FMO

18/11


2019

Nova imagem diz que óleo vazado pode ser de outro navio

Universidade afirma ter identificado o culpado pela contaminação, ainda não citado como suspeito anteriormente. Dados serão entregues ao Senado.

Mancha de óleo em praia no Nordeste (Márcio Garcez/Agência O Globo)

Da Redação da Veja

 

A Universidade Federal de Alagoas (Ufal) informou, neste domingo 17, ter identificado um navio que seria responsável pelo vazamento de óleo no litoral do Nordeste. O nome da embarcação e a sua bandeira não foram divulgados, mas não se trata de nenhuma das cinco apontadas pela Marinha como as principais suspeitas pelo derramamento. O cargueiro teria partido da Ásia em direção à África.

O coordenador do Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (Lapis) da Ufal, Humberto Barbosa, afirmou que os dados coletados serão encaminhados ao Senado Federal no próximo dia 21, quando haverá uma audiência pública da comissão externa que acompanha as investigações.

Na última sexta-feira, 15, o Lapis conseguiu identificar uma nova imagem do satélite Sentinel-1A, do dia 19 de julho deste ano, que revela uma mancha de óleo com cerca de 25 quilômetros de extensão por 400 metros a 26 quilômetros do litoral da Paraíba.

O Lapis já havia identificado, a partir de imagens de três satélites (Sentinel 1-A, Aqua-Modis e NOAA-20) feitas em 24 de julho, uma grande mancha de óleo a 40 quilômetros do litoral do Rio Grande do Norte.

“Já havíamos definido um padrão, um protocolo, em função da imagem do dia 24 de julho”, explicou Humberto Barbosa. “Foi assim que encontramos uma nova mancha no litoral da Paraíba, no dia 19 de julho, que nos levou a definir uma primeira embarcação suspeita.”

A partir dessas imagens, o laboratório rastreou todos os navios-tanques que transportavam óleo cru nessas datas e passaram pela costa do Nordeste. No total, os pesquisadores constataram que 111 navios navegaram por lá com esse tipo específico de carga.

De todas as embarcações analisadas, concluiu-se que apenas uma delas apresentava indícios de ter sofrido algum incidente durante o trajeto que justificasse um grande vazamento de óleo como o que atingiu o país.

Segundo as informações levantadas pelo Lapis, o navio costuma fazer o trajeto de um país asiático até a Venezuela, passando pela África do Sul. Normalmente, a embarcação navega com o transponder ligado, indicando sua localização ao longo de todo o percurso. No entanto, entre o dia primeiro de julho e o dia 13 de agosto, a embarcação navegou com o transponder desligado, violando o direito marítimo internacional.

O acompanhamento via satélite mostra que o navio partiu de um país asiático em primeiro de julho. Quando passou pelo Oceano Atlântico, a embarcação seguiu um trajeto incomum e fez uma manobra que indicaria uma mudança de trajetória, justamente na altura do litoral do Nordeste.

“O percurso mostra uma alteração na direção do navio, indicando um comportamento suspeito ou um grande problema mecânico”, afirmou Humberto Barbosa. “Mas é claro que ainda será necessário aprofundar essas investigações.”

O navio suspeito possui uma capacidade de carga duas vezes maior do que o Bouboulina – o navio grego apontado pelo governo como o principal suspeito do vazamento -, o que justificaria as seis mil toneladas de óleo já retiradas das praias do Nordeste.

A Marinha já havia descartado a imagem do dia 24 de julho como sendo de algas e não de óleo. Sobre a nova imagem encontrada, não foi divulgado ainda um comunicado.

(Com Estadão Conteúdo)


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Prefeitura de Abreu e Lima

18/11


2019

Lula: "Lula Livre" deve se tornar "campanha muito maior"

Ex-presidente pediu que militância lute pela anulação dos processos que correm contra ele na Justiça e atacou Moro, Lava Jato e Bolsonaro.

Picture released by Folha de Pernambuco Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Recife - 17/11/2019  (Leo MALAFAIA/AFP)

Por Da redação da Veja

 

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou neste domingo, 17, de um festival em sua homenagem no Recife. Para os dezenas de milhares de simpatizantes que estavam no local, o ex-mandatário afirmou que a campanha “Lula Livre” precisa evoluir para “uma campanha muito maior” e atacou o ministro da Justiça, Sergio Moro, e a Operação Lava Jato.

“Agora, a campanha ‘Lula Livre’ tem que se transformar em uma campanha muito maior, porque o que nós queremos é a anulação da safadeza dos processos contra nós”, exortou o ex-presidente. “Apresentem provas contra mim e me condenem e aí não faço mais discurso contra vocês”, disse.

“Adoraria estar com [Sergio] Moro e [Deltan] Dallagnol para discutir quem é safado nesse país”, afirmou ainda, em referência à possível suspeição do ex-juiz Sergio Moro, hoje ministro da Justiça, que pode analisada ainda neste ano pelo Supremo Tribunal Federal.

“Depois de passar 580 dias [preso] (…), depois de tanta gente se mobilizar pelo país, eu queria dizer: a luta não acabou. Não há como acabar uma luta porque a cada dia nós queremos mais”, afirmou ainda diante de um público entusiasmado, que o ovacionava aos gritos de “Lula, guerreiro do povo brasileiro”.

No seu primeiro ato de rua no nordeste desde sua libertação, Lula voltou a atacar Moro, o procurador Deltan Dallagnol, a Operação Lava Jato e o presidente Jair Bolsonaro. “Eles estão destruindo o país em nome do quê?”, afirmou. “Eles estão fomentando a milícia em nome do que neste país?”

Dezenas de milhares de pessoas assistiram ao Festival Lula Livre, que reuniu desde o início da tarde no centro histórico de Recife muitos artistas e bandas locais, como Chico César, Francisco el Hombre e Lia de Itamaracá.

Lula cumpriu desde abril de 2018 pena de oito anos e dez meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, mas foi libertado em 8 de novembro após a decisão do STF de derrubar a prisão em segunda instância.

Neste domingo, o ex-presidente também publicou em sua conta no Twitter um agradecimento público ao ex-prefeito de São Paulo e candidato derrotado à Presidência da República em 2018 Fernando Haddad (PT).

“Eu quero agradecer o Fernando Haddad, de coração. Eu pedi pra ele ser candidato e ele foi. Agradeço a dignidade que você teve de representar o povo brasileiro”, tuitou Lula no começo da noite.

Confira a íntegra da reportagem aqui: 'Lula Livredeve se tornar 'campanha muito maior', diz Lula no ...


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Prefeitura de Paulista

18/11


2019

Multidão recepciona Lula em festival de música no Recife

Evento lotou o Pátio do Carmo, na região central da capital pernambucana, neste domingo (17). Ao longo do dia, nomes pernambucanos como Otto, Johnny Hooker e a banda Devotos alternaram alguns de seus sucessos com artistas de outras partes do país, como Chico Cesar e Odair José.

Foto: Reprodução/TV Globo

Por Pedro Alves, G1 PE

 

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) esteve no Recife, neste domingo (17), para participar de um festival musical no Pátio do Carmo, no Centro da capital pernambucana, em homenagem a ele.

Diversos artistas participaram do evento, que começou por volta das 14h e se estendeu até a noite. Ao longo do dia, nomes pernambucanos como Otto, Johnny Hooker e a banda Devotos alternaram alguns de seus sucessos com artistas de outras partes do país, como Chico Cesar e Odair José.

Cada um cantava entre duas ou três canções e conversava com o público. O paulista Marcelo Jeneci, por exemplo, cantou músicas como "Pra sonhar" e "Felicidade".

"Queria agora ajudar a fazer uma união do Nordeste, trazendo uma música lá da minha Bahia aqui, junto de vocês, porque nós somos irmãos, e nós somos fortes, e nós somos bonitos e felizes", falou Moreno Veloso antes de começar a cantar "Deusa do amor", sob aplausos do público.

O festival, segundo os organizadores, foi idealizado antes da decisão do Supremo Tribunal Federal que possibilitou a soltura de Lula no dia 8 de novembro.

O ex-presidente subiu ao palco por volta das 19h, agradeceu a presença e o apoio recebido. Ele afirmou que vai lutar para provar a própria inocência. "Não aceito negociação, eu quero a minha inocência, eu não quero privilégio. Eu quero que eles julguem o meu processo, quero que arrumem provas para dizer quem é quadrilha nesse país. Não quero favor de ninguém."


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Prefeitura de Serra Talhada

17/11


2019

Lula relaciona Moro, Dallagnol e Bolsonaro à milícia

JC Online

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou no Festival Lula Livre, que aconteceu hoje, no Pátio do Carmo, bairro de Santo Antônio, que se entregou à sede da Polícia Federal em Curitiba, no dia 7 de abril de 2018, com a intenção de 'desmascarar' o então juiz Sergio Moro, o chefe da força-tarefa da Lava Jato, Deltan Dallagnol, e o presidente Jair Bolsonaro (PSL), e relacionou estes à milícia. Segundo a organização, 200 mil pessoas compareceram ao ato. A Polícia Militar afirmou não ter feito estimativas de público.

"Eu não precisava estar preso, eu poderia ter ido até uma embaixada ou a outro país, mas fui até a Polícia Federal porque precisava desmascarar o (Sergio) Moro, o (Deltan) Dallagnol, o (Jair) Bolsonaro e a Lava Jato. Eles estão destruindo o país em nome do que? Estão destruindo a esperança em nome do que? Estão fomentando a milícia em nome do que? Alimentando o ódio em nome do que? A (Rede) Globo alimenta a mentira em nome do que?", disse o petista.

Ele ainda criticou as taxas de desemprego no país, a violência aos grupos minoritários e a Reforma da Previdência. "Estou vendo a nossa cultura, a ciência e tecnologia, as universidades, os empregos, a esperança da sociedade e, sobretudo, da juventude, serem destruídas. Estou vendo os ataques aos LGBTS, negros e índios, o crescimento do feminicídio, o salário desaparecer e uma aposentadoria cada vez mais distante do trabalhador, e vejo que estamos com dificuldade de reagir", discursou.

Após 580 dias preso na carceragem da Polícia Federal em Curitiba, Lula disse que saiu ''melhor do que quando entrou". "Hoje, sou um homem melhor do que aquele que entrou na cadeia, estou mais maduro. Aprendi que nada derrota as pessoas que se amam neste país", disse o ex-presidente.

Ele agradeceu ao ex-prefeito da cidade de São Paulo Fernando Haddad (PT) por ter sido representante do partido nas eleições presidenciais de 2018, à sua namorada, Rosangela da Silva, mais conhecida por Janja, por "estar nas ruas lutando pela democracia", aos organizadores do Festival Lula Livre e os artistas que compõem sua grade de apresentações.


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17/11


2019

Lula já está na casa de Marília

O ex-presidente Lula chegou, há pouco, no apartamento da deputada Marília Arraes, pré-candidata do PT à prefeita do Recife. O PSB prestigiou em peso o ato da volta de Lula ao Recife e não engoliu o petista ter aceitado o convive de Marília.


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Comentários

Fernandes

Este País precisava de mais Chilenos, Equatorianos e menos Brasileiros.

marcos

Eu marcos de Camaragibe acho bom pra Daniel Coelho.

marcos

Pega fogo cabaré, que bom para Mendoncinha

marcos

Dá-lhe Daniel Coelho!


Prefeitura de Limoeiro

17/11


2019

Uso medicinal da maconha será votado até o final do ano

Anvisa vota o uso medicinal da maconha ate o fim do ano.

Anvisa | Divulgação

O Globo - Coluna de Lauro Jardim
Por Gabriel Mascarenhas

 A 40 dias do término do seu mandato de presidente da Anvisa, William Dib tem uma certeza: antes de deixar a agência, vai botar em votação os processos sobre uso medicinal da maconha — um autoriza o cultivo industrial e outro, a venda de remédios derivados da cannabis.

A tramitação de ambos está parada desde outubro, quando dois diretores pediram vista. Caso não os devolvam em breve, Dib vai avocar para si os processos e pautá-los, goela abaixo de quem trabalha pelo adiamento da votação "ad aeternum".

Dib é declaradamente favorável tanto ao cultivo da cannabis quanto à venda de medicamentos produzidos a partir da planta da maconha. Intramuros, aposta-se que, além do presidente, os diretores Alessandra Bastos e Renato Porto votem pela aprovação dos dois processos.

A dupla que pediu vista — Fernando Garcia Neto e o almirante Antônio Barra Torres, ligadíssimo a Jair Bolsonaro — devem votar contra em ambos. O fiel da balança, então, será Renato Porto. A tendência é que ele se posicione a favor da comercialização dos remédios. Em relação ao cultivo, ninguém arrisca adiantar um palpite sobre o que Porto fará.

A propósito, Jair Bolsonaro já bateu o martelo: o almirante Barra Torres será o próximo presidente da Anvisa.


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Capacitação de Candidatos

17/11


2019

Sileno diz que análise foi maldosa

Caro Magno,

A presidente Nacional do PCdoB, Luciana Santos, convidou o prefeito do Recife, a direção do PSB e vários deputados estaduais e federais de diversos partidos para abraçar o ex-presidente Lula. Logo, não é correto que a sua análise singela e maldosa venha a procurar diminuir o PSB e os mais de setenta anos de história desse partido.

Sileno Guedes – presidente estadual do PSB

Nota do blog

Sileno quer jogar a responsabilidade para Luciana. Mas o fato é que só estavam presentes os deputados da família e contra fatos não há argumentos.


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Comentários

marcos

Lula diz que Sergio Rezende foi o melhor ministro da Ciência e tecnologia. Lascou Dudu dos precatorios. Ui

marcos

Pra acabar com essa Viadagem o povo do Recife vai votar com Daniel Coelho!


Magno coloca pimenta folha

17/11


2019

Dudu da Fonte na recepção a Lula

Recentemente, objeto de uma reação irada da bancada federal por ter emplacado o Metrorec, mesmo votando contra a Previdência, o deputado Eduardo da Fonte (PP) foi ao beija mão de Lula. E ainda posou para fotos. Com a palavra, o presidente Bolsonaro.


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Banner de Arcoverde

17/11


2019

Grupos de imitação são a nova onda do WhatsApp

Em comunidades repletas de desconhecidos, brasileiros imitam celebridades, pilotos de avião e até barulho de moto; para especialistas, fenômeno é resposta a tempos conturbados.

Do Terra - Por Giovanna Wolf, do Estadão

Há quem não aguente mais fazer parte de novos grupos no WhatsApp - entre o grupo da família, dos amigos, do trabalho e da turma do futebol, o fluxo incessante de mensagens (por vezes desnecessárias) parece atordoar muita gente. Mas para toda regra há uma exceção - e no caso do app de mensagens não é diferente. Nas últimas semanas, começou a pipocar no WhatsApp um fenômeno digno da internet brasileira: os grupos de imitações.

Em vez de discussões políticas ou mensagens de bom dia, esses espaços reúnem pessoas que não se conhecem mandando áudios com as mais variadas personificações: barulho de moto, piloto de avião, feirante ou vozes de celebridades. Em alguns casos, a diversão se torna um show de calouros 2.0, revelando talentos não imaginados.

É o caso da paulistana Camila Lourenço, de 28 anos, que tem feito sucesso na internet imitando a voz do Google Assistant. "Antes era só uma brincadeira entre meus amigos, mas agora estou atingindo mais pessoas por causa dos grupos", explica a estudante de veterinária, que usa a hora do almoço para mandar áudios com suas imitações.

"Essa menina está deixando a gente traumatizado. Lá no grupo a gente está começando a achar que ela é o robô do Google mesmo", brinca o carioca Rômulo Almeida, de 33 anos. Ele e Camila fazem parte de um grupo de imitações de pilotos de avião, onde a jovem faz uma "participação especial" como assistente do Google, a pedido dos usuários.

Morador de São Luís (MA), Almeida também improvisa com as cordas vocais: além de fingir que comanda uma aeronave, ele também replica as vozes de Silvio Santos, Bob Esponja, entre outros. "Desde sempre brinco disso, não é nada profissional. Sou um cara da comédia, do alto astral", diz ele, que trabalha na área comercial de uma correspondente bancária. Com suas imitações, Almeida chegou a ter alguns segundo de fama nas redes sociais: um de seus áudios imitando pilotos de avião chegou ao Twitter e teve mais de 43 mil curtidas e 10 mil compartilhamentos.
"É o maior barato: mando algum áudio para divertir a galera do grupo antes de ir pro serviço e outro à noite", afirma. Para quem quiser seguir seus passos, ele dá uma dica: o segredo é se atentar mais à forma que ao conteúdo, se preocupando principalmente em reproduzir o som de um microfone abafado.

Lugares privados
Ao contrário de outros fenômenos das redes sociais, os grupos de imitação têm uma dinâmica complexa de viralização: por um lado, seu conteúdo pode ser facilmente replicável pelo aplicativo de mensagens, a partir de encaminhamentos. Entrar numa dessas comunidades, porém, é bem mais complicado: como o WhatsApp limita que cada grupo tenha até 256 usuários, a maioria deles está lotado.

Não é a primeira "febre" que tem essa característica no app: desde o ano passado, quando o app passou a permitir o uso de figurinhas (ou stickers, como também são conhecidos), muitas pessoas passaram a se reunir para trocarem imagens e aumentarem seus acervos.

Para especialistas, são movimentos que fazem parte de uma tendência maior de comportamento. "Há uma mudança de conversas públicas para ambientes privados", avalia Edney Souza, diretor acadêmico da Digital House Brasil. "As pessoas se sentem mais à vontade de falar 'um a um'. No caso da imitação, há um agravante: fazer isso de forma pública pode levar à ridicularização."

Na visão de Fábio Malini, professor da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), os grupos acabam tendo uma dimensão imaginária para seus participantes. "É um espaço onde as pessoas deixam um pouco a realidade mais bruta e entram em um universo de sonho, de brincadeira", afirma o pesquisador, que vê nos grupos de imitação uma reação ao dia a dia. "Estamos em um período em que plataformas digitais estão contaminadas de forma tóxica com muito conteúdo parecido e temas políticos".

É o que sente Mayra Nascimento, de 21 anos. Diagnosticada com depressão, ela encontrou no WhatsApp um novo lugar para rir. "No começo, resolvi entrar nesses grupos por pura falta do que fazer", brinca a estudante de Ciências Biológicas na Universidade Federal de Goiás (UFG). "Quando estou triste, percebi que escutar as imitações faz bem para mim." A jovem afirma que não leva jeito para imitar, mas mesmo assim usa os grupos para ouvir os áudios dos outros e se distrair.

Botando ordem
Há ainda quem dedique seu tempo a colocar ordem na casa. O estudante Lucas Pedroso, de 20 anos, por exemplo, é dono de mais de 70 comunidades. Seu celular nunca para de vibrar - é comum ele ter mais de mil notificações no app quando fica longe do celular. "Sou eu quem removo as pessoas que publicam conteúdos que não condizem com a proposta dos grupos, como pornografia", diz o jovem, que estuda Ciências Aeronáuticas na PUC de Goiás.

Procurado pelo Estado, o WhatsApp afirma que os grupos de imitações são bem-vindos na plataforma, desde que não infrinjam os termos de uso. Como o aplicativo funciona com criptografia de ponta a ponta, recurso que protege o conteúdo das mensagens, é difícil para a empresa saber quando algum usuário comete infração. Para isso, são necessárias denúncias que partam dos próprios usuários. Mas vale esclarecer: segundo a lei de direito autoral vigente no Brasil, fazer paródias não infringe as regras de propriedade intelectual - algo que poderia expulsar muita gente do aplicativo.

É preciso, entretanto, que os usuários estejam conscientes de que ainda assim os grupos trazem riscos - como expor seu nome e número de telefone para desconhecidos. "Em casos mais extremos, essas informações podem ser usadas para criar uma base de dados para disparos de anúncios, spam ou propaganda política", afirma Francisco Brito Cruz, diretor do centro de pesquisa em direito e tecnologia InternetLab. "É algo que pode ter consequências, mas não pode ser um incentivo para as pessoas não se divertirem."


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Shopping Aragão

17/11


2019

As lições da vinda de Lula a Recife

Primeiro, reforça a atenção do ex-presidente por Marília indo jantar na casa da deputada. Outra constatação irrefutável: o PSB é cada vez mais um núcleo familiar dos Campos. Na visita a Lula, Renata só levou os deputados da família, João Campos e Tadeu Alencar, demonstrando cada vez mais o poder dos Campos no partido.


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