FMO janeiro 2020

31/03


2020

PE prorroga prazos fiscais e suspende execuções

Por G1 - PE

Devido à crise causada pela pandemia do novo coronavírus, o governo de Pernambuco decidiu prorrogar, por 90 dias, prazos fiscais e contábeis, como, por exemplo, o de pagamento de impostos. Também suspendeu, por igual período, execuções e fiscalizações. As medidas foram anunciadas nesta terça (31), com base em estudos do Comitê Estadual Socioeconômico de Enfrentamento à Covid-19. Em Pernambuco, há 87 confirmações da doença e seis mortes.

As medidas adotadas pelo governo têm o objetivo de impactar diretamente o setor produtivo. Entre elas estão a prorrogação de prazos relativos ao cumprimento de obrigações tributárias e contestações, suspensão de execuções fiscais e notificações de débitos.

No decreto, o governo “prorroga para 30 de junho os prazos vencidos a partir de 21 de março de 2020, relativos ao cumprimento de obrigações tributárias acessórias previstas na Legislação Estadual e à contestação do débito constante”.

A Secretaria da Fazenda também faz com que, pelo mesmo período, seja suspensa a emissão de Notificação de Débito e Notificação de Débito sem Penalidade e dos procedimentos que possam resultar no descredenciamento dos contribuintes do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Também fica prorrogado o prazo de validade de certidões de regularidade fiscal e negativa e a suspensão de ações de execução fiscal.

O governo também vai permitir a importação e desembaraço de insumos em aeroportos ou portos, sem prejuízo aos incentivos fiscais do Programa de Desenvolvimento do Estado de Pernambuco (Prodepe) e Programa de Estímulo à Indústria em Pernambuco (Proind).

As fiscalizações aos estabelecimentos comerciais, cujas atividades tenham sido comprometidas pela pandemia, também serão suspensas por 90 dias.

Também nesta terça, a Secretaria da Fazenda anunciou um corte de gastos de R$ 136 milhões, que vai vigorar até o fim de 2020. A medida, que começa a valer na sexta (3), pretende amenizar os impactos causados pelo novo coronavírus.

Em abril, a estimativa de perda de arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) chega a 31%. A meta é direcionar o valor economizado para a saúde.


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Abreu e Lima

31/03


2020

Bolsonaro volta a igualar empregos e vidas

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a distorcer declaração do diretor-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde) para embasar seu discurso de equiparação do salvamento de empregos ao de vidas diante da pandemia do coronavírus.

"Temos uma missão: salvar vidas sem deixar para trás os empregos. Por um lado, temos de ter cautela e precaução com todos, principalmente junto aos mais idosos e portadores de doenças preexistentes. Por outro, temos de combater o desemprego, que cresce rapidamente, em especial entre os mais pobres. Vamos cumprir essa missão, ao mesmo tempo em que cuidamos da saúde das pessoas", disse Bolsonaro, em pronunciamento em rede nacional de rádio e TV, na noite de hoje.

No entanto, Bolsonaro tirou de contexto a fala de Tedros Adhanom Ghebreyesu. A frase completa de Tedros é: "Cada indivíduo é importante, cada indivíduo é afetado pelas nossas ações. Qualquer país pode ter trabalhadores que precisam trabalhar para ter o pão de cada dia. Isso precisa ser levado em conta".

Bolsonaro afirmou que "temos que evitar ao máximo qualquer perda de vidas humanas", mas disse que "ao mesmo tempo, devemos evitar a destruição de empregos, que já vem trazendo muito sofrimento para os trabalhadores brasileiros".

No pronunciamento, Bolsonaro mudou o tom que vinha adotando em relação ao coronavírus, pandemia à qual já se referiu como "uma gripezinha".

Nesta terça, disse que "estamos diante do maior desafio da nossa geração".

O presidente, que já defendeu o uso da hidroxicloroquina para o combate à Covid-19, inclusive aparecendo com caixas do medicamento na mão, admitiu que "ainda não existe vacina contra ele ou remédio com eficiência cientificamente comprovada".

Bolsonaro elencou medidas anunciadas pelo governo tanto na saúde como na economia.

"Temos uma missão: salvar vidas sem deixar para trás os empregos. Por um lado, temos que ter cautela e precaução com todos, principalmente junto aos mais idosos e portadores de doenças pré-existentes. Por outro, temos que combater o desemprego, que cresce rapidamente, em especial entre os mais pobres. Vamos cumprir esta missão. Ao mesmo tempo em que cuidamos da saúde das pessoas", disse.


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31/03


2020

Alepe aprova 64 decretos municipais de calamidade

A Assembleia Legislativa aprovou, em reunião ordinária histórica, na tarde de hoje, o reconhecimento do estado de calamidade pública para 64 municípios pernambucanos, em função dos efeitos do coronavírus. Atendendo às orientações das autoridades sanitárias, os 49 deputados se reuniram, pela primeira vez, por videoconferência transmitida para a população pela TV Alepe e pelo YouTube, inaugurando o Sistema de Deliberação Remota (SDR), o permitirá dar continuidade à agenda de interesses da sociedade, no contexto de distanciamento social provocado pela pandemia.

Com o apoio da Superintendência de Tecnologia (STI) da Alepe, as transmissões começaram ainda pela manhã com as reuniões da Comissão Constituição, Legislação e Justiça; da Comissão de Finanças, Orçamento e Tributação; e da Comissão de Administração Pública. Além de indicações e requerimentos, a pauta restringiu-se ao reconhecimento do estado de calamidade pública dos municípios, dando aos prefeitos as condições fiscais para implementar medidas de combate ao coronavírus.

A reunião ordinária teve início às 14h30, com pronunciamento do presidente da Alepe, deputado Eriberto Medeiros (PP), que agradeceu o esforço conjunto para que a Casa de Joaquim Nabuco continue trabalhando, mesmo com as limitações impostas pelo isolamento social.

“Os parlamentares e servidores estão à disposição, assim como os servidores da saúde, no combate a esta pandemia que assola nosso Estado, o país e o mundo, buscando soluções para minimizar o impacto do coronavírus na vida do povo pernambucano”, afirmou o presidente, na abertura dos trabalhos.

O sistema utilizado pela Alepe é o mesmo adotado pelo Senado e pela Câmara dos Deputados. Mais de 20 deputados aproveitaram a oportunidade inédita para expressar sua visão sobre o momento de crise sanitária que Pernambuco enfrenta, trazendo proposições, críticas construtivas e sugestões para aprimorar a ação do poder público.

Graças a esse esforço de deliberação remota, disse o presidente Eriberto Medeiros, foi possível aprovar medidas como a criação do Fundo Estadual de Enfrentamento ao Coronavírus (FEEC), cuja finalidade é arrecadar recursos para compra de equipamentos e insumos hospitalares.


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Prefeitura de Serra Talhada

31/03


2020

Depois de ontem o mundo será outro

Por Weiller Diniz*

Brasileiro, ambicioso por tatear a divindade, imita as penitências da mitologia grega. Desde sempre está condenado ao malogro, forçado –como Sísifo– a recomeçar. Por alguma força inapelável, de um tribunal irrecorrível, o cidadão brasileiro médio resvala a indigência e frustração diariamente. Não há retrospecto de êxitos que justifiquem a alegria e solidariedade. É uma sentença, aparentemente, imutável contra o mito acocorado.

Açoitado por reincidentes crises econômicas, humilhado pelo eterno desemprego, rebaixado pela pobreza, traído reiteradamente pelos eleitos, o brasileiro é um clandestino amotinado na história. É a alma desnutrida dos navios negreiros, o ranger fantasmagórico das correntes, o grito de dor, o barro ensanguentado das senzalas e dos grilhões. É um pária da humanidade, o elo perdido, o desalinho de Tordesilhas, o aluno da cartilha torpe que embaralhou letras e número. É A, é I, é 5. Não distinguimos sonho de ilusão.

O brasileiro é o herdeiro bastardo das donatarias, da realeza impura e acovardada, a hemorragia dos filhos da tortura e dos facínoras do Estado. É a nódoa do aviltamento, o pato, expropriado ciclicamente. É a mentira das falsas revoluções, a cegueira da censura, a vertigem de revoltas vãs, os milagres invisíveis, a luminosidade das sombras das cavernas, do desterro involuntário, enfim o dispensável. Mastigados pela história, encaramos maior crise global com uma fadiga primitiva, acorrentado à calamidade tão íntima.

Aos brasileiros, diariamente insultados pela inépcia obscurantista dos governantes, não sobrou espaço para alargar a indignação. Apenas o silêncio desamparado do confinamento, a vastidão solitária da quarentena, a elegante sinfonia metálica das panelas e uma intraduzível vergonha, devastadora, extrema, inumana e sepulcral. Os olhos desesperançados, diante de expectativas funestas, são testemunhas incrédulas do negacionismo presidencial por quase um mês, até atingirmos 2 mil infectados.

A pandemia resultará em uma nova ordem mundial em todas as atividades humanas. Da arte à ciência, da religião à economia. O processo imporá a redefinição de estratégias econômicas, rediscussão de valores humanitários, reavaliação das lideranças políticas e um novo ordenamento das prioridades da civilização. Tudo e todos estarão em xeque nos próximos dias.

O coronavírus abalou, indistintamente, as sociedades melhor estruturadas e as economias mais robustas do planeta. O estrago provocado pela epidemia não distinguiu PIB, política, ideologia, renda, credo. Muitas serão as perdas humanas, econômicas e sociais, notadamente entre as economias mais debilitadas e nações com menor índice de desenvolvimento.

O primeiro modelo a ser questionado será o liberalismo econômico e o conceito de estado mínimo. Desde os EUA –síntese do capitalismo– até o partido comunista da China e trafegando pelos sociais democratas do continente europeu, todas as ações reforçam a convicção de que só os Estados podem responder a crises dessa magnitude. A disritmia do capitalismo é inevitável após meses de profunda recessão, ou depressão. Haverá a fatura econômica, mas a civilização avançará.

As tragédias forjam inflexões. Assistiremos o renascimento da civilização com mudanças radicais de paradigmas e comportamentos. Veremos a otimização da vida, valorização dos serviços públicos, notadamente saúde e educação, um novo senso de solidariedade, a prevalência do altruísmo contra o hiperindividualismo, a preponderância da coletividade, a primazia da ciência contra o obscurantismo, o aumento da credibilidade das instituições e sua capacidade saneadora contra velhos e novos problemas.

Governantes inerentemente ruins serão varridos, mas as instituições –taticamente atacadas– sobreviverão mais fortes e sólidas. Será o renascimento do papel do Estado em detrimento doutrina estéril do mercado, da autorregulação e o banimento de barreiras regulatórias desnecessárias. Antes da crise, o que o dogmatismo econômico sustentava ser impossível, tornou-se exequível em minutos.

A qualificação e eficiência vencerá a impostura. A distribuição de renda e a desigualdade terão protagonismo em todos os debates mundiais. Agilidade nas decisões, com a recorrência de legislar remotamente, mantem os eleitos próximos das legítimas pressões da sociedade. Longe dos palácios e dos lobbies poderosos.

O triunfo da verdade contra mentira e a dissimulação, a ressurreição da credibilidade e qualidade da informação dos veículos comunicação contra fakes, trapaças e robôs. Crescem a afeição, a interação pessoal, a celebração da vida em coletividade, em parques, jardins, campos etc.  Entraram em baixa o consumismo, a individualidade, as inúteis polarizações e a mediocridade. Depois de ontem o mundo será outro e mitos irão ruir.

*Jornalista


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31/03


2020

Uma reflexão sobre a Igreja de hoje e a Política Partidária

Por Edson Alves*

Eu, em toda minha vida, com mais de quarenta anos de vida cristã e mais de trinta na vida pública, nunca vi tantos “evangélicos" opinando sobre política partidária ou defendendo um político em particular, como nos dias de hoje. Seja falando ou mesmo agindo, estão piores do que milhares de pessoas que, ainda, não conhecem a Cristo Jesus como Senhor e Salvador.

De repente, floresceram centenas de "cientistas políticos", conhecendo mais de política partidária e defendendo "mandatários", que se infiltraram no seio das igrejas com as bençãos das lideranças religiosas.

São dirigentes que conduzem seus rebanhos ao erro sem precedência e acreditam que o papel da igreja deve ser protagonista do meio político e secular. Quando a Bíblia diz que o principal papel da Igreja é "pregar as boas novas do Evangelho", MC 16:15.

Fico pensando até onde o povo de Deus vai ser Iludido com essa farsa chamada Bolsonaro, que não apresenta um discurso unificado para a Nação Brasileira e não está em sintonia com a própria equipe.

Jesus, porém, conhecendo os seus pensamentos, disse-lhes: "Todo o reino dividido contra si mesmo é devastado; e toda a cidade, ou casa, dividida contra si mesma não subsistirá". Mateus 12:25.

*Radialista e assistente social


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O Jornal do Poder

31/03


2020

Meu editorial no Frente a Frente – 31/03/2020

Se você perdeu o Frente a Frente de hoje, programa que ancoro pela Rede Nordeste de Rádio, tendo como cabeça de rede a Rádio Hits 103,1 FM, em Jaboatão dos Guararapes, escute agora o meu editorial.


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Banner de Arcoverde

31/03


2020

Isolado, Bolsonaro chora e busca apoio entre militares

Folha de São Paulo

Isolado politicamente, o presidente Jair Bolsonaro tem dado demonstrações de fragilidade emocional na condução da crise do coronavírus e buscado refúgio no setor militar para tentar retomar o controle do governo. Em pelo menos uma ocasião recente, ele chorou ante interlocutores no Palácio do Planalto que não faziam parte de seu círculo mais íntimo.

Reclamou que sofre críticas incessantes e aponta adversários externos, com especial predileção pelos governadores João Doria (PSDB-SP) e Wilson Witzel (PSC-RJ).

Bolsonaro e os chefes estaduais têm medido forças, com o presidente defendendo medidas de isolamento parcial para grupos vulneráveis à Covid-19, enquanto os outros adotam as recomendações de quarentena da OMS.

O presidente está sem suporte interno unânime. Ministros do governo, a começar por Luiz Henrique Mandetta (Saúde), mas também o popular Sergio Moro (Justiça), defendem o isolamento social. Paulo Guedes (Economia) falou que preferia ficar em casa “como cidadão”.

Com isso, Bolsonaro se voltou para o seu meio de origem, o militar, cuja ala no governo havia sido reforçada no começo do ano após ter sido escanteada pelo chamado núcleo ideológico centrado nos filhos do presidente.

Devolveu protagonismo ao chefe da Casa Civil, general Walter Braga Netto, numa tentativa de unificar o discurso sobre a crise. O fez sob olhares desconfiados, dado que usualmente a palavra final é dele e dos filhos.

O resultado, de todo modo, foi desastroso do ponto de vista público. Em entrevista coletiva na segunda (30), Braga Netto comportou-se como um tutor de Mandetta e ainda especulou sua demissão.

Líderes no Congresso, a começar pelas cúpulas das duas Casas, ficaram horrorizados com a cena – reação que conta com alguma solidariedade partidária, já que Mandetta é deputado do DEM de Rodrigo Maia (Câmara) e Davi Alcolumbre (Senado).

Em trocas de ligações e mensagens durante a manhã desta terça (31), políticos se mostravam intrigados com o simbolismo da ação de Braga Netto.

Isso porque, também na véspera, havia chamado a atenção uma postagem no Twitter do ex-comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas.

Nela, o homem a quem Bolsonaro uma vez disse dever a eleição em 2018 defendeu sua “postura de coragem” na crise, justamente quando o presidente estava sob uma saraivada de críticas por ter ido ao comércio popular do entorno de Brasília no domingo.

Ainda na segunda, o Ministério da Defesa divulgou ordem do dia acerca dos 56 anos do golpe de 1964, chamando o movimento militar de “marco para a democracia”.

O ministro da pasta, general Fernando Azevedo, é considerado um moderado negociador. Hoje, é o ponto de ligação entre a ativa sob seu comando, a ala militar na qual tem em Braga Netto um ex-subordinado e o Judiciário, no qual atuou ao lado do presidente do Supremo, Dias Toffoli.

Na manhã deste 31 de março, o vice-presidente, general Hamilton Mourão, também enalteceu o golpe no Twitter, ainda que deixando uma hashtag dizendo que ele pertencia “à história”. O vice já havia se diferenciado do presidente ao defender o isolamento social.

Líderes partidários se perguntaram se havia alguma conexão entre os eventos envolvendo os fardados. O que é possível dizer a esta altura é que há preocupação com o risco de instabilidade social devido aos impactos econômicos da pandemia, além daquilo que já era identificado como o perigo de os militares serem usados na disputa entre o presidente e os estados.

Associado a tudo isso, existe o temor de que a beligerância de Bolsonaro leve a crise a outro patamar, já que ele não conta mais nem com apoio no Congresso, nem com a boa vontade do Supremo desde que apoiou ato pedindo o fechamento das instituições.

Isso o diferencia, por exemplo, do premiê húngaro, Viktor Orbán, que ganhou poderes ditatoriais em meio à emergência sanitária. Os militares têm sua imagem associada à do presidente e à sua ascensão ao poder. Como ele é considerado incontrolável, orientado pelo núcleo familiar, restaria uma contenção de danos para a própria classe.

Um general muito próximo de Villas Bôas ressalta outro aspecto. Apesar de muito respeitado e influente, o ex-comandante não representa mais a ativa e tem papel simbólico na ala militar empregada pelo governo.

Quando falou, o atual comandante do Exército, Edson Leal Pujol, asseverou a gravidade do problema, no momento em que Bolsonaro só chamava a Covid-19 de "gripezinha".

Logo, sua fala pode apenas ser mais um registro de lealdade em momento difícil, cuja erosão da estabilidade emocional é tema de conversas no meio militar, além de externar a preocupação conhecida com radicalização nas ruas.

Ainda na segunda, o Ministério da Defesa divulgou ordem do dia acerca dos 56 anos do golpe de 1964, chamando o movimento militar de “marco para a democracia”.


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Comentários

Fernandes

Chora não, capitão corona, marcos de camaragibe, o marluxo tem brioco.

marcos

Aprendesse essa merda onde mortadela?

Fernandes

A sabedoria dos crocodilos consiste em verter lágrimas quando querem devorar. Genocida.


Prefeitura de Limoeiro

31/03


2020

Jornalistas abandonam entrevista de Bolsonaro

Os jornalistas que acompanhavam a fala do presidente Jair Bolsonaro na saída do Palácio da Alvorada, hoje, deixaram o local da entrevista após o presidente, mais uma vez, estimular apoiadores para que hostilizassem e xingassem os repórteres.

Depois de uma pergunta sobre a postura do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que tem dado orientações contrárias às de Bolsonaro durante a crise do coronavírus, um dos apoiadores começou a gritar que a imprensa "colocava o povo contra o presidente". Bolsonaro reagiu incentivando o apoiador a falar e mandando que os jornalistas ficassem quietos.

"É ele que vai falar, não é vocês não", disse Bolsonaro. Com isso, os apoiadores começaram a xingar os jornalistas, que se retiraram do local e ficaram ao fundo. O presidente ficou inicialmente surpreso com a reação dos repórteres, mas logo aproveitou para ironizá-los.

"Mas vão abandonar o povo? Nunca vi isso, a imprensa que não gosta do povo", gritou Bolsonaro aos repórteres que se mantinham afastados.

Em seguida, enquanto continuava a conversar com caminhoneiros que se reuniram na porta do Alvorada, Bolsonaro continuou falando aos jornalistas.

A pergunta que levou o presidente a estimular a hostilidade de seus apoiadores foi sobre as recomendações feitas por Mandetta em entrevista na segunda-feira no Palácio do Planalto, de se manter o isolamento social.

"Eu não sei o que ele falou. Eu tenho que ver, porque acreditar no que está escrito... ninguém se esqueça que eu sou o presidente. Eu sou o presidente", disse Bolsonaro.

Nesse momento, um dos apoiadores, que possui um canal no Youtube, começou a gritar com os jornalistas, e Bolsonaro mandou que os repórteres se calassem e o ouvissem.

Esse apoiador, alterado, gritava que a mídia colocava as pessoas contra o presidente e contra seus ministros, e que agora com a internet ninguém mais precisa de jornalistas porque eles agora "se informam uns com os outros”.


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Shopping Aragão

31/03


2020

Marília lembra luta de Miguel Arraes

A deputada federal Marília Arraes (PT) escreveu uma mensagem, hoje, em suas redes sociais, sobre o ex-governador de Pernambuco, Miguel Arraes. Neta de Arraes, Marília destaca que aprendeu com ele a ter lado, posição, e não titubear frente às ameaças e dificuldades. Marília também criticou texto publicado no site do Ministério da Defesa que comemora o “31 de Março de 1964”, dia do Golpe Militar. Confira a mensagem na íntegra.

“O site oficial do Ministério da Defesa publica hoje uma triste mensagem em que comemora o Golpe Militar de 1964. Um verdadeiro desrespeito à memória dos que lutaram pela democracia brasileira. Nasci pouco tempo depois que minha família havia chegado dos longos anos de exílio. Cresci convivendo com pessoas vítimas desse regime perverso, de um Estado que matou, perseguiu, torturou, pelo simples motivo de pensar diferente. Recentemente, minha tia Ana Arraes deu uma entrevista em que relatou algumas lembranças dos momentos, dos bastidores deste golpe que marcou a História do Brasil e, também, da nossa família. Histórias que por tantas vezes já havia escutado.

Arraes lutou contra tudo isso e a convivência com ele me deixou grandes ensinamentos. Entre eles, ter muita coragem e ter lado, ter posição, não titubear frente às ameaças e dificuldades. E também contar sempre essa História, do jeito que ela aconteceu, pra que nunca mais aconteça”.


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31/03


2020

E assim se passaram os anos

Por Weiller Diniz*

O governo messiânico de Bolsonaro ressuscitou a UNE, o punk-rock e até Karl Marx. O axioma “a história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa” indica uma rara reiteração no Brasil. Comparando os governos de João Batista Figueiredo (JBF) e Jair Bolsonaro (JB), as similitudes vão além da origem militar, temperamento irascível e despreparo. Economia em frangalhos, recessão, desemprego, tom errático, inapetência e permanente estresse político os aproximam. O capitão, 35 anos depois, é um prisioneiro do “Feitiço do Tempo”.

A imprensa é o inimigo imorredouro. Aos olhos do SNI de Figueiredo, o Jornal “Folha de São Paulo” era o “mais bem montado esquema marxista da imprensa”, como pontuou Élio Gaspari na “Ditadura Acabada”. Com 3 décadas e meia de retardo, Bolsonaro, repete insultos e boicotes econômicos contra a mídia: “A fonte de todo mal é a Folha de São Paulo”; “esse lixo chamado FSP”. “A FSP publica, todo mundo replica”.

O subterrâneo de Figueiredo, além de bombas usava a lógica da tensão. A bisbilhotice do SNI, monitoramentos e maledicências migraram para redes sociais. É o ambiente, com a clandestinidade dos robôs, para ataques e disseminação de informações falsas. Como outrora, opera com amigos, remunerados pelo estado, assim como Alexandre Von Baumgarten, colaborador dos militares, cuja morte foi trágica. O gabinete do ódio é o novo Comando de Caça aos Comunistas (CCC).

As condutas são coincidentes: toscos, radicais e disparatados. Proteção para encobrir inferioridade e compreensão turvada. O tom coloquial e vulgar os aproxima. Figueiredo entrou para história por preferir “o cheiro de cavalos ao do povo” e o impetuoso “prendo e arrebento”. Ao receber um telegrama de professores para discutir demissões praguejou: “vão à merda”.

No modo crina eriçada, Jair Bolsonaro é pródigo. Exceto a família e milicianos todos são alvos. Governadores do NE são “paraíbas”, os estudantes “idiotas úteis”, “mulher deve ganhar menos porque engravida”, “o erro da ditadura foi torturar e não matar” e “cocô dia sim, dia não”, são escatologias adaptadas. Também prometeu “botar no pau de arara” envolvidos com corrupção. Não o fez.

Ambos são pseudo atletas e têm índoles gelatinosas. Figueiredo era falso moralista. Se ocupava em seduzir menores. Bolsonaro é uma ilusão de ética. O governo, o partido pelo qual foi eleito exala malfeitos. Dos 3 filhos pagos pelo erário, dois são suspeitos de corrupção. Já os milicianos são amigos, vizinhos, funcionários e condecorados.

A dupla optou por banqueiros na Economia. Mário Henrique Simonsen foi estrela fugaz. Com sucessor Delfim Neto, a “galinha botou um ovo de avestruz” e o milagre econômico gorou. JB repetiu o receituário. Nomeou Paulo Guedes. Magnata, egresso do mercado, é formado na cutelaria de Chicago. Descobriram que não mandavam. Simonsen saiu rápido. Paulo Guedes renegou dogmas e foi mastigado pela crise do Covid-19.

Ambos têm no retrovisor um zahir: Lula. As greves do ABC no final dos anos 80 impulsionaram o sindicalista para o cenário nacional e ajudaram a agonia do regime encerrado por Figueiredo. Na esteira do movimento grevista, Lula foi preso com base na Lei de Segurança Nacional. O pedido foi do Ministério Público de São Paulo. A censura, sob o tacão de Armando Falcão, proibia divulgar greves.

Depois 38 anos, o mesmo MP, agora federal, protagonizou outra prisão de Lula. Juiz responsável pela condenação que excluiu Lula do páreo presidencial em 2018, Sérgio Moro foi premiado. Virou o ministro da Justiça. Um vasto dossiê sobre atuações clandestinas de Moro com o MP, descortinou a tocaia. Lula é uma metafórica obsessão de ambos. O general disse ter “raiva de política”. O capitão a renega apesar de ter uma família sobrevivendo dela há décadas.

O servilismo ianque é idêntico. Bolsonaro é adestrado por Donald Trump. Concede benefícios. É retribuído com tapinhas nas costas. O capitão infestou 25 integrantes da comitiva brasileira com Corona em viagem aos EUA. Foi o que nos trouxe dos amigos americanos. O General Figueiredo tinha a mesma docilidade com o cowboy Ronald Reagan, que nos brindou como “povo da Bolívia”, levou muito dinheiro, ouro, mas teve de recusar um mimo: um cavalo.

Os militares perseguiam alunos e professores por militância política. O decreto 477, de Costa e Silva colocou o a polícia dentro da academia para prender e arrebentar. É o que macaqueia o ministro da Educação, com os mesmos erros crassos de ortografia do SNI. Não é casual a predileção de Abraham Weintraub por expressões da época, como “tigrada”, cunhada para caracterizar a repressão.

Mas há diferenças. Jair Bolsonaro foi expulso do Exército. Admitiu terrorismo contra a própria instituição. Sérgio Miranda de Carvalho foi expulso da Força Aérea por se recusar a cometer o atentado do Gasômetro em 1968, que seria atribuído à esquerda. Sérgio Macaco era capitão, assim como Bolsonaro. Na república da “bananinha” o ocaso do capitão negacionista e obscurantista, como do general, tende a ser melancólico.

*Jornalista


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Fernandes

Vamos derrubar o Bozonaro.

marcos

E só lembrando que Lula o carniça saqueou a petrobras, quebrou o Brasil, deixou 13 milhões de desempregados e mandou matar Celso Daniel. Amém



31/03


2020

Presidente da Câmara insensível ao drama de Olinda

O que temos vivenciado nas últimas semanas é uma verdadeira guerra contra o coronavírus e a favor da vida. Pois bem, neste momento, prefeituras, governos e países travam batalhas diárias na busca por recursos a serem aplicados na Saúde, assim como na Assistência Social. O Supremo Tribunal Federal já fez sua parte adotando medidas para facilitar a gestão de estados e municípios. 

A Assembleia Legislativa e o Congresso Federal estão realizando reuniões virtuais, a fim de cumprirem com seu dever e tentar que recursos cheguem, o mais depressa possível, aos mais necessitados. Mas, em Olinda, o Legislativo Municipal, na pessoa de seu presidente, tem se comportado de forma totalmente anacrônica. O presidente Jorge Federal fechou os portões da Casa, apagou as luzes e deu as costas ao seu dever constitucional.

Na última segunda-feira (23), foi enviado à Câmara de Olinda, em regime de urgência, um projeto de lei tratando de dois pontos:

1.         Desconto de 10% dos salários do prefeito, vice-prefeito, secretários e assessores especiais.

2.         Utilização de recursos de Fundos Municipais, dentre eles o da Câmara dos Vereadores, no combate à covid-19.

Em ambos os casos, os recursos serão enviados para a Secretaria Municipal de Saúde, com a finalidade de contratação de profissionais e compra de insumos, como medicamentos e EPI.

Mesmo com a urgência e importância do tema, o projeto de lei ainda não foi levado à votação e, ao que tudo indica, não será votado. Essa foi a postura adotada pelo presidente da Câmara em relação ao financiamento da requalificação da Avenida Presidente Kennedy, uma importante demanda da população olindense.

Mais uma vez, Jorge Federal se mostra desconectado aos anseios e necessidades da população e pretende engavetar o projeto. Essa é uma atitude autoritária, desumana e antidemocrática. O apego de Jorge Federal ao fundo formado com dinheiro excedente (que sobrou e não foi gasto) mostra como o presidente da Câmara parece não entender a gravidade da situação.

Hoje, o fundo da Câmara Municipal conta com cerca de R$ 1 milhão, que só pode ser legalmente gasto em investimentos na própria sede da Câmara, ou seja, em reformas, compra de móveis etc. Com este montante, é possível comprar 500 mil máscaras ou contratar 100 médicos. Fica, então, a pergunta: o que é mais importante neste momento? Cuidar das pessoas, dos infectados pelo coronavírus, dos nossos profissionais de saúde ou comprar um ar condicionado novo? Não há o que se pensar.

É melhor o vereador Jorge Federal colocar a mão na consciência e parar de picuinhas. Pois, nada justifica sua insensatez. Nada justifica a negativa em ajudar a salvar vidas de irmãos olindenses.

O momento é de guerra. Temos que lançar mão de todos os recursos disponíveis. É preciso unir esforços e fazer uma grande força tarefa. O presidente da Câmara parece não entender isso. É preciso muito egoísmo para agir dessa forma, colocando coisas à frente de pessoas, política à frente de vidas. E é assim que, na guerra, descobre-se o melhor e o pior da humanidade.


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