FMO janeiro 2020

22/01


2020

Evento debate ações de segurança pública para o NE

A Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste é o mais novo centro de discussão sobre ações de segurança pública para a região. A autarquia será a anfitriã de evento promovido em parceria com o Consórcio Intermunicipal de Segurança Pública e Defesa Social de Pernambuco (Conseg/PE) para debater o tema. O encontro acontece amanhã, na sede da autarquia em Recife, a partir das 8h.

A ideia do encontro é apresentar as atividades do grupo intermunicipal como uma proposta a ser replicada em outros estados da área de atuação da autarquia, facilitando a tomada de decisão e financiamentos de medidas de segurança pública. O consórcio reúne, atualmente, 11 cidades pernambucanas. Outras 22 já assinaram protocolo de intenções para também integrarem o coletivo, de acordo com o secretário executivo de gestão do Conseg/PE, Sílvio Barbosa de Miranda. “Trata-se do primeiro consórcio público sobre o tema no Brasil. A proposta é ser uma ferramenta de integração das políticas públicas de segurança e defesa social”, explica.

São esperadas as presenças do Ministro da Cidadania, Osman Terra e do Secretário Nacional de Segurança Pública, general Guilherme Theophilo. O intuito é estimular a participação federal em ações do consórcio para prevenção à violência e investimentos na melhoria das condições de trabalho das guardas municipais. O evento também deve contar com a presença de receber prefeitos de municípios pernambucanos e agentes de segurança pública.


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André

Silvio Miranda, sempre executando ações importantissmas para nosso estado!


Detra maio 2020 CRLV

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01/06


2020

Petrolândia: Pré-candidato denuncia calote em seu hospital

O PT de Pernambuco, liderado pelo senador Humberto Costa, já sinaliza que vai romper com o governador Paulo Câmara (PSB) de olho na sucessão estadual em 2022. O partido parece que já abandonou os afagos de 2018 e parte para cima do governador.

Enquanto Paulo Câmara tem enfrentado problemas no combate a Covid-19, os petistas começam a atacar o governo estadual e lançar candidatos em bases do PSB. Pelo visto, quem está encarregado disso é o deputado federal Carlos Veras, que articulou a ofensiva ao partido de Paulo Câmara em Petrolândia.

Quem usou a palavra para atacar o governador e acusar o Governo de Pernambuco de calote foi o médico João Lopes, durante uma live festiva e também em suas redes sociais. De acordo com o médico, o Estado não paga ao seu hospital há mais de 14 meses e que, ainda segundo ele, o deputado Carlos Veras está ajudando para o resolver o problema.


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Abreu e Lima - Maio

01/06


2020

TJPE escolhe nomes para desembargador eleitoral

O Tribuna de Justiça de Pernambuco (TJPE), em sessão remota do pleno realizada na manhã de hoje, escolheu os novos nomes para compor as listas tríplice para a vaga de desembargador eleitoral titular e substituto. Eles irão compor o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) após escolha do Presidente da República. Advogada desde 2006, a especialista em Direito Eleitoral Diana Câmara recebeu 31 votos para compor a lista para a vaga de desembargador eleitoral efetivo na classe advogado. Também pleiteante, André Caúla obtive 18 votos. O advogado Plínio Nunes desistiu pouco antes da votação.

Agora, Diana Câmara passa a compor a lista tríplice que já está em trâmite no Tribunal Superior Eleitoral com os advogados Rodrigo Beltrão e Paulo Maciel, que tiveram 25 e 24 votos respectivamente. Essa lista estava incompleta, após decisão do TSE para substituir um dos candidatos (Delmiro Campos). A escolha do TJPE segue para o Tribunal Superior Eleitoral e em seguida para o Presidente de República escolher um dos três nomes. Se Diana Câmara for a escolhida, será a única mulher a ocupar um assento de titular no pleno do TRE/PE.

Para a outra lista, de desembargador eleitoral suplente, também na classe advogado, concorreram os advogados Leonardo Maia, Marcelo Tenório, Bruno Brennand e Plínio Nunes, que receberam 51, 48, 45 e 5 votos, respectivamente. Os três primeiros nomes seguem para o TSE e também aguardam a deliberação do chefe do Executivo.

O TJPE também escolheu os nomes de Cátia Luciene Laraneira de Sá e Marcos Vinícius Nonato Rabelo Torres para as vagas de Desembargador Eleitoral Substituto da Classe de Juiz de Direito.


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Prefeitura do Ipojuca

01/06


2020

Marília: Estado não se preparou para o pós-lockdown

A deputada federal Marília Arraes volta a cobrar do Governo do Estado e Prefeitura do Recife uma articulação maior com a sociedade para debater e pensar em estratégias de enfrentamento à pandemia do coronavírus. Marília diz que as medidas de flexibilização da quarentena que serão anunciadas hoje pelo Governo do Estado estão sendo tomadas sem que haja uma consulta ampla à sociedade.

“Desde o início da pandemia tenho alertado que em nenhum momento houve a devida articulação do Estado para tomar decisões mais acertadas e seguras. As medidas que serão anunciadas, por exemplo, não envolveram setores da saúde e também entidades como FIEPE, CDL, Sebrae e Porto Digital”, afirma Marília.

Marília Arraes também lembra que até hoje não houve uma reunião com a bancada federal de deputados e senadores de Pernambuco. “A propaganda oficial fala de diálogo e de união para salvar vidas, mas Governo do Estado e Prefeitura do Recife não fazem isso na prática. Tomam decisões isoladas em gabinetes, sem uma articulação com os demais prefeitos da Região Metropolitana, numa posição claramente política”, complementa.

Para Marília, o pós-lockdown deve ser encarado como uma ação preventiva que vai requerer conscientização, organização e disciplina tanto por parte da sociedade quanto das entidades e do setor público. Ela lembra que em São Paulo, por exemplo, já há a informação de que requisitos da Organização Mundial de Saúde (OMS) para a flexibilização do isolamento social não estão sendo cumpridos.

“Será que Pernambuco cumpre os pré-requisitos da OMS?”, pergunta Marília reforçando que continua à disposição para, ao lado da bancada federal, contribuir com esse debate. “Quem governa precisa ter equilíbrio neste momento para distinguir o interesse público da política”, conclui.


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01/06


2020

Gravatá: Vereadores questionam ações da Prefeitura

Em nota enviada ao blog, há pouco, vereadores de oposição do município de Gravatá, no Agreste, questionam as ações do governo municipal no combate ao novo coronavírus. Confira abaixo:

Caro Magno,

Após a veiculação sobre o assombroso número de casos da Covid-19 de nossa cidade em seu respeitado Blog, no último sábado, cumpre a oposição de Gravatá esclarecer alguns fatos que parecem distantes da retórica ilusionista do prefeito Joaquim Neto (PSDB).

1. Inicialmente, é necessário salientar que considerando o momento que o país atravessa, especialmente nossa cidade, o que se exige dos representantes dos poderes Legislativo e Executivo é uma concentração de força suprapartidária e inclusiva. O adversário que precisamos combater nesse momento não tem sigla nem filiação partidária, atinge todos nós e se mostra maior a cada dia.

2. Infelizmente, o tom adotado pelo prefeito, negando a situação extremamente preocupante em que Gravatá se encontra, com índices piores que a maioria das grandes cidades do interior do estado, já é uma atitude aquém do cargo que ele representa. Ao invés de negar o óbvio, ele deveria agir com o rigor do compromisso e da verdade, pelo menos com os dados substanciados pelos indicadores de Saúde do estado.

3. O prefeito em nenhum momento criou um gabinete de crise, convidando o legislativo e sociedade civil para acompanhar os dados e sugerir ações de enfrentamento a essa grave crise sanitária que estamos vivenciando. Avesso aos processos democráticos e participativos de governar, o prefeito infelizmente prefere partidarizar a crise e erguer palanques antes da hora.

4. É mentirosa a informação sobre a criação de 31 novos leitos de UTI no Hospital Municipal. O que houve, vergonhosamente, foi apenas uma adaptação, sabe-se lá a qual modo e cumprindo quais exigências das autoridades de saúde. As informações dão conta que desses supostos 31 leitos adaptados, apenas uma meia dúzia está funcionando, após receberem pequenas modificações.

Sem a menor preocupação em cumprir as regras de isolamento, o atendimento aos casos suspeitos de Covid-19 é feito no mesmo espaço dos demais enfermos, colocando em risco outras vidas, e talvez, estando nesse fato as razões de tantos casos se multiplicarem em nosso município.

5. É repugnante, do ponto de vista humano, assistir a confissão do gestor da compra de 400 sacos para enterrar cadáveres. Quem gasta com prevenção e cumprindo verdadeiramente o que indica as autoridades sanitárias, está investindo em equipamentos, respiradores, remédios, testagens. Está mais preocupado em salvar vidas do que em sepultá-las.

Não é de hoje que Gravatá causa espanto ao Brasil quanto o assunto é saúde pública. Ainda não foi esclarecido o triste episódio da morte de cinco idosos em 15 horas na nossa unidade de saúde, matéria amplamente divulgada inclusive na imprensa nacional.

6. A assistência básica do município é tão deficiente, que do montante de mais de sete milhões destinados pelo Governo Federal para o município, dados do Portal da Transparência dão conta que menos de R$: 7.000,00 (sete mil reais) foram investidos em medicamentos. Não temos sequer o número de testes adquiridos e insumos básicos, como receituário azul nos postos de saúde.

É nosso dever saber quantos EPIs, testes, medicamentos para os protocolos iniciais e a presença efetiva de profissionais de saúde em nossas unidades. Queremos acompanhar, o povo nos legitimou através do mandato eletivo e não nos calaremos diante de notas que fogem da realidade e se aproximam da ilusão irresponsável presente em todas as áreas da sua gestão, principalmente na saúde.

7. Gostaríamos, senhor prefeito, que fosse criado um comitê específico pela Prefeitura Municipal , reunindo bancada da oposição, terceiro setor, sociedade civil e entidades representativas de Gravatá, para que pudéssemos acompanhar de perto as ações que o senhor brada na mídia, mas não vemos na vida real do povo de nossa cidade. Ou o senhor divulga antes de acontecer, ou está se referindo a outro município, menos Gravatá.

8. Até agora, nenhuma sinalização do senhor para socorrer nosso setor hoteleiro e demais ramos das vocações empreendedoras da cidade. Nossos comerciantes e trabalhadores informais estão sendo duramente penalizados e não recebem um só gesto do governo municipal, enquanto não podem retomar suas atividades normais.

9. Fomos eleitos pela mesma força do voto que elegeu o senhor. Dentro do parlamento precisamos ser de fato a caixa de ressonância da nossa população. Cobrando, fiscalizando, exigindo a verdade e a transparência dos recursos.

O momento não é de "quanto pior melhor", nem é essa a oposição que entendemos que precisa ser feita. Mas o povo de Gravatá sabe que não vive no fantástico mundo imaginário que só existe nos discursos do senhor prefeito e dos seus seguidores, aliás cada vez em número menor. Venha com a gente conhecer a realidade das nossas unidades de saúde sem médicos, do Hospital Municipal (reconhecidamente um dos piores de Pernambuco!), os retrocessos na educação das nossas crianças e os caos administrativo implantado pelos seus asseclas sob sua liderança.

10. Vamos debater a Gravatá da realidade que o senhor procura esconder. A bancada de oposição está unida, vigilante e preocupada. Estamos falando de vidas e de famílias gravataenses que estão morrendo em número cada vez maior pela falta de gestão capaz de responder com trabalho sério e transparência a crise sanitária que enfrentamos.

Mas a maior crise de Gravatá vem de antes. É administrativa e tem o DNA do prefeito. Sua arrogância, seu desapego à verdade e seu autoritarismo levou nossa cidade a viver nesses últimos anos um dos piores momentos de sua história, amargando tristes recordes de desemprego e recebendo os piores serviços públicos já prestados aos gravataenses.

A hora, para nós da oposição e para todos os gravataenses preocupados com o crescente número de casos e de mortes por Covid-19 em nossa cidade é de união, trabalho sério e fiscalização responsável.

Vereadores da Oposição de Gravatá

Paulo Apolinário (PSB)

José Luiz – Miaeiro (PSB)

Gilvando Soares – Bolo da Areia (PSB)

José Romildo – Nego Suíno (PSB)

Marcelo Pereira – Marcelo Motos (PSB)


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Banco de Alimentos

01/06


2020

José Múcio e Collor, as lives da semana

Na sequência de entrevistas com personalidades nacionais pelas lives do Instagram do blog, amanhã, o convidado é o presidente do Tribunal de Contas da União, José Múcio Monteiro. Já na quinta (04), o ex-presidente e senador por Alagoas Fernando Collor (PROS).

Na pauta de ambos, a crise na saúde pública provocada pela pandemia do coronavírus e suas consequências na política e na economia. Sempre às 19h. Se você não segue ainda o Instagram do blog, o endereço é @blogdomagno.


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Prefeitura de Serra Talhada

01/06


2020

FBC articula R$ 49,8 mi para municípios pernambucanos

O senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) articulou o repasse de R$ 49,8 milhões do Ministério da Saúde para os municípios de Pernambuco fazerem frente às despesas com a pandemia do coronavírus. Os recursos extraordinários contemplam 18 municípios de todo o estado, inclusive da Região Metropolitana, onde o número de casos de Covid-19 é maior.

“Os recursos que articulamos junto ao Ministério da Saúde é um importante reforço para as prefeituras investirem em leitos e equipamentos de proteção individual e contratarem pessoal. Sabemos que a principal medida para conter o avanço do coronavírus é o distanciamento social, mas os municípios precisam estar preparados para vencer esta primeira onda da pandemia e preservar o maior número de vidas”, afirma o senador.

Fernando Bezerra Coelho lembra que o montante viabilizado junto ao Ministério da Saúde soma-se aos recursos que estão sendo disponibilizados pelo governo federal para o enfrentamento da pandemia em todo o país.

“O governo federal tem feito todo o esforço para ajudar estados e municípios neste momento de dificuldade, inclusive, liberando recursos para aliviar as finanças, que sofreram forte impacto com a perda de arrecadação. Os recursos do pacote de ajuda aprovado pelo Congresso Nacional devem chegar nos próximos dias, a tempo, portanto, do pagamento da folha e assegurando a manutenção de serviços essenciais”.


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O Jornal do Poder

01/06


2020

Se o vírus Ching-Ling fosse Made in EUA

O que aconteceria se o vírus maledeto fosse imperialista americano de nascença ao invés de ser comunista chinês da gema?! Se fosse Made in USA e não um Ching-Ling?!  Eis o miolo da crônica surrealista do bicho-grilo Adalbertovsky. Lá vai ele: “Se o inseto fosse eleitor do republicano Donald Trump e não do comunista Xi Jinping?! Se falasse inglês e não o Mandarim?!’. 

“Acusado de manipular o monstro nos laboratórios da CIA, o pobrezinho Donald Trump seria denunciado como inimigo da humanidade pela intelligentsia vermelha internacional, sofreria um Impichi e nunca mais pisaria na Casa Branca, nem morto”.

“Breaking news: ao som do hino da Internacional Comunista – “De pé, ó vítimas da fome/ de pé, famélicos da terra” –  Karl Marx ressuscitaria no cemitério capitalista de Highgate em London city, para proclamar a falência do sistema capitalista e  implantar o paraíso comunista neste vale de lágrimas e de dólares, sob a bênção do Papa globalista comunizante”.  

“Acusado de ser cúmplice de Donald Trump na manipulação do vírus imperialista, o Capitão seria acusado de crime de lesa-pátria, impichado e preso em primeiríssima instância, além de pedir desculpas ao inocente Adelio por tê-lo injuriado. O bode rouco celebraria: “Ainda bem que a natureza criou esse monstro” imperialista para libertar os companheiros das garras do capitalismo reacionário e reconduzir a mundiça da seita vermelha ao poder”.

“Contemplada com o Prêmio IgNobel de Física por ser autora da teoria escalafobética de estocar ventos orgânicos, a Mulher da Mandioca Vermelha seria reconduzida ao Palácio do Planalto para completar o mandato que lhe foi usurpado pelos golpistas virulentos durante o Impichi em 2006”. A crônica surrealista do bicho-grilo Adalbertovsky está postada no Menu Opinião. Metam os peitos! 


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Comentários

Fernandes

EUA e Brasil: Dois desgovernos eleitos por evangélicos. Dois desgovernos que odeiam a Ciência.


Shopping Aragão

01/06


2020

67% têm orgulho de ser brasileiro e 29%, vergonha

Do G1

Pesquisa do Instituto Datafolha publicada no site do jornal “Folha de S.Paulo”, no final da noite de ontem, mostra que a maioria dos brasileiros tem "mais orgulho do que vergonha" (67%) do país. De acordo com a mesma pergunta, 29% sentem "mais vergonha do que orgulho". 3% não sabem ou deram outras respostas.

Este número de brasileiros que sentem "mais orgulho do que vergonha" mostra a primeira queda desde que este índice começou a subir, em junho de 2017. Na época, quando o país era governado por Michel Temer, 50% dos eleitores sentiam "mais orgulho do que vergonha" de serem brasileiros, enquanto 47% relataram sentir "mais vergonha do que orgulho" – outros/não sabem eram 2%.

O levantamento divulgado ontem, ouviu 2.069 pessoas nos dias 25 e 26 de maio. As entrevistas foram feitas por telefone. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais.

Tem mais orgulho do que vergonha ou mais vergonha do que orgulho de ser brasileiro?

Mais orgulho do que vergonha: 67%
Mais vergonha do que orgulho: 29%
Não sabe/Outras respostas: 3%

Sentimento em relação ao Brasil de hoje: medo ou confiança

Com medo do futuro: 57%
Com confiança no futuro: 41%
Não sabe: 2%

Sentimento em relação ao Brasil de hoje: esperança ou medo

Com mais esperança do que medo: 53%
Com mais medo do que esperança: 46%
Não sabe: 1%

Sentimento em relação ao Brasil de hoje: seguro ou inseguro

Inseguro: 69%
Seguro: 30%
Não sabe: 1%

Sentimento em relação ao Brasil de hoje: animado ou desanimado

Desanimado: 59%
Animado: 39%
Não sabe: 11%

Sentimento em relação ao Brasil de hoje: feliz ou triste

Triste: 63%
Feliz: 34%
Não sabe: 3%

Sentimento em relação ao Brasil de hoje: tranquilo ou com raiva

Tranquilo: 52%
Com raiva: 42%
Não sabe: 6%


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01/06


2020

Um junho mudo e de cinzas

Por Mariana Teles*

O ano é de 2020. Amanhece junho, segunda feira. No calendário é o sexto mês do ano, aquele que marca a metade da volta que damos em torno do sol a cada 365 dias.

É o tempo junino. Basta o frio começar a aparecer que a gente intuitivamente segue o caminho do interior. Caruaru já estaria em festa. Petrolina e Arcoverde iluminando o sertão de uma ponta a outra. Lá no frio da Serra Negra de Bezerros o forró já estava "comendo no centro". Do outro lado da fronteira, na minha igualmente amada Paraíba, Campina Grande já fazia a mágica de deixar o mundo dentro do Parque do Povo. Era tempo de São João. Santo Antônio. São Pedro. Para cada santo, um forró/romaria diferente. 

No nordeste, essa virada de calendário é um ritual. Com direito a cheiro, cores, sons e sabores. Zé Marcolino, compositor imortalizado na voz de Luiz Gonzaga cantou lá atrás que: "todo tempo que houver pra mim é pouco, pra dançar com meu benzinho numa sala de reboco”. José Fernandes, outro compositor de pena iluminada emprestou ao velho Gonzaga aquela canção que se tornou hino do mês de junho: "olha pra o céu, meu amor, vê como ele está lindo..." 

Essa mistura de vozes e sons tornou o mês de junho um mês atípico para o povo sertanejo. Capaz de mexer com a nossa auto estima, de iluminar as vielas do interior com aquelas bandeirinhas coloridas cortadas de todo tamanho, de tirar a chita com cheiro de naftalina do armário e passar um pano no chapéu do São João do ano passado.

Além do som, que compõe a tônica das sanfonas, das zabumbas e do triângulo do mês de junho, o paladar do sertanejo parece adivinhar o tempo de comer canjica, pamonha e festejar o mês de junho com a boca e os pés, ora provando o gosto do milho assado, ora dançado dois pra lá e dois pra cá.

O São João é o Carnaval do povo do sertão. É o tempo que a gente escolhe para comprar aquelas "mudinhas" de roupa que passa o ano inteiro esperando. Que o parente que foi trabalhar no sudeste chega falando chiando e perguntando onde é o primeiro forró de pé de balcão para ir tomar uma pinga...

Esse ano, com a coronacrise que nos impõe a prisão domiciliar moderna, a saúde é o refrão da quadrilha que a gente precisa puxar. Mas dá um desgosto danado começar o mês de junho sem sentir o cheiro do povo na rua, das cidadelas do interior vivendo a ansiedade de saber qual o sanfoneiro e banda iam tocar no dia festejo.

Eu nunca vivi um ano sem São João. Não sei como o povo da minha terra vai viver esse mês de junho sem chegar nem perto de um forró pé de serra. Esse negócio de Live pra cá, live pra lá, pode prestar para um bocado de coisa, mas fica faltando a energia do povo misturado, o calor da fogueira e o trinado da sanfona. A gente gosta mesmo é de gente e de forró no meio da rua. 

Meus amigos músicos estão com os instrumentos guardados. A moça do cachorro quente não vai salvar ninguém da fome no final da festa. A cabeleireira do bairro não renovou o estoque de tinta para cabelo. A costureira não vai colocar o bico no vestido da menina que ia dançar quadrilha. O homem do som e do palco, não mandou tirar a poeira dos equipamentos. Uma indústria inteira, para além do entretenimento, mas responsável por mais de 5 milhões de emprego no país de mãos cruzadas e boca fechada. É um ano atípico. Nem as cinzas da fogueira de São João conseguem ser mais triste do que o mês de junho que amanhece hoje.

Um pedaço da identidade do nosso povo é cerceado. A gente tem que cuidar da saúde, pois muitos outros meses juninos virão, mas por enquanto, a gente também precisa cuidar daquela fogueira que aquece a alma, enche o coração, os ouvidos e deixa a gente dançando no imaginário de um São João colorido, alegre e com sanfona de verdade. E eu, sentindo a tristeza coletiva de todo nordestino, me recorro aos "meninos de Zé Marcolino", meus queridos Bira e Fatinha, e mando o mesmo bilhete para Siá Filiça. 

Cadê a lenha da fogueira 
Siá Filiça 
Cadê o milho pra assar 
Cadê aquele teu vestidinho de chita 
Que tu vestia pra dançar 
Cadê aquele sanfoneiro 
Que eu pedia pra tocar 
A canção da minha terra 
Um forró de pé-de-serra 
Que eu ajudava a cantar 
Quando me lembro disso tudo 
Siá Filiça 
Me dá vontade de chorar 
Cadê aquele balãozinho 
Siá Filiça 
Que coloria o meu lugar 
Minha esperança ainda dorme 
Siá FiIiça 
E eu com pena de acordar 
Quebrar panela no terreiro 
E a fogueira pra pula 
Uma quadrilha bem marcada 
E um belo São João de latada 
Que era bom pra namorar 
Quando me lembro disso tudo 
Siá Filiça 
Me dá vontade de chorar. 

Fico esperando a resposta, Siá Filiça em 2021. De preferência, com o São João começando logo em março, pra gente tirar o atraso de 2020.

*Advogada, poetisa e sertaneja


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01/06


2020

Eleitor atrevido da moléstia

Por sugestão de leitores matutos como eu, criado no mato (meu pai Gastão Cerquinha nos levava todo fim de semana para o sítio em Afogados da Ingazeira), inspirado entre a sonoridade triste e agourenta do acauã e o canto belo do sabiá, tenho contado muitas histórias que vivi entre a infância, a adolescência e já com cabelo na venta também.

Elas envolvem muito meu pai, seu legado de sertanejo afoito e apaixonado por cheiro de terra, romântico, daqueles que ainda mandam flores, que olham para a lua e da sua luminosidade extraem um poema. Mas a minha mãe, a flor Margarida, também é estuário dos bons, de onde é possível regar uma boa prosa. Mamãe morreu aos 86 anos, infarto fulminante. Foi uma guerreira. Pariu nove filhos, matou a fome de todos com tareco e mariola, como canta Petrúcio Amorim.

De personalidade dura como as pedras sertanejas, nunca levou desaforo para casa. Papai, político, mais conciliador e diplomático, reclamava que de vez em quando ela afugentava eleitores pelo temperamento meio a seu Lunga. Era o traço da sua honestidade. Dizia o que vinha na cabeça e ponto final.

Quando comecei a namorar Aline Mariano, hoje vereadora no Recife, mãe dos meus filhos Magno Filho e João Pedro, ela foi logo dizendo: "Mariano, aqui nesta casa não bota os pés".  Aline é filha do ex-deputado Antônio Mariano, já falecido, adversário político da minha família desde que me entendi de gente. Daí, a ira e decepção de mamãe. Foi um golpe na vida dela, mas o tempo se encarregou de deixá-la apaixonada por Aline, para quem depois não tinha defeitos, só virtudes.

Num dia de eleição na qual papai disputava mais um mandato de vereador, um cabra atrevido chegou lá em casa justamente na hora em que ela matava a sede das suas plantinhas nos jardins, ao lado da garagem. Dizendo ser eleitor fiel de papai, o cabra inventou de pedir a ela para lavar seus pés.

O sangue dos Martins da paraibana Monteiro fez ela dá um bote de cobra no cidadão. 

"Tenha vergonha na cara! Tais pensando que sou mulher largada? Olhe a mangueira aqui, pegue e lave".

Papai perdeu o voto, mas esse atrevimento ela não engoliu


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