FMO janeiro 2020

28/12


2018

Fabrício Queiroz aparece, mas dúvidas persistem

Adriana Vasconcelos - Blog Oz Divergentes

Finalmente o ex-assessor de Flávio Bolsonaro deu as caras, depois de faltar, conforme ele próprio admitiu em entrevista ao SBT, quatro convites do Ministério Público para explicar as movimentações atípicas registradas pelo Coaf em suas contas bancárias.

Depois de mais de um mês de suspense, Fabrício Queiroz apareceu e rebateu as suspeitas de que o antigo chefe na Alerj e filho do presidente eleito Jair Bolsonaro tenha qualquer envolvimento com suas movimentações bancárias, que somaram R$ 1,2 milhão. Mas suas explicações, um tanto confusas, estão longe de encerrar o caso.

Orientado por advogados, Queiroz evitou dar detalhes sobre sua ação como “um cara de negócios”, que faz dinheiro. Disse que só esclarecerá ao Ministério Público do Rio os motivos que levaram pelo menos sete colegas de gabinete a fazerem depósitos em sua conta bancária. Deixou no ar que poderiam ser fruto de operações de compra e venda de veículos, um dos negócios que admitiu gostar de fazer.

Reclamou bastante da saúde, que serviu de justificativa para seu não comparecimento às duas últimas convocações do MP para depor, resultado de uma bursite no ombro e de um câncer diagnosticado no intestino. Ambos os problemas, segundo ele, o levarão à mesa de cirurgia em breve. Mas não conseguiu lembrar do nome todo do especialista que o atendeu, nem do hospital no qual foi atendido. “Sou ruim de gravar nomes”, justificou.


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Detra maio 2020 CRLV

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03/06


2020

Nova MP gera forte contratação de empréstimos

O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), avaliou, hoje, que haverá uma forte contratação de empréstimos por micro e pequenas empresas após a publicação da medida provisória que cria o Programa Emergencial de Acesso ao Crédito. A MP 975 remove entraves e institui um fundo garantidor para os empréstimos, o que tem potencial para destravar o crédito para as empresas em dificuldade por causa da pandemia do coronavírus.

“O que ocorreu, e a gente reconhece como uma crítica legítima, é que o programa de crédito para micro e pequenas empresas não funcionou bem, mas o governo editou nova medida provisória refazendo o programa e instituindo um fundo garantidor para os empréstimos. Eu acredito que vai se iniciar nesta semana uma forte de contratação junto a micro e pequenas empresas”, afirmou o líder em entrevista à uma emissora de rádio de Pernambuco.

No total, segundo ele, o governo federal já editou 20 medidas provisórias e investiu R$ 445 bilhões em ações para enfrentar a pandemia e minimizar os impactos sociais e econômicos. Os recursos foram destinados para a proteção de trabalhadores informais e com carteira assinada, ajudar empresas e socorrer estados e municípios. 

“Aos estados e municípios foram repassados R$ 76 bilhões – dinheiro na veia, além do alívio financeiro através da suspensão dos empréstimos contratados. Isso é para se ter uma ideia da solidariedade e do apoio do governo Bolsonaro na maior crise de saúde e econômica da história do Brasil”, disse o líder.

Fernando Bezerra Coelho também falou sobre a aproximação do governo federal do bloco político chamado Centrão. Para o líder, a crise causada pela pandemia vai exigir medidas duras, que dependerão da aprovação do Congresso Nacoinal. “Não existe boa ou velha política. O que existe é a política bem feita. É preciso ter maioria no Congresso Nacional. É preciso formar coalizão e ter laços de aproximação. Ao longo do ano passado, houve altos e baixos na relação com o Parlamento, mas o Congresso eleito tem forte identidade com a agenda econômica do governo Bolsonaro. No início deste ano, com a chegada da pandemia, o presidente percebeu que o Brasil vai precisar de medidas duras, e iniciou contato maior com os partidos”, explicou.


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Abreu e Lima - Maio

03/06


2020

A façanha de papai com o Pelé do Sertão

Além de político, comerciante e servidor público federal dos Correios, meu pai Gastão Cerquinha, 98 anos, também viveu momentos de grande desportista em Afogados da Ingazeira, cidade onde nasceu, botou nove filhos no mundo e na qual tem os pés fisgados, incapaz de encontrar beleza em outro território terrestre. Como diz Luiz Gonzaga, tão sertanejo que exala cheiro de bode. Se tivesse que usar um perfume produzido no chão seco de lá, com certeza a fragrância seria de marmeleiro.

Apaixonado por futebol numa terra em que a seca inclemente torrava o último pé de grama do estádio, papai fez dobradinha com o juiz Virgílio Amaral no comando do Bom Jesus Futebol Clube, o Azulão, time popular, que rivalizava com o Guarany, agremiação da elite cor de sangue. Dois grandes elencos do Sertão com raça e talento para não fazer vergonha a times da elite do estadual.

O azul do Bom Jesus era a cor da galera dourada do Pastoril encantado das noites de Natal no calçadão da Catedral do Bom Jesus dos Remédios, padroeiro da cidade. Só daí compreendi a razão do batismo da equipe do meu pai, fervoroso azulão também do Pastoril. Era daqueles que davam o último vintém para não ver o azul ser vencido pelo vermelho.

No confronto Guarany x Bom Jesus, papai também recorria a todas as armas em seu poder para derrotar o adversário. Se no Pastoril a moeda que se convertia na alegria da vitória era o dindim, no futebol das paixões muito maiores, o enredo não poderia ser diferente. Os craques valiam ouro.

De todos os craques, um reinava absoluto: Luiz Cocada, cujo sobrenome se deu pela proeza de maior devorador da iguaria sertaneja, quando a melhor e mais concorrida era a de Dona Helena, dona de uma vendinha no coração da praça Arruda Câmara. Quem nunca comeu a cocada de Dona Helena que atire a primeira pedra!

Luiz Cocada era o Pelé de Afogados. Fazia gols adoidado. A torcida do Guarany só ia aos jogos para  vê-lo exibir sua categoria e sua raça, dois traços maestrais dele. O sonho de papai era contar com Cocada no Bom Jesus, cansado de sair das quatro linhas derrotado por ele. Certa vez, o técnico do Guarany puniu o craque por relapso nos treinos. Estava fora da próxima disputa decisiva contra o Bom Jesus.

A notícia chegou aos ouvidos de papai, que, atrevido, procurou Cocada na sua casa. E lá o aliciou com a promessa de que se jogasse pelo Bom Jesus contra o Guarany, no domingo seguinte, ganharia um valor fixo, além de um adicional por cada gol feito. Chateado com o time do seu coração, Cocada topou o desafio para felicidade geral da torcida azulina e da infelicidade da alvirrubra.

Sabido e confiante no taco de Luiz Cocada, papai lançou apostas de que o Pelé de Afogados faria três gols, no mínimo, vestindo a camisa do Bom Jesus pela primeira vez frente ao Guarany. Choveram apostas. Quando os dois times entraram em campo e a torcida do Guarany deu conta de que Cocada era jogador do adversário e não do vermelho e branco, o  mundo desabou.

O que ninguém sabia, na verdade, era que Cocada, jogando pela primeira vez no Bom Jesus e contra o Guarany, era produto da grande trela armada por papai, visto na beira do campo fazendo apostas adoidadas. O jogo começou e com dez minutos Cocada fez o primeiro dos quatro gols da partida que levou papai ao delírio e a torcida do Guarany ao choro incontido.

Esfuziante, papai tinha razões de sobra para comemorar o que parecia um sonho: com as apostas vencidas, pagou o cachê prometido a Cocada por cada gol feito e ainda saiu com um dinheirinho no próprio bolso.

Esse era o Gastão aprontador!


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Prefeitura do Ipojuca

03/06


2020

A versão da Prefeitura de Sanharó

Caro Magno Martins,

Em relação à nota publicada no seu blog, ontem, citando a Casa do Estudante de Sanharó, a Prefeitura de Sanharó informa que está tomando as providências no sentido de iniciar uma reforma no imóvel, a partir da próxima segunda-feira. Será trocada a rede elétrica, realizados reparos na parte hidráulica, troca de fechaduras, pintura na casa, limpeza e isolamento da piscina. 

A Secretaria de Educação sempre apoiou os estudantes, mas, só agora, após a abertura das casas de material de construção, bem como da prorrogação da suspensão das aulas, será possível a reforma da Casa do Estudante de Sanharó. 

Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Sanharó


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02/06


2020

José Múcio diz que Brasil vive crise da insensatez

Depois de um longo silêncio diante da mídia nacional, forçado por decisão própria, o presidente do Tribunal de Contas da União, José Múcio Monteiro, afirmou que o Brasil da crise da pandemia vive a maior das suas crises, a da insensatez. "Estamos vivendo a crise da insensatez. Precisamos ser mais duros, duros contra o vírus da corrupção, retroalimentado com essas compras públicas da Covid-19", afirmou.

A declaração foi dada pelo ministro durante live pelo Instagram deste blog. José Múcio condenou a falta de diálogo entre os poderes da República, o que tem contribuído, segundo ele, para dividir um País acometido por uma grave crise sanitária, política e econômica. "O País está dividido em quem pode fazer quarentena ou não. Muitos que não foram e os que foram para casa começam a se indignar com a falta de ar que pode ser entendida como falta de justiça", afirmou.

Para o presidente do TCU, chegou a hora de se rediscutir o País e isso tem que ser urgente. "Vamos precisar rediscutir o País, a sociedade, minorar as diferenças. Vamos precisar sermos mais humanos, porque esse vírus veio mostrar o quanto injusto nós somos", desabafou.

Sobre a ajuda dos R$ 600 que vem sendo dada pelo Governo aos que vivem do comércio informal, Múcio disse que ninguém pode querer tirar partido político dela. "Muitos ajudaram com os R$ 600, mas precisamos ser coadjuvantes e acabar de procurar heróis. Não é quem foi o herói, mas ir atrás de quem tem as soluções. Todos têm sua parcela de culpa e alguém precisa estender a mão. Não vai ter herói nisso", advertiu.

Para ele, está na hora de parar de pensar em eleição. "Está faltando humildade, solidariedade, temos que procurar uma agenda comum que não nos distancie. Está faltando uma agenda de solidariedade. Nós temos um problema político maior do que a pandemia. Temos que gostar da canção e não do cantor", assinalou.

Quanto aos extremos que se observam no País, Múcio disse que até a imprensa tem radicalizado. "Há uma radicalização de alguns setores da imprensa que têm seus interesses. O Brasil é maior do que isso. Não é concurso de quem é mais brabo. Sou favorável que todos se entendam para enfrentarmos o problema. Tem gente passando fome. Vai ter uma quantidade enorme de desempregados. Alguém vai precisar sustentar os que estão sentindo falta de ar, os desempregados pela tecnologia", destacou.

Perguntado se o País corre algum risco de ruptura institucional, o ministro foi cauteloso. "Peço a Deus que não haja uma ruptura institucional. Nós precisamos nos entender e saber o que queremos. Qual é nosso projeto de País”.

Contundente, o ministro advertiu: "Precisamos olhar mais para o horizonte e menos para o umbigo. Vamos ter um enfrentamento brutal após essa pandemia. Ou se muda ou vão mudar. Vivemos uma “bajulocracia”, quem não bajula não tem. Poucos municípios brasileiros são autossustentáveis.

Sobre o regime presidencialista, José Múcio disse ter sido adepto dele por influência de Marco Maciel. E assim se conceituou: "Me considero um separatista constitucional. Não podemos tratar as regiões brasileiras como se fossem iguais, senão vamos viver sempre com sopapos, democracias ameaçadas. Hoje, sou parlamentarista".

Sobre eleições, se posicionou contra prorrogação de mandatos. "Acho que podemos discutir eleições depois, em novembro, dezembro. Se os prefeitos reclamam que não têm dinheiro para pagar a folha, por que querem continuar os mandatos? Se está ruim, deve assumir quem perdeu". Ainda sobre o debate esquizofrênico que o Brasil vive, afirmou que o que se vê é um campeonato de brabeza, de colisão.

Por fim, Múcio falou do seu futuro após se aposentar do TCU, mas não confirmou se projeta retornar à política com a intenção de disputar o Governo de Pernambuco. "Eu não posso ter projeto político. Se eu disser que tenho, perco minha isenção. Estou conversando sobre antecipar minha saída do Tribunal porque acho que a corte precisa ter uma renovação. Já posso me aposentar. Tenho vontade de voltar e devolver aos meus filhos o tempo que devo a eles”.

Múcio falou ainda sobre os desvios dos recursos da Covid, inclusive em Pernambuco. “Eu tenho muito medo de quem aponta sem provar. É ladrão quem se aproveita do dinheiro público, quando quem faz isso é amigo a gente diz que é sabido, mas é ladrão. Precisamos ser mais duros. O vírus da corrupção foi retroalimentado com essas compras públicas", concluiu.


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Banco de Alimentos

02/06


2020

Alexandre de Moraes toma posse como ministro do TSE

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes tomou posse, hoje, como integrante efetivo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O mandato é de dois anos.

Alexandre de Moraes atuava como ministro substituto da Corte. Também integram o TSE: Luís Roberto Barroso (presidente), Edson Fachin (vice-presidente), Og Fernandes (corregedor), Luis Felipe Salomão, Tarcisio Vieira Neto e Sérgio Banhos.

Em razão da pandemia do novo coronavírus, a cerimônia de posse de Moraes aconteceu de forma diferente da tradicional, por meio virtual.

Entre as autoridades que participaram por videoconferência, estava o presidente Jair Bolsonaro, que acompanhou a solenidade à distância, no Palácio do Planalto.

Esta foi a primeira vez que Bolsonaro e Moraes participaram do mesmo evento desde que foi deflagrada, na última quarta-feira (27), a operação da Polícia Federal que teve como alvos aliados do presidente da República.

Agentes da PF cumpriram mandados de busca e apreensão no inquérito do STF que investiga a disseminação de conteúdo falso na internet, as chamadas fake news, além de ameaças e ofensas a ministros da Corte.

A operação, autorizada por Moraes, foi criticada pelo presidente da República. No dia seguinte ao cumprimento dos mandados, Bolsonaro disse que "ordens absurdas" não devem ser cumpridas e que "não haverá outro dia igual" ao da operação.

No último domingo, Bolsonaro compareceu a um ato antidemocrático em Brasília que, entre outras reivindicações inconstitucionais, pedia o fechamento do STF. Moraes foi um dos alvos do protesto


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Prefeitura de Serra Talhada

02/06


2020

José Múcio na live do blog daqui a pouco

O entrevistado de daqui a pouco, às 19 horas, na live do Instagram do blog, será o presidente do Tribunal de Contas da União, José Múcio Monteiro, que vai tratar da crise da pandemia do coronavírus com reflexos na economia e na política.

Discreto, Múcio há muito não dá entrevistas e por isso mesmo sua live está sendo aguardada com grande expectativa no País. Vai falar também sobre contas republicanas e não republicanas e a crise na saúde.

Se você ainda não segue o Instagram do meu blog, para acompanhar as entrevistas passe a seguir agora. O endereço é @blogdomagno.


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O Jornal do Poder

02/06


2020

Delegada constrange João Campos

A delegada e pré-candidata à Prefeitura do Recife, Patrícia Domingos, descobriu, graças a este blog, que não está impedida de opinar sobre a gestão estadual ou municipal. O que ninguém esperava era que ela desse um “passa moleque” desses no deputado federal e também pré-candidato João Campos, quando questionou o PSB por tratar o povo do Recife como porcos diante dos olhos dele. Por essa, ninguém esperava.


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Comentários

marcos

Mas Delegada o líder do PT Deputado Paulo Pimenta chamou os Nordestinos de Porcos, como o PSB é um puchadinho do PT GERALDO JÚLIO RESOLVEU COMPRAR RESPIRADORES PARA PORCOS.

Fernandes

Essa delegada vai levar um de votos de João Campos, é muito fraca fica com esse blá blá blá.


Shopping Aragão

02/06


2020

Anderson: Estado frustra segmentos econômicos

O prefeito do Jaboatão dos Guararapes, Anderson Ferreira, considerou, hoje, que o Governo do Estado foi omisso no plano de abertura das atividades econômicas, ao não estabelecer datas para a maioria dos segmentos. “Prefeituras e empreendedores não foram consultados e como vimos nas repercussões negativas, frustrou a todos. O Governo do Estado causa insegurança para quem emprega e a quem depende do emprego, já que não se sabe quando a maioria das empresas voltará às atividades. Ficou de um jeito que ninguém pode se planejar a curto e nem a médio prazo”, disse Anderson Ferreira.

O prefeito observou que o Governo se preocupou em atender alguns setores que poderão elevar o Produto Interno Bruto (PIB) do Estado de imediato, mas deixou de fora outros de relevante importância social. “O Governo esqueceu da abertura dos templos e igrejas que, neste momento de tanto sofrimento, trazem conforto para as famílias e realizam um importante trabalho social, ressaltou.

Ao contrário do Governo Estadual, a Prefeitura do Jaboatão vem ouvindo representantes de todos os segmentos, pois precisam de um rumo para enfrentar a crise econômica provocada pela pandemia. “Criamos o Comitê de Análise dos Impactos Econômicos da Covid-19 e já ouvimos o Sinduscon, CDL, Sindicom, Amicro, Ademi-PE, Abrasel, Sindicombustíveis, hotelaria, indústria, Shopping Center, permissionários dos mercados públicos e líderes religiosos. Estamos reunindo os pleitos para montar nosso próprio planejamento. O objetivo é passar segurança a todos, nessa fase de recuperação da economia, mas sempre respeitando todas as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), quanto aos cuidados para evitar a disseminação do coronavírus”, assegurou Anderson Ferreira.


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02/06


2020

Fundaj: Covid-19 avança na periferia da RMR

Nos últimos 15 dias, os números de casos e óbitos por Covid-19 da Região Metropolitana do Recife (RMR) cresceram em maior quantidade nos bairros de alta vulnerabilidade social. Baseado nos Informes Epidemiológicos da Secretaria de Saúde do Recife, o mapeamento feito pela Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) mostra o avanço da pandemia nesses locais entre 10 e 25 de maio. Além disso, a pesquisa também oferece uma análise sobre os impactos econômicos e as consequências da reabertura de escolas depois do confinamento.

“O coronavírus tem características urbanas e territoriais com rápida velocidade de disseminação por meio da nossa rede de cidades. A doença se vale das nossas fragilidades, não apenas biológicas, mas também sociais. Nossas desigualdades intra urbanas e regionais potencializam sua dispersão e seus impactos”, afirmou o pesquisador e coordenador do Centro Integrado de Estudos Georreferenciados para a Pesquisa Social (Cieg) da Fundaj, Neison Freire.

Dos 15 municípios que compõem a RMR, a pesquisa selecionou os 4 mais conturbados e que apresentam as maiores populações. Ou seja, o núcleo urbano central da aglomeração urbana do Recife. Esses quatro municípios reúnem 75,4% (3.072.281 habitantes) da população total da região metropolitana (4.074.014 habitantes). Suas respectivas populações, segundo a estimativa do IBGE para 2019, foram: Recife (1.645.727 habitantes), Olinda (392.482 habitantes), Jaboatão dos Guararapes (702.298 habitantes) e Paulista (331.774 habitantes).

Considerando os 94 bairros do Recife, Jordão, Ibura e Cohab (Zona Sul) e Água Fria, Vasco da Gama, Nova Descoberta e Dois Unidos (Zona Norte) foram aqueles que apresentaram as maiores variações de casos confirmados, nos últimos 15 dias, comparados aos demais da cidade. Pina, Imbiribeira, Várzea, Iputinga, Torrões, Macaxeira e Torre são outros bairros com valores que variam entre médias e altas vulnerabilidade e número de casos confirmados.

Os bairros que mais variaram em número de óbitos foram também os mais socialmente vulneráveis: na Zona Sul, Jordão, Ibura e Cohab, na Zona Leste, Barro, Curado e Estância, e na Zona Norte, Brejo da Guabiraba, Dois Unidos, Nova Descoberta, Vasco da Gama, Alto José Bonifácio e Água Fria.

A pesquisa avaliou a variação de casos confirmados e óbitos, mapeando a relação desses indicadores com o Índice de Vulnerabilidade Social (IVS). Esse índice foi criado pelo Cieg da Fundaj. O mesmo foi calculado por setor censitário urbano, com base em 4 variáveis do Censo 2010 do IBGE: proporção de domicílios com renda até ½ salário mínimo per capita, proporção de domicílios sem abastecimento de água e coleta de lixo, bem como a inadequação de esgotamento sanitário dos domicílios.

Apesar do bairro de Boa Viagem apresentar a maior variação entre os 94 bairros do Recife (foi de 351, no dia 10 de maio, para 531 casos confirmados, no dia 25. Ou seja, 180 novos casos, 51% de aumento), o bairro tem baixo índice de vulnerabilidade social (0,03). Se compararmos com o bairro vizinho, do Ibura, por exemplo, a situação é bem diferente: no dia 10, apresentava 96 casos e no dia 25, passou para 182, um aumento de 90%, com um índice de vulnerabilidade social de 0,33. Ou seja, a variação de casos confirmados foi maior no bairro mais pobre e vulnerável.

Utilizando como exemplo os mesmos bairros do Recife relatados anteriormente, podemos observar a nítida relação entre a pandemia e a vulnerabilidade social na cidade. Em Boa Viagem, os óbitos variaram 112% (de 24 óbitos no dia 10 de maio para 51 no dia 25), enquanto no Ibura variaram 256% (de 9 para 32 no mesmo período).

Em Olinda, o bairro mais vulnerável e com maior variação de casos confirmados foi Águas Cumpridas, seguido de Sapucaia, Peixinhos, Fragoso e Jardim Atlântico. Alto da Sé, Carmo, Amparo e São Benedito foram os bairros com baixa vulnerabilidade social e menor variação de casos confirmados registrados no período estudado. Quanto a variação de óbitos, novamente Águas Cumpridas e os bairros Alto da Bondade e Caixa d’Água foram aqueles com maior variação de óbitos e alta vulnerabilidade social. Situação oposta foram os bairros de Casa Caiada e Bairro Novo, com pouca variação de óbitos e menor vulnerabilidade social. Novamente, Olinda segue o padrão de Recife e expõe suas desigualdades sociais em meio a pandemia.

No município de Jaboatão dos Guararapes, o bairro onde houve maior variação de casos e com maior vulnerabilidade foi Guararapes, seguido pelos bairros de Cavaleiro, Zumbi do Pacheco e Prazeres. Já os bairros de Vista Alegre e Comportas apresentaram menor variação de casos confirmados e têm baixa vulnerabilidade social. Os bairros de Santana, Muribequinha, Bulhões, Vargem Fria e Manassi são bairros que, apesar de terem alta vulnerabilidade social, não apresentaram grandes variações positivas de casos confirmados no período pesquisado. Nesse município, os óbitos também cresceram mais nos bairros mais pobres: Santo Aleixo, Cavaleiro e Prazeres.

Já no Paulista, o bairro com maior vulnerabilidade social e que apresentou maior variação de casos confirmados foi Jardim Paulista Baixo, seguido, em menor intensidade, pelos bairros de Paratibe, Janga e Pau Amarelo. No sentido oposto, os bairros de Jardim Paulista, Jaguaribe e Poti apresentaram menores variações e vulnerabilidade social.

“As análises desses quatro maiores municípios da região metropolitana mostram que os bairros com menor renda e precariedade no abastecimento de água, coleta de lixo domiciliar e esgotamento sanitário são aqueles que têm apresentado maior variação percentual de casos confirmados e óbitos no período pesquisado”, frisou Neison.


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02/06


2020

Coutinho soube da demissão de Kaio pelo blog

Em entrevista gravada, há pouco, para o Frente a Frente, o deputado Augusto Coutinho, presidente estadual do SD e padrinho do ex-superintendente do Incra em Pernambuco, Kaio Maniçoba, disse que tomou conhecimento do afastamento do aliado por este blog. “Nem um telefonema sequer me deram”, queixou-se, revelando desapontamento com o tratamento de adversário recebido no episódio por parte do Palácio do Planalto.

Guga, como é mais conhecido, também ficou igualmente surpreso com a notícia de que o substituto de Kaio foi indicado pelo líder do Governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB). “Esse cargo, pelo que ficou acertado, é de indicação da bancada federal”, afirmou. Sem ter a certeza do que classificou de retaliação, o deputado disse, ainda, que a única desconfiança que lhe resta para tal reação do Governo pode ter relação com o fato de o seu partido ter se negado a compor o Centrão.

Formado por um conjunto de partidos de centro-direita, o Centrão passou a ser o braço direito do Governo na construção da sua base de apoio do Congresso. A decisão de ficar fora foi do presidente da legenda, Paulinho da Força Sindical (SP), que andou, nos últimos dias, tendo comportamento de adversário com críticas veladas ao presidente Bolsonaro no caso Governo x Supremo.

A entrevista vai ar ao longo do programa que começa às 18 horas, tendo como cabeça de rede a Rádio Hits 103,1 FM, no Grande Recife. Se você quer ouvir pela internet, clique no botão Rádio acima ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio entrando no Play Store. E bom programa!


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