FMO janeiro 2020

19/09


2019

Mangue BIT movimenta mercado de startups em PE

Para colocar o Ecossistema de Pernambuco no mapa global de Inovação, a comunidade Manguezal, que é formada por empreendedores que atuam de forma voluntária e independente, promove o Mangue BIT, conferência anual de startups e empreendedorismo da comunidade Manguezal. A edição deste ano aconteceu hoje, no Armazém 14, no Bairro do Recife.

A ação é um case de sucesso e mobiliza todo o Ecossistema. Lúcio Ribeiro, um dos organizadores, destacou o êxito da edição deste ano. "O evento tem crescido a cada ano. Nesta edição, o número de inscritos foi além das nossas expectativas. E a iniciativa tem o apoio de empresas como a AWS, da Prefeitura do Recife e do Governo de Pernambuco. É muito bom saber que estamos envolvendo todos os setores que promovem a Inovação para colocar Pernambuco no mapa global", salientou.

A superintendente de negócios de inovação do Porto Digital, Mariana Pincovsky, comentou a importância da iniciativa. "O legado do evento é fomentar as conexões das startups, proporcionando oportunidades de novos negócios e mostrar para a turma mais nova as possibilidades que existem dentro da área de Tecnologia. É mais uma iniciativa do Porto Digital, o lugar onde as conexões acontecem", declarou.

Presente ao evento, o secretário estadual de Ciência Tecnologia e Inovação, Aluísio Lessa, pontuou a necessidade de se movimentar o setor com eventos como o Mangue BIT. "O Ecossistema de Inovação de Pernambuco conta com o Porto Digital, que é exemplo para o Brasil em política de inovação. A organização está ligada a empresas globais e já tem o seu primeiro "unicórnio", a In Loco. O nosso Estado tem um potencial muito grande para a Inovação. Eventos como o Mangue BIT estimulam a criatividade e a produtividade das startups", concluiu.


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Detra maio 2020 CRLV

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05/06


2020

Cadê o pacto pela vida?

Petrolina viveu uma quinta-feira sangrenta, com o registro de quatro homicídios em diferentes localidades do município. Os crimes foram registrados entre a tarde e o início da noite de ontem e todas as vítimas eram do sexo masculino.

O primeiro homicídio foi registrado no bairro Terras do Sul, por volta de 15h. Um homem foi atingido por disparos de arma de fogo próximo à sua residência, não resistiu aos ferimentos e morreu no local. O outro Crime Violento Letal Intencional (CVLI) aconteceu no Projeto Senador Nilo Coelho – Núcleo 04.

Durante a noite mais duas pessoas foram mortas também por arma de fogo, no Loteamento Topázio, próximo ao Residencial Monsenhor Bernardino. O Blog do Waldiney Passos entrou em contato o delegado Magno Neves, que confirmou os homicídios, porém não forneceu mais detalhes das ocorrências.


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Abreu e Lima - Maio

05/06


2020

Até quando, governador?

A presidente da Compesa, Manuela Marinho e o recém empossado diretor de obras da estatal, Flávio Figueredo, estão nas ruas monitorando as escadas de madeiras dentro dos buracos abertos pela estatal. As escadas devem ter sido confeccionadas com madeira das caravelas de Maurício de Nassau, para justificar, em época de pandemia e falta de água nas torneiras dos pernambucanos, o passeio da alta direção da empresa pelas ruas do Recife.

Faltam planejamento empresarial, monitoramento das ações com foco nos resultados, experiência e capacidade administrativa, ações que realmente tragam benefícios para a população que sofre com a falta d’água em suas torneiras e uma publicidade séria que faça divulgação do que realmente interessa.

O prefeito Geraldo Júlio, padrinho da presidente, está destruindo a Compesa de todos os pernambucanos! Até quando, governador?


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Prefeitura do Ipojuca

05/06


2020

Marília debate uso da bicicleta no pós-pandemia

A deputada federal Marília Arraes (PT) participou de um debate sobre o papel da bicicleta na mobilidade do Recife, principalmente no pós-pandemia, com Lígia Lima, da Ameciclo, hoje. A bicicleta é utilizada por 15% dos recifenses como meio de transporte e é fundamental para uma cidade mais sustentável, sem trânsito e mais democrática. A mobilidade é um dos pilares do Recife Cidade Inteligente.

Dos 15% que utilizam a bicicleta como instrumento de descolamento, 95% usam para ir de casa ao trabalho. Políticas de incentivo a utilização de bicicleta serão fundamentais no pós-pandemia, principalmente para evitar o contágio entre as pessoas nos ônibus e metrôs que sempre estão lotados. "Cerca de 85% dos recifenses estão nos ônibus, metrôs, bicicletas ou a pé. É preciso criar ciclofaixas temporárias no pós-pandemia para diminuir a aglomeração no transporte público. Vai estimular o uso de bicicleta e impedir que mais pessoas fiquem doentes", afirma Marília.

A ideia da ciclofaixa temporária é defendida por Marília, que sugere o modelo usado nos domingos e feriados. "Se a mesma estrutura dos domingos e feriados for usada, a ciclofaixa tem tudo para dar certo", continua Marília. "A própria Ameciclo tem pesquisas que apontam que a população do Recife é aberta a bicicleta, mas que continua com os carros pela falta de estrutura e segurança nas vias", complementa Lígia, da Ameciclo.

O uso da bicicleta também diminuiria os congestionamentos no Recife, que possui o pior trânsito do Brasil e um dos 10 piores do mundo. 

Marília lembra ainda que o Plano Diretor Cicloviário, que deveria ser implementado no Recife e na Região Metropolitana, e que deveria ser entregue até 2024, quase não saiu do papel. "O Plano Diretor seria importantíssimo na mudança de pensamento, mas quase nada saiu do papel. Enquanto Fortaleza está fazendo quase 300 km de ciclofaixa e São Paulo entregou quase 400 km, no Recife não há incentivo ao uso de bicicletas”.


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05/06


2020

Iniciado teste de vacina de Oxford no Brasil

Dois mil brasileiros participarão dos testes para vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford. A estratégia faz parte de um plano de desenvolvimento global, e o Brasil será o primeiro país fora do Reino Unido a começar a testar a eficácia da imunização contra o Sars-CoV-2.

Os testes serão conduzidos no Rio de Janeiro e em São Paulo. Em São Paulo, os testes em mil voluntários serão conduzidos pelo Centro de Referência para Imunológicos Especiais (Crie) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), com financiamento da Fundação Lemann. No Rio de Janeiro, os testes em outros mil voluntários serão feitos pela Rede D’Or São Luiz, com custo de cerca de R$ 5 milhões bancados pela Rede e sob coordenação do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino.

Aprovado pela Anvisa

Para ser conduzido no Brasil, o procedimento foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), com o apoio do Ministério da Saúde. Os voluntários serão pessoas na linha de frente do combate ao coronavírus, com uma chance maior de exposição ao Sars-CoV-2. Eles também não podem ter sido infectados em outra ocasião. Os resultados serão importantes para conhecer a segurança da vacina.


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Banco de Alimentos

05/06


2020

Roda Viva entrevista governador do Ceará

Na próxima segunda-feira, o governador do Ceará, Camilo Santana, será o entrevistado do programa Roda Viva, da TV Cultura. Apresentado por Vera Magalhães, o programa vai ao ar ao vivo, às 22h, na TV Cultura, no site da emissora, Twitter, Facebook, YouTube e LinkedIn.

No governo de um Estado que tem alcançado bons índices no setor educacional, Camilo Santana enfrenta um choque na área da saúde. A pandemia da covid-19 atinge o Ceará com a mesma violência registrada nas demais regiões. Diante desse quadro, alerta que o País vive tempos sombrios e acusa o governo federal de manter o foco em discussões políticas, ao invés de se concentrar na crise da saúde.

Engenheiro agrônomo, formado pela Universidade Federal do Ceará, Santana foi eleito deputado estadual em 2010. No governo de Cid Gomes, foi secretário de Desenvolvimento Agrário. Em 2014, elegeu-se governador do Ceará e, em 2018, foi reeleito no primeiro turno, com quase 80% dos votos. No início de 2020, enfrentou um motim de policiais militares que exigiam aumentos salariais acima da proposta do governo. Os amotinados, que receberam um apoio indireto do governo federal, ocuparam instalações da PM, depredaram patrimônio público e ameaçavam os que não aderiram à paralisação. No final, o movimento terminou sem nenhum ganho extra para os amotinados.


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Prefeitura de Serra Talhada

05/06


2020

Enfim, apareceu a Margarida

Sumida da mídia e dos principais debates envolvendo a sociedade com a pandemia do coronavírus, que tem levado o Estado a uma quase liderança no ranking do horror da mortandade, a deputada-delegada Gleide Ângelo, do PSB que compra respiradores para porcos enquanto o povo morre sem assistência, deu o ar da graça ontem. Caiu um raio de luz e sabedoria à cabeça, em meio ao clima de consternação com a morte do garoto Miguel, nas torres gêmeas, e apresentou um projeto proibindo crianças desacompanhadas em elevadores.


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Comentários

joao carlos da silva

Ou raça desgraçada essa de político. Pergunto é preciso lei para proibir criança andar sozinha no elevador,? Que coisa ridícula dessa aproveitadora de plantão.


O Jornal do Poder

05/06


2020

Jaboatão X Recife

A diferença entre Jaboatão e o Recife no combate ao Covid-19 está na transparência. Enquanto o Recife afunda em denúncias de corrupção e compra de respiradores para “porcos” com recursos que deveriam estar sendo usados para salvar vidas, Jaboatão já havia recebido respiradores doados pelo Hospital Português e acaba de receber mais 12 respiradores do Governo Federal dentro dos padrões exigidos.

A diferença está em deixar a política de lado e pedir ajuda. Lembrando que Jaboatão vêm enfrentando a pandemia do coronavírus sem receber um centavo do governador Paulo Câmara que virou as costas ao município, enquanto Recife torra R$ 700 milhões não se sabe aonde, estando na defensiva por ter comprado respiradores para porcos numa empresa fantasma.


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Shopping Aragão

05/06


2020

Morte de Miguel não pode ficar por isso mesmo

Por Ricardo Noblat

E se tivesse ocorrido o contrário? E se fosse Mirtes Renata de Souza, empregada doméstica, moradora de um bairro pobre do Recife, quem tivesse ficado no apartamento a cuidar do filho de 5 anos da patroa que saíra para passear com o cachorro da família?

E se diante da reação do menino que queria ir ao encontro da mãe e correra para o elevador, Mirtes, primeiro, tentasse retirá-lo dali. Desistisse de fazê-lo depois da segunda tentativa. Então apertasse o botão de um andar superior e voltasse ao apartamento.

A porta se fecha. O elevador sobe do quinto para o nono andar. Sozinho, o menino desembarca em uma área de serviço do prédio onde há uma sacada. Debruça-se na sacada na tentativa de avistar a mãe. Então despenca de uma altura de 35 metros e morre.

Foi Mirtes quem saiu para passear com o cachorro da família de Sérgio Hacker Corte Real (PSB), prefeito do município de Tamandaré. Sari, a primeira-dama, ficou no apartamento a fazer as unhas com uma manicure e a cuidar de Miguel, filho de Mirtes.

Antes da pandemia, Miguel passava o dia na escola e as tardes na creche. A prefeitura de Tamandaré paga um salário mínimo para que Mirtes dê conta dos afazeres domésticos dos Corte Real. Com a pandemia, Miguel começou a acompanhar a mãe no trabalho.

Mirtes com a palavra:

“Eu não consigo mais entrar no quarto [onde Miguel dormia] Eu vejo a cama do meu filho, mas não vejo meu filho. Eu olho para aquela bicicleta, mas não vejo meu filho na bicicleta. Eu olho para todos os cantos da casa e não vejo meu filho. Tá muito difícil”.

Ao retornar do passeio com o cachorro, Mirtes foi avisada pelo zelador do prédio que alguém havia caído lá do alto.

“Quando eu abri a porta, eu vi meu filho ali, estirado no chão. ‘Meu filho, não deixa mãe, filho’. Aí eu peguei, devagarzinho, virei ele. Eu disse ‘meu amor, meu amor, mamãe tá aqui, não deixa mamãe, respira’. Toquei [no pescoço dele]. Ele ainda respirava”.

Mirtes gritou pedindo a ajuda da patroa, que desceu junto com um médico, morador do prédio, e levou Miguel para o Hospital da Restauração, onde ele já chegou morto.

“Não demorou muito e veio a notícia que meu filho virou estrelinha, que tá lá junto com Jesus e Maria. Ele tá lá no colinho de Maria. Eu pedi para Jesus tirar a minha vida e dar a ele para ele permanecer vivo porque ele era minha razão de viver”

Mirtes acredita que “faltou paciência” à patroa, a quem precisou entregar Miguel enquanto passeava com o cachorro.

“No período que eu estava andando com a cadela, que [Miguel] entrou no elevador, não tiveram paciência de tirar ele de lá, pegar pelo braço e ‘saia’. Porque se fossem os filhos da minha patroa, eu tiraria. Ela confiava os filhos dela a mim.”

O que o futuro reserva a Mirtes?

“Eu vou lutar, eu vou batalhar nem que eu vá morar debaixo da ponte, mas eu vou batalhar para que a morte do meu filho, meu único filho seja resolvida, que a justiça seja feita”.

Sari, a patroa de Mirtes, foi presa em flagrante, levada para delegacia onde depôs e liberada no mesmo dia depois de pagar a fiança de R$ 20 mil. O delegado Ramón Teixeira não nega que a responsabilidade legal pela criança naquele momento era dela.

Mas entende que isso não é suficiente para classificar o que aconteceu como um homicídio com dolo eventual. O governador de Paulo Câmara informou que tudo será apurado com rigor. O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) explicou em nota:

– A autoridade policial pode conceder fiança nos casos de infração cuja pena privativa de liberdade máxima não seja superior a 4 anos, segundo o Art. 322 do Código de Processo Penal. No caso de acusação por homicídio culposo a pena, segundo o Art. 121 do Código Penal Brasileiro, é de 1 a 3 anos de detenção. Após concluído, o inquérito policial será remetido para o Ministério Público, que pode oferecer denúncia ou pedir o arquivamento. Se for oferecida a denúncia do acusado, o juiz no âmbito do Tribunal analisa o recebimento.

O corpo de Miguel foi enterrado ontem. Em 24 horas, uma petição que cobra justiça pela morte dele já foi assinada por 407 mil pessoas no Recife, um quarto da população.


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05/06


2020

Defensores públicos engajados na luta antimanicomial

Em meio à pandemia do covid-19, em pleno dia da Luta Antimanicomial, no último dia 18 de maio, foi publicada a Portaria do Ministério da Saúde nº 1.325/2020, extinguindo o Serviço de Avaliação e Acompanhamento de Medidas Terapêuticas Aplicáveis à Pessoa com Transtorno Mental em Conflito com a Lei (EAP), do âmbito da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional (PNAISP).

A EAP funcionava como mecanismo conector entre o Sistema de Justiça Criminal e a Rede de Atenção Psicossocial no SUS e o SUAS para articulação e concretização dos processos de desinstitucionalização das pessoas com transtorno mental aprisionadas em HCTPs ou alas psiquiátricas em presídios comuns. Ainda, realizava forte e importante engajamento no fechamento das portas de entrada dos manicômios judiciários.

A extinção da EAP configura séria fragilização das políticas de saúde mental e discriminação das pessoas com deficiência psicossocial em conflito com a lei, na medida em que as alija ao efetivo acesso ao cuidado por meio do instituto catalizador que era a EAP.

Em contraponto à decisão do Ministério da Saúde, as Defensorias Públicas do Brasil, por meio do Colégio Nacional de Defensores Públicos Gerais - CONDEGE, em conjunto com mais de 100 entidades subscritoras, se opõem ao ato, ao passo que requerem o seu retorno à Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional.


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05/06


2020

Apreciar um olhar

Por Maria Lucia de Araújo Nogueira*

A elegância no olhar, no conduzir a vida e de sua família sempre foram motivos de admiração de quem preza da amizade de Dona Do Carmo Monteiro. Traçar o perfil de uma grande dama da sociedade pernambucana e pessoa impecável é uma intrincada cascata de fatos: seus pais, Maria Antonietta Bezerra Cavalcanti de Magalhães e Agamemnon Sérgio de Godoy Magalhães, conferiram-lhe condições de frequentar uma das melhores e mais respeitadas escolas do País, o Sacré-Coeur de Marie, no Rio de Janeiro, capital do País, onde ele exercia o cargo de Ministro do Trabalho. Mal sabiam que a permanência da filha naquela Instituição renderia-lhe, além de uma esmerada educação, lapidariam nela uma vida pontuada em valores humanos, sociais e cristãos.

Muito jovem, Dona Do Carmo veio com a família morar no Recife, momento em que chegou a estudar também no Colégio Damas. E, de volta ao Rio de Janeiro, já uma adolescente perspicaz e atenta, conversava e ouvia seus genitores e acompanhava com interesse a vida pública do pai, a quem muito ajudou. Estudou contabilidade, contudo, seu desejo era ser médica.

Não se incomodou com as mudanças que a vida lhe proporcionou, a começar por vir morar no Recife, após seu casamento, em 1949, com o amor de sua vida, Dr. Armando Monteiro Filho. E na constituição de sua família, composta por cinco filhos, ocupou-se com as atividades domésticas e filantrópicas com desenvoltura e traquejo social.

Dona Do Carmo não se descuidava de seu papel de esposa, bem como de conselheira nos negócios da família, imprimindo seu perfil nos lugares em que sua presença era necessária. Ainda hoje ela orienta, verifica o trabalho e atuação de funcionários e nunca aumentou o timbre de voz para se impor. Foi dessa forma que ela conquistou amigos e tornou-se imprescindível onde atuou.

Paralelo às suas funções de mãe, Dona Do Carmo engajou-se em campanhas majoritárias do marido, embora entendesse que o mesmo deveria dedicar-se exclusivamente às atividades empresariais. Foi, também, uma das fundadoras da Casa do Candango, em Brasília, na década de 1960, que prestava assistência aos operários e suas famílias na época da construção da capital federal. De aparência meiga e distinta, dedicou-se a preservar a privacidade de sua família, mantendo em seu lar uma atmosfera de amor, bondade e humildade, forjando homens de têmpera e de envergadura de aço.

Tudo isto que captei sobre a senhora Do Carmo Monteiro, esposa do engenheiro, político, usineiro, banqueiro Dr. Armando Monteiro Filho, com quem esteve casada por espetaculares 68 anos: Um amor feiticeiro, que cheirava a terra molhada e exalava segurança. E, segundo seu esposo, ela “tem forte personalidade e um impressionante dinamismo. É muito querida pela família, pelos amigos e por todos aqueles que a conhecem”.

Assim eram ele e ela, ou eles: um não ficava sem o outro. Estavam sempre juntos, sempre unidos, até que ele lhe foi levado do seu lado em janeiro de 2018, deixando-a sem suas asas protetoras. Seu anjo alçou voo solo.

Não lembro ao certo desde quando nos conhecemos. Tenho a impressão de que sempre a conheço tamanho apreço e carinho mútuos. Recebi, em dado momento de minha vida, uma dose revigorante de sua empatia. Palavras que me encheram de ânimo no mau momento em que eu me encontrava: “Fé em Deus que tudo vai ficar bem”, disse-me Do Carmo.

Assim, para Dona Do Carmo um novo amanhecer sempre lhe sorri, aquecendo sua alma e fazendo-a ver, que, da silhueta ereta e elegante, um horizonte grandioso se descortina sob seu olhar vigilante. Sua imagem carismática sorri para a vida, sorri enlevada para todos, filhos, netos, bisnetos, amigos.

*Advogada e poetisa


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