FMO janeiro 2020

27/02


2020

É nisso que dá ser fiel às origens

Ama, com fé e orgulho, a terra em que nasceste,  ensinou Olavo Bilac num poema consagrado no mundo inteiro de loas ao Brasil que tanto idolatrava e deixava fluir em verso e prosa. Foi de Bilac, jornalista e acadêmico, monstro sagrado do movimento parnasionista brasileiro,  que me lembrei, ontem, dia histórico para minha querida Afogados da Ingazeira, ao receber uma penca de mensagens pelo feito do time simbolizado pela Coruja frente ao famoso Atlético das montanhas alterosas de Minas Gerais.

Que noite consagradora para o Nordeste bater o Galo no Vianão! Lavamos a alma, numa escalada sofrida, na qual o coração quase infarta com a perda de dois pênaltis logo na largada. Choramos juntos de emoção, do Cais ao Sertão.

Derramamos lágrimas de felicidade, de orgulho. A vitória do Afogados foi a afirmação dos nossos símbolos, do mandacaru  ao jibão de couro que protege o vaqueiro  na derrubada do boi pelo rabo na caatinga espinhosa e sem sombra. Da asa branca ao xique-xique.

Valores que nunca esqueci, alicerçados nos ensinamentos de um mestre apaixonado pelo nosso torrão natal: meu pai Gastão Cerquinha. Para ele, até as pedras que se espalham nas ribanceiras do Pajeú são belas. 

As mensagens de euforia que me chegaram têm, no entanto, um significado muito especial: meus leitores, ouvintes e amigos sabem da minha paixão avassaladora por Afogados da Ingazeira. Nunca neguei, como tanta gente famosa e besta, minhas origens sertanejas. 

E não é só isso. Na medida do possível, estendo minha mão à terrinha, abrindo espaço na mídia e além dela para quem tem valor. Foi assim com Yane Marques, nossa pentaatleta, que nos encheu de orgulho nas Olimpíadas que participou. 

Tem sido assim, também, na valorização dos nossos poetas e artistas, como Maciel Melo, João Paraibano, que já nos deixou, Dedé Monteiro, Diomedes Mariano, Paizinha, também já na eternidade, e tantos outros, como Bia Marinho e seu consagrado filho Antônio Marinho, da nação Pajeú.

Com a Coruja, também criei um elo desde o início da sua luta para entrar na elite do futebol pernambucano. Tanto que a marca do meu blog já esteve estampada na camisa do time e hoje aparece no calção dos jogadores. Uma parceria silenciosa que tem dado bons frutos e engrandecido nosso escrete sertanejo. 

O Afogados projetou a cidade ontem pela telinha global para o Estado todo e Minas Gerais. A nação pajeuzeira firmou uma corrente única pelo Nordeste. O eco da torcida chegava pelo celular em mensagens de vários cantos do País e até do exterior. O estava em jogo era a supremacia de um povo que merece respeito. 

Ao imbecil do torcedor atleticano que nos zombou pelas redes sociais, achando que íamos nos afogar diante do adversário, mesmo jogando em casa, a lição do velho ditado: quem ri por último, ri melhor, cabra besta.

Por fim, um grande abraço ao prefeito José Patriota, incansável na projeção e valorização do Afogados. Sem o seu apoio e dedicação, a corujinha não tinha voado feito águia


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Fernandes

As pessoas que queriam a volta da ditadura e intervenção militar aqui no Brasil são contra isso na Venezuela. Dá pra entender?

JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

Parabéns a Coruja. Jogo emocionante onde a raça e o esquema de jogo venceu. Foi o jogo dos R$ 100.000,00 contra o R$ 9.000,000,00 diferença da folha de pagamento entre os clubes. É o exemplo que nem sempre grande volume de dinheiro é a solução. Precisa competência e honestidade.


Abreu e Lima

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29/03


2020

Bolsonaro vai a hospital, mas não diz o motivo

Do UOL

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) deixou neste domingo (29) o Palácio da Alvorada Bolsonaro vai a hospital, mas não explica motivo

O Planalto informou apenas que Bolsonaro esteve em "agenda pessoal". 

A visita de Bolsonaro à unidade de saúde ocorre em um momento onde ele é cobrado a mostrar o resultado dos exames que fez para detectar se há contaminação pelo coronavírus. 

O mandatário diz que está bem e não foi infectado. No entanto, mais de 20 pessoas que estiveram com ele na viagem aos Estados Unidos, no início de março, já testaram positivo. Entre os contaminados está o ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), general Augusto Heleno, e o chefe da Secretaria Especial de Comunicação, Fábio Wajngarten.


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JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

Essa manchete só pode ser da UOL, Grupo Folha. Fica a divulgar que o Exército está contra Bolsonaro. Que o Vice não gostou das declarações do Presidente. Tudo Fake. Mídia mentirosa que quer a todo custo derrubar o Presidente. Eles não acesso ao Poder Executivo e fica a inventar notícias. O povo não é bobo e sabe muito bem quem está ao seu lado. É o Brasil acima de tudo e Deus acima de todos. Muito diferente dessa esquerda canalha que vive a desdenhar de Deus e de quem é cristão.



29/03


2020

Um bobo alegre

Crônica do Mário Sérgio Conti na Folha de São Paulo*

Bolsonaro é um bobo alegre e perigoso. Não liga para a lógica e a coerência. Despreza os fatos, o real, a verdade. Não tem compromisso com os brasileiros. Como foi eleito, se acha no direito de arrotar absurdos. Mas não se é presidente impunemente.

Em 15 de janeiro de 1793, um advogado de 25 anos, autor de um poema épico-libertino que açoitava a corte de Versalhes, associou o exercício do poder não apenas à responsabilidade —mas ao dolo, à culpa e à condenação. Chamava-se Louis Antoine Léon de Saint-Just.

Na notável peça oratória com a qual acusou Luis 16 de ser inimigo do povo, ele tonitruou: “Não se pode reinar inocentemente: a loucura é demasiado evidente”.

O jovem de traços finos não deu chance ao meio-termo: “Esse homem deve reinar ou morrer”. Foram 361 os deputados da Convenção que concordaram com Saint-Just. A cabeça do rei rolou uma semana depois.

Como os tempos são outros, a invectiva do Arcanjo da Revolução deve ser suavizada: a loucura de Bolsonaro é demasiado evidente, esse homem deve governar ou ser derrubado. Não se pode permitir que sabote o combate à pandemia, que aumente a dor e a desordem.

Não se trata só da sua estupidez. Seu governo ineficaz transformou-se num inimigo. Veja-se o ministro da Saúde. Ao invés de dizer se o confinamento é necessário ou não, fez média. Mas empostou a voz, deu-se ares de sumidade e fugiu das perguntas de repórteres. Revelou-se um politiqueiro pomposo e servil.

No aspecto prático, foi pior. Os equipamentos que prometeu não chegaram aos hospitais: alegou que não recebera os endereços. Não apresenta números que possam orientar o combate à propagação do vírus. É prolixo e opaco.

No Ministério da Economia, o tagarela de todas as tevês emudeceu. Ele nem sequer alinhavou meia dúzia de medidas imprescindíveis. Não tem ideia de como fará chegar algum dinheiro aos desafortunados.

Numa situação de emergência, seus dogmas ideológicos o paralisam.

Mandetta e Guedes são os bumbos da charanga regida por um ignorante que crê piamente em remédios não testados. Que acha melhor que “uns velhinhos” morram a ele mesmo se aplicar e trabalhar. Que opõe questões sanitárias à economia sem saber o que são uma e outra.

O resultado é o que se vê. Ausência de testes para detectar o vírus. Falta de UTIs e ventiladores pulmonares. Governadores a favor do confinamento e outros contra. Comerciantes sem saber se abrem ou fecham suas lojas. Panelaços contra o presidente e carreatas a seu favor.

Há mais. Um ministro senil que rompe a quarentena. Pastores argentários que promovem cultos de massa nos quais extorquem o dízimo.

Traficantes e milícias decretando toque de recolher em favelas. Saques aqui e ali. Boatos, baderna, vale-tudo.

A anarquia aumentará à medida que a Covid-19 congestione hospitais. O pico da pandemia tende a pegar o país pela proa, abatendo-o sabe-se lá por quanto tempo. É preciso fazer algo —dizem todos. Mas o quê?

Saint-Just, que, além de resoluto era realista, talvez tenha algo a nos dizer. “Não há grandes homens, só há grandes conflitos”, escreveu.

E ainda: “A força das coisas nos conduziu talvez a resultados nos quais não havíamos pensado”. E arrematou: “Ousem!”.

Não há o que esperar de Bolsonaro e sua tropa de néscios, da horda de odiosos que ele atiça. Mas é preciso lhes opor os argumentos da ciência e da solidariedade. Contra a força das coisas, a força da razão virtuosa. Política não é chicana, é rigidez contra o mal.

Ainda que hoje a política esteja reduzida à retórica. Ao contrário de Saint-Just, vivemos dias de anomia. Ele dizia não haver barulho mais belo do que o de um povo que discute e delibera o seu destino. E nós aqui, encerrados em bolhas virtuais, falando a língua das panelas. Ousar como?

Estamos em boa medida na dependência daqueles que detêm poder factual e prático. Ou seja, da elite —seja ela econômica, parlamentar, científica, institucional, midiática ou jurídica.

Dado o prontuário histórico dos mandachuvas do Brasil, dá vontade de chorar. Tanto que pululam os que querem lucrar com a crise; os demagogos impenitentes; os atravessadores desabusados; os pilantras sem pejo. Mas a força das coisas não é unívoca nem unilateral.

Há gente séria e empenhada despontando. Cientistas que pesquisam e buscam saídas. Médicas e enfermeiras que vivem dias macabros. Políticos tradicionais que se insurgem contra os palermas do Planalto. Que eles ousem tirar o problema Bolsonaro do caminho.

*Jornalista


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Fernandes

Mandetta cobra Bolsonaro: Estamos prontos para caminhões levando corpos?. Torço pela briga.


Prefeitura de Serra Talhada

29/03


2020

Bolsonaro visita comércios e cumprimenta populares

Do Terra

O presidente Jair Bolsonaro deixou o Palácio da Alvorada nesta manhã de domingo, 29, pelo acesso à residência oficial da vice-presidência, o Palácio do Jaburu, evitando assim o contato com a imprensa. Em meio à pandemia do novo coronavírus, Bolsonaro, que tem 65 anos, foi visitar vários comércios locais ainda abertos em Brasília.

São poucos os estabelecimentos abertos neste domingo, porque a cidade cumpre decreto do governador, Ibaneis Rocha, que determina o fechamento de lojas e shoppings para evitar a circulação das pessoas e tentar controlar a propagação da covid-19. Apenas os serviços considerados essenciais podem funcionar.

O presidente saiu por volta de 9h30 do Palácio da Alvorada e seguiu para um posto de gasolina. Bolsonaro desceu do carro para cumprimentar e tirar fotos com frentistas que estavam trabalhando. Também conversou com populares. Em seguida, Bolsonaro visitou uma farmácia, padaria e uma mercearia no Sudoeste, bairro residencial que fica cerca de 10 km do Congresso Nacional.

Confira mais aqui: Bolsonaro visita comércios e cumprimenta populares


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29/03


2020

Prefeito de Nazaré da Mata faz teste para coronavírus

Do Diario de Pernambuco

O prefeito de Nazaré da Mata, Inácio Manoel do Nascimento, o Nino (PSDB), de 72 anos, está internado no Recife e fez teste para coronavírus. A secretária de Saúde do município da Zona da Mata Norte de Pernambuco, Vera Dantas, afirmou que Nino está bem de saúde, mas pediu para fazer o teste no sábado (28) porque esteve em Brasília nos últimos dias.

“Ele esteve com o presidente Bolsonaro (sem partido). Quando voltou, foi ao hospital e fez uma bateria de exames de rotina”, afirmou Dantas, que não quis informar em qual hospital o prefeito está internado. “Nino estava sem sintomas, e os exames que ele fez deram que está tudo normal. Mas ele preferiu fazer o teste do coronavírus, e por isso tem que ficar internado”, explicou.

Segundo a secretária de Saúde, o resultado sai de 3 a 5 dias depois que foi feito o teste. Geruza Albuquerque, assessora do prefeito, também está isolada por conta da pandemia. “Ela está em casa, tem 72 anos, é do grupo de risco. Mas está bem, só está isolada por causa disso”, afirmou Vera Dantas.


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O Jornal do Poder

29/03


2020

"Não é o momento de Bolsonaro dar cutucada em ninguém"

Por Estadão Conteúdo

O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), criticou, em entrevista ao Estado, o enfrentamento do presidente Jair Bolsonaro com governadores que optaram por manter a quarentena. Segundo ele, uma “crise de saúde, uma crise econômica e uma crise política” ocorrendo ao mesmo tempo têm potencial explosivo para o País. A seguir, os principais trechos da entrevista:

Por que o sr. flexibilizou as regras para a quarentena no Mato Grosso?

Nós não mudamos praticamente nada. A única mudança que teve é que em um decreto nós proibíamos shopping e neste decreto abrimos. As demais restrições de convívio social, de aglomeração de pessoas e qualquer tipo de movimento social continuam valendo.

O sr. então nunca mandou parar as atividades econômicas?

Nós nunca proibimos em Mato Grosso o exercício das atividades econômicas, até porque estamos seguindo o protocolo técnico. Para salvar vidas, ele é necessário, mas tem que ter a hora certa para aplicar. O País vai quebrar de uma maneira que nunca mais se recupera.

O sr. pode rever essa medida mais flexível?

Claro. Não se pode aplicar um remédio na hora errada. As medidas restritivas precisam ir evoluindo, porque, segundo os cientistas, é impossível o vírus não contaminar a população.

O sr. liberou o funcionamento dos shoppings, que é um ambiente de aglomeração…

Qual a diferença de entrar num supermercado, que estão cheios no Brasil inteiro, e entrar num shopping e ir determinada loja? Vai ter muito menos gente no shopping, onde não permiti o funcionamento das praças de alimentação.

O sr. está alinhado ao presidente Bolsonaro?

Eu não estou alinhado. Eu não compartilho com tudo o que o presidente disse.

Bolsonaro criticou governadores que adotaram medidas mais restritivas para conter o avanço do novo coronavírus. Como o sr. vê isso?

Respeitosamente ao nosso presidente, mas não é momento dele ficar dando cutucada em ninguém. Não é o momento de ficar criando problemas. Nós estamos tendo hoje uma grave crise na saúde, que vai se transformar numa grave crise econômica e pode virar uma grave crise política. A combinação dos três é explosiva.

Nesta crise do coronavírus, o sr. vê o risco de Bolsonaro se isolar tanto politicamente a ponto de sofrer um processo de impeachment?

Crises gigantescas podem ter consequências imprevisíveis e inimagináveis. Nós precisamos ter serenidade e reconhecer quem são os líderes nacionais no Congresso, governadores, prefeitos e ministros. E não fazer pequenas disputas com interesses eleitorais.

Mas, objetivamente, o sr. vê risco de impeachment?

Podemos ter surpresas inimagináveis, como podemos também, com cientistas encontrando um remédio, acalmar os ânimos e a coisa voltar.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


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Fernandes

Mandetta cobra Bolsonaro: Estamos prontos para caminhões levando corpos?. Torço pela briga.


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29/03


2020

Papa apoia cessa-fogo global por conta do Covid-19

Por Ansa

O papa Francisco fez um apelo neste domingo (29) para a paralisação de todas as guerras no mundo durante o período de pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2) para que seja possível abrir corredores humanitários em áreas de conflitos. “A atual emergência pela Covid-19 não conhece fronteiras. Eu me associo a todos aqueles que acolheram esse apelo e convido a todos a dar sequência parando todo tipo de hostilidade bélica”, disse o Pontífice durante o Angelus.   

O apelo de Francisco se une ao pedido do secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Antonio Guterres, que fez o pedido de um cessar-fogo total e global para ajudar os mais necessitados. Para o líder católico, além de abrir os corredores humanitários, esse é o momento de “abrir à democracia e dar atenção àqueles que estão em situação de maior vulnerabilidade”. “Que o compromisso conjunto contra a pandemia possa fazer com que todos reconheçam a nossa necessidade de reforçar os laços fraternos como membros de uma única família humana. Em particular, suscite nos responsáveis das nações e em outras partes um renovado compromisso de superação de rivalidades. Os conflitos não são resolvidos através de guerras. É necessário superar os antagonismos e contrastes mediante o diálogo e uma construtiva busca pela paz”, afirmou Jorge Bergoglio. (ANSA)


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Prefeitura de Limoeiro

29/03


2020

Aliados de Bolsonaro defendem diálogo para conter crise

Por O Globo

O tom das declarações do presidente Jair Bolsonaro sobre a pandemia do coronavírus em pronunciamento na última terça-feira foi reprovado por aliados de segmentos importantes como a bancada da bala, ruralistas, empresários, evangélicos e caminhoneiros.

Contrariando as orientações do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS), Bolsonaro defendeu o fim da quarentena sob o argumento de que a crise na economia do país poderia ter consequências piores do que a Covid-19. Entre aqueles que elegeram o presidente, ninguém gostou de ouvir a comparação da pandemia, que já matou 114, com uma “gripezinha” ou “resfriado”. Mesmo diante de uma forte reação, Bolsonaro dobrou a aposta numa apresentação ao vivo numa rede social na quinta-feira e voltou a usar as mesmas expressões ao minimizar as consequências da doença e ainda acrescentou que o brasileiro tem a imunidade tão alta que “pula no esgoto e não pega nada”.

Na última segunda-feira, uma pesquisa Datafolha divulgada pelo jornal “Folha de S.Paulo” mostrou que 35% dos entrevistados consideram o desempenho de Bolsonaro ótimo ou bom; 26% acham regular; e outros 33% avaliam como ruim ou péssimo. Cinco por cento não souberam responder. Os governadores, a quem o presidente culpa por prejuízos econômicos provocados pelo isolamento social, tiveram aprovação de 54% dos entrevistados.

Embora avaliem que haja equívocos na comunicação, apoiadores de Bolsonaro nesses setores continuam com ele e evitam críticas para “não jogarem mais lenha na fogueira”. Preocupados com o comportamento intempestivo do presidente, dizem que o país precisa de união e diálogo com os demais Poderes e os estados para enfrentar a doença e a crise econômica.

Ainda assim, no conflito com os governadores, aliados estão mais sintonizados com o presidente. Defendem a tese de um isolamento social mais brando, de 15 dias, que seriam suficientes para alcançar o que pesquisadores chamam de “achatamento da curva” — redução nas taxas de transmissão e mortalidade pelo menor número de pessoas circulando. Em seguida, haveria uma reabertura lenta e gradual com o cuidado de manter o isolamento de grupos de risco.

Empresários da indústria e do varejo defendem a necessidade de discutir e definir, agora, a hora certa para reativar os negócios. O prazo de duração da quarentena é questão-chave para avaliar os impactos sobre a economia e as medidas a serem tomadas.

O presidente da Fundação Abrinq, Synesio Batista da Costa, é favorável à retomada gradual dos trabalhos da indústria brasileira:

— Gripezinha foi desnecessário. Mas é o jeito dele (Bolsonaro), que está eleito e precisamos respeitar. A gente se aborrece com o jeito de falar, mas é muito bom ter um presidente que entregue a economia para quem sabe. E o Paulo Guedes sabe exatamente o que fazer. A indústria não parou. Estamos a 20 por hora. Mas queremos voltar a trabalhar de maneira gradual. Não podemos entrar numa histeria.

Bancada da Bala: prioridade é a defesa da vida
Com exceção da ala considerada ideológica na Câmara dos Deputados, poucas são as vozes que endossam a postura do presidente Jair Bolsonaro no combate ao coronavírus. Até mesmo aliados mais fiéis da chamada bancada da bala têm demonstrado contrariedade com as palavras do presidente.

Líder da Comissão de Segurança Pública da Câmara, o deputado federal Capitão Augusto (PL-SP) afirma que Bolsonaro “queimou a largada” em suas declarações. Ele diz que continua aliado do presidente, mas que não o segue cegamente. Augusto afirma ainda que a repercussão das falas foi ruim entre bolsonaristas e disse ter alertado interlocutores do presidente sobre a necessidade de moderação.

— A gente tem que orientar quando a pessoa está indo paro o lado errado. A primeira questão é a saúde e depois vem a economia. O vírus tem que ser levado com seriedade e não algo quase num tom de brincadeira — diz o deputado, que acrescenta: — Se isso se agravar e for alto o número de mortes, ele (Bolsonaro) vai cair em descrédito e demonstrar imaturidade e falta de liderança.

O vice-presidente da bancada da bala, deputado Fernando Rodolfo, tem se dedicado a alertar as pessoas a ficarem em casa. Ele diz que “tem muita gente que não está levando essa crise a sério” e que “isolamento social é a palavra de ordem neste momento”.

Confira a íntegra aqui: Coronavírusaliados de Bolsonaro defendem diálogo para ...


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Shopping Aragão

29/03


2020

Regina esbarra em deputado ligado a Malafaia

O Globo - Por Ancelmo Gois

Regina Duarte contou com o ovo no fiofó da galinha. No dia 19, anunciou, por meio de sua conta no Instagram, medidas em prol do setor cultural em tempos de quarentena contra a pandemia do novo coronavírus. Só que, dez dias depois, as medidas ainda não saíram do papel. Deu tempo para que a turma das trevas no governo — aquela que acha que “cultura boa é cultura morta” — armar-se contra.
O que se diz que é que essa intentona contra a cultura é liderada pelo deputado evangélico Sóstenes Cavalcante, ligado ao pastor Silas “Sempre Ele” Malafaia.


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29/03


2020

Recife retoma amanhã vacinação contra gripe

Por Folha PE

Os idosos que ainda não se imunizaram contra a gripe no Recife podem tomar a dose da vacina a partir desta segunda-feira (30). A Secretaria de Saúde (Sesau) da Capital dará continuidade à vacinação com as 27 mil doses restantes. O órgão afirma que ainda não recebeu novas doses do Ministério da Saúde (MS), mas garante que o público prioritário não precisa se preocupar, pois todos serão vacinados até o próximo dia 15, quando acaba a primeira fase da campanha.

Novamente haverá imunização para os idosos no Shopping Riomar, e o novo ponto será na Avenida Recife, na frente do Big Bompreço (antigo Walmart), em Areias, nº 3.777. Os drives são fruto de parcerias com o Grupo JCPM e o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-PE), respectivamente.

A vacinação dos idosos nas escolas, creches, clubes e outros locais só será retomada quando a Sesau Recife receber mais doses de vacina contra Influenza do Ministério da Saúde (MS). A expectativa é de que haja reabastecimento na próxima semana. Acredita-se que a procura dos idosos pela imunização excedeu as expectativas, tanto no Recife como em diversas cidades do País, por causa da pandemia da Covid-19.

A Folha de Pernambuco entrou em contato com o Ministério da Saúde para saber quando será enviada uma nova remessa de vacinas para Pernambuco e aguarda resposta. Vale salientar que a vacina não protege contra o novo coronavírus.

Balanço

Na última sexta-feira (27), a Prefeitura do Recife ultrapassou a marca de mais de 150 mil pessoas vacinadas contra a gripe em quatro dias de vacinação, o que representa mais de 60% dos idosos e profissionais de saúde que deveriam ser imunizados nos 18 dias úteis desta primeira fase de Campanha Nacional de Vacinação Contra Gripe, que vai até o dia 15.

Somente na sexta, foram imunizadas mais de 20 mil pessoas, sendo 4.200 idosos nos pontos de vacinação drive thru montados no Shopping Riomar, no Pina, e no Parque da Macaxeira, na Avenida Norte. Já os profissionais de saúde foram vacinados exclusivamente em cerca de 150 unidades de saúde do Recife, na tentativa de separá-los do público com mais de 60 anos.

Próximas etapas

Dividida em três etapas, a Campanha Nacional de Vacinação contra Gripe deste ano tem como novidade a inclusão das pessoas com deficiência e dos adultos a partir dos 55 anos nos grupos prioritários para imunização. A partir do dia 16 de abril, quando se inicia a segunda fase da campanha anual, serão vacinados os professores de escolas públicas e privadas, pessoas com doenças crônicas não-transmissíveis e profissionais das forças de segurança e salvamento.

Na última etapa, entre os dias 9 e 23 de maio, serão imunizadas as crianças de 6 meses a 5 anos, gestantes, puérperas (mulheres que tiveram filho há até 45 dias), adolescentes e jovens de 12 a 21 anos em cumprimento de medida socioeducativa, funcionários do sistema prisional, população privada de liberdade, pessoas com deficiência e adultos de 55 a 59 anos.

Para evitar aglomeração e não permitir que os idosos se exponham em ambientes onde circulam pessoas doentes, como as unidades de saúde, a Sesau manterá a imunização deles concentrada em dois drive thrus, mas com mudança de lugar de um dos pontos.


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29/03


2020

ACM Neto: Bolsonaro ofendeu famílias das vítimas

Por Tales Faria, do UOL

O prefeito de Salvador, ACM Neto, é também presidente nacional do DEM. Seu partido é o que mais cedeu ministros para a enxuta equipe de primeiro escalão do governo Bolsonaro. 

São do DEM os chefes de algumas das pastas mais importantes do governo: os ministros Luiz Henrique Mandetta (Saúde), Tereza Cristina (Agricultura) e Onyx Lorenzoni (Cidadania e ex-chefe da Casa Civil). 

Mas isso não livra Bolsonaro de críticas. Em entrevista ao blog, o prefeito ACM Neto afirma que as declarações do presidente, no pronunciamento de terça-feira (24), foram "ofensivas às famílias que já tiveram vítimas do coronavírus, vítimas fatais". 

ACM Neto foi um dos primeiros prefeitos a determinar medidas de distanciamento social devido à pandemia do coronavírus. Ele diz que não atenderá ao pedido do presidente da República para que os gestores estaduais e municipais suspendam as medidas de isolamento.

A entrevista foi concedida por Skype. Nela, o prefeito diz ainda lamentar a política de enfrentamento adotada por Bolsonaro. Segundo ele, o Brasil precisava de "outra coisa, um presidente que unisse o país, que construísse pontes, que fizesse um canal direto de comunicação com governadores e prefeitos". 

ACM Neto não poupa nem mesmo o ministro da Economia, Paulo Guedes. Defende uma mudança de rota na política econômica para enfrentar a pandemia. Reclama de que "estados e municípios até agora não tiveram nenhuma ajuda concreta" do governo federal.

"Nós não temos hoje dois caminhos a seguir, só tem um caminho: injetar dinheiro na economia. É dar apoio ao mais pobre, à pessoa para não morrer de fome", proclama. 

Mas o dirigente demista não poupa elogios a seu correligionário Luiz Henrique Mandetta. Para ciúme dos demais integrantes do governo, e até do presidente da República, ele afirma que o ministro é, hoje, "a peça mais importante do governo federal".

Eis os principais pontos da entrevista:

Prefeito, como está a situação aí em Salvador? 

Até agora, em Salvador, o coronavírus está com um comportamento abaixo da expectativa, apesar de ser um problema sério. Eu diria com quase metade dos casos que se previa que tivéssemos nesse momento, porque tomamos, no momento certo, as medidas de precaução e prevenção. Eu fui um dos primeiros prefeitos do Brasil a anunciar medidas de isolamento social e restrição da mobilidade das pessoas. Eu acho que essas medidas estão dando muito resultado. Aqui em Salvador estão suspensas as aulas em toda a rede pública de ensino, assim como também na rede particular. Suspenso o funcionamento de shoppings e de bares e restaurantes, exceto para entregas a domicílio e venda de quentinhas. As praias foram interditadas no final de semana passada e nós vimos uma cena inusitada em Salvador: a primeira vez que as praias estavam sem qualquer pessoa. Eu tenho falado muito com as pessoas, mostrando que cada um tem que fazer a sua parte. Acho que manter nesse momento a prioridade total na preservação da vida das pessoas é um dever de todos nós, governantes. E eu quero dizer a você que esse nosso foco, aqui na prefeitura, é também uma posição comum do governo do Estado.

O presidente Jair Bolsonaro pediu na terça feira, em pronunciamento de rádio e TV e nas redes sociais, que os governantes de estados e municípios parassem com essas medidas de isolamento social. O senhor vai obedecer?

Com todo o respeito que eu tenho à instituição Presidência da República, e até a boa relação pessoal que sempre mantive com o presidente, nós não vamos aceitar essa sugestão. Eu lamento o pronunciamento que ele fez. Na minha opinião, desde o início desse processo o presidente Jair Bolsonaro vem subestimando a seriedade do coronavírus. No meu caso, por exemplo, eu não tenho nenhum enfrentamento político com ele. Todos sabem que, além de prefeito da cidade de Salvador, sou o presidente nacional do Democratas, o partido que deu todo o suporte para o avanço da agenda de reformas do governo do presidente Jair Bolsonaro. Mas nós não temos como aceitar essa posição do presidente. Eu venho dizendo, desde o princípio, que se todo o nosso esforço tiver como resultado salvar uma vida, já terá valido a pena. Imagine milhares e milhares de vidas. O Brasil pode ver o que está acontecendo em outros países. A gente não pode permitir que aqui se repita o que ocorreu na Itália, por exemplo. Porque a rede pública de saúde do Brasil, mesmo somada à rede privada, não tem capacidade de dar assistência à quantidade de casos que teria sem a prevenção. E aí, eu, como prefeito, vou escolher quem vive e quem morre? Ou vou permitir que os médicos da minha rede hospitalar escolham? Não. Se eu puder preservar as vidas, eu vou até o fim desse processo.

Claro que me preocupo com a atividade econômica. Claro que reconheço que, como consequência dessas medidas de isolamento, há um impacto econômico. É bom dizer: impacto na economia do cidadão e, também, na arrecadação de prefeituras e governos por todo o país. Nesse elo, a ponta mais forte é o governo federal. Nós da Prefeitura não temos como contrair dívidas. Nós não temos como emitir títulos, não temos como mudar a meta de superávit. Então nós temos muito menos capacidade de enfrentar a crise diante da queda de arrecadação -inevitável- que vai acontecer. Agora, neste momento, a solidariedade é fundamental. Acho, inclusive, que as declarações do presidente, de certa forma, são de certa forma, são ofensivas às famílias que já tiveram vítimas do coronavírus, vítimas fatais. São ofensivas às pessoas que estão se cuidando, se tratando nesse momento, inclusive muitas delas internadas em leitos de UTIs de todo o país, e a toda a população que está com medo.

O senhor esperava essa atitude dele? Esperava que o governo dele fosse assim, um governo de enfrentamento?

A gente sabe qual é o estilo do presidente Bolsonaro. Ele se elegeu com esse estilo e levou a esse estilo para a Presidência da República. Não é exatamente o meu, mas cada um tem que respeitar o direito do outro de ter a sua própria condução política. No entanto, num momento como esse não é hora de fazer política. Veja o meu exemplo aqui. Eu sou um prefeito do Democratas. O meu adversário político na Bahia é o PT. O governador do estado da Bahia é do PT. Nessa crise, nós estamos trabalhando juntos. Desde o primeiro dia temos: Secretaria Municipal de Saúde com a Secretaria Estadual de Saúde; prefeito conversando com o governador. Eu tenho inaugurado obras ao lado do governador na área de saúde, para o enfrentamento do coronavírus. Então, o momento agora não é de fazer política. Eu lamento que o presidente parta para o enfrentamento, porque agora a gente precisava de outra coisa, um presidente que unisse o país que construísse pontes que fizesse um canal direto de comunicação com governadores e prefeitos. É claro que governadores e prefeitos também não podem querer tirar proveito político desse momento.

Então eu acho que ainda há espaço para o presidente fazer uma reflexão sobre os erros que cometeu até aqui e ver que existem pessoas, como é o meu caso, que querem ajudar o governo federal a enfrentar e superar a crise. O ministro Mandetta até então vem tendo uma postura exemplar, que merece o aplauso e o apoio de todos nós. De certa forma, o governo federal se faz presente pela atuação do ministro Mandetta. E o que eu espero do presidente é que, nesse momento, ele possa diminuir o tom do enfrentamento, entender que existem vidas em jogo e que não é hora de fazer política.

Com todo o respeito que eu tenho pelos demais ministros, mas hoje a peça mais importante do governo federal é o ministro Mandetta. Ele conseguiu construir uma ponte de diálogo direta com o cidadão. Ele é quem chega na casa das pessoas todos os dias, com ponderações equilibradas, com mensagens acauteladas, mostrando o tamanho do problema que nós estamos vivendo. Nós não temos nenhum reparo a fazer à posição do ministro. Pelo contrário, temos é que respaldá-lo nas suas decisões e torcer para que ele continue firme, conduzindo esse processo, que não é fácil, com serenidade. E quem ouve o ministro Mandeta sabe que ele agiu com muita serenidade, tomando as decisões certas na hora certa.

Diante da crise, algumas medidas foram anunciadas, mas ainda não foram implementadas. E as pessoas que precisam de ajuda não podem esperar. O foco tem que ser com a pessoa que está passando fome na rua, o vendedor de picolé, o feirante, essa pessoa que vai deixar de ter qualquer renda. O governo federal já tinha que ter feito o dinheiro chegar no bolso dessas pessoas. Eu, por exemplo, vou anunciar amanhã [entrevista ocorreu na quinta-feira, 26] em Salvador, um programa de R$ 100 milhões de apoio nesses próximos três meses. A essas pessoas que não têm nenhum tipo de renda, que não têm onde cair morto, eu acho que o governo federal está demorando. E os estados e municípios até agora não tiveram nenhuma ajuda concreta.

Então, nesse caso, eu penso que a política econômica que vinha sendo implementada e com a qual eu tinha absoluta concordância - política do equilíbrio fiscal, do ajuste das contas públicas, que eu fiz em Salvador e não abri mão - agora não tem jeito... Nós não temos hoje dois caminhos a seguir, só tem um caminho: injetar dinheiro na economia. É dar apoio ao mais pobre, à pessoa para não morrer de fome e, do outro lado, analisar cada medida nos principais setores produtivos afetados pelo coronavírus. E ver de que forma eles vão poder ser impulsionados. E eu repito: a ponta mais forte de todo esse elo é a União, não os estados e municípios. Principalmente os municípios, somos a ponta mais fraca e o governo precisa dar respostas mais rápidas. Precisa que faça com que o dinheiro chegue na ponta o quanto antes.

O senhor é a favor do adiamento das eleições de outubro?

Eu sou contra. Acho que o momento não é também para esse tipo de decisão. Não há por que a gente alimentar o debate agora. Eu estou fazendo a minha parte como prefeito, cuidando de Salvador nessa crise, para que a gente possa chegar no momento que o calendário eleitoral tiver que ser executado. O primeiro passo são as convenções partidárias, que só acontecerão no final de julho, vão até o início de agosto. Depois, a campanha vai até o final de setembro, para que no dia quatro de outubro nós tenhamos a eleição no país. Eu espero que ela possa acontecer. Que ela seja mantida, que não tenha que se alterar esse calendário. A alteração só se justificaria se nós chegássemos no período das convenções, portanto a partir do dia vinte de julho, sem condições de fazer política no país. Aí, caso isso aconteça, paciência. Porque se a gente não tiver vencido o coronavírus até lá, o eleitor, o cidadão não vai aceitar que se faça eleição. Mas, agora, eu acho que a gente tem que somar forças para vencer o coronavírus e não tem que alterar o calendário eleitoral.

Confira o vídeo da entrevista aqui: Bolsonaro ofendeu famílias das vítimasdiz presidente do ...


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Fernandes

Mandetta cobra Bolsonaro: Estamos prontos para caminhões levando corpos?. Torço pela briga.

Fernandes

Mandetta cobra Bolsonaro: Estamos prontos para caminhões levando corpos?. Tá começando a briga, coisa linda.



29/03


2020

PCC quer usar Covi-19 para libertação de presos

Por Estadão Conteúdo

O Primeiro Comando da Capital (PCC) determinou que seu departamento jurídico, a chamada sintonia dos gravatas, procure em razão da pandemia de covid-19 integrantes do Estado que tenham HIV, sejam diabéticos, tuberculosos ou tenham doenças cardíacas respiratórias e imunodepressoras. Os advogados devem pedir prisão domiciliar para esses detentos, não importando os crimes que eles praticaram.

O documento - um salve da cúpula da facção - foi interceptado pela inteligência da polícia de São Paulo neste sábado, dia 26. A organização criminosa ainda orientou seus advogados - os gravatas - a pedir regime domiciliar para gestantes e lactantes e para os presos que cometeram crimes sem violência. Por fim, a facção quer a substituição das prisões temporárias por tornozeleiras eletrônicas e a progressão adiantada da pena para quem já cumpriu a maior parte do que era previsto em regime fechado.

O documento é a primeira manifestação da facção desde o começo da pandemia. Há duas semanas, 1,3 mil detentos fugiram de quatro presídios de regime semi-aberto depois que a Justiça proibiu a saída temporária deles na Páscoa. O Ministério Público Estadual (MPE) acredita que a facção deve inundar as varas de execuções criminais do estado com pedidos de libertação.

Em São Paulo, a Justiça também limitou o número de visitas para cada preso a uma única pessoa como forma de controlar a disseminação da covid-19. Por enquanto, a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) não constatou nenhum caso da doença entre os 230 mil presos do Estado - há somente casos suspeitos. Já entre os funcionários há um agente na Praia Grande, no litoral paulista, que foi diagnosticado com o coronavírus.

Libertação em massa

Em São José dos Campos, no Vale do Paraíba, a juíza Sueli Zeirak decidiu soltar 61 presos do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Tremembé. A decisão foi tomada na sexta-feira, dia 27 com base em um pedido feito pela Defensoria Pública. Além do CDP de Tremembé, a juíza é responsável pelas penitenciárias de Potim 1 e 2, Caraguatatuba e São José do Campos. Entre os presos soltos, existem 29 traficantes de drogas, oito assaltantes, cinco homicidas, cinco estelionatários, quatro furtadores, quatro receptadores e seis detentos presos por outros crimes.

O perfil dos libertados mostra que 19 tinham 60 anos ou mais - o mais velho deles tinha 83 anos e havia sido condenado a seis anos de prisão por homicídio. Havia ainda entre os soltos 17 detentos entre 40 e 59 anos, 15 com 30 a 39 anos e, por fim, dez com menos de 30 anos. Quanto às doenças que mais motivaram a libertação estão a hipertensão (19 casos), tuberculose (8 casos), bronquite (6), HIV (56) e diabetes (5). Mas há entre os soltos até um preso que alegava ter enxaqueca. Trata-se de um traficante de drogas condenado a sete anos de prisão e que tem 61 anos.


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Alberto Costa Santos

E PCC manda em quê, notícia mas sem jeito. Os caras tão presos e pronto, não mandam em nada.



29/03


2020

Meu pai vive na minha luta do dia

Por Mariana Telles 

Resgatei do face de Mariana Telles, sem autorização dela, este belíssimo depoimento sobre o seu pai, o poeta Valdir Telles, que morreu há exatamente oito dias, em sua casa de Tuparetama, de repente, como fez versos de repente a vida inteira que Deus lhe deu até aos 64 anos, quando o sequestrou para fazer cantoria no céu com João Paraibano, seu velho par de desafios em pé de parede. 

Em tempo: embora advogada, Mariana é poetisa como o pai e faz a gente chorar com seus belíssimos textos. Confira!

Sobre o artista de carisma único, raciocínio veloz e voz inconfundível, eu deixo que o Nordeste fale e o Brasil confirme. Sobre o cigano que desbravou tantos sertões defendendo a poesia popular e fazendo da viola a principal arma de todas as trincheiras, as plateias falam por mim. Sobre o cidadão de bem, trato fácil, jeito de matuto e coragem de sertanejo, quem depõe é a sua história. 

Eu falo sobre o pai Valdir. Não consigo ter nenhum outro sentimento maior que a gratidão de ser fruto da sua verve, da sua existência. Painho foi antes de tudo um abnegado. Um cometa/homem desses de rara aparição e que vivem séculos em poucos anos. Soube ser o que nunca teve: pai. Órfão aos onze anos, ele nos deu um amor tão genuíno, demonstrado nos gestos e nos sacrifícios de uma existência plena de afeto.

Eu lhe dizia todos os dias o quanto o amo. Transborda nos meus olhos a devoção não pela sua obra somente, mas pela cidadania impressa em cada ação. Ação. É isso que meu pai sempre foi: um homem de ação.

Lá em casa a porta sempre tem que está aberta e a mesa cheia. 

Meu pai é meu amigo, de atravessar os estados no Nordeste me levando a tiracolo quando nossas agendas se batiam ou quando por pura satisfação de ficar perto dele eu pedia para ir junto. Ouvindo forró, improvisando vaneirão, me ensinando versos dos cantadores do passado ou me contando as novidades dos movimentados bastidores da cantoria.

Mandava mensagem três da manhã para dizer o resultado de um festival ou saber se eu estava bem. Quando eu ainda morava em casa, não havia uma só vez que antes de dormir ele não fosse de quarto em quarto... Por ele eu assisti muito jogo do Flamengo sem gostar só para ficar perto dele.

Andava procurando onde comer um bode com arroz. Não sabia passar uma semana sem ir a Patos, nem passava para Serrinha sem parar nos grossos. 

A vaidade dele estava no aplauso. O riso saia fácil quando estava ganhando a palma do povo. Isso irritava concorrente, mas só dentro do desafio tão peculiar a cantoria mesmo. Malabarista no mote em dez.

Eu agora me dei conta que não estou conseguindo diferenciar o pai do poeta. Mas é porque os dois se misturam mesmo.

Ele é celebração de vida. Nunca vi gostar tanto de comemorar aniversário. A festa começa cedo e termina tarde. Eu, quando me aperreava com seu desmantelo e como tudo que fez (de improviso), dizia assim: Rapaz, painho! Vamos deixar para fazer a festa ano que vem, mais organizada... Ele olhava e dizia: Deixa de ser besta, festa faz quem tem amigo e quando tu nascesse eu já fazia. 

De tudo como pai ele só fracassou em duas coisas comigo: não conseguiu me ensinar a dançar forró nem dirigir. E olhe que tentou muito, as duas coisas. 

Aos seus olhos eu sempre fui muito maior. Respeitava meus silêncios, esperava eu espernear com os gritos, depois chegava manso que só ele e dizia: é só ter calma que as coisas se resolvem... Você parece que não sabe esperar. 

Nunca vi ele dizer que cantou mais ou melhor que ninguém. Mas eu sabia quando cantava e quando não. E dizia a ele. 

Painho não acreditava quando eu comecei a escrever as primeiras estrofes. Ele achava que era de Glaubenio (meu irmão do meio). Depois que mostrei a Geraldo Amancio Pereira, Sebastião da Silva e Nenen Patriota ele começou a acreditar, mas nunca deu pitaco. Quando eu pedia para ele "arrumar" um verso pra mim, ele dizia que eu esperasse um pouquinho que a inspiração chegava... precisava pedir a ninguém não. 

Inimigo de balaio. Defensor genuíno do verso improvisado, sua maior habilidade. 

Seu jeito de incentivar era muito peculiar, não era de elogios rasgados, mas na sisudez do seu olhar um gesto doce denunciava o orgulho. E aí ele começou a exagerar, nisso aí ele me estragou um bocado. Tudo que eu fazia ele dizia que estava bem feito. Menos cozinhar. 

Eu nunca disse que queria ser advogada. De tanto ver a casa com jornalistas entrevistando ele e ter passado parte da infância em estúdio de rádio esperando ele terminar programa eu queria ser jornalista. Passei nos dois vestibulares e na hora de escolher, já influenciada pelos irmãos para fazer Direito, ele olhou e disse: não vá por Alencar (meu irmão) não, faça o que você quiser que você vai ser boa. 

A gente discutia até assistindo o jornal Nacional. Minha curiosidade por política nasceu de tanto ele contar e imitar os discursos de Asfora, Ronaldo, Marcos Freyre. Segundo minha mãe, nenhum dos dois tinha vergonha. Para cada discordância um cheiro (sempre roubado) na careca. 

Acompanhando Painho eu pude ver que seu talento mesmo era de fazer amigos. Uma legião. Toda cidade que a gente passava eu sabia quem era o seu amigo. Nunca cheguei em nenhum lugar que não encontrasse um fã ou um amigo. Ele gostava de andar parando em todo lugar. De Tuparetama a Cajazeiras (por exemplo), ele encontrava motivo para parar em todo canto. Em Teixeira pra ver um cd, em Patos para olhar uma peça de carro, mais na frente para comprar uma melancia...

Passou pela Bahia, Patos, Caicó, Limoeiro do do Norte, mas ouviu o coração, escolheu Tuparetama e aqui educou os três filhos. Sou a única pernambucana e pajeuzeira da casa e isso me deixa bestinha. 

Chegava sempre em casa as segundas feira, já vinha com um quarto de bode e perguntando a Mainha dos compromissos da semana. Vi todas as vezes ele entregar todo o dinheiro dos cachês a ela. Nunca soube o que era uma conta em banco nem pegar uma fila. Ruim de fazer negócio, nunca foi bom em lidar com dinheiro, só sabia ganhar, o resto sempre foi com Dona Elza, mas um artífice na singularidade de se vender. A agenda superlotada era seu maior orgulho. Cantiga fácil, dessas que entra mesmo no povo. Às vezes eu ia comentar sobre sua produção poética em um ou outro evento e ele dizia: eu não estava cantando pra você não Mariana, eu canto é para o povo mesmo. Muito mais vaidoso por aplausos do que por nota de comissão julgadora. Sua produção poética havia crescido muito na última década e isso não é depoimento de filha, é unanimidade. A velocidade dos versos (sua maior marca) ganhou a polidez da experiência. 

Eu digo sem medo de errar que sou um dos seus grandes amores, nossos extremos se encontram nos nossos abusos e no orgulho mútuo. Seu chapéu de couro está comigo. Mas mais do que isso, sua forma humana de enxergar o mundo. Vi muitas vezes ele voltar numa estrada para entregar uma esmola. 

Minha melhor companhia disparada. Conhecia meu humor pelo tom da bênção e sabia melhor do que ninguém quando eu estava arrodeando para pedir alguma coisa... Não sabia dizer não. A ninguém. Muito menos a mim. 

Eu não perdi Painho. Painho vive nas minhas lutas, não conheço ninguém que lutou mais pela sobrevivência do que ele. A dignidade que deu a vida da família foi fruto de noites de sono e estradas, violas e bandejas. 

Ele é vida. Celebração de sucesso. Fama genuína. Amor de verdade. Vive em tudo que fez, no universo dos versos, na história de repente. E uma obrigação enorme nos deixa: sua cidadania na nossa caminhada.

Cantou para Xuxa, FHC, Lula e Sarney. Mas era no pé de parede da casa mais rústica do sertão seco ou molhado que sua inspiração reinava a vontade.  

Viu tudo que sonhou para os filhos, a cura do câncer de Mainha e a multidão de aplausos. 

Descansou na sua pátria: a Serrinha. No seu melhor palco. No seu mais honesto colo. 

Sobre Painho é só gratidão, saudade e responsabilidade. 

Por aqui continuamos negão, eu desmantelada do teu tanto, mas levando uns gritos dos meninos para me organizar... Vaidosa que só tu também. 

Galderise com teu mesmo abuso e tua correção nas coisas.

Mainha limpando os chapéus. 

Glaubenio já ouviu uns duzentos baiões de cantoria e todos os teus vídeos. 

Didiza cuidando de Bia.

A Serrinha molhada e o feijão nascendo. 

Enfim, tudo do jeito que sempre foi. Porque tua luz ela é. Não se apaga. Teu verbo é hoje, é sempre.

Um homem/cometa, rara aparição na terra, mas luz que transcende todos os outros planos.

Que na tua nova vida sigas inspirando a gente e me dando o que sempre me pedisse pra ter: juízo...

Nosso amor não vem desse plano nem termina no outro. É carne, mas sempre foi muito mais sobre o lado de dentro... Lá ta doendo porque amanhã eu não vou ligar perguntando com quem é a cantoria, mas tua luz segue... Teu palco agora é ainda mais iluminado e teu aplauso não termina mais no final do verso. Porque você é isso. Homem cometa. Quem veio de onde você veio, passou o que passou e construiu e construiu não se apaga nunca, meu amor. 

Meu amor.
Só meu amor
Meu amor mesmo
Meu amor.

Obrigada por me ajudar tanto a voar, sem jamais ousar tomar o lugar das minhas asas. Me ensinar sobre liberdade sem me prender, sobre responsabilidade sem exigir e por acreditar tanto nos meus sonhos. Mais do que nunca você será o combustível deles. Sentido de tudo, negão.


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29/03


2020

Há muito, não vejo mais televisão

As pessoas, especialmente os meus poucos leitores e seguidores, podem até estranhar em  se tratando de um instrumento profissional, mas deixei de ver televisão. Desliguei no quarto e na sala. Só tem notícia de fim do mundo.

E eu estou entre os que acreditam que vamos sair desse inferno. Sei da enorme gravidade, estou cumprindo a quarentena como recomendado. Mas assistir aos
 telejornais repetitivos é compartilhar com o satanás. Deus me livre! Nunca vi tamanha desinformação e contradição.

E não têm outro assunto! O corona reina absoluto. Só com notícias ruins. Por que não mostram à volta à rotina de um paciente que se curou? O prazer está na contagem dos mortos. Acho que as TVs estão loucas por aquelas imagens reproduzidas da Itália, de enterros coletivos.

Não, não vejo mais televisão. Aliás, antes do corona, para ser mais sincero, eu só ligava a TV para alguns telejornais, programas inteligentes de entrevistas e jogos. Só. Odeio novelas e as baixarias do Big Bosta, ou Big Brother, desculpe.

Nas horas vagas da quarentena, mato o meu tempo com meus filhos me divertindo ou lendo.


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Fernandes

Mandetta cobra Bolsonaro: Estamos prontos para caminhões levando corpos?. Tá começando a briga, coisa linda.

JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

Isso mesmo mesmo. Um vídeo do humorista Zé Lezinho mostra exatamente isso. Quase morro de ri com a maneira dele retratar a televisão hoje.



29/03


2020

Covid-19: sobem para 116 o número de mortes no Brasil

Por G1

Um jovem de 26 anos morreu na noite de ontem , em São Paulo com coronavírus, segundo a assessoria de imprensa do Hospital Santa Cruz. Ele estava internado na unidade desde o dia 23 de março com problemas respiratórios.

Durante a tarde, o Ministério da Saúde informou que havia 84 mortes pelo novo coronavírus no estado de São Paulo. Após o balanço, a morte de um aluno da USP, de 56 anos, também foi confirmada. Com esses dois novos casos, subiu para 86 o número de óbitos em SP. No Brasil, são 116 mortes.

O Hospital Santa Cruz informou na noite do sábado (25) que a vítima de 26 anos estava em tratamento para hiperuricemia, quando há presença de altos níveis de ácido úrico no sangue, e que procurou o Pronto Socorro da unidade com quadro de síndrome respiratória grave.

"Sua tomografia de tórax revelou padrão compatível com pneumonite viral e, frente a possibilidade de caso suspeito de Covid-19, foi isolado e testado para PCR para SARS-CoV-2, com resultado positivo após 24 horas", diz a nota do hospital.

Casos no Brasil

São Paulo é o estado que concentra o maior número de casos de coronavírus no país, segundo o Ministério da Saúde. São 1.406 infectados entre os 3.904 casos confirmados no Brasil. A taxa de letalidade no país é de 2,8%.

Neste sábado, o ministério teve segundo maior aumento diário de casos confirmados no Brasil até agora. Na sexta-feira (27), foram 503 novos casos.

De acordo com o Ministério da Saúde, até as 15h, havia 569 pessoas internadas com confirmação para Covid-19 no país. O números consideram as pessoas cujos resultados dos testes já foram apresentaram e testaram positivo. O número não considera casos suspeitos.

Isolamento social

O ministro da saúde, Henrique Mandetta, mudou neste sábado (28) o tom novamente de suas declarações sobre isolamento social. Na quarta-feira, ele tinha ajustado o seu discurso ao do presidente Jair Bolsonaro, contrário a um isolamento mais geral e favorável ao isolamento apenas de doentes crônicos e de idosos e pessoas de 60 anos e mais


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Fernandes

Mandetta cobra Bolsonaro: Estamos prontos para caminhões levando corpos?. Torço pela briga.

marcos

Vocês acham 116 mortes um número grande, pois bem lá no Cabo de Santo Agostinho, terra de Anemia Fernandes em 2018 foram mortos 218. Segundo dados do portal da transparência.



29/03


2020

Salvador vira referência internacional na crise

Por Corrreio do Povo

As estratégias de Salvador no combate à pandemia do coronavírus ganharam destaque internacional na plataforma Cities For Global Health (Cidades pela Saúde Global), que reúne as melhores politicas públicas ao enfrentamento do covid-19. Salvador é a única cidade do Norte e Nordeste considerada referência mundial. 

A plataforma, criada pela Rede Mundial de Cidades (Metropolis) e a Aliança Eurolatinaamericana de Cooperação entre as Cidades (ALLAS), apresenta cerca de 90 iniciativas de 23 cidades em diferentes regiões do mundo contra o coronavírus. Cidades como Bruxelas (Bélgica), Jeonju (Coreia), Barcelona (Espanha), Montreal (Canadá), Bogotá (Colômbia) e cinco brasileiras: Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Curitiba compartilham suas experiências e promovem um intercâmbio técnico de boas práticas. 

Foram destacadas ações como a criação de novos centros de saúde e de atendimento às pessoas em situação de vulnerabilidade social, utilização de método inovador de higienização das ruas, além dos decretos que preveem medidas de prevenção e controle do coronavírus, como o fechamento de unidades de ensino, shoppings, bares e restaurantes e um call center exclusivo para que a população possa tirar dúvidas e prestar informações sobre o covid-19. 

O trabalho de fiscalização das decisões é realizado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur). Desde o dia 18 de março até esta quinta-feira (26), foram realizadas mais de 2.100 vistorias, 33 interdições e 20 alvarás de funcionamento foram cassados. 

“Integrar uma plataforma internacional como essa é o verdadeiro reconhecimento do trabalho eficiente que a Prefeitura de Salvador vem realizando no combate a essa epidemia. A partir de agora, estamos compartilhando as nossa experiências exitosas com cidades de diversas regiões  e elas poderão ser replicadas mundo à fora pelas cidades que estão enfrentando os mesmos desafios”, comemora o secretario da Sedur, Sérgio Guanabara.


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