FMO janeiro 2020

12/08


2018

Tucano quer eleitor que debandou para Bolsonaro

PSDB traça ofensiva para reaver eleitorado que migrou para Bolsonaro

Daniela Lima – Painel – Folha de S.Paulo

Entre o rochedo e o mar - Aliados de Geraldo Alckmin, o candidato do PSDB à Presidência, começaram a traçar estratégias para, mesmo antes do início da propaganda eleitoral, tentar retomar eleitorado que já foi dele e hoje simpatiza com Jair Bolsonaro (PSL). A ofensiva deve começar no terreno menos acidentado: o interior de São Paulo, reduto de Alckmin há anos. Reconquistar a região, de perfil conservador e muito ligada ao agronegócio, é visto como o primeiro passo para fortalecer o tucano nas pesquisas.

A equipe de Alckmin também está disposta a explorar ao máximo a interface da vice do tucano, Ana Amélia (PP-RS), com os ruralistas. Ela vai representar a chapa em eventos aos quais ele não possa comparecer, especialmente no Centro-Oeste e no Sul.

Amélia começou a fazer gravações para os programas do tucano na sexta (10). Na entrevista que seria usada no horário eleitoral do rádio, chorou ao falar da infância difícil e da responsabilidade que sente em “representar as mulheres”. A coordenação da campanha ainda não sabe se vai levar o trecho ao ar.


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Comentários

marcos

Ricardo Pessoa da UTC, afirma que deu R$ 3.000.000,00 Três Milhões de Reais desviados da Petrobras para Fernando Haddad. O Cara é perigoso!

Quentura

ECONOMIST DIZ QUE BOLSONARO É AMEAÇA À DEMOCRACIA. Reportagem da revista britânica The Economist sobre as eleições no Brasil aponta o candidato do PSL à presidência, Jair Bolsonaro, como um risco à democracia.

JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

Daniela Lima, aprendiz de \"jornalista\". Estar mais para militante petralha. Não adianta Daniela, é bom JAIR se acostumando.

Quentura

ECONOMIST DIZ QUE BOLSONARO É AMEAÇA À DEMOCRACIA. Reportagem da revista britânica The Economist sobre as eleições no Brasil aponta o candidato do PSL à presidência, Jair Bolsonaro, como um risco à democracia.

Quentura

Bolsonaro é uma excrescência do golpe. Ele é o repositório temporário do ódio . Apenas isso. Bolsonaro não quer ganhar pois sabe que não tem condições de governar e nem vai ter. Pior: vai ter sua vida toda exposta e duvido que não tenha rabo preso, Ele apenas surfa na onda dos interessados em eliminar o PT do mundo. E se diverte dizendo asneiras e fazendo papel de palhaço, pois seus eleitores são assim: asnos e palhaços. Bolsonaro vai perder. Nem em São Paulo ele consegue superar o PT como pretende ganhar no resto do Brasil? O melhor de tudo isso é que ele vai perder o cargo de deputado e vai ficar na geladeira até pelo menos 2020 quando tentará a prefeitura do Rio de Janeiro e vai perder de novo.


IPTU Cabo

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28/02


2020

Minha mãe Dó faz festa no céu há 7 anos

O tempo é o senhor da razão, mas também é avassalador: voa como um jato. O que nos apresenta como algo tão próximo da memória muitas vezes leva anos de distância e uma eternidade para se compreender. Ontem, de tanta dor, por dentro e por fora, mexendo diretamente nas veias que irrigam a alma e assopram o coração de filho saudoso, não escrevi uma linha sequer sobre o dia em que Deus jogou o seu anzol celestial e resgatou para a eternidade a minha querida e inesquecível mãe Dó, a flor Margarida Martins, aos 86 anos.

Margarida é uma flor que vem do latim margarita, que significa pérola. Mamãe era uma pérola de ouro o mais brilhante, caro e raro do mundo. Seu brilho estava no olhar sedutor, aquele olhar de mãe ternura, associado a amor, muito amor. Amou meu pai, hoje carregando a cruz da sua morte próximo a completar 98 anos, a vida inteira.

A conheceu menina verde na vida, sonhadora. No Sertão, embora se carregue mais espinhos do que flores margaridas, se sonha muito, logo cedo na vida, vai desde quando se entende de gente aos anos dourados e até ao mais tênue da vida, o da velhice. 

Mamãe deu a vida ao varão da família e não pediu nada em troca. Era o grande amor da sua vida. Dizem que amor não se explica. Ama-se porque se ama. Nasce aleatório, floresce na natureza bruta, se espalha deixando marcas que o tempo não é capaz de apagar nunca.

Mamãe dizia que não queria morrer antes do meu pai, porque sabia que teria mais coração e couro de elefante para suportar do que ele. Verdade verdadeira. Papai carrega a sua partida como se fosse um túmulo de aço, longe do alcance das suas forças que a vida lhe deu.

Li que, antigamente, a margarida era considerada a flor das donzelas, simbolizando a juventude, a simplicidade e a inocência. E que é uma flor que combina muito bem com outras, e por isso é comum vê-la juntamente com outras em arranjos florais, transmitindo uma sensação de jovialidade.

Revela ainda que a margarida faz parte da infância de muitas pessoas, já que a brincadeira "bem-me-quer, mal-me-quer" é feita com esta flor.

Mamãe vivia brincando na vida e seduzindo com suas brincadeiras. De personalidade forte, herdada do meu avô Severo Martins, deportado pela seca da paraibana Monteiro, também não dava mole. Certa vez, deu um carão num eleitor do meu pai que a pediu para lavar seus pés quando aguava os jardins da nossa casa.

O voto foi perdido, mas ficou a marca da sua personalidade. Mamãe era gentil, mas só se curvava para agradecer. Dizia o que vinha na cabeça sem medo e sem ódio, mote da campanha do saudoso senador Marcos Freire. Quando soube do meu namoro com Aline Mariano, mãe dos meus filhos Magno Filho e João Pedro, olhou pra mim e disse: "Você não tem vergonha na cara não, rapaz, em se agarrar com uma Mariano?"

Por que a raiva? Os Mariano, liderados pelo saudoso ex-deputado Antônio Mariano, pai de Aline, eram adversários políticos da nossa família. Papai foi vice-prefeito e vereador por quatro legislaturas sem bater continência aos Mariano.

Isso, para ela, era um sacrilégio, um pecado imperdoável. Com o tempo, no entanto, o carisma político e a sedução que esbanja como ser humano, Aline conquistou o coração dela, que mais tarde veio até a se engajar nas suas campanhas eleitorais. E um dia vi mamãe sair das urnas dando um voto num Mariano.

São tantas histórias encantadoras da flor Margarida que dariam um livro. Mas seu grande legado é o amor, a paixão pela vida, que viveu intensamente cada minuto. Muitas emoções compartilhadas com uma taça de um bom vinho em mãos. Dizia: quer viver, vinho!

Amor de mãe não obedece lei ou piedade. É o combustível que move o filho a fazer o impossível. Amor de mãe vence preconceitos, supera os limites, enfrenta todos os desafios e te ajuda a vencer. Amor de mãe, só Deus para entender. Simplesmente amor!


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Governo de PE - Decimo Terceiro

28/02


2020

Olinda ganha hoje filial do Empório Sertanejo

Meu amigo Toninho, múltiplo empresário da noite e da musicalidade com a sua banda do Forró Muido, de projeção nacional, resolveu abrir uma filial do mais boêmio de todos os bares do Recife, o Empório Sertanejo, em Olinda. 

E mandou a intimação: bater o ponto na inauguração hoje, a partir das 20 horas. Com certeza, será um tremendo sucesso, tão igual ou maior do que o da matriz da Rua da Hora. O Empório tem uma característica única: é o bar da saideira.

Aquele point onde se bebe o último gole da noite depois que todos os botecos trancam e botam a trave para enxotar os amantes da madrugada. É onde também se joga muita conversa fora, se paquera muito e por isso mesmo atrai tanta gente boa, bonita e animada.

O próprio Toninho é uma figura plural, um gentleman na expressão da palavra. Excelente anfitrião, amigo de todos sem distinção, é capaz até de estender o seu ombro amigo ao mais chorão dos clientes, daqueles que jogam na mesa de bar as frustrações amorosas em noites de tertúlias na sofrência.

Por isso mesmo, o Empório de Olinda, da revolucionária Marim dos Caetés, já floresce sob o símbolo do sucesso. Na noite da sua abertura hoje, atrações artísticas as mais variadas, como Dinah Santos, Mácia Santos, Manoel Neto, Nega do Babado e uma canja especial do Forró Muido, na voz da estrela Natália Calazans.

O Empório Sertanejo de Olinda passa a ser, a partir de hoje, o novo point da alegria, do amor, da boemia e da descontração. Fica na Rua Augusto da Silva Braga, 816, no Bairro Novo, que logo, logo ficará conhecido como o bairro do Empório.


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acolher

28/02


2020

Congresso quer votar já vetos ao Orçamento; governo tenta adiar

Por O Globo

No cabo de guerra travado entre Congresso e o Planalto pelo controle de R$ 46 bilhões em emendas ao Orçamento de 2020, parlamentares trabalham para votar, já na próxima semana, os vetos do presidente Jair Bolsonaro ao texto. O relator do Orçamento, Domingos Neto (PSD-CE), se reunirá no domingo com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), na expectativa de pautar a votação já para a próxima terça-feira — ainda não há sessão do Congresso convocada.

Depois de fracassado um primeiro acordo entre Legislativo e Executivo, há uma nova costura em curso, mas o Planalto trabalha para adiar a votação dos vetos, que serão analisados por deputados e senadores. O governo gostaria que os vetos fossem apreciados pelos parlamentares apenas após manifestações convocadas contra o Congresso — e que foram pivô de uma crise entre o Planalto e o Parlamento, diante de um controverso apoio de Bolsonaro às manifestações, do qual o presidente tenta recuar. No governo, não está descartada a ideia inclusive de se judicializar o tema do Orçamento, caso o Congresso derrube os vetos sem entendimento com o Planalto.

Bolsonaro avisou que não concorda com o pacto anunciado há duas semanas que permitiria ao Congresso indicar a prioridade de execução de todos os R$ 16 bilhões de emendas parlamentares e de R$ 15 bilhões dos R$ 30 bilhões aprovados no Orçamento como “emenda de relator”, cuja ordem de execução será indicada por Domingos Neto (PSD). Em troca, por esse acordo, ficaria afastada a possibilidade de punição ao gestor do Executivo que não cumprisse a execução no prazo de 90 dias. Os ministros da Economia, Paulo Guedes, e da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, participaram das negociações.

Com esse pacto descartado, há interesse no Congresso de acelerar a análise dos vetos para poder começar a controlar a execução das emendas, ainda mais importantes em ano de eleições municipais. À cúpula do Congresso, o relator Domingos Neto tem usado como argumento um vídeo em que Paulo Guedes aparece dizendo querer descentralizar os recursos da União “de Brasília para o Brasil”.

O governo, por seu lado, estuda outras armas. Numa judicialização do tema, o argumento para ir ao STF contra eventuais derrubadas de vetos seria que a Constituição garante ao Poder Executivo a prerrogativa de executar o Orçamento, e a alteração legislativa está sendo feita por meio de lei ordinária.

Confira a íntegra aqui: Cabo de guerraCongresso quer votar já vetos ao Orçamento ...


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28/02


2020

Equipe de Guedes segura projetos por causa da tensão política

Por O Globo

A equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, decidiu segurar o andamento dos projetos de seu interesse no Congresso, segundo fontes que acompanham de perto as negociações. Diante de um clima político incerto, com a tensão entre o presidente Jair Bolsonaro e o Legislativo nesta semana, a decisão dos articuladores da área econômica foi esperar.

O risco, dizem interlocutores de Guedes, é criar uma insatisfação com as propostas do Ministério da Economia a ponto de inviabilizar de vez sua aprovação. Os técnicos também temem que projetos que aumentam gastos públicos ganhem força no Congresso, nesse contexto de disputa entre Executivo e Legislativo.

Por isso, o entendimento predominante na Economia, no momento, é que é melhor esperar e medir a temperatura exata da Câmara e do Senado na volta do carnaval, na semana que vem. E também aguardar a votação dos vetos presidenciais a trechos do Orçamento que desencadearam a crise.

Guedes e equipe têm ajudado o Palácio do Planalto a fechar um acordo com os parlamentares nesse tema.

Enquanto isso, a reforma administrativa - que altera regras sobre os novos servidores públicos -, pronta e assinada por Bolsonaro, permanece sem data para ser enviada ao Congresso. A apresentação do texto aos parlamentares vem sendo postergada desde novembro, em meio a resistências de assessores presidenciais e de situações políticas que foram consideradas desfavoráveis para o avanço da proposta.

As demais reformas, que já tramitam na Câmara e no Senado, também tendem a atrasar. São os casos da Proposta de Emenda à Constituição chamada de PEC Emergencial, a que extingue fundos públicos, e a chamada PEC do novo Pacto Federativo.

Confira a íntegra da reportagem aqui: Equipe de Guedes decide segurar projetos por causa da ...


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Cúpula Hemisférica

28/02


2020

"Não há motivo para pânico", diz chefe da OMS no Brasil

Por TV Globo

A chefe da Organização Mundial de Saúde (OMS) no Brasil, Socorro Gross, afirmou em entrevista à GloboNews nesta quinta-feira (27) que "não há motivo para pânico" em relação ao novo coronavírus.

Socorro Gross tem participado das reuniões no Ministério da Saúde e da elaboração de medidas de monitoramento da disseminação da Covid-19, a doença provocada pelo vírus.

Mais cedo, nesta quinta, o ministério informou que o Brasil tem 132 casos suspeitos de coronavírus. Um caso foi confirmado nesta quarta (26), em São Paulo.

"Não há motivo para pânico. As pessoas ficam ansiosas e é normal. É normal que nós, como seres humanos, quando acontece algo novo, fiquemos com dúvidas e, ficando com dúvidas, podemos ter pânico. Mas esse vírus, que é novo, nós conhecemos mais que outros vírus, conhecemos mais informação, temos mais pesquisa, temos mais informação da transmissão, do tratamento, de quantos casos podem ser severos, de quais são as populações que são mais afetadas", afirmou Socorro Gross.

De acordo com a chefe da OMS no Brasil, a organização declarou alerta máximo, de emergência de saúde pública de interesse internacional, mas ainda não há uma pandemia declarada mesmo que a Covid-19 tenha sido registrada em vários continentes.

"Para uma pandemia, o comitê de emergência, que são comitês de 'experts', que analisam os fatos, vai recomendar ao diretor-geral, que é a pessoa que pode declarar uma pandemia, se é ou não necessário declarar ou não uma pandemia. Agora, neste momento, não há uma pandemia declarada", afirmou.


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Prefeitura de Serra Talhada

28/02


2020

PRF registra redução de mortes nas estradas federais em Pernambuco

Do G1 - PE

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou, ontem, que houve redução de 33% no número de mortes nas estradas federais que cortam Pernambuco, durante o carnaval 2020. De acordo com o balanço, este ano, foram registrados quatro óbitos, contra seis, em 2019.

A operação do Carnaval 2020 aconteceu entre os dias 21 e 26 de fevereiro. Neste período, ocorreram 69 acidentes, um a menos do que o notificado entre 1º e 6 de março do ano passado.

Ainda segundo a PRF, foram registrados 47 casos de pessoas feridas, este ano, Em 2019, os acidentes deixaram 38 com lesões.

A PRF informou também que, dos quatro acidentes com morte, três envolveram motocicletas. Um deles ocorreu no domingo (23), no quilômetro 178,5 da BR-101, em Joaquim Nabuco, na Mata Sul de Pernambuco.

O condutor de uma moto, de 21 anos, morreu após colidir na traseira de um veículo não identificado, que saiu do local do acidente.

Na sexta-feira (21), no quilômetro 96,4 da BR-423, em Garanhuns, no Agreste, o motorista de um caminhão colidiu na traseira de outro veículo de carga que estava fora da rodovia. A suspeita é de que o condutor, de 30 anos, tenha apresentado um mal súbito na direção do veículo.

Notificações

Em seis dias, foram fiscalizados 7.891 veículos e 8.202 pessoas, sendo emitidas 3.592 autuações por diversas irregularidades. Entre elas, destacam-se 391 por ultrapassagens em local proibido, 203 pelo não uso do cinto de segurança, 87 pela falta do capacete e 38 pela ausência da cadeirinha.

Com o apoio de equipes da Operação Lei Seca, foram realizados 3.960 testes com o bafômetro, que resultaram em 97 autuações e duas prisões de motoristas sob efeito de álcool. Do total de autuações, 86 foram por recusa e 11 por constatação de embriaguez.

Ao todo, oito pessoas foram detidas por vários crimes. Entre eles, estão receptação de veículo roubado, com mandado de prisão em aberto, e dirigir pondo em perigo a segurança alheia.

Foram recolhidos 33 animais que estavam soltos às margens da rodovia e retiradas de circulação 6,2 toneladas de mercadorias com excesso de peso.

Durante a operação também foram recolhidos 261 veículos irregulares, 223 Certificados de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLVs) e 45 Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs).


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Prefeitura de Limoeiro

28/02


2020

Bolsonaro ataca jornalista e nega ter compartilhado vídeo

Por Estadão Conteúdo

O presidente Jair Bolsonaro atacou ontem, a jornalista Vera Magalhães, editora do BRPolítico e colunista do Estadão, que noticiou que ele enviou a seus contatos no WhatsApp vídeo convocando para manifestações marcadas para o dia 15 de março. Os protestos, em defesa do governo e contra o Congresso, têm sido convocados por grupos ligados ao bolsonarismo desde a semana passada. Em entrevista na porta do Palácio da Alvorada, Bolsonaro disse que Vera "mentiu". Depois, em transmissão pelo Facebook, voltou a atingir a jornalista.

"A Vera mentiu. Eu quero que a Vera mostre o vídeo em que eu estou convocando as pessoas para isso", afirmou o presidente, ao ser questionado se busca refazer uma parceria com o Legislativo.

Bolsonaro disse que o vídeo divulgado pela jornalista teria sido gravado em 2015. Há, na gravação, porém, imagens que foram feitas depois disso. Um dos vídeos mostra imagens da facada sofrida por Bolsonaro, em setembro de 2018, durante a campanha presidencial. Há imagens dele no hospital e portando a faixa presidencial. "Tem um (vídeo) de 2015, que, por coincidência, no 15 de março houve um movimento, que foi num domingo", afirmou o presidente. Em 2015, contudo, Bolsonaro ainda era deputado federal e a facada que ele sofreu foi em setembro de 2018.

Questionado se a polêmica pode atrapalhar votações de interesse do governo no Congresso, repetiu: "Estou aguardando a Vera mostrar o vídeo dela. E não vai mostrar, né? O caráter dela...", nesse momento o presidente é interrompido por outra pergunta e não completa o raciocínio.

O BRPolítico revelou que Bolsonaro compartilhou com seus contatos do WhatsApp dois vídeos convocando para os protestos. O site divulgou também o print da tela do celular que mostra o presidente como autor dos disparos e os vídeos.

Nesta quarta-feira, Bolsonaro já havia comentado sobre o assunto nas suas redes sociais. Pelo Twitter, afirmou que envia mensagens de "cunho pessoal" a dezenas de amigos pelo WhatsApp. Na ocasião, ele não negou ter compartilhado o vídeo que chama para os atos.

Em entrevista ao Estadão, o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, afirmou que Bolsonaro repassou a peça com a justificativa de que ela faz a defesa do presidente. O ex-deputado federal e amigo de Bolsonaro, Alberto Fraga (DEM-DF), também confirmou à reportagem ter recebido um outro vídeo, com mesmo teor, do telefone pessoal do presidente.

A reportagem provocou uma onda de ofensas à Vera por parte de apoiadores do presidente nas redes sociais. A hashstag #VeraFakeNews chegou a ficar nos trending topics do Twitter, mesmo argumento usado hoje por Bolsonaro.

O vídeo divulgado pelo presidente, no entanto, faz uma clara menção às manifestações do dia 15. "Ele foi chamado a lutar por nós. Ele comprou a briga por nós. Ele desafiou os poderosos por nós. Ele quase morreu por nós. Ele está enfrentando a esquerda corrupta e sanguinária por nós. Ele sofre calúnias e mentiras por fazer o melhor para nós. Ele é a nossa única esperança de dias cada vez melhores. Ele precisa de nosso apoio nas ruas. Dia 15.3 vamos mostrar a força da família brasileira. Vamos mostrar que apoiamos Bolsonaro e rejeitamos os inimigos do Brasil. Somos sim capazes, e temos um presidente trabalhador, incansável, cristão, patriota, capaz, justo, incorruptível. Dia 15/03, todos nas ruas apoiando Bolsonaro", diz o texto que aparece na tela, entremeado por imagens de Bolsonaro sendo esfaqueado, no hospital e depois em aparições públicas.

Pouco depois de falar na porta do Alvorada, Bolsonaro fez uma transmissão ao vivo pelo Facebook em que repetiu a versão de que o vídeo divulgado pelo WhatsApp é em apoio a manifestações em 2015. "Eu disparei trilhões de 'zap' pedindo o apoio de todos na manifestação de 15 de março. O que eu mandei para poucas pessoas, eu mando sem filtro, são ministros, algumas personalidades, talvez não passe de 50, de 60. A Vera Magalhães teria recebido um vídeo meu pedindo, sim, o apoio para a manifestação de 15/03/2015. Então esse vídeo deve estar rodando por aí, vou botar no Facebook daqui a pouco. É um vídeo em que eu peço o comparecimento do pessoal num dia pelo que parece", afirmou.

"Vera Magalhães, eu não sou da tua laia, em cima disso você fez a matéria de que eu teria feito isso. E depois, como ela viu que tinha feito besteira, porque o vídeo é de 5 anos atrás, começou a ligar para algumas pessoas para saber e eu tinha mandado o 'zap' ou não e uma pessoa teria confirmado que eu mandei um 'zap'", completou o presidente na sua 'live' semanal.

"Agora, o vídeo ela não mostra. Veja lá se eu estou atacando o parlamento brasileiro, atacando o Poder Judiciário, atacando quem quer que seja. Ela não divulga isso daí. Ela printou o vídeo e mostrou o print, não mostrou o vídeo. Até o vídeo que está no print dela não tem nada ver, é um vídeo que fala da minha vida, da facada, da campanha, não é nada mais além disso. Mas não posso afirmar, com toda a certeza...ela queria dar um furo de reportagem com aquele meu vídeo convocando o pessoal para 15 de março, domingo, mas no seu afã de dar o furo rapidamente, ela foi e esqueceu de ver a data que era 2015. Se bem que dá para ver, perceber um pouquinho no meu semblante, que eu estou um pouco mais jovem. Mais um trabalho porco que a mídia toda repercutiu isso daí", disse o presidente na transmissão ao vivo.

A divulgação do vídeo tem sido tratada como um endosso, por parte de Bolsonaro, às manifestações e gerou reações no mundo político e nas redes sociais.

Veja abaixo o posicionamento da Diretoria de Jornalismo do Grupo Estado sobre as declarações do presidente:

"O Estado de São Paulo lamenta que o Presidente da República ataque a jornalista Vera Magalhães acusando-a de mentir por ter revelado que ele divulgou via WhatsApp dois vídeos conclamando a participação nas manifestações previstas para o próximo dia 15 de março. Ao agir assim, ignorando os fatos, endossa conteúdos falsos vinculados ao tema que circulam nas redes sociais, algumas com ameaças veladas ou não direcionadas à Vera Magalhães."


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28/02


2020

Governador do Rio: "resposta jurídica" a Bolsonaro é impeachment

Por Estadão Conteúdo

O governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), criticou ontem, o compartilhamento pelo presidente Jair Bolsonaro de vídeo de teor anti-Congresso e disse que "a resposta jurídica para isso é o impeachment". Segundo Witzel, "apoiar um movimento destrutivo da democracia (...) evidentemente afronta à Constituição".

A colunista do Estadão, Vera Magalhães, revelou que o presidente usou seu celular pessoal para disparar, via Whatsapp, um vídeo que convoca apoiadores a irem às ruas no dia 15. A manifestação tem sido articulada por grupos de direita em repúdio ao Congresso.

Bolsonaro não negou ter feito o compartilhamento e disse que "troca mensagens de cunho pessoal, de forma reservada". Witzel rebateu a justificativa e afirmou que "enquanto ele for presidente, todas as manifestações serão consideradas manifestações do presidente da República". a resposta do presidente.

"Quer fazer (manifestação) em caráter privado? Renuncie à Presidência da República e pode fazer em caráter privado. Enquanto ele for presidente, o que ele fala, o que ele faz, o que ele comunica, para quem quer que seja, é uma comunicação do presidente da República e nós não podemos aceitar que um presidente da República, diante de um movimento destrutivo da democracia, compartilhe esse tipo de vídeo", afirmou o governador.

O governador do Rio se elegeu em 2018 na esteira dos votos de Bolsonaro e com discurso voltado à segurança pública semelhante ao do presidente. Desde então, ele tem se distanciado politicamente do presidente e já classificou Bolsonaro como "despreparado". O presidente acusou Witzel de manipular investigações do assassinato da vereadora Marielle Franco e acusa o ex-aliado de usar polícia e órgãos de investigação estaduais para atingi-lo. O governador diz que irá acionar o presidente na justiça pelas acusações.

Em Washington, onde participou de evento organizado na American University, Witzel afirmou que um movimento como o convocado para o dia 15 busca "a desconstrução do País". "É uma sequência de desrespeitos em relação aos governadores, a membros do Congresso, e não é só ele, tem a declaração do general Heleno. Isso não é bom para o Brasil, não resolve o problema das pessoas que estão precisando de empregos. Estamos patinando desde o ano passado. Nada andou, nada avançou", afirmou.

A jornalistas, Witzel abriu o Whatsapp em seu celular e mostrou na tela do aparelho o vídeo no qual sua imagem aparece junto a de parlamentares e ministros do Supremo associados a doença ao som da música Pulso dos Titãs. O vídeo fora enviado ao governador por um deputado federal.

"O vídeo que eu recebi mostra ele (Bolsonaro) como um salvador, mostra o presidente como uma pessoa que foi eleita pelo povo para salvar o povo. (...) Se o presidente tem conhecimento ou não, eu não perguntei a ele, mas nós vamos fazer uma ilação de que ele tem conhecimento de que esse movimento é um movimento destrutivo, não é um movimento construtivo. Quem exerce um cargo de mandatário do povo para poder criar dias melhores para a população, um diálogo respeitando as instituições, não pode ter um comportamento como esse", afirmou o governador.

Witzel seguiu com outras críticas ao governo Bolsonaro, além do compartilhamento do vídeo, como a falta de diálogo com governadores e dificuldades na economia. Ele disse que Bolsonaro já fez "outras manifestações inadequadas" de críticas aos governadores e que o trato com o presidente "é um relacionamento muito difícil, que não agrega ao nosso País". "Os governadores têm pedido ao presidente bom senso e equilíbrio, que ele converse com a população e com os governantes, sob pena de chegarmos a uma situação de completo descontrole da sociedade porque a população espera resultados", afirmou.

"Se isso não acontecer, não gerar emprego, não resolver o problema dos Estados e municípios, a economia não avançar, ele próprio vai ser colocado para fora do poder: ou pelo voto em 2022 ou num processo de impeachment que naturalmente vai ser levado a efeito diante daquilo que ele está fazendo contra as instituições democráticas", disse Witzel.


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28/02


2020

Lula participará de atos e receberá homenagens na Europa

Por ISTOÉ

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve viajar à Europa na próxima semana para atos na França, Suíça e Alemanha. Na capital francesa, Lula receberá o título de cidadão honorário da cidade. De acordo com o site oficial do ex-presidente, a homenagem será concedida pela prefeita de Paris, Anne Hidalgo, por conta do trabalho de Lula contra a fome e a miséria. Na próxima terça-feira (3), o petista vai participar do “Festival Lula Livre”, evento que vai contar com a presença da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT).

Já na sexta-feira (6) da próxima semana, o ex-presidente estará em Genebra, na Suíça, para uma reunião com representantes do Conselho Mundial das Igrejas (CMI), o qual é composto por 340 igrejas de 120 países. Além deste compromisso em território suíço, Lula também participará de encontro com representantes de sindicatos.

Por último, o ex-presidente vai à capital alemã para se reunir com líderes sindicais e políticos. No próximo dia nove de março, Lula estará no “Encontro em Defesa da Democracia no Brasil”, um ato público com representantes internacionais da campanha “Lula Livre”.

As viagens foram autorizadas pelo governo Jair Bolsonaro (sem partido), o secretário-executivo do atual presidente, Antônio Carlos Paiva Futuro, deu anuência para os servidores Carlos Eduardo Rodrigues Filh e Misael Melo da Silva acompanharem o ex-presidente.


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28/02


2020

Mortes por coronavírus na China sobe para 2.788

Por Estadão Conteúdo

A Comissão Nacional de Saúde da China informou ontem, que o número de casos de coronavírus subiu para 78.824 e o total de mortes aumentou para 2.788 no país. Em relação à atualização de quarta-feira, 26, foram 327 novos infectados e 44 novos óbitos.

Em comunicado, o órgão chinês afirmou, também, que há 2.308 casos suspeitos na China e que 36.117 pessoas já foram curadas. O documento informou, ainda, que há dez casos da doença confirmados em Macau, 32 em Taiwan, com uma morte, e 93 em Hong Kong, com dois óbitos.


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