FMO

15/11


2019

O centro em meio à polarização entre Bolsonaro e Lula

Os desafios do centro em meio à polarização entre Bolsonaro e Lula. Enquanto o país se divide, as forças políticas menos radicais tentam sobreviver no ar rarefeito da polarização ideológica.

(Alan Santos/PR/Amanda Perobelli/Reuters)
Da Veja - Por João Pedroso de Campos, Mariana Zylberkan e Roberta Paduan

 

Quanto maior o barulho na política, mais difícil é ouvir argumentos, debater ideias, fazer prevalecer o bom-senso. E o volume da gritaria aumentou bastante nos últimos dias, em razão da volta às ruas do ex-­presidente Lula na sexta 8. Logo ao sair da cadeia em Curitiba, onde ficou 580 dias cumprindo pena por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o petista atacou Jair Bolsonaro, a política econômica de Paulo Guedes, a “entrega” do país e a retirada de direitos sociais. O presidente rebateu no seu tom habitual: “canalha” e “presidiário” foram alguns dos termos escolhidos. “Está solto, mas continua com todos os crimes nas costas”, completou (corretamente). Nas redes sociais, em algumas manifestações e articulações, petismo e bolsonarismo vêm se retroalimentando desse ódio e reforçam um momento que tem dominado a política no Brasil e no mundo: a era dos extremos. Com Lula solto, tal histeria tende a crescer.

Diferentemente daqueles que o seguem na base da emoção, Lula possui um objetivo claro em mente: a campanha eleitoral de 2022. Embora ele esteja impedido de ser candidato porque continua enquadrado pela Lei da Ficha Limpa, suas falas e movimentação mostram que a prioridade é colocar o PT como protagonista, assenhoreando-se do eleitorado de esquerda. Dizendo-se com “tesão de 20 anos”, Lula falou à militância em Curitiba e em São Bernardo do Campo, reuniu-se com aliados como o ex­-governador da Paraíba Ricardo Coutinho (PSB), anunciou um “discurso à nação” para este domingo, 17, no Recife, e participará de dois encontros cruciais para definir o voo petista nas eleições: a reunião da Executiva Nacional em Salvador na quinta­-feira 14, e o congresso nacional da legenda, no dia 22, em São Paulo. Também pretende voltar a fazer suas tradicionais caravanas pelo país.

 EXEMPLO - Doria: esforço para fazer de São Paulo uma vitrine para o país
EXEMPLO - Doria: esforço para fazer de São Paulo uma vitrine para o país (Governo do Estado de São Paulo/Divulgação)

No extremo oposto do ringue, Bolsonaro está convencido de que a saída de Lula o beneficia diretamente. Antes do julgamento sobre a segunda instância, ele deu alguns sinais claros ao presidente do STF, Dias Toffoli, de que não questionaria a decisão em si. Na verdade, com Lula nas ruas, o capitão ganha a oportunidade de fazer aquilo que faz melhor: guerrear. Ele agora tem um inimigo temido por boa parte dos brasileiros e que vocifera de volta.

Enquanto o Brasil perde com essa radicalização, as pesquisas mostram que os dois protagonistas, de fato, precisam um do outro. Conforme revelou uma pesquisa VEJA/FSB realizada em outubro com presidenciáveis, Lula ainda é disparado o nome mais forte da esquerda e, mesmo se não puder concorrer em razão da Lei da Ficha Limpa, tem poder para reorganizar as forças dentro desse espectro político, e nada melhor que um presidente com tendências ditatoriais para Lula exercer sua verve de “protetor dos pobres” e dos direitos humanos. Bolsonaro também sai no lucro. A volta de um Lula radical pode ter o efeito de levar o presidente a reaglutinar em torno dele os eleitores que vinham se desapontando com seu governo, já que o fantasma do retorno do petismo ainda seria o mal maior. Em um possível confronto entre ele e Lula nas eleições de 2022, o capitão, por enquanto, se sai melhor, vencendo por 46% a 38%, conforme mostrou o levantamento VEJA/FSB.

Tal estágio de polarização, baseado no ódio e na repulsa ao outro, torna o ar bem mais rarefeito para as forças políticas de centro, que querem se apresentar com argumentos equilibrados e racionais. Em um ambiente conflagrado, fica difícil para um político (ou para o leitor de VEJA) defender pautas da direita, como a liberdade econômica e as privatizações, e adotar algumas ideias da esquerda, como os programas sociais, dentro de um governo que respeite a democracia, as liberdades individuais e os direitos humanos. O risco é não agradar a ninguém com essa postura. Quando prega maior liberdade na economia, essa pessoa passa a ser vista como “bolsominion”, amante da ditadura ou contra o aborto. Quando apoia programas de distribuição de renda, é encarada como “petralha”. Tamanha simplificação da política, ancorada em rótulos e associações mentirosas, só traz dividendos para os extremos, dificultando o diálogo e a criação de uma alternativa baseada no bom-senso.

Um dos maiores obstáculos para que o centro ocupe hoje o espaço entre Bolsonaro e Lula é justamente a inexistência de um rosto que personifique essas ideias. Não por falta de pretendentes, mas pela ausência de uma liderança natural nesse campo. Atualmente há pelo menos quatro potenciais presidenciáveis (uns mais à direita, outros à esquerda) nessa fatia do espectro político — João Doria, Luciano Huck, João Amoêdo e Rodrigo Maia. Mas, por motivos diversos, nenhum deles consegue hoje assumir essa condição. “Para a população é muito fácil identificar os extremos. Já o centro não tem uma cara definida”, afirma Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha. Ainda que não admita publicamente, Doria é o que mais tem se empenhado em viabilizar sua candidatura e surgir como alternativa. Sua principal estratégia é fazer de sua gestão em São Paulo uma vitrine, principalmente em crescimento econômico e segurança pública, sem perder de vista a agenda social. Na última terça, 12, ele visitou a região do Vale do Ribeira, uma das mais pobres de São Paulo, e lançou ali projetos de geração de emprego e empreendedorismo. Na economia, tem se esforçado para trazer investimentos americanos, chineses e japoneses para o estado. Além disso, quando a hora chegar, vai investir na comparação com Huck, mostrando que, não bastasse ter sucesso na iniciativa privada, possui experiência na vida pública, o que faz dele um candidato mais confiável. Confiança, aliás, será a palavra-chave na construção da sua plataforma. Ele quer deixar claro que pode melhorar a vida do brasileiro e dos investidores, com estabilidade e cumprindo o que promete. Outra aposta do tucano é nas eleições municipais de 2020, com a conquista de prefeituras importantes que lhe dariam uma rede de apoio estadual para o voo nacional. O desafio de ganhar espaço fora de São Paulo, porém, se reflete no desempenho modesto de seu nome na pesquisa para 2022. Nos três cenários de primeiro turno abordados no levantamento VEJA/FSB, o tucano tem no máximo 5% dos votos. Em confronto direto com Bolsonaro no segundo turno, perderia por 46% a 26%.

Em paralelo, outro nome que pode consolidar uma liderança ao centro é o outsider Luciano Huck. No mesmo levantamento, Huck aparece hoje com a melhor performance ao centro. Numa das simulações para o segundo turno, por exemplo, ele perde para Bolsonaro no limite da margem de erro de 2 pontos (43% a 39%). Oficialmente, Huck também não assume a condição de candidato, mas vem participando de inúmeros eventos e de movimentos de renovação política. Nessas ocasiões, exibe um discurso que mistura a social-democracia ao liberalismo econômico, entremeado de apelos à moderação e histórias de pessoas pobres que ele costuma conhecer durante as gravações. Entre seus interlocutores políticos estão o ex-presidente FHC, o ex-governador Paulo Hartung (ES), o ex-­deputado federal Roberto Freire, presidente do Cidadania, sigla favorita a receber sua filiação, e o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga. A questão é que ninguém sabe se Huck vai mesmo arriscar a candidatura. Em 2018, ele ciscou, ciscou e pulou fora — justamente em uma eleição em que o eleitorado queria novidade. Sua cautela, porém, faz todo o sentido. Jogar-se numa campanha traz um grau de exposição pública exponencial para o pretendente e sua família. Qualquer deslize do passado ganha visibilidade imediata, gerando crises e trazendo dores de cabeça. Além disso, Huck terá de abrir mão de todos os seus contratos publicitários e do emprego na Globo, que lhe rendem, somados, cerca de 30 milhões de reais por ano. Mas, até aqui, ele está no jogo. Huck vem demonstrando excelente trânsito entre os caciques do DEM, como o próprio Maia e o prefeito de Salvador, ACM Neto, presidente da sigla. Embora o DEM ocupe três ministérios importantes no governo Bolsonaro (Casa Civil, Agricultura e Saúde), a cúpula evita se aproximar do Planalto e busca uma alternativa de centro, dividindo-se, por ora, entre Doria e Huck — a candidatura de Maia, apesar do seu desejo, é mais difícil. Na análise de um dirigente do DEM, a polarização chegará esgotada a 2022, a mesma avaliação feita pelo entorno de Huck. Em entrevista recente a VEJA, o ex-­presidente Fernando Henrique Cardoso disse considerar forte a possibilidade de que a população se canse da gritaria dos extremos — ainda mais em um contexto em que a eleição está distante três anos.

É difícil avaliar o futuro, mas o cenário que acontece hoje no Brasil é o mesmo do exterior. O quadro político mundial da atualidade é de radicalização, como demonstram os grandes e recentes tumultos de rua no Chile e na Bolívia. Ou a vitória do kirchnerismo na Argentina, com Alberto Fernández — resultado eleitoral que anima Lula e a esquerda, que apostam no chamado “efeito Orloff”, materializado na volta da esquerda ao poder depois de uma experiência fracassada da direita. Ainda não há no horizonte demonstrações de que esse estado de espírito dê sinais de arrefecimento. Ao contrário. A frustração com o status quo é o combustível que faz com que os humores do eleitorado balancem de um extremo ao outro. “As pessoas que foram demitidas ou que viram seu salário perder poder de compra ficam mais suscetíveis aos discursos radicais”, afirma o ex-embaixador Rubens Barbosa. O caso brasileiro tem ainda uma peculiaridade: o enfraquecimento de toda a classe política, a partir dos inúmeros escândalos de corrupção levantados pela Lava-Jato. O PT é exceção porque seus seguidores são como torcedores de um clube de futebol. Mesmo que o time ganhe com um pênalti inexistente, continuam a defender suas cores. Para Bryan McCann, professor de história brasileira da Universidade Georgetown, em Washington, a perda de representatividade do MDB, que ocupava esse lugar de fiel da balança desde a redemocratização, deixou um vazio, apesar de todos os inúmeros defeitos do partido. “O MDB sempre teve esse papel de abafar extremismos ideológicos”, diz. Verdade. Mas outra fórmula precisa ser criada. Afinal de contas não dá para construir equilíbrio com práticas reprováveis e corrupção.

Se a situação já é difícil para Doria e Huck, mais desafiador ainda é o tabuleiro para candidatos que estão mais próximos dos extremos, como o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), o terceiro colocado no primeiro turno de 2018, e o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC). Ciro sentiu­-se traído pelo ex-presidente e pelo PT na eleição do ano passado, quando Lula atuou para esvaziar suas alianças eleitorais, e agora pretende, com Rede, PSB e PV, criar uma alternativa de centro-esquerda e isolar o petismo. “Fora o PCdoB, aliado histórico do PT, não sei qual aliança eles (petistas) vão fazer”, diz Carlos Lupi, presidente do PDT. O sonho é livre, mas mesmo quem não gosta do Lula sabe que ele hoje é o líder inconteste da esquerda. Do outro lado, eleito na onda bolsonarista e há pouco afastado do clã presidencial justamente após deixar claro que almeja o Planalto, Witzel teria dificuldades de ir em direção ao centro, muito em razão da sua política de segurança pública, ideologicamente tão à direita quanto a do capitão. Realmente será muito complicado ocupar um espaço já dominado pelas figuras de Lula e Bolsonaro, com quem ambos são identificados e de alguma forma disputam.

Os mais otimistas defensores da volta ao centro acham que a política do ódio, um jogo de tamanha intensidade e que terá de ser jogado por tanto tempo, pode levar à busca por vozes mais moderadas. Na visão dessa corrente, além da saturação do tom bélico, o vazio de ideias dos radicais em algum momento gerará interesse por uma terceira via. De fato, o Brasil já viveu — e superou — outros momentos agudos de radicalização política, caso do segundo governo de Getúlio Vargas, entre 1951 e 1954, e da gestão de João Goulart, entre 1961 e 1964. “Um resultou no suicídio do presidente, e o outro no golpe militar que levou à ditadura”, lembra a historiadora Lilia Schwarcz. Nas últimas décadas, Itamar Franco destacou-se como figura de centro — ele herdou o fiasco do governo Collor sem provocar sobressaltos e teve a sabedoria de apostar no Plano Real. Michel Temer seguia um caminho parecido de reconstrução do país pós-PT até ser abatido pelas denúncias de corrupção. No período de redemocratização, no entanto, nenhuma figura encarnou tão bem o dom da moderação quanto Tancredo Neves, que articulou a sua eleição pelo Congresso pavimentando de forma pacífica o fim do regime militar. “Não são os homens, mas as ideias que brigam”, ensinava ele. O Brasil precisa exatamente disso: de menos insultos e de mais soluções.


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Governo de PE

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10/12


2019

Bebendo da fonte do poder

Antes de embarcar, ontem, para a Cidade do  Panamá, capital do Panamá, para celebrar parcerias portuárias, o governador Paulo Câmara antecipou a confraternização de fim de ano com sua base parlamentar na Assembleia Legislativa. Entre os que fizeram tintim entre taças de um bom escocês para um Natal de bênçãos e  2020 na paz política, uma espécime da oposição - João Paulo Costa (Avante), filho do ex-deputado federal, o barulhento Silvio Costa, que morre de saudade do poder, e Alberto Feitosa (SD), que, embora ainda governista, age e trabalha exibindo DNA oposicionista. 

A presença de ambos roubou a cena dos mais destacados nobres parlamentares do banquete, como o presidente Eriberto Medeiros, sucessor de Guilherme Uchoa, já  falecido, fato novo na fauna política do Estado pelo pulso forte na condução do Legislativo sem recorrer ao modismo repugnante de  factóides. 

Por isso, as pitadas de gracinhas e ironias em direção a João Costa e Feitosa predominaram ao longo da confra entre um gole esmaltado e uma garfada no gordo peru preparado em grande estilo pelo chefe da cozinha palaciana. Primeiro, porque o filho de Silvio parece ser carta incluída no baralho governista a ser traçado em 2020.

Segundo, porque nada melhor do que o espírito natalino para quebrar o gelo entre o governador e Feitosa. Um dos parlamentares mais atuantes e preparados da Casa, Alberto Feitosa  anda de relações abaladas com o Governo desde que assumiu o protagonismo dialético em defesa das emendas impositivas. 

Feitosa bate tão acidamente  no Governo e em Câmara que mais parece um bolsonarista. Aliás, o que as paredes do Palácio das Princesas falam e a rádio corredor propala é que o deputado tem roupagem para ser apresentado entre os prefeituráveis no Recife como aquele que vai receber as bênçãos de filho adotivo do presidente Bolsonaro.

Festas de fim de ano tem dessas coisas.


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Prefeitura de Paulista

10/12


2019

Triunfo abraça o romantismo de Moacyr Franco

As festividades do Natal de Luz de Triunfo, a charmosa cidade do frio serrano do Sertão, hoje no comando do piloto automático do sebastiano (integrante da corrente do deputado federal Sebastião Oliveira) João Batista (Avante), foi aberto sábado passado e se estenderá até o próximo dia 6 do novo ano da graça. 

A cidade está muito mais linda ainda, com seus casarões históricos embelezados e floridos pelas cores da celebração do nascimento de Jesus, Salvador da humanidade, dono da chave do portão da eternidade. 

Batista mobilizou alunos do ensino fundamental das escolas municipais para ornamentar o casario de Triunfo. Há muito, o Natal de Triunfo é um dos mais tradicionais e concorridos do Nordeste. A celebração da data, dosada entre o profano e o religioso, foi cuidadosamente pensada para ser harmoniosa e emocionante, com doses capazes de quebrar os mais duros corações, seja ou não cristãos.

No profano, o prefeito caprichou. Entre as atrações nacionais para soltar a voz em praça pública, o cantor Moacyr Franco, que ficou meu amigo depois de abrir o coração numa belíssima entrevista ao Frente a Frente, há dois anos. Sou presença garantida na tietagem.

Seu show, com direito a reprodução do seu melhor repertório de embalar corações apaixonados, acontece no próximo sábado. Minha única dúvida é saber se a histórica pracinha de eventos, margeando o belo e histórico Cine Guarany, recuperado na gestão Eduardo Campos, vai caber a legião de fãs do cantor dor de cotovelo.

Além do astro sagrado do romantismo, as noites natalinas de Triunfo terão Dérico do Jô Soares,  no dia 28, e Dorgival Dantas, no dia 29. 

Um conselho aos desavisados: se não tiver com o coração em dia, melhor fazer antes uma revisão do bichinho. Para suportar tantas emoções, como diz uma música do rei Roberto Carlos.


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Prefeitura de Ipojuca

10/12


2019

O poderoso jornalista que malufou o Correio

Morreu, ontem, em Brasília, o jornalista Ronaldo Junqueira, meu ex-chefe no Correio Braziliense, jornal que dirigiu por muitos anos, no tempo da pílula dourada do poder da notícia em papel. Junqueira soube usar a carta branca que os caciques dos Diários Associados lhe conferiram, transformando-se no mais poderoso jornalista de Brasília, entre meados dos anos 1980 até a década passada.

Ele dizia que fez o curso de Jornalismo em cinco minutos, numa visita à sucursal brasiliense do extinto Jornal Última Hora, na década de 1970.

“Fui lá vender livros e acabaram me dando uma pauta sobre a visita do casal de príncipes japoneses a Brasília”, contou ele numa entrevista ao site Extra Pauta.

Depois disso, Junqueira passou por redações de várias sucursais do DF, entre elas a do Jornal do Brasil. Mas a história profissional de Ronaldo Martins Junqueira atingiu o auge profissional no período em que dirigiu a redação do Correio Braziliense, época em que o jornalismo impresso tinha mais influência, por não concorrer com a mídia eletrônica dos tempos atuais.

Ele dirigiu o maior e mais influente jornal da Capital Federal em momentos como a eleição da primeira bancada federal do DF, a derrota das Diretas Já no Congresso e a eleição indireta que marcou o fim da era dos presidentes militares com a eleição de Tancredo Neves no colégio eleitoral.

Nesses dois episódios, inclusive, à frente de uma empresa de consultoria política, prestou serviços ao candidato Paulo Maluf. Outro político por quem Junqueira tinha admiração era o ex-governador Joaquim Roriz. 

Quando Roriz foi eleito, em 1991, o jornalista já estava em voo empresarial solo, lançando o semanário Jornal da Comunidade. Em seguida, criou o tabloide diário Coletivo, que também já parou de circular.

Junqueira foi casado três vezes, mas morreu sozinho. No período em que estive no Correio Braziliense nunca me saem da memória suas orientações de pauta para encher a bola de Paulo Maluf, candidato ao Planalto na eleição indireta do colégio eleitoral que elegeu Tancredo Neves.

No meu livro Histórias de Repórter, que traz bastidores que vivi no plano nacional e na aldeia, conto o episódio em que, no auge da disputa no colégio eleitoral, Junqueira reuniu os editores do Correio para mandar um curto recado: o jornal malufou.

Malufar era conjugar corrupção e picaretagem. A cada adesão que Paulo Maluf roubava entre os pares de Tancredo, a manchete "Fulano malufou". O malufismo do Correio Braziliense foi escancarado, levando o jornal mais poderoso da corte ao descrédito.


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10/12


2019

Avião militar do Chile desaparece com 38 pessoas a bordo

Aeronave, que seguia rumo à Antártida, perdeu contato com radares pouco mais de uma hora após a decolagem. Força Aérea do país admite possibilidade de queda.

Base aérea chilena Presidente Eduardo Frei Montalva, na Antártida Força Aérea do Chile/Reprodução

Da Veja

 

Um avião Hércules C-1130 da Força Aérea Chilena perdeu contato com radares na noite desta segunda-feira 10. A aeronave partiu da cidade de Punta Arenas rumo à base aérea Presidente Eduardo Frei Montalva, na Antártida, com 38 pessoas a bordo. Cerca de sete horas após o desaparecimento dos radares, a corporação admitiu a queda da aeronave, mas segue desconhecendo a localização onde poderia ter ocorrido suposto acidente. Buscas são conduzidas por sobreviventes.

Segundo a Força Aérea Chilena, o avião decolou às 16h55 (horário local e de Brasília) da Base Aérea Chacabuco, em Punta Arenas, e perdeu contato pouco mais de uma hora depois, às 18h13, quando se dirigia à Base Aérea Antártica Presidente Eduardo Frei Montalva.

De acordo com comunicado do órgão militar, o avião cumpria tarefas de apoio logístico rumo à base aérea Presidente Eduardo Frei Montalva, na Antártica.

O presidente do Chile, Sebastian Piñera, e os ministros de Interior e da Defesa, Gonzalo Blumel e Alberto Espina, respectivamente, embarcaram para Punta Arenas para acompanhar os trabalhos de buscas.


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Prefeitura de Abreu e lima

10/12


2019

Doria diz que afastará PMs que participara da ação em Paraisópolis

Governador se encontrou com familiares dos nove mortos durante baile funk.

Governador João Doria em entrevista coletiva antes do GP Brasil de Fórmula 1, no Autódromo de Interlagos Kaio Lakaio/VEJA

Da Redação da Veja

 

Durante reunião no Palácio dos Bandeirantes, nesta segunda-feira 30, com familiares dos nove jovens mortos em ação da PM na comunidade de Paraisópolis, o governador João Doria se comprometeu a afastar dos serviços de rua os 38 policiais militares envolvidos no caso. A promessa de Doria foi registrada por Dimitri Sales, advogado do Conselho Direitos Humanos SP – Condepe, entidade presente no encontro.

“Em reunião com Conselho Direitos Humanos SP – CONDEPE, OAB/SP, familiares e líderes comunitários, o Gov. João Doria assumiu o compromisso de afastar das ruas todos os 38 policiais militares que atuaram na operação que resultou na morte de nove jovens no Massacre de Paraisópolis”, escreveu Sales nas redes sociais.

Parentes das vítimas também confirmaram o compromisso do governador durante o encontro. Em coletiva de imprensa, a procuradora-geral do Estado de São Paulo, Lia Porto, também presente na reunião, declarou que eventuais indenizações não foram abordadas.

Na madrugada do domingo 1º de dezembro, nove jovens morreram em São Paulo durante a realização de um baile funk na comunidade de Paraisópolis, zona sul da cidade. Vídeos divulgados mostram a ação cruel de policiais militares encurralando os jovens em becos sem saída e batendo com cassetetes, chutes e tapas, além do disparo de balas de borrachas e bombas de gás lacrimogêneo. Os militares envolvidos estão sendo investigados.


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Prefeitura de Serra Talhada

10/12


2019

Podemos expulsa Feliciano, mas direção nacional derruba decisão

O processo disciplinar tem como base acusações que vão de um tratamento dentário de 157 mil reais reembolsado pela Câmara até assédio sexual no gabinete.

Deputado Marco FelicianoArquivo/Agência Brasil

Por Da Redação da Veja

 

O diretório paulista do Podemos decidiu expulsar o deputado federal Marco Feliciano da legenda, na tarde desta segunda-feira 9. Em seguida, porém, a decisão foi avocada pelo diretório nacional do partido. Ou seja, a executiva nacional chamou para si a decisão de julgar a denúncia feita contra o parlamentar.

O processo disciplinar contra Feliciano é baseado em uma série de acusações, entre elas, o reembolso pela Câmara de um tratamento dentário no valor de 157 mil reais. A despesa veio a público em uma reportagem do jornal O Estado de S. Paulo em agosto deste ano.

Contra o deputado pesam também acusações de assédio sexual em seu gabinete, recebimento de propina, pagamento de funcionários fantasmas e até comentários contra o cantor Caetano Veloso. A reunião do diretório paulista acabou na condenação do parlamentar por unanimidade (oito votos). O processo, porém, seguirá novo rito na esfera de comando nacional do partido.

De acordo com nota divulgada pela Executiva Nacional, o diretório estadual não tinha competência para decidir a questão. “O processo disciplinar que pode resultar na expulsão do deputado federal Marco Feliciano foi avocado pela Comissão Executiva Nacional, na forma do artigo 65 do estatuto partidário. Resulta, portanto, na ausência de competência estatutária para a decisão proferida na reunião estadual de São Paulo para este caso específico.”

A tentativa de expulsão de Feliciano ocorre em um momento em que o Podemos tenta se desvencilhar do governo Bolsonaro. O parlamentar, que é pastor evangélico, é bolsonarista fervoroso. A expulsão de Feliciano é uma das principais condições impostas por parlamentares que avaliam ingressar na legenda e que interessam ao Podemos.


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Prefeitura de Limoeiro

10/12


2019

Previdência: governo revisa para R$ 855,7 bi economia com reforma

Foto: Agência Brasil

Por Agência Brasil

 

A inclusão de medidas a serem seguidas pelos estados aumentou para R$ 855,7 bilhões a estimativa de economia com a reforma da Previdência, divulgou hoje (9) a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia.

Essa foi a primeira estimativa oficial da pasta depois da promulgação da reforma, em novembro. A projeção de economia para a União nos próximos dez anos foi mantida em R$ 800,3 bilhões. A reforma, no entanto, trará uma economia adicional de R$ 55,4 bilhões para estados e municípios, por causa de medidas para os governos locais que não foram retiradas do texto aprovado pelo Congresso.

Embora a maior parte das regras para estados e municípios tenha sido retirada da reforma, algumas medidas permaneceram na emenda constitucional. A reforma obriga os governos locais a aumentar a alíquota de contribuição dos servidores para 14%. No caso dos estados, ela também obriga os governadores a criar fundos de previdência complementar para os servidores em até dois anos.

Total
Além da economia com a reforma da Previdência, o Ministério da Economia revisou as estimativas com outras medidas para a área. No total, a reforma e as demais ações tomadas pelo governo trarão economia de R$ 1,308 trilhão em dez anos.
A economia com as novas regras de aposentadoria para militares ficará em R$ 66 bilhões nos próximos dez anos. O valor, no entanto, não inclui a reestruturação das carreiras militares, aprovada junto com a reforma do sistema de proteção social da categoria.

O governo deverá economizar R$ 289,7 bilhões com a lei que revisou a concessão de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Editada em janeiro, a medida provisória que instituiu um pente-fino nos benefícios foi aprovada pelo Senado em junho. Haverá uma economia adicional de R$ 97,4 bilhões com a lei que restringe a abertura de processos contra o INSS em unidades da Justiça Federal a até 70 quilômetros da casa do trabalhador. Essa lei entrará em vigor em janeiro de 2020.


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10/12


2019

Brasil e Alemanha fazem cooperação para produção sustentável

Amazõnia
Foto: Floresta Amazônica/(por VICTOR SOARES/AGÊNCIA BRASIL 

Por Agência Brasil

 

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento vai criar o Índice de Adequação Socioambiental para qualificação das cadeias produtivas de carne, soja e madeira no Amazonas, no Mato Grosso, no Pará, em Rondônia e no Tocantins. A iniciativa, para favorecer a conservação da Floresta Amazônica, faz parte de um projeto de cooperação técnica entre o Brasil e a Alemanha para o período de 2020 a 2024.

O índice terá como base de dados o Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural (CAR), previsto no Código Florestal Brasileiro, as guias de transição para controle da circulação de animais criados para corte e também informações da fiscalização contra a exploração de trabalho análogo à escravidão.

O acordo de cooperação, assinado nesta segunda-feira (9) na sede do ministério em Brasília, envolve a doação alemã de 25,5 milhões de euros e a contrapartida de 12 milhões de euros do governo brasileiro.

Segundo nota do ministério, as ações do projeto “buscam criar ferramentas para acompanhar a situação socioambiental dessas cadeias produtivas, gerar agregação de valor aos produtos dos setores com bons índices de sustentabilidade e fornecer assistência técnica e gerencial para os produtores com baixos índices de sustentabilidade”.

 “Quem estiver bem, vai ganhar impulso para ter mais qualidade e renda. Aqueles que estiverem abaixo dos indicadores aceitáveis terão que ter a mão do Estado e assistência técnica para que ultrapassem essa linha, possam ser produtivos”, explicou a ministra Tereza Cristina.

Segundo a ministra é preciso trazer as pessoas para dentro e fazer com que elas entendam que a tecnologia vai lhes dar renda. “[Com] essa renda vai ser possível que elas conservem e tenham um outro padrão de vida, mas dentro da tecnologia”, disse a ministra, enfatizando que a intenção não é excluir nenhum produtor, mas fazer com que todos atuem sem desmatar, com sustentabilidade e respeitando às leis.

Nova carne

O projeto inicia com foco na produção de carne nos estados da Amazônia Legal. “Esse acordo de cooperação é importantíssimo principalmente para a pecuária. Eu quero batizá-lo de ‘nova carne’”, disse Tereza Cristina. De acordo com a ministra, a iniciativa vai ajudar os produtores e abrir mercado.

O embaixador da Alemanha no Brasil, Georg Witshel, reconheceu que o tratado de livre comércio com o Mercosul vai aumentar as exportações de carne do Brasil para a União Europeia. Segundo ele, esse comércio depende do respeito às regras do Acordo de Paris (2015) que, entre outras coisas, prevê proteção contra a mudança do clima.
 
“Nós apoiamos os esforços do ministério para desenvolver soluções tecnológicas e promover a extensão rural de excelência, com o objetivo de melhorar a sustentabilidade na produção agrícola. Estamos convencidos de que isso melhorará o posicionamento e as oportunidades de mercado para os produtos agrícolas do Brasil e, ao mesmo tempo, para contribuir para uma harmonização com os objetivos de conservação dos recursos naturais e da Floresta Amazônica”, disse o diplomata.

De acordo com dados do Ministério da Economia, a carne bovina congelada equivale a 1,1% das exportações brasileiras para a União Europeia, celulose a 6,2%, e soja a quase 13% – somados farelo e resíduos da extração de óleo de soja e soja triturada, segundo dados de 2018.


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10/12


2019

Presidente nega volta do imposto sindical

Por Agência Brasil

 

O presidente Jair Bolsonaro usou as redes sociais para negar a volta do imposto sindical. No Twitter, ele explicou que existe, na Câmara dos Deputados, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC-136), de autoria dos parlamentares, que propõe a criação do imposto na Constituição. “Não procede a notícia de que o nosso governo se prepara para a volta do Imposto Sindical”, ressaltou o presidente nesta segunda-feira (9).

Também pelo Twitter, o secretário especial de Previdência e Trabalho, do Ministério da Economia, Rogério Marinho, em resposta à notícia publicada pelo site O Antagonista, disse que o governo não cogita a volta do imposto sindical.


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10/12


2019

Moro a Maia: "Não podemos confundir as coisas"

Caso Paraisópolis

Sérgio Moro a Rodrigo Maia sobre Paraisópolis: "Não podemos confundir as coisas"
Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados e Sergio Moro, ministro da Justiça /Evaristo Sá/AFP - Cristiano Mariz/VEJA
Por Estadão Conteúdo

 

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, respondeu ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia, após o deputado ter afirmado que, se uma proposta do projeto de lei anticrime estivesse vigorando, não estariam sendo investigados os envolvidos na operação policial em Paraisópolis, que terminou com a morte de nove pessoas no início do mês.

Uma das propostas do pacote do ministro Sérgio Moro, a ampliação da chamada excludente de ilicitude, lista situações em que policiais em atividade e cidadãos em geral poderiam ficar sem punição mesmo se causassem mortes. O ministro afirmou, no entanto, que essa regra não poderia se aplicar no caso específico de Paraisópolis, bem como na morte da garota Ágatha Felix, no Rio de Janeiro, por um tiro de policial.

“Respeitamos a decisão da Câmara de rejeitar a excludente de ilicitude, mas não podemos confundir as coisas. Tanto no caso da menina Ágata como no episódio de Paraisópolis, não teria qualquer pertinência a aplicação da proposta de excludente de ilicitude constante no projeto anticrime”, disse Sérgio Moro ao jornal O Estado de S. Paulo nesta segunda-feira, 9.

Maia tocou no assunto horas mais cedo ao defender as alterações promovidas pela Câmara dos Deputados no projeto de lei enviado ao Legislativo pelo ministro da Justiça e da Segurança Pública. “Se o projeto estivesse sancionado com o excludente de ilicitude, os policiais do caso Paraisópolis não estariam sendo investigados”, disse Maia.

Nove pessoas morreram pisoteadas e 12 ficaram feridas durante tumulto após ação da Polícia Militar em baile funk na comunidade na madrugada de domingo, 1º. Três policiais militares envolvidos nessa ação foram afastados de suas funções.

As mortes foram descritas por Moro, na semana passada, como resultado de um “erro operacional grave”. Em participação em um debate na quarta-feira passada, Moro já tinha opinado também que não haveria chance de os policiais de Paraisópolis se beneficiarem da excludente de ilicite proposta no pacote anticrime. “Em nenhum momento ali existe uma situação de legítima defesa (a justificar a excludente de ilicitude”, disse.

Naquele mesmo dia, a Câmara dos Deputados aprovou o chamado pacote anticrime sem a excludente de ilicitude de Moro. A alteração foi feita pelo grupo de trabalho que unificou duas propostas, a do ministro da Justiça e a do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.

Outra modificação significativa no pacote retirou a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância, assim como o chamado plea bargain – acordo entre Ministério Público e réu de confissão do crime para cumprir pena mais branda sem necessidade de julgamento.

Ainda sobre o pacote anticrime, Maia disse que é importante ter uma lei mais dura para enfrentar a impunidade e atender pleitos da maioria da sociedade, desde que “limitado a não ter excessos”. “Tiramos coisas (do pacote) que não estão maduras para serem aprovadas.”

O pacote anticrime chegou nesta segunda-feira, 9, ao Senado. Questionado sobre a perspectiva para a tramitação nesta Casa, Maia ressaltou que pressionar os senadores para apenas ratificarem o texto tal como saiu da Câmara “não é bom”.

As declarações foram dadas por Maia ao chegar para almoço com CEOs de Empresas Britânicas no Brasil, no começo da tarde em São Paulo.


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10/12


2019

PGR a favor de candidaturas avulsas em audiência no STF

Foto: Divulgação/via Veja

Por Estadão Conteúdo

 

O subprocurador Brasilino Pereira dos Santos citou o atual Procurador-Geral da República, Augusto Aras, em sua manifestação a favor da possibilidade de candidaturas avulsas nas eleições. Santos representava a PGR em audiência conduzida pelo ministro Luis Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal que reuniu representantes dos três poderes, além de membros da OAB e especialistas em direito eleitoral e ciência política.

Em sua manifestação, Santos relembrou o que classificou como ampliação ao direito de cidadania, como a possibilidade de escravos libertos votarem em eleições de primeiro grau, na época do Império, e a permissão de candidaturas femininas, que levou à eleição da primeira deputada federal em 1934.

“Defendo, na linha do professor Augusto Aras, que escreveu uma pequena monografia editada em 2018, sobre um dos temas sobre o qual ele mais domina, que é o direito eleitoral. E ele defende, desde aquele momento, a flexibilização da interpretação da Constituição para admitir a candidatura avulsa”, afirma Santos, citando a obra “As Candidaturas Avulsas à luz da Carta de 88”, de Aras.

“A adoção de candidaturas avulsas poderia conferir maior efetividade ao regime democrático e aos direitos e garantias fundamentais a exemplo da liberdade de associação sem qualquer prejuízo à democracia representativa exercida por meio dos partidos políticos”, citou Santos, ao ler o livro de Aras.

Outro trecho lido menciona que “a admissibilidade de candidaturas avulsas apresenta-se formalmente viável” e não violaria nenhuma cláusula pétrea da Constituição por “alargar o exercício do pleno gozo dos direitos políticos, o votar e ser votado, sem atingir a democracia representativa”, exercida pelos partidos políticos.

Audiência

A declaração do subprocurador, em nome da PGR, foi dita em audiência realizada no Supremo com parlamentares do Congresso, membros da sociedade civil, especialistas em direito eleitoral e ciência política e integrantes da OAB.

No legislativo, os representantes do Senado, Carlos Eduardo Frazão do Amaral e Arlindo Fernandes, afirmaram que o Congresso é contra a implementação de candidaturas avulsas via Judiciário por entender que a questão é “estritamente política” e deveria ter tratada e decidida no âmbito no Legislativo. A deputada Margaret Coelho (PP/PI) adotou manifestação semelhante.
 
A deputada estadual Janaína Paschoal (PSL-SP) participou da audiência e se manifestou a favor das candidaturas avulsas por considerar que elas dariam aos cidadãos “o verdadeiro poder da cidadania”. “Eles (os partidos) se unem, criam regras para se perpetuarem no poder e para asfixiarem qualquer indivíduo ou qualquer grupo livre que tente estabelecer uma ideia diferente”, afirmou.

A ex-candidata à Presidência e ex-ministra Marina Silva (Meio Ambiente no Governo Lula) se posicionou por vídeo transmitido durante a audiência. Ela comparou partidos a “autarquias” e “grandes estatais” e criticou o que chamou de “ideologia do poder pelo poder e do dinheiro pelo dinheiro” nos partidos.

“A gente sabe que muitos se enveredaram por esse caminho a qualquer custo e a qualquer preço. A Lava Jato que o diga.”


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10/12


2019

Saneamento: Guedes prevê universalização em até 7 anos

O ministro da Economia, Paulo  Guedes prevê universalização do saneamento básico em até 7 anos. Aprovação do novo marco regulatório do setor vai abrir espaço para a entrada de "dezenas de bilhões" de investimentos, afirma o ministro.
Foto: Antonio Milena/VEJA

Da Veja

 

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta segunda-feira, 9, que, no momento em que o país conseguir atrair investimentos do setor privado para o saneamento básico, o serviço deixará de ser um problema no Brasil e passará a ser de acesso universal em até 7 anos.

Em evento do ministério, Guedes disse que a aprovação do novo marco regulatório do saneamento, com votação prevista no plenário da Câmara dos Deputados para esta semana, vai abrir espaço para a entrada de “dezenas de bilhões” de investimentos no setor.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta segunda-feira, 9, que, no momento em que o país conseguir atrair investimentos do setor privado para o saneamento básico, o serviço deixará de ser um problema no Brasil e passará a ser de acesso universal em até 7 anos.

Em evento do ministério, Guedes disse que a aprovação do novo marco regulatório do saneamento, com votação prevista no plenário da Câmara dos Deputados para esta semana, vai abrir espaço para a entrada de “dezenas de bilhões” de investimentos no setor.

Paulo Guedes reforçou que o governo enviará uma reforma administrativa ao Congresso, embora tenha reconhecido que o “timing” mudou. A perspectiva, atualmente, é de entregar a proposta em 2020. “Não adianta botar reforma demais ao mesmo tempo”, defendeu. Guedes também voltou a dizer que o governo seguirá engajado na estratégia de se desfazer de ativos, buscando se livrar do que não funciona ou que seria melhor gerido pelo setor privado.

(Com Reuters)


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09/12


2019

Na festa dos 15 anos da TV Nova

Meu amigo Pedro Paulo reúne, neste momento, uma penca de amigos e autoridades na festa que celebra 15 anos de fundação da emissora. Aqui, encontrei muitos jornalistas amigos, como Fernanda Peres, que já andou emprestando o seu talento em emissoras de TV no Estado e hoje é secretária de Imprensa da Prefeitura de Gravatá, pilotada pelo tucano de alta plumagem Joaquim Neto.


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09/12


2019

PROS avança nas parcerias para as eleições de 2020

O presidente estadual do PROS em Pernambuco, João Fernando Coutinho, recebeu, hoje, o Pastor Jairinho, importante liderança protestante do Estado e candidato ao Senado Federal nas últimas eleições, quando conseguiu, em sua primeira candidatura, mais de 191 mil votos, sendo mais de 48 mil só no Recife, números que o tornaram o candidato mais bem votado entre o segmento evangélico nas majoritárias e proporcionais.

Ciente do histórico de pastor em defesa das pessoas mais necessitadas, mesmo sem nunca ter ocupado um cargo eletivo, João Fernando conversou com Jairinho sobre o futuro de Pernambuco, sobre o atual cenário político no Estado, avançou na construção de um projeto para as eleições 2020 e colocou o PROS à disposição para parcerias.


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09/12


2019

Para Dona do Carmo Magalhães Monteiro e família

No sábado, postei, com o coração derramando em lágrimas, a morte de Mãe Euza, 93 anos, mãe biológica do meu amigo Américo Lopes e afetiva deste blogueiro.

Emocionado, não pude ir mais fundo nas histórias engraçadas dela, que, em boa hora, chegam agora na pena do seu próprio filho, o Meca, como o tratava.

Não duvido que o belo texto abaixo seja produto de uma forte e ardente sangria do seu coração maltratado pela dor da perda e da saudade. Confira!

Minha Mãe Euza era fogo e o comunista (como ela me chamava) aqui se lascava sempre. Aquelas conversas moles que não levam a nada, retórica vazia de um povo metido a socialista, ela me pegava e oh.... quá quá quá quá!!! Me matava.

O único comunista que ela amava de verdade era o primo legítimo do meu pai, o grande Diógenes de Arruda Câmara, que não conheci. Muito mais velho que eu. O homem só vivia exilado ou preso. Filho de Tia Júlia com Seu Nozinho.

Nozinho, que era irmão do histórico Monsenhor de Arruda Câmara.

Tia Júlia, irmã do meu avô Xandu, da Coruja, hoje distrito da linda Iguaraci de São Sebastião e do amigo do peito Maciel Melo.

Desconfio que o grande juízo que ela tinha de Dió, como ela o chamava, decorria do bem que meu pai queria ao seu primo legítimo Diógenes. Ela era apaixonada pelo meu pai Walfrido Lopes de Siqueira, homem sedutor e sorrateiro nesses assuntos. Por ele, ela fazia tudo.

Morreu moço, aos 49 anos, e ela não mais casou, como deve ser, foi dele até o fim. Essas histórias são da raiz de Diógenes. Neste caso, ele já forte e respeitado no partido.

Preciso conhecer mais a história desse primo ilustre. Tereza Costa Rêgo, com quem pouco conversei e que me contou passagens maravilhosas dele, é a pessoa certa que eu devo procurar.

Eu sou um jumento, Magno, você devia ter ouvido dela sobre isso. Histórias lindas e romanceadas que ela ao seu modo e jeito contava. Um cara do Partido, disse-me certa vez, que tudo conferia.

O governador Agamenon Magalhães era uma referência forte para ela. Certa vez, ela disse ao empresário Eduardo Monteiro, neto do Governador Agamenon, que o avô dele era um homem, não era um cabra safado não, como existem às tuias por aí. Morri de vergonha e ela ficou braba comigo, como quem dizia que vergonha é essa, rapaz?

Outra grande figura que ela muito admirava e gostava era o Josesito Moura do Amaral Padilha, e isso era recíproco, a família deste amigo gostava demais dela. Homem homem, ela dizia, desses que não deixam mulher apanhar na rua.

Josesito ficava ancho de felicidade. O que ela dizia era a mais pura verdade. Ah minha mãe querida, minha e dos meus privilegiados irmãos.

José Américo Lopes Góis


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