Lavareda

28/11


2020

Se der empate, Marília assume

Se as pesquisas dando empate no Recife na disputa entre João e Marília se confirmarem no voto extraído das urnas, por lei quem assume é a candidata do PT por ser mais velha do que o adversário. É o que diz a Constituição. Datafolha, Ibope, Ipespe e Big Data deram empate. 

A observação se dá diante de tantas indagações que têm chegado ao blog. Há quem ache que seria realizada uma nova eleição, mas isso está fora de cogitação. João tem 27 anos, é mais novo 9 anos em relação à Marília, que teria o direito prescrito na Carta Magna de suceder Geraldo Júlio a partir de 1º de janeiro.


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Comentários

Rafael C.Soares Quintas

No 1.turno votei em Mendonça Filho, nesse 2.turno ia votar nulo, mas pensei direitinho vou votar em João Campos 40, no PT jamais, partido do maior presidente corrupto da história da República do Brasil, o Lulaladrão, essa mentirosa da Marília tá prometendo coisas que ela não tem condições de cumprir, palafitas zero, internet nas creches e escolas municipais, corrimão e lâmpadas led nas escadarias dos morros, empréstimo para o povo sem juros etc, vai enganar a pqp.

Wellington Antunes

Cadê os bozolóides que não comentam? Participem, o blog é democratico.

Wellington Antunes

Um empate não é impossível, mas é dificílimo dentro do universo de eleitores do Recife que é muito grande. As pesquisas quando apontam esse empate de 50% para cada candidato apenas demonstra que um voto a mais ou um voto a menos pode fazer a diferença.


ALEPE

28/11


2020

Ibope: João 50% x 50% Marília

Do G1 PE

Pesquisa Ibope divulgada neste sábado (28) aponta os seguintes percentuais de intenção de votos válidos para a prefeitura do Recife, no 2º turno das Eleições 2020:

  • João Campos (PSB): 50%
  • Marília Arraes (PT): 50%

Em relação aos levantamentos anteriores do Ibope, divulgados em 18 de novembro e em 25 de novembro:

  • João Campos (PSB): tinha 47%, subiu para 51% e, agora, tem 50%
  • Marília Arraes (PT): tinha 53%, desceu para 49% e, agora, tem 50%

O percentual de votos válidos de cada candidato corresponde à proporção de votos do candidato sobre o total de votos, excluídos os votos brancos, nulos e indecisos.

Votos totais

Nos votos totais, que incluem os eleitores indecisos e os que pretendem votar em branco ou nulo, os resultados foram os seguintes:

  • João Campos (PSB): 42%
  • Marília Arraes (PT): 42%
  • Branco/nulo: 14%
  • Não sabe: 2%

Em relação aos levantamentos anteriores do Ibope, divulgados em 18 de novembro e em 25 de novembro:

  • João Campos (PSB): tinha 39%, subiu para 43% e, agora, tem 42%
  • Marília Arraes (PT): tinha 45%, desceu para 41% e, agora, tem 42%
  • Branco/nulo: tinha 15%, se manteve em 15% e desceu 14%
  • Não sabe: tinha 1%, subiu para 2% e se manteve em 2%

Sobre a pesquisa

  • Margem de erro: 3 pontos percentuais para mais ou para menos
  • Entrevistados: 1.204 eleitores do Recife
  • Quando a pesquisa foi feita: entre 27 e 28 de novembro
  • Registro no TRE: PE-02002/2020
  • Contratantes da pesquisa: TV Globo e "Jornal do Commercio"
  • O nível de confiança da pesquisa é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem a realidade, considerando a margem de erro, que é de 2 pontos, para mais ou para menos.


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O Jornal do Poder

28/11


2020

Campanha de Marília pede que PF use drones para coibir abuso

A coligação Recife cidade da gente (PT, PSOL, PTC e PMB) entrou com uma representação no Ministério Público Eleitoral, hoje, pedindo para que drones da Polícia Federal monitorem e fiscalizem o dia de votação, com o objetivo de coibir uso da máquina pública e atividades abusivas na véspera e durante a data da eleição, que ocorre amanhã. A defesa se baseou em noticias divulgadas pela imprensa acerca de abuso e de utilização da máquina pública para fins eleitorais. 

"A requisição de drones à Polícia Federal para fins de fiscalização e inibição da ocorrência de abuso de poder econômico, notadamente com a entrega de benesses financeiras a possíveis eleitores nos pontos estratégicos da cidade, bem como nos entornos dos locais de votação, onde houver aglomeração suspeita", justificaram os advogados. 


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Abreu no Zap

28/11


2020

Datafolha: João e Marília têm 50% dos votos válidos cada

Do G1 PE

Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (28) aponta os seguintes percentuais de intenção de votos válidos para a prefeitura do Recife, no 2º turno das Eleições 2020:

  • João Campos (PSB): 50%
  • Marília Arraes (PT): 50%

Em relação aos levantamentos anteriores do Datafolha, divulgados em 19 de novembro e em 26 de novembro:

  • João Campos (PSB): tinha 45%, subiu para 48% e, agora, tem 50%
  • Marília Arraes (PT): tinha 55%, desceu para 52% e, agora, tem 50%

O percentual de votos válidos de cada candidato corresponde à proporção de votos do candidato sobre o total de votos, excluídos os votos brancos, nulos e indecisos.

Votos totais

Nos votos totais, que incluem os eleitores indecisos e os que pretendem votar em branco ou nulo, os resultados foram os seguintes:

  • João Campos (PSB): 42%
  • Marília Arraes (PT): 42%
  • Branco/nulo/nenhum: 12%
  • Não sabe: 4%

Em relação aos levantamentos anteriores do Datafolha, divulgados em 19 de novembro e em 26 de novembro:

  • Marília Arraes (PT): tinha 41%, subiu para 43% e, agora, tem 42%
  • João Campos (PSB): tinha 34%, subiu para 40% e, agora, tem 42%
  • Branco/nulo/nenhum: tinha 21%, desceu para 13% e, agora, 12%
  • Não sabe: tinha 3%, subiu para 4% e se manteve em 4%

Número do candidato

A pesquisa também perguntou aos eleitores o número que eles pretendem digitar na urna eletrônica para confirmar ou anular o voto para prefeito do Recife. Confira os números:

Total de entrevistados

  • Menções corretas: 93%
  • Incorretas: 1%
  • Não sabe o número: 4%
  • Não sabe anular: 2%

Marília Arraes

  • Menções corretas: 96%
  • Incorretas: 1%
  • Não sabe: 3%

João Campos

  • Menções corretas: 93%
  • Incorretas: 1%
  • Não sabe: 6%

As perguntas cujas somas das porcentagens não totalizam 100% são decorrentes de arredondamentos ou de múltiplas respostas.

Sobre a pesquisa

  • Margem de erro: 2 pontos percentuais para mais ou para menos
  • Entrevistados: 1.803 eleitores do Recife
  • Quando a pesquisa foi feita: entre 27 a 28 de novembro
  • Registro no TRE: PE-08731/2020
  • Contratantes da pesquisa: TV Globo e jornal "Folha de S.Paulo"
  • O nível de confiança da pesquisa é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem a realidade, considerando a margem de erro, que é de 2 pontos, para mais ou para menos.


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Comentários

Rafael C.Soares Quintas

Eu não estou entendendo esse ódio de Magno Martins pelo PSB, e apoiar de forma vergonhosa a candidata do PT, partido do presidente mais corrupto da história do Brasil, o Lulaladrão, condenado em 2a.instância, só tá em liberdade por conta dos amigos ministros do STF que ele nomeou, não tenho simpatia pelo PSB, mas apoiar o PT jamais, é querer a volta da corrupção e da bandidagem.

MARCOS MORAIS

E agora Magno? A pesquisa do IBOPE está errada novamente? João cresceu e sua candidata caiu, mesmo resultado do DATA FOLHA e do IPESP em todas as pesquisas João cresceu e sua candidata caiu. Vai chamar a FEDERAL??



28/11


2020

RealTime Big Data e Ipespe: João 50%, Marília 50%

Houldine Nascimento, da equipe do blog

Dois institutos de pesquisa trouxeram novos dados sobre a corrida eleitoral no Recife, hoje. Pela manhã, a Folha de Pernambuco publicou o levantamento encomendado ao Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), em que aponta empate numérico entre os candidatos João Campos (PSB) e Marília Arraes (PT) na disputa pela Prefeitura. Ambos possuem 50% dos votos válidos cada. Os números desconsideram os votos brancos e nulos.

A margem de erro máximo estimada da consulta é de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos, com a utilização de um intervalo de confiança de 95,45%. Na pesquisa estimulada, os dois candidatos aparecem com 42% das menções. Os eleitores que afirmaram votar branco, nenhum ou ainda anular o voto são 13%. Os que não sabem ou não responderam são 3%.

Numa comparação com a primeira rodada do Ipespe, Marília Arraes teve uma redução no seu percentual, que era 54% dos votos válidos e 44% da pesquisa estimulada. Enquanto isso, João Campos teve uma recuperação: ele tinha 46% dos votos válidos e 38% na pesquisa estimulada.

O levantamento da Folha de Pernambuco encomendado ao Ipespe foi feito entre os dias 26 e 27 de novembro está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo PE-01539/2020. Ao todo, 800 eleitores foram entrevistados. Outros dados podem ser conferidos no portal da Folha.

CNN também aponta empate numérico

Na tarde de hoje, foi a vez de a CNN Brasil divulgar os números do levantamento encomendado ao RealTime Big Data sobre a eleição do Recife. Marília e João também aparecem empatados numericamente com 50% dos votos para cada um. O levantamento 

A pesquisa tem o número de registro PE-03134/2020 e a coleta foi feita nos dias 26 e 27 de novembro. Foram entrevistadas 1.050 pessoas, por telefone, com entrevistadores humanos. A margem de erro é de 3 pontos, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. Mais informações no site da CNN Brasil.


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Banco de Alimentos

28/11


2020

Marcos Freire já venceu o medo e o ódio

Esta imagem, numa das pontes sobre o Cão sem plumas, como João Cabral de Melo Neto batizou, poeticamente, o Rio Capibaribe, expressa, contextualmente e filosoficamente, o transcurso de uma das campanhas mais desonestas, agressivas e imorais da história do Recife.

O amor vai vencer o ódio, prega Marília Arraes, adversária do odiento João Campos, do PSB dos ataques eivados de mentiras, de viés terrorista, para assombrar eleitores adormecidos políticamente. Marcos Freire, num tempo muito distante, já contagiou corações e mentes com o slogan "Sem ódio e sem medo". 

Foi no longínquo ano de 1974. Candidato ao Senado no enfrentamento a João Cleofas, apoiado pelo regime militar, Marcos Freire, legenda da histórica e saudosa esquerda, bateu nas urnas quem o agredia com as mesmas mentiras que agridem Marília hoje. Ganhou por uma diferença de mais de 120 mil votos. Embalado pelo seu sem medo e sem ódio, Pernambuco deu cartão vermelho ao candidato oficial do regime ao Senado.

Os tempos, hoje, são outros, mas o medo da mudança, a sede de poder de um PSB que tanto mal faz a Pernambuco e a sua gente, reedita com a mesma cor o terror que Marcos Freire venceu com a ajuda do povo, por encarnar o mesmo sentimento que se observa nas ruas do Recife tão abandonado e de uma gente ferida. O Recife de João Cabral de Melo não é o Recife do ódio, é o Recife da ternura e do amor. Um Recife que sonha, não um Recife que agride.

Feito Marcos Freire, Marília pode escrever uma nova página na história da irredenta Recife. Pode, com a força do voto popular, mostrar que o contrário do amor não é o ódio, é a indiferença e que não adianta odiar, pois o ódio é uma mistura de decepção e amor. Raiva, ódio, violência, tudo isso é só medo."


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28/11


2020

Paulista: PF investiga barganha na gestão de Carreiro

Na reta final, a disputa pela Prefeitura de Paulista, no Grande Recife, ganha novos elementos com a confirmação de que a operação da Polícia Federal realizada ontem na Secretaria Municipal de Educação se deu graças a uma suspeita de barganha eleitoral envolvendo o vice-prefeito Jorge Carreiro (PV) enquanto esteve provisoriamente administrando a cidade. O blog teve acesso a um documento que mostra que o Ministério Público instaurou, na última terça-feira (24), um procedimento preparatório eleitoral para apurar suposta prática de captação ilícita de sufrágio, abuso de poder e conduta vedada de contratação de servidores.

A denúncia partiu do atual secretário de Educação, Carlos Júnior, que disse ter encontrado uma lista de nomeações em mais de 120 cargos com indicações políticas que teriam sido feitas por vereadores e pelo candidato a prefeito Yves Ribeiro (MDB), aliado de Carreiro, para que votassem no emedebista no primeiro turno. A lista e as portarias que envolvem a prática do crime eleitoral foram entregues ao MPE. 

A Polícia Federal cumpriu, ontem, um mandado de busca e apreensão para dar prosseguimento às investigações, chegando a ficar de posse do computador indicado pelo secretário, contendo os arquivos que atestam o uso da máquina e o abuso de poder.


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28/11


2020

Prefeito de Paulista coopta garis em troca de votos

EXCLUSIVO 

O blog está de posse de uma gravação do prefeito de Paulista pressionando os garis terceirizados a votarem em Francisco Padilha (PSB), seu candidato à sucessão. Na conversa,  aparentemente para uma grande plateia, Júnior Matuto diz que se o seu candidato perder, todos estarão desempregados.

Matuto pede o empenho de todos para garantir o voto da família, dos vizinhos, dos amigos usando o argumento de que precisa desse votos para garantir o emprego e o sustento da família. Em um trecho, o prefeito chega a dizer ao ver um celular: "Baixa esse telefone senão a turma passa o cerol em mim. Eu não posso ser afastado mais não", falou em referência aos afastamentos que sofreu no cargo por denúncias de corrupção em sua gestão.

DINHEIRO A RODO

O blog também recebeu um vídeo com um suposto cabo eleitoral de Padilha com maços de dinheiro oferecendo em troca de votos. "Daqui até domingo quem quer dinheiro para votar no 40? 15 Já era", diz ele.

O vídeo, no entanto, não identifica o autor da proposta e por isso não será publicado.


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28/11


2020

Desculpas pelo atraso

Por Cristovam Buarque*

No dia seguinte ao pleito de 15 de novembro, o ministro Luís Roberto Barroso, presidente do TSE, pediu desculpas pelo atraso de algumas horas na divulgação dos resultados eleitorais. Surpreende que ninguém antes tenha pedido desculpas pelo atraso educacional de cem anos. Nem temos a quem responsabilizar: não há TSE da educação nacional.

Presidentes e ministros cuidam de universidades e escolas técnicas, enquanto a educação de base é responsabilidade de quase 6 mil prefeitos e alguns governadores. A população com renda não culpa o governo, porque utiliza escolas particulares; os pobres acostumaram-se a ver a escola como restaurante para os filhos receberem merenda. O eleitor não dá à educação a mesma atenção que ao resultado rápido da eleição.

Todos os presidentes e políticos, desde 1889, especialmente depois de 1985, devem pedir desculpas pelo atraso e pela desigualdade educacional no Brasil.

Fui ministro por 12 meses e devo pedir desculpas por não ter construído força política para me manter no cargo pelo tempo necessário para implementar as ferramentas que defendo, e iniciei, como a Escola Ideal, embrião de um sistema nacional de educação de base. Como governador, implantei a Bolsa Escola e diversos programas na educação de base no Distrito Federal. Como senador, criei duas dezenas de leis, como a do Piso Salarial Nacional dos Professores, a obrigatoriedade de vaga desde os 4 até os 17 anos de idade. Mas nada disso mudou a realidade. Como candidato a presidente só consegui 2,5% dos votos.

Reitero as desculpas por não ter convencido a opinião pública de que educação é o vetor do progresso e a estratégia para isso passa pela nacionalização do sistema municipal. A educação não será de máxima qualidade, nem será igual nas 200 mil escolas do Brasil, enquanto a responsabilidade pela educação das crianças brasileiras não for do governo federal.

Para isso cinco passos são necessários: 1) transformação do MEC em ministério com a responsabilidade exclusiva de cuidar da educação de base; 2) criação de uma carreira nacional do magistério, todos os professores com muito boa formação, avaliados permanentemente, com dedicação exclusiva e, para isso, muito bem remunerados; 3) prédios escolares com a máxima qualidade e instalações culturais e esportivas; 4) escolas com os mais modernos equipamentos da pedagogia, que permitam saltar das tradicionais aulas teatrais para as aulas cinematográficas com recursos da teleinformática, adotando métodos que desenvolvam a criatividade; 5) todas as escolas em horário integral.

Raríssimas cidades são capazes de financiar a execução dessa estratégia. Ela requer processo de nacionalização da educação de base ao longo de alguns anos, com adesão voluntária de cidades que queiram substituir seus frágeis sistemas educacionais por um robusto sistema nacional.

O custo para ter essa “escola ideal” é de R$ 15 mil/ano por aluno. Valor que permitiria financiar todos os gastos e investimentos e pagar salário de R$ 15 mil ao professor por mês, em salas com 30 alunos. Esse salário faria do magistério uma profissão atraente, permitindo que o selecionado aceitasse ir para a cidade que lhe fosse determinada, com dedicação exclusiva à sua escola e submetido a avaliações periódicas. Num ritmo de 300 cidades por ano, o novo sistema chegaria a todo Brasil em 20 anos. Se o PIB crescesse a um ritmo médio de 2% ao ano, o sistema nacional custaria cerca de 7% do PIB, para atender 50 milhões de alunos.

Considerando que o número de alunos deverá ser menor e que as novas técnicas permitirão diminuir o custo por aluno, a dificuldade dessa estratégia é política: convencer os ricos de que a escola com qualidade apenas para seus filhos amarra o progresso do País e limita o bem-estar e o futuro de todos; e os pobres, de que seus filhos têm direito a uma escola que ofereça muito mais do que merenda e seja tão boa quanto as melhores do país. Convencer também os políticos de que terão de enfrentar eleitores mais conscientes; e mostrar aos sindicatos que os interesses dos professores devem ser associados aos interesses das crianças, da educação e do futuro do país.

Não será fácil atrair a população para a ideia de que as escolas brasileiras poderão ser tão boas quanto as de países com educação de qualidade. E que crianças pobres devem ter escolas com a mesma qualidade das dos ricos.

No final do século 19 tivemos dificuldade para convencer que era possível o Brasil ser um país industrial e para isso era preciso abolir a escravidão. Agora o desafio é convencer que sem escola com a máxima qualidade para todos não completaremos a Abolição, nem avançaremos para o progresso com eficiência econômica, justiça social e sustentabilidade ecológica no mundo global da civilização que caracteriza o século 21. Antes não tínhamos futuro com a escravidão, agora não teremos futuro sem escola com máxima e igual qualidade para todos. E que nenhum cérebro seja deixado para trás. Enquanto isso não for feito, precisamos pedir desculpas pelo atraso a que condenamos o Brasil.

*Ex-ministro, ex-senador e ex-governador do DF. Pofessor Emérito da Universidade de Brasília.


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Jose Ribamar de Souza Agra

Quando analisamos o projeto do Presidente Lula em prol da educação brasileira, vemos o que a escolha do nobre ex-Ministro seria a pessoa ideal para implantar um sistema educacional que o País precisa na época. Infelizmente, o demiurgo do agreste resolver demiti-lo por telefone. Mostrando que a quantidade, não quer dizer qualidade.