FMO janeiro 2020

16/02


2020

Caminhoneiros divergem sobre paralisação

Por Diario de Pernambuco

Neste fim de semana, circularam nas redes sociais vídeos em que caminhoneiros ameaçam realizar uma nova paralisação. Entretanto, o tema diverge a classe no estado de Pernambuco. Um lado afirma que irá cruzar os braços nesta quarta-feira (19), na BR-101, perto da fábrica da Vitarella, no Cabo de Santo Agostinho. Já outra parte descarta parar os serviços e prefere aguardar a audiência de conciliação com patrões, marcada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para o dia 10 de março.

O estresse na classe começou na última quinta-feira (13), quando o ministro do STF Luiz Fux atendeu a um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) e tirou de pauta o julgamento de constitucionalidade da lei 13.703, que estabelece valores mínimos para o frete. O texto foi questionado por setores empresariais, como a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e deveria ser julgado nesta nova semana que se inicia. Agora, não há mais data prevista para análise da questão.

Outro ponto que irrita os caminhoneiros é o preço do combustível, que cresce de acordo com o ICMS aplicado por cada governo estadual. Na gasolina, a taxa é de 29%. Já no óleo diesel - utilizado em caminhões -, o valor é de 16%. 

O caminhoneiro Marconi França, figura conhecida por convocar o segmento para realizar protestos, diz ser “inaceitável” a manobra do governo federal no STF. “Está marcada essa reunião de conciliação, mas isso é só para o governo ganhar tempo. Não há acordo. Querem que a nossa lei seja referencial, mas já foi testado isso na época do Governo Dilma (2011-2016) e não deu certo. A lei tem que ser referencial”, afirma. 

“Vamos fazer apenas manifestos segunda (17) e terça (18). Mas na quarta (19), pela manhã, vai ter paralisação. E além dos caminhoneiros, chamamos também a sociedade para se engajar. Porque também estamos reclamando do ICMS aplicado no combustível aqui em Pernambuco. Se o valor não fosse tão alto, a gasolina custaria R$ 2,80, no máximo”, acrescenta.

O presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas de Pernambuco (Sintracape), Wilton Nery, nega que a instituição irá aderir ao protesto. “Pode ser que tenham paralisações, mas de outros movimentos. A orientação que temos é de aguardar para ver como fica a negociação”, explica ele, que é representante da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) no estado.

Procurado, o governo de Pernambuco estranhou o valor do ICMS estar dentro do pleito: “Desde abril de 2019, a alíquota sobre o diesel é 16% para caminhoneiros - a menor do Nordeste”. O valor arrecadado é encaminhado para o Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (Fecep). A reportagem não conseguiu contato com a União.


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Abreu e Lima

Confira os últimos posts



31/03


2020

Marília lembra luta de Miguel Arraes

A deputada federal Marília Arraes (PT) escreveu uma mensagem, hoje, em suas redes sociais, sobre o ex-governador de Pernambuco, Miguel Arraes. Neta de Arraes, Marília destaca que aprendeu com ele a ter lado, posição, e não titubear frente às ameaças e dificuldades. Marília também criticou texto publicado no site do Ministério da Defesa que comemora o “31 de Março de 1964”, dia do Golpe Militar. Confira a mensagem na íntegra.

“O site oficial do Ministério da Defesa publica hoje uma triste mensagem em que comemora o Golpe Militar de 1964. Um verdadeiro desrespeito à memória dos que lutaram pela democracia brasileira. Nasci pouco tempo depois que minha família havia chegado dos longos anos de exílio. Cresci convivendo com pessoas vítimas desse regime perverso, de um Estado que matou, perseguiu, torturou, pelo simples motivo de pensar diferente. Recentemente, minha tia Ana Arraes deu uma entrevista em que relatou algumas lembranças dos momentos, dos bastidores deste golpe que marcou a História do Brasil e, também, da nossa família. Histórias que por tantas vezes já havia escutado.

Arraes lutou contra tudo isso e a convivência com ele me deixou grandes ensinamentos. Entre eles, ter muita coragem e ter lado, ter posição, não titubear frente às ameaças e dificuldades. E também contar sempre essa História, do jeito que ela aconteceu, pra que nunca mais aconteça”.


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31/03


2020

E assim se passaram os anos

Por Weiller Diniz*

O governo messiânico de Bolsonaro ressuscitou a UNE, o punk-rock e até Karl Marx. O axioma “a história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa” indica uma rara reiteração no Brasil. Comparando os governos de João Batista Figueiredo (JBF) e Jair Bolsonaro (JB), as similitudes vão além da origem militar, temperamento irascível e despreparo. Economia em frangalhos, recessão, desemprego, tom errático, inapetência e permanente estresse político os aproximam. O capitão, 35 anos depois, é um prisioneiro do “Feitiço do Tempo”.

A imprensa é o inimigo imorredouro. Aos olhos do SNI de Figueiredo, o Jornal “Folha de São Paulo” era o “mais bem montado esquema marxista da imprensa”, como pontuou Élio Gaspari na “Ditadura Acabada”. Com 3 décadas e meia de retardo, Bolsonaro, repete insultos e boicotes econômicos contra a mídia: “A fonte de todo mal é a Folha de São Paulo”; “esse lixo chamado FSP”. “A FSP publica, todo mundo replica”.

O subterrâneo de Figueiredo, além de bombas usava a lógica da tensão. A bisbilhotice do SNI, monitoramentos e maledicências migraram para redes sociais. É o ambiente, com a clandestinidade dos robôs, para ataques e disseminação de informações falsas. Como outrora, opera com amigos, remunerados pelo estado, assim como Alexandre Von Baumgarten, colaborador dos militares, cuja morte foi trágica. O gabinete do ódio é o novo Comando de Caça aos Comunistas (CCC).

As condutas são coincidentes: toscos, radicais e disparatados. Proteção para encobrir inferioridade e compreensão turvada. O tom coloquial e vulgar os aproxima. Figueiredo entrou para história por preferir “o cheiro de cavalos ao do povo” e o impetuoso “prendo e arrebento”. Ao receber um telegrama de professores para discutir demissões praguejou: “vão à merda”.

No modo crina eriçada, Jair Bolsonaro é pródigo. Exceto a família e milicianos todos são alvos. Governadores do NE são “paraíbas”, os estudantes “idiotas úteis”, “mulher deve ganhar menos porque engravida”, “o erro da ditadura foi torturar e não matar” e “cocô dia sim, dia não”, são escatologias adaptadas. Também prometeu “botar no pau de arara” envolvidos com corrupção. Não o fez.

Ambos são pseudo atletas e têm índoles gelatinosas. Figueiredo era falso moralista. Se ocupava em seduzir menores. Bolsonaro é uma ilusão de ética. O governo, o partido pelo qual foi eleito exala malfeitos. Dos 3 filhos pagos pelo erário, dois são suspeitos de corrupção. Já os milicianos são amigos, vizinhos, funcionários e condecorados.

A dupla optou por banqueiros na Economia. Mário Henrique Simonsen foi estrela fugaz. Com sucessor Delfim Neto, a “galinha botou um ovo de avestruz” e o milagre econômico gorou. JB repetiu o receituário. Nomeou Paulo Guedes. Magnata, egresso do mercado, é formado na cutelaria de Chicago. Descobriram que não mandavam. Simonsen saiu rápido. Paulo Guedes renegou dogmas e foi mastigado pela crise do Covid-19.

Ambos têm no retrovisor um zahir: Lula. As greves do ABC no final dos anos 80 impulsionaram o sindicalista para o cenário nacional e ajudaram a agonia do regime encerrado por Figueiredo. Na esteira do movimento grevista, Lula foi preso com base na Lei de Segurança Nacional. O pedido foi do Ministério Público de São Paulo. A censura, sob o tacão de Armando Falcão, proibia divulgar greves.

Depois 38 anos, o mesmo MP, agora federal, protagonizou outra prisão de Lula. Juiz responsável pela condenação que excluiu Lula do páreo presidencial em 2018, Sérgio Moro foi premiado. Virou o ministro da Justiça. Um vasto dossiê sobre atuações clandestinas de Moro com o MP, descortinou a tocaia. Lula é uma metafórica obsessão de ambos. O general disse ter “raiva de política”. O capitão a renega apesar de ter uma família sobrevivendo dela há décadas.

O servilismo ianque é idêntico. Bolsonaro é adestrado por Donald Trump. Concede benefícios. É retribuído com tapinhas nas costas. O capitão infestou 25 integrantes da comitiva brasileira com Corona em viagem aos EUA. Foi o que nos trouxe dos amigos americanos. O General Figueiredo tinha a mesma docilidade com o cowboy Ronald Reagan, que nos brindou como “povo da Bolívia”, levou muito dinheiro, ouro, mas teve de recusar um mimo: um cavalo.

Os militares perseguiam alunos e professores por militância política. O decreto 477, de Costa e Silva colocou o a polícia dentro da academia para prender e arrebentar. É o que macaqueia o ministro da Educação, com os mesmos erros crassos de ortografia do SNI. Não é casual a predileção de Abraham Weintraub por expressões da época, como “tigrada”, cunhada para caracterizar a repressão.

Mas há diferenças. Jair Bolsonaro foi expulso do Exército. Admitiu terrorismo contra a própria instituição. Sérgio Miranda de Carvalho foi expulso da Força Aérea por se recusar a cometer o atentado do Gasômetro em 1968, que seria atribuído à esquerda. Sérgio Macaco era capitão, assim como Bolsonaro. Na república da “bananinha” o ocaso do capitão negacionista e obscurantista, como do general, tende a ser melancólico.

*Jornalista


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Prefeitura de Serra Talhada

31/03


2020

Presidente da Câmara insensível ao drama de Olinda

O que temos vivenciado nas últimas semanas é uma verdadeira guerra contra o coronavírus e a favor da vida. Pois bem, neste momento, prefeituras, governos e países travam batalhas diárias na busca por recursos a serem aplicados na Saúde, assim como na Assistência Social. O Supremo Tribunal Federal já fez sua parte adotando medidas para facilitar a gestão de estados e municípios. 

A Assembleia Legislativa e o Congresso Federal estão realizando reuniões virtuais, a fim de cumprirem com seu dever e tentar que recursos cheguem, o mais depressa possível, aos mais necessitados. Mas, em Olinda, o Legislativo Municipal, na pessoa de seu presidente, tem se comportado de forma totalmente anacrônica. O presidente Jorge Federal fechou os portões da Casa, apagou as luzes e deu as costas ao seu dever constitucional.

Na última segunda-feira (23), foi enviado à Câmara de Olinda, em regime de urgência, um projeto de lei tratando de dois pontos:

1.         Desconto de 10% dos salários do prefeito, vice-prefeito, secretários e assessores especiais.

2.         Utilização de recursos de Fundos Municipais, dentre eles o da Câmara dos Vereadores, no combate à covid-19.

Em ambos os casos, os recursos serão enviados para a Secretaria Municipal de Saúde, com a finalidade de contratação de profissionais e compra de insumos, como medicamentos e EPI.

Mesmo com a urgência e importância do tema, o projeto de lei ainda não foi levado à votação e, ao que tudo indica, não será votado. Essa foi a postura adotada pelo presidente da Câmara em relação ao financiamento da requalificação da Avenida Presidente Kennedy, uma importante demanda da população olindense.

Mais uma vez, Jorge Federal se mostra desconectado aos anseios e necessidades da população e pretende engavetar o projeto. Essa é uma atitude autoritária, desumana e antidemocrática. O apego de Jorge Federal ao fundo formado com dinheiro excedente (que sobrou e não foi gasto) mostra como o presidente da Câmara parece não entender a gravidade da situação.

Hoje, o fundo da Câmara Municipal conta com cerca de R$ 1 milhão, que só pode ser legalmente gasto em investimentos na própria sede da Câmara, ou seja, em reformas, compra de móveis etc. Com este montante, é possível comprar 500 mil máscaras ou contratar 100 médicos. Fica, então, a pergunta: o que é mais importante neste momento? Cuidar das pessoas, dos infectados pelo coronavírus, dos nossos profissionais de saúde ou comprar um ar condicionado novo? Não há o que se pensar.

É melhor o vereador Jorge Federal colocar a mão na consciência e parar de picuinhas. Pois, nada justifica sua insensatez. Nada justifica a negativa em ajudar a salvar vidas de irmãos olindenses.

O momento é de guerra. Temos que lançar mão de todos os recursos disponíveis. É preciso unir esforços e fazer uma grande força tarefa. O presidente da Câmara parece não entender isso. É preciso muito egoísmo para agir dessa forma, colocando coisas à frente de pessoas, política à frente de vidas. E é assim que, na guerra, descobre-se o melhor e o pior da humanidade.


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31/03


2020

Moacyr Franco reclama de isolamento total

Através de sua conta no Instagram, Moacyr Franco gravou um vídeo declamando um texto que retrata um momento que estamos vivendo agora: “Eu aqui não tenho esposa, não tenho filhos, irmãos, pai, mãe. Mas sou insuportável mesmo. Em um ano inteiro sem abraço. Insuportável. Ah, vida minha, como eu te amo!”

No vídeo publicado, o artista ressalta a importância do isolamento social em meio a pandemia de coronavírus que assola o Brasil e o mundo. Em outras publicações, o ex-contratado do SBT também publica esquetes de humor lembrando a importância de lavar bem as mãos e usar álcool gel.

Em outro vídeo, ele aparece no celular conversando com uma pessoa que ele chama de Badia: “Badia não deixa ninguém pegar na sua mão não viu! O Badia, lava a bunda também, nunca se sabe né? Tchau!” diz Moacyr Franco.

Vale lembrar que Badia, segundo um famoso dicionário de Portugal, significa: “camponês do interior da ilha de Santiago que manteve um certo grau de diferenciação cultural nos costumes, no folclore, na religião e na língua”. Moacyr Franco é um dos maiores compositores do Brasil, são dele as canções “Seu Amor Ainda é Tudo”, “Ainda Ontem Chorei de Saudade”, que ficaram famosas nas vozes de João Mineiro e Marciano e outros famosos.


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O Jornal do Poder

31/03


2020

Desincompatibilização para dia 04 de abril está mantida

Por Diana Câmara*

Em tempos de tantas dúvidas e cenários incertos ocasionados pela pandemia do coronavírus (Covid-19), podendo levar até mesmo ao adiamento das eleições municipais, tema que já se encontra em debate no Congresso Nacional, local competente para tanto, temos uma certeza momentânea: o calendário eleitoral deve ser cumprido por quem deseja disputar as próximas eleições municipais.

Assim, especificamente falando em desincompatibilização, os pré-candidatos que precisem sair de seus cargos pelo menos seis meses antes têm que ficar atentos e formalizar seu afastamento até o próximo dia 4 de abril.

Vale atentar que para cada cargo ocupado e para cada cargo que se pretende disputar há prazos distintos. Por isso, deve-se observar o caso concreto.

Por exemplo, Secretário Municipal ou de Estado que pretenda disputar para prefeito ou vice não precisa desincompatibilizar agora, apenas quatro meses antes. Todavia, se quiser vir candidato a vereador tem que pedir seu afastamento nos próximos dias, antes do prazo fatal dos seis meses.

Nas Eleições Municipais, de acordo com a Lei das Inelegibilidades, LC 64/90, o prazo para afastamento para quem pretende concorrer ao cargo de vereador será de seis meses, sempre que o previsto para o cargo de prefeito e vice-prefeito for de quatro meses.

Assim, se enquadram nesta regra: Delegado de Polícia, Defensor Público, Diretor de associações municipais (mantidas total ou parcialmente pelo poder público), Diretor de autarquias, empresas públicas, sociedades de economia mista e fundações públicas mantidas pelo poder público, Presidente da Comissão de Licitação Municipal e Presidente de Conselho de Fundo Municipal de Previdência dos servidores. 

Por outro lado, Magistrado, membro do Ministério Público e Conselheiro do Tribunal de Contas que deseje disputar as eleições municipais deve pedir o seu afastamento definitivo, para qualquer opção de cargo em disputa, seis meses antes do pleito.

O prefeito que vem disputar a reeleição não precisa se afastar. Contudo, se pretende disputar para vereador, será necessário renunciar seu mandato seis meses antes.

Em todos os casos, em que necessitem a desincompatibilização, sua ausência poderá ser motivo de impugnação de registro de candidatura e inviabilizar a candidatura. Atenção: dia 04 de abril está chegando.

*Advogada especialista em Direito Eleitoral, presidente da Comissão de Direito Eleitoral da OAB/PE, membro fundadora e ex-presidente do Instituto de Direito Eleitoral e Público de Pernambuco (IDEPPE), membro fundadora da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (ABRADEP) e autora de livros.


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Banner de Arcoverde

31/03


2020

Tributo ao que mais importa

Por Alessandra Cavalcanti*

Só porque estou pilhada (ontem, eu estava também), por não ter conseguido dormir em minuto algum da noite passada, algo em mim acordou. Num estalo! Num rompante! Num lampejo! De repente! Epifania? Sabe como é? Num 31 de março atípico, às 7h15 da manhã, almoço já pronto, o mundo dormindo, algo vem e... pá! Faz um barulho danado! Um pouco de inspiração escapa pelas ranhuras da quarentena.

Do vírus, à cura. Será? Já tinha até comentado, em algum rabisco passado, que a luz costuma escapulir justamente pelas brechas do que quebrou. Será? Tomara, meu Deus, tomara! Pra encurtar a conversa, aqui estou. E mesmo sendo incapaz de reunir cada caco que a vida cuidou de espalhar, percebo que essa mesma vida se encarrega de nos dar a liga. A vida ou o tempo, não sei bem.

Sei que, parte do que em mim, por descuido ou displicência, perdeu-se, hoje foi recuperada, reinventada, ressignificada. Senti alegria. Pensei em comemorar. Que tal pintar os cabelos, unificar o castanho escuro da raiz? Pensei em ajustar a sobrancelha, num momento de intimidade total, minha pinça e eu! Ou, quem sabe, arrumar as unhas. Dar um up na vaidade, sabe? Não! Melhor não. Vamos deixar assim, por favor. Hoje é dia de, justamente, permitir que tudo fique como está; que tudo seja como é.

É tempo de baixar o facho, de descansar mais confortavelmente dentro da camisola que mais gosto: uma acinzentada e quase velhinha, de algodão, ilustrada com uma xícara enorme na frente, presente da minha melhor amiga para me lembrar que só depois do café é que funciono. Alguém falou em café? Pois é. É tempo de saboreá-lo vagarosamente, mesmo que, pra isso, ele chegue a esfriar. É época de entender a natureza das coisas. De manter a cara lavada e a alma voltada pro Alto.

Tempo de matar os vícios, aguçar os gostos, ressignificar segundos, minutos...olhar para dentro. Estacionamos na estação que indica parada obrigatória para valorizar mais, amar mais, adorar mais, sentir mais. A vida clama para pausarmos certezas, dar um tempo no que julgamos correto, naquilo que condenamos.

Nunca um vírus veio tão certeiro e com tamanha missão: mostrar o nosso real tamanho e o quanto precisamos de humanidade para crescer e resistir.  

*Jornalista


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Prefeitura de Limoeiro

31/03


2020

TV Alepe transmite Plenária por videoconferência

Pela primeira vez desde que entrou no ar em agosto de 2019, a TV Alepe (canal 28.2) vai transmitir por videoconferência, na tarde de hoje, a partir das 14h30, a Reunião Plenária da Assembleia Legislativa de Pernambuco que utilizará o Sistema de Deliberação Remota (SDR). 

O novo modelo de reunião e de transmissão pela TV acontece devido à necessidade de dar continuidade a agenda de combate ao novo coronavírus no Estado. Além de poder acompanhar a reunião pelo canal aberto, as pessoas também podem assistir pelo canal da TV Alepe no YouTube e no site da Alepe (www.alepe.pe.gov.br)

Na manhã desta terça-feira, a TV Alepe também transmitiu as reuniões ordinárias de três comissões permanentes (Justiça, Finanças e Administração Pública). O principal assunto tratado pelas comissões foi a apreciação de decretos legislativos reconhecendo o estado de calamidade pública em pelo menos 64 municípios pernambucanos, devido à pandemia do novo coronavírus.

 “Queremos garantir que a população tenha voz nesse processo de enfrentamento ao coronavírus. A tecnologia e as redes sociais estão sendo fundamentais para que essa inovação se torne uma realidade”, afirmou o presidente da Alepe, deputado Eriberto Medeiros (PP).

De acordo com o chefe do departamento de TV da Alepe, Pedro Paulo, o aplicativo utilizado pela Alepe para as reuniões virtuais é também o sistema utilizado pelo Senado Federal e pela Câmara dos Deputados. Porém, o software para colher os votos do parlamentares  foi desenvolvido pela Superintendência de Tecnologia da Informação (STI) da Assembleia.

“Estamos atendendo a orientação do presidente Eriberto Medeiros, no sentido de aproximarmos cada vez mais a Alepe da população. Por isso o esforço de toda a equipe para transmitir as reuniões pela TV e pelo YouTube”, explicou.


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Shopping Aragão

31/03


2020

Lição, provocação ou populismo?

São José do Belmonte, no Alto Sertão, a 474 km do Recife, é a terra da Pedra Bonita, batizada de Pedra do Reino, na Serra do Catolé. O espaço, que já esteve entre os finalistas do prêmio das Sete Maravilhas de Pernambuco, foi palco, em 1938, do "movimento sebastianista" liderado pelo autoproclamado rei João Antônio dos Santos. 

A história se transformou em obra da literatura em 1971, ano em que o escritor Ariano Suassuna publicou o "Romance d'A Pedra do Reino e o príncipe do sangue do vai-e-volta". 

No local, duas formações rochosas medem, respectivamente, 30 e 33 metros de altura cada. Esses penedos são um dos principais atrativos em meio a um santuário ao ar livre, idealizado pelo escritor paraibano. São 16 esculturas de santos e personagens do episódio sebastianista e do romance de Suassuna, dispostos em círculo e em representação ao sagrado e o profano.

A obra "d'A Pedra do Reino" também já foi tema de minissérie da TV Globo. No centro de São José do Belmonte, na Praça Pires Ribeiro, há ainda o Memorial da Pedra do Reino, acervo onde estão arquivados livros, quadros, documentos e registros fotográficos do movimento que ocorreu no município.

Para resgatar as manifestações culturais do período sebastianista, a Associação Cultural Pedra do Reino, a qual Suassuna também era integrante, criou a "Cavalgada à Pedra do Reino". Uma vez a cada ano, cavaleiros do município e da região se reúnem em frente à Igreja de São José, local em que são abençoados durante missa, realizada no início da manhã de cada último domingo de maio.

Após a cerimônia religiosa, os participantes seguem com destino à Serra do Catolé. O escritor paraibano também já participou do evento. O movimento sebastiansta trata do desaparecimento misterioso do rei de Portugal Dom Sebastião, no século 16, durante a batalha de Alcácer-Quibir, no Marrocos. Gerou muita expectativa nas pessoas de que ele "havia sido arrebatado, encantado por feitiço, e que um dia retornaria para trazer a paz e a prosperidade ao seu povo".

Movido por essa crença, no século 19, no Sertão de Pernambuco, João Antônio dos Santos disse que teria sonhado com o rei português encantado entre os dois rochedos da Serra do Catolé. Nessa época, a população de várias regiões sertanejas do interior do Estado foi ao local para esperar o suposto “desencantamento do monarca”, ciclo em que o fanatismo tomou conta das pessoas motivado pela influência de João Antônio, que deu origem a uma comunidade de fiéis seguidores.

Ele afirmava que estava por vir um reino de igualdade, justiça, liberdade e prosperidade. Acreditava-se ainda que para o rei retornar, as duas formações rochosas teriam que ser “lavadas com sangue”, crença que culminou em conflitos e mortes.

E não é que o rei voltou e se reencarnou na figura de um homem abastado, dono de uma rede de postos de combustíveis entre os sertões de Pernambuco e Ceará? Na pia batismal, recebeu um nome estranho e diferente de Dom Sebastião: Romanilson Mariano. 

Isso mesmo! Tem sobrenome do mês que no Sertão se associa a muita reza e oração: maio, o mês de Maria, mãe de Jesus. O novo rei de São José do Belmonte acaba de realizar uma façanha: abdicou do seu salário bruto de R$ 30 mil, com liquidez de R$ 18 mil, para doar ao povo pobre da cidade que reina para amenizar a dor dos que mais sofrem com os empregos roubados pela crise do coronavírus.

Dom Romanilson Mariano não sentirá nenhuma falta dos R$ 18 mil que embolsa por mês. É um homem rico, daqueles difíceis de contar o que tem. Mas o seu Secretariado, que vive de salário, está em pânico: ele também vai pedir o mesmo esforço à equipe, pelo menos nos próximos três meses.

Com o seu dinheiro e da equipe, milhares de cestas básicas serão compradas para distribuir com a pobreza. Os prefeitos do País, especialmente os de Pernambuco, vão seguir o exemplo ou acham tratar-se de demagogia barata?

Perguntar não ofende!


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31/03


2020

Feitosa intercede por munícipes e moradores de rua

O deputado estadual Alberto Feitosa (SD) entrou, hoje, com representações no Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e na Defensoria Pública do Estado solicitando a proibição aos municípios, enquanto durar a pandemia causada pelo novo coronavírus, a negativação dos nomes dos munícipes caso haja inadimplência relativa ao IPTU.

Após a solicitação feita com relação a cobrança do IPTU, Feitosa também pediu, tanto ao MPPE quanto a Defensoria a determinação ao Estado e aos Municípios a adoção das medidas necessárias para abrigar as pessoas que se encontram morando nas ruas, dando-lhes a possibilidade de isolarem socialmente de forma adequada, potencializando o combate ao Covid-19.


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31/03


2020

Aras: Quem determina política de saúde é Mandetta

Blog da Andréia Sadi

O procurador-geral da República, Augusto Aras, rebateu, hoje, críticas de que estaria omisso durante a pandemia do coronavírus.

Perguntado sobre qual decisão tomará caso o presidente Bolsonaro cumpra o que aventou e baixe um decreto pelo isolamento vertical, no qual somente pessoas de grupos de risco devem ficar isoladas, Aras respondeu: “Vou ouvir o ministro Mandetta. Quem determina política de saúde no Brasil é o ministro Mandetta”.

Aras, que tem 61 anos, disse à reportagem que está trabalhando de seu gabinete mesmo sendo considerado do grupo de risco, pois tem muito trabalho e não pode adiar assuntos.

Hoje o procurador-geral acredita que estará às voltas com um pedido de impeachment do presidente Bolsonaro que circula nas redes sociais e que, segundo Aras, deve chegar à PGR para sua manifestação. Até agora, Aras disse que não recebeu nenhum documento.


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31/03


2020

Marília debate fundo emergencial para Cultura

A deputada federal Marília Arraes (PT) assinou, ao lado de parlamentares de diversos partidos, o projeto de lei de criação do fundo emergencial para a Renda Básica da Cultura durante o período do isolamento.

Para falar sobre o assunto, Marília participa, hoje, ao lado da deputada federal Benedita da Silva (PT/RJ), do Programa Quarentena, do Brasil 247, apresentado por Liana Cirne e Elika Takimoto, com transmissão nas redes sociais, a partir das 21h.

“O IBGE mostra que mais de 5 milhões de pessoas trabalham no setor cultural brasileiro. E grande parte deste contigente não tem carteira assinada, salário fixo. A cultura é também uma atividade econômica, que emprega, que gera renda, e por isso precisa fazer parte deste esforço de socorro financeiro”, defende Marília.


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31/03


2020

Se for para errar, quero errar para o lado certo

Por Júlio Lossio*

Nos últimos dias, temos visto um duelo entre a epidemiologia e a economia. Parte da população, dentre as quais o presidente Bolsonaro, defendendo o fim do isolamento horizontal, em que todos devem ficar ao máximo em casa, salvo as excessões. 

Outra defendendo a manutenção das regras de isolamento, em detrimento da economia. 

Ambas as partes, evidentemente, acreditam estar agindo de maneira correta. Contudo, ambas podem estar erradas. E aí, quais as consequências desse erro?

Com o isolamento horizontal esperamos observar um achatamento da curva de contaminação, com a possibilidade dos nossos hospitais atenderem grande parte da população, evitando muitas mortes. A economia, por sua vez, enfrentará uma forte recessão, com o governo sendo obrigado a fazer uso de suas reservas e até mesmo aumentar o déficit primário para proteger os desempregados e trabalhadores informais. Além, claro, de fomentar as empresas que enfrentaram sérias dificuldades.  

No entanto, caso decidamos por afrouxar as regras do isolamento, observaremos as pessoas voltando a circular livremente e a economia começar a se movimentar. Contudo, a grande circulação de pessoas fará com que a epidemia tome proporções gigantescas e, apesar da “baixa” taxa de mortalidade do vírus, um grande aumento  do número de infectados trará como consequência uma falência do sistema de saúde e um grande número de mortes, sobretudo do chamado grupo de risco. Morrerão país, mães, avós, avôs...

Em que cenário você prefere viver? 

No da crise econômica? Ou no segundo, quando poderá ter que se afastar em definitivo e para sempre de seus pais, seus avós, ou até mesmo de seus filhos, se no último caso a vítima for você?

O mais curioso de toda essa situação é que nas grandes guerras, nas grandes crises econômicas, nas grandes catástrofes ambientais... as decisões mais impactantes são tomadas por poucas pessoas: os chamados líderes mundiais. 

Agora, de maneira paradoxal, naquele que  tende a ser o maior ataque que a civilização moderna já enfrentou, cada um de nós, mesmo o mais simples dos homens, tem o poder de decidir e contribuir com o mundo que quer amanhã.

Faça sua escolha.

*Ex-prefeito de Petrolina


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31/03


2020

O vilão internacional

“Bolsonaro, graças a seu comportamento irresponsável, começa a conquistar um lugar jamais ocupado por um presidente brasileiro – o de vilão internacional”, diz o Estadão, em editorial.

“Nem mesmo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, idolatrado por Bolsonaro, persistiu em sua costumeira arrogância diante do avanço dramático da epidemia, rendendo-se à necessidade de prorrogar o isolamento social, mesmo ante o colossal custo econômico dessa medida.

Aparentemente, contudo, Bolsonaro não se importa de ser visto como pária. Ao contrário: decerto feliz com a notoriedade global subitamente adquirida, na presunção de que isso lhe trará votos, insiste em desafiar abertamente as diretrizes da Organização Mundial da Saúde, adotadas pelo Ministério da Saúde e por governadores e prefeitos de quase todo o Brasil”, diz o artigo.


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Comentários

Fernandes

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31/03


2020

Os destaques do podcast de Ivan Maurício

O jornalista político Ivan Maurício está inovando com a divulgação do seu Podcast, através do WhatsApp. Todos os dias, pontualmente às 6 da matina, logo cedo, ele traz informações e comentários com boa dose de pimenta.

Para se cadastrar e receber o Podcast do jornalista Ivan Maurício, é só entrar em contato com o mesmo pelo seu WhatsApp: 9.8606-7127.

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- Finalmente, Senado aprova auxílio de R$ 600 para autônomos, informais e sem renda fixa devido a pandemia do coronavírus.

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31/03


2020

Olinda cria ferramenta para orientar população

A Prefeitura de Olinda lançou o podcast Olinda em Ação. Serviço, informação e ações da administração municipal à disposição da população em programas de até 20 minutos, com gestores e profissionais de diversas áreas.  

Ancorado pelo secretário executivo de Comunicação, jornalista Valdecarlos Alves, o podcast aborda ações simples, mas cruciais para combater a pandemia. Medidas que as pessoas podem fazer em casa, como a higiene e o cuidado com os idosos, além das ações da Prefeitura de Olinda.

Os podcasts também vão abordar assuntos sobre obras, cultura e patrimônio, educação e todos que envolvam a gestão da cidade. Os programas são semanais e estarão disponíveis nas principais plataformas de streaming.


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