FMO

14/11


2019

Trocando o gibão pelo sargaço do mar

Meu amigo Toninho, da TN Produções Artísticas, deu, ontem, uma demonstração do quanto é querido no Recife, terra que escolheu para viver ao sair como retirante de sua Salgueiro, a 500 km da capital. Levantou, emocionado, o título de cidadão recifense na presença de uma legião de amigos e admiradores.

A entrega formal foi feita pelo autor da proposta, vereador Davi Muniz (Patriotas), e sua colega de parlamento, Aline Mariano (PP), igualmente sertaneja, que presidiu a sessão. Também presente, representando a Assembleia Legislativa, o deputado Fabrizio Ferraz (PHS), e o secretário especial da Prefeitura do Recife, ex-vereador Fred Oliveira. 

Após a solenidade, que lotou o plenário da Câmara dos Vereadores, Toninho, que em seu discurso de agradecimento não conseguiu conter as lágrimas, recebeu convidados para um coquetel no seu bar e restaurante Empório Sertanejo, na Rua da Hora, ao som de um grupo musical top de linha em canções da MPB, de sertanejos e dor de cotovelo.

Por lá, uma matutada bastante animada e descontraída. Toninho é um vencedor. Saiu garoto de Salgueiro, começou a atuar no mercado de produção de shows sertanejos e se consolidou no mercado nacional, representando, dentre outras bandas, a famosa Aviões do Forró.

Hoje, tem a sua própria Forró do Muído, que se apresenta em todo território nacional, cumprindo neste fim de semana extensa agenda em São Paulo.


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Governo de PE

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16/12


2019

Dom Malan, dos Bororos à Catedral

*Carlos Laerte
Jornalista

Quando nesta segunda-feira, 16 de dezembro de 2019,  estivermos agradecendo a Deus o centésimo quinquagésimo quinto aniversário de nascimento de Antonio Maria Malan, essas mesmas graças e louvores também serão ouvidas com festa e flores nos distantes campos da região Centro – Oeste do Brasil. Se por aqui este italiano de São Paulo de Coni escreveu seu nome como o primeiro bispo de Petrolina, deixando para a posteridade uma obra fundamental nas áreas religiosa, educacional e de saúde, foi como padre Malan que ele ficou conhecido nos sertões indígenas de Mato Grosso. O primeiro inspetor da Missão Salesiana que fundou colégios em Cuiabá e Corumbá, as escolas agrícolas de Coxipó da Ponte e Palmeiras além das missões do Sagrado Coração do Rio Barreiro, da Imaculada no Rio das Garças e de São José no Sangradouro.

Em 1895, com as recém-chegadas Filhas de Maria Auxiliadora, assume os trabalhos à frente dos Salesianos junto aos índios Bororos, às margens do Rio São Lourenço na Colônia Teresa Cristina. Um projeto de educação que ensinava música, português, matemática, prática agrícola e ciências, além de promover a evangelização. Segundo a historiadora Maria Isabel Ribeiro Lenzi, esse projeto se tornaria conhecido em todo Brasil em 1908, quando da realização, no Rio de Janeiro, da Exposição Nacional que comemorou o Centenário da Abertura dos Portos às Nações Amigas. O padre Malan, depois de uma turnê por várias cidades do Sudeste, chega a então capital do país trazendo uma banda de música formada por crianças indígenas da Missão Salesiana Sagrado Coração do Rio Barreiro. A banda, com 21 índios Bororos, tocou no Teatro João Caetano, na Câmara dos Deputados, no Senado e, diante do presidente Afonso Pena, no Palácio do Catete, então sede da Presidência da República. Interpretações impecáveis de temas clássicos, inclusive o Hino Nacional, chamaram a atenção para a causa indígena e figuraram nos principais jornais da imprensa à época.

Uma nota destoante porém espalhou muita tristeza e dor. Três dos músicos Bororós morreram ao longo da turnê após contraírem doenças nas cidades percorridas. O fato foi ironizado pelo cronista e jornalista, João do Rio, que em artigo publicado posteriormente no livro "Cinematógrafo, Crônicas Cariocas||", brinca chamando o visionário religioso de “padre inexoravelmente civilizador que conseguiu domesticar meia dúzia de guris bravios ensinando-os a tocar bombardão e flautim”. Mas, o salesiano que estudou no Oratório de Turim, concluiu os estudos secundários em Paris, recebeu o hábito religioso na Casa do Noviçado, em Marselha e chegou à América do Sul pelas mãos de Dom Bosco, tinha ainda muito chão pela frente e uma missão evangelizadora do tamanho dos seus sonhos. Em 1914, depois que a Santa Sé criou a Prelazia do Registro do Araguaia, foi ordenado seu primeiro prelado com a dignidade de bispo titular. Depois disso, ele chega a Petrolina, em 15 de agosto de 1924, para fazer uma obra monumental em apenas sete anos. Construiu o Palácio Episcopal, os colégios Maria Auxiliadora e Dom Bosco, além de ter inaugurado o hospital de Nossa Senhora da Piedade, que hoje leva o seu nome e acionado a chave inaugurando a energia elétrica da cidade em 1927.  

Entretanto, foi na edificação da Igreja Catedral do Sagrado Coração de Jesus Cristo Rei do Universo, majestoso “Poema de Pedra”, pelas mãos do poeta José Raulino Sampaio, que o religioso deixou mais vivo na memória da população o exemplo imortalizado na determinação e na fé. “Façamos a casa de Deus e tudo crescerá ao seu redor”, vaticinou. Depois de assistir à solenidade de inauguração do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, Dom Malan foi internado no Hospital do Brás, em São Paulo, com complicações respiratórias. Morreu de pneumonia em 28 de outubro de 1931, aos 67 anos. Seus restos mortais estão sepultados na Capela São José, atrás do altar-mor da igreja por ele concretizada. Hoje, tanto a Catedral como a obra evangelizadora junto aos índios Bororos são símbolos, exemplos vivos da fé do visionário religioso de gestos calmos, passos tranquilos e olhar de avenidas.


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EMPETUR

16/12


2019

Moro se opôs a ampliar excludente de ilicitude

Moro se opôs a ampliar excludente de ilicitude em pacote anticrime, apontam documentos Informações obtidas pelo GLOBO via Lei de Acesso à Informação mostram que Planalto cogitou incluir proposta do MP Militar.

O ministro Sergio Moro (Justiça) em evento no Rio de Janeiro Foto: Carl de Souza / AFP

O Globo - Por Francisco Leali

 

BRASÍLIA - Documentos do Ministério da Defesa mostram que o governo cogitou incluir no pacote anticrime do ministro da Justiça, Sergio Moro, uma proposta mais ampliada da chamada excludente de ilicitude, para livrar de punição agentes de segurança responsáveis por mortes ou atos violentos durante ação policial. A sondagem a Moro foi feita no meio do ano, quando o pacote já estava enfrentando resistência de vários partidos na Câmara. Os documentos foram obtidos pelo GLOBO por intermédio da Lei de Acesso à Informação.

O próprio Moro se encarregou de desencorajar a iniciativa, sugerindo que o tema fosse tratado separadamente, o que acabou ocorrendo. Em novembro, o governo enviou projeto específico propondo a excludente de ilicitude para todos os agentes que participam de ações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO). Já há movimento de partidos dispostos a rejeitar a proposta.

Apresentado em fevereiro, o pacote anticrime de Moro continha uma versão da excludente que não agradou parlamentares. O ministro havia proposto que o juiz poderia reduzir a pena ou até mesmo absolver o acusado caso entendesse que o excesso de violência foi provocado por “escusável medo, surpresa ou violenta emoção”.

Em junho a Secretaria-Geral da Presidência da República (SGPR) enviou a Moro sugestões feitas pelo Ministério Público Militar com modificações ao Código de Processo Militar. A proposta do MPM continha previsão para considerar legítima defesa o caso em que o militar, durante um conflito armado ou diante de risco dessa situação, “previne injusta e iminente agressão” a ele ou a terceiros. O texto ainda autorizava a prisão após condenação pelo Superior Tribunal Militar (STM), seguindo o princípio defendido por Moro em relação à segunda instância. Outro ponto tratava da decretação da perda de patrimônio de militar vinculado a organização criminosa.

Um mês depois de consultado, Moro indicou que o tema deveria ser tratado com outra pasta, o Ministério da Defesa. Alegou que não era de sua competência tratar da legislação militar. Embora tenha elogiado a iniciativa, aconselhou o Planalto a não misturar essa proposta com o pacote anticrime. “Opina o subscritor pela inconveniência de apresentar as referidas propostas junto ao Projeto de Lei Anticrime, sem prejuízo, depois da análise necessária pelo Ministério da Defesa, que seja encaminhada posteriormente ao Congresso”, escreveu Moro em ofício enviado à SGPR.

Moro confirma sugestão

Procurado, Moro confirmou, por intermédio de sua assessoria, que recebeu a sugestão de incorporação do tema ao pacote anticrime. Segundo a assessoria, na época havia perspectiva de votação da matéria e avaliou-se que a inclusão “de última hora poderia gerar mais problema de tramitação”. Optou-se, então, por deixar deixar de fora a proposta e encaminhá-la posteriormente. Moro negou que tenha feito essa opção por considerar o texto polêmico.

Apesar da declaração do ministro, foi exatamente essa a expressão que o parecer do Ministério da Justiça usou sobre a proposta de legítima defesa. “Apesar de este ser um ponto polêmico, acredita-se ser uma medida importante por garantir uma maior segurança jurídica à atuação policial”, diz o parecer 84/2019.

Desde o início do governo Bolsonaro, o Ministério da Defesa vinha trabalhando num texto para assegurar que integrantes das Forças Armadas convocados para ações de GLO não fossem punidos por eventuais excessos. A ideia defendida pelo presidente Jair Bolsonaro em sua campanha começou a ser gestada no Ministério da Defesa ainda no primeiro mês de governo. No dia 14 de janeiro, o general de divisão Edson Ripoli, chefe de gabinete do ministro da Defesa, enviou às três Forças pedido para que elaborassem propostas sobre a excludente de ilicitude.

A Aeronáutica elaborou uma proposta prevendo que não haveria punição se o excesso ocorresse por “escusável surpresa ou perturbação de ânimo, em face da situação”. Já a Marinha defendeu a aprovação de mudanças na lei para impedir a prisão em flagrante ou indiciamento em inquérito policial do agente acusado de cometer um ato excessivo. Parecer da Marinha enviado ao Ministério da Defesa alertou, entretanto, para os riscos de se ampliar os casos de excludente de ilicitude.

“A retirada da possibilidade de punição em caso de excessos nos parece temerária, posto que daria ao agente uma ‘liberdade’ muito grande para cometer arbitrariedades, uma vez que teria afastada, de forma simplesmente normativa, qualquer possibilidade de punição quando exorbitasse os limites do razoável”, diz o parecer.


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Prefeitura de Paulista

16/12


2019

Lemann: "Brasil precisa brigar menos e investir mais em educação"

O empresário Jorge Paulo Lemann, maior investidor brasileiro,  defende mais investimentos em educação básica e conta por que se envolveu na política.

O empresário Jorge Paulo Lemann, em março de 2017 Foto: Marcos Alves / Agência O Globo

De O Globo

 

RIO - Homem mais rico do Brasil, o investidor carioca Jorge Paulo Lemann revolucionou a gestão empresarial com o seu foco em metas, resultados e prêmios baseados em meritocracia. Agora, tenta repetir o feito no setor público.

Através da Fundação com seu nome, Lemann criou projeto para replicar a experiência de Sobral, a cidade cearense de resultados acadêmicos consistentes, concede bolsas para servidores públicos e financia grupos de renovação na política.

Em duas raras entrevistas, em seu escritório em São Paulo, Lemann falou de política ao GLOBO. “Eu não influencio ninguém, não digo a ninguém como deve votar, não vou me meter em política partidária”.

"O Brasil briga demais. Briga-se muito na política. Isso é ruim. Esse clima todo de divergência impede a produção de consensos. Todo mundo concorda que o Estado é ineficiente e perdulário, mas por que não é possível sentar e descobrir consensos básicos de como fazer o Estado entregar serviços públicos de maior qualidade? Todo mundo concorda que é preciso investir mais e melhor na educação, mas como fazer a decisão certa com tanta briga? O Brasil precisa brigar menos e investir mais em educação," explicou Lemann.


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16/12


2019

BC reduz reservas a US$ 361 bi, menor nível desde 2016

Porém, a proteção do país segue robusta.  Parte dos recursos foi usada para conter alta do dólar. Para especialistas, limite ainda está acima do mínimo ideal.

Foto: Daniel Marenco / Agência O Globo

O Globo - Por Manoel Ventura

 

Espécie de seguro contra crises, as reservas internacionais do Brasil atingiram na sexta-feira passada o menor nível desde abril de 2016. O movimento de queda, iniciado em agosto, é incentivado pela equipe econômica e pelo Banco Central (BC), num momento de alta volatilidade do dólar e de necessidade de maior liquidez para a moeda americana. Para especialistas, apesar da redução recente, a situação do país é confortável. Hoje, as reservas brasileiras estão em US$ 361,7 bilhões, acima do mínimo considerado ideal.

Em abril de 2016, as reservas somavam US$ 361,6 bilhões. Desde então, o montante foi subindo até atingir o pico de US$ 390,5 bilhões em junho deste ano. De lá até agora, elas caíram US$ 28,7 bilhões. Em agosto, o Banco Central quebrou um tabu de dez anos e passou a vender dólar à vista.

Foi quando a moeda teve a maior alta em 12 meses, afetada pela guerra comercial, crise em torno da Amazônia e o cenário político na Argentina. 

A diminuição das reservas reduziu a dívida do país, que caiu para R$ 5,5 trilhões em outubro. O ministro da Economia, Paulo Guedes, chegou a dizer que poderia vender reservas caso o dólar atingisse “R$ 4,20, R$ 4,30, R$ 5” para recomprar a dívida interna.

No mês seguinte, o câmbio continuou pressionado. As contas com o resto do mundo foram revistas pelo Banco Central e apontaram déficit de 3%, quase o dobro que vinha registrando. Esse fator fez o real se desvalorizar novamente.

 Para analistas, a atuação do BC está correta, ao ofertar mais dólares ao mercado para conter a alta da moeda. Eles salientam, porém, que é preciso ter cautela para usar a dose certa. Manter as reservas em nível muito elevado tem o custo de carregamento, mas o país não pode abrir mão desse colchão.

— É o momento certo para ousar. Tem volatilidade grande, com câmbio alto. Mas tem sempre que estar de olho no nível e no custo dessas reservas — disse Josué Pellegrini, da Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado.

FMI: R$ 243 bi é ideal

Pelas contas do FMI, o nível adequado das reservas brasileiras seria de US$ 243,2 bilhões. Mas o Fundo admite uma margem que pode superar em 50% esse valor, ou seja, US$ 364,8 bilhões. Por esse critério, o país estaria com nível adequado de suas reservas.

Responsável pela acumulação das reservas na década passada, o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles lembra que deixou US$ 290 bilhões em 2010.

— O Brasil tem um nível de reservas adequado, tem algum espaço para o uso de reservas, como está sendo feito. Mas é importante que esse número não baixe de US$ 290 bilhões e se mantenha acima dos US$ 300 bilhões, num nível mais confortável possível — disse Meirelles, hoje secretário estadual de Fazenda de São Paulo.

Reserva internacional é o dinheiro que o Banco Central mantém guardado para proteger o Brasil de turbulências internacionais. A maior parte está aplicada em títulos do Tesouro Americano, que são fáceis de vender e mais seguros.

Há outros investimentos como os recursos que o Brasil tem no Fundo Monetário Internacional e no BIS, o BC dos Bancos Centrais. Parte das reservas está em ouro. O BC não mantém dólar físico.

Com essa poupança, o Brasil garante que haverá dólares para as empresas daqui garantirem negócios que já estão fechados no exterior em caso de forte turbulência lá fora. As reservas também asseguram moeda para que os bancos façam operações para clientes.

— O BC, quando tinha excesso de dólar, acumulou reservas, e ficou sentado nisso por muitos anos. Agora, faz sentido vender parte das reservas porque elas são um seguro. À medida que o setor privado está acumulando mais dólar, o risco do setor privado tem caído. A dosagem dessa venda é que é a questão principal — afirmou Tony Volpon, ex-diretor do BC e economista-chefe do UBS no Brasil. — O que não pode é exagerar a mão e vender muitos dólares .

BC: sem meta de reserva

No Brasil, há certa obsessão por acumular reservas, produto do trauma das crises cambiais do passado, especialmente a que foi deflagrada pela eleição de Lula em 2002. A entrada maciça de dólares durante o boom das commodities, até 2011, facilitou a tarefa.

Mexer nas reservas é sempre polêmico. Políticos já sugeriram usá-las para abater a dívida e para financiar investimentos. Mas nenhuma das propostas foi para frente.

A redução das reservas foi iniciada pelo BC na gestão de Roberto Campos Neto e só começou após a mais recente baixa nos juros. Após quase um ano em 6,5%, a Selic, a taxa básica de juros, voltou a cair e fechará 2019 em 4,5% ao ano, mínima histórica.

Isso fez investidores estrangeiros e brasileiros levarem dólares para fora do país. Empresas nacionais começaram a trocar dívidas externas por outras aqui dentro. O movimento aumentou a demanda por dólar, causando volatilidade na cotação e reduzindo a oferta da divisa. O BC, então, passou a ofertar dólares à vista.

O custo das reservas é outro outro ponto a ser observado, segundo analistas. Hoje, o custo é o menor da História, devido ao baixo patamar da Selic, pois o custo é a taxa de juros do Brasil, de 4,5% ao ano.

— O diferencial de juros (em relação a outros países) diminui porque o país melhora e precisamos de menos seguro. O limite é não criar uma fragilidade, que hoje não temos — afirmou o professor do Ibre/FGV Livio Ribeiro.

O Banco Central ressaltou, em nota, que ao BC “cabe atuar no instrumento mais eficiente a cada momento, o que, em geral, será aquele que vai ao encontro da demanda dos participantes de mercado”.

Para a autoridade monetária, “não há mandato para buscar quaisquer níveis de reservas internacionais, swaps cambiais ou posição cambial líquida, que são consequências, e não objetivos, de sua atuação no mercado de câmbio”.

Etenda o que são reservas cambiais

O que é: As reservas cambiais são o dinheiro que o BC mantém guardado para proteger o Brasil de turbulências internacionais.
Para que serve: Com essa poupança, o Brasil pode assegurar que haverá dólares para empresas nacionais garantirem negócios que já estão fechados no exterior em caso de forte turbulência.

Como o Brasil atingiu esse patamar: No início do governo Lula, o então presidente do Banco Central Henrique Meirelles começou um processo de acumulação de reservas. O bom momento das exportações, puxadas pelas commodities, ajudou nesse processo. A poupança foi importante para proteger a economia brasileira durante a crise financeira mundial de 2008.

Qual o seu custo: É a diferença entre o que o BC gasta para adquirir esses recursos e quanto rendem as aplicações. O dinheiro está aplicado em títulos americanos, que rendem somente cerca de 1,5% ao ano.


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Prefeitura de Ipojuca

16/12


2019

Representante dos EUA elogia "notável" acordo com a China

Avanços nas negociações incluem elementos relacionados com as proteções de propriedade intelectual, tecnologia, moeda e serviços financeiros.

Foto: Ng Han Guan/Reuters

Da Veja - Por AFP

 

O acordo comercial entre Estados Unidos e China tem um alcance “notável”, mas não resolverá todos os problemas entre as duas maiores economias do mundo, disse neste domingo o principal negociador americano.

“Não se trata somente de agricultura e outras compras”, afirmou o representante comercial dos Estados Unidos (USTR), Robert Lighthizer, em uma entrevista ao “Face the Nation” do canal CBS.

“A forma de pensar nesse acordo é que se trata de um primeiro passo para tentar integrar dois sistemas muito diferentes em benefício mútuo”, disse.

O chamado acordo de fase anunciado na sexta-feira inclui elementos relacionados com as proteções de propriedade intelectual, tecnologia, moeda e serviços financeiros.
Para Lighthizer, o acordo é, sobretudo, “aplicável”. Ele acrescenta que os 50 bilhões de dólares em compras adicionais de produtos agrícolas americanos por parte da China estão explicitamente citados no acordo.

Embora o acordo esteja sendo traduzido e ainda não tenha sido assinado, Lighthizer insistiu que “está totalmente feito”.

O negociador não indicou uma data precisa para a assinatura, mas disse que espera que isso aconteça em janeiro.

A China prometeu aumentar suas compras de fabricantes, agricultores, produtores de energia e prestadores de serviços nos Estados Unidos em pelo menos US$ 200 bilhões nos próximos dois anos, segundo o USTR.
As exportações dos Estados Unidos para a China dobrarão no próximo ano e quase triplicarão no ano seguinte se o acordo estiver em vigor.

Em 2017, antes do início da guerra comercial entre Washington e Pequim, os Estados Unidos exportaram cerca de 120 bilhões de dólares em mercadorias para a gigante asiática.

“No ano passado, o que este presidente conseguiu nessa área foi notável”, disse Lighthizer, também se referindo ao recém-concluído acordo comercial entre os Estados Unidos, México e Canadá e outros.

“Qualquer um desses acordos teria sido monstruoso. E o fato de os termos todos juntos é excelente para a agricultura”, afirmou.

No entanto, o acordo teve uma reação mista de especialistas em comércio, em parte porque alguns detalhes ainda não foram publicados.


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Prefeitura de Abreu e lima

16/12


2019

Câmara vota hoje maiores repasses da União para municípios

PEC, com votação agendada para estar segunda, amplia em um ponto percentual os repasses de certos tributos do governo federal para as prefeitura.

Plenário da Câmara dos Deputados Wilson Dias/Agência Brasil

Por Da Redação da Veja

 

A proposta que altera o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) está prevista para ser votada pelo plenário da Câmara dos Deputados nesta segunda-feira 16. A proposta de Emenda à Constituição (PEC) 391/17, de autoria do senador  Raimundo Lira (PMDB-PB), aumenta em um ponto percentual os repasses de certo tributos do governo federal para as prefeituras.

Atualmente, 49% da arredação total do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do imposto de renda ficam com as cidades – 22,5% desse total por meio da FPM. A PEC prevê que essa quantia passe a ser de 23,5%, totalizando 50%.

Nos quatro primeiros anos, o texto prevê que o repasse aumenta gradativamente: 0,25 ponto percentual nos dois primeiros anos e 0,5% até no terceiro, até chegar a um ponto percentual a partir do quarto ano.

Transferência direta de verbas

Na última quinta-feira 11, o Senado aprovou,a proposta de emenda à Constituição (PEC) que permite a transferência direta de recursos de emendas parlamentares a estados, ao Distrito Federal e a municípios sem vinculação a uma finalidade específica. A PEC foi votada em dois turnos consecutivos, por acordo firmado entre os senadores.

Atualmente, o município ou estado precisa fazer convênios com bancos, geralmente a Caixa Econômica Federal (CEF), para executar os projetos. Esse procedimento prolonga o prazo de execução e entrega de uma obra. Segundo a proposta, o parlamentar poderá escolher se o dinheiro será transferido com vinculação a um objeto específico (transferência com finalidade definida) ou para uso livre (transferência especial) sob certas condições.

A fiscalização das transferências, no entanto, continuará a cargo do Tribunal de Contas da União (TCU) e da Controladoria-Geral da União (CGU). Os parlamentares argumentaram que a proposta é importante para desburocratizar o repasse de recursos oriundos de emendas parlamentares e fazer o dinheiro chegar mais rápido aos municípios para realização de obras, por exemplo.

(Com informações da Agência Brasil e Agência Câmara Notícias)


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Prefeitura de Serra Talhada

16/12


2019

Caminhoneiros ameaçam paralisação pelo país

Movimento está dividido

Por Estadão Conteúdo


Uma nova paralisação de caminhoneiros pode ter início nesta segunda-feira, 16, em várias regiões do País. A mobilização, que começou a circular em grupos de Whatsapp nas últimas semanas, é apoiada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logísticas (CNTTL), instituição ligada à Central.

O movimento dos caminhoneiros, porém, está completamente dividido em relação a uma nova greve. O caminhoneiro Wallace Landim, o “Chorão”, que tem representado os pleitos dos caminhoneiros na interlocução com o governo, disse ao jornal O Estado de S. Paulo que a classe está sendo alvo de interesses políticos e que os principais pedidos dos trabalhadores já estão com data para que sejam atendidos.

“Temos uma pauta importante, que já está na mesa e que tem data para ser atendida. Temos de ter muita seriedade em relação ao que está sendo feito. O que estão querendo é usar o transportador como massa de manobra para um movimento político”, disse.

Na próxima terça-feira, 17, segundo Chorão, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) se comprometeu em publicar o novo Código Identificador da Operação de Transportes (Ciot), ferramenta que vai ajudar a fiscalizar a punir empresas que tem contratado caminhoneiros com preços abaixo do mínimo estabelecido na tabela do frete.

Outra reivindicação é o reajuste do piso mínimo do frete, o que, segundo Chorão, já tem o compromisso do governo de ser feito em 20 de janeiro do ano que vem. Sua expectativa da classe é que esse aumento fique entre 14% e 18%. Outras negociações estão em andamento ainda para tratar do preço do diesel.

“Concordo que estamos no limite de nossa situação, mas é preciso enxergar que as coisas estão em andamento. Nossa maior crítica hoje é o atravessador, a empresa que está entre o produtor e o caminhoneiro. É preciso eliminar esse atravessador e facilitar a contratação direta do caminhoneiro, seja cooperado ou autônomo”, comentou.

Nas redes sociais, representantes da CUT têm divulgado vídeos nos quais negam motivações políticas. “Estão tentando desvirtuar o movimento dos caminhoneiros, com essa história de que se trata de um movimento político. Quem faz isso tenta desmobilizar a classe, é covarde”, afirmou Sandro Cesar, presidente da CUT no Rio de Janeiro, em vídeo distribuído entre os trabalhadores. “Quero saber se tem alguém, em algum lugar desse Brasil, que está feliz com o preço da gasolina, do gás, do óleo diesel. Se tem alguém feliz com isso, deve ter outros interesses.”
Nesta época do ano, quando o volume de transporte de grãos cai, é comum haver uma oferta maior de caminhões no mercado. Como todos querem trabalhar, algumas empresas acabam praticando preços muito inferiores aos previstos na tabela do frete, que foi adotada durante a primeira paralisação de grande porte do setor, ocorrida durante a gestão do ex-presidente Michel Temer.

Para aplacar a greve, o governo cedeu e instituiu uma tabela mínima de preços para o transporte. A indústria, no entanto, critica até hoje o mecanismo e diz que este tem prejudicado os negócios.

“Se não tivermos nossos pedidos atendidos, serei o primeiro a ir para a rua e puxar as mobilizações. Mas não estamos nesse momento. É preciso olhar as coisas com seriedade e não entrar em movimentos que nunca representaram os caminhoneiros”, disse Chorão.


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Prefeitura de Limoeiro

16/12


2019

Cop 25 termina sem acordo sobre mercado de carbono

Sem acordo sobre mercado de carbono, COP25 termina sem alcançar seus objetivos.

Foto: wikipédia

Estadão Conteúdo

A Cúpula do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU), a COP 25, em Madri na Espanha, terminou na manhã deste domingo, 15, após quase dois dias de atraso, sem alcançar seus objetivos. Representantes de cerca de 200 países concordaram de modo tímido a “refletir” em 2020 sobre como aumentar a ambição “o máximo que puderem” em suas metas de redução de emissões, as chamadas NDCs (Contribuições Nacionalmente Determinadas), e em financiamento climático.

O objetivo era se comprometer de modo mais incisivo a tornar mais ambiciosas as metas de combate às mudanças climáticas em 2020 de modo a conseguir cumprir o Acordo de Paris, em que os países se comprometem a impedir que a temperatura média do planeta suba neste século mais que 1,5 grau Celsius.

O acordo, intitulado “Chile-Madri, hora de agir”, falhou em seu objetivo de trazer a urgência da crise climática para dentro da implementação do Acordo de Paris. E a decisão sobre mercados de carbono, tema central da conferência, foi adiada para a COP26, em Glasgow, na Escócia.

“Não estamos satisfeitos. Queríamos fechar a questão do artigo 6 (do Acordo de Paris) para implementar um mercado de carbono robusto com integridade ambiental, focado em gerar recursos para uma transição ao desenvolvimento sustentável”, destacou.

Ela pediu que os representantes dos quase 200 países presentes no evento sejam capazes de dar uma resposta mais sólida, urgente e ambiciosa à crise climática.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, também disse estar decepcionado com os resultados da Cúpula do Clima.

“A comunidade internacional perdeu uma oportunidade importante de mostrar uma maior ambição em mitigação, adaptação e finanças para enfrentar a crise climática. No entanto, não devemos nos render”, disse Guterres ao analisar o texto final da cúpula.

O ex-primeiro-ministro de Portugal disse estar “mais decidido do que nunca” a trabalhar para que 2020 seja o ano que todos os países se comprometam a fazer o que a ciência está recomendando.

“É necessário neutralizarmos o carbono em 2050 e não irmos além dos 1,5 graus (Celsius) de aumento da temperatura do planeta”, frisou.

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que liderou a delegação brasileira, lamentou neste domingo a falta de acordo em torno da regulamentação do mercado global de créditos de carbono durante a COP-25. Em seu Twitter, o ministro afirmou que a “COP-25 não deu em nada” e prevaleceu o “protecionismo” de alguns países.

O Brasil, porém, foi acusado por vários países de ser ele quem estava fazendo exigências que não eram bem vistas por outros países, que poderiam levar a uma contagem dupla de créditos de carbono ou mesmo comprometer a capacidade do Acordo de Paris de alcançar suas metas. É o que no jargão se chama “integridade ambiental”. O mercado de carbono só tem razão de ser se ele ajudar a reduzir emissões no mundo, mas algumas propostas do Brasil, como trazer para o jogo créditos antigos, não traz nenhum benefício para o clima atual.

Salles passou a maior parte das duas semanas que esteve em Madri exigindo pagamento de países ricos por realizações passadas do Brasil, quando houve redução de emissões – mas sem ponderar que o cenário brasileiro atual é muito ruim. O governo brasileiro chegou a Madri com uma alta de 29,5% do desmatamento, a principal fonte de gases de efeito estufa do Brasil, e nenhum plano sobre como vai voltar a reduzir essa taxa. Também não apresentou nenhuma intenção de trazer metas mais ambiciosas de redução de suas emissões no ano que vem.

Em um outro item que estava sendo discutido na conferência, sobre a inclusão dos temas clima e oceanos e clima e solo na agenda das negociações, ecoando os relatórios do IPCC divulgados neste ano que mostram a importância das duas áreas para combater as mudanças climáticas, o Brasil se recusou a incluir o solo.

Há um entendimento no governo de que o tema não deve ter um destaque à parte uma vez que responde, mundialmente, por cerca de 10% das emissões do mundo. Enquanto combustíveis fósseis, que respondem por 75%, não têm isso.

Teresa Ribera, ministra para a Transição Ecológica da Espanha, chegou a tuitar que o Brasil, nessa questão, ficou “esmagadoramente isolado”. Depois acabou cedendo.

Para Carlos Rittl, secretário-executivo do Observatório do Clima, na COP25, “o processo foi colocado acima das pessoas e do planeta”. Ele se refere ao fato de que, “mesmo com os efeitos da crise climática piorando em todo o mundo, alguns governos em Madri chegaram a apoiar a retirada da expressão ‘emergência climática’ das decisões da COP”, afirmou.

Ele também criticou o comportamento do Brasil, que pela primeira vez na história das COPs ganhou duas vezes o prêmio irônico fóssil do dia e o fóssil do ano. “A política ecocida do governo do presidente Jair Bolsonaro manchou o trabalho da delegação brasileira na COP25 e transformou um ex-campeão do meio ambiente em um pária climático, cujo envolvimento na luta contra a catástrofe climática corre o risco de se limitar a uma assinatura em um acordo global.”


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16/12


2019

Ministro: posta foto de churrasco e ironiza a COP25

Salles posta foto de churrasco e ironiza COP25: "Para compensar emissões". O ministro, que foi até o evento para conseguir dinheiro para projetos de preservação, usou a publicação para fazer troça sobre preocupações com o carbono.

Mais cedo, ministro já havia dito que a COP25 "não deu em nada" Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Por Da Redação da Veja

 

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que durante a manhã deste domingo ‘5 afirmou que a COP25 “não deu em nada”, voltou a ironizar o resultado da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas realizada em Madri, na Espanha.

Em uma nova publicação, que trazia a foto de um prato de churrasco, Salles afirmou que a refeição “vegetariana” foi escolhida para a despedida da capital espanhola, para poder compensar as emissões de gases poluentes realizadas pelo Brasil na COP.

“Para compensar nossas emissões na COP, um almoço veggie!”, ironizou Salles no Twitter.

Em uma publicação anterior, o ministro hdisse que o “protecionismo e hipocrisia andaram de mãos dadas, o tempo todo” durante a conferência. O post é acompanhado de um vídeo em que Salles afirma que, “apesar de todos os esforços do Brasil”, não foi possível chegar a um texto final consensual.


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16/12


2019

Senado vota transferência do Coaf para o BC na terça

Gráfico: site Migalhas

Por Agência Brasil

 

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, marcou para a próxima terça-feira (17) a votação da Medida Provisória (MP) 893/19 que transfere o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do Ministério da Economia para o Banco Central (BC). A MP foi aprovada na Câmara, na última quarta-feira (11). Alcolumbre chegou a marcar para o dia seguinte a votação, mas foi obrigado a recuar por falta de quórum.
A votação da MP será a última votação do Senado este ano. Além disso, essa será a última oportunidade de confirmar a mudança do Coaf para o BC. A medida provisória perde a validade no mesmo dia.

O presidente Jair Bolsonaro editou a MP em agosto, transformando o Coaf em Unidade de Inteligência Financeira (UIF), com autonomia técnica e operacional e atuação em todo o território nacional.

Segundo a MP, a Unidade de Inteligência Financeira será “responsável por produzir e gerir informações para a prevenção e o combate à lavagem de dinheiro, ao financiamento do terrorismo, ao financiamento da proliferação de armas de destruição em massa, além de promover a interlocução institucional com órgãos e entidades nacionais, estrangeiros e internacionais que tenham conexão com a matéria”.
Nem todos os parlamentares são favoráveis à mudança. O Podemos, partido defensor da Operação Lava Jato e que tem no combate à corrupção uma de suas principais bandeiras, se posicionou contrário. Para o senador Álvaro Dias (Podemos-PR), líder do partido no Senado, não há justificativa na mudança desejada por Bolsonaro.

“Coaf prestou extraordinários serviços a CPIs fundamentais como a CPI dos Correios, a CPI do Mensalão. […] Certamente, crimes foram desvendados. A corrupção foi colocada à luz para ser combatida, denunciada, julgada e condenada, certamente com grande contribuição e condenada, certamente com grande contribuição do Coaf. Essas alterações não se justificam”, disse.


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16/12


2019

Brasil inaugura escritório comercial em Jerusalém

No caminho de volta para o Brasil fiz questão de parar por 10 horas em Israel para ter a honra de discursar hoje na inauguração do escritório de negócios da @ApexBrasil em Jerusalem. Trata-se do 1º passo para a transferência da embaixada.
Por Agência Brasil

 

O governo brasileiro inaugurou neste domingo (15) um escritório em Jerusalém (Israel) para fortalecer a parceria com o país nos temas de inovação, tecnologia e investimentos. O primeiro ministro israelense, Benjamim Netanyahu, e o deputado federal, Eduardo Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, estiveram no evento.

O escritório será administrado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e comandado pela analista de comércio internacional Camila Meyer, selecionada para o posto por meio de um processo interno. A equipe será composta por duas pessoas contratadas localmente. O escritório funcionará no edifício Jerusalem Gati Business Center.

De acordo com a Apex, um dos pontos que será trabalhado pelo escritório em Jerusalém é o fomento às novas parcerias tecnológicas e a atração de centros de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) para o Brasil. Alguns setores que confirmam a proeminência israelita em tecnologia são as soluções voltadas ao agronegócio e ao uso de água e, ainda, avanços em cibersegurança para defesa de clientes, proteção de dados e aplicação militar.

No Twitter, Eduardo Bolsonaro mencionou seu discurso na cerimônia, disse ser um “grande dia” e afirmou que a abertura do escritório de negócios é o primeiro passo para a transferência da embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém.


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15/12


2019

GNV passará a ser vendido por quilo em 2020

Inmetro abre nesta segunda consulta pública para regulamentar mudança. Diferença entre valor pago e abastecido chega a 22%
Foto: Márcia Foletto/9-7-2019 / Agência O Globo

O Globo Pedro Capetti

RIO - A venda de gás natural veicular (GNV) sofrerá mudanças em 2020. O Inmetro abre nesta segunda-feira consulta pública para que o combustível passe a ser vendido por quilogramas, e não mais por metro cúbico (m³), como ocorre hoje. A mudança visa a reduzir a possibilidade de erro e fraude nos postos. O preço final para encher o “tanque”, diz órgão, não vai mudar.

A ideia é que a nova medida de comercialização passe a ser usada nos postos ainda no primeiro semestre de 2020.

O Inmetro explica que, para vender o GNV por metro cúbico, é preciso que, a cada carga recebida, o posto ajuste a densidade para garantir a medição correta na bomba.

Mas essa informação pode demorar até 30 dias para chegar ao posto e ainda é passível de erro. Na prática, isso pode significar o pagamento pelo consumidor de metros cúbicos de gás que não chegaram ao cilindro do veículo.

Levantamento feito pelo Inmetro na Região Metropolitana do Rio, em julho, apurou diferenças de até 22% entre o que foi efetivamente pago e o volume de gás abastecido.

Medidor lacrado

Com as mudanças planejadas pelo Inmetro, em parceria com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), órgão do Ministério da Justiça e Segurança Pública, e a Agência Nacional do Petróleo (ANP), o fator de conversão será ajustado a uma densidade única (igual a 1), e o medidor será lacrado para evitar fraudes.

Assim, o fator hoje sujeito a mudanças mensais será retirado do processo, e a venda, feita diretamente em quilos, a exemplo do botijão de gás.

— Uma vez lacrado, o dispenser (bomba) não poderá ser alterado. Se o proprietário do posto fizer isso, será muito mais fácil identificar — explica Marcos Trevisan, diretor de Metrologia Legal do Inmetro.

Segundo Angela Flores Furtado, presidente do órgão, a mudança, em estudo nos últimos três anos, além de garantir maior confiabilidade e menos erros de abastecimento para o consumidor, tem como base práticas internacionais:

— Isso promove a concorrência justa entre os estabelecimentos, colocando em pé de igualdade os agentes do mercado. E esse cenário é bastante positivo para o país em razão da expectativa de maior oferta do combustível na área do pré-sal.

As mudanças no mercado vão atingir milhões de brasileiros que optaram por converter os veículos para gás, diante do aumento do preço da gasolina.

Somente no Rio, estado com a maior frota a gás do país, mais de 1,3 milhão de consumidores usam GNV em seus carros. Em 2018, houve aumento de 23% no número de conversões, em comparação a 2017, segundo o Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Rio de Janeiro.

30% mais de gás

Trevisan garante que a troca da forma de venda não terá impacto no bolso dos brasileiros. Apesar do valor unitário ficar mais alto, o desembolso total para abastecer o carro será o mesmo. Isso porque, explica o diretor do Inmetro, um quilo de GNV chega conter 30% a mais de gás do que um metro cúbico. Ou seja, 1 kg de gás equivale a aproximadamente 1,3 m³. 

O quilo do gás será mais caro que o metro cúbico, mas o motorista precisará pagar por menos unidades para encher o cilindro.

No entanto, há o temor de possíveis comportamentos abusivos com aumento dos preços, no momento da troca da unidade de comercialização para quilo.

— É uma preocupação, mas vamos fazer ações educativas para evitar o comportamento abusivo dos postos, e também teremos o papel de fiscalização — ressalta Andrey Vilas Boas , coordenador da Senacon, que trabalhará em parceria com o Inmetro.

Impacto para 1.759 postos

Décio Oddone, diretor-geral da ANP, diz que a agência acompanha a recomendação do instituto e também vai ajudar na comunicação da mudança.

Cerca de 1.759 postos do país serão afetados com a alteração nas bombas. As atuais poderão continuar a ser usadas por até seis anos após a publicação da portaria, desde que não infrinja o limite de 2% de erro. A adequação ao novo padrão, no entanto, deverá ser imediata.

— É possível fazer a adaptação com o dispenser em uso hoje em dia. Não será necessário a troca imediata , mas queremos modelos modernos e mais confiáveis. Por isso esse prazo —diz Trevisan.

A consulta pública do Inmetro ficará aberta por 60 dias para receber opiniões da população e das entidades do setor privado, visando à consolidação da nova regulamentação.


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15/12


2019

Equipe econômica passou por media training

O media training da equipe econômica. Antes de enviar pacote ao Congresso, time de Guedes teve treinamento duro.

Paulo Guedes e secretários no Congresso Nacional Foto: Daniel Marenco/Agência O Globo 
Época - Coluna de Guilherme Amado
Por Eduardo Barreto

 

A preparação da equipe econômica para divulgar o pacote de medidas enviadas ao Congresso, em novembro, incluiu um duro treinamento sobre como se portar numa entrevista — chamado pelas agências de assessoria de imprensa de “media training”.

O treinamento, no fim de outubro e somente para os que seriam os "porta-vozes para divulgação do pacto federativo", foi feito por meio de um contrato antigo do ministério com a agência InPress, assinado em 2014, para consultoria, planejamento e assessoria de comunicação.

O contrato, de R$ 7,3 milhões, tinha inicialmente vigência de um ano e foi prorrogado pelo período máximo, até o fim de 2019. O Ministério da Economia informou que recebe três treinamentos desse tipo por ano, e que cada um custa R$ 22,6 mil.

O diagnóstico feito pela InPress sobre os secretários da equipe econômica que falariam à imprensa traz constatações curiosas.

"Ele diverge muito e, com isso, passa a impressão de que não vai responder, de que está 'enrolando’", disse a sugestão da agência para o secretário de Fazenda, Waldery Rodrigues.

O secretário de Desburocratização, Paulo Uebel, foi orientado a "ter cuidado com o tom de voz e a velocidade com que responde", para "não passar a impressão de arrogância".

Já o secretário adjunto de Desburocratização, Gleisson Rubin, foi avisado de que, ao falar, "demonstra irritação quando tem que explicar várias vezes o que já falou".

Bruno Funchal, diretor da secretaria de Fazenda, recebeu conselhos para "não falar demais e dar margem a outras demandas e interpretações".

(Por Eduardo Barretto)


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Comentários

JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

kkkkkkkk. Parece até que a Época tem fontes no Governo. Aja inventar matéria.



15/12


2019

Armando: Oposição deve apresentar um projeto de mudança

O ex-senador Armando Monteiro (PTB) manifestou, hoje, preocupação com o lançamento antecipado de nomes para prefeito do Recife, pelo senador Fernando Bezerra (MDB), sem conversa prévia com o conjunto do bloco oposicionista. “Falar de nome agora é um desserviço tanto para a oposição, quanto para o Recife. O que deve unir a oposição é a discussão de um projeto de mudança para a cidade, com propostas de gestão eficiente, geração de emprego, renda, melhoria na prestação de serviços básicos, o cuidado com o Recife que está abandonado e, principalmente, resgatar a autoestima do recifense”, afirmou.  

Armando Monteiro ressalta que os partidos da oposição têm nomes preparados e qualificados para disputar a prefeitura do Recife. “No entanto, devemos cumprir etapas e nos unir em torno de propósitos que estejam conectados com os desejos do recifense. É clara a insatisfação com a falta de cuidado com a cidade, com a má gestão e com estagnação econômica da nossa capital”, defendeu, destacando que o foco deve ser entender cada vez mais os problemas e as demandas da cidade.

“Nomes bons nós temos como Mendonça Filho, Daniel Coelho, Silvio Costa Filho, Priscila Krause e Marco Aurélio. No entanto, defendo que antes do nome a oposição tenha um projeto comum para mudar o Recife”, afirmou. 

Armando destacou, ainda, que a oposição deve considerar futuramente nas discussões da pré-candidatura, o nome do deputado federal Raul Henry (MDB), que militou até recentemente ao lado do PSB, tendo sido vice-governador de Paulo Câmara no primeiro mandato do socialista, e tem manifestado o desejo de candidatura.


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15/12


2019

Como escapar das armadilhas de crédito fácil

Saiba como escapar das armadilhas de crédito fácil estampadas nas propagandas. Estudo do Idec mostra que 47% das peças publicitárias têm irregularidades, como letra miúda e informação incompleta.

Pesquisa mostra que 40,8% das publicidades sobre crédito têm asteriscos ou letras pequenas que dificultam a leitura Foto: Pixabay / Pixabay.

O Globo - Por Luciana Casemiro

RIO - “Rápido, fácil e sem burocracia”: é assim que boa parte de bancos, financeiras, correspondentes bancários e fintechs apresentam a oferta de crédito em sua publicidade. Em análise de 125 peças — de panfletos a postagens de empresas em redes sociais —, 47% foram identificadas como abusivas pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).

Não só a publicidade banaliza a concessão do crédito, num país em que 64% das famílias estão endividadas, como também omite informações básicas como taxa de juros e custo total da operação, em descumprimento do Código de Defesa do Consumidor (CDC) e da regulamentação do setor.

Casa própria:Com redução dos juros, financiamento pode ficar até R$ 35 mil mais barato

— As propagandas mais agressivas são de financeiras. Mas, apesar de adotarem um discurso alternativo, as fintechs também lançam mão de letras miúdas. O fato é que, de forma geral, as publicidades trazem a mensagem subliminar de que não há risco — diz Ione Amorim, economista do Idec.

A economista chama atenção para o fato de que 40,8% das publicidades tinham asteriscos e/ou letras pequenas que dificultam a leitura. Esse recurso foi usado em mais de um terço das ofertas de crédito consignado.

— A pesquisa é o retrato do que vemos no dia a dia. Não adianta a instituição dizer que tem programa de educação financeira e manter uma oferta agressiva em grau máximo como a do consignado — pondera Patrícia Cardoso, coordenadora do Núcleo de Defesa do Consumidor da Defensoria do Rio, relatando alta de 30% no atendimento a superendividados neste ano.

Cartão de crédito e consignado

O levantamento do Idec se concentrou na oferta de linhas de empréstimo via cartão de crédito, consignado e crédito pessoal, além daquelas direcionadas a negativados e à renegociação de dívidas. E aponta que em apenas um terço das ofertas em que há simulação de crédito, nas quais é obrigatória a informação do custo total da operação, esse dado aparece.

— As instituições não se importam com a capacidade de pagamento porque ganham mais com a dívida do que com o pagamento — diz Claudia Lima Marques, diretora do Observatório do Crédito e Superendividamento da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Aplicativos: Eles ganham mais espaço no orçamento. Confira dicas para não ter surpresa no fim do mês

Para o Idec, a pesquisa reforça a urgência da aprovação do projeto de lei 3.515/2015 (o PL do Superendividamento) em trâmite na Câmara. O texto acrescenta um capítulo sobre concessão de crédito ao CDC, no qual proíbe uso de expressões como “sem juros” e “gratuito” na publicidade.

Segundo Amaury Oliva, diretor de Autorregulação e Relações com Clientes da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), desde 2008 a autorregulação trata de publicidade clara e transparente. E o índice de cumprimento é de 95%.

— É um assunto de extrema importância para nós.

Para Rafael Pereira, presidente da Associação Brasileira de Crédito Digital, que representa fintechs, a leitura feita pelo Idec é equivocada:

— É propaganda, não há como fazer todos os alertas. Na concessão do crédito, tudo é feito de forma responsável.

A especialista em psicologia econômica, Vera Rita de Mello, questiona os estímulos usados nesse mercado:

— Ele usa o conhecimento de psicologia para seduzir o consumidor e evitar a reflexão. Lógico, essa estratégia tem um efeito sobre o endividamento. O mercado precisa mudar esses estímulos.

Reflita. Empréstimo não deve ser feito para pagamento de despesas corriqueiras. Só se deve contratar crédito em ocasiões excepcionais. Um crédito de emergência pode comprometer seu orçamento por 96 meses, isto é, cinco anos.

Confira as orientações de especialistas

Sem pressa: Não contrate empréstimo por telefone, nem por impulso. Desconfie de quem fizer pressão para que tome a decisão rápido ou para que antecipe o pagamento.
Não se iluda: As ofertas de crédito para negativados, sem comprovação de renda, sempre embutem juros mais altos, bem acima da média praticada pelo mercado.

Linhas de crédito: Verifique as condições de diferentes linhas de crédito para achar a mais adequada a sua necessidade.

Compare: Não feche o contrato sem comparar a oferta com a de outras instituições. Não olhe só para o valor da mensalidade, mas o custo total da operação de empréstimo.
Contrato: Antes de assinar, leia o contrato, verifique a taxa de juros, a soma do total de parcelas e o CET (custo efetivo total). Essa taxa engloba todos os encargos e despesas que incidem sobre a operação. Nunca contrate empréstimo sem entender todas as cláusulas. Exija a cópia do contrato.
Renda: Antes de contratar um novo crédito, calcule o valor da soma dos empréstimos que já possui. Sempre tenha em mente que a soma das parcelas de todos os financiamentos não deve ultrapassar 30% da renda mensal.

Dúvida: Se estiver inseguro, consulte um órgão de defesa do consumidor.


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