FMO janeiro 2020

18/02


2020

Fortaleza deixou Recife para trás, diz Fagner

Quando estive em Fortaleza, há dez dias, para cumprir a pauta derivada da entrevista do empresário João Carlos Paes Mendonça, que apontou a capital cearense e Salvador como ilhas de excelência no Nordeste dos avanços e da modernidade de hoje, fiz uma visita à Fundação Raimundo Fagner, mas por lá não encontrei o cantor, que está em ritmo de gravação de um novo CD no Rio, desta feita de clássicos de seresta.

Ontem, por uma dessas felicidades de vida de repórter, consegui entrevistar Raimundo Fagner por telefone para o Frente a Frente. Bem humorado e acessível, ele falou do seu novo CD, da sua vida, de futebol, do trabalho social na Fundação com o seu nome em Fortaleza e Orós, de política, do Governo Bolsonaro e das mudanças que o Ceará, especialmente Fortaleza, vêm passando com a gestão modernista, social e arrojada do prefeito Roberto Cláudio, o melhor do País, segundo o portal G-1 das Organizações Globo.

"Fortaleza melhorou muito e deixou não apenas o Recife para trás, mas também Salvador", constata Fagner. Abaixo sua entrevista.

O senhor já acabou as gravações do novo CD?

Dei um tempo nas gravações no Rio e já estou de volta a  Fortaleza para o Carnaval.  Estamos bem adiantados nesse projeto de seresta, recuperando uma bela história da nossa música da época dos grandes cantores de rádio, em quem me espelhei muito, através do meu irmão Fares Lopes, que foi grande seresteiro aqui no Ceará e que hoje tem uma história ligada ao futebol, tendo inclusive uma Copa com o nome dele. Minha infância acabou sendo adulta, ouvindo cantores como Silvio Caldas, Orlando Silva, Chico Alves. Fui muito influenciado pelo Fares e pelo Evaldo Gouveia, afilhado dos meus pais e que foi nosso companheiro desde infância. Então, estou realizando um sonho de infância, trazendo essas músicas e espero que elas revigorem a música brasileira. Estou muito feliz em fazer esse projeto.

Já fiz no Frente a Frente uma sessão especial de algumas gravações em primeira mão.Tenho a impressão que o CD vai "bombar", viu Fagner!

(Risos). Muito obrigado a todos que ouviram. Realmente estamos precisando revigorar o que existe de bonito na música brasileira e as pessoas sempre reclamam do que se toca no rádio, mas existe gente que quer fazer diferente e esperamos que nós possamos dar às rádios um material que satisfaça a vontade de tantos ouvintes, principalmente desse repertório, que é um pouco órfão. Então, acho que pode se  recuperar um pouco dessa história.

Podemos dizer que são musicas de "dor de cotovelo"?

Não, não é dor de cotovelo. Só se for dor de cotovelo de saudade da boa música. São músicas marcantes, de grandes autores, como Pixinguinha, Ary Barroso, Orestes Barbosa, uma das páginas mais bonitas da música brasileira. Ela realmente tinha dor de cotovelo, mas hoje pode ser substituída pela falta de músicas bonitas.

Fale da música "Rosa", que você regravou nesse trabalho.

É um dos grandes clássicos, escrita por Pixinguinha e cantada por Orlando Silva, o cantor das multidões. Tive o prazer de conhecê-lo no final da carreira. Fiz um show com Silvio Caldas, até. Pude conviver com essas figuras e todos tiveram sua história. Nós procuramos contemplar os ouvintes com músicas que fazem parte de uma página bonita.

Qual o prazo para finalizar esse trabalho tão lindo e emocionante?

Está praticamente pronto. Eles estão adiantando as mixagens no Rio de Janeiro e acredito que lá para o meio de março é possível que a gente já tenha isso em mãos. Vai sair no formato CD e vinil, inclusive.

Estou lendo sua biografia e percebendo um Fagner brincalhão, irreverente, que gosta de futebol. É um outro lado, o Fagner que poucos conhecem?

(Risos). Através dos anos, sempre que a gente aparece na televisão, leva esse espírito cearense, brincalhão. Eu sempre tive isso, mas talvez as entrevistas que eu tenha dado foram muito num tom mais sério. Mas sempre fui brincalhão.

E de onde vem tua paixão pelo futebol?

 Foi através do Fares, meu irmão. Ele foi presidente do Fortaleza e também da Federação Cearense de Futebol. Por várias vezes, o Ricardo Teixeira (Ex-presidente da CBF), quis que ele fosse presidente da CBF, mas ele sempre quis ficar pelo Ceará e sempre foi muito respeitado. Ele me levava aos estádios e aí começou minha paixão. Além de tudo, sempre gostei de jogar futebol. Agora, todo mundo pensa que eu sou flamenguista por ser compadre do Zico, mas minha relação com o futebol é muito forte, inclusive estou preparando um livro só sobre isso.

O Fagner joga na defesa ou no ataque?

Eu respeito o treinador. Onde ele botar, eu vou (risos). Mas sou artilheiro. O pessoal de Recife sempre me chama para as peladas e já joguei muito por aí. Construí grandes amizades com Rivelino, Sócrates e Pelé.  

O senhor conheceu Cuíca, Fernando Santana, Nunes, craques  do Santa Cruz dos anos 70?

Sim, todos eles. Luciano Veloso, também. Além do time do Náutico, de Nado, Bita, Ivan, Lala. Este ficou na história. Jogava de igual pra igual com o Santos, mas perdia aqui no Ceará (risos).

Agora fala um pouco da Fundação Raimundo Fagner, que conheci quando estive em Fortaleza. Fiquei impressionado com teu lado humano e social...

É muito lindo. É um projeto que me realiza e também as pessoas que estão ao meu redor. Ele começou através da minha amizade com Ayrton Senna, uma referência para mim no momento em que ele estava fundando o instituto dele. Essa história foi tomando corpo, tive ajuda do pessoal do Café Santa Clara, hoje Café Três Corações, outros parceiros do Ceará e pessoas que se aproximaram. Nós já estamos com 22 anos de trabalho. Você viu o que nós fazemos lá e hoje é um espaço da comunidade de Messejana. É um projeto que tem nos dado muito alegria e é um benefício para os jovens que estão lá. Você deve ter sentido como é importante para os que participam. Tenho certeza que vamos deixar um lindo legado.

Tem algum garoto que chegou na Fundação e hoje é um revelação na música?

A gente não tem essa pretensão, embora possa aparecer. Mas tem um garoto que é um grande músico e outros que têm surgido. Mas a intenção é estimular esse lado da música, que é importante na formação das crianças e estamos fazendo. Mas tem sim garotos que se apaixonam pela música e lá na frente podem se tornar grandes artistas.

O senhor tem elogiado o Governo Bolsonaro. Há razão para isso?

Eu acho que ninguém é Bolsonaro. Todos estamos Bolsonaro. Existiu um chão arrasado por governos anteriores, o Brasil foi para o fundo do poço. Eu tive momentos em que apoiei o governo que passou, através de Lula, que fez um excelente governo no primeiro mandato, mas a história final todo mundo sabe. Ainda estamos saindo do fundo do poço. E o Bolsonaro, acredito que nem ele imaginaria que seria presidente e está aí hoje. Queira ou não queira, tirando o que ele fala, a pouca experiência e arrogância, vem recuperando o Brasil da devastação que a gente se encontrava. Torço, como torci sempre para qualquer político, num país que tem uma grande capacidade como o nosso, mas que é assaltado por aquela classe política que a gente vem sofrendo há anos. Apoio o governo dele, apesar de não concordar com algumas coisas que ele vem falando, com a maneira grosseira que ele encara as pessoas, mas vem fazendo uma boa política.

Os filhos prejudicam o Governo dele? Interferem muito?

Essas histórias é o que a gente escuta. Talvez por não imaginar que podia chegar aonde chegou e tendo uma família com filhos metidos na política e essas histórias no Rio de Janeiro, talvez tenha coisa que a gente não concorda e ele seja refém dos filhos. Mas ninguém nunca sabe a verdade e é bom ficar calado. Mas que os filhos tem tido uma influência negativa, isso ninguém tem dúvida.

O senhor acha que existe má vontade da imprensa com ele? Ou ele provoca muito a ira da Imprensa? 

Uma mão suja a outra. Ele foi muito atacado pela imprensa, principalmente a Globo e eles vivem essa disputa constante. Ele bate e a TV Globo responde. Mas acredito que muitos meios de comunicação não estão nesse jogo.

A economia está reagindo? 

Não sou a pessoa mais competente nem indicada para falar, mas acredito que sim. Temos o Paulo Guedes, que é um liberal, que também fala umas bobagens, mas é respeitado no mercado e tem tido resultados e um diálogo melhor com outros países. Acho que ele busca uma maneira diferente de governar.

O Nordeste ainda é muito lulista e há quem diga que existe um certo preconceito de Bolsonaro com a região. O senhor concorda? 

Evidente que, pelas eleições, o Nordeste é, em sua maioria, petista. Mas acredito que Bolsonaro não seja revanchista nesse sentido. Ele tem demonstrado em alguns casos. Aqui no Ceará, por exemplo, tem feito coisas pelo Estado. Acho que, apesar da polêmica, ele vai buscar governar para esse povo, até para ganhar essas pessoas, não é? Ele não é burro. Ele tem que conquistar esse povo. É um povo que vota forte. Acredito que ele não dê murro em ponta de faca, não.

JCPM deu uma entrevista aqui para o Blog dizendo que Fortaleza seria um exemplo para o Nordeste e realmente eu vi avanços na cidade. Parece que Recife vai ficando para trás, concorda?

Fortaleza cresceu muito. É um dos maiores pontos turísticos do Brasil. O aeroporto foi inaugurado e está fantástico, acredito que você tenha conhecido. Tem voos internacionais, coisa que só existia em Recife e Salvador. Fortaleza, como diz o flamenguista, está em outro patamar. A cidade está sendo muito bem administrada pelo prefeito e pelo governador e Fortaleza deu esse salto. Acredito que as coisas possam ter mudado sim, em relação a Recife, que ficou para trás. Não acompanho muito, mas Fortaleza deu esse salto, pela mobilidade, e está à frente de Recife e Salvador.

E há uma sintonia entre o prefeito Roberto Cláudio e o governador Camilo Santana. Parece que eles querem fazer muito mais...

Com certeza. E esse ano é eleitoral, então certamente eles vão fazer muito mais. E estão podendo. Por mais que não tenha sintonia com o governo federal, existem outras maneiras de governar.

Quando Fagner volta a Pernambuco?

Eu adoro Pernambuco. O público é lindo, na agenda não tem nada marcado, mas espero que em breve. Tem um projeto de Frei Damião, que nós estamos trabalhando, tive uma ligação com o processo de canonização, que pode envolver um show, então tem essa possibilidade.

Sabe quem está juntando as economias para um show seu? Sebastião Dias, prefeito de Tabira.

(Risos). Grande Sebastião! Grande poeta! Espero que ele esteja fazendo um grande trabalho na terra dele, faz anos que eu não o vejo, mas tenho maior respeito. Espero que ele faça uma ótima administração, porque dessa forma eu participo dessa história. Tive o prazer conhecê-lo e gravei uma música dele. Tenho orgulho de ter participado da história dele e ter divulgado o trabalho dele para todo Brasil.


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IPTU Cabo

18/02


2020

Coluna da terça-feira

Compesa na crista da onda eleitoral

Na edição de ontem do jornal O Poder, que chega pontualmente, às 19 horas, aos assinantes via WhatsApp, antecipei o plano da Compesa de arrecadar R$ 3 bilhões na venda de 49% das ações da empresa. A estatal tem ativos em torno de R$ 7 bilhões e capital social superior a R$ 5,5 bilhões, mas, ao invés do valor arrecadado servir para investir na melhoria da saúde da estatal, há uma desconfiança de que pode ser desviado para obras eleitoreiras.

No edital, não ficou definido a destinação da dinheirama. Na prática, o Governo, que anda sem alternativas de caixa para um ano eleitoral, pode investir o valor da venda das ações onde quiser e achar mais necessário. É possível que recorra às obras para bombar candidaturas de aliados no Recife, Região Metropolitana e Interior. Não é que o dinheiro venha a ser desviado ou usado de forma indevida. Não se trata disso.

O fato é que é um oxigênio que o Governo não contava. No Recife, por exemplo, parte dos R$ 3 bilhões pode ser empregada em obras com perfil definido pelo prefeito Geraldo Júlio , capazes de dar visibilidade à candidatura de João Campos, que o PSB quer eleger a todo custo como projeto político para levar o jovem herdeiro de Eduardo Campos a conquistar os mesmos espaços do pai, seguindo a sua trajetória política e administrativa.

Abrir o capital de uma estatal como a Compesa é legal, um caminho para revigorá-la, desde que os recursos obtidos com a venda das suas ações sejam aplicados nela própria, mas não foi essa a preocupação da direção atual e do Governo do Estado, seu principal acionista. Quem se interessar, no entanto, pela compra, pode não se animar muito sabendo que a empresa não será revigorada, conforme deveria.

Pegada do beco – Foi por isso que o ex-presidente da Compesa, Roberto Tavares, tomou o caminho do beco. Ele defendeu com unhas e dentes o fortalecimento da estatal, através do reinvestimento dos recursos arrecadados na comercialização das ações na Bolsa de Valores. Ao lado dessa motivação técnica-jurídica, teve a política: Tavares trombou com o prefeito Geraldo Júlio, que, a todo custo, fez ingerência política na empresa com a intenção de fortalecer o projeto João Campos no Recife.

Desgarrados – A mídia regional de Petrolina deu amplo destaque à filiação de quatro prefeitos do São Francisco ao PSB durante a passagem do governador Paulo Câmara pela cidade, sexta-feira passada. A intenção foi mostrar que o Palácio adentrou em território antes dominado pelo clã Coelho, especialmente o grupo liderado pelo senador Fernando Bezerra Coelho, pai do prefeito Miguel Coelho. Mas os gestores que ingressaram na legenda – prefeitos de Dormentes, Santa Maria da Boa Vista, Santa Filomena e Afrânio – já não pertenciam mais ao grupo de FBC.

Operação desmonte – Por falar em Petrolina, o ex-prefeito Júlio Lóssio (PSD) disse, ontem, ao blog, que ainda não decidiu pelo apoio ao candidato do PSB a prefeito, Lucas Ramos, porque continua com sua candidatura no páreo. “O que acertei com Lucas e o PSB foi uma estratégia sustentada no discurso de combate à gestão atual, que desativou cerca de cem creches que abrimos e está promovendo um verdadeiro desmonte em Petrolina”, afirmou, adiantando que só decidirá se disputará a Prefeitura em abril. O que se diz por lá é que Lossio não é mais candidato e que indicará o filho Julinho para vice de Lucas, que prefere Andreia, esposa de Lóssio, na composição da chapa.

Companhia maligna – Pré-candidata do Podemos à Prefeitura do Recife, a delegada Patrícia Domingos até que vinha acertando na estratégia de ocupar os espaços nesta fase pré-eleitoral. Bastou, entretanto, se atrelar ao deputado Wanderson Florêncio, aquele gazeteiro da viagem de trabalho de uma comissão parlamentar à Angra dos Reis, para chutar o barraco. Ontem, por exemplo, passou pelo constrangimento de excluir das redes sociais um vídeo de campanha eleitoral com fundo musical de Alceu Valença, feito por ela sem pedir autorização ao cantor, que ficou uma arara.

CURTAS

SOLTO OU PRESO? – A Paraíba está em grande expectativa em relação ao desfecho do processo que poderá levar o ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) de volta ao xadrez. É que o Superior Tribunal de Justiça julga, hoje, o mérito do habeas corpus que poderá mantê-lo em liberdade ou determinar nova prisão. De passagem, ontem, por João Pessoa, o ministro da Justiça, Sérgio Moro, disse que permanecerá irredutível e atuando de forma inabalável na luta contra os crimes de colarinho branco.

PROTEÇÃO INDEVIDA – Entre os deputados da bancada do PSB punidos por terem votado a favor da reforma da Previdência há um sentimento de repulsa à postura dócil do comando nacional da legenda, ágil em fazer uma cassação branca de sete parlamentares, entre eles o pernambucano Felipe Carreras, mas lento no affaire Ricardo Coutinho. O presidente do partido, Carlos Siqueira, ao invés de acelerar o processo de expulsão do ex-governador paraibano, envolvido num dos maiores escândalos nacionais, chegando a ser preso, preferiu passar a mão na sua cabeça e adoçar sua boca, recebendo-o em diversas ocasiões.

HOMENAGEM – O Caxangá Ágape presta, amanhã, uma justa homenagem ao comunicador de massas Samir Abou Hana, âncora de rádio e TV em Pernambuco que mais entrevistou celebridades nos últimos anos, defensor intransigente de causas pelo Recife, tendo por isso sido batizado de “O Secretário da Cidade”. Samir ganha um almoço de adesão da instituição na sede do Galo da Madrugada, na Rua da Concórdia, a partir de meio dia. O ambiente ficará pequeno para tantos fãs e amigos que já confirmaram suas presenças.

Perguntar não ofende: O que levou o ex-prefeito de Petrolina, Júlio Lossio, a perdoar seus algozes no PSB e no Governo do Estado?


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Governo de PE - Decimo Terceiro

18/02


2020

Governo estuda usar decreto para acelerar privatizações

Por O Globo

O governo avalia a melhor maneira de efetivar o que vem sendo chamado de fast track (via rápida) para privatizações. Prometida desde o ano passado, a medida é vista no Ministério da Economia como uma forma de acelerar o processo de venda de estatais e bens do governo federal, considerado ainda lento pelo próprio ministro da Economia, Paulo Guedes.

A tendência, segundo técnicos que participam das discussões, é que esse sistema seja oficializado por meio de um decreto. Portanto, não seria necessário propor um projeto de lei ao Congresso Nacional, com prazo de tramitação imprevisível, como já chegou a ser anunciado pelo governo.

O entendimento que está ganhando forma dentro do Ministério da Economia é de que a lei do Programa Nacional de Desestatização (PND) já é uma autorização genérica necessária para a privatização de empresas públicas.

Em 2020: Governo quer arrecadar R$ 150 bilhões com privatizações

As exceções são Petrobras, Eletrobras, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco do Nordeste, cuja privatização é vedada pela legislação atual do PND. Por isso, nesse casos, é necessário passar pelo Congresso.

Já para todas as outras empresas, a decisão sobre a venda não precisaria da análise dos parlamentares, segundo essa avaliação do governo. Por isso, para acelerar o processo, poderia ser editado apenas um decreto com os procedimentos.

O decreto em estudo pelo governo deve estabelecer que as empresas terão procedimentos acelerados de venda, como avaliação de valores e contratação de consultores realizadas de maneira mais rápida do que ocorre hoje. Os técnicos ainda estudam se esse decreto iria incluir uma lista de empresas para privatização.

Confira a íntegra aqui: Governo avalia usar decreto para acelerar ritmo de ... - O Globo


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acolher

18/02


2020

Bolsonaro: "Concursos públicos, só os essenciais"

Do Estadão Conteúdo

O presidente Jair Bolsonaro disse ontem, que o governo não pode ser "irresponsável" e abrir concursos públicos que sejam desnecessários. Reportagem do jornal O Estado de S. Paulo mostrou que a equipe econômica decidiu segurar os processos seletivos até a nova proposta de reforma administrativa, que ainda não foi enviada ao Congresso, receber o aval dos parlamentares.

Para o presidente, que voltou a falar que os servidores atuais não irão "perder nada" com as mudanças, o quadro público está "inchado" e, sendo assim, novos concursos só serão realizados caso forem essenciais. Bolsonaro também disse esperar que a reforma administrativa seja encaminhada o "mais rápido possível". Segundo ele, o tema será tratado com o ministro da Economia, Paulo Guedes, ainda nesta segunda.

"Não é travar (concurso público). É um peso muito grande o serviço público no Brasil. Vocês devem lembrar da promulgação da Constituinte, a quantidade de trens da alegria, isso inchou os quadros. Se não fizer algo, atuais servidores vão ficar sem receber lá na frente. Então não é travar. Concursos públicos, só os essenciais, essa que é a ideia", afirmou.

O presidente destacou que alguns concursos públicos feitos no passado só receberam seguimento recentemente, como das Polícias Federal e Rodoviária Federal. "Se tiver necessidade, a gente vai abrir concurso, mas não podemos ser irresponsáveis a tempo de abrir concursos que poderão ser desnecessários", disse, ao ser questionado sobre a decisão da equipe econômica.

Bolsonaro afirmou que a reforma administrativa está "madura" para ser apresentada, embora ainda faltem "algumas alterações" na proposta. Segundo ele, a "extinção de profissões" que não cabem mais nos dias atuais também é tema da reforma administrativa. "Hoje em dia, acabou datilógrafo. E repito, atuais servidores não vão perder nada."

"Reconheço o trabalho do servidor público, temos as carreiras de governo, típicas de Estado, entre as Forças Armadas, Polícia Federal, Rodoviária, Receita, CGU, entre outras, tem que ter estabilidade, sem problema nenhum", disse.


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18/02


2020

Coronavírus: China contabiliza cerca de 1.900 mortos

Por AFP

O número de mortos na China continental na nova epidemia de coronavírus chegou nesta terça-feira (noite de segunda, 17, no Brasil) a 1.886, quando mais de 300 turistas americanos que estavam em um navio de cruzeiro em quarentena em um porto no Japão foram levados de volta aos Estados Unidos onde ficarão em observação.

Na China continental foram registradas 98 novas mortes na província de Hubei, epicentro da epidemia. As autoridades sanitárias de Hubei registraram 1.807 novos casos de contágio, número inferior ao da véspera.

A epidemia de COVID-19 na China contaminou mais de 72.300 pessoas e cerca de 900 em outros países.

Pequim, que tenta conter a epidemia de qualquer maneira, pediu às pessoas que foram curadas pelo coronavírus que doem sangue para extrair seu plasma para tratar os doentes.


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Cúpula Hemisférica

18/02


2020

Maia critica militares da ativa no 1ª escalão do governo

Do Estadão Conteúdo

Sobre a indicação do novo ministro da Casa Civil, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que "tantos militares da ativa no primeiro escalão nunca é um bom sinal", mas ressalvou que "a escolha do (general Walter) Braga Netto é uma boa escolha". Maia participou de entrevista, transmitida pelo YouTube, ao canal MyNews.

"Se não fosse um militar, vamos dizer que ele colocasse alguém, novamente, indicado pelo Olavo de Carvalho... É sempre uma comparação de uma coisa com a outra", disse Maia. Segundo o presidente da Câmara, "Braga Netto começa no cargo com melhores condições do que o (antecessor) Onyx Lorenzoni tinha hoje".

Segundo Maia, Braga Netto fez "um bom trabalho, um ótimo trabalho no Rio de Janeiro". "Ele organizou bem a intervenção e deixou um legado para o governador na área de Segurança Pública", disse Maia sobre o general que atuou como interventor federal no Estado entre fevereiro de 2018 e janeiro de 2019.


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Prefeitura de Serra Talhada

18/02


2020

Divulgada a programação do carnaval de Olinda

Do G1 - PE

 

Com o tema "O carnaval de Olinda é coisa de outro mundo", foi divulgada  a programação dos oito polos da cidade. As apresentações ocorrem a partir desta terça-feira (18), com foco nas bandas e artistas da terra, além de Paralamas do Sucesso e Alceu Valença.

A abertura oficial ocorre na quinta-feira (20), na Praça do Carmo. Além disso, há mais de 400 orquestras de frevo itinerante pela cidade.

Entre as atrações também estão Otto, Karina Buhr, Spok Frevo Orquestra, Eddie, Nação Zumbi e Cordel do Fogo Encantado.

No Varadouro, tradições pernambucanas como o afoxé, caboclinho e o maracatu são as atrações principais. Em Guadalupe, o coco, samba e pop-rock são os ritmos que animam as noites de carnaval.

Na abertura do carnaval de Olinda, está marcado um cortejo do Homem da Meia-Noite, que se concentra às 18h, em frente ao prédio sede da prefeitura, na Rua de São Bento. Às 18h30, o cortejo sai em direção à Praça do Carmo.

Confira a programação completa aqui: Carnaval de Olinda tem oito polos e shows de Alceu e ...


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Prefeitura de Limoeiro

18/02


2020

Prefeitura do Recife divulga programação do carnaval

Por G1 - PE

O carnaval da capital pernambucana tem 46 polos, em 2020. Os focos de animação centralizados ficam no Bairro do Recife. Também foram criados pontos de folia em várias regiões da cidade. Ontem, a prefeitura apresentou com detalhes a programação completa da festa, que contará com 2,7 mil apresentações, que começam nesta terça-feira (18).

Estão na programação artistas nacionais e cantores da terra. Entre eles, estão Elba Ramalho, Alceu Valença, Pitty, Elza Soares e Skank e Marcelo Falcão, além de Musa e Michelle Melo. Também fazem parte das grades divulgadas pela prefeitura os desfiles de agremiações.

No Sábado de Zé Pereira (22), uma noite comandada por mulheres foi programada. Há, ainda, polos infantis nos parques da Macaxeira, Dona Lindu, Santana, Jaqueira e Praça do Arsenal.

Nos polos descentralizados, Marcelo Falcão e Nação Zumbi se apresentam em Brasília Teimosa, na Zona Sul. Mariene de Castro e Leci Brandão comandam o polo do Cordeiro, na Zona Oeste, e Elba Ramalho e Jorge Aragão fazem shows em Casa Amarela, na Zona Norte.

O Poço da Panela, também na Zona Norte, recebe artistas como Antônio Nóbrega, Antúlio Madureira e Jorge Aragão.

Para o Carnaval das crianças, a folia está garantida com atrações como a Banda do Tio Bruninho, Mariane Bigio, Spok e Orquestra Passo de Anjo, Carol Levy e Fada Magrinha.

Confira a programação completa aqui: Carnaval do Recife tem mais de 2,7 mil apresentações em 46 ...


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Banner de Arcoverde

18/02


2020

Rui Costa manda recado para Bolsonaro

Por Estadão Conteúdo

 

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), publicou em sua conta do Twitter na noite de ontem , que quer "governar em paz, mesmo sem apoio do governo federal". "Se não vai ajudar, pelo menos me deixe trabalhar em paz", escreveu o governador. A frase também foi dita por Costa durante a transmissão semanal ao vivo do programa Papo Correria no YouTube.

Durante o programa, Costa disse: "Eu falo 'se não quer ajudar' porque o governo federal deve a Bahia mais de R$ 450 milhões. Não está credenciando hospitais novos que eu fiz. Só no ano passado, a Bahia deixou de receber mais de R$ 200 milhões em recursos que iriam para a Saúde. Se quer perseguir a Bahia, se não quer me ajudar, pelo menos me permita governar em paz". "Chega de agressão", pediu.

Os atritos entre Costa e o presidente da República, Jair Bolsonaro, ganharam novos contornos desde o último domingo {16), quando Bolsonaro disse que o governador "mantém fortíssimos laços" com bandidos e que a "PM da Bahia, do PT" era responsável pela morte do ex-capitão do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar do Rio de Janeiro, Adriano da Nóbrega.

Costa é um dos vinte governadores que ontem mais cedo publicaram uma carta criticando o presidente Jair Bolsonaro de fazer declarações que "não contribuem para a evolução da democracia no Brasil". "Não queremos ser agredidos de forma permanente e regular pela Presidência da República", disse Costa durante o programa.


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