Congresso Nordestino de Educação Médica

11/01


2019

Ida de Gleisi à posse de Maduro dividiu o PT

A ida da presidente do PT, Gleisi Hoffmann, à posse do ditador Nicolás Maduro dividiu o partido.

Uma ala de dirigentes e militantes avaliou a viagem como desnecessária e pregou que o gesto se limitasse a uma carta ou nota de congratulação ao venezuelano.

Uma minoria, porém, defendeu o deslocamento. Disse que o PT não poderia se afastar de parceiros estratégicos e que, especialmente no início da gestão de Jair Bolsonaro, a ida à Venezuela teria função política

 O desgaste, avaliou, já estaria precificado.


Email


Confira os últimos posts

17/07


2019

Caravana do Empreendedorismo chega a Itamaracá

A Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco vai estrear, nesta sexta-feira, o projeto intitulado de Caravana do Empreendedorismo, que visa incentivar o empreendedorismo no Estado. O projeto terá o apoio das prefeituras escolhidas e vai iniciar, pela primeira vez, em Itamaracá, no Litoral Norte Pernambucano, das 13h às 17h. O público específico para participar da ação na Ilha será de artesãos locais (marisqueiros e recicladores) e artesãos que participaram da Fenearte, que teve Lia de Itamaracá como homenageada da 20º edição. Ao todo, serão 22 municípios contemplados até o final do ano.

A Caravana do Empreendedorismo é uma ação de impacto que vai percorrendo as cidades selecionadas e passará um dia em cada município. A aliança com as prefeituras visa uma troca de informações sobre a realidade local para que as potencialidades sejam ressaltadas e exploradas nas visitas da equipe da secretaria.

Com esse projeto, uma das metas é ampliar o nível de formalidade e estimular o cadastro de MEI, bem como apresentar os serviços da Agência de Fomento de Pernambuco e da Junta Comercial de Pernambuco. Há mais de 200 mil pessoas cadastradas no MEI no Estado, que ocupa o terceiro lugar no ranking do Nordeste. 

De acordo com a secretária em exercício do Trabalho, Emprego e Qualificação, Adriana Queiroz, a caravana vai ser realizada na Mata Norte, na Mata Sul, no Agreste Meridional, no Agreste Central e no Agreste Meridional e as datas com os municípios estão sendo fechadas mediante a disposição das prefeituras. 

Adriana Queiroz explica que as cidades foram selecionadas por meio de alguns pré-requisitos. O primeiro deles é não possuir sala do empreendedor ou Expresso Empreendedor. Os demais são localização geográfica e agrupamento por Região de Desenvolvimento, de modo que o cronograma de visitas pode sofrer alterações à medida que for sendo executado, uma vez que, neste projeto, a equipe da Seteq depende da parceria dos municípios. 

Em Itamaracá, a Secretária de Políticas Sociais, Geovana Uchôa, será a anfitriã do evento, que contará com a presença dos representantes da Seteq, da Agência do Empreendedorismo do Recife e Agefepe. O evento será na Av. Beira Mar, nº 345, bairro Jaguaribe (Serviço de Convivência).


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se


17/07


2019

Lupi se antecipa e diz que Túlio sai candidato no Recife

Em entrevista gravada para o programa Frente a Frente, há pouco, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, falou sobre a suspensão das atividades parlamentares dos oito deputados que votaram a favor da reforma da Previdência. Disse que, apesar da deputada Tábata Amaral (SP) ter comunicado previamente sobre o seu voto favorável, sofrerá a mesma punição que caberá aos demais rebeldes. 

Sobre as eleições para prefeito do Recife, Lupi antecipou que o deputado federal Túlio Gadelha, visto de forma enviesada pela executiva estadual, será candidato com o apoio de todo o partido. “Túlio é o nosso candidato e não vejo má vontade da parte dos companheiros de Pernambuco, inclusive Wolney e José Queiroz”, afirmou. A entrevista vai ao ar às 18 horas pela Rede Nordeste de Rádio, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se


17/07


2019

Cabo realiza recadastramento de servidores

A Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho vai realizar o recadastramento de servidores ativos e inativos. A medida visa a adequação ao Decreto Federal 8.373 que instituiu o sistema de escrituração digital das obrigações fiscais, previdenciárias e trabalhistas (E-Social).

A implantação desse sistema para os órgãos públicos será a partir de janeiro de 2020.  Também terão que realizar o recadastramento, os cargos em comissão e os contratados, além dos funcionários da PMCSA cedidos ou afastados.

Para agilizar o processo, a Prefeitura está disponibilizando, desde a última segunda-feira até 30 de agosto, um pré-cadastro no site: www.cabo.pe.gov.br/ recadastramento. De setembro até outubro todos os servidores terão que apresentar os documentos originais exigidos, de forma presencial no Auditório do CAM 1, para validar o recadastramento, que terá a data do comparecimento no ato do pré-cadastro.

O comparecimento será obrigatório para a conclusão do recadastramento. Todos terão que apresentar a documentação exigida no formulário. Os servidores terão que ficar em alerta para a realização e cumprimento de prazos, que não será prorrogado. Quem não comparecer poderá ter o salário suspenso até a regularização.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se


17/07


2019

João Lyra: Delegado foi irresponsável e mentiroso

Blog do Mário Flávio

O ex-governador João Lyra (PSDB) respondeu as críticas do deputado estadual Delegado Lessa (Progressistas), que ontem disse na CBN Caruaru que a “prefeita Raquel Lyra inventou uma viagem para tirar férias”. De acordo com Lyra Neto a situação não é verdade.

“É uma irresponsabilidade o que disse esse forasteiro. Raquel viajou para participar de um curso e todos podem acompanhar as ações nas redes sociais. É um mentiroso!”, disse João Lyra.

O ex-governador disse ainda que na eleição do ano que vem os caruaruenses darão a reposta. “Eu respeito muito os nossos opositores, Tony Gel e Zé Queiroz têm história e ambos deram uma grande contribuição para a cidade. Mas esse forasteiro? Não o respeito. Ele veio num momento em que as pessoas estavam céticas com a política, mas ano que vem a população vai conhecer e saber quem ele é”, alfinetou.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se


17/07


2019

Os destemperos perdoados

Por Cássio Rizzonuto

Os brasileiros vivem surto de “moralidade” permanente, pregando seriedade e princípios éticos, porque o país é de primeira linha e cheio de pruridos. Desde que a Rede Globo transformou o Brasil num bordel de quinta categoria (em trabalho lento e bem-sucedido), procura-se purgar pecados a cada oportunidade, sem que se perca a chance.

Veja-se agora, por exemplo, a celeuma levantada com a intenção de Bolsonaro em nomear o filho embaixador nos EUA. Quando presidente (1995 a 2003), FHC nomeou Renan Calheiros ministro da Justiça e Raul Jungmann ministro do Desenvolvimento Agrário e ninguém disse nada. Todos aceitaram caladinhos.

Para o Desenvolvimento nomeou Sérgio Amaral (que depois seria embaixador nos EUA), cidadão que saía do Ministério e corria para a Rodoviária de Brasília à cata de namorados que selecionava entre recrutas do Exército que circulavam naquelas cercanias.

Certa feita, teve carro e roupas roubadas e foi resgatado num motel da Cidade Satélite de Taguatinga onde havia terminado a noitada. Não se ouviu qualquer condenação da chamada classe política, pois todos estavam perfeitamente alinhados.

Quando o então senador baiano Antônio Carlos Magalhães, o ACM, era homem todo poderoso da política tupiniquim, o diplomata Paulo Tarso Flecha de Lima passou por quase todo o circuito “Elizabeth Arden”, ocupando embaixadas nas principais Capitais do mundo: Roma, Paris, Londres e Washington.

Depois que ACM morreu descobriu-se que tanta dedicação residia no fato de ele (o senador), ter um filho com a mulher do embaixador, Lúcia Flecha de Lima, pois ela entrou com ação judicial reclamando parte da herança para o filho em comum.

Descobriu-se, também, que existia aposento na casa do diplomata que servia ao senador baiano e a embaixatriz, pois algumas pessoas da alta sociedade alimentam hábitos e costumes que não comportam questionamento advindo de mortais sem pedigree.

O problema é que, hoje, existem as redes sociais, despejando informações aos montes que desnudam ética trapaceira de vigaristas de alto naipe que pregam valores morais de conveniência duvidosa. Àquela época, nada disso era possível.

Então, qual o problema do atual presidente em indicar o próprio filho, deputado federal, para um cargo político em que a lealdade e a confiança são principais requisitos? Se ele tivesse o comportamento de Sérgio Amaral, ou admitisse pecados conjugais como os tolerados por Paulo Tarso Flecha de Lima, estaria melhor qualificado?

Sem contar o escândalo do Instituto Rio Branco, em que o embaixador foi envolvido, com o desvio de valores que possivelmente contribuíram para a milionária compra de terrenos que mantinha no Parkway, em Brasília.

A ética dos brasileiros, em geral, tem alicerce no analfabetismo, alimenta-se no desconhecimento da história e na louvação insana do primeiro pilantra que caia na graça de apaixonada maioria. Que falta de pudor!


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se


17/07


2019

Liderança solicita benefícios para Camaragibe

Por meio de indicação legislativa de número: 1270/2019, Gustavo Matos e a deputada estadual Roberta Arraes estiveram reunidos com o presidente da PerPart, Adailton Feitosa Filho e o vice-presidente João Suassuna. Na ocasião, foi discutida a situação do Vale das Pedreiras, em Camaragibe.

Foi solicitado o levantamento topográfico do bairro, a regularização fundiária e a entrega das escrituras. Com essa ação, serão beneficiados em média 565 lotes dos moradores do bairro. A regularização de posse para os moradores é motivo de esperança. Uma vez que a regularização trará estabilidade social, emocional e familiar para todos.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se


17/07


2019

Ciro: Governo quer devolver ao Brasil o papel de colônia

Impressionado com o ritmo de desindustrialização do País, Ciro Gomes (PDT) voltou a abrir suas baterias contra o governo. “É devastador. Venho alertando sobre isso há muitos anos. Nossa indústria está definhando. O resultado disso são os mais de 13 milhões de desempregados e mais de 30 milhões subutilizados”, diz.

Ciro teme que a situação se agrave com o processo de venda das estatais, o que considera um erro. “Para completar, esse governo parece satisfeito em devolver ao Brasil o papel de colônia, vendendo matéria prima barata e comprando manufaturados caros, pagando em dólar. Mais que isso, entregando potenciais maravilhosos, como a Embraer e a Petrobras para o capital estrangeiro”, critica. “Isso tudo é muito grave! Sem um projeto nacional de desenvolvimento, que devolva a capacidade do nosso País desenvolver sua indústria, vamos sofrer cada vez mais”, afirmou.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se


17/07


2019

Bolsonaro assume comando do Mercosul

Hoje, o Brasil assumiu a presidência temporária do Mercosul. A posse aconteceu há pouco, durante a 54ª Cúpula do Mercosul, em Santa Fé, na Argentina. O País ficará no comando do bloco pelos próximos seis meses. “O Brasil agirá de modo incansável para acelerar modernização do Mercosul”, afirmou o presidente Jair Bolsonaro.

Em seu discurso de posse, o presidente brasileiro afirmou que quer trabalhar para um Mercosul mais enxuto, dinâmico e sem ideologia. “Queremos trabalhar no comércio mundial sem travas ideológicas”. Ele disse ainda que pretende dar continuidade ao fechamento de novos acordos entre o bloco e outros países. No Twitter, Bolsonaro também falou sobre suas intenções no comando do Mercosul.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se


17/07


2019

Democracia representativa, uma ova!

Por José Nêumanne*

Nestes últimos dias temos assistido à repetição crônica de uma novela tragicômica digna de protagonizar um texto surrealista de Eugène Ionesco em nossos tristes trópicos. Todos os capítulos, informados diariamente aos cidadãos espoliados, são, contudo, tratados como históricas conquistas da democracia consagrada na letra da Constituição “cidadã” (apud Ulysses Guimarães) de 1988. Tudo dentro da lógica de fancaria que a torna “malandrinha”, a começar de sua origem malsã. Testemunhei a criação por Tancredo Neves, que convocou um punhado de juristas respeitáveis para escrever seu texto e as propostas foram ignoradas.

E como de hábito em nossa História, a ordem jurídica foi imposta por um magote de maganões da política profissional, que gozam de privilégios que mandam para o beleléu o conceito mais sagrado de qualquer democracia que se preze: a igualdade de todos perante a lei. Em vez de a uma Assembleia Constituinte composta para cuidar apenas da chamada Carta Magna, a nobre missão foi dada a congressistas eleitos para tratarem de leis ordinárias (adjetivo corretíssimo para definir os membros do tal Congresso Constituinte, todos ordinários). Ao contrário do que apregoava o discurso falso de seus redatores, a desordem constitucional pôs fim ao sistema discricionário da ditadura militar, extinta por seus próprios defeitos. Mas consagrou a desigualdade como norma na instalação de um novo tipo de nobreza de classe, que em si só desonra e desqualifica a grei. Parlamentares elegem-se por quantos mandatos a biologia lhes permitir disputar eleições, contrariando regras que valem para os chefes do Executivo. Mas coerentes com a vitaliciedade de seus compadritos do Judiciário, que só se aposentam quando a biologia já não a permite. Uns e outros figurões gozam do direito de se julgarem a si mesmos, sendo que os supremos juízes nem sequer são submetidos ao controle ainda que de pares.

Essa espúria aliança dos amantes da “malandrinha” acaba de produzir mais uma safra de frutos podres. Parlamentares e ministros do Supremo Tribunal Federal, ao contrário dos trabalhadores comuns, vulgo cidadãos, que os sustentam, têm direito a férias prolongadas de fim de ano. E mais outras no fim de semestre,ao arrepio da lei, chamadas de recesso branco. Em nome desse privilégio, os deputados federais utilizaram o gozo de sua ausência ao expediente como pretexto para adiarem com justificativas desprezíveis a lei mais importante de todas, a do Orçamento anual, para Deus sabe quando. Negaram-se a trabalhar até as férias que inventaram, ou seja, até quinta-feira 18 de julho, como deveriam. Para, então, decepar o nó górdio das contas públicas e reformar a Previdência.

Os responsáveis por esse adiamento nunca consideram que já ultrapassaram todos os limites impostos à decência e ao espírito público. Os chefões das organizações partidárias que mandam no Poder Legislativo festejaram a vitória na Câmara por 379 votos a 131. E deixaram, com a cumplicidade do presidente da Mesa da Casa, Rodrigo Maia, o rombo previdenciário apodrecendo as contas públicas e o bolso do contribuinte.

O filho do ex-prefeito do Rio César Maia e correligionário do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e do chefe da Casa Civil da Presidência da República, Onyx Lorenzoni, no DEM, é cúmplice de outras ignomínias. Elogiou publicamente, e sem sequer corar, a tunga do colega Cacá Leão, relator da Lei das Diretrizes Orçamentárias (LDO), que transfere do bolso furado do cidadão para o cofre sem chave de partidos e partidários a “bagatela” de R$ 2 bilhões, aumentando o fundo eleitoral de R$ 1,7 bilhão para R$ 3,7 bilhões, mais do que o dobro, ora pois. Omitiu ainda dos fãs de última hora, que o levaram às lágrimas na comemoração da vitória no primeiro turno, como se fosse disputada a final do campeonato, adiada para 6 de agosto, o passa-moleque de antecipar em sete dias o gozo inconstitucional, ilegal e ilegítimo de suas folgas de inverno.

E flerta com a oposição, que o fez presidente, mas é incapaz de evitar que os adversários cheguem aos três quintos dos votos com folga no plenário. Por isso dispara farpas ocasionais contra o alvo à vista no projeto expresso sob o lema “para recuperar o respeito da sociedade, o Parlamento precisa assumir seu protagonismo”. Para tanto apelou para o truísmo.

Nada do que Maia disse na entrevista ao Globo no domingo é falso. De fato, é preocupante o governo, melhor dizendo, Jair Bolsonaro, não ter uma agenda num momento em que houve aumento da pobreza e do desemprego. De fato, a liderança do governo no Congresso não tratou dos interesses dos mais pobres na reforma da Previdência e, sim, das corporações que ajudaram o chefe maior a se eleger. Todo brasileiro responsável torce para a gestão do eleito em outubro dar certo. O capitão reformado e deputado aposentado tem o futuro garantido, mormente se a reforma da Previdência for aprovada em agosto pela Câmara e quiçá em outubro pelo Senado. Mas a primeira vítima de sua ruína seria o pobre, em geral, e o desempregado em particular. No entanto, o presidente preocupa-se com a liberalização da venda de armas, as taxas cobradas a turistas em Fernando de Noronha, a indústria das multas e a estúpida nomeação do filhinho caçula para o mais importante cargo da diplomacia brasileira, a embaixada em Washington. No entanto, ficou claro na mesma entrevista que o deputado, eleito no fim da fila (e esta é a única comparação que pode ser feita dele com Ulysses Guimarães), não está disposto a discutir com seriedade as tolices de quem acha ser um adversário a derrotar na eleição presidencial de 2022. Pois lhe interessa é manter votos da esquerda e, com eles, assegurar a cadeira e, se necessário, mudar a lei para nela ficar.

As tolices da lavra do capitão inquietam, porque ele não parece ter consciência de que assumiu a Presidência da República e dele se exigem missões mais nobres do que proibir a instalação de radares em rodovias, permitir carregar crianças sem cadeirinha no automóvel ou afrouxar regras do trânsito. Reduzir o desemprego e a violência endêmica num país que morre de susto, de bala ou vício, por exemplo. A Nação respiraria aliviada se o primeiro mandatário percebesse que a vinda de turistas ao Brasil depende menos de taxas cobradas numa ilha distante que da ocupação de territórios do Rio de Janeiro por milícias e traficantes de drogas e de armas.

Mas, assim como o pacto proposto pelo advogadinho do PT, reprovado em dois concursos para juiz de primeira instância, na presidência do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, os planos de Maia para conquistar o favoritismo em 2022, do qual está mais longe que o planeta Marte, preocupam ainda mais. Reforma tributária, reestruturação de carreiras do funcionalismo e reforma social sob controle dele e de seus nada nobres pares vão dar em quê? A experiência aconselha atenção e cautela com o manejo da demagogia dessas armas nas mãos do “Ulysses do DEM”, que nada tem que ver com “do bem”. Muito antes pelo contrário.

A desidratação da reforma da Previdência nas votações dos destaques na Câmara desvendou a permanência de vícios que se repetem em Pindorama desde os tempos de Tomé de Souza. Mulheres que pregam igualdade de gênero batem o pé por idade menor para aposentadoria. O presidente Bolsonaro teve a coragem de apresentar um projeto mais radical que os de FHC, Lula e Temer, mas durante a votação comportou-se como lobista no cafezinho da Câmara ao patrocinar privilégios para Exército, Polícia Federal e outros segmentos de seu eleitorado ideológico. E, não por acaso, foi permitida ao próprio Maia essa vergonhosa antecipação do recesso branco para expor a banda boa da reforma a chuvas e ventos da oposição, que cobrou o apoio ao, não nos esqueçamos, membro do Centrão, na escolha do melhor lugar na Mesa da todo-poderosa Casa.

Os planos de Maia para responder com votos aos xingamentos que os manifestantes lhe fizeram nas ruas têm aquele cheirinho de banheiro sujo que sempre acompanha iniciativas demagógicas. Enquanto o cidadão comum, que paga todas as contas, não tiver direito à igualdade pura e simples e ao voto unitário na eleição do Poder que realmente manda, a Câmara, prevalecerá no Brasil a lei do Murici: “Cada um cuide de si”. Com um parágrafo curto e grosso: “Quem pode mais chora menos”. O resto é chorumela. Por falar em choro, a nós outros, as primeiras vítimas, não caberá sequer uma vela para acompanhar nosso pranto com cera derretida.

*Jornalista, poeta e escritor


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se


17/07


2019

PDT suspende atividades de deputados

O PDT decidiu, hoje, abrir processo para decidir a punição aos oito deputados da sigla que contrariaram determinação partidária e votaram a favor da reforma da Previdência. O partido decidiu também que até o fim do processo os deputados ficarão suspensos de suas atividades partidárias.

De acordo com o presidente do PDT, Carlos Lupi, a suspensão significa que os parlamentares não poderão representar o partido nas direções estaduais e nacional, no Congresso, e também não poderão usar a legenda do PDT.

O processo deve durar de 45 a 60 dias. Umas das punições possíveis é a expulsão do partido, mas os deputados também podem sofrer sanções mais brandas, como uma advertência.

Os deputados do PDT que foram temporariamente suspensos são: Tabata Amaral (SP), Alex Santana (BA), Subtenente Gonzaga (MG), Silvia Cristina (RO), Marlon Santos (RS), Jesus Sérgio (AC), Gil Cutrim (MA) e Flávio Nogueira (PI).

Segundo o estatuto do PDT, a pena de expulsão pode ser aplicada a filiados no caso de desrespeito à legítima deliberação ou diretriz adotada pelo partido. Em março, o PDT havia fechado questão contra a reforma da Previdência.

Lupi disse que, caso os deputados "evoluam" e voltem atrás na votação do segundo turno da reforma, prevista para agosto, o partido poderá levar a mudança de postura em consideração na hora de aplicar a pena.

“Como o processo não está esgotado, tem o segundo turno, e nós acreditamos que o ser humano é o único ser vivo capaz de evoluir, quem sabe alguns evoluem, ouçam o que está se fazendo de maldade com a base da sociedade que ganha até R$ 3 mil, R$ 2,5 mil, voltem atrás e voltem para o partido. É claro que a situação de qualquer um dos oito que voltar atrás nessa posição equivocada inicialmente será considerada como uma forte opção pelo partido”, afirmou o presidente do PDT.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se

Coluna do Blog
TV - Blog do Magno
Programa Frente a Frente

Aplicativo

Destaques

Publicidade

Opinião

Publicidade

Parceiros
Publicidade
Apoiadores