FMO janeiro 2020

04/06


2020

Famosos se comovem com morte de filho de doméstica

Do G1

Políticos, artistas e outros famosos se comoveram com a morte do menino Miguel Otávio, de 5 anos, que caiu do 9º andar do conjunto de edifícios conhecido como Torres Gêmeas, no Recife. No Twitter, a hashtag #JustiçaPorMiguel ultrapassou 300 mil publicações e se tornou o assunto mais comentado do Brasil, nessa rede social, hoje.

No momento da queda, a mãe de Miguel, a doméstica Mirtes Renata, tinha ido passear com o cachorro da patroa, Sarí Gaspar Côrte Real, esposa do prefeito de Tamandaré, Sérgio Hacker (PSB).

Miguel Otávio Santana da Silva tinha sido deixado pela mãe no apartamento sob os cuidados da patroa, que tinha dito para Mirtes descer do edifício para passear com o cachorro. No apartamento, estava também a manicure da empregadora. A primeira-dama de Tamandaré foi presa em flagrante por homicídio culposo, mas pagou R$ 20 mil de fiança e foi liberada.

A médica Thelma Assis, vencedora do Big Brother Brasil em 2020, criticou a atitude da patroa, de ter mantido a mãe de Miguel indo trabalhar durante a pandemia do novo coronavírus. Em abril, o próprio prefeito Sérgio Hacker, foi diagnosticado com Covid-19. A mãe de Miguel disse que, mesmo nessa época, continuou trabalhando para o casal.

A presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffmann, disse que a patroa "abandonou Miguel à própria sorte".

O prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), publicou uma mensagem expressando solidariedade à família de Miguel, que mora no Barro, na Zona Oeste da capital pernambucana, e referindo-se à morte da criança como "uma perda irreparável".

O caso

Miguel morreu ao cair do 9º andar de um edifício de luxo no Recife após a mãe descer para passear com o cachorro dos patrões e deixar o menino aos cuidados da patroa. A empregadora foi autuada por homicídio culposo, mas não teve o nome divulgado pela Polícia Civil. Ela foi presa em flagrante, mas pagou R$ 20 mil de fiança e responderá em liberdade.

Hoje, Mirtes contou em entrevista à TV Globo que era empregada doméstica do prefeito de Tamandaré, Sérgio Hacker, e da mulher dele, Sarí Côrte Real.


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Prefeitura de Serra Talhada

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12/07


2020

Uma zebra chamada hidroxicloroquina

Roberto Vieira*

É SIMPLES do ponto de vista contábil e midiático. Qualquer um pode entender a batalha bíblica entre Davi e Golias.
De um lado, um pobre e pequeno pastor de ovelhas e do outro o colossal guerreiro gigante favoritissimo nas casas de apostas.

De um lado drogas terceuromundistas e do outro a decantada ciência do terceiro milênio.

Um kit de Hidroxicloroquina com Azitromicina e zinco custa 80 reais. Ou 14 dólares, por aí. O kit precisa ser usado precocemente para surtir efeito. Caso seja utilizado em estágios avançados não funciona. Nesses casos temos os corticóides, antigos e baratos.

O tratamento não gera manchetes, holofotes ou Prêmio Nobel - os que tinha de ganhar já ganhou.

Do outro lado temos dois Golias. O primeiro é o Remdesivir da Gilead Sciences aprovado nos EUA e Europa, e agora no Brasil, para tratamento do covid-19. A empresa anunciou bons resultados com o uso da medicação que originalmente tinha como alvo o Ebola.

O custo do tratamento completo com Remdesivir?

Cerca de 15 mil reais.

Por último, a descoberta da solução ideal que será a vacina contra o coronavírus. Mais de duzentas patentes em disputa no planeta cada dia mais apavorado pela pandemia. A maioria delas utiliza as tecnologias mais caras possíveis, ignorando pesquisas antigas sobre o coronavírus feitas, por exemplo, pela Escola Nacional de Medicina Tropical no Texas.

Custo da nova vacina produzida nos super laboratórios? Segundo o Medscape:

'If a COVID-19 vaccine yields a price of, say, $500 a course, vaccinating the entire population would bring a company over $150 billion, almost all of it profit.'

150 bilhões de dólares. E não acreditem no que falam sobre vacina de graça. Não existe café da manhã de graça, já dizia Margareth Thatcher.

Relembrando os tempos da AIDS e ainda seguindo o Medscape:

'When AZT, the first effective drug for combating the virus that causes AIDS, was introduced in 1992, it was priced at up to $10,000 a year or about $800 a month. It was the most expensive prescription drug in history, at that time. '

O AZT foi a droga mais cara na história da Medicina e podem apostar que a nova vacina contra o coronavírus vai superar essa marca.

Portanto, para mídia e laboratórios, é melhor que esse kit da Hidroxicloroquina não sirva mesmo pra nada.

Não existe mais lugar para uma zebra chamada Davi no planeta Terra. Quanto mais uma zebra chamada Hidroxicloroquina...

Onde já se viu!

*Médico oftalmologista, escritor e pesquisador pernambucano.


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Abreu e Lima - Prefeitura - Abreunozap

12/07


2020

Paulo Câmara abandona estradas do Sertão


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Banco de Alimentos

12/07


2020

No Brasil, desinformação é política de Estado

O jornalista João Ruela Ribeiro, do periódico português Público, assina artigo na edição de hoje sobre o presidente Jair Bolsonaro. O texto "No Brasil do 'gabinete do ódio', a desinformação virou política de Estado" faz uma análise pessimista do panorama político de nosso país.

"A polarização política levada ao extremo tornou as convicções individuais mais relevantes do que os factos para os milhões de brasileiros que são bombardeados com notícias falsas diariamente.

Quando, na semana passada, Jair Bolsonaro revelou publicamente ter contraído a covid-19, grande parte das reacções dos seus opositores foi de cepticismo acerca dessa informação, rapidamente propagada pelas redes sociais. Para uma parte expressiva da sociedade brasileira, é plausível que o seu Presidente minta em relação ao seu estado de saúde tendo em vista algum tipo de ganho político. Anos de desinformação semearam uma desconfiança entre os brasileiros que será difícil superar", traz o início do artigo.

O texto completo está disponível no site do Público.


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12/07


2020

Rios de ideias e pensamentos

Marlos Porto*

"Quantos assassinatos foram cometidos por regimes ditos comunistas? Vamos, portanto, criminalizar o comunismo!" - dizem alguns, lembrando do terror na União Soviética sob Stalin, na China sob Mao Tse Tung, abusos cometidos em Cuba, no Camboja, no leste europeu, na Coreia do Norte, etc.

Quem assim fala, por coerência, deveria também dizer: "quantos assassinatos foram cometidos por regimes ditos católicos? Vamos, portanto, criminalizar o catolicismo!" - pois seria correto lembrar também das atrocidades das Cruzadas no Oriente e também na Europa (contra os cátaros, na Cruzada Albigense); das barbáries da "Santa" Inquisição contra as mulheres (inclusive Joana D'Arc), contra minorias como judeus, protestantes, ciganos, etc., e contra cientistas e filósofos (como Giordano Bruno e Nicolau Copérnico), e do Massacre da Noite de São Bartolomeu, em Paris (contra os protestantes franceses - os huguenotes).

Deveria também dizer: "quantos assassinatos foram cometidos por regimes ditos protestantes? Vamos, portanto, criminalizar o protestantismo!", pois seria necessário lembrar do massacre contra os anabatistas, que contou com o apoio de Lutero, na Guerra dos Camponeses, na Alemanha; da morte de Miguel Servet ("teólogo, médico e filósofo aragonês, humanista, interessando-se por assuntos como astronomia, meteorologia, geografia, jurisprudência, matemática, anatomia, estudos bíblicos e medicina" - vide Wikipedia), denunciado, entre outros, pelo próprio João Calvino; da morte de Thomas Morus, condenado por se negar a reconhecer Henrique VIII como cabeça da igreja protestante da Inglaterra, e mesmo dos massacres de Cunhaú e Uruaçú, no Rio Grande do Norte, em 1645, pelos invasores holandeses contra os católicos que se recusaram a abraçar a fé calvinista.

É preciso também, por fim, dizer: "quantos assassinatos foram cometidos por regimes ditos capitalistas? Vamos, portanto, criminalizar o capitalismo!", pois seria necessário lembrar da violência (inclusive da escravidão) feita pelas potências ocidentais mercantilistas (sendo o mercantilismo o precursor do capitalismo), capitalistas e imperialistas nas colônias das Américas, da África e da Ásia; do Regime do Terror sob Robespierre, na França; das mortes dos trabalhadores nas fábricas, nas minas, em túneis, na construção civil, etc., geralmente em condições insalubres; das mortes de crianças entaladas ao limparem as chaminés na Inglaterra (sendo que tal prática só foi abolida em 1875 pelo Parlamento Britânico); da violência cometida pelos EUA, em suas ocupações mundo afora, quase sempre em defesa de seus interesses econômicos; dos movimentos discriminatórios e autoritários de supremacistas brancos nos EUA e em outras partes do mundo, inclusive do regime do Apartheid na África do Sul; do fascismo, do nazismo, do franquismo, do salazarismo, das ditaduras sul-americanas e africanas, posto que todos estes regimes eram capitalistas, em maior ou menor grau, e defendiam o direito de exploração de uns sobre outros, defendiam a opressão do homem pelo homem.

Restaria, então, o anarquismo? Talvez. Mas, para ser coerente, também em nome do anarquismo foram cometidos muitos crimes e atrocidades. Basta lembrar dos excessos do exército de Néstor Makhno, na Ucrânia, de práticas violentas de alguns grupos anarquistas, nos séculos XIX e XX, e mesmo no século XXI. 

Qual o caminho, então? Certamente, não é a criminalização.

Não se criminalizam ideias, amigos.

A apologia nazista é exceção, posto que esse regime é totalmente inconciliável com uma sociedade que se pretenda livre, igualitária e justa e que tenha a dignidade humana como fundamento.

Outras vertentes de pensamento, seja político, como as ideias liberais, capitalistas, socialistas, comunistas ou anarquistas, seja de cunho religioso, como o católico, o protestante/evangélico (em suas múltiplas formas), o islâmico, o hindu, o budista, etc., podem, apesar de graves erros históricos, maiores ou menores, se harmonizar com os princípios constitucionais de nossa sociedade.

Não que não possa ou que não deva haver divergências ou choques entre tais correntes de pensamento, ou de alguma(s) desta(s) com o pensamento predominante na sociedade em determinada época; é natural que por vezes haja. Assim como as águas do Rio Solimões e do Rio Negro não se misturam no início, é inconteste que mais na frente todas desaguam no mar, por vezes gerando choques violentos.

Penso que é preciso, ao longo de nossas vidas, respeito, diálogo e tolerância com aqueles que defendem pensamentos ou ideias diferentes dos(as) nossos(as), pois todos esses ramos/vertentes, à semelhança dos inúmeros afluentes que correm para formar o Rio Amazonas, são responsáveis por formar a riqueza do pensamento e da cultura de uma sociedade, nos seus mais variados aspectos, a fim de, ao cabo, desaguarem todos juntos em uma sociedade melhor e cada vez mais evoluída.

*Marlos Porto é servidor público e membro do Cidadania em Arcoverde


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O Jornal do Poder

12/07


2020

PMPB recaptura fugitivo de presídio em Limoeiro

A Polícia Militar da Paraíba recapturou, no início da tarde de hoje, um preso que havia escapado da Penitenciária Doutor Ênio Pessoa Guerra, em Limoeiro, no Agreste Pernambucano. Os agentes encontraram José Jadielson na cidade de Barra de Santana, no Cariri. Segundo o Blog do Bruno Lira, o fugitivo tentou reagir à abordagem policial.

Na última quinta-feira (9), 27 detentos fugiram após uma explosão no muro da unidade. De madrugada, homens chegaram em um carro e usaram artefatos para abrir um buraco na parede, além de metralharem a guarita. 


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12/07


2020

Ex-deputado Nelson Meurer morre vítima de Covid-19

Estadão

O ex-deputado federal Nelson Meurer (PP) morreu na manhã deste domingo, 12, vítima da covid-19, aos 77 anos. Ele estava internado em um hospital particular desde terça-feira, quando deixou a Penitenciária Estadual de Francisco Beltrão (PR), onde cumpria pena de 13 anos, 9 meses e 1o dias de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro.

Primeiro político condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na Lava Jato, Meurer foi acusado de receber propina para dar apoio político à permanência de Paulo Roberto Costa na diretoria de abastecimento da Petrobrás. Ele foi condenado pela Segunda Turma do Supremo em maio de 2018. Em outubro do ano passado, após o esgotamento dos recursos, o ministro Edson Fachin, determinou a prisão do ex-parlamentar. 

Em abril, em meio à pandemia do novo coronavírus, a defesa de Meurer entrou com recurso no Supremo para que ele cumprisse o restante da pena em prisão domiciliar, alegando que ele estava no grupo de risco por ser idoso, ter diabetes e cardiopatias. Fachin negou o pedido, afirmando que não havia superlotação na penitenciária nem outros presos contaminados. 

Neste domingo, o advogado Michel Saliba lamentou a decisão de Fachin: "Ele (Meurer) não teria a menor condição de sobreviver naquele presídio, mesmo antes do coronavírus."

Nascido em 23 de julho de 1942 em Bom Retiro (SC), Meurer era ligado ao setor agropecuário. Nos anos 1990, presidiu o sindicato dos produtores rurais de Francisco Beltrão (PR), município que administrou de 1989 a 1993. Em 1995, ganhou eleição para o primeiro de seis mandatos consecutivos na Câmara dos Deputados, pelo . Em 2018, já condenado pelo Supremo, não se candidatou. 

A prefeitura de Francisco Beltrão emitiu nota de pesar pela morte de Meurer. "Além de reconhecer o seu trabalho em prol de Francisco Beltrão, deseja força para a família. O prefeito Cleber Fontana decretou luto oficial no município", diz nota publicada na página oficial da prefeitura. 


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12/07


2020

"Um país à beira da recessão", avalia Bolsonaro

Houldine Nascimento, da equipe do blog

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) publicou em sua conta oficial no Facebook, hoje, um breve texto sobre a crise provocada pelo novo coronavírus. Intitulada "A hora da verdade", a publicação traz tópicos que versam sobre as consequências da pandemia no setor econômico, com demissões em massa e o aumento da informalidade.

Leia o texto do presidente na íntegra:

- A HORA DA VERDADE:

- Milhões de empregos destruídos, dezenas de milhões de informais sem renda e um país na beira da recessão.

- A situação só não está pior pelas ações do Governo Federal que foi ao socorro das pequenas e médias empresas, arranjou recursos para estados e municípios e está pagando Auxílio Emergencial de R$ 600,00 para mais de 60 milhões de pessoas.

- Sempre disse que o efeito colateral do combate ao vírus não poderia ser pior que o próprio vírus.

- A realidade do futuro de cada família brasileira deve ser despolitizada da pandemia. Os números reais dessa guerra brevemente aparecerão.

- A desinformação foi uma arma largamente utilizada. O pânico foi disseminado fazendo as pessoas acreditarem que só tinham um grave problema para enfrentar.

- Não será fácil, mas havemos de recomeçar. BOM DIA A TODOS.


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12/07


2020

A paixão de papai pela política e a sinceridade de mamãe

Entre um olhar à distância recomendado em tempos de pandemia, a vontade de abraçar e beijar sua face perfumada do meu pai Gastão Cerquinha ao longo dos últimos três dias em Afogados da Ingazeira, me chega essa pérola de vídeo enviado pela minha conterrânea Márcia Cruz. O longo depoimento, gravado pelo meu amigo Fernando Pires, foi dado por papai e mamãe Margarida há 10 anos, quando completaram 60 anos de amor e cumplicidade.

Já tinha visto, mas foi muito emocionante rever neste momento de tempos sombrios. Por isso, compartilho com meu público para que possa compreender a fonte da minha inspiração permanente. Redescobrir a paixão do meu pai pela amada que Deus levou há sete anos, pelos filhos, que revela ser o grande tesouro da sua vida, e por outra paixão ardente, a política, além do amor pela sua terra, a qual escreveu três livros sobre seus grandes personagens, é de arrepiar.

Descobrir, mais do que isso, a forte personalidade de mamãe, que puxou ao meu avô Severo. No depoimento, ela confirma histórias que já contei por aqui, como o desgosto por papai ter se abraçado com a vida pública, e o engraçado episódio do eleitor que pediu para ela lavar seus pés. Mamãe era uma mulher sincera, transparente e valente. Dizia na cara o que não gostava, agradasse ou não ao interlocutor. Herdou de vovô Severo, dos Martins da paraibana Monteiro.

Que saudade! Clique e veja se tiver um tempinho. 


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12/07


2020

Olímpio vai deixar PSL se sigla voltar a apoiar Bolsonaro

UOL

O senador Major Olimpio (PSL-SP) ameaçou deixar o PSL caso o partido se reaproxime do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). "Se isto acontecer, sentirei muita saudade do partido. TCHAU QUERIDOS!", escreveu ele em uma rede social.

No post, político fez uma referência a uma reportagem do jornal O Globo "dando conta que Bolsonaro busca reaproximação com o PSL para ampliar sua base, e que ligou para Bivar e que o vice-presidente do partido, Rueda e Flávio Bolsonaro costuram a aproximação, me deu vontade de vomitar", escreveu ele em seu perfil no Twitter.

Bolsonaro foi eleito presidente pelo PSL, mas se desfiliou do partido em 2019 para tentar criar uma nova legenda, o Aliança Pelo Brasil.

Em abril deste ano, o PSL entrou com um pedido de impeachment contra o presidente devido ao episódio da troca do comando na Polícia Federal. O pedido foi protocolado pela líder do PSL na Câmara dos Deputados, Joice Hasselman, ex-aliada da família Bolsonaro.


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12/07


2020

Da Fonte pede e Governo suspende cobrança do Fies

O deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE) celebrou a sanção da Lei que suspende a cobrança do Programa de Financiamento Estudantil (Fies) até o fim do ano. Em março, o parlamentar propôs ao Ministério da Educação que os estudantes não precisassem pagar as parcelas até o fim da pandemia. A Lei com a suspensão foi publicada no Diário Oficial da União.

“Ouvimos estudantes e familiares, todos preocupados com a crise financeira, mas querendo honrar o compromisso com o Fies. São pessoas de bem e que têm no estudo a única forma de conseguir uma vida melhor”, explicou o parlamentar.

Terão direito à suspensão os estudantes que estavam com o pagamento em dia até 20 de março. O saldo suspenso deverá ser pago de forma diluída nas parcelas restantes.


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12/07


2020

Moradores do Poço lutam contra novo prédio

G1 PE

Moradores do bairro do Poço da Panela, na Zona Norte do Recife, se manifestaram contra a implantação de um grande prédio comercial na Avenida Dezessete de Agosto. No local, a prefeitura da capital deu uma licença prévia para a construção de uma loja do Atacado dos Presentes com dois subsolos e três andares.

Na área, um portão simples esconde o que parece ser mais um terreno vazio. O local tem mais de 12 mil metros quadrados. A concessão da licença prévia não agradou alguns moradores, que começaram uma campanha nas redes sociais contra a construção. O prédio da loja é um vizinho gigante que eles não querem ter.

"Nós temos que nos juntar e agir para que isso não aconteça e destrua o nosso bairro, que já está tão descaracterizado, mas ainda é tão gostoso. Eu acredito que é um projeto que vai ser muito ruim para o bairro, muito ruim para o trânsito, para o meio ambiente", afirmou o estudante Ricardo Bandeira de Melo, um dos organizadores da campanha.

O terreno fica no limite entre os bairros de Casa Forte e Poço da Panela, numa área em que ficam a Igreja Nossa Senhora da Saúde e construções históricas, erguidas no entorno do Rio Capibaribe, no fim do século 18.

Na mesma avenida, fica a sede da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), ligada ao Ministério da Educação (MEC), que tem como uma das funções a preservação da história e da cultura. Próximo ao local, também está o Museu do Homem do Nordeste, além de bibliotecas, galerias, salas de exposição e espaços de estudo e pesquisa.

No terreno, já funcionou a Casa de Saúde São José, que também foi abrigada em um prédio antigo. Em 2009, o prédio foi demolido para dar lugar a um grande supermercado, mas a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi contra a demolição e a Justiça condenou a prefeitura a pagar multa de R$ 1,5 milhão por ter permitido a derrubada do prédio. Por causa disso, a obra não avançou.

O presidente da Fundaj, Antônio Campos, também é contra a construção de um empreendimento comercial tão grande no local e pediu à prefeitura para suspender a licença de construção.

A matéria completa está disponível no G1.


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12/07


2020

O prefeito que não roubava e devolvia dinheiro

No regresso a Afogados da Ingazeira, minha terra abençoada pela riqueza poética raiz do Rio Pajeú, renovei meu estoque de histórias da política com o Google Heleno Mariano, baú de casos e causos. Foi uma tarde de boas gargalhadas, ontem, ao lado do mano Augusto Martins, vereador de quinto mandato, Júnior, irmão de Heleno. Também Cida, esposa de Heleno, e suas filhas Flaviana e Fernanda, além de um jovem interessado em beber na fonte da cultura e da política quando rompe a sua dura rotina de delegado na vizinha Carnaiba, o curitibano Guilherme e a defensora pública Micheline.

Heleno é irmão do ex-deputado Antônio Mariano. Apaixonado por política, já foi vereador em Afogados e candidato a prefeito. Seu doutorado em prosa política foi conquistado na universidade da vida, em comícios históricos, rodas de saraus que a poesia pajeuzeira embeleza e enobrece, ouvindo testemunhos de quem abraça o exercício do poder, seja na firmeza do coronelismo ou pela arte dos sedutores, cuja arma na política é a palavra que dobra até os mais céticos.

Baú de histórias que nunca se esgota, Heleno conta o passado e o presente com detalhes tão ricos que parecem escritos em livro, mas na verdade são retirados da sua memória privilegiada. A que mais me chamou atenção ontem foi jogada na mesa de prosas pelo meu irmão Augusto e diz respeito a uma figura lendária, que marcou sua passagem pela Prefeitura da princesinha do Pajeú, com seriedade e zelo na coisa pública.

Refiro-me a João Alves Filho, cujo vice-prefeito foi meu pai Gastão Cerquinha. Joãozinho, como era tratado carinhosamente, nunca roubou nem deixou roubar, preceito ulyssiano, do velho Ulysses Guimarães, o Senhor Diretas, que em seu discurso de promulgação da Constituinte Cidadã em vigor, afirmou: "A moral é o cerne da pátria. A corrupção é o cupim da República. República suja pela corrupção impune toma nas mãos de demagogos que a pretexto de salvá-la a tiranizam", acrescentando:

"Não roubar, não deixar roubar, por na cadeia quem roube, eis o primeiro mandamento da moral pública. Não é a Constituição perfeita. Se fosse perfeita seria irreformável". Seu Joãozinho parece ter bebido dessa fonte muito lá atrás. Era um homem que prestava conta do dinheiro público tostão por tostão.

A história que me impressionou diz respeito a sua obstinação em tirar do papel a sede própria do fórum municipal. Na época, o governador era Roberto Magalhães, que vivinho e saudável na vida, pode testemunhar. Depois de cumprir todas as exigências da lei, Joãozinho conseguiu o dinheiro para o fórum, o construiu em tempo recorde usando menos dinheiro do valor recebido do Estado.

Para surpresa do governador, Joãozinho pede uma audiência e entra no seu gabinete com uma sacola de dinheiro para devolver aos cofres públicos do Estado o que sobrou do valor liberado e investido na obra do fórum. Doutor Roberto quase cai da cadeira. "Eu vim devolver o que sobrou. Está aqui", disse o decente prefeito jogando a sacola de dinheiro em cima do gabinete de despacho do governador no Palácio do Campo das Princesas.

Não se trata de história de trancoso nem de mãe fada que embala sono de menino buchudo. Segundo Augusto e Heleno, a prova está documentada numa entrevista sobre o episódio do próprio Joãozinho, resgatada por um grupo de pesquisadores da cidade. Nessa mesma fala, ele conta que voltou com o dinheiro, mas depois de ser autorizado pelo governador a usá-lo na compra de móveis na montagem do fórum.

Para os tempos atuais de gatunagem, de assalto aos cofres públicos com o dinheiro sagrado para salvar vidas na pandemia, um exemplo notável que devia ser contado principalmente nas aulas da história do município de Afogados na banca escolar.

Grande Joãozinho! Seu único erro, pecado imperdoável, foi ter posto abaixo, transformado em ruínas, o velho, romântico e histórico coreto, cenário até de comícios com discursos antológicos versados no debate ideológico da Arena versus MDB.


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11/07


2020

Me respeite, sonegador Wellington

Sou cidadão pernambucano. Matuto de Afogados da Ingazeira, nunca imaginei virar cidadão do meu Estado. Tenho orgulho de exibir em meu escritório mais de 40 títulos de cidadão e mais de 30 a receber, interrompidos pela pandemia. Entre os municípios, o que mais me orgulha em cidadania é Arcoverde. Fui arcoverdense por iniciativa da vereadora Célia Galindo, presidente da Câmara de Vereadores. Só o empresário Wellington Maciel, candidato a prefeito bancado pela prefeita Madalena Britto, que me agrediu hoje, não sabe disso, porque ele, e não eu, vive em outro mundo. Antes de virar candidato, estava em alto mar, na Europa.

Se tivesse consultado os arquivos da Câmara, antes de afirmar que não conheço Arcoverde, saberia que recebi a cidadania, não por obra do acaso, mas por ter serviços relevantes prestados ao município. Defendo Arcoverde desde que ingressei no jornalismo, em 80. Acompanhei as gestões desde Rui Barros, passando por Rosa Barros até chegar a Madalena. Conheço a política da cidade como a palma da minha mão.

Diferente do senhor Wellington, que nada entende de política. Viveu até então do comércio e de outras atividades, algumas estranhas, que motivaram uma operação da Polícia estadual por sonegação fiscal. Isso sim é vergonhoso, imoral. 

Respeite o cidadão arcoverdense Magno Martins, sonegador Wellington!


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11/07


2020

Mulher de Queiroz se apresenta à polícia

Folha de São Paulo

Foragida desde o último dia 18 de junho, Márcia Aguiar, mulher do policial militar aposentado Fabrício Queiroz, apresentou-se à polícia na noite desta sexta-feira (10) e já está ao lado do marido no Rio de Janeiro, onde cumprem prisão domiciliar.

Foi graças às mensagens encontradas no celular de Márcia que o Ministério Público do Rio chegou ao paradeiro de Queiroz, em Atibaia, no interior de São Paulo.

Queiroz deixou o Complexo Penitenciário de Gericinó, no Rio de Janeiro, na noite desta sexta-feira (10), para cumprir prisão domiciliar. Ele seguiu para sua casa na Taquara, zona oeste da cidade.

O ex-assessor estava preso preventivamente desde o dia 18 de junho, no âmbito de investigação sobre a prática de "rachadinha" no gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio.

Nesta quinta-feira (9), o presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), João Otávio de Noronha, atendeu pedido da defesa e concordou com a transferência de Queiroz para a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica e restrição de comunicação.

Pela decisão, Márcia obteve o direito à prisão domiciliar sob o argumento de que deve acompanhar o marido no tratamento de um câncer.

Ao conceder a prisão domiciliar, Noronha afirmou que, consideradas as condições de saúde de Queiroz, o caso se enquadra em recomendação do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), que sugere o não recolhimento a presídio em face da pandemia do novo coronavírus.

O presidente do STJ contrariou suas próprias decisões ao conceder prisão domiciliar a Queiroz.

Ministros de tribunais superiores e advogados ouvidos pela Folha apontam ao menos três aspectos jurídicos considerados inusuais no despacho do magistrado, que trabalha para ser indicado pelo presidente Jair Bolsonaro a uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal).

O mais gritante, afirmam, é a concessão de liberdade para Márcia Aguiar, que estava foragida. De acordo com especialistas ouvidos pela Folha, é muito raro, apesar de não ser proibido, um juiz dar benefícios a quem foge para escapar de uma ordem judicial.

A matéria completa pode ser lida no site da Folha de São Paulo.


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11/07


2020

UFPE descobre que pode usar internet para aulas

Fernando Castilho*

A Universidade Federal de Pernambuco acaba de descobrir que alunos podem ter aulas virtuais e que podem, até mesmo, cursar um semestre quando a situação da pandemia da covid-19 não permite voltar as aulas.

É uma iniciativa importante. Se não fosse anunciada despois que suspendeu as aulas em março, por tempo indeterminado, e durante todos os 120 dias que Pernambuco convive com a doença.

Mas se a instituição tivesse passado para a sociedade a mensagem de que estava buscando soluções alternativas. Se preocupando em apoiar seus alunos para que não ficassem ainda mais prejudicados nas suas atividades.

A mesma UFPE que jacta-se de ter um dos mais renomados Centros de Informática (CIn) do Brasil - onde se originou a mais arrojadas inciativa da Tecnologia da Informação como o CESAR e o Porto Digital - não cuidou de desafiar os seus cientistas e professores a buscarem soluções tecnológicas que pudessem ajudar aos professores a não perder o contato com seus alunos e encontrar uma forma de redução dos danos da paralisação.

Esta semana a UFPE - que já tinha anunciado que aulas físicas só mesmo em 2021 - anunciou que, daqui a um mês, portanto, daqui a cinco meses do início dos problemas causados pela covid-19, oferecerá um semestre extra, chamado de Calendário Acadêmico Suplementar. Bela iniciativa se não chegasse quatro meses depois que a crise instalou. O semestre terá todas as disciplinas serão ministradas virtualmente.

Certo, professor, mas aula virtual, centenas de faculdades privadas já estão dando e com resultados bem interessante. A maior parte das faculdades privadas, por exemplo, já encerrou o seu semestre letivo 2010.1.

O problema é que a “novidade” da UFPE vem com um componente especial: A matrícula dos alunos é facultativa e os professores também têm autonomia para participar ou não.

Ou seja, estudante que não puder ou não quiser se matricular poderá voltar às atividades apenas quando o ano letivo de 2020 for reiniciado. E não acontecerá nada.

Com todo respeito, professor, mas se é para propor um semestre alternativo que o aluno e o professor não estarão obrigados a frequentar nem a ministrá-lo é melhor não propor nada.

Seria melhor permanecer no silêncio obsequioso que a UFPE se manteve até agora a despeito de se saber quer boa parte do seu corpo docente desejava tentar alternativas para oferecer aprendizado construindo alternativas com seus alunos.

O que mais chama atenção da proposta do semestre alternativo tipo “vai quem quer” e que, segundo a UFPE, foi “amplamente discutida com todos os segmentos da universidade” é que só tenha sido apresentada depois que os alunos pressionaram a instituição. Para que a instituição fizesse algum gesto diante da paralisia de quatro meses. Bom, o gesto se efetivado será implantado depois quase um semestre.

É importante que nesse debate se reconheça um argumento de vários educadores e, frequentemente usado pela UFPE, de que uma parte importante do corpo de 40 mil alunos, dos quais pouco mais de 30 mil estudam nos 109 cursos de graduação, não têm acesso a internet de qualidade como aliás, acontece com os alunos do ensino médio da rede pública estadual.

Mas, esse argumento vale para o aluno nessas condições de não participar do Calendário Acadêmico Suplementar. Ainda que a comunidade acadêmica formada por 2.504 professores possa oferecer as aulas.

Não é esse o objeto da crítica. O que se cobra da proposta é oferecê-la somente, em agosto, cinco meses depois da parda do ano letivo, e ainda assim como uma alternativa opcional.

O que se cobra de uma das três melhores universidade do Nordeste é a atitude de não ter buscado soluções de baixo custo e não ter desafiado seus chefes de departamento a se mexerem.

Ao contrário, com os salários pagos em dia, sem possibilidade de desconto de um único dia, a UFPE se comportou como se a covid-19 não lhe dissesse respeito.

Claro que temos dificuldades. Caro que parte dos alunos sofrem mais que outros pela dificuldade de uma linha de internet. Mas a UFPE não podia esperar tanto tempo para reunir Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) para aprovar uma solução que centenas de faculdades já fez há meses e para a aplicação de aulas normais da graduação.

As aulas presenciais na UFPE estão suspensas desde 16 de março e a previsão é que só voltem em 2021. Esse é um fato do qual não podemos fugir. E a nova proposta apenas mostra como a UFPE preferiu a posição confortável de não desafiar seus cientistas e professores para se destacar e buscar soluções.

Claro que, como a maioria da universidades públicas onde a falta até de um ministro da Educação, ajudou para escancarar a falta de prioridade do governo com o assunto pode explicar. Mas, a UFPE tinha todas as condições de liderar ações que visassem descobrir alternativas dente desse desafio.

Dizer que a universidade está se organizando para ofertar internet e equipamentos para os alunos que não dispõem de acesso à tecnologia apenas constata o atraso da iniciativa. Esse era um tema de debate para ter sido feito em abril. Demorou.

Até porque a existência de redes sociais como WhatsApp estavam na lista desde março. Assim como plataformas em Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA), Moodle e Google Classroom. Então por que não procurar soluções?

A proposta de semestre extra, chamado de Calendário Acadêmico Suplementar é interessante. Mas a condição do estudante e do professor que não puder ou não quiser se matricular nos cursos oferecidos só reforça a ideia de a UFPE está tentando se redimir de uma falha na sua missão de ser um ente vivo e provocador às questões da sociedade.

Passa ideia de que ofereceu uma proposta que, se não tiver sucesso, não poderá haver cobranças a suas lideranças.

*Repórter do Jornal do Commercio e titular da coluna JC Negócios.


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