Blog do Magno 15 Milhões de Acessos 2

24/01


2021

Pernambuco recebe 84 mil doses da vacina AstraZeneca

Pernambuco recebeu, na madrugada de hoje, as primeiras doses da vacina da farmacêutica AstraZeneca e da Universidade de Oxford, desenvolvida em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e produzidas pelo Instituto Serum, na Índia. As 84 mil doses destinadas ao Estado desembarcaram no Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes - Gilberto Freyre à 00h30, em voo operado pela companhia aérea GOL, que partiu do aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. 

“Na segunda-feira, vamos, juntamente com o Comitê Técnico Estadual para Acompanhamento da Vacinação contra a Covid-19 e com a Comissão Intergestores Bipartite (CIB), fazer o monitoramento da distribuição e a pactuação com os municípios do uso das doses da nova vacina. É mais um passo importante nessa nova fase de enfrentamento ao coronavírus”, destacou o governador Paulo Câmara. 

As doses foram levadas para a Central de Armazenamento de vacinas da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), onde foram recebidas pela superintendente de Imunização do Estado, Ana Catarina de Melo. “Esse quantitativo vai ajudar o Estado a acelerar o processo de imunização dos trabalhares da saúde”, enfatizou. 

CORONAVAC - As 270 mil doses da CoronaVac, desenvolvidas em parceria com o Instituto Butantan, chegaram ao Estado na última segunda-feira (18) e foram disponibilizadas em 18 horas a todos os 184 municípios pernambucanos, além do Arquipélago de Fernando de Noronha. As gestões municipais receberam de forma equânime quantitativo suficiente para as duas doses da vacina, que, no caso da CoronaVac, devem ser administradas em um período de 14 a 28 dias entre a primeira e a segunda.  O Ministério da Saúde estabeleceu que a prioridade dessa remessa da CoronaVac deveria ser os idosos acima de 60 anos e pessoas com deficiência assistidos em instituições de longa permanência, indígenas aldeados e trabalhadores da saúde envolvidos no atendimento aos pacientes com o novo coronavírus. 

Até a última sexta-feira (22), 34.336 pessoas que fazem parte do público prioritário da primeira fase foram imunizadas contra a Covid-19 em Pernambuco. Deste total, 28.712 eram trabalhadores da saúde (sendo 5.298 profissionais que atuam nos hospitais do Governo de Pernambuco); 3.265, indígenas; 2.278, idosos institucionalizados; e 81 pertencem ao grupo de pessoas com deficiência institucionalizadas.


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O Jornal do Poder

23/01


2021

Nova edição da Veja SP reforça estereótipos sobre Nordeste

Houldine Nascimento, da equipe do blog

A nova edição da revista Veja São Paulo, que comemora os 467 anos da cidade, faz diversas referências ao Nordeste, a ponto de definir a Terra da Garoa como "a capital do Nordeste". A capa traz seis nomes nordestinos com destaque em áreas variadas e ao fundo e no centro mandacarus, plantas típicas do Sertão.

Para além da arbitrariedade e prepotência na hora de intitular a cidade paulista como "capital do Nordeste" e na direção de arte reducionista, a matéria de capa traz um conteúdo que reforça estereótipos atribuídos a nordestinos: "Não é mais com calos nas mãos e sacos de cimento nas costas que muitos migrantes nordestinos constroem uma nova São Paulo."

Outro aspecto é que a Veja atribui o sucesso dos seis personagens selecionados à chegada a São Paulo. Um exemplo se dá ao descrever a trajetória do ator pernambucano Thomás Aquino, de filmes como "Tatuagem" e "Bacurau", ambos produzidos em Pernambuco. "Foi depois de se mudar para São Paulo, em 2016, que o ator recifense Thomás Aquino, 34, acabou escalado para seu papel de maior projeção: o Pacote do filme Bacurau, vencedor do prêmio do júri de Cannes em 2019", afirma um trecho da matéria.

Por esse e outros motivos, a Veja São Paulo foi alvo de diversas críticas nas redes sociais. Parece óbvio, mas torna-se importante reforçar à revista que, como toda região, existe pluralidade no Nordeste.


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Abreu no Zap

23/01


2021

Comerciantes lutam para manter Parque da Macaxeira aberto

Comerciantes dos quiosques e do comércio informal do Parque Urbano da Macaxeira, no Recife, se mobilizaram, ontem, na distribuição de máscaras e em outras ações de conscientização direcionadas aos que frequentam o espaço. A medida preventiva ocorre para que não haja o fechamento do local, uma vez que os trabalhadores dependem do funcionamento para garantir a própria subsistência.

O representante dos comerciantes dos quiosques e dos trabalhadores informais, Fabiano Silva, liderou a iniciativa. Ele pede que o Governo de Pernambuco se engaje em novas medidas que conscientizem o público.

“Gostaríamos que essa ação chegasse ao conhecimento do secretário de Turismo do Estado, Rodrigo Novaes, e ao secretário de Saúde de Pernambuco, André Longo, para que ocorram mais ações de conscientização por parte do Governo, evitando, assim, o fechamento do Parque Urbano da Macaxeira e dos demais parques de Pernambuco. Isso seria um desastre econômico e prejudicaria a saúde de todos os que frequentam os parques”, solicitou.


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23/01


2021

Governo diz que Pfizer tenta desconstruir imunização no Brasil

Por meio de nota do Ministério da Saúde, o Governo Federal se pronunciou sobre a Pfizer, uma das empresas que produzem e comercializam vacinas contra a Covid-19. Em tom bastante crítico, o comunicado diz que “representantes da Pfizer tentam desconstruir um trabalho de imunização que já está acontecendo em todo o País. Criando situações constrangedoras para o Governo Brasileiro”.

A nota também alega que a quantidade de vacinas ofertadas pela Pfizer para o primeiro trimestre são insuficientes. “Que o primeiro e segundo lotes de vacinas seja de 500 mil doses e o terceiro de um milhão, totalizando 2 milhões no primeiro trimestre, com possibilidade de atraso na entrega (número considerado insuficiente pelo Brasil)”.

Leia a nota na íntegra:

O Governo Federal/Ministério da Saúde informa que recebeu, sim, a carta do CEO da Pfizer, assim como reuniu-se várias vezes com os seus representantes. Porém, apesar de todo o poder midiático promovido pelo laboratório, as doses iniciais oferecidas ao Brasil seriam mais uma conquista de marketing, branding e growth para a produtora de vacina, como já vem acontecendo em outros países. Já para o Brasil, causaria frustração em todos os brasileiros, pois teríamos, com poucas doses, que escolher, num país continental com mais de 212 milhões de habitantes, quem seriam os eleitos a receberem a vacina. 

Entretanto, não somente a frustração que a empresa Pfizer causaria aos brasileiros, as cláusulas leoninas e abusivas que foram estabelecidas pelo laboratório criam uma barreira de negociação e compra. Como exemplo, citamos cinco trechos das cláusulas do pré-contrato, que já foram amplamente divulgadas pela imprensa:

1) Que o Brasil renuncie à soberania de seus ativos nos exterior em benefício da Pfizer como garantia de pagamento, bem como constitua um fundo garantidor com valores depositados em uma conta no exterior;

2) O afastamento da jurisdição e das leis brasileiras com a instituição de convenção de arbitragem sob a égide das leis de Nova York, nos Estados Unidos;

3) Que o primeiro e segundo lotes de vacinas seja de 500 mil doses e o terceiro de um milhão, totalizando 2 milhões no primeiro trimestre, com possibilidade de atraso na entrega (número considerado insuficiente pelo Brasil);

4) que havendo atraso na entrega, não haja penalização; e

5) Que seja assinado um termo de responsabilidade por eventuais efeitos colaterais da vacina, isentando a Pfizer de qualquer responsabilidade civil por efeitos colaterais graves decorrentes do uso da vacina, indefinidamente.

Após o Governo Federal ter adquirido toda a produção inicial da vacina do Butantan (da Sinovac) - 46 milhões de doses -, com opção de compra de mais 54 milhões, ter recebido da Índia 2 milhões de doses da Astrazeneca / Oxford, com opção de importação de mais doses, além da produção dessa vacina pela Fiocruz de 100,4 milhões de doses no primeiro semestre e mais 110 milhões de doses no segundo semestre, considerando também a possibilidade de aquisição de 42,5 milhões de doses pelo mecanismo Covax Facility, representantes da Pfizer tentam desconstruir um trabalho de imunização que já está acontecendo em todo o País. Criando situações constrangedoras para o Governo Brasileiro, que não aceitarão imposições de mercado - o que também não será aceito pelos brasileiros.

Em nenhum momento, o Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde fechou as portas para a Pfizer. Em todas as tratativas, aguardamos um posicionamento diferente do laboratório, que contemple uma entrega viável e satisfatória, atendendo as estratégias do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, uma ação de valores mercadológicos e aplicação jurídica justa que atenda ambas as partes.

Além da Pfizer, com a qual o Governo Brasileiro continua em negociação, outros laboratórios já estão em fase avançada de negociações com o Brasil, dentro dos princípios e normas estabelecidas.

Merece destaque o fato de que, além dos aspectos já citados, é a única vacina que precisa ser armazenada e transportada entre -70°C e -80°C, prevendo um intervalo de três semanas entre primeira e segunda doses.

Além disso, o laboratório não disponibiliza o diluente para cada dose - que ficaria a cargo do comprador.

Embora o laboratório tenha criado uma solução para a conservação das doses durante o transporte (uma caixa de isopor revestida por um papelão não impermeável, que nos foi apresentada ao final de novembro, naquela oportunidade com a informação de conservação por 15 dias) e tenha oferecido fazer a logística desde a chegada dos EUA até o ponto designado pelo Ministério da Saúde, junto ao CONASS e CONASEMS, a Pfizer não se responsabilizaria pela substituição do refil de gelo seco - que deverá ser reposto a cada cinco dias (informaram que a conservação seria de 30 dias no mês de dezembro). Nos contatos de agosto, setembro e outubro, não havia ainda nos sido apresentada a alternativa da caixa térmica.

Além disso, a Pfizer ainda não apresentou sequer a minuta do seu contrato - conforme solicitado em oportunidades anteriores e, em particular na reunião ocorrida na manhã de 19 de janeiro – e tampouco tem uma data de previsão de protocolo da solicitação de autorização para uso emergencial ou mesmo o registro junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Ministério da Saúde


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23/01


2021

Josafá quer São Caetano como Capital da Moda Infantil

O prefeito recém empossado de São Caetano, Josafá Almeida (PSL), reiterou o projeto de transformar a cidade em “Capital da Moda Infantil”. A declaração ocorreu em entrevista ao Blog do Alberes Xavier. “Somos hoje o maior produtor de roupa infantil do Nordeste e vamos transformar São Caetano na Capital da Moda Infantil”, assegurou.

Almeida também falou sobre a vitória obtida contra o prefeito antecessor, Jadiel Braga (PSD), líder de um grupo político que administrou a Prefeitura por 24 anos. “Conseguimos desmontar um processo em São Caetano que já vinha com 24 anos no poder. Conseguimos ter o maior número de votos já registrados na política de São Caetano e impomos a maior frente de votos na história política da cidade. Isso nos dá uma responsabilidade muito grande”, disse.

Antes mesmo de ser empossado, Josafá já esteve em Brasília buscando recursos e investimentos para o município. Na oportunidade, o prefeito destacou diversas recursos já conquistados. Na entrevista, ele aproveitou para agradecer ao deputado federal Fernando Rodolfo (PL).

“É um parceiro da gente, esteve presente em todos os momentos de nossa campanha. Fernando tem sido extraordinário no atendimento a gente aqui em Brasília. Ele já destinou R$ 2 milhões de emenda parlamentar para o nosso Polo de Confecções e não vai parar só nisso: já tem uma promessa de uma retroescavadeira e de uma caçamba”, declarou Josafá.


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Banco de Alimentos

23/01


2021

Gestão exitosa credencia Miguel para Governo de PE

Por Diego Lagedo*

O desempenho que o prefeito de Petrolina Miguel Coelho (MDB) está alcançando à frente da cidade o gabarita para disputar a eleição de governador de Pernambuco em 2022.

Na disputa pela reeleição em 2020, Miguel Coelho teve a maior votação proporcional do Nordeste dentre as cidades com mais de cem mil habitantes, alcançando 76% dos votos. Para se ter uma dimensão do feito, nenhum prefeito foi eleito com mais de 70% dos votos em cidades com mais de cem mil habitantes no Nordeste.

Isso se deve ao fato de que Petrolina virou um verdadeiro canteiro de obras na gestão de Miguel. A cidade se tornou um vetor político em Pernambuco para atração de investimentos do Governo Federal e da iniciativa privada. A título de comparação, em quatro anos, Petrolina recebeu mais que o dobro de investimentos públicos que nos últimos oito anos da gestão anterior. Isso se deve à influência nacional que a família Coelho de Petrolina possui.

Uma grande marca da gestão de Miguel está sendo o desenvolvimento da infraestrutura do município. O prefeito já pavimentou 900 ruas, duplicou três avenidas e está construindo um viaduto. Além disso, através de sua influência com o Governo Bolsonaro, uma rodovia que dá acesso à cidade está sendo duplicada.

No âmbito da saúde, Petrolina construiu a sua primeira maternidade municipal, o Centro da Mulher e 19 postos de saúde. Além disso, apresentou o melhor desempenho no combate à Covid-19 dentre as maiores cidades do Nordeste, tendo em vista que teve a menor mortalidade por Coronavírus até o momento.

Já no campo da educação, a cidade passou a ter cinco novas escolas em tempo integral, seis novas creches de alto padrão e alcançou a melhor nota no IDEB dentre as maiores cidades do Nordeste. Além disso, recebeu o Prêmio Prefeito Amigo da Criança e o selo Unicef.

Miguel Coelho também tem investido em métodos modernos de gestão pública. Através de Parceria Público Privada para o saneamento e água, ele pretende tirar a Compesa do município, que apresenta um distribuição hídrica insatisfatória. Outra grande PPP irá implantar lâmpadas de LED em todo o município.

Tudo isso fez com que Petrolina se tornasse a segunda cidade de Pernambuco em geração de empregos, atrás apenas do Recife, que tem seis vezes mais moradores.

Com essa gestão exitosa e uma grande capacidade de articulação, Miguel Coelho está gabaritado para disputar o Governo de Pernambuco em 2022, com um projeto que faz contraponto à ineficiência do PSB no estado.

*Historiador, pós-graduado em Gestão Pública e graduando em Direito. Foi consultor da Unesco e é fundador do site Pernambuco em Pauta.


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Comentários

gilson

O filhinho do líder do Bolzo no Senador, que está ajudando a destruir o Brasil, SONHAR não custa nada, como o Pai Senador SONHOU até hoje, o pai um grande traíra, pulou de galho em galho em partidos, começou na ARENA, depois serviu LULA, DILMA, TEMER, E agora o BOZO, ou seja, a quem está no poder de plantão.



23/01


2021

Flagrado em bar, vereador responde a processos por dirigir bêbado

EXCLUSIVO

O vice-presidente da Câmara Municipal de Paulista, Antônio Filgueira Galvão Filho, conhecido como Camelo do Seguro (PSB), responde a dois processos criminais por dirigir alcoolizado, conforme apuração do Blog. Uma das infrações ocorreu no município em que o vereador atua e foi levada à Justiça em 2013. A outra ação penal se refere a novo ilícito, desta vez cometido em Caruaru, e tramita na Quarta Vara Criminal caruaruense desde 2019.

O vereador foi visto bebendo em um bar de Igarassu, na última quinta-feira (21). Na ocasião, ele ofendeu algumas pessoas que estavam presentes. A Polícia Militar chegou a ser acionada. As imagens viralizaram na internet.


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Jornao O Poder

23/01


2021

Joel da Harpa testa positivo para Covid-19

O deputado estadual Joel da Harpa (PP) informa que testou positivo para o novo coronavírus. Ele já iniciou tratamento e começou o isolamento em casa. O parlamentar tem quadro clínico estável, mas revela que vem sentindo muitas dores.

Joel alerta sobre a importância do distanciamento social, como a medida mais importante e eficaz, e pediu orações pelo restabelecimento de sua saúde. “Estou bem até o momento e peço a todos orações. Cumprirei minha agenda de forma remota nos próximos dias, seguindo as instruções médicas", afirma.


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23/01


2021

PGR pede ao STF abertura de inquérito contra Pazuello

Do Estadão

O procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu neste sábado (23) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um inquérito contra o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, para apurar se houve omissão no enfrentamento da crise provocada pela falta de oxigênio para pacientes com covid-19 em Manaus (AM). Neste mês, dezenas de pacientes morreram devido à falta de abastecimento do gás medicinal na região, diante do aumento vertiginoso no número de casos e internações.

O pedido de Aras é uma resposta à representação feita por partidos políticos, que acionaram a PGR sob a alegação de que Pazuello e seus auxiliares têm adotado uma “conduta omissiva”. Ao longo dos últimos dias, a pressão de parlamentares e da opinião pública cresceu sobre a PGR.

Ao comunicar a abertura de inquérito, Aras considera “possível intempestividade” nas ações de Pazuello, indicando que o ministro da Saúde pode ter demorado a reagir à crise em Manaus. O próprio governo já admitiu ao STF que a pasta sabia desde 8 de janeiro que havia escassez de oxigênio para os pacientes em Manaus, uma semana antes do colapso.

O Ministério da Saúde, no entanto, iniciou a entrega de oxigênio apenas em 12 de janeiro, segundo as informações prestadas. A PGR menciona ainda que a pasta informou ter distribuído 120 mil unidades de hidroxicloroquina para tratamento da covid-19 no dia 14 de janeiro, às vésperas do colapso. O medicamento não tem eficácia comprovada contra a doença. Após o estouro da crise e declaração da própria Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre a inexistência de tratamento comprovado contra a covid-19, Pazuello passou a negar que tenha recomendado a cloroquina para combater a enfermidade.

Aras considerou os fatos “gravíssimos”. De acordo com a Procuradoria, o ministro da Saúde pode responder pelos fatos nas esferas cível, administrativa e criminal, caso seja comprovada sua omissão na crise em Manaus. “Considerando que a possível intempestividade nas ações do representado (Pazuello), o qual tinha dever legal e possibilidade de agir para mitigar os resultados, pode caracterizar omissão passível de responsabilização cível, administrativa e/ou criminal, impõe-se o aprofundamento das investigações a fim de se obter elementos informativos robustos para a deflagração de eventual ação judicial”, afirmou o procurador-geral.

“Tais fatos são potencialmente lesivos e ocorreram no exercício de cargo público, dado que, em tese, praticados pelo Ministro de Estado da Saúde, Eduardo Pazuello, o que justifica a competência do Supremo Tribunal Federal para apreciar o presente requerimento”, observou Aras.

As também apontou que, mesmo com o aumento do número de casos de covid-19 na semana do Natal, o governo enviou representantes a Manaus “apenas em 3 de janeiro, uma semana depois de ter tomado conhecimento da situação calamitosa em que se encontrava aquela capital”.

A PGR quer que Pazuello preste depoimento para apresentar explicações sobre a sua atuação. Aras também enviou os autos à Polícia Federal para “adoção das medidas investigativas cabíveis”.

Na última quinta-feira (21), Aras se reuniu com Pazuello para tratar da atuação da pasta no enfrentamento da pandemia. O ministro foi à audiência acompanhado de assessores das áreas técnica e jurídica do ministério, mas as informações prestadas foram insuficientes.

Cobrança. Considerado um aliado do Palácio do Planalto, Aras vinha sofrendo pressão, tanto interna quanto externa, para adotar medidas de investigação contra o governo federal. No último sábado, o procurador-geral da República pediu abertura de inquérito no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para apurar eventual omissão do governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), e da prefeitura de Manaus no enfrentamento da pandemia de covid-19, especialmente no fornecimento de oxigênio.

Na ocasião, Aras também solicitou informações a Pazuello, a respeito do cumprimento das medidas que são de competência da pasta – mas só agora o procurador-geral da República pediu uma investigação sobre o titular da Saúde.

Procurado pela reportagem, o Ministério da Saúde ainda não se manifestou.

Esta é a terceira vez que a PGR, sob a gestão de Aras, pede a abertura de um inquérito contra um ministro do governo Bolsonaro. Antes, a PGR já havia pedido abertura de inquérito contra o então ministro da Educação, Abraham Weintraub, por crime de racismo contra chineses, e contra o atual titular da pasta, Milton Ribeiro, por homofobia.

Em entrevista ao Estadão, Ribeiro atribuiu a homossexualidade de jovens a “famílias desajustadas”.


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