Jaboatão

08/05


2021

O irresistível peixe assado do Gordo em Caruaru

Fiquei tão entusiasmado com a troca de bastidores com o amigo Dilson Oliveira, da rádio e TV Jornal de Caruaru, na última quinta-feira, que acabei não dando minhas impressões sobre o simpático e aconchegante restaurante do Gordo, no sítio Peladas, a 15 km do centro da capital do Agreste.

O lugar é muito simples, mas a qualidade da comida faz a diferença. O Gordo e sua mulher Bel preparam os pratos de acordo com a preferência do cliente. Tem de tudo, de camarão a carne de sol. O forte da casa, no entanto, é o peixe assado na brasa, tilápia, importado da bacia do Rio São Francisco. 

Com feijão caseiro, farofa, fritas e macarrão, serve bem para três pessoas. Dependendo da fome, o repeteco é produzido bem rapidinho. Para acompanhar, cerveja bem gelada, que sai no capricho, mas tem também uma caninha de alambique. De sobremesa, doces caseiros, seguido de um cafezinho moído na hora.

Como se trata de um local aberto, no campo, as mesas do restaurante ficam à sombra de um frondoso pé de castanholas, área extremamente arejada e gostosa. O atendimento é vip: o casal Gordo e Bel é de uma simpatia incomparável, top, almas puras, genuínas como a terra fértil e produtiva do sítio Peladas.

Se você ficou com água na boca, abaixo o telefone do restaurante para reservas:

(81) 9.8973.5952.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

PREF DE OLINDA DESAFIOS DA PANDEMIA 21

08/05


2021

Agrovale amplia investimentos na colheita mecanizada

O processo de mecanização da colheita da cana-de-açúcar na Agrovale em Juazeiro (BA) acaba de receber um reforço significativo. A empresa sucroalcooleira, que é considerada o maior produtor de açúcar, etanol e bioeletricidade da Bahia, adquiriu duas máquinas colhedoras e implementos de tecnologia norte-americana, que serão utilizadas juntamente com as cinco máquinas já em operação na safra 2021.

Investimento da ordem de R$ 5 milhões, a aquisição dos novos equipamentos vai ampliar um programa da empresa, com custos anuais de R$ 40 milhões, para adequação agronômica dos terrenos visando a tornar os campos compatíveis com a colheita mecanizada. De acordo com o diretor vice-presidente da Agrovale, Denisson Flores, todo esse investimento tem como meta a diminuição da queima controlada da palha da cana e a redução da incidência de fuligem, que vem ocorrendo em menor proporção em comparação a anos anteriores.

Ao lembrar que a mecanização da colheita da cana também aumenta o rendimento operacional, a produtividade e diminui os custos em até 20%, Denisson Flores acrescentou ainda que a empresa já opera com a colheita mecanizada numa área de 4,5 mil hectares e pretende ampliar gradativamente a cada ano. “Cada máquina colhe em média 400 toneladas de cana por dia e deixa no campo a Palhada, que além de conservar o solo, o excedente vem sendo doado para alimento animal às associações de pequenos criadores de caprinos, ovinos e bovinos de vários municípios da região”, ressaltou.

O diretor também destacou o grande impacto social gerado pela mecanização, que contribui com o aumento do desemprego rural no município. “Em nossa empresa procuramos minimizar essa situação capacitando os funcionários e ampliando novas frentes de trabalho”, concluiu.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Ipojuca 2021

08/05


2021

Feitosa quer palestras sobre violência doméstica nas empresas

O deputado estadual Alberto Feitosa (PSC) apresentou um Projeto de Lei que sugere que as empresas que possuam mais de 60% dos funcionários do sexo masculino ofereçam palestra sobre violência doméstica. O projeto diz que a ação deve ocorrer semestralmente. 

“Precisamos incentivar a cultura de paz, que irá melhorar a vida familiar, econômica e social das famílias pernambucanas. Esse tipo de violência deixa traumas insuperáveis e contribui muito para a destruição de lares. Necessário se faz incutir na cabeça dos homens que toda mulher merece o devido respeito, até porque todo homem nasceu de uma mulher. A nossa sociedade precisa refletir sobre isso”, frisou.

Como justificativa, o deputado apresentou um estudo do Instituto Maria da Penha, em parceria com a Universidade Federal do Ceará (UFC), realizado em 2016, que revelou que 12,5% das mulheres empregadas nas capitais nordestinas sofreram algum tipo de violência doméstica durante o ano, um número aproximado de 220 mil mulheres. 

Ainda segundo o estudo, nesse grupo particular, aproximadamente 25% das mulheres reportaram ter perdido pelo menos um dia de trabalho. "Esse custo da violência doméstica para as mulheres se revela de forma clara. Quanto menos o emprego dura, mais a mulher tem sua capacidade econômica diminuída, aumentando a dependência em relação ao parceiro e dificultando a libertação dessa violência", pontuou Feitosa. 

Para a validação do projeto, o documento argumenta, ainda, que a violência doméstica é um fenômeno que impacta diretamente o desempenho da mulher no mercado de trabalho, além de restringir o acesso a melhores oportunidades de emprego. Ademais, as consequências desse tipo de violência vão além das sequelas físicas, deixando vestígios na saúde mental e emocional das mulheres, reduzindo sua capacidade de concentração e de tomada de decisão. 

Se as empresas não cumprirem o estabelecido na lei, ficaram sujeitas a multa de R$ 2 mil em cada incidência. "A violência doméstica é um assunto de extrema importância e precisa ser debatido com frequência. Se feito de forma educativa num ambiente predominantemente masculino, as chances de diminuirmos os números é muito grande", concluiu o parlamentar.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Petrolina abril 2021

08/05


2021

Passando a boiada no meio da catástrofe humanitária

Por Manoel Gérson*

Todas as atenções estão na “CPI da Pandemia” e não é para menos. O morticínio vai a meio milhão de pessoas. Morrem mais de duas mil por dia, sistema de saúde em colapso, vacinação capenga e um Presidente denunciado por genocídio. Nesse cenário, a Câmara dos Deputados caminha para desfigurar novamente a Constituição em favor do mercado.

No mundo, países estão focados na promoção de condições para o distanciamento social, pesquisas e vacinação. E dedicados à superação da crise econômica - investindo nos serviços públicos e no amparo às pessoas e empresas.

Na contramão, o governo brasileiro segue a lógica retrô de Paulo Guedes. Aproveita a catástrofe para aplicar o lema do ministro do meio ambiente e “passar a boiada”. No caso, passar a agenda ideológica de “reformas” regressivas.

A “boiada” da vez é a reforma administrativa (PEC32). Ela pretende reduzir o estado, retirando o servidor estável e o concurso público e abrindo o túnel do tempo para a volta do apadrinhamento e coronelismo como via de acesso aos cargos públicos.

A PEC32 torna minúsculo o dever do estado em prestar serviços à população. Tudo vira privatizável para servir ao lucro de poucos. Saúde, educação, creche, segurança... Tudo passa a ser apenas mercadoria para quem pode comprar.

Querem aprovar a PEC32 a toque de caixa. Sem grandes discussões e esclarecimentos, sem mobilizações presenciais e sem possibilidade de pressão dentro do Congresso. A sociedade está praticamente indefesa.

A reforma administrativa é uma inversão radical do papel do estado - sob a promessa, que falhou sempre, de recuperar a economia. Além de prejudicar as atuais e as futuras gerações, a proposta parte de informações equivocadas sobre o serviço público e de dados sob sigilo.

A postura mais democrática e ética que esperamos de todos os deputados de Pernambuco, em especial os governistas, é a defesa da suspensão da PEC32. O foco é salvar vidas!

*Presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário Federal em Pernambuco (Sintrajuf-PE) e servidor público do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE)


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


08/05


2021

Presidente da Abrafrutas projeta US$ 1 bi em exportações

O primeiro trimestre encerrou de forma positiva para o setor da fruticultura no Brasil. Até março, a exportação de frutas cresceu 14% em dólares, o que representou o aumento de 7% no volume de mercadoria com relação ao mesmo período do ano passado. Os dados são da Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas).

De acordo com o presidente da Associação, Guilherme Coelho, uva e maçã apresentaram maior percentual de crescimento no período, 105% e 89% respectivamente. “Os números são animadores. Se as exportações continuarem nesse ritmo, conseguiremos, pela primeira vez, alcançar a meta de US$ 1 bilhão em frutas exportadas até o fim do ano”, comemora.

No ano passado, o setor também colheu bons resultados. No comparativo com 2019, a fruticultura teve alta de 6% no volume de frutas exportadas e de 3% em dólares, mesmo com o cenário desfavorável devido à crise sanitária e econômica causada pela pandemia da covid-19.

Guilherme Coelho reafirma a importância do segmento econômico que, apesar de não ter o mesmo faturamento na balança comercial que, por exemplo, a soja e o algodão, é um dos setores que mais gera emprego e renda no país. “São mais de 2,5 milhões de hectares de frutas no Brasil, que geram cerca de 5 milhões de empregos. É uma atividade econômica com potencial e, por isto, a Abrafrutas luta pela abertura de mercado para que a fruticultura tenha condições de continuar crescendo”, conclui.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

ALEPE

08/05


2021

A direita cresce e aparece na Espanha

Por Marcelo Tognozzi*

Na Espanha, em 2019 e também no ano passado, o Partido Popular (PP) liderou protestos contra o governo socialista de Pedro Sanchez nas ruas de Salamanca, bairro sofisticado que está para a cidade de Madri assim como os jardins para São Paulo. Na Calle Serrano, versão espanhola da Oscar Freire, teve gente batendo panela e protestando contra o governo nas imediações da Praça Colón. A poucos quarteirões dali, na subida da Calle Genova, fica a sede do PP, partido de centro-direita apeado do poder em 2018, depois de o ex-primeiro-ministro Mariano Rajoy ser mandado de volta para a Galícia por uma moção de censura proposta pelo deputado Pedro Sanchez, então líder do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE).

A imprensa e boa parte dos madrilenhos acreditava que os protestos estimulados pelo PP e apoiado por Vox, partido de extrema direita, era um esperneio da classe média alta insatisfeita com a forma como os socialistas administravam a pandemia, forçando o isolamento social e decretando lockdown. A presidente da Comunidade de Madrid, jovem política de 42 anos, enfrentou o primeiro-ministro Pedro Sanchez e seu grupo. Ela passou mais de 1 ano sob bombardeio cerrado da esquerda representada pelos partidos Mais Madri, Podemos e o próprio PSOE. Acusaram Isabel de ser homicida e a processaram por isso. A acusaram de usar dinheiro público para pagar um apart-hotel de luxo e que se envolveu com a doação de um apartamento de uma empresa pública para sua família.

Isabel era o diabo vestido de mulher na visão dos socialistas. Ela enfrentou tudo e todos, não se cansou de repetir que o primeiro-ministro Pedro Sanchez e a esquerda queriam vencer as eleições disseminando o medo e a insegurança, argumentando ser esta uma política que acabaria com os empregos, decretaria a falência de boa parte dos setores do comércio, serviços e provocaria um colapso do setor de bares e restaurantes numa cidade onde praticamente 100% das pessoas comem na rua. É cultural. Raramente os espanhóis cozinham em casa. Muita gente começou a passar fome, tanto nos bairros centrais de Madri, entre eles Salamanca, como em outros menos conhecidos dos turistas como Chamberí, Vallecas, Ciudad Lineal, Mirasierra ou Hortaleza.

Até o fim do século passado, a Espanha era um dos países mais pobres da Europa. O país cresceu e enriqueceu. E agora os espanhóis se viram diante da dura realidade de voltar a ser pobres. É muito difícil aceitar a pobreza depois que se escapou dela, isso cala fundo. E o mesmo acontece com os brasileiros que chegaram às classes B e C e agora estão dando marcha à ré.

Em 4 de maio de 2021, quando houve a apuração da eleição, o mapa eleitoral da região de Madri foi ficando cada vez mais azul, cor do PP, até ter praticamente 100% do território tomado, com algumas manchinhas vermelhas representando nichos onde o PSOE saiu vitorioso. Há mais de 20 anos o PP está no governo e pelo visto não sairá tão cedo. Até em regiões onde os socialistas sempre reinaram absolutos, desta vez a direita venceu. Vallecas, mais ao sul, famosa pela resistência à ditadura franquista (1939-1975) e depois base da esquerda na redemocratização, caiu nos braços de Isabel Ayuso.

Existem muitas lições na eleição de Madri, a 2ª grande derrota do grupo de Pedro Sanchez em 2 anos –primeiro caiu a Andaluzia, em 2018. Mas a principal dessas lições veio da simplicidade da cozinheira Ana Martinez numa conversa com a repórter Ana del Barrio, do jornal El Mundo. Enquanto descascava batatas, resumiu: “Graças a Ayuso nós que temos família pudemos comer”. Seu restaurante faturava € 1.200 (equivalente a R$ 7.641) por fim de semana e agora não passa dos € 200 (algo como R$ 1.274). Juan José, que passeava com seu cachorro, emendou: “Este é um bairro operário e as pessoas querem trabalhar”. Nas eleições de 2019, o PP conseguiu minguados 11% em Vallecas. Nessas de 4 de maio, foram 27%, mais que o dobro, enquanto o PSOE levou 23% dos votos.

O líder do Podemos Pablo Iglesias, que comanda um partido barulhento de extrema esquerda, até abril era um dos vice-presidentes do governo espanhol. Chegou lá depois que o PSOE foi obrigado a se unir a ele para garantir a formação do governo. Agora, desmancha como um picolé num dia de verão. A esquerda com seu excesso de impostos e de tutela estatal sobre os cidadãos, passando por cima dos costumes e forçando a mão para transformar a sociedade, não conseguiu sobreviver na capital dos espanhóis.

A direita puro-sangue representada pelo Vox cresceu, passou o Podemos em votos e formará o governo junto com o PP, assim como na Andaluzia. Nas eleições de fevereiro passado na Catalunha, região tradicionalmente de esquerda e com arroubos independentistas, o Vox conseguiu a proeza de fazer 11 cadeiras do parlamento e passou a ser a 4ª força política liderada pelo deputado negro Inácio Garriga.

Há uma clara transformação em curso na Europa. A direita tem voltado a mostrar força eleitoral e gradativamente vem ganhando posições. Quem diria que os protestos da classe média alta de Salamanca iriam acabar tendo coisas em comum com os operários de Vallecas, que protestaram em silêncio dizendo não? A direita tem mostrado criatividade para se reinventar e há agora uma enorme curiosidade sobre como se sairá nas eleições da França no ano que vem. Os franceses vivem o mesmo desalento dos espanhóis, porque o governo Macron tem enfrentado a pandemia com improviso e ineficiência. Cedo ou tarde pagará o preço. Seja no Champs Elysées dos ricos de Paris ou entre os pobres de Seine-Saint-Denis, onde, em 2020, explodiram as revoltas contra o confinamento.

*Texto publicado originalmente no site Poder360


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

Cícero Ramos de Souza

Lá o poder central trabalhou contra a liberdade da população, aqui foi os poderes dos estados, ao contrário do central. Aqui como lá, a população pende para a liberdade.

Fernandes

Geisel detestava Bolsonaro: “mau militar”, “fora do normal”, “vivandeira” da ditadura.

Fernandes

Geisel utilizou a “corrupção das Forças Armadas” como uma das justificativas para iniciar a “abertura” política e afastar os militares dos encantos e armadilhas do poder de Estado.

Fernandes

A Direita só sabe roubar e nivelar a pobreza por baixo. Temos aí Brasil, roubado por 500 anos, e não esqueçamos da ditadura militar.

JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

A esquerda só sabe roubar e nivelar a pobreza por baixo. Temos aí a Venezuela, o Chile e a Argentina se acabando quando a esquerda assumiu o poder.


Bandeirantes 2021

08/05


2021

Pernambuco recebe mais 40,6 mil doses da Coronavac

Pernambuco recebeu, na manhã de hoje, mais 40,6 mil doses de vacinas contra a Covid-19, da Coronavac/Butantan. O novo lote será destinado exclusivamente para a segunda dose de idosos, além de trabalhadores das forças de segurança e salvamento do Estado. Os quantitativos já estão sendo verificados e separados pelo Programa Estadual de Imunização e seguirão ainda hoje para todas as 12 Gerências Regionais de Saúde (Geres), onde ficam à disposição para retirada pelos gestores municipais.

“Recebemos, hoje, a terceira remessa de vacinas desta semana, o que vai nos permitir dar prosseguimento à imunização da nossa população, inclusive de grupos prioritários recém-iniciados. Mas ainda aguardamos que o governo federal cumpra com o planejamento inicial e envie todo o quantitativo de doses que foi acordado, para que possamos consolidar a vacinação dos grupos que já haviam recebido a primeira dose e iniciar a imunização de novos segmentos”, afirmou o governador Paulo Câmara (PSB).

Embora o quantitativo possibilite que os municípios consigam avançar na segunda dose dos idosos, o secretário estadual de Saúde, André Longo, reiterou a advertência feita pelo governador, lembrando o passivo do Ministério da Saúde com o Estado, de mais de 71 mil doses da Coronavac/Butantan para finalização dos esquemas vacinais. “Esperamos que novas remessas cheguem o quanto antes, para que possamos ofertar a proteção adequada para a população”, reforçou.

A superintendente de Imunizações da Secretaria Estadual de Saúde, Ana Catarina, informou que já estão sendo enviadas mais de dois milhões de seringas para a vacinação da população com comorbidades, pessoas com deficiência, gestantes e puérperas. “Esse já é o volume total de seringas para primeira e segunda doses”, destacou.

Com esta terceira entrega de vacinas nesta semana, o Estado totaliza o recebimento de 490.500 doses. O primeiro envio feito pelo Ministério da Saúde (MS) chegou na última segunda-feira (3), com as primeiras 17.550 da Pfizer/BioNTech e mais 267.250 unidades da vacina Astrazeneca/Fiocruz. Já na quinta-feira (6) chegaram 165.100 da Astrazeneca/Fiocruz. Ao todo, Pernambuco já recebeu 3.135.780 vacinas contra a Covid-19, sendo 1.830.160 da Coronavac/Butantan, 1.288.070 da Astrazeneca/Fiocruz e 17.550 da Pfizer/BioNTech.

Já estão sendo imunizados nesta campanha todos a partir dos 60 anos, idosos e pessoas com deficiência abrigados em instituições, população indígena aldeada, povos e comunidades quilombolas tradicionais, trabalhadores de saúde, trabalhadores de forças de segurança e salvamento, pessoas com comorbidades, gestantes e puérperas com comorbidades e pessoas com deficiência permanente cadastradas no BPC.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Serra Talhada 2021

08/05


2021

Petrolina: Miguel Coelho recepciona Eduardo Bolsonaro

O prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (MDB), recepcionou o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, ontem. A visita das duas autoridades ao Sertão do São Francisco teve como objetivo conhecer os potenciais da fruticultura e do turismo.

Em uma das principais fazendas da região, o prefeito Miguel Coelho mostrou o processo de produção e preparo para exportação de frutas como a manga e a uva. Durante a conversa, o gestor falou sobre a importância do segmento para a economia local. A região de Petrolina é a maior exportadora de uva e manga no Brasil, além de referência em irrigação. 

O prefeito de Petrolina também conversou com Montezano e Bolsonaro sobre os potenciais do turismo de lazer e de negócios do Sertão do São Francisco. "Petrolina é exemplo de sucesso. Mesmo com a pandemia, nossa região consegue manter crescimento na produção e na geração de empregos. Muito disso se deve à fruticultura irrigada. Mostrei para o presidente do BNDES e ao deputado Bolsonaro que com mais investimentos públicos podemos expandir o desenvolvimento", disse Miguel após o tour.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Anuncie Aqui - Blog do Magno

08/05


2021

Impulso da irrigação criou a Califórnia brasileira

Na sequência da reedição do meu livro O Nordeste que deu certo, lançado em 1993, o capítulo de hoje mostra o resultado milagroso do encontro das águas do Velho Chico, entre Petrolina e Juazeiro, com uma terra antes inóspita e improdutiva, transformada no maior polo de frutas irrigadas do País. Conhecida como a Califórnia brasileira, esse pedaço de chão euclidiano virou sinônimo de prosperidade e futuro. Apostar nele é colher manga, uva e outras frutas que se convertem numa moeda mais nobre que dólar, uma moeda de ouro no mercado internacional.

Petrolina e Juazeiro, cidades irmãs, vão mostrando com o tempo que a irrigação é a grande alternativa econômica, geradora de emprego e renda, capaz de reduzir as desigualdades sociais numa velocidade que atenua a fome e faz escrever uma página oposta à famigerada indústria da seca, que enriqueceu poucos e viciou o cidadão, como cantou Luiz Gonzaga. Ao final do texto original, o leitor confere dados das mudanças que ocorreram de lá para cá, 28 anos que separam a semente que vi brotar com os frutos de hoje.

O milagre da irrigação 

Capítulo 2

No momento em que a histórica “indústria da seca” volta ao debate nacional, Petrolina comemora uma década e meia produzindo riquezas e mostrando para o resto do País como é possível vencer na terra inóspita do semiárido nordestino. De 1978 para cá, a cidade sofreu uma transformação tão acelerada que hoje não se pode discutir o desenvolvimento de Pernambuco sem fixar os olhos nas terras irrigadas pelas milagrosas águas do rio São Francisco.

Ao descobrirem a vocação do Vale do São Francisco como produtor e exportador de frutas, Petrolina tinha apenas 50 mil habitantes, que sofriam os mesmos problemas da legião de famintos espalhados pelo sertão pernambucano. Em 15 anos, muita coisa mudou. A população beira os 200 mil habitantes, 500 mil pessoas vivem em torno dos projetos de irrigação e já foram gerados 200 mil empregos diretos. A cidade tem o maior comércio do interior e a área irrigada, que começou timidamente com três mil hectares, já alcançou a espetacular cifra dos 100 mil hectares, o que eleva o polo Petrolina- Juazeiro, à condição de “Califórnia Brasileira”.
 
Petrolina teve o maior crescimento demográfico do Nordeste. Impulsionada pela família Coelho, dividida hoje em quatro grupos distintos, a cidade convive também com a mesma problemática social nordestina, mas suas conquistas são maiores do que tudo isso. “Há muito mais motivos para se comemorar”, reconhece o prefeito Fernando Bezerra Coelho (PMDB), que toca a administração perseguindo metas como a construção de um shopping center e de um centro de convenções. 

Nos 15 anos em que Petrolina tira da terra a riqueza de um Nordeste desconhecido e pouco explorado, se a fartura atraiu também miseráveis que sobrevivem em favelas típicas dos grandes centros urbanos, atraiu em maior escala gente de toda parte do mundo. Gente que se apaixonou pelo desafio de conquistar uma terra que, como disse Pero Vaz de Caminha, “em se plantando tudo dá”. E a terra deu. Tanto que os ricos da cidade têm no dólar a moeda referência em função dos negócios fechados no dia a dia para o mercado internacional.

Em 1992, somente com a exportação de uva, um dos produtos nobres da região, houve um faturamento de US$ 4 milhões. Graças à irrigação, o Vale do São Francisco produz pelo menos duas safras dos seus produtos, que oferecem alta rentabilidade na Europa e nos Estados Unidos, como uva, manga, acerola e melão.

A irrigação trouxe emprego, desenvolvimento e fé no futuro para os petrolinenses. A cidade ganhou uma mistura de raças. Atraídos pela bonança, húngaros, americanos, franceses, italianos e principalmente japoneses se fixaram nos projeto de irrigação e hoje, casados com brasileiros, não querem mais sair da região. Assim, a cidade ganhou um perfil urbano diferente das irmãs nordestinas. 

Como centro exportador de frutas, Petrolina passou à condição de cidade mais importante do interior do Estado, ultrapassou Caruaru, tem hoje uma das rendas per capita mais altas do Nordeste e em torno da irrigação 4,2 mil empresas de comércio se estabeleceram, 21 agências bancárias se instalaram no município e um distrito industrial abriga 25 mil unidades empregando centenas de pessoas.

Não fossem os atuais preços impraticáveis do mercado internacional para a polpa de frutas, o Distrito Industrial talvez estivesse numa posição privilegiada. A experiência não deu certo e há dois anos duas grandes empresas de produção de tomate, que comercializaram a polpa para países da Europa, estão praticamente com suas atividades paradas. A ETTI Nordeste Indústria S/A, com capacidade para processar 48 toneladas de tomate por hora, e que já chegou a exportar 80 milhões de toneladas/ano, é a que mais empregou na região.

Mas, como diz o prefeito Fernando Bezerra Coelho, Petrolina tem muito mais motivos para comemorar do que lamentar. A cidade se prepara para sediar o primeiro shopping, sem prazo ainda definido. O mais novo empreendimento é uma emissora de televisão – a TV Grande Rio - do grupo liderado pelo deputado Osvaldo Coelho (PFL), que retransmite a programação da TV Globo.

Os números de Petrolina falam por si só. Na área de comunicação, há também duas emissoras de rádio, uma AM e outra FM, sucursais dos dois jornais do Estado e, em termos de infraestrutura para receber os visitantes, uma rede hoteleira do melhor padrão.

Há 10 anos, tão logo a irrigação impulsionou o desenvolvimento do município, a família Coelho usou do seu prestígio para construir um aeroporto de categoria internacional, que deve ser ampliado nos próximos seis meses para receber avião cargueiro, exclusivo para exportação de frutas.

Um dos maiores municípios do Estado em área territorial, com 6.035 km2, Petrolina tem 62% da sua população na área urbana, 65% das residências são servidas por esgotos, configurando, assim, um dado inédito no Nordeste.

Se não bastasse, Petrolina sedia ainda o Centro de Pesquisas do Semiárido, o CPTSA, o mais avançado da América Latina em termos de pesquisas de sequeiro. Nos 20 anos de funcionamento da Embrapa, a quem o CPTSA está ligado, algumas tecnologias geradas se destacam, como os sistemas de irrigação localizada, de baixo custo e fácil instalação; identificação de fruteiras adaptadas e manejo adequado de uva, banana, manga, figo, citro e tâmara; obtenção de melão eldorado 300, tolerante à virose; introdução de aspargo e manejo de outras culturas como cebola e melancia.

Conhecer Petrolina é descobrir uma infinidade de temas ainda inexplorados, porque a região, na verdade, é um oásis que pode chegar a 500 mil hectares de terras irrigadas até o ano 2000. “Cheguei aqui há 20 anos e não pretendo sair nunca mais. Aqui, é a melhor cidade do mundo”, diz o empresário Joseênio Brandão, hoje um dos mais prósperos de Petrolina, atuando em diversas áreas – indústria de fertilizantes, uma exportadora de manga e um hotel.

Juazeiro

É impossível percorrer Petrolina sem que se perceba a interligação profunda da cidade com Juazeiro, sua vizinha ilustre, na divisa com a Bahia. Juazeiro tem praticamente a mesma população de Petrolina, recebe as bênçãos do rio São Francisco, mas politicamente está a reboque dos Coelho. “Juazeiro cresce pegando carona na influência de Petrolina”, diz o empresário José Marques da Silva, há 20 anos na região. 

Mas a cidade também contribuiu para a expansão da economia do polo, tanto quanto Petrolina: do contrário, a Agrovale, maior usina de álcool do Sertão nordestino, não teria fincado ali suas raízes e expandido os negócios. A Agrovale pertence ao grupo de Gustavo Colaço e produz álcool e açúcar em uma área plantada de 9 mil hectares. Seu complexo industrial é o maior gerador de empregos na região. Hoje, apesar dos tempos bicudos, trabalham na usina cerca de cinco mil pessoas. 

Em abril de 1993, uma missão húngara, formada por cinco técnicos, desembarcou no Aeroporto de Petrolina para iniciar um programa de cooperação técnico-científico entre os governos da Hungria e do Brasil, no valor de US$ 50 milhões. Todos os projetos serão desenvolvidos na área do São Francisco e Petrolina será, mais uma vez, um dos municípios beneficiados.

A chegada de missões estrangeiras virou rotina há muito tempo em Petrolina. Pelo menos três a quatro delegações estrangeiras visitam a cidade a cada mês, para anunciar investimentos que abrangem 100 mil hectares do polo do São Francisco. São investimentos que geram empregos, fazem circular dinheiro e fortalecem a economia. Mais do que isso, ampliam e consolidam a vocação agrícola explorada a partir da experiência pioneira do Projeto Bebedouro.

Se hoje o polo Petrolina-Juazeiro geral 200 mil empregos diretos, no futuro este número poderá triplicar porque todos os dias surgem propostas de novos investimentos, não apenas os chamados oficiais, mas sobretudo da iniciativa privada. “Investir em Petrolina é ter a garantia de lucro certo em pouco tempo”, garante o agrônomo Hildo Diniz da Silva, 40 anos, superintendente regional da Codevasf. Pelas suas mãos passam diariamente as mais impressionantes tentativas de investimentos na região, como a de dois empresários mexicanos que queriam cinco mil hectares contínuos de aluvião para instalar um projeto de banana tipo-exportação. “Isso simplesmente é impossível porque não há tanta terra junta”, explica Hildo, que ficou responsável por procurar outra alternativa para o grupo mexicano.

Há, assim, uma corrida desenfreada em direção ao controle das terras irrigáveis. Segundo a Codevasf, também em abril deste ano esteve em Petrolina uma missão do Japão para viabilizar uma área de 300 mil hectares, destinada ao plantio de capim Buffel e difundir tecnologia de bovinocultura. O projeto deve começar a funcionar nos primeiros meses de 94. Quem também esteve em Petrolina em 1993 foi uma comitiva do grupo Sadia, interessado na compra de dois mil hectares, mil para plantar uva e manga, tudo para exportação. A Sadia quer ainda produzir aspargo.    

Considerado o maior projeto da região, o Nilo Coelho está começando a sua expansão, com perspectivas de criar milhares de empregos. O projeto, já com recursos garantidos pelo BNB e Banco Mundial, compreende 40 mil hectares, sendo 20 mil na área de sequeiro e 20 mil na de irrigação.

Outro que atrairá recursos a curto espaço de tempo é o Bebedouro. Segundo Hildo Diniz, US$ 28 milhões serão liberados brevemente pelo Fundo Nakasone para repasse a colonos já assentados. A grande novidade em termos de investimentos, na área produzida pelos colonos, é a decisão do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) de financiar pela primeira vez a produção de manga. O BNB, segundo a Codevasf, vai liberar US$ 500 milhões para 1.450 colonos do Projeto Bebedouro, o que duplicará a área de produção de quatro mil para oito mil hectares, num espaço de apenas três anos. 

Projetos novos não faltam em Petrolina. O Governo húngaro, por exemplo, está investindo US$ 585 milhões na implantação de uma estação modelo para produção intensiva de leite no projeto Nilo Coelho. Querem os húngaros demonstrar a viabilidade técnico-econômica da produção de leite com 40 vacas da raça holandesa, importadas da Hungria, com capacidade de produção de seis a sete mil litros de leite-ano, alimentadas com forrageiras produzidas nos projetos públicos de irrigação.

Os húngaros preveem, ainda, a implantação de um centro de produção industrial de mudas, com capacidade para produzir 600 mil mudas/ano, e um outro centro de produção de mudas em bandejas com capacidade de 100 milhões de mudas/ano.

Numa época recessiva, é difícil uma cidade atrair tantos investimentos públicos e privados como Petrolina. Segundo o superintendente da Codevasf, Petrolina poderá ganhar brevemente o primeiro distrito de exportação de frutas, na área do projeto Nilo Coelho. Lá já estão reservados 60 hectares para a construção da sede pelo Diper.

28 ANOS DEPOIS

Nestes primeiros 15 anos de existência, o shopping de Petrolina traduziu investimentos em grandes fontes de receita e geração de renda. Com um fluxo de 23 mil pessoas por dia, o centro de compras conseguiu mais do que duplicar o faturamento nos últimos dois anos – saindo de R$ 80 milhões em 2008, para quase R$ 175 milhões em 2010. Atualmente o River gera 4 mil empregos diretos e indiretos. Mas Paulo Modesto prevê tempos ainda mais pujantes.

Mais de R$ 3,4 bilhões é a estimativa do valor total obtido pelos agricultores com a venda da produção agrícola – e cerca de 281 mil empregos diretos, indiretos e induzidos. Em torno de 4,3 milhões de toneladas de itens agrícolas, sobretudo frutas, foram produzidos nos projetos públicos de irrigação, segundo a Codevasf.

A área cultivada em 2020 foi de 99 mil hectares, favorecendo 12 mil famílias, a maioria produtores familiares, que representam 10,8 mil. O carro-chefe da produção agrícola continuou sendo uva, manga e banana.  O polo de irrigação mais desenvolvido do Vale está situado em torno das cidades de Juazeiro (BA) e Petrolina (PE). 

Os primeiros estudos para a implantação de projetos de irrigação foram efetuados na década de 1960, sendo que a SUDENE iniciou a instalação dos pioneiros Bebedouro e Mandacaru, com assentamento dos primeiros irrigantes em 1968. O Bebedouro foi posteriormente ampliado pela SUVALE e Codevasf e novos projetos foram implantados.

Ali encontram-se os perímetros Curaçá, Maniçoba, Tourão, Mandacaru, Senador Nilo Coelho e Bebedouro, com um total de 44.145 ha em operação, além dos projetos de Pedra Branca, Glória, Rodelas, Manga de Baixo, Apolônio Sales, Brígida, Icó-Mandantes e Caraíbas, do complexo Itaparica. Encontram-se em fase de implantação os projetos Salitre (1ª Etapa) e Pontal, com área total de 39.167 hectares, sendo que já estão implantados 8.680 hectares. 

Petrolina é o 6º maior PIB de Pernambuco e tem o 6º maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e o 10º maior Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do Estado. O diferencial de Petrolina está na fruticultura irrigada e na exportação. Com o processo irrigado, há safras o ano todo. Com a exportação, vendas são em dólar, moeda em alta. 

De acordo com dados do Instituto Trata Brasil (dados de 2018) Petrolina atende 71% da sua população com esgotamento sanitário, apenas considerando o atendimento urbano atende 96%, deste 67% do que é coletado é tratado, e atende 100% da população com água. Petrolina foi reconhecida como a maior rede hoteleira da região turística do sertão do São Francisco, contando com 2.115 leitos, distribuídos em 24 hotéis; diversos restaurantes, bares, centros comerciais, hospitais, Universidades e cursos de Turismo em níveis técnico e superior, segundo um estudo de competitividade realizado pelo Ministério do Turismo, Fundação Getúlio Vargas e o Sebrae Nacional.

Segundo levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto (PIB) de Petrolina é o 174° maior do Brasil e o 6° maior de Pernambuco. Ainda de acordo com as Contas Regionais de 2012, o valor bruto do seu PIB era de R$ 3 786 065 bilhões, sendo R$ 377 478 milhões impostos sobre produtos líquidos de subsídios a preço de mercado. Em 2012, o valor do Produto Interno Bruto per capita foi de R$ 12 399,02 mil.

No ano de 2010, 69,0 % da população com idade igual ou superior a 18 anos era economicamente ativa, enquanto que a taxa de desocupação foi de 10,17 %. Em 2011, no Cadastro Central de Empresas constava que havia cerca de 5 924 unidades locais e 5 645 empresas atuantes, somando também o número de estabelecimentos comerciais. Um total de 58 918 pessoas foram designadas como pessoal ocupado e 52 081 pessoas foram contados como pessoal ocupado assalariado. 

Petrolina é, hoje, o terceiro maior PIB agropecuário, o segundo maior centro vinícola e o maior exportador de frutas do País. A apreciação dos vinhos e frutas do Vale do São Francisco se dá à sua temperatura elevada quase o ano todo, que expõe as frutas ao estresse contínuo e, assim, atribuindo gostos diferentes. Na lista dos melhores vinhos do Brasil – escolhidos em criteriosa avaliação de especialistas de várias partes do mundo, durante concurso internacional realizado em Petrolina, em setembro de 2009 – o Vale do São Francisco marcou presença, tendo alguns vinhos premiados. 

Políticas de incentivo aplicadas nas últimas décadas tornaram a região um celeiro de frutas tropicais, que são exportadas para as principais regiões do país e também para a América do Norte, Europa e a Ásia (particularmente o Japão). Segundo o IBGE, em 2012 o setor da indústria foi o segundo maior produtor de riqueza para o município. Cerca de R$ 701 495 milhões do seu Produto Interno Bruto era correspondente a tudo gerado pelo setor secundário.

Devido à alta produtividade na agricultura, impulsionada pela irrigação, parte das indústrias presente no município são do setor alimentício. Um dos subsetores da indústria que mais cresce é o da agroindústria de alimentos, há várias agroindústrias implantadas entre pequenas, médias e grandes, destacando-se a agroindústria alimentar de sucos, polpas e doces. 

Em Petrolina a indústria têxtil também marca presença, tendo seu polo fortalecido com a construção da Petroquímica Suape, no litoral sul pernambucano, que traiu para o município, em 2010, a fábrica do Grupo Covalan, que investiu cerca de R$ 150 milhões na construção da segunda unidade da São Francisco Têxtil na cidade.

O Distrito Industrial de Petrolina é uma das locomotivas de desenvolvimento na região do São Francisco. O condomínio que forma o complexo é composto por uma área de 500 hectares, dos quais 57 hectares de área já haviam sido arrematados em 2013. No total, 51 empresas formam o local, que recebeu desde 2007 mais de R$ 3,2 milhões com gastos de manutenção, conservação e recuperação do anel viário de acesso.

Conforme as Contas Regionais, divulgadas pelo IBGE, o setor terciário é o maior produtor de riqueza do município, correspondendo a aproximadamente 60% da economia, equivalendo a um valor bruto de R$ 2 271,056 bilhões. Segundo o Atlas do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas, 7,90 % do pessoal ocupado trabalhava na construção civil, 0,94 % nos setores de utilidade pública, 18,74 % no comércio e 37,07 % no setor de prestação de serviços.

O comércio de Petrolina é muito diversificado e descentralizado, tendo a região central da cidade como o principal polo comercial da cidade, concentrando lojas de redes nacionais e internacionais, como as Casas Bahia, Cacau Show, Subway, Lojas Americanas, Lojas Insinuante, Eletro Shopping, Farmácia Pague Menos, Magazine Luiza, entre outras. Nas avenidas que circundam o perímetro urbano, é perceptível a presença do comércio de materiais de construção, peças e serviços automotivos. 

Os bairros petrolinenses dispõem de estruturas complexas de comércio. Petrolina é considerada uma cidade-tronco, seu comércio abastece município vizinhos, o que faz da cidade um centro atacadista de alimentos, medicamentos e vestuário. Na área de Comunicação, a cidade saiu de duas emissoras de rádio para seis e também entrou na blogosfera, tendo hoje mais de dez blogs, além da TV Grande Rio, da família do ex-deputado federal Osvaldo Coelho, já falecido. 

Uma grande coincidência é que, hoje, Petrolina é administrada por Miguel Coelho (MDB), filho do senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), que era o prefeito há 28 anos, quando o livro foi publicado.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

É isso. E o esquerdista caviar João Paulo diz que o agronegócio empobrece as famílias e o Estado. Ridículo.


Blog do Magno 15 Milhões de Acessos 2

08/05


2021

Recife tem novo procurador-geral

Por Houldine Nascimento, da equipe do Blog

O prefeito do Recife, João Campos (PSB), assinou a nomeação do advogado Carlos Alberto Vieira de Carvalho Júnior para a Procuradoria-Geral do Município ontem. Ele substitui na função Giovana Ferreira, que se afasta do cargo por questões de saúde. A medida será publicada no Diário Oficial.

"Quero deixar minha palavra de gratidão por toda a dedicação e compromisso com o Recife que Giovana demonstrou enquanto esteve à frente da Procuradoria-Geral do Município. Foi incansável e ajudou muito a construir o futuro da nossa cidade. Também dar as boas vindas a Carlos na nossa equipe. Tenho certeza que, com a experiência de mais de 16 anos de Procuradoria do Estado, fará um grande trabalho no comando da PGM”, declarou João Campos.

Carlos Alberto Vieira de Carvalho Júnior é formado em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e pós-graduado em Direito Tributário pelo Instituto Brasileiro de Estudos Tributários (ITEB-SP). Ele ingressou na Procuradoria do Estado (PGE) ainda em 2005. Na PGE, foi procurador-chefe da Procuradoria de Apoio Jurídico-Legislativo ao governador e atualmente ocupa o cargo de procurador-geral Adjunto.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha