FMO janeiro 2020

19/02


2020

"Quem tem de queimar arquivo está no governo federal", diz Lula

Por Estadão Conteúdo

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva saiu ontem, em defesa do governador da Bahia, Rui Costa (PT), que trava um embate público com o presidente Jair Bolsonaro desde a morte do ex-capitão da Polícia Militar do Rio Adriano da Nóbrega. Lula disse ter alertado Costa para que tomasse cuidado porque iriam "jogar o caso no colo" dele.

"Quem tem de queimar arquivo é quem está no governo federal, e não o Rui Costa", afirmou o ex-presidente, após se reunir com as bancadas do PT na Câmara e no Senado, em Brasília.

Foi a primeira vez que Lula esteve na capital federal desde que deixou a prisão, em novembro. "O cidadão não deveria ter sido morto, deveria ter sido preso. Tenho certeza que Rui Costa é homem de bem, que respeita direitos humanos e que jamais faria uma coisa para queimar arquivo".

Adriano era acusado de ser chefe da milícia "Escritório do Crime", no Rio. Durante a investigação do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL), ocorrido em março de 2018, ex-policiais militares que participavam dessa organização foram presos.

O ex-capitão do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da PM do Rio foi morto no último dia 9, em Esplanada, na Bahia. A suspeita é de que tenha sido executado. Diante de insinuações sobre a ligação do clã Bolsonaro com Adriano, o presidente decidiu partir para o contra-ataque.


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Fernandes

BENEFICIÁRIOS FORAM EXCLUÍDOS Cortes no Bolsa Família impulsionam aumento da extrema pobreza no Brasil Entre 2014 e 2018, renda dos 5% mais pobres caiu 39%, aponta estudo da FGV

JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

Esse bandido ainda fica falando como se o povo não soubesse das queimas de arquivos feita pelo PT. Desde da época de Celso Daniel que, além de roubarem, quando descobertos, queimam os arquivos. Pense numa camarilha sem escrúpulos e de uma nojeira sem limites. Infelizmente esse crápula aparelhou o Estado e fica solto por obra e graça de seus amiguinhos no STF.


IPTU Cabo

19/02


2020

Morre o jornalista e apresentador Luis Alberto Volpe

O jornalismo esportivo perdeu ontem uma das suas referências. Luis Alberto Volpe, que trabalhou como editor, repórter, apresentador e repórter, faleceu aos 67 anos. A informação foi confirmada pela ESPN, canal de tevê que marcou a sua trajetória, mas a causa da morte não foi revelada.

De Sertãozinho (SP), Volpe trabalhou por 20 anos na ESPN, entre 1995 e 2015, tendo ficado marcado pela participação em programas icônicos do jornalismo esportivo, sendo a voz do telejornal 30 Minutos e de programas como História do Esporte e Sportscenter. Além disso, participou de diversos documentários.

Antes, também havia trabalhado na TV Cultura, entre 1987 a 1994, com passagens por programas como Grandes Momentos do Esporte e Cartão Verde. “Adeus a Luiz Alberto Volpe! O maior locutor de offs de matérias especiais e documentários de todos os tempos nos deixou esta noite, aos 67 anos. Grande amigo, grande companheiro, um doce de pessoa. Nós, da antiga ESPN e da TV Cultura estamos muito tristes. Valeu, Volpinho!”, disse José Trajano, seu colega por anos na ESPN e na TV Cultura.

Em seu currículo, também acumulava passagens por Rádio Globo, trabalhando em uma equipe que contava com Osmar Santos e Fausto Silva, Rede Globo e SBT. “Um dos nossos maiores, dono de uma voz que comunicava de forma impecável, apresentador do histórico ’30 minutos’, do fundamental ‘Histórias do Esporte’, entre tantas coisas, nos deixou hoje. Luis Alberto Volpe, um ótimo sujeito, grande jornalista. Fará muita falta”, afirmou Thales Machado, editor adjunto de esportes do jornal O Globo.

“Luis Alberto Volpe foi a voz dos Grandes Momentos do Esporte. Também foi um dos rostos mais identificáveis dos primeiros anos de ESPN Brasil. Tive a felicidade de me tornar seu colega e dividir bons anos de redação. Sua voz se cala, fica o lindo legado. Que descanse em paz”, acrescentou Leonardo Bertozzi, jornalista da ESPN Brasil.


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Governo de PE - Decimo Terceiro

19/02


2020

Ponte Duarte Coelho é interditada para a montagem do Galo

Por G1 - PE

Motoristas, passageiros do transporte coletivo e pedestres precisam ficar atentos para a interdição da Ponte Duarte Coelho, no Centro do Recife. A ligação entre os bairros da Boa Vista e Santo Antônio foi fechada às 21h30 de ontem para permitir a montagem da alegoria gigante do galo, símbolo da folia na cidade. Com isso, 153 linhas de ônibus tiveram roteiros alterados.

De acordo com a Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU) , a Duarte Coelho só será liberada na quarta-feira (26). As mudanças de tráfego atingem 100 linhas de ônibus convencionais, 42 coletivos do tipo bacurau, que trafegam de madrugada, e 11 linhas de BRT.

Além de fechar a ponte,a CTTU realizou as interdições na área. Estão fechados os cruzamentos da Avenida Conde da Boa Vista com Rua da Aurora, Rua do Sol com a Ponte Duarte Coelho, e das avenidas Dantas Barreto e Guararapes.

A segunda etapa de interdições ocorre a partir das 21h da sexta-feira (21) e segue até às 20h do sábado (22). Nesses dias, ruas dos bairros de São José e Santo Antônio e a Avenida Sul, no sentido cidade, são bloqueadas.

A terceira etapa da operação acontece no sábado (22), dia do desfile do Galo da Madrugada, com a interdição da Avenida Engenheiro José Estelita, no sentido centro, das 5h às 20h. Apenas as linhas do Expresso Galo, ônibus e táxis poderão acessar a via.

Confira a íntegra da reportagem com a alteração das linhas de ônibus aqui: Ponte Duarte Coelho é interditada e 153 linhas de ônibus têm ...


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acolher

19/02


2020

Medidas para reduzir fila do INSS ainda não saíram do papel

Por TV Globo

O governo federal anunciou, há mais de um mês, a contratação emergencial de 8 mil militares da reserva e servidores aposentados para agilizar a análise dos pedidos de benefícios que estão travados no Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). Porém, até o momento, as medidas não saíram do papel.

No final de janeiro, os benefícios pendentes de análise já passavam de 2 milhões. Um total de 1,3 milhão de pessoas estavam esperando há mais de 45 dias, prazo estabelecido por lei para a concessão do benefício.

Desses pedidos, 618.109 mil são de aposentadorias, 108.416 mil de salário-maternidade e 47.206 mil de auxílio doença.

Valéria é uma das brasileiras que aguarda, inclusive, pela liberação do seu auxílio doença. Ela só conseguiu fazer a perícia em janeiro, um mês depois da cirurgia, mas até agora continua sem resposta.

"Não recebi nada até então de benefício agora no mês de fevereiro, nem referente aos dias trabalhados de dezembro e nem aos dias de janeiro. Então, querendo ou não, tem acúmulos de contas. Eu espero que até o dia 31 de março eu possa ter um documento pelo menos dizendo que já posso voltar a trabalhar", diz Valéria.

Processo de contratação

Para contratar os 8 mil servidores e militares, o governo precisa editar uma medida provisória (MP). Porém, após à MP, ainda é preciso que o governo publique um edital anunciando essas vagas, a remuneração e o tempo de contrato. Só depois haverá uma seleção dos candidatos que quiserem trabalhar.

Esse processo todo deve levar entre 30 a 60 dias antes do início do trabalho nas agências e na análise de benefícios. Nesta terça, ninguém da Previdência Social quis gravar entrevista. Segundo técnicos do governo, a ideia de chamar servidores aposentados para um trabalho temporário é nova e uma das razões para a demora em editar uma MP.


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JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

Essa é mais uma herança do desgoverno petralha. As ações do INSS era fazer reuniões com funcionários em hotéis de luxo, por uma semana, gastando fortunas em passagens e diárias para farrear. Existindo as salas de videoconferências não precisava nada disso. Uma vergonha. Pior, uma instituição com 7.400 funcionários e somente 1.200 fazem concessão de benefícios. Sim, todos ganhando gratificação de 100% no salário para \"produtividade\" e trabalhando 06 horas. Uma piada.



19/02


2020

Eduardo "dá banana" a deputadas que defendiam jornalista

Do Estadão

Após a líder do PSOL, Fernanda Melchiona (RS), ler uma nota de repúdio, em nome das mulheres da Câmara, às críticas do presidente Jair Bolsonaro ao trabalho da jornalista Patrícia Campos Mello, repórter do jornal Folha de S.Paulo, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente, subiu ao plenário e acirrou ainda mais os ânimos.

"Esse tipo de discurso também revolta, a deputada diz que fala em nome das mulheres. Calma aí, será que não tem mulher aqui comigo não? Uma banana, em nome das mulheres. Uma banana! Quero saber onde elas estavam quando o Lula falou em mulheres de grelo duro. Onde vocês estavam? Estavam perdendo dinheiro enquanto isso, estavam roubando?"

Enquanto Eduardo falava, acompanhado de homens e mulheres do PSL, começou um tumulto no plenário, com vaias de um lado e gritos de apoio ao deputado de outro.

"Isso daqui não passa de discurso político, isso aqui é a imposição do politicamente correto para tentar calar a boca do presidente Jair Bolsonaro", gritou Eduardo. "Eu quero saber qual outro presidente machista deixou sua mulher discursar na posse? A mulher do Lula só serviu para levar a culpa da roubalheira", continuou ele.

A oposição, no plenário, gritava "Fascista! Fascista!". Eduardo, por sua vez, rebatia: "Raspa o suvaco, hein? Senão dá um mau cheiro do caramba, hein?"


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Cúpula Hemisférica

19/02


2020

Governadores de três estados propõem "trégua" a Bolsonaro

Do Último Segundo

Um dia depois de um grupo de governadores divulgar uma carta aberta cobrando respeito ao pacto federativo, ignorada pelo presidente Jair Bolsonaro , os mandatários dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul fizeram um apelo por uma trégua  entre governo federal e os estados .

Os três governadores — João Doria , Wilson Witzel e Eduardo Leite — estiveram juntos ontem em um evento na capital paulista e convidaram Bolsonaro a participar da próxima reunião do Fórum de Governadores, marcada para abril.

"Se ele não puder ir, que nos convide. Os governadores irão até o Planalto sempre com altivez e equilíbrio para o diálogo", disse Doria. Ao lado do paulista, Leite endossou o discurso de que governadores estão prontos para conversar com o presidente.

"Tanto é que, não tendo sido chamados, nós convidamos o presidente para que participe da próxima reunião dos governadores em abril. Se ele tiver disposição para que ela aconteça antes, estaremos prontos", afirmou o gaúcho.

Witzel reforçou que o distanciamento da relação entre governadores e Bolsonaro não é bom para ninguém. "É juntos que vamos resolver os graves problemas do país.Vamos acabar com esse diálogo que não é bom, essas afirmações inadequadas", disse.

Críticas

Os três se encontraram ontem em um evento organizado pelo banco BTG Pactual. Apesar do pedido de trégua, eles repetiram ascríticas feitas nos últimos dias ao presidente. Gincana e bravata foram algumasdas expressões usadas por eles ao se referir às atitudes de Bolsonaro.

Na última segunda-feira, os governadores divulgaram uma carta aberta contra o presidente pelas declarações feitas por ele sobre as investigações da morte domiliciano Adriano da Nóbrega pela Polícia Civil da Bahia. No início deste mês, um grupo maior — de 24 mandatários estaduais — publicou outra carta protestandocontra as acusações de Bolsonaro no debate sobre a redução de impostos doscombustíveis.

Ontem, o presidente voltou à carga e colocou sob suspeita a imparcialidade da polícia baiana na apuração da morte de Nóbrega. "Se existe alguma desconfiança é interesse de todo oBrasil que ela seja trazida à tona e trabalhada. Mas não por simples desafio a governadores. A nossa disposição é sentar e conversar", afirmou Leite.


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Prefeitura de Serra Talhada

19/02


2020

Marina chama Bolsonaro de "desprezível" e "machista"

Do Último Segundo

A ex-ministra do Meio Ambiente durante o governo Lula, Marina Silva (Rede), afirmou que Jair Bolsonaro "insiste em se comportar de maneira abjeta, desprezível e completamente incompatível com a função que ocupa", após o presidente ter insinuado, ontem, que a jornalista Patrícia Campos Mello, da Folha de S. Paulo , teria trocado informações por sexo. 

Marina Silva publicou no Twitter a crítica à insinuação de Bolsonaro. "Tem gente que aplaude esse tipo de baixaria machista", disse a ex-ministra sobre a fala do presidente. O mandatário afirmou que a jornalista "queria dar o furo a qualquer preço contra mim".

A declaração de Bolsonaro se refere a um depoimento Hans River do Rio Nascimento, ex-funcionário da empresa de marketing digital Yacows, que afirmou durante a CPMI das Fake News que a repórter "queria sair" com ele em troca de informações para uma reportagem. A jornalista, no entanto, comprovou que o depoimento é falso. 

Sobre o caso e a fala do presidente, Marina Silva afirmou que "sobra desrespeito e falta civilidade".


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Prefeitura de Limoeiro

18/02


2020

China: número de mortes por coronavírus sobe para 2.004

Por Estadão Contéudo

A Comissão Nacional de Saúde da China informou nesta terça-feira que o número de casos de coronavírus no país subiu para 74.185 e o total de mortes aumentou para 2.004.

No comunicado, a Comissão afirmou ainda que há 5.248 casos suspeitos na China e que 14.376 pessoas já foram curadas. O documento informou, também, que há 62 casos da doença confirmados em Hong Kong, com um óbito, dez casos em Macau e 22 em Taiwan.


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18/02


2020

INSS ainda não iniciou pente-fino para combater fraudes

Por Jornal Nacional

No INSS, mais de um ano depois de publicar a medida provisória do pente-fino, o governo ainda não conseguiu fazer as perícias médicas para identificar possíveis irregularidades em benefícios. A estimativa era gerar uma economia de cerca de R$ 10 bilhões.

A promessa do governo era fazer uma varredura nos benefícios pagos pelo INSS, combater as fraudes. No fim de 2019, ao fazer uma auditoria na área, o Tribunal de Contas da União questionou o Ministério da Economia sobre o andamento das perícias médicas do pente-fino do INSS e descobriu que elas ainda nem começaram a ser feitas.

Ao TCU, o ministério informou que “no momento, ainda não foram selecionados pelo INSS os benefícios que deverão ser convocados para fins de realização do processo de revisão, consequentemente, ainda não foram desenvolvidas atividades periciais relacionadas ao programa de revisão”. Ou seja, as perícias estão paradas porque o INSS ainda não entregou a lista com os benefícios que devem ser revistos.

Quando o presidente Jair Bolsonaro assinou a medida provisória em janeiro de 2019, a estimativa do governo era gerar uma economia de quase R$ 10 bilhões em um ano, com o pente-fino em pagamento de benefícios suspeitos de irregularidades ou que estavam há mais de seis meses sem perícia.

Mas, até dezembro, o governo não atingiu nem metade dessa meta. Segundo o balanço mais recente do INSS, a economia foi de R$ 4,3 bilhões, 261 mil benefícios foram cancelados – nenhum dependia de perícia. Foram encontrados casos de pessoas já falecidas e até de funcionários públicos que recebiam indevidamente.

O Ministério da Economia afirma que no caso da lista de benefícios de prestação continuada, pagos a idosos e a deficientes de baixa renda, quer fazer todas as partes do processo ao mesmo tempo, e que “a implementação dessa mudança depende de alteração normativa, que precisa ser aprovada por diferentes ministérios”.

Já em relação a outros benefícios por incapacidade, o ministério informou que “o INSS disponibilizou seleção preliminar daqueles passíveis de revisão. Porém, a revisão ainda não pôde ser iniciada, pois há um último sistema operacional a ser finalizado” e que “até o final do ano seja concluída a revisão dos cerca de 170 mil benefícios identificados pelo INSS”.


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18/02


2020

Justiça autoriza nova perícia no corpo de Adriano Nóbrega

Por Agência Brasil

Justiça da Bahia determinou hoje que uma nova perícia necroscópica complementar seja realizada no corpo do ex-policial militar Adriano Nóbrega, morto no dia 9 de fevereiro, em Esplanada, interior do estado, em uma operação da Polícia Militar e da Polícia Civil do Rio de Janeiro.

Na decisão, o Augusto Yuzo Jouti proibiu que o corpo seja cremado antes da realização da perícia, que deverá ser realizada pelo Instituto Médico-Legal do Rio de Janeiro (IML-RJ), para onde o corpo foi levado.

Além disso, o magistrado determinou que a Secretaria de Segurança da Bahia disponibilize os áudios dos rádios usados pelos policiais no dia da operação e realize a perícia nas munições não deflagradas da arma encontrada com Adriano Nóbrega.

O pedido para nova perícia foi feito nesta amanhã pelo Ministério Público da Bahia (MPBA). No pedido, os promotores afirmaram que é necessário esclarecer dados até então “obscuros” sobre o momento em que o ex-policial foi morto.

A partir do novo exame, o MP quer saber a direção que os projéteis percorreram no corpo de Adriano; o calibre das armas utilizadas; a distância dos tiros e outras informações que os peritos acharem relevantes para a elucidação da morte do ex-policial.

Nesta manhã, a defesa de Adriano Nóbrega pediu autorização à Justiça para realizar uma perícia independente no corpo do ex-policial militar, com o objetivo de esclarecer as circunstâncias de sua morte.

Em entrevista, o advogado da família de Nóbrega, Paulo Emílio Catta Preta, confirmou a jornalistas que a família suspeita da primeira versão dada pela Polícia Militar da Bahia, de que ele foi morto ao reagir e trocar tiros durante uma operação policial que visava prendê-lo.

Procurada pela Agência Brasil, a Secretaria de Segurança Pública da Bahia informou que não vai comentar o assunto.


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18/02


2020

Entidades repudiam insinuações de Bolsonaro a jornalista

Por Jornal Nacional

Uma declaração do presidente Jair Bolsonaro com insinuações sexuais sobre uma repórter do jornal “Folha de S.Paulo” provocou duras críticas da sociedade e de entidades ligadas ao jornalismo.

A declaração foi feita quando o presidente respondia a uma pergunta sobre um outro assunto. Jair Bolsonaro fez insinuações sexuais para colocar em dúvida a atuação da jornalista Patrícia Campos Mello, da “Folha de S.Paulo”. Em 2018, ela denunciou em reportagens o uso fraudulento de nomes e CPFs para habilitar celulares e enviar ilegalmente mensagens em massa por redes sociais durante a campanha eleitoral para presidente.

“O depoimento do Hans River foi no final de 2018 para o MP, ele diz do assédio da jornalista em cima dele. Ela queria um furo, ela quer dar um furo (risos) a qualquer preço contra mim. Lá em 2018 ele já dizia que ela chegava e ia perguntando: ‘O Bolsonaro pagou para você divulgar pelo WhatsApp informações?’”.

Hans River do Nascimento é ex-funcionário da empresa de marketing digital Yacows, citada pela jornalista como uma das empresas que dispararam ilegalmente as mensagens em nome de políticos. Ele depôs na semana passada na CPMI das Fake News, formada por deputados e senadores, que apura a disseminação de conteúdo falso na internet.

Segundo integrantes da CPMI, ele não prestou os esclarecimentos que deveria sobre o caso e, sem apresentar provas, Hans River afirmou que a repórter da “Folha” havia se insinuado sexualmente para ele na tentativa de conseguir informações.

Na ocasião, a “Folha de S.Paulo” publicou mensagens trocadas entre a jornalista Patrícia Campos Mello e Hans River do Nascimento que desmentiram as afirmações dele feitas à comissão. Por isso, Hans River deve ser convocado novamente para depor à CPMI das Fake News.

A relatora da comissão, deputada Lídice da Mata, do PSB, também fez uma representação contra ele na Procuradoria-Geral da República, em que o acusa de prestar informações falsas. Mentir a uma CPI na condição de testemunha é crime passível de prisão e outras punições.

Sobre as declarações de Bolsonaro, a “Folha de S.Paulo” disse em nota que “o presidente da República agride a repórter Patrícia Campos Mello e todo o jornalismo profissional com sua atitude. Vilipendia também a dignidade, a honra e o decoro que a lei exige do exercício da Presidência”.

Entidades ligadas ao jornalismo reagiram fortemente.

A Associação Nacional de Jornais (ANJ) e a Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) consideraram lamentáveis as declarações do presidente Jair Bolsonaro. As entidades afirmaram que “as insinuações do presidente buscam desqualificar o livre exercício do jornalismo e confundir a opinião pública”, e que “o presidente se aproveita da presença de uma claque para atacar jornalistas, cujo trabalho é essencial para a sociedade e a preservação da democracia”.

Em nota conjunta, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e o Observatório de Liberdade de Imprensa da OAB afirmaram que: “Os ataques aos jornalistas empreendidos pelo presidente são incompatíveis com os princípios da democracia, cuja saúde depende da livre circulação de informações e da fiscalização das autoridades pelos cidadãos”.

As entidades disseram também que “as agressões cotidianas aos repórteres são incompatíveis com o equilíbrio esperado de um presidente”.

“Nós vemos como um dos mais graves ataques na série que já vem sendo feita pelo presidente contra veículos, contra profissionais, contra indivíduos e contra a liberdade de imprensa. O que nos parece claro é que não estamos mais na esfera da ofensa, já se trata de um caso de difamação”, disse Daniel Bramatti, conselheiro e ex-presidente da Abraji.

A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) afirmou que, “mais uma vez, para vergonha dos brasileiros, o presidente Jair Bolsonaro é ofensivo e agride, de forma covarde, a jornalista Patrícia Campos Mello. Este comportamento misógino desmerece o cargo de presidente da República e afronta a Constituição federal”.

A ABI pediu que a Procuradoria-Geral da República adote as medidas cabíveis no caso.

“Conclamamos a PGR, a Comissão de Ética da Presidência para tentar segurar esse presidente porque não é possível que ele desça a esse nível tão grosseiro, tão rasteiro para um presidente da República, que envergonha não só a Presidência como a toda nação brasileira”, disse o presidente da ABI, Paulo Jerônimo de Sousa.

Depois da repercussão negativa, no início da tarde, em nova declaração em frente ao Palácio da Alvorada, Bolsonaro reagiu com ironia:

“Alguém da ‘Folha de S.Paulo’ aí? Eu agredi sexualmente uma repórter hoje? Parabéns à mídia, hein. Não quero conversa, valeu. Parabéns para a mídia. Eu cometi violência sexual a uma repórter hoje?”.

As declarações do presidente repercutiram no Congresso. Muitos parlamentares criticaram Jair Bolsonaro em plenário. Alguns aliados saíram em defesa do presidente.

O discurso contra o presidente Bolsonaro é o mesmo, mais uma vez a esquerda e a imprensa extremista acusam Bolsonaro de atacar mulheres, nesse caso, a repórter da ‘Folha’”, disse o deputado Otoni de Paula (PSL-RJ)

Vinte mulheres parlamentares divulgaram uma carta no fim do dia de repúdio à declaração de Bolsonaro. A maioria das parlamentares, especialmente da oposição, foi à tribuna para também defender a jornalista.

“Quando alguém fica com raiva de homem, de jornalista, ninguém fala da moral, ninguém fala da sua vida sexual, ninguém fala das suas coisas íntimas. Por que com a mulher todo mundo se vê no direito de poder ofender as questões pessoais de uma mulher?”, perguntou a senadora Kátia Abre (PDT-TO).


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Fernandes

BENEFICIÁRIOS FORAM EXCLUÍDOS Cortes no Bolsa Família impulsionam aumento da extrema pobreza no Brasil Entre 2014 e 2018, renda dos 5% mais pobres caiu 39%, aponta estudo da FGV


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