FMO

13/12


2019

Triunfo é um canto de amor à vida

Acabei de botar os pés na santa terra abençoada e batizada de Triunfo. Aqui, quem triunfa é a vida. Como canta Zeca Pagodinho, o carioca mais sambista da gema, recorro ao seu refrão: “Deixa a vida me levar, Triunfo".

Cheguei em pleno verão brabo, com o termômetro em 25 graus. Mais tarde, quando a noite encobrir os casarões coloniais da mais suíça sertaneja, as luzes do Natal se estenderão sobre as suas águas límpidas para receber a lua em adoração.

Aqui, nem parece chão seco e batido do sertão. Sua lindeza nos leva a uma viagem imaginária. Pode ser Paris, à nobreza de Londres, o mais longínquo ponto da beleza europeia ou qualquer ponto do planeta

A praça do charmoso Cine Guarany lembra Veneza. Só falta a igreja San Marco.

Triunfo é só lirismo, poesia, rima, verso troncho, bálsamo para aliviar as dores da alma e do espírito.

Amanhã, sua gente boêmia, de alma sedenta de amor, vai verter lágrimas de felicidade cantando em praça pública os maiores sucessos do romantismo de Moacyr Franco.

Tenho impressão que o artista vai ser acolhido com tanto amor e emoção que vai querer ficar por aqui mesmo, misturando seu sangue latino com o sangue contagiante do sertanejo.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Governo de PE - Redução nos Homicídios

Confira os últimos posts



26/01


2020

Brasil sem vagas com ganhos acima de 2 salários mínimos

Ao longo do tempo, o mercado de trabalho passou a trocar empregos de maior qualidade por postos de menor rendimento

Danielle Senna, formada em História, desistiu das aulas pela baixa remuneração.
Foto: Gabriel Monteiro / Agência O Globo

O Globo - Por Pedro Capetti

O Brasil não cria vagas com rendimento acima de dois salários mínimos há 14 anos. Levantamento feito pelo GLOBO com base nos microdados do Caged, o registro de vagas com carteira assinada do governo, mostra que a partir de 2006 não houve saldo positivo nas contratações para qualquer faixa de renda com remuneração superior a duas vezes o piso nacional.

Incluindo os dados de 2019, divulgados na última sexta-feira, o país extinguiu 6,7 milhões de empregos com renda mais alta desde 2006.

Ao longo do tempo, o mercado de trabalho passou a trocar vagas de maior qualidade por postos de menor rendimento. Foram criados 19,2 milhões de postos de trabalho desde 2006, porém, todos com renda de até 2 salários mínimos.

Considerando o saldo entre vagas fechadas e geradas, o mercado absorveu 12,5 milhões de trabalhadores. O resultado é uma economia que vem se tornando cada vez mais de baixos salários, indiferente até mesmo aos momentos de grande dinamismo, entre 2010 e 2013.

Especialistas avaliam que o quadro é estrutural. Parte do fenômeno pode ser explicado pelo modelo de crescimento econômico das últimas décadas, baseado no consumo das famílias e com baixas taxas de investimento.

Outro fator importante é a política de valorização do salário mínimo, vigente até 2018. Entre 2005 e 2019, o piso nacional subiu 74% acima da inflação. O ganho real é considerado positivo e necessário pelos economistas. O problema é que não foi acompanhado do aumento da produtividade da economia. No mesmo período, a produtividade da hora trabalhada avançou apenas 18%, segundo dados do Ibre/FGV.

— Pela régua do salário mínimo, vamos encontrar cada vez mais pessoas ganhando próximo a ele, pois o piso cresceu mais rápido do que as outras remunerações. E nos últimos anos, o que vimos foram empregos criados com uma remuneração cada vez menor ou estagnada — ressalta Hélio Zylberstajn, professor da FEA/USP e coordenador do Salariômetro da Fipe.

A lenta recuperação do mercado de trabalho, com a criação de 1,1 milhão de postos formais de trabalho no acumulado de 2018 e 2019, após a perda de mais de 3 milhões desde a recessão iniciada em 2015, ajuda a entender as dificuldades.

Graduados sem lugar

O trabalhador volta a assinar a carteira hoje ganhando, em média, 10% menos que antes da demissão. Para o empregador, é uma maneira de ajustar o descolamento entre o crescimento dos salários e o da produtividade, tendo a seu favor uma oferta muito maior de trabalhadores do que vagas disponíveis.

— A produtividade cresceu muito menos que o valor do mínimo. Isso significa que o piso ficou muito alto para a economia brasileira. O empregador não vai contratar o trabalhador por mais, a não ser que ele seja muito qualificado — explica José Márcio Camargo, economista-chefe da Genial Investimentos.

Confira na íntegra aqui: País não cria vagas com ganhos acima de 2 salários mínimos ...


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

acolher

26/01


2020

Lula antecipa apoio a Marília no Recife

Em entrevista ao portal UOL, o ex-presidente Lula informa que o PT vai ter candidato próprio no Recife e antecipa a decisão do diretório nacional, que se reúne na próxima terça, em São Paulo, para decidir o imbróglio da capital pernambucana. "Vamos de Marília Arraes", afirma. Abaixo, a entrevista.

Bolsonaro

Lula defendeu que avaliar um mandato por apenas um ano de governo é pouco e que um presidente pode se recuperar nos anos seguintes. Diz que Jair Bolsonaro ainda tem "gordura para queimar". "Mesmo quem votou contra o Bolsonaro tem que saber o seguinte: ele é presidente. Eu vou ficar sentado na cadeira, dizendo que ele não presta e torcendo para que dê tudo errado? Não. Ele tem a obrigação de governar pensando no bem, no ser humano, no mais pobre, no país, na nossa soberania, nos nossos estudantes, no nosso povo trabalhador... E parar de falar bobagem!", afirmou. Bolsonaro, segundo Lula, tem que parar de ficar dando recado para o seu "clube" e governar para todos. Questionado sobre os ataques do presidente à imprensa, Lula afirmou que "tem crítica que ele faz que é correta". Em sua visão, não é dado ao presidente o mesmo direito para falar que é conferido a outras pessoas e compara o que acontece com o mandatário com sua própria experiência. Ambos são críticos contumazes à Rede Globo. Aproveitou também para criticar o ministro da Economia Paulo Guedes. "Estou vendo o Guedes anunciar que vai abrir as compras governamentais para as empresas estrangeiras. Você tem noção do que significa isso? Capacidade zero do Estado propor ou ter influência na elaboração de políticas públicas de indução do crescimento econômico."

UOL - O PT era muito próximo dos movimentos católicos na época de sua fundação. Houve uma grande mudança do Brasil, nesses 40 anos, com um crescimento do eleitorado evangélico. Por outro lado, cada vez mais o emprego informal dá às cartas - e o senhor foi dirigente do meio metalúrgico, com carteira assinada. Essas mudanças dificultaram a ação do PT? O PT consegue conversar com essa nova massa?

Lula - Acho que são duas coisas distintas. Quando o PT foi criado, era o auge da Teologia da Libertação. Não que a cúpula da igreja tivesse qualquer afinidade com o PT, porque nunca teve. Nem Dom Paulo Evaristo Arns, que era o símbolo maior da igreja naquela época, se manifestava favoravelmente ao PT. Ele se manifestava pelos direitos humanos, pela democracia. Aonde que o PT crescia? Onde tinha padre, trabalho de comunidade de base. E também crescia em setores que tinha evangélicos progressistas. O PT sempre teve uma participação no povo evangélico progressista, que era minoritário como é agora.

O que difere é que, em 1980, a Volkswagen tinha quase 44 mil trabalhadores e, hoje, tem 9 mil. Os trabalhadores originários de onde o PT foi formado estão diminutos. Você tem trabalhadores em outras atividades da economia — fazendo entrega de comida, no Uber, em serviços de microempreendedores. Está muito difusa a organização da classe trabalhadora e é inclusive difícil para o movimento sindical se situar.

Antes você ia na porta de uma fábrica e fazia uma assembleia para 10 mil pessoas, hoje tem 500, 400... Aonde foram as outras? Essa gente está por aí, fazendo bico, trabalhando por conta, no comércio, não está dentro de uma fábrica. Está mais difícil organizar, conversar com os trabalhadores, como a gente conversava. O movimento sindical está repensando isso, inclusive o discurso não é mais o mesmo, as aspirações não são mais as mesmas. Há pessoas trabalhando no Uber e elas são tratadas como microempreendedores. Elas vão descobrir, daqui a um tempo, que precisam ter direitos para poder ter garantia na prestação de serviço. O cidadão, se bateu o carro e se machucar, vai ter seguro-a seguro-acidente, vai ter previdência, a empresa vai pagar alguma coisa para ele. Ou ele vai deixar de trabalhar e ficar sem receber absolutamente nada? Nós já vivemos isso na década de 50 e 60: quantas milhares de mulheres trabalhavam em casa, costurando, e nós brigamos para que fossem contratadas, que tivessem carteira assinada, que tivessem direitos. Agora, estamos outra vez vendo os trabalhadores trabalharem sem direitos.

No mundo, de 2008, para cá, tivemos 165 países que fizeram reformas trabalhistas e todas para piorar e tirar direitos. Tudo aquilo que foi conquista depois da revolução de 1917 ou da Segunda Guerra Mundial, os trabalhadores estão perdendo - com raríssimas exceções, como a Alemanha. Mas você percebe que, mesmo na Europa, aumentou a concentração absurda da renda dos mais ricos e a massa salarial caiu. Hoje, nos Estados Unidos, você percebe que tem estado em que é quase proibido sindicalizar.

Tenho dito que o PT precisa voltar para a periferia para aprender a conviver com esse movimento. O que é a Igreja Pentecostal, hoje, no Brasil? O que eles representam? Já são 30% ou 35% da população religiosa. No começo do século passado, era praticamente zero. E o pentecostal da prosperidade têm uma linguagem fácil para conversar com o povo. Porque você tem, de um lado, o autor de todos os problemas, que é o diabo, e a solução toda, que é Deus. E se não tiver solução, o cara é culpado porque não tem fé.

Eu assisti, na cadeia, a muito culto, muita gente rezando. E eles estão entrando na periferia, porque o povo, quando está desempregado e necessitado, a fé dele aumenta. Eu sou do tempo que a minha mãe colocava um copinho de água em cima da televisão para ver a Ave Maria das seis horas. Essa fé, do povo brasileiro, é muito grande e nós temos que respeitar. E ao invés de sermos do contra, temos que saber como é que a gente lida com esse novo modo de pensar do povo brasileiro. Inclusive de pensar a religião.

O que apreendeu assistindo aos pastores evangélicos na TV? Acha que o PT deixou de lado os evangélicos?

O PT tem muita gente evangélica. A Marina Silva [hoje na Rede] é evangélica, embora ela tenha começado a sua formação dentro de um convento católico, ela virou evangélica e era uma pessoa ligada à igreja evangélica no meu governo. A Benedita da Silva é um símbolo de uma figura petista evangélica. O Walter Pinheiro, que foi senador pelo PT da Bahia, era evangélico e uma figura muito atuante na igreja. Muita gente na periferia, que é do PT, é evangélica.

Acho que o papel do Estado é ser laico, não ter uma posição religiosa. Mas o que o PT tem que entender é que essas pessoas estão na periferia, oferecendo às pessoas pobres uma saída espiritual, uma saída que mistura a fé, com o desemprego, com a economia. As pessoas estão ilhadas na periferia, sem receber a figura do Estado. E recebem quem? De um lado, o traficante que está na periferia. De outro lado a Igreja Evangélica, a Igreja Católica, que também tem uma atuação forte ainda. Não assistia apenas a culto evangélico, mas também católico. Na cadeia, você tem pouca coisa para fazer.

O PT quando surgiu tinha o lema "terra, trabalho e liberdade". Esse lema pode ser refundado agora que o PT chegou aos 40 anos?

Esse tema continua em vigor. É atualíssimo em qualquer país da América Latina. Precisamos de terra no campo e na cidade; precisamos de liberdade em todo o território nacional, em todas as casas, em todos os sindicatos; e trabalho, que é o que mais estamos precisando neste instante. Porque é através do trabalho, através do salário recebido pelo trabalho, quando o salário é justo, é que o trabalhador consegue estabelecer uma certa dignidade no tratamento com a família.

Renovação

Quando foi candidato a governador de São Paulo, em 1982, o senhor tinha 36 anos. Hoje, acredito que seja um pouco difícil identificar quais as lideranças jovens do PT. Quem seriam essas novas figuras? Qual seria essa renovação do PT?

Primeiro, tem muita gente nova no PT. Eu poderia pegar um jovem, que é uma figura pública muito conhecida, que é o Lindberg Farias, que tem 40 anos de idade [na verdade, o ex-senador tem 50]. Você não consegue fazer uma pessoa de 20 anos virar uma liderança, uma liderança leva um tempo. É como jogador de bola: para fazer o Vinícius [Júnior, jogador de futebol] virar um craque do Real Madrid, ele tem que ir antes para lá, ficar no time B, treinar muito, jogar. Depois de um tempo, vai virar titular, vai fazer como Casemiro está fazendo. Vai virar o bom. Mas leva um tempo.

O PT tem um núcleo de Juventude, tem secretaria de Juventude, nós temos o companheiro [Ronald] Sorriso, do Rio de Janeiro, [secretário nacional da juventude do PT] que representa o movimento negro dentro do PT e que é uma liderança da juventude brasileira. O PT é um partido que tem cotas, então tem que ter dirigente da juventude, dirigente mulher, dirigente negro... Isso é estatutário. As pessoas existem e essas pessoas vão crescendo e alçando notabilidade com o tempo.

Você não consegue pegar um cidadão de 18 anos e falar "vai ser uma liderança política". Só quem está tentando fazer isso é o presidente da Ambev, que manda jovem para Harvard para ver se forma liderança. Mas não é assim que se forma liderança.
Você pode formar um engenheiro, um cara com alto grau de conhecimento específico sobre um tema. Pode formar um grande jornalista, um grande economista. Agora, você não pega um dirigente num banco da universidade. Pega ele pela capacidade intuitiva que ele tenha, pela capacidade de formulação que ele tenha, pela capacidade de contato que ele tenha com as pessoas. E o PT está formando essas pessoas.

O senhor citou a questão da preparação, falando do empresário Jorge Paulo Lemann. No Congresso, há nomes como o da Tabata Amaral. Na direita, há muitos nomes jovens, com atuação nas redes sociais. O PT já está bem representado assim, pensando em bancada?

Temos uma decisão que tem que ter um percentual de candidatos jovens, homens e mulheres. É preciso você burilar e eleger essas pessoas. No caso do PT, as pessoas têm que participar em organização e movimento social. Não é a Ambev que vai eleger alguém no PT, não é o Lemann, é o cidadão que tem que saber que, para ser eleito, ele tem que construir núcleo de jovem, tem que ir para a periferia, ir para a universidade, ir para a porta da escola, para o local de trabalho, tentar arregimentar essa juventude para participar de política. Nós tivemos um afastamento de juventude da política, porque tudo foi jogado contra a sua participação. Eu não quero dizer que o deputado não é um líder mas o fato de alguém ser deputado não significa que essa pessoa tem uma liderança na juventude. No máximo, essa pessoa pode ter uma representação na rede social, o que não testa uma liderança, que é algo mais do que ter uma quantidade de votos. É ter posições coerentes, é ter política de convencimento, ter poder de decisão.

Na ocasião do impeachment do Collor, você criou jovens, como a direção da UNE, liderada pelo Lindberg. Eram meninos que iam pra rua, que faziam movimento, que convocavam ato, que ia para a praça, ia para São Paulo, para a Bahia, para Brasília. Aí você vai formando um líder.

Uma liderança do PT, Fernando Haddad, teve um desempenho bom na última eleição, disputou com Bolsonaro no segundo turno, se consolidou. E segue sendo uma opção como candidatura do PT à Presidência. Mas o atual presidente, Jair Bolsonaro, insiste em atacar o senhor em vez do provável adversário dele. Por quê?

Poderia perguntar para eles, poderia perguntar por que o Moro, por que a força-tarefa da Lava Jato mentiram nos processos contra mim e continuam mentindo. Você poderia perguntar por que fui enquadrado na Ficha Limpa para deixar de ser candidato a presidente da República. Essa gente não compreende que tenho uma relação com o povo que não é eleitoral, mas é histórica. Não tem nada que aconteceu nesse país de 1980 para cá que eu não tenha participado, seja na fundação do PT, seja na fundação da CUT [Central Única dos Trabalhadores], seja nos sem-terra, seja na fundação de outros movimentos populares, seja nas eleições para presidente, governador, prefeito, participei de todas até agora.

É uma relação de 40 anos de militância política, viajando todo o território nacional, conversando, trabalhando com índios, negros, mulheres, com religiosos, com portador de hanseníase. Trabalhando com aquele setor que se organizava para lutar. É uma luta muito longa e essa gente deve ficar assustada.

Tem político que recebe uma denúncia na capa de uma revista, a primeira coisa que ele faz é desaparecer. Tenho mais de 100 capas de revista contra mim, tenho milhares de primeiras páginas de jornais contra mim, horas de Jornal Nacional, de Bom Dia Brasil, de Bandeirantes, de SBT contra mim. E por que eles não conseguem acabar comigo? É porque tenho um enraizamento, uma ligação muito forte com o povo. O sucesso do meu governo não foi mérito meu, foi a crença e a disposição do povo de me ajudar a governar e acreditar. Então, estou muito certo que as lideranças que nós temos, como o Haddad, como as que estão em outros partidos políticos, vão continuar fazendo o trabalho, vão crescer, vão se colocar na ordem do dia daqui para frente. E eu acho que naquilo que eu puder ajudar, naquilo que eu puder influir, pode ficar certo que vou influir. Obviamente que se eu não tivesse nenhuma importância no mundo político brasileiro, certamente o Bolsonaro estaria falando de outra coisa. Ele sabe porque ele fala de mim, ele sabe.

Economia

Quais são as novas ideias para o Brasil sobre as quais refletiu enquanto esteve preso? Quais são as novas propostas? A gente conhece as suas propostas tradicionais. Mais quais as novas neste período pós-Curitiba?

Uma vez perguntaram para o Jô Soares se ele repensaria alguma coisa. Ele respondeu que pensar já é difícil, repensar então é quase que impossível. Vou te dizer algumas ideias novas que ainda estão valendo hoje e, quem sabe, com ainda mais força do que no tempo em que ganhei as eleições.

Nesse país, se habituava a escrever que era incompatível ter o crescimento da economia brasileira, combinando o crescimento do mercado interno com o externo. Quando você crescia exportação, diminuía o consumo interno, quando você aumentava o consumo interno, diminuía a exportação. Nós provamos que era possível crescer o mercado interno e o mercado externo. É por isso que nós saímos de apenas US$ 100 bilhões de comércio exterior para quase US$ 500 bilhões no meu governo.

Nós provamos também que era possível aumentar o salário mínimo sem aumentar a inflação. Tinha uma discussão maluca de que primeiro tem que crescer para distribuir. Provamos que era possível crescer e distribuir concomitantemente. Novas propostas é fazer com perfeição o que todo mundo sabe que precisa ser feito.

Fernando Haddad seria um nome natural para concorrer à Prefeitura de São Paulo, mas está atuando no plano nacional. O senhor mesmo citou, na última entrevista que nos deu, o nome da ex-prefeita Marta Suplicy, que poderia voltar ao PT. Mas, apesar da popularidade alta na periferia, ela tem resistência na base do PT. Como vê a sucessão em São Paulo? O PT tem quadros, mas há espaço para uma composição com o PSOL, com o Guilherme Boulos, da mesma forma que o PT estuda fazer isso no Rio, com Marcelo Freixo?

Fui candidato em 1982, o PT tinha só dois anos de vida, e tive 10% dos votos em São Paulo. Pensei que ia ganhar, porque a gente era uma novidade muito grande, juntava muita gente. Naquele tempo, dava mais autógrafo do que voto. Porque as pessoas iam ver a novidade, o PT, Lula, mas não votaram em mim, fiquei em quarto lugar. O PT tem muita força em São Paulo, isso não significa que o PT seja obrigado a ganhar todas as eleições. Já ganhamos três eleições, já perdemos reeleição, tanto com o Haddad quanto com a Marta Suplicy. Porque cada eleição é diferente uma da outra.

O PT está disposto. como sempre esteve, a fazer aliança política. Com o segundo turno, todo o partido político tem direito de ter o seu candidato, de ter o seu tempinho na televisão, de defender o seu programa. Se não for para o segundo turno, esse partido, então, faz aliança para apoiar alguém que foi. É o jeito mais decente de fazer política. Eu conversei com o Boulos antes dele ser candidato a presidente. Fui mostrar o quanto era difícil, pelo que eu tinha passado, mas não podia pedir para ele não ser candidato porque era importante que ele colocasse a cara e fosse disputar as eleições. Se ele quiser disputar em São Paulo, é importante que dispute. Agora, o PT não tem os grandes nomes que já teve na ativa. O PT tem o Suplicy que quer ser candidato. E se fizer pesquisa e colocar o nome do Suplicy, ele vai surpreender muita gente, porque é muito querido do povo de São Paulo. O PT tem o Haddad, que não quer ser porque já foi. O Haddad é um quadro muito importante, tem uma tarefa nacional e internacional importante para o PT. Acho que está correto em não querer ser candidato. O partido tem que lançar outras pessoas, têm muita gente. Tem o Zarattini, tem o Jilmar Tatto, o Padilha, o Suplicy, o Nabil, tem bastante gente. Cada um desses que se lançar candidato e motivar o partido. Existe uma periferia vermelha aqui em São Paulo que o PT pode, tranquilamente, recuperá-la e ter 30% dos votos, como teve com a Erundina, com a Marta e o Haddad. Vai ser difícil, outros partidos estão crescendo, mas o PT tem esse direito.

E se o PT não foi ao segundo turno, vai apoiar outras pessoas. O PT não vai adotar o voto nulo ou branco. Em 1994, o Zé Dirceu era candidato teve 17% dos votos. O PT ia tomar a atitude de votar em branco, eu disse não, nós vamos apoiar o Mário Covas.

O senhor então não teria problemas de apoiar um outro Covas no segundo turno de São Paulo?

No PSDB, hoje, não tem um novo Covas.

O caráter do Mario Covas, dentro do PSDB, era único. Era por isso que o Mário Covas era tratado como esquerda no PSDB, é por isso que Mário Covas, na disputa com Maluf, tinha 24%, 26%. Por isso que não era uma figura tão simpática na cúpula, não era palatável, tipo Fernando Henrique Cardoso. Mas o PT não se nega a fazer apoio. O que o PT não pode é deixar de ter candidato. Se tem gente que quer ser candidato e tem disposição de ganhar, o PT tem que lançar aqui em São Paulo e em outros lugares do Brasil. E o PT pode pactuar no primeiro turno. Estão lembrados que fui eu quem pactuei com Eduardo Campos e Humberto Costa? Os dois eram candidatos a governadores. Eu era candidato a presidente e os dois subiram no palanque comigo. Eduardo foi ao segundo turno e, automaticamente, nós fomos apoiá-lo.

Nesta eleição, há uma disputa muito parecida com a de 2012 em Recife, o que afastou o PSB do PT e, em 2014, Eduardo Campos compôs com outros. Como o PT vai se posicionar nessa disputa? Ele vai apoiar o PSB ou vai lançar a Marília Arraes? Além disso, acabou de acontecer o caso envolvendo o ex-governador Ricardo Coutinho, que deve ter manchado a imagem dele, na Paraíba, um governador muito popular que esteve sempre do lado do senhor. E também tem Fortaleza, governo do Roberto Cláudio, que sempre esteve junto com o Camilo Santana. Como é que o PT vai se comportar em Fortaleza, João Pessoa e Recife?

Pegando o caso do Ricardo Coutinho, você falou manchou... manchou ou não. Quando resolvi enfrentar a mentira contada sobre mim no caso da Lava Jato, disse várias vezes que poderia ter saído do Brasil. Eu não saí porque queria enfrentar a mentira, provar que o Moro é mentiroso, e está sendo aprovado cada vez que ele abre a boca.

O companheiro Ricardo Coutinho pode sair mais forte se for mentira o que estão fazendo contra ele. Eu não pedi um ponto porque fui preso. Lá de dentro, falei o que eu tinha que falar e continuo falando: o Moro não foi juiz, ele foi um mentiroso no meu caso. A Lava Jato, o Ministério Público e a força tarefa não estavam cumprindo o papel grande que tem o Ministério Público, montou-se uma pequena quadrilha para mentir e mentiram — e tudo isso vou provar. O PT já apoiou o governador Eduardo Campos duas vezes. O PT apoiou o atual governador duas vezes. O PT já apoiou o prefeito deles duas vezes. Agora, vai ter uma eleição. Nós temos a Marília Arraes, que é uma figura pública importante no Estado, deputada federal. Tem o João Campos, que é o filho de Eduardo Campos, que também quer ser candidato.

O PT não pode abrir mão de ter uma candidatura própria em Recife Quando chegar em 2022, o PSB vai pedir outra ver para o PT não ter candidato a governador depois de quatro de quatro mandatos? Será que o PT não pode ter a oportunidade de ter candidatura própria? O PT vai ter candidatura própria, a Marília deve ser candidata do PT. Se ela não for para o segundo turno, ela apoia o João Campos ou outro candidato que fizer aliança com o PT. Isso vale para Fortaleza, João Pessoa, Natal, Salvador. O que você não pode é trancar o partido. Em Salvador, acho que o partido que tem seis pessoas querendo ser candidatos, inclusive, o nosso querido Juca [Ferreira], que foi meu ministro da Cultura.

Veja a entrevista completa

https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2020/01/26/lula-pt-deve-entender-evangelico-e-periferia-presa-entre-igreja-e-trafico.htm

 

 

 

 


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Prefeitura de Serra Talhada

26/01


2020

Bolívia: Morales garante respeitar candidatura de Áñez

foto: Morales participa de entrevista coletiva em Buenos Aires - AFP

Da ISTOÉ - Por AFP

O ex-presidente boliviano Evo Morales garantiu que respeita a candidatura da mandatária interina Jeanine Áñez para as eleições do próximo 3 de maio, enquanto pediu um pleito transparente, em declarações dadas ontem na Argentina, onde está refugiado.

“É seu direito, embora embora ela tenha se comprometido não ser candidata, assim como (o líder civil regional Luis Fernando) Camacho”, disse Morales à imprensa um dia depois de Áñez anunciar sua decisão de concorrer à presidência da Bolívia.

“Existem várias alianças à direita. Nós respeitamos, é um direito democrático. Esperamos que, como governo de fato da ditadura, garanta eleições limpas, transparentes e saudáveis”, acrescentou o ex-presidente durante uma reunião com a comunidade boliviana.

A candidatura de Áñez abalou totalmente o tabuleiro político e gerou críticas de vários setores políticos.

Até agora, os ex-presidentes Carlos Mesa e Jorge Quiroga haviam se lançado para a corrida presidencial, bem como o líder civil regional Luis Fernando Camacho, um ator-chave nos protestos que levaram à renúncia de Morales.

Soma-se a eles o ex-ministro da Economia Luis Arce, apoiado por Morales, e seu Movimento ao Socialismo (MAS), que está asilado no México.

“Quando estávamos no governo, nós nunca proibimos ninguém de disputar a campanha. Se quisermos que seja uma boa democracia, têm que garantir a campanha livre”, comentou Morales.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


26/01


2020

Áreas de risco: Serviço Geológico do Brasil lança mapa online

Serviço Geológico lança mapa online sobre áreas de risco no país.

Por Agência Brasil

O Serviço Geológico do Brasil (CPRM) lançou uma plataforma interativa que reúne informações sobre áreas com alto risco e muito alto risco de deslizamentos de terra, inundações, enxurradas e quedas de rocha, em mais de 1.600 municípios brasileiros. O serviço é um mapa online e contém uma base de dados que pode ser usada por gestores nacionais, estaduais e municipais, como as defesas civis de cada região, além da comunidade acadêmica, empresas privadas e a sociedade.

Segundo a chefe da Divisão de Geologia Aplicada da CPRM, Sandra Fernandes, que coordena o trabalho de mapeamento de áreas de risco no país, o serviço é um visualizador que funciona como se fosse um mapa online.

“O mapa contém todas as informações que foram levantadas pelo Serviço Geológico do Brasil de 2012 até agora, referentes às condições de risco geológico, suscetibilidade a movimentos gravitacionais de massa e inundação e mapeamento de perigo de movimentos gravitacionais de massa”, disse Sandra.

O mapa online mostra as áreas que apresentam condições de risco alto e muito alto nas regiões urbanas e delimita em campo, com base no número de moradias e de pessoas ali residente, quais são os processos que podem ocorrer em cada área. O mapa tem atualização constante e indica a quem o consulta se na área em pesquisada é considerada “de risco alto ou muito alto e se é propensa ou não para ocorrências que podem gerar risco”, explicou Sandra.

Os mais de 1.600 municípios que constam do mapa localizam-se em 25 estados – estão de fora apenas Mato Grosso, onde o mapeamento ainda não foi feito, e o Rio e Janeiro, onde o trabalho é feito pelo Serviço Geológico do Estado.

“É um número crescente”, afirmou a chefe da Divisão de Geologia Aplicada da CPRM. Ela informou que, anualmente, é feita uma programação com o governo federal com foco em uma setorização em novos municípios ou na revisitação àqueles em que o levantamento começou, entre os anos de 2012 e 2014. “Isso porque a condição de risco é dinâmica e vai se modificando à em que aumenta a densificação urbana, ou quando o próprio município faz alguma modificação, seja estrutural, com obras de contenção,ou até mesmo não estrutural, para saber lidar com a condição de risco do município”, explicou.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Prefeitura de Limoeiro

26/01


2020

Crise entre Moro e Bolsonaro: Maia eleito bode expiatório

Redes sociais elegem Maia como bode expiatório de crise entre Moro e Bolsonaro. Consultoria mostra que apoiadores de Moro e Bolsonaro colocam culpa em presidente da Câmara.

Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados Foto: Jorge William / Agência O Globo
Época - Por Guilherme Amado

Uma análise da consultoria Bites sobre a recriação do Ministério da Segurança mostrou que apoiadores de Sergio Moro e de Jair Bolsonaro tentaram baixar o fogo colocando a culpa em um terceiro personagem, Rodrigo Maia.

Os dois lados consolidaram os esforços em torno da hashtag #cassacaodeRodrigoMaiaJa, colocando Maia como o articulador da ideia de esvaziar Moro — o que não guarda nenhuma relação com os fatos (não que isso importe para os seguidores do ministro da Justiça e muito menos os do presidente).

Foram 91.476 tuítes entre a quinta-feira (23) e as 17h30 da sexta-feira (24) sobre Maia nesse contexto de acusação, o equivalente a 85% de todos os posts produzidos em torno do deputado nos últimos sete dias.

Segundo a Bites, as buscas no Google associando o presidente da Câmara ao termo cassação cresceram 850% desde quinta-feira.

"Enquanto Maia recebia a culpa e se tornava alvo de de memes na Internet, Bolsonaro não sofreu reprimenda dos seus aliados. Apenas foi alertado que em time que está se ganhando não se mexe", escreveu Manoel Fernandes, diretor da Bites.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Banner de Arcoverde

26/01


2020

Regina afinada com o governo Bolsonaro

Regina Duarte com Fabio Wajngarten

A atriz com o sorriso que é sua marca registrada, busca saber qual será sua autonomia na | Reprodução

O Globo - Coluna de Lauro Jardim 
Por Gabriel Mascarenhas

Regina Duarte demonstra a cada movimento estar afinada com o governo Bolsonaro.

Numa conversa privada, Regina disse que a imprensa está perseguindo Fabio Wajngarten, o chefe da Secom acusado de conflito de interesses entre suas empresas e o cargo que exerce.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


26/01


2020

E a apuração do vazamento de óleo nas praias do NE, Ricardo Salles?

Como ficou a apuração do vazamento de óleo nas praias do Nordeste, Ricardo Salles?

Foto: Marcos Corrêa/PR/09.07.2019

Por Ancelmo Gois


Como ficou a apuração dos responsáveis pelo vazamento de óleo em mais de 2 mil quilômetros do litoral das praias do Nordeste, em setembro? E o navio grego Bouboulina, acusado de ser o responsável pelo vazamento? Esse ministro Ricardo Salles produz mais espuma do que chope.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


25/01


2020

Nota baixa em corrupção: Moro insiste na prisão em 2ª instância

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Por Estadão Conteúdo

A nota ruim do Brasil no ranking da corrupção fez o ministro Sérgio Moro (Justiça e Segurança Pública) retomar um tema que considera fundamental no combate a malfeitos - a prisão em segunda instância, enterrada em novembro pelo Supremo Tribunal Federal

"Combater a corrupção é agenda de País, não só de Governo", postou Moro em sua conta no Twitter.

Segundo o ministro, 'um primeiro passo fundamental é retomar a execução da condenação em segunda instância por emenda constitucional ou por lei ou por ambos'.

"Só assim condenados por corrupção podem ser, na prática, punidos", alerta.

Moro fez referência aos indicadores da Transparência Internacional, segundo os quais o Brasil ficou em 106.º lugar e teve os mesmos 35 pontos de 2018 - a pior desde o início da série histórica -, apesar da Operação Lava Jato e de tantas outras de combate a fraudes e desvios de recursos públicos promovidas pela Polícia Federal e pela Procuradoria da República.

O Brasil se iguala à Costa do Marfim, Macedônia, Mongólia, Albânia, Egito e Argélia.

"Indicadores da Transparência Internacional mostram como é difícil mudar a percepção sobre corrupção", escreveu o ministro. "Nota no Brasil não melhorou nos últimos anos apesar dos avanços da Lava Jato e de 2019. Isso significa que precisamos fazer muito mais, inclusive no Congresso."


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


25/01


2020

Queiroz vai explorar suposta ilegalidade na colheta de provas

Ex-assessor pretende afirmar que mensagens de celular apreendido não podem ser consideradas.

Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro Foto: Reprodução/SBT

Época - Por Guilherme Amado

Fabrício Queiroz pretende expor o que considera uma ilegalidade na colheita de provas do Ministério Público (MP) no inquérito que o investiga.

Queiroz avalia que o pedido do MP para a busca e apreensão de dezembro traz a senha para um futuro pedido de prisão contra ele: o celular de outra ex-assessora de Flávio Bolsonaro, Danielle Mendonça.

Apreendido durante a operação Os Intocáveis, que investigou a atuação de milicianos na Zona Oeste do Rio, o aparelho trazia mensagens em que ela diz a uma amiga que há muito tempo vinha “incomodada com a origem desse dinheiro”, referindo-se ao que recebia do gabinete.

Com outra amiga, ela confirmava a ilegalidade dos pagamentos que recebia.

Entretanto, segundo Queiroz, a Polícia Civil não tinha autorização para apreender o celular de Danielle, apenas o de seu marido, Adriano Nóbrega, acusado de pertencer a um grupo de extermínio, que está foragido.

Portanto, na avaliação do ex-assessor de Flávio Bolsonaro, nada que consta do celular poderia ser usado como prova.

Em resposta à coluna, o MP do Rio afirmou que na operação Intocáveis "foram expedidos pelo Judiciário três mandados de busca e apreensão em endereços vinculados ao capitão Adriano, com autorização expressa para apreender qualquer bem, inclusive celulares, que tivessem relação com o crime".

O órgão afirmou também ter "verificado um encontro fortuito de provas" na análise dos celulares encontrados na residência do capitão e que, por isso, "solicitou ao Juízo da operação Intocáveis o compartilhamento de provas, tendo sido adotado o procedimento normativo regular".


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


25/01


2020

MG: Defesa Civil confirma 30 mortes por causa de temporal

Ainda de acordo com a Defesa Civil, há sete feridos, 2.620 desalojados e 911 desabrigados em Minas Gerais.

Corpo de adolescente é resgatado no bairro Jardim Teresópolis, em Betim — Foto: Danilo Girundi/TV Globo

Por G1 Minas


A Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de Minas Gerais informou, neste sábado (25), que 30 pessoas morreram em decorrência das chuvas que atingem o estado nos últimos dias. O número foi atualizado em um boletim divulgado às 18h30.

Ainda de acordo com a Defesa Civil, há 7 feridos, 17 desaparecidos, 2.620 desalojados e 911 desabrigados em Minas Gerais. De acordo com o coordenador adjunto do órgão, tenente-coronel Flávio Godinho, os locais de cada morte serão divulgados ainda nesta noite.

O comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Edgar Estevo, afirmou que houve mortes em Belo Horizonte, Ibirité e Betim. Ele não detalhou, entretanto, o número de mortes por cidade. Ainda de acordo com o coronel, os óbitos ocorreram em deslizamentos de terra e soterramentos.

Confira a íntegra aqui: Defesa Civil confirma 30 mortes em MG por causa da chuva


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


25/01


2020

Presidente do BNDES vai falar

Montezano vai falar

Adriano MachadoAdriano Machado | Reuters

O Globo - Coluna de Lauro Jardim
Por Gabriel Mascarenhas

À distância, Gustavo Montezano já percebeu o tamanho do problema criado pela auditoria de R$ 48 milhões responsável por tentar abrir a célebre caixa-preta do BNDES.

Montezano vai convocar um entrevista coletiva assim que chegar de Davos, neste fim de semana, para dar suas explicações sobre os milhões atirados ao ralo.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


25/01


2020

Construção civil deve fechar 2020 com saldo positivo em PE

Foto Leo Caldas/ Titular/Site:observatoriodorecife.org.br

Do Diario de Pernambuco - Por Luciana Morosini

As perspectivas para a construção civil são positivas para este ano, puxadas principalmente pela melhora na economia brasileira e pelo cenário de juros baixos. Segundo expectativa da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o setor deve apresentar crescimento de 3% em 2020, com potencial de gerar entre 150 mil e 200 mil postos de trabalho formais até dezembro. As estimativas positivas, inclusive, englobam também o mercado de luxo, que já tiveram um desempenho bom em 2019 e que deve fechar este ano em alta em Pernambuco.

Segundo José Maria Miranda, diretor da imobiliária Paulo Miranda Exclusive, braço de luxo da empresa, o ano passado foi positivo, fechando na casa dos dois dígitos, inclusive com novos lançamentos. "Os produtos se valorizam mais com a escassez deles e a gente consegue perceber que o mercado de luxo sempre continuou se valorizando. Ele sofre menos com as intempéries da economia porque os clientes deste tipo de imóvel são menos impactados. Tivemos lançamentos de imóveis com mais de 300 metros quadrados e com rápida absorção, teve opção na avenida Boa Viagem, local bastante valorizado", explica.

Confira a íntegra aqui:


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


25/01


2020

Eduardo Bolsonaro ataca O Antagonista e a Jovem Pan

Deputado Eduardo Bolsonaro usou o Twitter para atacar veículos. Parao o parlamentar, os veículos são identificados com a direita.
"Isso não é jornalismo, é canalhice", disse em um dos tweets. 
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Do JC Online

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL), filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), utilizou rede social para atacar o site O Antagonista e a Jovem Pan, veículos de imprensa identificados com a direita. 

Em postagem feita pelo deputado, Eduardo critica O Antagonista e os chama de "canalhas" devido à matéria do site que afirma que Eduardo diz que Moro é "o nome preferido" da "extrema imprensa. O deputado se defende afirmando que não havia citado o ministro Sergio Moro. 

Em outra publicação, Eduardo Bolsonaro cita a Jovem Pan em resposta a tweet do Ministro da Educação, Abraham Weintraub, que diz ter ouvido à Jovem Pan e que a Rádio "não consegue mais disfarçar" o tratamento de "tapete vermelho" para o governador de São Paulo, João Doria (PSDB). 

Eduardo respondeu ao tweet do ministro mencionando a Jovem Pan e jornalista, afirmando que "a lista só cresce". 


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


25/01


2020

Bloco reúne multidão na Zona Norte do Recife

Prévia começou às 13h, com o anúncio da apresentação do artista, Wesley Safadão, que estava com a perna imobilizada. Trio elétrico arrastou foliões por Casa Forte.

Foto: Luna Markman/TV Globo

Por Luna Markman e Beatriz Castro, TV Globo

Uma multidão lotou a Rua Igarassu, em Casa Forte, na Zona Norte do Recife, para acompanhar a quarta edição do Bloco de Seu Antônio, neste sábado (25). A festa começou às 13h, com o anúncio da atração surpresa, que este ano foi o cantor Wesley Safadão.

O artista começou a apresentação em cima de um trio elétrico na Rua Igarassu, onde ocorreu a concentração do bloco. O cantor, que fez uma homenagem a Gabriel Diniz no Segura a Seringa, estava com uma tala no pé devido a um problema no músculo. Ainda assim, não parou de pular e cantar os hits da carreira.

O desfile tinha entrada gratuita e foi até as proximidades do Parque Santana. Teve gente que criou até camarote para conferir o show da varanda do apartamento ou da área comum dos prédios. Mas apenas as oito mil pessoas que compraram os ingressos participam da festa dentro da arena montada em frente ao parque público.

De acordo com a organização do evento, todos os ingressos disponibilizados foram vendidos. Também se apresentam neste sábado Henrique e Juliano, Saulo Fernandes e Latino.

Confira a íntegra da reportagem aqui: Com show surpresa de Wesley Safadãobloco reúne ...


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


25/01


2020

Ministério da Justiça libera 14% de fundo para Estados

Ministério da Justiça liberou apenas 14% de fundo para Estados. 

Foto: site do Ministério da Justiça

Por Bruno Ribeiro e Vinicius Passarelli, do Estadão Conteúdo

A gestão do ministro Sérgio Moro foi a primeira a contar com recursos vindos das Loterias da Caixa para o enfrentamento à criminalidade. Mas dos cerca de R$ 1,8 bilhão previstos para o Fundo Nacional da Segurança Pública (FNSP), apenas R$ 248 milhões, 14% da previsão total, foram destinados aos Estados no ano passado, e com liberação feita apenas em dezembro.

Alguns dos repasses já liberados nem chegaram a ser recebidos pelas unidades da federação. Para o Mato Grosso, por exemplo, foram enviados R$ 10,5 milhões no fim de dezembro. No entanto, segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado, o recurso ainda não está acessível. A pasta carimbou a verba para ser utilizada em serviços de reestruturação de órgãos de inteligência e da Polícia Científica do Estado.

Segundo o governo mato-grossense, sem os recursos do fundo, o Estado buscou verba de outras origens, como emendas parlamentares e receitas da Secretaria Nacional de Políticas contra Crogas (Senad) e do Fundo Penitenciário Nacional.

A liberação de recursos do FNSP foi uma das demandas levadas pelos secretários de segurança estaduais ao presidente Jair Bolsonaro em uma reunião ocorrida na quarta-feira. O fundo existe desde 2001, mas só foi turbinado com a receita dos jogos da Caixa a partir do ano passado. Da previsão original bilionária, o Ministério da Economia determinou um contingenciamento de R$ 1,1 bilhão ainda no começo do ano ( 65% do total). Por nota, o ministério informou que tinha um total liberado de R$ 262,8 milhões para ser repassado a fundos estaduais, e que empenhou (liberou para gasto) a totalidade daqueles recursos. A pasta não informou porque os repasses se concentraram em dezembro.

Os Estados já haviam recorrido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para ter acesso ao recurso. Decisão de dezembro do ministro Dias Toffoli determinou que 50% do valor contingenciado fosse liberado. "A União aguarda o STF definir como deverá ser operacionalizado este repasse" , informou o Ministério da Justiça, por nota, calculando a verba disponível em R$ 546 milhões.

Da reunião de quarta-feira, o presidente Bolsonaro saiu encampando outra demanda dos secretários, a recriação do Ministério da Segurança Pública como resposta às demandas por mais atenção federal ao tema - o presidente recuou da proposta ontem.

O secretário de Minas Gerais, general Mario Lucio Alves de Araujo, que havia se posicionado contra a mudança, disse que o repasse baixo se deve ao contingenciamento de despesas e por entraves burocráticos próprios da gestão pública. "Não é porque tinha um ministério ou dois". Também pesou o apoio que diz receber do ministro Moro e a defesa de seu governo de um estado enxuto.

A socióloga Carolina Ricardo, diretora executiva do Instituto Sou da Paz, que acompanha o orçamento da segurança pública, destaca a falta de transparência no acompanhamento dos gastos do fundo. "Tem a informação do contingenciamento, mas não tem clareza." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Coluna do Blog
TV - Blog do Magno
Programa Frente a Frente

Aplicativo

Destaques

Publicidade

Opinião

Publicidade

Parceiros
Publicidade
Apoiadores