudada, na qual de um total de 81 senadores 82 “votaram”.

Na viagem-relâmpago dos dois presidentes de Poderes, Bolsonaro e Alcolumbre, foi inaugurado, pasme a Nação, um gerador a óleo Diesel, que não encerrou o calvário do rodízio de eletricidade. Pois a providência que o contra-almirante Bento, também protagonista do ridículo atroz, mandou publicar dela não deu cabo. O povo do Amapá, que garantiu a sobrevida de José Sarney na política, quando o ex-presidente foi enxotado do Estado em que reinava, o Maranhão natal, na certa não terá muito a se orgulhar do fato de ter fornecido a tragédia pronta para definir o país inteiro. Como faz com  fúria contra a imunização da covid-19, o chefe do Executivo fez propaganda do irmão do comparsa do Centrão, que preside o Legislativo, sem a menor cerimônia. E este não se fez de rogado ao produzir a pérola que não é besta de jogar aos porcos: “o maior prejudicado com o apagão é meu irmão”. Outra rima que não é solução. Essa versão nortista das irmãs Cajazeiras da telenovela O Bem Amado, de Dias Gomes, inspira Bolsonaro a usar sem medo de ser feliz a retórica de Odorico Paraguaçu, de Sucupira.

Em homeagem à “banana, menina, tem vitamina, engorda e faz crescer”, esta não é a republiqueta de bananas, mas, sim, o principado das trevas, sob um príncipe que dispensa o cérebro para governar com o fígado azedo. O coitado do Amapá continua ao deus-dará, produzindo mais uma mísera rima, que não é solução de nada. E o Brasil todo idem ibidem.

*Jornalista, poeta e escritor


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24/11


2020

Jogada fora a chance do nocaute

Marília Arraes, candidata do PT à prefeita do Recife, perdeu uma excelente oportunidade de nocautear o adversário João Campos (PSB), quando lhe caiu no colo a temática corrupção como pergunta ao adversário no debate da TV Jornal, encerrado há pouco.

Recife é campeã em recebimento de transferências de recursos federais da Covid-19. Bolsonaro aportou aqui R$ 3 bilhões. Essa dinheirama ninguém sabe onde foi parar, mas os escândalos apareceram aos montes, num balaio que envergonha a sociedade recifense.

Deveria ela ter perguntado ao candidato-mirim sobre o cipoal de desvios em compra de material médico supostamente a ser usado no enfrentamento da pandemia, que está dando muito trabalho à PF e ao Ministério Público. O Recife, do prefeito Geraldo Júlio, que o imberbe esconde de vergonha, foi para as páginas policiais do País inteiro. Está sob investigação, depois de seis operações da Polícia Federal, uma penca de contratos cabeludos. Só para a compra dos famosos respiradores de porcos foram R$ 11 milhões destinados a uma empresa fantasma, com capital de giro de apenas R$ 50 mil.

João falar que é limpo e honesto, sendo apoiado por gente que desvia dinheiro federal para salvar a vida de quem agoniza num leito de hospital, só tem uma definição: cara de pau. Cobrar, por outro lado, de Marília explicações de uma ação arquivada e requentada pelo MP diante do mar de lama que emporcalha a cidade, é querer subestimar a inteligência dos recifenses.


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Comentários

Fernandes

O PT, um patrimônio do Brasil.

Fernandes

Major Olímpio discute com bolsonaristas e grita ladrões de rachadinha.

Wellington Antunes

Agora é Marília bozoloide.

Fernandes

Na primeira pesquisa de intenções de voto para o segundo turno da disputa pela Prefeitura do Recife, realizada pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe) em parceria com a Folha de Pernambuco, Marília Arraes (PT) aparece com 54% dos votos válidos (excluídos os brancos e nulos) e João Campos (PSB), com 46%. A margem de erro máximo estimada do estudo é de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos, com a utilização de um intervalo de confiança de 95,45%. Na levantamento estimulado, Marília Arraes registra 44% das citações e o postulante do PSB soma 38% das menções. Assim, o desempenho de Marília Arraes pode variar de 40,5% a 47,5%, enquanto Campos pode acumular de 34,5% até 41,5% das intenções de voto. Os eleitores que afirmaram votar branco, nenhum ou ainda anular o voto são 14%. Já os que não sabem ou não responderam são 4%.

Fernandes

Pesquisa Folha/Ipespe para Prefeitura do Recife: Marília tem 54% dos votos válidos e João, 46%