FMO janeiro 2020

28/01


2020

Público x privado: casamento que deu certo em Fortaleza

Quando botou na cabeça tirar do papel o Shopping Riomar, no Recife, hoje o mais moderno do Nordeste, numa área de mangue, geradora de conflitos com o Ministério Público e entidades defensoras do meio ambiente, o empresário João Carlos Paes Mendonça se deparou pela frente com enormes entraves. O ex-prefeito João da Costa (PT) foi parceiro e ator fundamental, mas Recife e, particularmente, Brasília Teimosa, saíram no lucro. O empresário retribuiu em serviços públicos no entorno do investimento, treinou e empregou os moradores pobres daquele bairro.

Em Fortaleza, JCPM construiu dois shoppings com a mesma apresentação e roupagem do Riomar. Precisamente, em 2014, a Prefeitura da capital cearense deu régua e compasso para o empresário transformar o bairro Papicu, até então um dos mais violentos e assombrosos da periferia, num pedaço, hoje, da prosperidade cearense. Se por um lado, JCMP ganhou tudo que queria e tinha direito, por outro foi obrigado a retribuir com a PPP (Parceria Público Privada) obras viárias que mudaram conceito urbanístico, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida.

Foram nada menos do que R$ 40 milhões em obras. Renovou a iluminação, fez drenagem, vias de mão dupla, calçadões, gerou seis mil empregos, fazendo surgir um novo polo econômico na cidade. Até uma delegacia de polícia foi aberta nas imediações com prédio doado por ele. JCPM não é o único nem será o último a apostar no Ceará e em Fortaleza, particularmente. Dezenas de outros empresários de visão investem fortemente na capital cearense graças ao programa Fortaleza Competitiva, que trabalha com quatro linhas de ação: Incentivos e Regulamentações, Parcerias Público–Privadas (PPP), Desburocratização e Mercado de Trabalho.

Através dele, surgiu a OUC – Operação Urbana Consorciada. É um instrumento regulamentado pela lei federal, o chamado Estatuto da Cidade, que regulamenta as outorgas de alteração de uso para permitir torres empresariais e residenciais de maior porte que excedem ao permitido pela legislação municipal. Funciona assim: o empresário que se dispuser a investir na cidade recebe, rapidamente, todas as licenças e a outorga, mas fica obrigado a retribuir em obras públicas ou em dinheiro, neste caso para a Prefeitura tocar projetos sociais de grande alcance.

Fortaleza tem, por exemplo, um projeto ousado e inédito, que vou abordar em outra postagem, ao longo da semana, de construção de areninhas, mini arenas para prática de esportes, sobretudo futebol, em bairros populares. As empresas San Carlo Condominium, JJA Construções, e Normatel investiram R$ 13 milhões contribuindo para o município construir 34 areninhas. JJA Construções também está próxima de depositar R$ 8 milhões nos cofres da Prefeitura para obras em benefício da população, em áreas pobres.

Já a M. Dias Branco pagou em contrapartida R$ 26 milhões o que serviu para a prefeitura implantar obras de drenagem e pavimentação na Regional 5, a mais carente da cidade, em troca de outorgas para exploração de projetos autorizados pela Prefeitura. Saindo na frente com essa ousada iniciativa, a Prefeitura de Fortaleza já arrecadou das empresas outorgadas nada menos do que R$ 71 milhões, desde o ano de 2015, quando foi posto em prática pelo prefeito Roberto Cláudio (PDT), a maior revelação em gestão pública entregue aos cearenses pelo grupo político dos Gomes Ferreira, liderado pelo ex-ministro Ciro Gomes (PDT) e também agora pelo governador Camilo Santana (PT).

“Historicamente, a capacidade das cidades em competir e atrair recursos sempre esteve relacionada à quantidade e, especialmente, à qualidade nos investimentos em infraestrutura e serviços públicos no cenário urbano. Mas tudo mudou. Com o Estatuto da Cidade, encontramos uma ferramenta para enfrentar os problemas de desigualdade social e territorial”, diz a secretária e Urbanismo e Meio Ambiente de Fortaleza, Águeda Muniz, um dos melhores quadros técnicos da equipe do prefeito Roberto Cláudio (PDT).

Cearense da boa cepa, Águeda não tem tempo para nada, nem quase vida social. Trabalha às 24 horas do dia para servir com amor a Fortaleza e ao Governo Municipal. Dirige seu próprio carro, acorda cedo e dorme tarde, tudo para agilizar a atração de investimentos privados e públicos para a capital cearense. É ela que toca não apenas o programa de parceria com o PIB nacional que investe na cidade como consolidou uma marca para Fortaleza: a campeã nacional em tempo de redução para se tirar um alvará, documento obrigatório para funcionamento de micros, médias e grandes empresas.

Trata-se do Programa Fortaleza Online, inovador e inédito no País, case de sucesso nacional quando o assunto é desburocratização e inovação. Hoje, 90% dos licenciamentos em Fortaleza, para construção e regularização de atividades podem ser feitos de forma online e imediata, ou em 30 minutos, tempo para compensação bancária. Os serviços estão disponíveis 24 horas, sete dias da semana, permitindo que o cidadão acesse de qualquer lugar.

É uma plataforma online de gestão municipal que tem vencido o desafio da desburocratização, alcançando eficiência, agilidade e transparência na administração pública. Por ele, estão disponíveis os 46 principais serviços de licenciamento e autorizações. “Mais que desburocratizar, o Fortaleza Online aproxima o Poder Público do cidadão, possibilitando que as oportunidades de ascensão econômica e social promovida pela implantação de novos empreendimentos, edificações e intervenções urbanísticas propiciem uma cidade mais justa, inclusiva, sustentável e competitiva”, diz Águeda.

Para que se possa ter uma ideia da velocidade dessa ferramenta, no ano passado 50 mil prospecções se deram para abertura de novos negócios, sendo 17 mil efetivados da noite para o dia, ou seja, num instalar de dedos. São, na verdade, solicitações de alvarás para emissão no Fortaleza Online. Inquieta e criativa, a secretária criou também As Zonas Especiais de Dinamização Urbanística e Socioeconômica (Zedus), regulamentadas pela nova Lei de Uso de Ocupação do Solo, que atraem novos negócios em Fortaleza.

Essas zonas especiais foram criadas como forma de intensificar o crescimento socioeconômico em áreas específicas da Cidade. No total, são 22 e cada uma possui vocação própria. A Zedus Varjota, por exemplo, é vocacionada ao desenvolvimento de polo gastronômico, entretenimento e lazer. Já a Zedus Aeroporto (Vila União) estimula as atividades econômicas vinculadas ao Aeroporto de Fortaleza que, após a concessão de sua operação para a Fraport, atrai novas atividades e novos negócios.

A regulamentação da Zedus também está beneficiando a zona norte da cidade. Na Zedus Aldeota, o fomento ao desenvolvimento econômico da área foi a partir da flexibilização dos parâmetros urbanísticos, ampliando assim o potencial construtivo, ou seja, atraindo novas moradias, comércios e gerando maior rotatividade de pessoas.


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Abreu e Lima

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06/04


2020

A faculdade prática do Jornalismo político

Por Ítala Alves*

Costumo dizer que sou “jornalista por acidente”. Quando prestei vestibular, em 2009, queria ingressar no curso de Nutrição e seguir os passos da minha mãe. Quis Deus, ou a vida, que tudo mudasse aos 45 minutos do segundo tempo e, em fevereiro de 2010, caía de paraquedas na primeira aula do curso que mudaria a minha vida.

Mesmo sendo “jornalista por acidente”, eu devo muito do que sou e tenho ao Jornalismo. Tive a sorte de trabalhar com os melhores. Com apenas um ano e meio de faculdade, fiz uma seleção para estagiar no Sistema Jornal do Commercio de Comunicação e lá comecei a jornada que me levaria ao encontro de Magno Martins, que hoje começa a semana de comemoração pela passagem do seu décimo quarto ano de funcionamento ininterrupto.

Fui estagiária e produtora do jornalista Aldo Vilella por três anos, onde comecei a conhecer os bastidores da política. Foi pelas mãos dele, a quem sou eternamente grata, que, em julho de 2014, cheguei para trabalhar com Magno Martins e ali se iniciava a minha verdadeira faculdade de Jornalismo.

Hoje, após quase seis anos como subeditora no Blog, creio que posso falar que terminei a “graduação”. Trabalhar com Magno é como estar em uma montanha russa, em alta velocidade, 24h por dia e durante os sete dias da semana. É acordar com a caixa de mensagens do celular e do e-mail lotada e ir dormir já com demandas para o dia seguinte. O homem é workaholic!

Lembro que Magno me chamou para um teste de três meses e me aprovou para o serviço com apenas três dias de trabalho. Entrei no blog no dia 21 de julho e, apenas dois dias depois, no dia 23/07/2014, o grandioso Ariano Suassuna nos deixava. Foi o meu teste. Magno gosta das grandes coberturas. Não sabe dar uma “notinha” sobre o assunto. Pegou o carro e partiu em direção a Taperoá, a terra do imortal dramaturgo e de lá me encheu de postagens emocionantes, com a leveza do seu texto poético.

Dois dias após, ao descermos juntos no elevador, ele me deu dois tapinhas nas costas e cravou: passou na prova de fogo!

Magno é de poucas palavras. Um autêntico virginiano. Metódico, organizado e responsável. Passei por outras “provas de fogo” naquele 2014, como a morte do saudoso Eduardo Campos e as eleições que levaram Paulo Câmara ao poder. Ao ser aprovada, me senti orgulhosa por estar sendo reconhecida por um jornalista tão bem conceituado na área que sempre me encantou: o jornalismo político.

Não é fácil. Não é moleza. Mas é aprendizado! Magno é exigente, mas também é professor. Quando necessário, também sabe ouvir. Sempre pergunta sobre tecnologia, redes sociais, modernidade. Sempre pronto para inovar. Com o tempo, adquirimos também uma amizade. E, se não fosse por essa amizade, pela consideração que ele sempre me teve e por acreditar no ser humano ímpar que ele é, talvez essa dobradinha de seis anos não estaria dando tão certo.

No final de 2017, Magno nos deu um susto, foi vítima da doença conhecida como “mal do século”, a temida depressão com síndrome do pânico. Foi um ano mergulhado na escuridão. Um ano que me senti perdida sem a orientação dele na condução do blog. Passamos por um período de provação, mas confiantes e com fé no seu retorno.

Graças a Deus e a Medicina moderna, Magno voltou e mais “atacado” do que nunca, como costumo dizer.

Gratidão. Este é o sentimento que preenche o meu coração nestes seis anos de Blog do Magno. Gratidão pelo aprendizado diário, pelas notinhas e também pelas semanas de cobertura em Brasília.

Gratidão pela empreitada dele, lá em 2006, ter dado certo. E gratidão também pela minha entrada no curso de Nutrição ter dado errado. Se não fosse por isso, jamais teria ingressado na verdadeira faculdade de Jornalismo, que é o Blog do Magno.

*Editora do blog


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06/04


2020

Prefeito de Barra de Guabiraba se filia ao Republicanos

O Republicanos Pernambuco, presidido pelo deputado federal Silvio Costa Filho, filiou mais um prefeito. Doutor Wilson Madeiro, prefeito de Barra de Guabiraba, no Agreste do Estado. Com a filiação dele, o partido contabiliza oito prefeitos filiados, entre eles Doutora Nadegi, de Camaragibe; Tassio Bezerra, de Santa Cruz da Baixa Verde; e Antônio Cassiano, de Condado.

"É uma honra muito grande estar no partido do deputado Silvio Costa Filho, que tanto tem feito pelos municípios pernambucanos. Tenho certeza de Barra de que Guabiraba tem muito a ganhar com essa parceria. Vamos ter um grupo político forte e atuante para ajudar a desenvolver nossa cidade", declarou o prefeito.

Silvio Costa Filho, destacou as ações que Doutor Wilson tem realizado na cidade. "Doutor Wilson tem feito um ótimo trabalho na cidade. Entre outras ações, ele tem trabalhado para melhorar as estradas que dão acesso a área rural e também para melhorar o abastecimento de água na cidade. É um homem sério e tem história. Ele conhece a necessidade das pessoas. Nós, do Republicanos, valorizamos quem trabalha pela população. Vamos unir forças, investir em Barra de Guabiraba para desenvolver o município e gerar emprego e renda para a população", afirmou.


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Prefeitura de Serra Talhada

06/04


2020

Abreu e Lima: Murilo do Povo adere a Gadelha

Quem mais saiu fortalecida no final do prazo de filiação, encerrada no último sábado, foi a frente liderada pelo ex-prefeito e pré-candidato a prefeito de Abreu e Lima, Flávio Gadelha. Entraram no projeto o pré-candidato a vice Murilo do Povo, presidente da Câmara de Vereadores e o terceiro colocado em todas as pesquisas de intenção de voto, até então. Também aderiram a chapa os vereadores Zeferino, Rostand, Natalício e a vereadora Salomé. Os partidos já reunidos são o PSL, DEM, Cidadania e o MDB.

A “Frente Política” encabeçada por Gadelha foi montada com o objetivo conjunto de resgatar e desenvolver a cidade de Abreu e Lima, promovendo a volta dos serviços de qualidade como Saúde, Educação, Emprego e Renda, Qualificação Profissional e Segurança. O movimento ainda está promovendo reuniões com outras correntes políticas que, segundo o idealizador, compartilhem o perfil transformador e desenvolvimentista para a cidade de Abreu e Lima.


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06/04


2020

Três partidos declaram apoio a Raffiê em Caruaru

O pré-candidato à Prefeitura de Caruaru pelo PSD, Raffiê Dellon, conquistou o apoio do Solidariedade, do Partido Verde e do Democracia Cristã. Essas legendas juntas com o PSD já contabilizam um tempo considerável de rádio e de televisão.

Administrador e professor universitário, o jovem de 29 anos foi diretor da JUCEPE (Junta Comercial de Pernambuco) em Caruaru e diretor da 4ª CIRETRAN (Circunscrição Regional de Trânsito). Raffiê foi candidato a vice-prefeito na última eleição de 2016.

“Construímos bem a pré-campanha, consolidamos nossa proporcional com cerca de 70 pré-candidatos, alinhamos bem o apoio dos partidos, os quais sou grato, e temos na figura do deputado federal André de Paula o início dessa aposta, por ter acreditado que é possível fazer diferente. Somos a nova política de Caruaru, com responsabilidade, conteúdo, conhecimento de cidade, capacidade de debate e 100% ficha limpa”, disse o pré-candidato.


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O Jornal do Poder

06/04


2020

O vírus virou um animal político

O vírus está sendo politizado, ideologizado. Aristotelicamente, o vírus virou um animal político, proclama o bicho-grilo Adalbertovsky em sua cantoria nas cavernas da Jaqueira. “Em tempos autoritários afloram as maldades humanas e desumanas. A pandemia também suscita e uma guerra de comunicação. O combate ao governo está sendo conduzido com a mesmo virulência do combate ao vírus. O Capitão amplia frentes de batalha em todas as áreas e vez por outra emenda os bigodes até com o ministro Mandetta”.  

“Já brigou com Bebianno, o General Santos Cruz, com Joice Hasselman, com o pornô Alexandre Frota, com Luciano Bivar, o major Olimpio, com o governador Ronaldo Caiado, com Dória, com Witzel, com a Folha de S. Paulo, com a Globo, com a mãe de pantanha. A outra metade briga com ele. O filósofo Olavo de Carvalho bota lenha na fornalha. Faz parte da síndrome antropofágica, devorar a si mesmo. Só não briga com o líder no Senado, Fernando Bezerra Coelho, porque o cara é ninja, sabe trabalhar”.

“Assim como foi gerada ao longo do tempo a onda anti-PT e anti-Lula, está sendo alimentada, de grão em grão, a onda anti-Bolsonaro. Convém não subestimar, a soberba é má conselheira. O comandante em chefe da Embratur, multi colaborador Gilson Machado Neto, deve estar ligado em acionar aliados fiéis na área de comunicação para explorar a derivada positiva do governo”.     

“Desde os primórdios os vírus e as bactérias flagelam a humanidade terrestre. Imaginem que daqui a três ou quatro meses ou um ano, se Zeus quiser e os pesquisadores também, a pandemia será vencida pela ciência, o vírus será esquadrinhado, haverá controle ou vacina. Aleluia, aleluia! Até hoje o Homo Sapiens não conseguiu construir uma armadura para se blindar contra esses inimigos microscópicos”. A crônica imunológica do bicho-grilo Adalbertovsky está postada no Menu Opinião.  


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06/04


2020

Mais um aniversário na liderança nordestina

Tem uma frase de Mário Quintana que diz que o passado não reconhece o seu lugar, está sempre presente. Se o tempo voa, como diz a expressão popular, os 14 anos da criação pioneira do meu blog no Nordeste se conjugam sempre no presente, porque a notícia é presente. Parece ontem, quando instalei essa ferramenta de trazer os fatos on-line e em tempo real para os leitores acostumados com a hoje velha e carcomida notícia desenhada e consumida no papel.

Mas já se passaram quase uma década e meia quando meu blog deu a luz e luz à notícia. Naquele dia, um 10 de abril, muita gente pensou que eu havia enlouquecido. Botar no ar um site de notícias para moer por uma internet ainda sem cultura de leitura num Nordeste desdentado e de pouca gente instruída foi querer ser chamado de maluco. 

E saí Nordeste adentro fazendo palestra. Didaticamente, explicava pacientemente o que era blog, o que diferenciava de um portal e da forma de transmissão da notícia nos padrões tradicionais da época.

Numa cidade típica de interior bem paradão e conservador, uma senhora saiu da plateia resmungando. Um ano depois, voltei à mesma cidade, ao mesmo recinto, desta feita para lançar um livro. A dita cuja foi a última a receber meu autógrafo.

Me pegou pelo braço e sapecou: "Você sabe que eu te odeio? Sabe por que? Há um ano estive aqui, vendo sua palestra sobre blog. Depois, com menos de um ano, essa cidade virou uma praga de blogueiros". E deu uma sonora gargalhada comigo.

Hoje, 14 anos depois, sou chamado de pai dos blogueiros em Pernambuco. Na mesma velocidade que o meu se instalou surgiram blogs  para todos os gostos. O mais simbólico é o do Finfa. Meu motorista por um tempo que perdi de vista, Júnior Pires, o Finfa, pediu afastamento da minha empresa sem me explicar a razão. Informou apenas que estava de volta ao nosso torrão natal, Afogados da Ingazeira, no Sertão do Pajeú.

Finfa era motorista forjado em cabine de avião. Com ele caprichando no acelerador, o carro criava asas. Escapei da morte em muitos episódios. Certa vez, saindo da visita do ex-ministro José Dirceu no sítio em que se exilou em Itapetim, já início da noite, Finfa só viu uma ponte à frente interditada e funcionando apenas com um faixa quando ficou frente a frente com o perigo.

Imediatamente, engatou uma segunda, puxou o freio de mão e gritou: "Salve-se quem puder". Quase chego no céu antes do meu amigo Valdir Telles, para ouvir o canto de João Paraibano aos anjos.

Mas, voltando ao início do moído, só soube mesmo a razão de Finfa ter me largado quando recebi na minha Redação, no Recife, pelas mãos da secretária Geisa Souza, um convite. Tava lá inscrito, bem bonitinho: coquetel de abertura do blog do Finfa em Afogados da Ingazeira.

Pois é, trocou o volante por mensageiro da notícia em tempo real como centenas de outros profissionais de ramos os mais diferentes que nunca imaginavam um dia ser porta vozes da notícia. Aí, iincluam-se poetas, radialistas, escritores, amantes das letras, contador de causos, fofoqueiros, agentes de polícia e até radioamadores.

Com a internet, a notícia deixou de ser monopólio de grupos tradicionais da comunicação para instrumento democrático.  Ninguém é mais dono da informação. A notícia deixou o papel e se transferiu para a palma da sua mão, na tela do seu celular.

E minha mais nova cria, a quatro mãos com José Nivaldo Júnior, faz chegar a notícia até você pelo seu Whatsapp: o jornal O Poder, a nova febre de consumo, inicialmente em Pernambuco com destinação nacional. Em menos de dois meses, já atraiu mais de dez mil assinantes com uma edição diária às 19 horas e seu filhote, às terças e quintas, de 13 horas, o Poder Municipal.

Nesta quarta, não posso nem partir o bolinho dos 14 anos por causa dos tempos de pandemia do coronavirus. Mas, como tenho certeza que tudo isso vai passar como tudo passa na vida, que esperemos 2021 para uma festa de arromba dos 15 anos, como fizemos com a dos dez anos.

Não tem festa física, para abraçar meus amigos e leitores, mas tem festa de números: fechamos o décimo quarto ano sem perder a liderança no Nordeste. Segundo os mais variados instrumentos de averiguação de acessos, estamos no topo como o blog de política mais lido da Região.

Aprendemos com o passar do tempo a manusear régua e compasso.

Um abraço virtual aos mais de meio milhão de brasileiros que nos acompanham.


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Prefeitura de Limoeiro

06/04


2020

Empresário disputa pelo MDB em Machados

Prego batido e ponta virada, essa foi a frase que o empresário João Morais (MDB) disse ao término do período de filiações que se encerrou no último sábado ao ingressar no partido para disputar a Prefeitura de Machados. O grupo do empresário optou pelo MDB para disputar as eleições de 2020, levando dois vereadores  - Luciano da Funerária e Manoel de Deda. Montou uma chapa  de candidatos a vereador bastante competitiva e com nomes novos da política machadense. 

O grupo apoiado pelo senador Fernando Bezerra Coelho (MDB), o deputado federal Fernando Filho (DEM) e o empresário Artur Morais tem chances de emplacar a Prefeitura. Uma fonte ligada ao empresário informou que até as convenções novas adesões serão anunciadas com impacto no cenário político na terra das bananas.

Quanto ao vice,  será anunciado nos próximos meses. "O vice vem para completar o nosso projeto, a escolha do vice é tão importante quanto quanto o prefeito", disse. 

Com as articulações em andamento e com o crescimento do grupo, as eleições em Machados terá três chapas na disputa. Além do empresário, estarão na disputa o vice prefeito Juarez da Banana e o ex prefeito Cido Plácido.


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Shopping Aragão

06/04


2020

Aras sobre a crise: presidente tem certas imunidades

Por Estadão Conteúdo

Pressionado a agir para enquadrar Jair Bolsonaro diante de suas polêmicas atitudes na condução da crisedo coronavírus, o procurador-geral da República, Augusto Aras, afirmou que a instituição deve se afastar de disputas políticas. Para o chefe do Ministério Público Federal, o presidente tem "liberdade de expressão" e os Poderes devem se guiar pelo consenso social.

"A Procuradoria-Geral da República não é casa de solução política. É casa da legalidade. Para cassar presidente, é preciso ir ao Congresso", disse Aras ao Estado. "Os poderes Legislativo e Executivo, eleitos pelo povo, devem se guiar pelo consenso social resultante do amplo debate instalado em todos os seus segmentos. Diversamente, as duas magistraturas, especialmente o Ministério Público, devem buscar sua legitimação no dever de fundamentar seus atos e decisões na Constituição e nas leis do País", argumentou.

Aras arquivou, recentemente, pedido de subprocuradores para obrigar Bolsonaro a seguir recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) no combate à pandemia. "É preciso separar Estado e governo", afirmou ele. "O Estado brasileiro está funcionando normalmente, com técnicos empenhados no combate à covid-19. O governo, na figura do presidente, tem liberdade de expressão e goza de certas imunidades, assim como os parlamentares. Eventuais medidas que contrariem as orientações técnicas poderão ser passíveis de apreciação judicial."

Confronto

A falta de reações mais enfáticas por parte dos Poderes abriu espaço para governadores como João Doria (PSDB) e Wilson Witzel (PSC) assumirem o papel de antagonistas do presidente.

Doria chegou a pregar a desobediência aos insistentes apelos de Bolsonaro para a abertura do comércio. "Não sigam as orientações do presidente", aconselhou o governador de São Paulo. Witzel, por sua vez, sugeriu que Bolsonaro seja julgado internacionalmente por "crime contra a humanidade". Doria e Witzel sonham em disputar o Planalto, em 2022, quando o presidente planeja concorrer à reeleição.

Aliados de primeira hora, como o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), foram se desgarrando de Bolsonaro no primeiro mês da pandemia. Embora o caso mais notório seja o de Caiado, o governador do Acre, Gladson Cameli (Progressistas), também afirmou que os embates provocados pelo presidente são "desnecessários" e acabam por deixá-lo cada vez mais isolado.

Próximo de Bolsonaro, Cameli disse não saber quem está aconselhando o presidente. "Prefiro dizer que não entendo qual é a estratégia", resumiu o governador do Acre. "Quando eu falar com ele, vou dizer que ele está tirando autoridade dos ministros e dos governadores. Todos estão em alinhamento. Por que só o presidente não está? Até Donald Trump (presidente dos EUA) está voltando atrás, tomando outras medidas. Por que ele não está fazendo isso?", questionou.


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06/04


2020

Covid-19: Brasil testará tratamento com plasma

Por Estadã Conteúdo

Os Hospitais Albert Einstein e Sírio-Libanês, em parceria com a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), testarão o uso de plasma sanguíneo de pacientes já recuperados da covid-19 em doentes que ainda têm a infecção. As instituições receberam anteontem o aval da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) para fazer o estudo em humanos e iniciarão nesta segunda-feira, 6, a triagem de possíveis doadores de plasma.

A autorização para a pesquisa brasileira veio um dia após a Food and Drugs Administration (FDA), agência de medicamentos americana, autorizar estudo similar com pacientes dos Estados Unidos.

Poderão receber infusões de plasma dentro da pesquisa pacientes graves internados em leitos de UTI ou na unidade semi-intensiva, em um período anterior ao da intubação e que ainda não tenham apresentado nenhuma resposta imunológica durante o pico da doença.

Rizzo explicou ao Estado que serão considerados doadores aptos pessoas que: 1) tiveram covid-19 há mais de 15 dias e há menos de 45 dias; 2) não apresentam mais sintomas; e 3) tiveram confirmação laboratorial prévia de infecção pelo vírus, mas que não apresentam mais o material genético do vírus em seu organismo.

Os possíveis doadores devem ainda apresentar anticorpos neutralizantes, moléculas capazes de combater a infecção. O protocolo brasileiros é baseado no da Universidade Johns Hopkins, que fará os estudos com plasma nos EUA.

Após a aprovação da pesquisa americana, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou nota afirmando que estudos com plasma "têm sugerido resultados promissores, porém derivam de análises não controladas e com tamanho limitado de amostras". Para o órgão, os estudos feitos até agora são insuficientes para comprovar a eficácia, o que requer pesquisas mais aprofundadas.

Os cientistas acreditam que o plasma de um indivíduo em recuperação pode ajudar um paciente doente por já conter anticorpos contra a infecção. "Essa pesquisa é baseada em experiências anteriores que, há mais de cem anos, identificaram que o plasma de convalescentes podia ser útil no tratamento de pessoas ainda durante a infecção", explica Luiz Vicente Rizzo, diretor-superintendente de pesquisa do Einstein. "Este conceito é denominado transferência passiva de imunidade. Se a terapia funcionar, ela poderá fornecer os anticorpos necessários para aqueles que ainda não os têm em níveis capazes de protegê-los, levando a uma melhora dos sintomas e à diminuição do vírus no organismo."


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06/04


2020

Maia: assessores de Bolsonaro atacam Congresso pelas redes

O Globo

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que os ataques nas redes sociais contra o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF) são comandados por assessores do presidente Jair Bolsonaro que se comportam como “marginais”. Em entrevista ao programa “Canal Livre”, da Band, veiculada na madrugada de segunda-feira, Maia acrescentou que o governo deveria agir para “salvar vidas e empregos” em vez de “criar conflitos e insegurança”.

– Essas brigas paralelas comandadas por um gabinete do ódio, comandadas por assessores do presidente que são mais marginais do que assessores do presidente, não vão de forma nenhuma mudar atitudes do Parlamento brasileiro. Continuamos votando. Nós que aumentamos o valor da renda mínima – disse o presidente da Câmara, em referência ao repasse de R$ 600 para os trabalhadores informais.

Na avaliação de Maia, o governo é lento para reagir à crise provocada pela pandemia do novo coronavírus. Ele afirmou que as medidas na área da Saúde estão “caminhando” – o ministro Luiz Henrique Mandetta é seu aliado –, mas criticou o ritmo de ação da área econômica.

– Em vez de ficar fugindo da sua responsabilidade, em vez de ficar criando conflitos e insegurança com a sociedade, o Palácio do Planalto poderia estar atuando e atuando para salvar vidas, empregos, salvar a renda dos mais vulneráveis. Mas, infelizmente, alguns no Palácio preferem, junto com o presidente, esse gabinete do ódio, continuar conflitando com Parlamento e Supremo do que dar soluções. Talvez porque não saibam onde encontrá-las – ironizou Maia.

O presidente da Câmara disse ainda que os ataques são financiados por empresários e orientados pelo escritor Olavo de Carvalho – ele ressaltou que Mandetta virou alvo depois que se tornaram evidentes as diferenças entre as orientações do ministro e de Bolsonaro. Maia acrescentou que, na prática, as medidas apresentadas pelo governo seguem a linha do que é defendido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mas que o posicionamento de Bolsonaro, favorável a uma retomada imediata das atividades econômicas, atrapalha o país.

– Ele (Bolsonaro) acaba, sem dúvida nenhuma, atrapalhando. Claro que ele não escreve (o que defende), porque a assessoria dele não deixa, porque uma decisão de assinar um documento desses... Se o Brasil tiver problemas parecidos, e parece que teremos, com o de outros países, se ele (presidente) assinar alguma orientação formal que vá contra a orientação de seu próprio ministro e da OMS, certamente ele responderá pessoalmente a essa decisão de liberar o isolamento sem ter um embasamento legal para isso – afirmou Maia.

Bolsonaro já sugeriu que poderia assinar um decreto ou Medida Provisória ampliando a lista de atividades essenciais em meio ao estado de calamidade pública, o que permitiria a reabertura de estabelecimentos comerciais no país. A medida, no entanto, não foi implementada.

Em relação ao processo eleitoral, Maia afirmou que não é contra o adiamento da eleição, marcada para outubro, caso a crise do coronavírus não esteja sob controle até lá. O presidente da Câmara ponderou, no entanto, que o pleito precisa ocorrer até o fim do ano, para que não haja prorrogação de mandatos.


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