FMO janeiro 2020

26/01


2020

Lula antecipa apoio a Marília no Recife

Em entrevista ao portal UOL, o ex-presidente Lula informa que o PT vai ter candidato próprio no Recife e antecipa a decisão do diretório nacional, que se reúne na próxima terça, em São Paulo, para decidir o imbróglio da capital pernambucana. "Vamos de Marília Arraes", afirma. Abaixo, a entrevista.

Bolsonaro

Lula defendeu que avaliar um mandato por apenas um ano de governo é pouco e que um presidente pode se recuperar nos anos seguintes. Diz que Jair Bolsonaro ainda tem "gordura para queimar". "Mesmo quem votou contra o Bolsonaro tem que saber o seguinte: ele é presidente. Eu vou ficar sentado na cadeira, dizendo que ele não presta e torcendo para que dê tudo errado? Não. Ele tem a obrigação de governar pensando no bem, no ser humano, no mais pobre, no país, na nossa soberania, nos nossos estudantes, no nosso povo trabalhador... E parar de falar bobagem!", afirmou. Bolsonaro, segundo Lula, tem que parar de ficar dando recado para o seu "clube" e governar para todos. Questionado sobre os ataques do presidente à imprensa, Lula afirmou que "tem crítica que ele faz que é correta". Em sua visão, não é dado ao presidente o mesmo direito para falar que é conferido a outras pessoas e compara o que acontece com o mandatário com sua própria experiência. Ambos são críticos contumazes à Rede Globo. Aproveitou também para criticar o ministro da Economia Paulo Guedes. "Estou vendo o Guedes anunciar que vai abrir as compras governamentais para as empresas estrangeiras. Você tem noção do que significa isso? Capacidade zero do Estado propor ou ter influência na elaboração de políticas públicas de indução do crescimento econômico."

UOL - O PT era muito próximo dos movimentos católicos na época de sua fundação. Houve uma grande mudança do Brasil, nesses 40 anos, com um crescimento do eleitorado evangélico. Por outro lado, cada vez mais o emprego informal dá às cartas - e o senhor foi dirigente do meio metalúrgico, com carteira assinada. Essas mudanças dificultaram a ação do PT? O PT consegue conversar com essa nova massa?

Lula - Acho que são duas coisas distintas. Quando o PT foi criado, era o auge da Teologia da Libertação. Não que a cúpula da igreja tivesse qualquer afinidade com o PT, porque nunca teve. Nem Dom Paulo Evaristo Arns, que era o símbolo maior da igreja naquela época, se manifestava favoravelmente ao PT. Ele se manifestava pelos direitos humanos, pela democracia. Aonde que o PT crescia? Onde tinha padre, trabalho de comunidade de base. E também crescia em setores que tinha evangélicos progressistas. O PT sempre teve uma participação no povo evangélico progressista, que era minoritário como é agora.

O que difere é que, em 1980, a Volkswagen tinha quase 44 mil trabalhadores e, hoje, tem 9 mil. Os trabalhadores originários de onde o PT foi formado estão diminutos. Você tem trabalhadores em outras atividades da economia — fazendo entrega de comida, no Uber, em serviços de microempreendedores. Está muito difusa a organização da classe trabalhadora e é inclusive difícil para o movimento sindical se situar.

Antes você ia na porta de uma fábrica e fazia uma assembleia para 10 mil pessoas, hoje tem 500, 400... Aonde foram as outras? Essa gente está por aí, fazendo bico, trabalhando por conta, no comércio, não está dentro de uma fábrica. Está mais difícil organizar, conversar com os trabalhadores, como a gente conversava. O movimento sindical está repensando isso, inclusive o discurso não é mais o mesmo, as aspirações não são mais as mesmas. Há pessoas trabalhando no Uber e elas são tratadas como microempreendedores. Elas vão descobrir, daqui a um tempo, que precisam ter direitos para poder ter garantia na prestação de serviço. O cidadão, se bateu o carro e se machucar, vai ter seguro-a seguro-acidente, vai ter previdência, a empresa vai pagar alguma coisa para ele. Ou ele vai deixar de trabalhar e ficar sem receber absolutamente nada? Nós já vivemos isso na década de 50 e 60: quantas milhares de mulheres trabalhavam em casa, costurando, e nós brigamos para que fossem contratadas, que tivessem carteira assinada, que tivessem direitos. Agora, estamos outra vez vendo os trabalhadores trabalharem sem direitos.

No mundo, de 2008, para cá, tivemos 165 países que fizeram reformas trabalhistas e todas para piorar e tirar direitos. Tudo aquilo que foi conquista depois da revolução de 1917 ou da Segunda Guerra Mundial, os trabalhadores estão perdendo - com raríssimas exceções, como a Alemanha. Mas você percebe que, mesmo na Europa, aumentou a concentração absurda da renda dos mais ricos e a massa salarial caiu. Hoje, nos Estados Unidos, você percebe que tem estado em que é quase proibido sindicalizar.

Tenho dito que o PT precisa voltar para a periferia para aprender a conviver com esse movimento. O que é a Igreja Pentecostal, hoje, no Brasil? O que eles representam? Já são 30% ou 35% da população religiosa. No começo do século passado, era praticamente zero. E o pentecostal da prosperidade têm uma linguagem fácil para conversar com o povo. Porque você tem, de um lado, o autor de todos os problemas, que é o diabo, e a solução toda, que é Deus. E se não tiver solução, o cara é culpado porque não tem fé.

Eu assisti, na cadeia, a muito culto, muita gente rezando. E eles estão entrando na periferia, porque o povo, quando está desempregado e necessitado, a fé dele aumenta. Eu sou do tempo que a minha mãe colocava um copinho de água em cima da televisão para ver a Ave Maria das seis horas. Essa fé, do povo brasileiro, é muito grande e nós temos que respeitar. E ao invés de sermos do contra, temos que saber como é que a gente lida com esse novo modo de pensar do povo brasileiro. Inclusive de pensar a religião.

O que apreendeu assistindo aos pastores evangélicos na TV? Acha que o PT deixou de lado os evangélicos?

O PT tem muita gente evangélica. A Marina Silva [hoje na Rede] é evangélica, embora ela tenha começado a sua formação dentro de um convento católico, ela virou evangélica e era uma pessoa ligada à igreja evangélica no meu governo. A Benedita da Silva é um símbolo de uma figura petista evangélica. O Walter Pinheiro, que foi senador pelo PT da Bahia, era evangélico e uma figura muito atuante na igreja. Muita gente na periferia, que é do PT, é evangélica.

Acho que o papel do Estado é ser laico, não ter uma posição religiosa. Mas o que o PT tem que entender é que essas pessoas estão na periferia, oferecendo às pessoas pobres uma saída espiritual, uma saída que mistura a fé, com o desemprego, com a economia. As pessoas estão ilhadas na periferia, sem receber a figura do Estado. E recebem quem? De um lado, o traficante que está na periferia. De outro lado a Igreja Evangélica, a Igreja Católica, que também tem uma atuação forte ainda. Não assistia apenas a culto evangélico, mas também católico. Na cadeia, você tem pouca coisa para fazer.

O PT quando surgiu tinha o lema "terra, trabalho e liberdade". Esse lema pode ser refundado agora que o PT chegou aos 40 anos?

Esse tema continua em vigor. É atualíssimo em qualquer país da América Latina. Precisamos de terra no campo e na cidade; precisamos de liberdade em todo o território nacional, em todas as casas, em todos os sindicatos; e trabalho, que é o que mais estamos precisando neste instante. Porque é através do trabalho, através do salário recebido pelo trabalho, quando o salário é justo, é que o trabalhador consegue estabelecer uma certa dignidade no tratamento com a família.

Renovação

Quando foi candidato a governador de São Paulo, em 1982, o senhor tinha 36 anos. Hoje, acredito que seja um pouco difícil identificar quais as lideranças jovens do PT. Quem seriam essas novas figuras? Qual seria essa renovação do PT?

Primeiro, tem muita gente nova no PT. Eu poderia pegar um jovem, que é uma figura pública muito conhecida, que é o Lindberg Farias, que tem 40 anos de idade [na verdade, o ex-senador tem 50]. Você não consegue fazer uma pessoa de 20 anos virar uma liderança, uma liderança leva um tempo. É como jogador de bola: para fazer o Vinícius [Júnior, jogador de futebol] virar um craque do Real Madrid, ele tem que ir antes para lá, ficar no time B, treinar muito, jogar. Depois de um tempo, vai virar titular, vai fazer como Casemiro está fazendo. Vai virar o bom. Mas leva um tempo.

O PT tem um núcleo de Juventude, tem secretaria de Juventude, nós temos o companheiro [Ronald] Sorriso, do Rio de Janeiro, [secretário nacional da juventude do PT] que representa o movimento negro dentro do PT e que é uma liderança da juventude brasileira. O PT é um partido que tem cotas, então tem que ter dirigente da juventude, dirigente mulher, dirigente negro... Isso é estatutário. As pessoas existem e essas pessoas vão crescendo e alçando notabilidade com o tempo.

Você não consegue pegar um cidadão de 18 anos e falar "vai ser uma liderança política". Só quem está tentando fazer isso é o presidente da Ambev, que manda jovem para Harvard para ver se forma liderança. Mas não é assim que se forma liderança.
Você pode formar um engenheiro, um cara com alto grau de conhecimento específico sobre um tema. Pode formar um grande jornalista, um grande economista. Agora, você não pega um dirigente num banco da universidade. Pega ele pela capacidade intuitiva que ele tenha, pela capacidade de formulação que ele tenha, pela capacidade de contato que ele tenha com as pessoas. E o PT está formando essas pessoas.

O senhor citou a questão da preparação, falando do empresário Jorge Paulo Lemann. No Congresso, há nomes como o da Tabata Amaral. Na direita, há muitos nomes jovens, com atuação nas redes sociais. O PT já está bem representado assim, pensando em bancada?

Temos uma decisão que tem que ter um percentual de candidatos jovens, homens e mulheres. É preciso você burilar e eleger essas pessoas. No caso do PT, as pessoas têm que participar em organização e movimento social. Não é a Ambev que vai eleger alguém no PT, não é o Lemann, é o cidadão que tem que saber que, para ser eleito, ele tem que construir núcleo de jovem, tem que ir para a periferia, ir para a universidade, ir para a porta da escola, para o local de trabalho, tentar arregimentar essa juventude para participar de política. Nós tivemos um afastamento de juventude da política, porque tudo foi jogado contra a sua participação. Eu não quero dizer que o deputado não é um líder mas o fato de alguém ser deputado não significa que essa pessoa tem uma liderança na juventude. No máximo, essa pessoa pode ter uma representação na rede social, o que não testa uma liderança, que é algo mais do que ter uma quantidade de votos. É ter posições coerentes, é ter política de convencimento, ter poder de decisão.

Na ocasião do impeachment do Collor, você criou jovens, como a direção da UNE, liderada pelo Lindberg. Eram meninos que iam pra rua, que faziam movimento, que convocavam ato, que ia para a praça, ia para São Paulo, para a Bahia, para Brasília. Aí você vai formando um líder.

Uma liderança do PT, Fernando Haddad, teve um desempenho bom na última eleição, disputou com Bolsonaro no segundo turno, se consolidou. E segue sendo uma opção como candidatura do PT à Presidência. Mas o atual presidente, Jair Bolsonaro, insiste em atacar o senhor em vez do provável adversário dele. Por quê?

Poderia perguntar para eles, poderia perguntar por que o Moro, por que a força-tarefa da Lava Jato mentiram nos processos contra mim e continuam mentindo. Você poderia perguntar por que fui enquadrado na Ficha Limpa para deixar de ser candidato a presidente da República. Essa gente não compreende que tenho uma relação com o povo que não é eleitoral, mas é histórica. Não tem nada que aconteceu nesse país de 1980 para cá que eu não tenha participado, seja na fundação do PT, seja na fundação da CUT [Central Única dos Trabalhadores], seja nos sem-terra, seja na fundação de outros movimentos populares, seja nas eleições para presidente, governador, prefeito, participei de todas até agora.

É uma relação de 40 anos de militância política, viajando todo o território nacional, conversando, trabalhando com índios, negros, mulheres, com religiosos, com portador de hanseníase. Trabalhando com aquele setor que se organizava para lutar. É uma luta muito longa e essa gente deve ficar assustada.

Tem político que recebe uma denúncia na capa de uma revista, a primeira coisa que ele faz é desaparecer. Tenho mais de 100 capas de revista contra mim, tenho milhares de primeiras páginas de jornais contra mim, horas de Jornal Nacional, de Bom Dia Brasil, de Bandeirantes, de SBT contra mim. E por que eles não conseguem acabar comigo? É porque tenho um enraizamento, uma ligação muito forte com o povo. O sucesso do meu governo não foi mérito meu, foi a crença e a disposição do povo de me ajudar a governar e acreditar. Então, estou muito certo que as lideranças que nós temos, como o Haddad, como as que estão em outros partidos políticos, vão continuar fazendo o trabalho, vão crescer, vão se colocar na ordem do dia daqui para frente. E eu acho que naquilo que eu puder ajudar, naquilo que eu puder influir, pode ficar certo que vou influir. Obviamente que se eu não tivesse nenhuma importância no mundo político brasileiro, certamente o Bolsonaro estaria falando de outra coisa. Ele sabe porque ele fala de mim, ele sabe.

Economia

Quais são as novas ideias para o Brasil sobre as quais refletiu enquanto esteve preso? Quais são as novas propostas? A gente conhece as suas propostas tradicionais. Mais quais as novas neste período pós-Curitiba?

Uma vez perguntaram para o Jô Soares se ele repensaria alguma coisa. Ele respondeu que pensar já é difícil, repensar então é quase que impossível. Vou te dizer algumas ideias novas que ainda estão valendo hoje e, quem sabe, com ainda mais força do que no tempo em que ganhei as eleições.

Nesse país, se habituava a escrever que era incompatível ter o crescimento da economia brasileira, combinando o crescimento do mercado interno com o externo. Quando você crescia exportação, diminuía o consumo interno, quando você aumentava o consumo interno, diminuía a exportação. Nós provamos que era possível crescer o mercado interno e o mercado externo. É por isso que nós saímos de apenas US$ 100 bilhões de comércio exterior para quase US$ 500 bilhões no meu governo.

Nós provamos também que era possível aumentar o salário mínimo sem aumentar a inflação. Tinha uma discussão maluca de que primeiro tem que crescer para distribuir. Provamos que era possível crescer e distribuir concomitantemente. Novas propostas é fazer com perfeição o que todo mundo sabe que precisa ser feito.

Fernando Haddad seria um nome natural para concorrer à Prefeitura de São Paulo, mas está atuando no plano nacional. O senhor mesmo citou, na última entrevista que nos deu, o nome da ex-prefeita Marta Suplicy, que poderia voltar ao PT. Mas, apesar da popularidade alta na periferia, ela tem resistência na base do PT. Como vê a sucessão em São Paulo? O PT tem quadros, mas há espaço para uma composição com o PSOL, com o Guilherme Boulos, da mesma forma que o PT estuda fazer isso no Rio, com Marcelo Freixo?

Fui candidato em 1982, o PT tinha só dois anos de vida, e tive 10% dos votos em São Paulo. Pensei que ia ganhar, porque a gente era uma novidade muito grande, juntava muita gente. Naquele tempo, dava mais autógrafo do que voto. Porque as pessoas iam ver a novidade, o PT, Lula, mas não votaram em mim, fiquei em quarto lugar. O PT tem muita força em São Paulo, isso não significa que o PT seja obrigado a ganhar todas as eleições. Já ganhamos três eleições, já perdemos reeleição, tanto com o Haddad quanto com a Marta Suplicy. Porque cada eleição é diferente uma da outra.

O PT está disposto. como sempre esteve, a fazer aliança política. Com o segundo turno, todo o partido político tem direito de ter o seu candidato, de ter o seu tempinho na televisão, de defender o seu programa. Se não for para o segundo turno, esse partido, então, faz aliança para apoiar alguém que foi. É o jeito mais decente de fazer política. Eu conversei com o Boulos antes dele ser candidato a presidente. Fui mostrar o quanto era difícil, pelo que eu tinha passado, mas não podia pedir para ele não ser candidato porque era importante que ele colocasse a cara e fosse disputar as eleições. Se ele quiser disputar em São Paulo, é importante que dispute. Agora, o PT não tem os grandes nomes que já teve na ativa. O PT tem o Suplicy que quer ser candidato. E se fizer pesquisa e colocar o nome do Suplicy, ele vai surpreender muita gente, porque é muito querido do povo de São Paulo. O PT tem o Haddad, que não quer ser porque já foi. O Haddad é um quadro muito importante, tem uma tarefa nacional e internacional importante para o PT. Acho que está correto em não querer ser candidato. O partido tem que lançar outras pessoas, têm muita gente. Tem o Zarattini, tem o Jilmar Tatto, o Padilha, o Suplicy, o Nabil, tem bastante gente. Cada um desses que se lançar candidato e motivar o partido. Existe uma periferia vermelha aqui em São Paulo que o PT pode, tranquilamente, recuperá-la e ter 30% dos votos, como teve com a Erundina, com a Marta e o Haddad. Vai ser difícil, outros partidos estão crescendo, mas o PT tem esse direito.

E se o PT não foi ao segundo turno, vai apoiar outras pessoas. O PT não vai adotar o voto nulo ou branco. Em 1994, o Zé Dirceu era candidato teve 17% dos votos. O PT ia tomar a atitude de votar em branco, eu disse não, nós vamos apoiar o Mário Covas.

O senhor então não teria problemas de apoiar um outro Covas no segundo turno de São Paulo?

No PSDB, hoje, não tem um novo Covas.

O caráter do Mario Covas, dentro do PSDB, era único. Era por isso que o Mário Covas era tratado como esquerda no PSDB, é por isso que Mário Covas, na disputa com Maluf, tinha 24%, 26%. Por isso que não era uma figura tão simpática na cúpula, não era palatável, tipo Fernando Henrique Cardoso. Mas o PT não se nega a fazer apoio. O que o PT não pode é deixar de ter candidato. Se tem gente que quer ser candidato e tem disposição de ganhar, o PT tem que lançar aqui em São Paulo e em outros lugares do Brasil. E o PT pode pactuar no primeiro turno. Estão lembrados que fui eu quem pactuei com Eduardo Campos e Humberto Costa? Os dois eram candidatos a governadores. Eu era candidato a presidente e os dois subiram no palanque comigo. Eduardo foi ao segundo turno e, automaticamente, nós fomos apoiá-lo.

Nesta eleição, há uma disputa muito parecida com a de 2012 em Recife, o que afastou o PSB do PT e, em 2014, Eduardo Campos compôs com outros. Como o PT vai se posicionar nessa disputa? Ele vai apoiar o PSB ou vai lançar a Marília Arraes? Além disso, acabou de acontecer o caso envolvendo o ex-governador Ricardo Coutinho, que deve ter manchado a imagem dele, na Paraíba, um governador muito popular que esteve sempre do lado do senhor. E também tem Fortaleza, governo do Roberto Cláudio, que sempre esteve junto com o Camilo Santana. Como é que o PT vai se comportar em Fortaleza, João Pessoa e Recife?

Pegando o caso do Ricardo Coutinho, você falou manchou... manchou ou não. Quando resolvi enfrentar a mentira contada sobre mim no caso da Lava Jato, disse várias vezes que poderia ter saído do Brasil. Eu não saí porque queria enfrentar a mentira, provar que o Moro é mentiroso, e está sendo aprovado cada vez que ele abre a boca.

O companheiro Ricardo Coutinho pode sair mais forte se for mentira o que estão fazendo contra ele. Eu não pedi um ponto porque fui preso. Lá de dentro, falei o que eu tinha que falar e continuo falando: o Moro não foi juiz, ele foi um mentiroso no meu caso. A Lava Jato, o Ministério Público e a força tarefa não estavam cumprindo o papel grande que tem o Ministério Público, montou-se uma pequena quadrilha para mentir e mentiram — e tudo isso vou provar. O PT já apoiou o governador Eduardo Campos duas vezes. O PT apoiou o atual governador duas vezes. O PT já apoiou o prefeito deles duas vezes. Agora, vai ter uma eleição. Nós temos a Marília Arraes, que é uma figura pública importante no Estado, deputada federal. Tem o João Campos, que é o filho de Eduardo Campos, que também quer ser candidato.

O PT não pode abrir mão de ter uma candidatura própria em Recife Quando chegar em 2022, o PSB vai pedir outra ver para o PT não ter candidato a governador depois de quatro de quatro mandatos? Será que o PT não pode ter a oportunidade de ter candidatura própria? O PT vai ter candidatura própria, a Marília deve ser candidata do PT. Se ela não for para o segundo turno, ela apoia o João Campos ou outro candidato que fizer aliança com o PT. Isso vale para Fortaleza, João Pessoa, Natal, Salvador. O que você não pode é trancar o partido. Em Salvador, acho que o partido que tem seis pessoas querendo ser candidatos, inclusive, o nosso querido Juca [Ferreira], que foi meu ministro da Cultura.

Veja a entrevista completa

https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2020/01/26/lula-pt-deve-entender-evangelico-e-periferia-presa-entre-igreja-e-trafico.htm

 

 

 

 


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16/02


2020

Coronavírus: número de mortos na China passa de 1,7 mil

Por G1

O número de mortos na China por Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, chegou a 1.770 neste domingo (16), informaram autoridades de saúde locais. O total de casos confirmados ficou em 70.548, aumento de 2.048 em um dia.

Somente na província de Hubei, epicentro do coronavírus na China, foram registradas mais 100 mortes e 1.933 casos confirmados da doença entre este sábado (15) e domingo (16). Estes números incluem o balanço do dia da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais a morte registrada em Taiwan.

Apenas na região de Hubei são 58.182 pacientes com o vírus e 1.698 mortes desde o início do surto. 6.639 pacientes receberam alta do hospital. 40.814 pessoas estão em tratamento hospitalar e outras 71.613 estão sob observação médica.

Os números de novos casos na região vem caindo há 4 dias. Os dados apresentados pela OMS na manhã deste domingo, ainda não tem os número atualizados dos novos casos apresentados pela província chinesa.

Confira a íntegra aqui: Número de mortos pelo novo coronavírus na China passa de ...


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16/02


2020

Caminhoneiros divergem sobre paralisação

Por Diario de Pernambuco

Neste fim de semana, circularam nas redes sociais vídeos em que caminhoneiros ameaçam realizar uma nova paralisação. Entretanto, o tema diverge a classe no estado de Pernambuco. Um lado afirma que irá cruzar os braços nesta quarta-feira (19), na BR-101, perto da fábrica da Vitarella, no Cabo de Santo Agostinho. Já outra parte descarta parar os serviços e prefere aguardar a audiência de conciliação com patrões, marcada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para o dia 10 de março.

O estresse na classe começou na última quinta-feira (13), quando o ministro do STF Luiz Fux atendeu a um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) e tirou de pauta o julgamento de constitucionalidade da lei 13.703, que estabelece valores mínimos para o frete. O texto foi questionado por setores empresariais, como a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e deveria ser julgado nesta nova semana que se inicia. Agora, não há mais data prevista para análise da questão.

Outro ponto que irrita os caminhoneiros é o preço do combustível, que cresce de acordo com o ICMS aplicado por cada governo estadual. Na gasolina, a taxa é de 29%. Já no óleo diesel - utilizado em caminhões -, o valor é de 16%. 

O caminhoneiro Marconi França, figura conhecida por convocar o segmento para realizar protestos, diz ser “inaceitável” a manobra do governo federal no STF. “Está marcada essa reunião de conciliação, mas isso é só para o governo ganhar tempo. Não há acordo. Querem que a nossa lei seja referencial, mas já foi testado isso na época do Governo Dilma (2011-2016) e não deu certo. A lei tem que ser referencial”, afirma. 

“Vamos fazer apenas manifestos segunda (17) e terça (18). Mas na quarta (19), pela manhã, vai ter paralisação. E além dos caminhoneiros, chamamos também a sociedade para se engajar. Porque também estamos reclamando do ICMS aplicado no combustível aqui em Pernambuco. Se o valor não fosse tão alto, a gasolina custaria R$ 2,80, no máximo”, acrescenta.

O presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas de Pernambuco (Sintracape), Wilton Nery, nega que a instituição irá aderir ao protesto. “Pode ser que tenham paralisações, mas de outros movimentos. A orientação que temos é de aguardar para ver como fica a negociação”, explica ele, que é representante da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) no estado.

Procurado, o governo de Pernambuco estranhou o valor do ICMS estar dentro do pleito: “Desde abril de 2019, a alíquota sobre o diesel é 16% para caminhoneiros - a menor do Nordeste”. O valor arrecadado é encaminhado para o Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (Fecep). A reportagem não conseguiu contato com a União.


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acolher

16/02


2020

Presidente pretende passar o carnaval no Guarujá

Do Estadão Conteúdo

Assim como no ano passado, quando ficou em Brasília para negociar a aprovação da reforma da Previdência, o presidente Jair Bolsonaro planeja passar o feriado de carnaval longe das festividades. O chefe do Executivo pretende viajar para a cidade de Guarujá, no litoral de São Paulo, na sexta-feira, 21. O retorno está previsto para o dia 27, na quinta-feira.

No ano passado, Bolsonaro ficou em Brasília com a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e a filha caçula, Laura, 9 anos. Durante o feriado, o presidente publicou fotos, em suas redes sociais, jogando baralho com a filha e de um churrasco.

O presidente também usou seu perfil no Twitter para compartilhar vídeo com cenas obscenas que teriam ocorrido durante a passagem de um bloco de carnaval em São Paulo, que ele mesmo considerou não se sentir "confortável em mostrar". Na postagem, Bolsonaro afirmou que "É isto que tem virado muitos blocos de rua no carnaval brasileiro". A publicação polêmica foi alvo de críticas de internautas.

Guarujá

Não é a primeira vez que o presidente escolhe o litoral de São Paulo para alguns dias de descanso. Em janeiro, Bolsonaro e Laura viajaram para a Baixada Santista. O presidente, no entanto, antecipou a volta para acompanhar a primeira-dama em um procedimento cirúrgico.

Em 2019, o destino também foi escolhido nos feriados da Proclamação da República, em novembro, e da Páscoa, em abril.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também costumava passar feriados e férias no Forte dos Andradas. Por ser uma área militar, o local tem uma praia de acesso restrito e algumas moradias de oficiais do Exército.


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16/02


2020

Bolsonaro leva ministros para jogo do Flamengo

Do Valor

O presidente Jair Bolsonaro levou uma comitiva de ministros para assistir ao jogo entre Flamengo e Athletico, que reuniu campeões Brasileiro e da Copa do Brasil para disputar a Supercopa do Brasil. O Flamengo venceu por 3 a 0 e levou o troféu para casa.

Estiveram presentes os ministros Sergio Moro e Damares Alves, que postaram nas redes sociais fotos ao lado do presidente na tribuna do estádio Mané Garrincha, em Brasília. No fim da partida, Bolsonaro postou um vídeo em que canta o hino nacional ao lado de Moro, Tarcísio e do presidente da CBF, Rogério Caboclo.

Textos, fotos, artes e vídeos do Valor estão protegidos pela legislação brasileira sobre direito autoral. Não reproduza o conteúdo do jornal em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização do Valor ([email protected]). Essas regras têm como objetivo proteger o investimento que o Valor faz na qualidade de seu jornalismo.

Também integraram o grupo os ministros Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Tarcísio Freitas (Infraestrutura) é Jorge Oliveira (Secretaria-Geral), além de Fabio Wajngarten, secretário de comunicação social, e do deputado federal Helio Negão (PSL-RJ). O vice-presidente Hamilton Mourão também compareceu.

Bolsonaro não foi anunciado ao microfone e não houve vaias ou aplausos à sua presença.

A única manifestação política que se viu nas arquibancadas foi uma faixa em homenagem à vereadora do Rio Marielle Franco, que combatia as milícias e foi assassinada em 2018.


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Cúpula Hemisférica

16/02


2020

Um Fagner que poucos conhecem

Mergulhar na biografia do cantor Raimundo Fagner, o cearense que se projetou mundialmente pelo canto do seu canto, é descobrir um homem extremamente dedicado ao bem cuidar das pessoas, zelador de grandes amizades, brincalhão, sempre de bem com a vida, mas extremamente perfeccionista.

Inquieto, amoroso, apaixonado por futebol, amigo da geração ouro do escrete canarinho da década de 70, como Pelé, Zico, Rivelino e tantos outros. Fagner abriu um campo de futebol, uma areninha, na Fundação que leva  seu nome em Fortaleza. Na pelada de inauguração, quase todo os campeões da seleção brasileira de 70 bateram o ponto lá.

Todos os nomes aparecem  registrados na placa oficial que conferi na visita à instituição. Fagner é um encanto de pessoa e a leitura do seu livro, além de  prazerosa, é uma redescoberta da vida dele, da sua musicalidade e do seu jeito mansinho, feito mineiro, de conquistar novos amigos, entre os quais ele me inclui, para honra deste pobre plebeu.


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Prefeitura de Serra Talhada

16/02


2020

Brasileiros em quarentena seguem sem sintomas de coronavírus

Por Estadão Conteúdo

O Ministério da Defesa informou, na tarde deste domingo, 16, que os 58 brasileiros que regressaram da China e cumprem período de quarentena em Anapólis (GO) seguem sem sintomas de contaminação pelo novo coronavírus.

Entre os brasileiros que estão isolados se encontram diplomatas, profissionais de saúde, tripulantes, membros das Força Aérea Brasileira (FAB) e jornalistas.

De acordo com o boletim, eles “passaram pelas avaliações clínicas previstas e permanecem com o quadro assintomático”. Os repatriados estão isolados desde o domingo passado, 9.

O grupo passa por avaliações clínicas de saúde, que incluem aferições de sinais vitais, como medição de temperatura, pressão e frequência cardíaca, e exame de nasofaringe.

Os brasileiros que não apresentarem sintomas da doença serão liberados para seguir para as suas casas depois de 18 dias de isolamento. A quarentena, de caráter preventivo, deve acabar no dia 27 de fevereiro, de acordo com o Ministério da Defesa.


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Prefeitura de Limoeiro

16/02


2020

No Carnaval de Triunfo

Há muito, passo o reinado do momo na praia, ouvindo o barulho das ondas. Nascido nas montanhas de Minas, Rubem Alves tinha o mar como inspiração. Os ipês também encantavam ele. Meu encanto e canto poético é o Sertão.

Acho que herdei o apego ao chão batido e seco euclidiano vendo meu pai beijar de manhã a flor do mandacaru. No meu livro Reféns da Seca, estampei uma frase antológica dele: "No Sertão, até as pedras são lindas".

Por aí dá para sentir o quanto ele ama sua terra. Este ano, vou respirar de manhã cedo as hortênsias de Triunfo, o cheiro dos seus eucaliptos, a vegetação caatingueira, ouvir o rouxinol cantado por Roberta Miranda. Gosto tanto das veredas sertanejas que, muitas vezes, sinto exalar dentro de mim cheiro de bode.

Luiz Gonzaga dizia que Januário, o seu pai, era tão sertanejo que tinha perfume de barbicha de bode. Prefiro o perfume das flores do marmeleiro, do ipês amarelos, do cajueiro e do umbuzeiro.

O Sertão tem ar quente e seco, noites serenas, o vento da madrugada mais parece brisa do mar. Lampião fazia fogueira para espantar o frio da noite nas moitas que se escondia correndo das forças volantes, a polícia, que o perseguiu e o matou.

No filme O Bacurau, Kléber Mendonça jorrou sangue em terras do novo e repaginado cangaço. Mas o Sertão é território pacato, é vida andante cheia de versos dos seus poetas, cantadores e emboladores.

Eu tenho alma e espírito euclidiano. Meu carnaval em Triunfo será um abraço sem tamanho e limite do reencontro com minhas raízes.


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16/02


2020

Mês de recesso: Senado gastou R$ 567 mil em horas extras

Do Metrópoles

Em dezembro de 2019, mês do recesso parlamentar que começou oficialmente no dia 23, o Senado Federal desembolsou R$ 567 mil em horas extras com servidores. Os dados foram publicados em formato de relatórios no Portal da Transparência da Casa no início deste mês.

O valor engloba gastos com os servidores concursados, comissionados e também com aqueles que dão expediente em gabinetes de senadores ou nas lideranças dos partidos. O levantamento foi feito pelo (M)Dados, núcleo de análise de grandes volumes de informação do Metrópoles.

A Secretaria de Policiamento foi aquela que mais recebeu nessa modalidade de pagamentos no mês do recesso, somando um total de R$ 30 mil. A divisão não está sujeita ao limite mensal, de R$ 2,5 mil pagos por servidor. Dessa forma, houve um caso, revelado pelo Metrópoles, do policial Itamar Costa Júnior, que embolsou R$ 406 mil de horas extras em sete anos.

Em segundo lugar, ficou o Serviço de Soluções para o Orçamento e Fiscalização, que, em dezembro, desembolsou R$ 22,2 mil nessa modalidade de pagamentos.

Entre os gabinetes, o que mais gastou foi a liderança do PSDB, com um total de R$ 10,8 mil divididos entre cinco servidores. Somadas as lideranças, incluindo a da Maioria e da Minoria no Congresso Nacional, o consumo total foi de R$ 79,5 mil em horas extras.

Veja mais aqui: Em mês de recessoSenado gastou R567 mil em horas extras


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16/02


2020

Desfiles das Virgens: agressões e correria; Veja o vídeo

Olinda

Do G1 - PE

Uma briga entre grupos rivais provocou correria, neste domingo (16), durante o desfile das Virgens do Bairro Novo, em Olinda. O tumulto foi registrado por moradores da região, que enviaram vídeos ao WhatsApp da TV Globo. As imagens registraram a confusão e as agressões, na Avenida Getúlio Vargas 

No vídeo, é possível ver, inicialmente, pessoas caminhando. Um grupo circula na via e se depara com outro aglomerado, que surge do lado oposto da avenida.

De repente, pessoas começam a correr e algumas delas partem para uma briga generalizada. Alguns homens se aproximam do muro de um prédio que fica no local. Neste momento, é possível vê-los trocando socos e pontapés.

Por meio de nota, a Polícia Militar informou que as cenas de violência registradas "ocorreram antes de o primeiro trio elétrico do bloco" começar a primeira apresentação.

A corporação informou, ainda, que "não se trata de arrastão" e que "o problema aconteceu porque dois grupos se encontraram a caminho do desfile e começaram a brigar".

Confira o vídeo aqui: Agressões entre grupos rivais e correria marcam desfile das ...


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16/02


2020

Concursos públicos: 17.486 vagas em várias regiões do país

Do UOL

Concursos públicos oferecem pelo menos 17.486 vagas em várias regiões do país. Esse número se refere a concursos selecionados (nacionais, com mais vagas e salários melhores). Se forem considerados todos os concursos, há mais de 25 mil vagas. Existem oportunidades em diversos cargos, destinadas a candidatos de todos os níveis de escolaridade. As remunerações iniciais podem chegar a R$ 33,7 mil, dependendo da função desejada. C

lique aqui para ver a lista completa de concursos disponíveis nesta semana e com inscrições abertas nos próximos dias, com todas as opções. 

Veja aqui as vagas: Concursos públicos oferecem 17.486 vagas com salários de ...


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16/02


2020

Volta a ideia de supermercados venderem medicamentos sem prescrição

O Globo - Por Ancelmo Gois

Com o número de farmácias crescendo mais do que o de templos evangélicos — entre 2013 e 2018, as drogarias saltaram 38,5% —, volta com força na Câmara a ideia de permitir que os supermercados possam vender medicamentos isentos de prescrição (MIPs). Na verdade, é uma novela antiga, que se arrasta há uns 30 anos, mas que agora voltou a esquentar.

Aliás, a turma da saúde privada está tão otimista com 2020 que a Confederação Nacional de Saúde projeta que o setor possa criar em média 111 mil novos postos de trabalho. Seria um salto em relação aos 88.400 gerados em 2019. No ano passado, o nicho respondeu por 14% de todas as vagas abertas no Brasil.


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16/02


2020

Ministros do STJ irritados com o STF

Ministros do STF Foto: Divulgação

Época - Por Guilherme Amado

É grande a irritação entre ministros do STJ com seus colegas de STF.

A razão é a homologação da delação de Sergio Cabral, feita por Edson Fachin, sem que os ministros envolvidos — Napoleão Nunes Maia Filho e Humberto Martins — tenham sido ouvidos.

Diz um ministro do STJ:

"O Gilmar (Mendes) está certo. Tem que haver limite. É a imagem do tribunal que está indo para o lixo".


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16/02


2020

Por que não te calas?

Por Carlos Brickmann

É uma frase simples mas imortal: foi dita pelo rei da Espanha, Juan Carlos, ao dirigente venezuelano Hugo Chávez, que insistia em interromper o primeiro-ministro espanhol numa conferência. Paulo Guedes deveria saber que quem cuida de política econômica não fala: qualquer coisa que diga tem influência em preços, juros, câmbio. Se uma empresa listada em Bolsa fizer um comunicado, tem horário para isso: após o fechamento do pregão.

Paulo Guedes tem todo o direito de achar que o dólar mais alto é melhor (facilita exportações, dificulta importações, desestimula viagens ao Exterior, estimula estrangeiros a visitar o país). Tem todo o direito de preferir o dólar mais baixo (40% do valor de um automóvel, por exemplo, é importação; é mais fácil trazer equipamentos de última geração). Mas não tem o direito de se expor fora de hora, ainda mais com uma frase tão infeliz, segundo a qual, com o dólar baixo, “até domésticas estão voando para a Disney”. Tomara fosse verdade. Mas não é: e ele ou não sabe disso, o que prejudica seu desempenho, ou sabe, e prejudica quem acredita no que ele diz. O custo do linguassoltismo de Sua Excelência é de no mínimo US$ 2 bilhões, que o Banco Central teve de leiloar para evitar que o dólar disparasse no mercado.

Há fatores externos puxando o dólar para cima. Mas é preciso lembrar que, no ano passado, quase US$ 45 bilhões saíram do país, desesperançados. E os dólares que choveriam com a reforma da Previdência nem garoaram.

O Governo previa também que, com a inflação em baixa (efeito de Temer) e as expectativas de crescimento de até 2% do PIB, as exportações subiriam. Esperanças vazias: em janeiro, o déficit brasileiro na balança comercial foi de algo como US$ 1,7 bilhão. As medidas oficiais, até agora, tiveram muito apoio mas pouco resultado. Se os dólares só saem, o câmbio só vai subir.


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16/02


2020

Em entrevista, Moro critica Democracia em Vertigem

Foto: Reprodução/YouTube / Estadão

Por Estadão Conteúdo

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, afastou a relação da Lava Jato com o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016, e a eleição de Jair Bolsonaro para a presidência da República, dois anos depois. "São movimentos que foram distintos. Claro que existe um contexto no qual o presidente foi eleito. Mas, assim, o impeachment não teve a nada a ver com a eleição do presidente Jair Bolsonaro. São coisas dissociadas", disse o ex-juiz federal de Curitiba.

A declaração de Moro foi feita em entrevista ao deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro. O parlamentar estreou na última sexta-feira um programa de entrevistas em seu canal no YouTube, chamado de  O Brasil precisa saber. Antes da exibição, Eduardo divulgou o anúncio da gravação, chamando seus seguidores para acompanhar o programa. Moro fez referência ao impeachment e à eleição presidencial ao criticar o documentário Democracia em Vertigem, da diretora Petra Costa, indicado ao Oscar. "Para um documentário, acho que presta um desserviço aos fatos porque é uma visão deturpada daqueles acontecimentos."

A atuação de Moro na Lava Jato é contestada pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Supremo Tribunal Federal (STF). Os advogados do petista acusam o ex-juiz de agir com parcialidade ao condenar Lula no caso do tríplex do Guarujá e depois assumir um cargo no primeiro escalão do governo Bolsonaro. O julgamento da suspeição de Moro deve ser concluído ainda neste semestre na Segunda Turma do STF.

Custódia. Na entrevista, Moro elogiou o ministro Luiz Fux, do STF, por derrubar um item da lei anticrime que obrigava presos a serem submetidos à audiência de custódia em 24 horas. O dispositivo foi incluído no pacote proposto por Moro na tramitação do projeto no Congresso.

Ao ser questionado sobre futuros projetos a serem encaminhados ao Legislativo, destacou a intenção de deixar a Força Nacional de Segurança expressa na Constituição. A intenção é dar segurança a uma nova modelagem para o órgão, que atualmente reúne policiais estaduais em operações especiais. O ministro também se manifestou favorável à diminuição da idade penal para 16 anos em caso de crimes gravíssimos.  


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16/02


2020

Caso Hans River: mentiras demais

Por Carlos Brickmann

Hans River do Rio Nascimento, um ex-funcionário da Yacows, empresa de marketing digital que trabalhou para Bolsonaro em 2018, tenta se livrar de problemas na Comissão Parlamentar Mista de Inquéritos sobre Fake News inventando histórias sobre a jornalista Patrícia Campos Mello, da Folha de S. Paulo. Depois de passar informações sobre a empresa (confirmados por processo que tramitava na Justiça do Trabalho), para a jornalista, a Folha publicou reportagem mostrando que muitas firmas, entre elas a Yacows, usavam irregularmente nome e CPF de idosos para registrar chips de celular a partir dos quais disparavam mais mensagens em favor de seus candidatos. Logo depois de chegar a um acordo com a Yacows, River do Rio enviou mensagem de texto a Patrícia Campos Mello, dizendo: “Pensei melhor, estou pedindo pra você retirar tudo que falei até agora, não contem mais comigo”.

Até aí, tudo bem: mas, na CPMI, acusou Patrícia de ter “se insinuado sexualmente em troca de informações”. Só que as conversas foram gravadas. E mentir à CPMI pode render-lhe um indiciamento O deputado Eduardo Bolsonaro disse que não duvida que a jornalista tenha “se insinuado sexualmente em troca de informações para tentar prejudicar a campanha do presidente Bolsonaro”. Talvez acredite que mulheres não tenham capacidade para apurar uma reportagem. Só que não havia como: em dezembro, quando a história do assédio surgiu, as eleições já tinham se realizado.


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