FMO janeiro 2020

13/11


2019

Autorizados por Bolsonaro trabalho aos domingos e feriados

Bolsonaro volta a autorizar trabalho aos domingos e feriados. Medida provisória também regulamenta o trabalho aos sábados nos bancos e altera a jornada de trabalho dos bancários.

Foto: Agência Estado/VEJA

Por Redação da Veja

O governo Bolsonaro aproveitou a medida provisória do programa Verde Amarelo, que estimula a geração de empregos para jovens no país, para colocar outros temas trabalhistas que já haviam sido debatidos anteriormente, mas que não chegaram a entrar em vigor. Entre eles, está a regulamentação do trabalho aos domingos. De acordo com a medida, assinada pelo presidente Jair Bolsonaro na segunda-feira, 11, todos os trabalhadores poderão trabalhar aos domingos quando demandados pelos empregadores, sendo que deverá haver folga em pelo menos um domingo a cada quatro para aqueles dos setores de comércio e serviço, e um domingo a cada sete, para os da indústria. A MP também autoriza o trabalho aos feriados.

De acordo com o texto, as horas trabalhadas nos domingos e feriados deverão ser remuneradas em dobro, a não ser que os empregadores determinem outro dia de folga compensatória. A projeção do governo é de que essa autorização possibilite a criação de 500 mil empregos até 2022.

A MP regulamenta ainda o trabalho aos sábados nos bancos. O texto estabelece que a jornada diária de seis horas de trabalho vale apenas para os bancários que trabalham nos caixas em atendimento ao público. Para os demais trabalhadores das instituições financeiras, a jornada ordinária é de oito horas.

Por se tratar de uma medida provisória, as regras já estão em vigor, mas ainda precisam passar por votações na Câmara e no Senado.

A Medida Provisória também volta ao tema das gorjetas recebidas pelos trabalhadores, para deixar claro que trata-se de uma remuneração do empregado. O texto determina ainda que os valores recebidos devem constar das notas fiscais emitidas pelos estabelecimentos e devem ser anotados na carteira de trabalho dos empregados. O texto também coloca penalidades para empresas que descumprirem essas medidas.

A MP do programa Verde Amarelo também aproveita para estabelecer penas mais duras nos casos de falsificação da carteira de trabalho e autoriza os empregadores armazenarem os dados trabalhistas de seus funcionários em meio eletrônico.

(Com Estadão Conteúdo)


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04/07


2020

Jornalista Hugo Studart reforça time de articulistas

O premiadíssimo e talentoso jornalista Hugo Studart, hoje  professor e doutor em História Política do Brasil, depois de passar por redações as mais afamadas do País atuando em Brasília, onde o conheci e com ele criei uma amizade sólida, se integra à equipe de articulistas deste blog, para minha alegria e deleite dos leitores. Seu texto de estreia trata da instabilidade na cadeira do Ministério da Educação, desde ontem ocupada já pelo quarto ministro em um ano e meio de Governo, recorde da história da República.

Studart trabalhou como repórter, editor, colunista ou diretor nos principais veículos de imprensa do País, como Jornal do Brasil, O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo, revistas Veja, Dinheiro e IstoÉ. Na área acadêmica, atuou como professor de Jornalismo, Ciência Política e História em instituições como a Universidade Católica de Brasília, a Faculdade Casper Líbero, São Paulo, e a Universidade de Brasília, UnB. 

É membro acadêmico do Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal e da Academia de Letras de Brasília. Seu livro mais recente, "Borboletas e Lobisomens - Vidas, sonhos e mortes dos Guerrilheiros do Araguaia", foi adquirido e indexado no Catálogo Mundial de obras referência (WorldCat) por 18 universidades estrangeiras, como University of California, Stanford, Chicago, Michigan, Toronto e as Bibliotecas do Congresso (EUA), New York Public e The British Library. Bem-vindo, grande Hugo Studart!

Abaixo, o seu artigo de estreia:

As escolhas de Bolsonaro para o MEC

Por Hugo Studart

Stefan Zweig certa feita escreveu cinco ensaios sobre conhecidos episódios, os quais chama de "miniaturas da História", e os reuniu em livro batizado de "Momentos decisivos da humanidade". Inspirando-se nas tragédias gregas -- tramas nas quais o homem tenta controlar o próprio Destino, mas acaba por ser abalroado pelo acaso em alguma encruzilhada da vida -- Zweig defende a ideia da existência de alguns episódios, como a derrota de Napoleão em Waterloo, que pelo que carregam de simbólico, de trágico ou de épico, teriam a força capaz de sintetizar uma época, ou até mesmo de determinar o destino da humanidade. 

Ou o destino de um governo. Jair Bolsonaro esteve nas últimas semanas diante de uma escolha decisiva, a do ministro da Educação. Ele poderia optar por um nome capaz de unir o setor (ou pelo menos parte), alguém de perfil "técnico", um educador que apresente um projeto que jogue luzes em direção ao futuro de nossas crianças e jovens. Poderia optar por fazer emergir outro nome sintonizado com as trevas da discórdia e o discurso do ódio. Ou, ainda, poderia fazer uma escolha política, olhando sobretudo para o presente, tentando agradar as bancadas no Congresso Nacional, das quais precisa tanto para aprovar projetos de governo.

Suas duas primeiras escolhas para a Educação foram ideológicas, sobretudo desastrosas. Ambas, Ricardo Vélez e Abraham Weitraub, se inviabilizaram sozinhos ao optarem pelo discurso do ódio e as trevas da inoperância. Na sequência, ele até tentou um técnico, Carlos Alberto Decotelli, que aliás, tinha uma excelente carreira como professor de Finanças Públicas, primeiro do Ibmec, depois na Fundação Getúlio Vargas, sempre avaliado pelos alunos como professor nota 10. 

Decotelli emergiu como fruto de uma costura de alianças delicadas, extremamente difíceis, iniciadas em março de 2018, quando o general Augusto Heleno aceitou integrar a campanha de Bolsonaro, emprestando-lhe um aval simbólico e informal das Forças Armadas. Heleno então organizou uma equipe para formular um Programa de Governo, equipe esta coordenada pelo general Aléssio Ribeiro Souto, considerado um intelectual lúcido por seus pares. 

Foi nesse momento que se fez uma aliança entre militares, todos conservadores "positivistas" (conforme acusação dos discípulos de Olavo de Carvalho), com um grupo de professores "liberais clássicos" sob a liderança do cientista político Antônio Flavio Testa. Integraram esse grupo os professores como Paulo Kramer, da UnB, Decotelli, Stavros Xanthopoylos e Marcus Vinícios Rodrigues, da FGV, dentre outros.

Esse grupo se dispersou no início do governo, muitos com cargos, outros não. Mas a aliança original entre "militares positivistas" e "intelectuais liberais" permaneceu latente em forma de amizades pessoais. O general Eduardo Villas Bôas ainda procurou agregá-los em torno da discussão voluntária de um novo "Projeto de Nação", segundo batizou. Com a queda de Weintraub, o quarteto de generais que ora tem assento no Palácio do Planalto convenceu o presidente da necessidade urgente de "pacificar" a Educação instalando um ministro "técnico". 

Então apresentaram um leque de cinco opções: Testa, Rodrigues, Decotelli, Stravos e Antônio Freitas, todos eles professores da FGV. Pela proximidade antiga, os generais gostavam mais de Testa e de Rodrigues. Contudo, dois fatores foram decisivos para a escolha de Decotelli. Ser negro, ainda mais com pós-doutorado na Alemanha. Pesou, sobretudo, o apoio decisivo de Paulo Guedes. 

Em janeiro passado, quando era iminente uma mini reforma ministerial (aquela que rebaixou o Onyx e ungiu o general Braga Neto para a Casa Civil), Guedes pressionou muito Bolsonaro para decapitar Weintraub. Foi quando ligou para Decotelli, com quem tinha boa relação dos tempos em que era sócio do Ibmec, e mandou se preparar para ser ministro da Educação, que era só questão de tempo. Decotelli também tinha a simpatia de Elizabeth Guedes, irmã de Paulo e vice-presidente do grupo educacional Kroton. 

Por fim, tinha forte apoio de um velho amigo, vice-ministro da Defesa, o almirante Almir Garnier dos Santos e, por tabela, da Marinha. Deram também a Decotelli a opção de ser presidente do Banco do Nordeste. Enfim, ele tinha o Mundo aberto a seus pés. Mas nenhum de seus amigos desconfiava que ele havia construído uma carreira em cima de mentiras -- o doutorado não concluído e o pós-doutorado inexistente. 

Quando era iminente que Decotelli seria o Escolhido, ele viu-se diante de uma encruzilhada. Poderia ter revelado aos amigos, aos generais e ao presidente sobre as "inconsistências" em seu currículo. Então eles decidiriam se iriam segurar a onda (ou não) caso fosse mesmo para o MEC. 

Decotelli teve seu "instante decisivo" quando se viu diante do convite do presidente. Poderia manter seu segredo e declinar do convite, optando pelo Banco do Nordeste, onde aliás estaria muito à vontade como professor de Finanças Públicas. Mas a ambição pessoal falou mais alto. E a soberba turvou seu pensamento. Avaliou que sua fraude não seria descoberta.


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O Jornal do Poder

04/07


2020

Morre irmão do deputado Danilo Cabral

O servidor do Tribunal de Contas de Pernambuco Marcos Jorge de Barros Cabral morreu, ontem, aos 57 anos, vítima de infarto fulminante. Ele era irmão do deputado federal Danilo Cabral e filho do conselheiro aposentado do TCE-PE, Adalberto Farias.

Devido às orientações das autoridades sanitárias por conta da pandemia, o velório e o enterro serão restritos aos familiares.


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04/07


2020

Morre Léo Saraiva, ex-prefeito de Exu

Léo Saraiva, ex-prefeito de Exu, faleceu na manhã de hoje, aos 49 anos. Ele estava internado no Hospital Português, no Recife. Com a saúde debilitada há algum tempo, sua morte não ocorreu em razão de Covid-19.

Welison Jean Moreira Saraiva, o Léo Saraiva, teve dois mandatos consecutivos como prefeito de Exu, em 2008 e 2012, ano que ficou marcado por vencer a eleição por apenas um voto de diferença.


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04/07


2020

A Veja passou batida

Acabei de ver a edição on-line de Veja com destaque de capa para a fase paz e amor instalada pelo presidente Bolsonaro. A revista vai fundo na tentativa de explicar o que levou o chefe da Nação, até então adepto do bateu, levou, para mudar seu comportamento. Só passou batido num detalhe fundamental: quem remove o estilo pavio curto do presidente, pacientemente, como maior bombeiro desta República depois de Marco Maciel, é o ex-presidente Michel Temer.

Só quem percebeu isso até agora foi o competente jornalista Tales Faria, do UOL, em Brasília. Segundo apurou Tales, foi Temer que convenceu Bolsonaro a demitir o ex-ministro Weintraub, da Educação. E esse namoro de Bolsonaro com Temer começou, mas a Veja ignorou, na live do ex-presidente ao meu blog, quando quis saber dele se aceitaria integrar um Conselho de Notáveis no Governo.

Temer respondeu que sim e que se sentiria honrado. Imediatamente, interlocutores de Bolsonaro entraram em campo e conseguiram reaproximar Temer do presidente. Já trocaram vários telefonemas. Temer só não bate ainda o ponto na assessoria especial de Bolsonaro para o habitual cafezinho quente palaciano por causa da quarentena.

Pelo visto, a Veja apurou mal a reportagem de capa.


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03/07


2020

O Poder fez o gol de número 100

Concebido originalmente pelo multicomunicador José Nivaldo Júnior, craque em tudo que faz, desde uma crônica sentimental tocando fundo no coração ao jogo eleitoral e maquiavélico da estratégia política, o jornal O Poder bate a marca hoje da centésima edição. Reza a tradição, quebrada agora por essa fantástica experiência de levar a notícia quente e em tempo real ao leitor, via WhatsApp, que um novo veículo leva anos para se consolidar e impor respeito.

Menos com O Poder, que instalou um novo paradigma, materializado graças à uma equipe entusiasticamente engajada ao projeto. A José Nivaldo, inicialmente o primeiro a estender a mão fui eu. Zé não é um midas, mas pelas suas mãos e sua usina de ideias moendo 24 horas do dia, tudo se transforma, tudo vira madeira de lei que cupim não rói.

Por isso, jornalistas de visão, gabarito e curtidos pelo sucesso no batente da notícia se engajaram imediatamente ao projeto, como Ângelo Castelo Branco, meu ex-chefe na Secretaria de Imprensa do Governo de Pernambuco, e Tonico Magalhães, feras que não precisam serem feridas nem tampouco provocadas para descascar os fatos e colocá-los no prato para o consumo diário dos leitores ávidos da boa, precisa e imparcial informação.

Em Brasília, por onde estou sempre presente, minha verdadeira universidade do jornalismo político, sequestramos a competente jornalista Hylda Cavalcanti, a quem descortinei a janela da corte como repórter da sucursal do Diário de Pernambuco nos anos 90. A Brasília sem esquina e sem povo nas ruas enlaçou Hylda de tal forma que deu-lhe o perfume da notícia, que fareja como ninguém e já se vão mais de 20 anos de vida candanga.

A centésima edição de O Poder é o ápice de um jornal que nasceu na aldeia pernambucana, mas subiu os pilares da aldeia global. Porque o jornalismo dos novos tempos é assim: sem fronteiras, universal. O Poder vira uma página de furaços que pautaram a tradicional mídia, defendendo bandeiras, para construção de um País mais justo e menos desigual.


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03/07


2020

Vetado uso de máscara no comércio, em escolas e templos

Foi sancionada, ontem, com vários vetos, a lei que disciplina o uso de máscara facial em espaços públicos em todo o território nacional. A Lei 14.019/2020 foi publicada na edição do Diário Oficial da União (DOU) de hoje.

O presidente Jair Bolsonaro, porém, vetou a obrigatoriedade do uso da máscara de proteção individual em órgãos e entidades públicas e em estabelecimentos comerciais, industriais, templos religiosos, instituições de ensino e demais locais fechados em que haja reunião de pessoas. Ao justificar os vetos, o Planalto alega, entre outras razões, que a obrigatoriedade “incorre em possível violação de domicílio".

Pelo texto sancionado, os estabelecimentos também não serão obrigados a fornecer máscaras gratuitamente aos funcionários, e o poder público não será obrigado a fornecer o material à população vulnerável economicamente, conforme previsto pelo projeto que deu origem à lei (PL 1.562/2020), aprovado pelo Congresso em junho. A Presidência também excluiu da proposta dispositivo que agravava a punição para infratores reincidentes ou que deixassem de usar máscara em ambientes fechados.

Todos os trechos vetados deverão retornar para análise do Congresso Nacional, que poderá acatar ou derrubar as decisões do Palácio do Planalto.


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03/07


2020

Cabrobó recebe doação de álcool 70%

Começou, hoje, no município de Cabrobó, a distribuição, entre as unidades e serviços de saúde, de 5 mil litros de álcool 70% para o combate ao novo coronavírus. O produto, amplamente utilizado nesta pandemia na higienização e assepsia, foi uma doação da Agrovale, que fica em Juazeiro e é considerada hoje a maior empresa produtora de açúcar, etanol e bioeletricidade da Bahia.

De acordo com o prefeito, Marcílio Cavalcanti, a doação do álcool 70% teve a intermediação do deputado federal Gonzaga Patriota e chegou em boa hora uma vez que o número de casos da Covid-19 tem aumentado bastante no município. O último boletim oficial, divulgado na noite de ontem, revela que Cabrobó tem 84 casos confirmados, 32 pacientes recuperados e 2 óbitos.

“Com a doação do álcool 70 % vamos reforçar as ações de enfrentamento à pandemia que começam com barreiras sanitárias colocadas nas entradas principais da cidade”, ressaltou.


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03/07


2020

Os partidos políticos

Por Arnaldo Santos*

Os partidos surgiram, pela primeira vez, naqueles países que adotaram a modalidade de governo representativo, com suporte na organização dos seus processos civis e sociais. Esse modelo – bom que se expresse - previa uma gestão do poder por parte dos representantes do povo.

Em essência o nascimento dos partidos tem origem na busca pela criação de organizações de caráter participativo, quer dizer, em razão do crescente aumento da demanda por participação nos processos das decisões políticas pelas diversas classes e estratos da sociedade.

Ainda no século XVII, encontramos registros da existência de dois grandes partidos pertencentes à aristocracia, atuantes no Parlamento inglês, mas sem relevância ideológica, e de representação política.

Segundo Weber, não eram mais do que séquitos de poderosas famílias aristocráticas. É tanto que, sempre que um lord, por alguma razão, mudava de partido, tudo o que dependesse de sua ação transmudava para o grêmio de oposição.

Nos registros mais recentes, na primeira metade do século XIX, encontramos, na Europa e Estados Unidos, o partido dos notáveis; esse é o período de afirmação do poder da classe burguesa, com a difusão das ideias e instituições parlamentares, bem assim a superação do conflito político pela sua constituição.

No período que precedeu e se seguiu o final do  século XIX, conforme afirma Norberto Bobbio, em (Dicionário de Política – Vol.2), essa realidade começou a mudar, quando aflorou o movimento operário baseado nas transformações econômicas e sociais, resultantes da industrialização, levando à “ribalta política as massas populares, através dos movimentos inicialmente espontâneos para logo a seguir dar lugar aos protestos, até a criação do partido dos trabalhadores”.

Ainda segundo ensina Norberto Bobbio, “[…]”, é precisamente com o surgimento dos partidos socialistas – na Alemanha em 1875, na Itália em 1892, na Inglaterra em 1900, e na França em 1905”, que os partidos assumiram configurações completamente novas.

No itinerário malsão da política brasileira, historicamente, os partidos são a nossa primeira referência de negação da política como instrumento de constituição do bem-estar social coletivo, no contexto dos ideais de partidos programáticos e representativos de uma sociedade democrática.

A rigor, os partidos deveriam ser a porta de entrada para o efetivo exercício de uma práxis política, segundo nossas ideações, como organizações defensoras das reivindicações coletivas dos representados, nos oferecendo como opções eleitorais cidadãos vocacionados para o nobre exercício do poder político, entretanto sob o aspecto estico e moral dos candidatos, o que se verifica é uma aguda deterioração, com graves impactos na qualidade da representação política, e para democracia.

Para a consecução desse fim, aos grêmios partidários impõe-se a adoção de critérios no processo de formação dos seus quadros, mediante o estabelecimento da exigência de um padrão moral e ético, bem como de um perfil democrático, aos seus filiados, como precondição para se conceder legendas aos postulantes que disputarão mandatos eletivos; deveria, mas, na prática, o que prevalece é, tão-só, a “má” intenção daqueles que buscam se servir da política, em detrimento do bem societário.

As explicações para essa distorção podem ser encontradas na famosa definição de Marx Weber, onde ele ensina que “[...] os partidos têm caráter associativo, obedecem a um fim deliberado, seja ele de ‘objetivo’, a realização de um plano com intuitos materiais ou ideais, seja ‘pessoal’, isto é, destinado a obter benefícios, poder, e consequentemente, glória para os chefes”!

Ainda na trilha de Weber, essa definição põe em relevo “[...] o caráter associativo do partido, a natureza da sua ação essencialmente orientada à conquista do poder político dentro de uma comunidade, e concretamente tem motivações à consecução de fins, ‘objetivos’ e/ou pessoais”.

No Brasil, essa definição foi interpretada, e é exercida pelos chefes (donos dos partidos), ao pé da letra, haja vista o caráter personalista em nossa cultura politico-partidária. Não é por acaso que quase todos os políticos buscam ter um partido para chamar de seu, o que levou a essa profusão de legendas consideradas de aluguel. As eleições do ex-presidente Collor (PRN) e do atual (pelo PSL) são emblemáticas dessa realidade.

A existência e o desenvolvimento dos partidos, na teoria política, se fundam ou deveriam se fundar, ancorados pelo princípio democrático da participação cidadã, e da representação política da sociedade, para afirmação de um Estado autônomo e soberano, assegurando a participação do cidadão nas decisões políticas.

Como é consabido, nos períodos de crises políticas e de transformações econômicas e sociais, com influxo direto na ordem tradicional da sociedade, como a que vivemos agora no Brasil, a demanda por participação fica ainda mais intensa, na defesa,, especialmente, da democracia, e aos partidos caberia o papel de mediador dos conflitos e dessas transformações, mas não é o que ocorre, pelo menos na realidade fluente.

O antirrepublicanismo da cultura partidária, no Brasil, se materializa, e tem negativo registro na história recente do País, no escândalo protagonizado pelos “anões do orçamento”, no período imediatamente após a redemocratização. Este vergonhoso moto teve destacada participação, notadamente, dos grandes partidos, visto que alguns dos pequenos eram, como ainda sucede, da oposição, e pertenciam ao “baixo clero”, sem qualquer poder e influência.

No referido escândalo, há uma maneira de associativismo, não no sentido weberiano, em sua definição de partidos, e sim na modalidade predatória para a prática de crimes contra o Erário, em que deputados e senadores formaram um conluio, e, durante mais de uma década, desviaram trilhões do orçamento do Governo Federal.

O método utilizado para essa prática antirrepublicana foi pela alocação de recursos no orçamento da União, uma das funções dos congressistas, que formaram uma “associação” de paridos, para, por via dos seus parlamentares, desviar recursos da saúde, educação, segurança, habitação, saneamento básico (35 milhões de brasileiros, ainda hoje, não têm água tratada, e mais de 100 milhões não têm esgotamento sanitário), para o financiamento dos seus projetos de interesses particulares, (eleições e perpetuação no poder) e dos chefes de suas agremiações.

Nessa contextura de negar a função de representação dos interesses políticos da sociedade que deveriam ter os partidos, é imperioso lembrar, ainda, os mais recentes, e não menos famosos, que foram os escândalos do “mensalão” e da “lava-jato”, ainda bem acesos na memória.

Com tal ação, os partidos brasileiros, à extensão da história, foram não só perdendo a legitimidade intrínseca da representatividade política do País, como legaram às gerações de hoje o desestímulo à participação política, levando o cidadão de bem, vocacionado a servir na vida pública, a ter vergonha de participar.

*Jornalista, sociólogo e doutor em Ciências Políticas


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03/07


2020

André de Paula destina R$ 150 mil para Chã de Alegria

O deputado federal André de Paula (PSD) destinou R$ 150 para o combate e enfrentamento ao novo coronavírus (Covid-19), no município de Chã de Alegria. O recurso, que está inserido no montante de R$ 1.503,125,00 milhões, repassados ao município, por meio da Portaria do Governo Federal N° 1.666/2020, para o enfrentamento da emergência de saúde pública, é em atendimento ao pedido dos vereadores Ricardo Freire, Elton Honório, José Gustavo e José Leite.

Para o deputado, o valor irá auxiliar o município nas ações e planejamento, uma vez que o problema da pandemia ainda não foi solucionado. “Sabemos que ainda temos um longo caminho pela frente no enfrentamento ao novo coronavírus, mas com recursos destinados ao seu combate e a união das forças, poderemos seguir forte na atuação dos municípios”, disse André de Paula.


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03/07


2020

Frente a Frente reproduz entrevista de Ciro Gomes

O Frente a Frente de hoje traz a íntegra da entrevista do ex-ministro e pré-candidato à Presidência da República em 2022 pelo PDT, Ciro Gomes, na live de ontem pelo Instagram deste blog. Ancorado por este blogueiro, o programa é gerado para 37 emissoras do Nordeste pela Rede Nordeste de Rádio, tendo como cabeça de rede a Rádio Hits 103,1 FM, no Grande Recife.

Se você deseja ouvir pela internet, dois caminhos: clique no botão acima Rádio ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio pelo Play Store. E bom programa!


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03/07


2020

Mãe de Miguel tem conta de rede social hackeada

Do G1/PE

Mãe de Miguel Otávio, criança que morreu ao cair de um prédio de luxo no Recife no dia 2 de junho, Mirtes Renata de Souza relatou que sua conta no Instagram foi hackeada. Segundo ela, todas as fotos foram apagadas do perfil.

“Algumas fotos de Miguel eu só tinha ali. Minha sobrinha tentou recuperar, mas não conseguiu. Já avisei aos advogados”, disse Mirtes.

As fotos foram apagadas no dia 25 de junho. A Polícia Civil ainda não foi acionada, segundo Mirtes, até a última atualização desta reportagem.

“Eu não sei o que aconteceu, não sei se foi por causa das solicitações para seguir. Eu tinha mais de 1 mil solicitações, mas não estava conseguindo aceitar. Não sei se a pessoa hackeou porque queria os seguidores ou se foi por ruindade”, contou.


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03/07


2020

Morre ex-prefeito de Timbaúba

Faleceu, no início da manhã de hoje, vítima de complicações cardíacas, o ex-prefeito de Timbaúba (1989-1992) e ex-deputado estadual (1995/1998), Gilson Muniz Dias, aos 77 anos.

Gilson Muniz era casado com Emércia, também ex-prefeita de Timbaúba (1997-2000). No ano de 2018 ele foi candidato nas eleições de 2018 pelo PSL e apoiou a candidatura a governador de Armando Monteiro, mas não obteve êxito na disputa. O sepultamento está marcado para amanhã na sua cidade.

O também ex-deputado federal e pré-candidato à Prefeitura de Timbaúba pelo PP, Marinaldo Rosendo, emitiu uma nota lamentando o falecimento do colega. Confira abaixo.

“Grande personalidade no estado de Pernambuco, Gilson Muniz foi importantíssimo para a representatividade timbaubense no cenário político regional e estadual.

Foi um dos maiores responsáveis pelo desenvolvimento timbaubense em diversos aspectos, principalmente quanto a saúde, estrutura e eventos.

Seu olhar sobre os morros será sempre seu maior exemplo e prova do quanto se doou para o bem-estar do povo. Com certeza, Doutor Gilson (como era carinhosamente chamado), deixa seu legado, muitas lições e, com certeza, muitas saudades.

Meus pêsames à sua família e ao povo timbaubense.”


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03/07


2020

Morre Aristoteles Atheniense

Blog de Irineu Tamanini

Acaba de falecer em Belo Horizonte, vítima da Covid-19, o ex-vice-presidente nacional da OAB, o advogado mineiro Aristoteles Atheniense. Nascido em Rio Novo (MG), próximo a Juiz de Fora, em 01 de fevereiro de 1936, Aristoteles estava com 84 anos.

Entre as ocupações que teve em vida, Aristoteles foi presidente da Seccional mineira da OAB por dois períodos (1979 a 1983); secretário Geral do Conselho Federal (1993/1995); vice-presidente Nacional da OAB (Jan./2004 a Jan./2007) e membro da Federação Interamericana dos Advogados, do American Bar Association, da Federação Internacional dos Advogados, do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais (Cadeira nº 6 – Rodolpho Jacob).


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03/07


2020

PSOL Olinda discute chances da legenda no próximo pleito

Com o objetivo de municipalizar o debate político na cidade de Olinda, avaliar a participação do PSOL nas eleições municipais de 2020, as chances da legenda no pleito e a importância da renovação da Câmara de Vereadores, o ciclo de formação política denominado de “Olinda tem a sua cara” promove, amanhã, às 14h, em plataforma online, com integrantes da direção partidária e pré-candidatos e pré-candidatas à vereança, um amplo debate. O bate-papo será conduzido pela presidente do PSOL municipal, Eugênia Lima.

“Nosso objetivo é traçar perspectivas para que o partido possa contribuir nas discussões da cidade na educação, saúde, planejamento urbano, cultura, assistência social, juventude e transparência de recursos. Além de tratar de temas como o feminismo, o antifascismo e o antirracismo. Nossas pré-candidatas e pré-candidatos não são postos à prova no pleito aleatoriamente, queremos construir uma Olinda com mais possibilidades para todos, justa e melhor para se viver”, salienta Eugênia.


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03/07


2020

Prefeita privilegia rádio e anuncia ricaço

Finalmente, a prefeita de Arcoverde, Madalena Brito (PSB), anunciou o candidato do seu grupo ao Governo Municipal, mas de forma atabalhoada.

Além de privilegiar um único canal de comunicação, a Rádio Independente, permitiu aglomerações em torno do prédio da emissora e ainda foi responsável por uma grande poluição sonora e do meio ambiente, queimando fogos, cena típica da folclórica e divertida Sucupira de Odorico Paraguaçu.

O candidato é o maior ricaço da cidade, o empresário Wellington Maciel, que, no município, só não controla o dízimo dos que frequentam a paróquia.

 


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