FMO

18/11


2019

Nova imagem diz que óleo vazado pode ser de outro navio

Universidade afirma ter identificado o culpado pela contaminação, ainda não citado como suspeito anteriormente. Dados serão entregues ao Senado.

Mancha de óleo em praia no Nordeste (Márcio Garcez/Agência O Globo)

Da Redação da Veja

 

A Universidade Federal de Alagoas (Ufal) informou, neste domingo 17, ter identificado um navio que seria responsável pelo vazamento de óleo no litoral do Nordeste. O nome da embarcação e a sua bandeira não foram divulgados, mas não se trata de nenhuma das cinco apontadas pela Marinha como as principais suspeitas pelo derramamento. O cargueiro teria partido da Ásia em direção à África.

O coordenador do Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (Lapis) da Ufal, Humberto Barbosa, afirmou que os dados coletados serão encaminhados ao Senado Federal no próximo dia 21, quando haverá uma audiência pública da comissão externa que acompanha as investigações.

Na última sexta-feira, 15, o Lapis conseguiu identificar uma nova imagem do satélite Sentinel-1A, do dia 19 de julho deste ano, que revela uma mancha de óleo com cerca de 25 quilômetros de extensão por 400 metros a 26 quilômetros do litoral da Paraíba.

O Lapis já havia identificado, a partir de imagens de três satélites (Sentinel 1-A, Aqua-Modis e NOAA-20) feitas em 24 de julho, uma grande mancha de óleo a 40 quilômetros do litoral do Rio Grande do Norte.

“Já havíamos definido um padrão, um protocolo, em função da imagem do dia 24 de julho”, explicou Humberto Barbosa. “Foi assim que encontramos uma nova mancha no litoral da Paraíba, no dia 19 de julho, que nos levou a definir uma primeira embarcação suspeita.”

A partir dessas imagens, o laboratório rastreou todos os navios-tanques que transportavam óleo cru nessas datas e passaram pela costa do Nordeste. No total, os pesquisadores constataram que 111 navios navegaram por lá com esse tipo específico de carga.

De todas as embarcações analisadas, concluiu-se que apenas uma delas apresentava indícios de ter sofrido algum incidente durante o trajeto que justificasse um grande vazamento de óleo como o que atingiu o país.

Segundo as informações levantadas pelo Lapis, o navio costuma fazer o trajeto de um país asiático até a Venezuela, passando pela África do Sul. Normalmente, a embarcação navega com o transponder ligado, indicando sua localização ao longo de todo o percurso. No entanto, entre o dia primeiro de julho e o dia 13 de agosto, a embarcação navegou com o transponder desligado, violando o direito marítimo internacional.

O acompanhamento via satélite mostra que o navio partiu de um país asiático em primeiro de julho. Quando passou pelo Oceano Atlântico, a embarcação seguiu um trajeto incomum e fez uma manobra que indicaria uma mudança de trajetória, justamente na altura do litoral do Nordeste.

“O percurso mostra uma alteração na direção do navio, indicando um comportamento suspeito ou um grande problema mecânico”, afirmou Humberto Barbosa. “Mas é claro que ainda será necessário aprofundar essas investigações.”

O navio suspeito possui uma capacidade de carga duas vezes maior do que o Bouboulina – o navio grego apontado pelo governo como o principal suspeito do vazamento -, o que justificaria as seis mil toneladas de óleo já retiradas das praias do Nordeste.

A Marinha já havia descartado a imagem do dia 24 de julho como sendo de algas e não de óleo. Sobre a nova imagem encontrada, não foi divulgado ainda um comunicado.

(Com Estadão Conteúdo)


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Governo de PE

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07/12


2019

Suspensa reforma da previdência de Doria na Alesp

Justiça suspende reforma da previdência de Doria na Alesp.

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Do Estadão Conteúdo

 

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) concedeu nesta sexta-feira, 6, liminar que suspende a tramitação na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) do projeto de reforma da previdência estadual elaborado pelo governo João Doria (PSDB). A decisão atende pedido do deputado Emídio de Souza (PT).

No pedido, o deputado petista argumenta que a indicação do deputado Heni Ozi Cukier (Novo) como relator especial do projeto fere a legislação ao se sobrepor às atribuições da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Um dos argumentos apresentados é de que Cukier não poderia assumir a relatoria especial pois já havia sido o relator do projeto na CCJ. A criação da figura do relator especial foi uma manobra articulada pelos tucanos da assembleia para acelerar a tramitação da proposta.

“A Comissão de Constituição, Justiça e Redação é formada por treze membros efetivos e treze membros suplentes, cujo órgão é constitucionalmente qualificado para deliberar acerca das proposições legislativas, não podendo tal comissão ser substituída por um único membro da Alesp, o que viola os princípios da colegialidade parlamentar e da igualdade, bem como ao direito parlamentar ao devido processo legislativo”, diz o pedido de liminar feito por Emídio com apoio de advogados do Prerrogativas, grupo de juristas que prestou assistência jurídica ao deputado.

Na liminar, o desembargador Alex Zilenovski considera que a escolha de Cukier limita a possibilidade de discussão sobre o tema. “Afinal, é da natureza do Parlamento a ampla discussão e negociação prévias à deliberação. Para isso a Democracia prevê a possibilidade do Povo eleger seus representantes para, em seu nome, deliberar de modo consciente. Isto é o que se espera do Parlamento e é justamente por isto que sua existência é necessária. O Parlamento não é mera casa de homologação, mas de discussão e deliberação conscientes e transparentes”, diz o magistrado.

A decisão do TJ-SP também anula a nomeação de Cukier para a função e todos os atos do deputado. Com isso, a tramitação volta à CCJ e a votação da reforma deve ficar para o ano que vem.

Suspensão da previdência é derrota para Governo Doria

A suspensão da tramitação do Projeto de Emenda à Constituição Estadual (PEC) de reforma da previdência é uma derrota para o governo Doria que previa economizar R$ 32 bilhões em 10 anos com medidas impopulares como a exigência de idade mínima de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens e aumento de 11% para 14% da alíquota de contribuição dos servidores estaduais.

Para ser aprovado, o projeto precisa de 57 dos 94 votos da Alesp – um teste para a base governista.
Procurado, o governo estadual afirmou que não irá se pronunciar sobre a suspensão, por entender que o processo diz respeito à tramitação da matéria – e não ao mérito da reforma previdenciária.

O presidente da Alesp, deputado Cauê Macris (PSDB), afirmou, em nota, que recebeu “com perplexidade a liminar concedida pelo desembargador a respeito de um tema exclusivo e de competência do Poder Legislativo, previsto em regimento interno”. Ele disse que irá apresentar recurso para derrubar a liminar e fazer a votação “o mais rápido possível”.

Cukier rebateu as alegações da ação. “É uma tentativa de obstruir o andamento de um tema de extrema importância para o Estado de São Paulo e para o Brasil”, disse o deputado. “Eu fui nomeado. Eu aceitei e eu apresentei o parecer, e o presidente da Casa é que designa o relator. A questão jurídica não recai sobre mim, e sim sobre quem nomeou e eu entendo que seguiu as regras.”

Plenário da Alesp foi palco de briga generalizada

Cukier é o mesmo deputado que, em meio a uma briga generalizada no plenário da Alesp na última quarta, 4, levou uma mordida do deputado Luiz Fernando Ferreira (PT). No dia seguinte, o petista pediu desculpas publicamente ao deputado do Novo, que deixou de entrar com uma representação no Conselho de Ética sobre o caso.

Desde que a reforma entrou em discussão no plenário da Alesp, na quarta, duas grandes confusões paralisaram a Casa. Na primeira sessão extraordinária que discutia o tema, o deputado Arthur do Val (sem partido) chamou sindicalistas e esquerdistas de “vagabundos” e um grupo de parlamentares invadiu o púlpito em meio a empurrões e troca de socos.

No dia seguinte, o presidente da Alesp determinou o fechamento das galerias reservadas ao público, após ter sua mesa ocupada por deputadas da oposição. Mais tarde, a sessão foi suspensa e a Casa terminou fechada para o público.

Previdência de Doria tramitou com rapidez na Alesp

Única PEC proposta por Doria neste ano, a reforma da previdência estadual teve uma tramitação mais rápida do que todas as outras analisadas pela Alesp neste ano. Foram três semanas entre a publicação da PEC no Diário Oficial, que dá início à tramitação de um projeto na Alesp, e a devolução do texto pronto para votação no plenário.

A maior parte das PECs assinadas por deputados desta legislatura está parada. Das 17 propostas do tipo que antecederam a reforma de Doria, apenas uma foi aprovada e outras 12 estão sem movimentação há ao menos um mês.

Entre as PECs que antecederam a reforma, sete estão prontas para serem discutidas e votadas pelo plenário. Dois desses projetos, protocolados em abril, estão na fila de votação há cerca de seis meses.


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Prefeitura de Paulista

07/12


2019

PSDB discute hoje guinada à direita em congresso do partido

Há divisões no partido, e política de costumes de Bolsonaro deve ser criticada.
O presidente do PSDB, Bruno Araújo Foto: Divulgação
O Globo - Por Bruno Góes

 

BRASÍLIA — Sob pressão desde o início do governo Jair Bolsonaro pela ausência de posições firmes, a direção do PSDB decidiu preparar um documento para demarcar as bandeiras políticas da legenda. O texto será formalizado neste sábado, em congresso que reúne novas lideranças tucanas. Com tradição social-democrata, o partido dará uma leve guinada à direita. Um dos pontos que historicamente foram motivo de divisão no partido, como a defesa da redução da maioridade penal, será uma diretriz a ser seguida pelos filiados.

Os tucanos também vão se posicionar a favor de uma política econômica liberal, como hoje é implementada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Apesar do alinhamento em alguns temas com o governo, os tucanos pretendem combater a política de costumes adotada por Bolsonaro. Para o PSDB, prevalecerá a defesa do direito individual a escolhas sexuais e até mesmo em relação às drogas — no segundo caso, apenas para fins medicinais.

Figuras importantes, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o senador José Serra e o ex-governador Geraldo Alckmin não estarão presentes para participar do congresso, que acontecerá em Brasília. A ideia é dar espaço para que novas lideranças possam se apresentar e traçar estratégias das eleições municipais de 2020.

Outro ponto que recorrentemente causa divisão entre tucanos é a possibilidade de realização de prévias. Em São Paulo, nas duas últimas eleições, brigas em torno do tema contaminaram a escolha dos candidatos majoritários. A partir de agora, defender a organização de prévias será um valor tucano.

As posições serão formalizadas a partir da consulta a filiados. Serão 700 delegados estaduais para discutir o tema, além dos governadores João Doria (SP), Eduardo Leite (RS) e Reinaldo Azambuja (MS). Também comparecerão ao evento prefeitos e lideranças partidárias.

Ao GLOBO, o presidente do PSDB, Bruno Araújo, disse que iniciativa desse tipo nunca ocorreu no partido.

— Estamos transformando radicalmente a nossa forma de organização partidária. Porque de nada adianta que surjam novos nomes, novas caras, se não formos capazes de mudar o modo como nos relacionamos e como tomamos as nossas decisões — diz.

Além dos pontos já elencados, os tucanos vão defender o fim da estabilidade de servidores públicos e a possibilidade de pagamento de mensalidade em universidades públicas. Também vão condenar qualquer tipo de defesa da ditadura empreendida pelo governo.

Desde que participou da corrida eleitoral em 2018, Doria força o partido a dar uma guinada à direita. O plano, no entanto, desagrada a boa parte dos tucanos. Embora o PSDB tente oficializar uma posição sólida diante de escolhas políticas, a tendência é o partido continuar a ter disputas internas.


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Prefeitura de Ipojuca

07/12


2019

Maia: fundo eleitoral não pode prejudicar "áreas fundamentais"

Foto: José Cruz/Agência Brasil

Estadão Conteúdo

 

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta sexta-feira, 6, que o possível aumento do fundo eleitoral não pode tirar recursos de áreas fundamentais, como Saúde ou Educação. Questionado sobre a eventual elevação para R$ 3,8 bilhões, em debate no Congresso Nacional, respondeu que o tema é “sensível”, que ele não decide os valores e defendeu a necessidade de uma boa “explicação” para os cidadãos sobre de onde virão os recursos.

“É um tema sensível, polêmico e, para colocar qualquer valor, mesmo o da eleição passada, precisa ter clareza de onde vai buscar recursos. Essa narrativa é a mais importante”, afirmou Maia na saída de uma palestra em São Paulo.

“Em relação ao fundo, a sociedade não vai ficar satisfeita nunca, mas precisa financiar a democracia. Independente do valor, se é dois, três, quatro (bilhões), o importante é que não está sendo em detrimento de nenhuma área fundamental”. Maia afirmou ainda que não pode haver dúvidas de que a prioridade do orçamento público é o cidadão.

Maia destacou que a democracia precisa de financiamento e não vê problemas no uso do fundo eleitoral. “O aumento dele, nesse momento, vai gerar dificuldade, vai gerar polêmica. Para que possa ser aprovado, precisa ter, por parte dos deputados e senadores, uma explicação, uma transparência muito grande. O relator tem que vir a público e mostrar que não está tirando recurso da saúde. Porque certamente não é esse o objetivo de nenhum dos deputados e senadores”.

A Câmara aprovou nesta semana na Comissão Mista de Orçamento o aumento do fundo destinado ao financiamento de campanhas dos partidos para as eleições municipais de 2020. O relator do projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) é o deputado Domingos Neto (PSD-CE). Após aprovação no grupo, o tema precisa ainda ser aprovado pelo plenário da Câmara e do Senado Federal.

Neto afirmou que o acréscimo de R$ 1,8 bilhão no valor destinado a financiar as campanhas eleitorais, quase o dobro dos R$ 2 bilhões previstos pelo governo de Jair Bolsonaro, vem de uma nova estimativa de quanto empresas estatais vão lucrar em 2020.


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07/12


2019

Fake News: 3º andar do Planalto entra na mira da CPMI

Foto: Palácio do Planalto/Wikipédia

Por Estadão Conteúdo

 

O terceiro andar do Palácio do Planalto entrou na mira das investigações da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News. Nas próximas semanas, a comissão deve solicitar acesso aos IPs (uma espécie de identidade do aparelho) e dados dos computadores usados por servidores que integram o chamado “gabinete do ódio”, que atuam no mesmo andar no qual o presidente da República, Jair Bolsonaro, despacha diariamente.

Como mostrou o jornal O Estado de S. Paulo em setembro, “gabinete do ódio” é como internamente integrantes do governo passaram a se referir ao grupo formado por três servidores ligados ao vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PSC), filho “02” do presidente. Os assessores Tércio Arnaud Tomaz, José Matheus Sales Gomes e Mateus Matos Diniz produzem relatórios diários, com suas interpretações, sobre fatos do Brasil e do mundo e são responsáveis pelas redes sociais da Presidência da República.

A decisão de pedir acesso aos IPs e dados dos computadores desses servidores foi tomada depois que a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), ex-líder do governo no Congresso, prestou depoimento na CPI, na Quarta-feira passada, dia 4, acusando os assessores do presidente de disseminar notícias falsas durante o horário de serviço.

“Vamos pedir a quebra dos IPs para localizar as máquinas. Se por um acaso tiver requerimento, e tiver provas concretas que existe computador dentro do Palácio do Planalto que faz a divulgação, claro que pode ser quebrado. Não podemos quebrar se não tiver prova. Tendo provas, nós vamos correr atrás”, afirmou, ao Estado, o presidente da CPI, senador Angelo Coronel (PSD-BA).

Ainda segundo Coronel, a CPI vai apurar se há dinheiro público bancando a disseminação de notícias falsas a partir do Palácio do Planalto. “Obviamente, nós vamos correr atrás para ver se é dinheiro público que está sendo investido nessa prática. Se for, nós vamos indiciar os culpados e encaminhar para o Ministério Público Federal. E que aí se puna os verdadeiros culpados”, disse.

Segundo Joice Hasselmann, o chamado “gabinete do ódio” é integrado ainda pelo assessor especial da Presidência da República Filipe Martins, que é próximo ao deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho “03” do presidente. O grupo, na versão da ex-aliada do Planalto, é um dos mais ativos propagadores de notícias falsas e difamações. “Estou mostrando o modus operandi, estou mostrando pessoas ganhando dinheiro público para atacar pessoas”, disse a parlamentar durante o depoimento, na quarta.

A partir do depoimento da ex-líder do governo, técnicos do Ministério Público Federal (MPF), da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e do próprio Congresso, que atuam em conjunto com a CPI, iniciarão uma fase de aprofundamento de coleta de provas e de investigação dos fatos relatados pela deputada. “A partir daí, que se substancie a relatora. Vamos tentar fazer de tudo para fazer o banimento no País das fake news e dos perfis falsos. Não podemos mais permitir que as pessoas criem um perfil falso para atacar seus alvos. Temos é que fortalecer a democracia”, afirmou Coronel.

A sessão que ouviu a deputada Joice Hasselmann durou mais de dez horas e foi marcada por muito bate-boca e troca de acusações entre as alas em disputa no PSL, os “bivaristas”, ligados ao presidente da legenda, Luciano Bivar (PE), e os “bolsonaristas”, próximos ao presidente. Todos os funcionários do “gabinete do ódio” foram convocados para prestar depoimento na CPI, mas ainda não há uma data para isso acontecer.
 
"Disparo custa 20 mil"

Um único disparo de mensagens por robôs custa, em média, conforme a parlamentar, R$ 20 mil. “De maneira, digamos, legal, comprovável imediatamente, (são destinados) praticamente R$ 500 mil, de dinheiro público, para perseguir desafetos. Essa é a função do ‘gabinete do ódio’. Nós estamos falando de crime. Caluniar, difamar e injuriar são crimes previstos no Código Penal”, disse a deputada, que também foi alvo de ataques de bolsonaristas.

Joice afirmou não saber quem financia tal cadeia de difamação, mas sugeriu à comissão que “siga o rastro do dinheiro porque estamos falando de milhões”. Apesar de não apontar eventuais financiadores do esquema, a deputada declarou que boa parte das notícias falsas e campanhas difamatórias tem origem em gabinetes de políticos aliados do governo.

A ex-líder ainda acusou Eduardo e Carlos, filhos do presidente Bolsonaro, de pautarem a ação do “gabinete do ódio”. Outro influenciador ligado ao grupo seria “o guru” Olavo de Carvalho. “Eu quero crer que o presidente não sabe disso”, disse.

Ela afirmou que o próprio presidente tem publicações impulsionadas por robôs. “São quase 2 milhões de robôs seguindo dois perfis, sendo 1,4 milhão no perfil de Jair Bolsonaro e 468 mil no perfil de Eduardo Bolsonaro.” O número tem por base um aplicativo que analisa se um perfil no Twitter é ou não falso.

Questionado sobre os trabalho da CPI na quarta-feira, enquanto visitava uma feira popular em Brasília, Bolsonaro afirmou não temer o resultado da comissão que investiga fake news. “Inventaram o ‘gabinete do ódio’ e alguns idiotas acreditaram. Outros idiotas vão até prestar depoimento”, disse, em referência a Joice Hasselmann.

Procurado, o Palácio do Planalto não comentou a intenção de integrantes da CPI de pedir acesso a informações dos computadores de funcionários da Presidência da República.


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Prefeitura de Abreu e lima

07/12


2019

Argentina: aprendiz de prêmio nobel assumirá ministério

Aprendiz de Prêmio Nobel será ministro da Economia da Argentina. O presidente eleito, Alberto Fernández, escolheu Martín Guzmán como chefe da pasta.

(Reprodução/Reprodução)
Por Da Redação da Veja

 

O presidente eleito da Argentina, Alberto Fernández, anunciou seu ministério na noite desta sexta-feira, 6, delineando o núcleo de sua equipe dias antes de tomar posse para enfrentar uma economia estagnada, temores crescentes com a dívida e uma dolorosa inflação. Fernández, que tem como vice a ex-presidente Cristina Kirchner, nomeou Martín Guzmán como ministro da Economia.

Formado pela Universidade de La Plata, Guzmán trabalhou junto com Joseph Stiglitz, ex-economista-chefe do Banco Mundial e vencedor do Prêmio Nobel de Economia. O novo ministro é conhecido por ser crítico à gestão econômica adotada por Macri. Guzmán é economista da Universidade de Columbia, em Nova York, e deixará os Estados Unidos para assumir o posto de ministro.

O novo titular da pasta terá pela frente a tarefa de negociar a reestruturação da dívida de cerca de 100 bilhões de dólares com credores internacionais e com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

O peronista Fernández, que substituirá Mauricio Macri, toma posse na próxima terça-feira, 10.


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Prefeitura de Serra Talhada

07/12


2019

Defesa de Lula: PGR agiu de má-fé no caso de suspeição de Moro

Defesa de Lula acusa PGR de agir de má fé no processo da suspeição de Moro. Advogados do ex-presidente apresentaram petição ao STF rebatendo manifestação.

Lula sobe ao palanque para falar com os apoiadores, em Curitiba  (//Reprodução)

Da Veja - Radar
Por Mariana Muniz

 

A defesa dos ex-presidente Lula acusa a PGR de agir de má fé para prejudicar o petista no processo que trata da suspeição do ex-juiz Sérgio Moro e que tramita na 2ª Turma do STF.

No pedido, os advogados do petista afirmam que a manifestação da PGR é “factualmente incorreta” porque desconsidera o parecer da ex-procuradora-geral da República, Raquel Dodge, sobre as mensagens divulgadas pelo portal The Intercept.

“A Procuradoria Geral da República, por erro ou má-fé, desconsiderou essa manifestação anterior para trazer uma nova manifestação aos autos sobre o mesmo assunto, causando tumulto processual”, apontam.  Por isso, pedem que a peça seja “desentranhada” do processo, ou seja, desconsiderada.

Na manifestação encaminhada pelo subprocurador-geral da República José Adonis ao ministro Edson Fachin, a PGR pede a rejeição dos novos requerimentos apresentados pela defesa do ex-presidente Lula, nos quais aponta suspeição de Moro. 

“Como pode a Procuradoria Geral da República sustentar que tal material seja desconsiderado — contrariando até mesmo manifestação
anterior do Procurador Geral da República?”, questiona a defesa, para quem a manifestação da PGR “é extemporânea e objetiva apenas tumultuar o bom andamento” do HC.

Os advogados ainda pedem a retomada do julgamento da suspeição pelo STF.


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Prefeitura de Limoeiro

06/12


2019

Rorró na festa do meu amigo Ciro

A festa de 10 anos do programa "O Povo na TV", comandado pelo jornalista Ciro Bezerra na TV Jornal, foi ponto de encontro da sociedade pernambucana no dia de hoje.

Ciro Bezerra recebeu diversas atrações musicais e personalidades. Na foto, a diretora de jornalismo da Rádio e TV Jornal Mônica Carvalho recebe, ao lado de Ciro, a ex-prefeita de Floresta Rorró Maniçoba e seu esposo Dario Novaes Ferraz.


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Banner de Arcoverde

06/12


2019

Tião do Gesso dá sua versão sobre operação do MPT

O empresário Tião do Gesso, cujas empresas foram fiscalizadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego, na última quarta-feira, e pelo Ministério da Defesa, ontem, afirma que nenhuma de suas empresas foi fechada ou multada por irregularidade. As operações, segundo ele, são rotineiras, chegando a três por ano e não ocorrem mediante denúncias e sim para acompanhamento das atividades do setor e prevenção.

“Os autos lavrados na fiscalização estão disponíveis à imprensa e ao público em geral. Eles atestam a legalidade e regularidade das operações. Os documentos exigidos pelo exército com abertura de prazo para apresentação estão todos em dia e encontram-se na sede da empresa”, diz o empresário.

Por fim, o empresário Tião do Gesso esclarece que suas empresas continuam funcionado, gerando emprego e renda. “Para tristeza de quem torce contra o progresso e, sobretudo contra aqueles que saíram do andar de baixo para ocupar lugar ao sol no ramo empresarial, envio breve filme de máquinas operando para extrair o “Ouro Branco do Araripe”. Esta é a nossa rotina. Trabalhar duro, gerar empregos e desenvolver nossa terra. Fazer de Araripina um lugar mais feliz e próspero é a nossa missão e dela não arredaremos jamais”, concluiu.


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06/12


2019

Itacuruba: Cientistas debatem prós e contras de usina

A comunidade científica fez, hoje, no auditório do Espaço Ciência, as suas considerações sobre a hipótese de construção de uma usina nuclear em Itacuruba, no Sertão de Pernambuco. Promovido pela Academia Pernambucana de Ciências (APC), com o apoio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação de Pernambuco (SECTI), o evento reuniu especialistas e representantes da sociedade civil para discutir de maneira técnicas os impactos positivos e negativos da possibilidade.

O secretário Aluísio Lessa destacou a importância de trazer a público a opinião dos cientistas. “Não se tem oficialmente uma decisão, apenas a intenção do Governo Federal em investir US$ 30 bilhões em seis plantas, sendo Itacuruba uma delas. Diante disso, precisamos debater com a comunidade científica e a sociedade civil para chegar a um denominador comum e saber se é ou não viável para Pernambuco ter um empreendimento deste tipo”, ressaltou.

Para o conselheiro da Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Atividades Nucleares, Carlos Henrique Mariz, as consequências da instalação de uma usina são amplamente favoráveis. “Estudos criteriosos selecionaram Itacuruba como local provável para a instalação de uma usina nuclear e nós somos a favor disso. O risco de acidente nuclear é mínimo. Estamos na terceira geração dessas usinas, não existe a ameaça eminente de poluição ou de evacuação da população”, comentou.

O professor aposentado da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Heitor Scalambrini enumerou as razões que o fazem ser contrário à hipótese. “Sou contra por vários fatores. É uma energia cara e isso vai incidir na conta do consumidor; todo o processo de construção do combustível nuclear tem emissão de gases do efeito estufa; a sociedade não está sendo consultada neste processo; e como vamos deixar para as gerações futuras o lixo atômico sem saber como armazená-lo de forma definitiva?”, declarou.

Na ótica do ex-ministro de Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, o desenvolvimento econômico e social que pode ser gerado para a região precisa ser levado em consideração. "Possivelmente, os profissionais que irão trabalhar na usina nem brasileiros serão. Mas a população de Itacaruba vai ter oportunidades que nunca antes tiveram. Desprezar o investimento de 20 bilhões de reais no Sertão de Pernambuco é um erro histórico", disse.

A professora de sociologia da Universidade de Pernambuco, Vânia Fialho, defendeu o impacto negativo que a usina pode trazer ao povo de Itacuruba. "Esse projeto tem como vetor o vazio demográfico da região. As pesquisas de viabilidade estão sendo conduzidas por empresas privadas, que têm seus próprios interesses e deixam de lado as políticas públicas. Além disso, tem que se levar em consideração a estrutura da cidade e condição de vida da população diante deste empreendimento. E todos os segmentos da sociedade precisam ser ouvidos. Em Paulo Afonso, por exemplo, os povos tradicionais vêm sendo impactados desde a implantação da usina da Chesf. Os danos foram graves", salientou.

O presidente da APC, José Aleixo, comemorou o resultado do evento e falou que serão promovidas novas rodadas da iniciativa. “Não queremos ser contra ou a favor, apenas trazer o embasamento científico para a discussão. Para se construir uma usina nuclear existem aspectos positivos e negativos, que estão ligados à economia, a sociedade, o meio ambiente, a ciência e tecnologia. Trouxemos à sociedade a visão técnico-científica destes pontos. Este foi o primeiro debate e é possível que façamos outros mais, inclusive na região de Itacuruba, onde a população parte interessada”, concluiu.


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06/12


2019

Meu editorial no Frente a Frente – 06/12/2019

Se você perdeu o Frente a Frente de hoje, programa que ancoro pela Rede Nordeste de Rádio, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife, escute agora o meu editorial.


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06/12


2019

André elogia Sebastião e congresso do Avante

Três dias depois de ser paparicado em Brasília pelo governador Paulo Câmara e sinalizar que não desistirá da sua pré-candidatura a prefeito do Recife, o líder do PSD, André de Paula, foi o único presidente de partido no Estado a prestigiar o congresso estadual do Avante, partido que será comandado, oficialmente, no futuro, pelo deputado Sebastião Oliveira, hoje em fase de despedidas do PL.

Como André, Sebastião está distanciado do Palácio das Princesas, construindo uma espécie de terceira via no Estado em oposição ao Governo. Articulado e bom de voto – foi o quarto deputado federal mais votado em 2018 – Sebá, como é mais conhecido, mostrou força ao fazer um evento de peso, gigantesco, atraindo um número de lideranças expressivas dos mais diversos municípios e regiões do Estado.

"Eu não tenho a menor dúvida de que o Avante está em boas mãos, com a cara de uma liderança de expressão como Sebastião", disse André de Paula.


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06/12


2019

Avante faz congresso de partido majoritário

O congresso estadual do Avante, que ocorre neste momento em Gravatá, atraiu uma penca de lideranças dos mais diversos municípios e regiões do Estado. Lotou o auditório do Hotel Canariu’s e contou com a presença do presidente nacional da legenda, Luís Tibet, deputado federal por Minas.

Além do deputado federal Sebastião Oliveira e do seu irmão Waldemar Oliveira, presidente estadual da legenda, o evento contou também com a presença do presidente estadual do PSD, André de Paula, líder da Câmara dos Deputados.

Após a minha palestra sobre o político e as redes sociais, o evento contou também com a explanação do advogado Eraldo Inácio, sobre regras eleitorais e a condução dos debates foi feita por Alan Pereira, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, em Serra Talhada.


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06/12


2019

Candangos de Lança promovem festa em Brasília

A Associação Cultural Candangos de Lança realizará, amanhã, um evento onde os apreciadores da autêntica cultura popular nordestina poderão desfrutar de muito frevo, forró, maracatu e outros gêneros musicais típicos da região. O nome do evento, “Me Segura no Cerrado”, remete ao mais tradicional ritmo pernambucano tomando como palco o cerrado, numa referência ao clássico frevo “Me segura senão eu caio”, imortalizado na interpretação de Alceu Valença. A ideia é celebrar essa conexão entre Brasília e Nordeste e ressaltar o rico e democrático mosaico de influências que tornam a identidade cultural brasilense única.

Virão, especialmente de Recife para a festa, artistas consagrados no cenário musical, como Benil, expoente da nova geração de músicos pernambucanos, Gustavo Travassos, puxador oficial do maior bloco carnavalesco do mundo, o Galo da Madrugada, e Ed Carlos, que em 2019 completou 30 anos de uma sólida carreira dedicada ao frevo e ao forró. Radicados em Brasília, completam o time de atrações a Orquestra Popular Marafreboi, regida pelo maestro Fabiano Medeiros, e o Maracatu Baque Mulher, grupo feminino símbolo do ritmo afro-brasileiro.

Apoiam o evento os tradicionais blocos carnavalescos brasilienses Suvaco da Asa, Galinho de Brasília e Virgens da Asa Norte, que erguerão seus estandartes e desfilarão juntos em um encontro histórico. Na ocasião, também serão prestadas homenagens a personalidades que se destacaram pela atuação em prol da cultura pernambucana.

A festa acontecerá no Galpão 17, no SIA. A Associação Cultural Candangos de Lança, ou simplesmente Candangos de Lança, é uma associação civil sem fins lucrativos fundada em setembro de 2019 em Brasília com o objetivo de congregar a comunidade pernambucana do Distrito Federal e promover a cultura, a identidade e as tradições do Estado de Pernambuco por meio de eventos artísticos, sociais e filantrópicos.


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06/12


2019

DNOCS libera R$ 15 milhões para Sertânia

O coordenador estadual do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas – DNOCS, Marcos Rueda, assinou, hoje, uma ordem de serviço no valor de R$ 15 milhões para que a empresa MRM inicie, de imediato, as obras que consistem na construção da captação definitiva em Sertânia. A obra visa melhorar de forma definitiva o abastecimento de água para a região.


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