FMO

13/10


2019

Brasil se distancia de consensos dos direitos humanos

Sem fazer lições de casa, Brasil se distancia de consensos dos direitos humanos. O levante contra a candidatura brasileira na ONU e a publicação do ministro da Educação contra uma jornalista podem ser lidos, no contexto político, como sintoma e causa.

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, em café da manhã com jornalistas Foto: Jorge William / Agência O Globo

Época - Por Giulliana Bianconi

 

Na mesma semana em que quase 200 organizações da sociedade civil se reuniram para lançar manifesto contra a reeleição do Brasil no Conselho de Direitos Humanos da ONU para o período de 2020-2022, mais uma jornalista foi atacada nas redes sociais com discursos violentos e misóginos após uma voz do governo Bolsonaro, a do ministro Abraham Weintraub (da Educação), expor o nome da profissional na rede social Twitter e desqualificá-la. A mensagem que alavancou os ataques contra ela foi publicada após a insatisfação do ministro com uma reportagem veiculada no Estado de S. Paulo.

Ao colocar a repórter no centro da mensagem (ou seria fogueira?), Weintraub protagonizou um ataque à pessoa física, e não ao veículo ou mesmo à reportagem. Se o levante contra a candidatura brasileira na ONU e a publicação do ministro contra a jornalista são dois fatos que parecem distantes e não-relacionados, podem ser lidos, no contexto político, como sintoma e causa. São atitudes como essa de Weintraub que reforçam a leitura de que o Brasil está na contramão de sua tradição universalista que reconhece os direitos humanos como proteção para todos. 

A liberdade de expressão é um direito consagrado como essencial à realização e proteção de todos os direitos humanos, e no dia a dia do trabalho de cada jornalista é fundamental que não haja intimidação por quaisquer partes, principalmente pelo governo - que deveria resguardar tais direitos - no sentido de não tolher essa liberdade. É isso que garante que a informação de interesse público chegue ao público e que o jornalismo cumpra a sua função social. Mas o que se vê no momento é bem diferente: há um sinal verde para o ataque direto a jornalistas, que inevitavelmente aciona o ativismo conservador, esse que tem sua vertente mais odiosa nas milícias digitais. Quando se trata de um “alvo” mulher, os ataques vêm carregados de xingamentos e ameaças que denotam desprezo pela condição de mulher, o que é caracterizado como misoginia.

Jornalistas têm sido tratados como inimigos, adversários, independentemente do gênero, quando não seguem a narrativa “oficial”. A intimidação vale também para pesquisadoras, educadoras, ativistas. Uma das principais referências da pesquisa em direitos reprodutivos e humanos no Brasil, a cientista Débora Diniz, se sentiu em risco real e, mesmo tendo denunciado os ataques à polícia, decidiu sair do país para não lidar diariamente os ataques das milícias virtuais e seguir trabalhando e produzindo conhecimento à distância. 

Confira a íntegra aqui:  Sem fazer lições de casa, Brasil se distancia de consensos ...


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Wellington Antunes

Vergonha para o mundo


Prefeitura de Abreu e Lima

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17/11


2019

Professor: República ainda não cumpriu importantes promessas

Imagem: Arquivo TV Brasil

"República não garantiu fim de mecanismos que reproduzem desigualdades"

Para o professor da Faculdade de Economia da USP, República ainda não cumpriu algumas de suas promessas importantes.

Do Terra - Por Douglas Gavras, do Estado de S. Paulo

 

Para o professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP) Renato Colistete, a experiência republicana no Brasil, apesar de bem-sucedida, ainda tem promessas importantes que não foram cumpridas, como igualdade de oportunidades, acesso à terra e educação de qualidade para grande parte da população. A seguir, os principais trechos da entrevista.

Na virada da monarquia para a República, o manejo da economia era mais conservador?

A tendência, em geral, dos gabinetes imperiais era de um predomínio da opinião de que a política fiscal e monetária teriam de ser administradas de maneira rigorosa. Em alguns momentos, esse rigor foi flexibilizado e acabou causando problemas de oferta de moeda e de desconfiança em relação ao seu valor. Era uma economia baseada na exportação de produtos agrícolas.

Como os políticos de tendência mais liberal contribuíram para a troca de regime?

Ao longo do Império, conservadores e liberais tiveram, muitas vezes, semelhanças. A diferenciação que surge nesse sistema é a presença de políticos republicanos, como um desdobramento da ala mais radical dos liberais. No fim da década de 1870, vão surgir os primeiros clubes republicanos, e se destacam figuras como Américo Brasiliense, Prudente de Morais e Campos Sales. Esses homens estão ligados à produção agrícola exportadora de café. A sociedade brasileira do fim do século 19 ainda é uma grande fazenda, mas que já tem elementos novos, com novas ideias circulando, que vão aparecer no cenário político também.

Confira a íntegra da entrevista clicando aqui: 'República não garantiu fim de mecanismos que reproduzem ...


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Prefeitura de Paulista

17/11


2019

Incoerência tem nome

Após apoiar Aécio no segundo turno depois da morte de Eduardo Campos e apoiar Haddad nas eleições passadas, a cúpula do PSB pernambucano almoçou, hoje, com Lula num hotel da cidade. Provaram do mesmo menu Renata Campos, viúva de Eduardo Campos, João Campos, filho do ex-governador e pré-candidato a prefeito do Recife, e o prefeito Geraldo Júlio.

Cena, realmente, de cinema. Na pauta, com certeza, a fritura da candidatura de Marilia Arraes, deputada federal e neta do ex-governador Miguel Arraes, pré-candidata à prefeita do Recife pelo PT.

Isso mostra muita coisa, uma delas é que Lula não mudou nada. Para ele, no reino da falsidade, vale tudo. Tanto que vai, numa postura cínica, jantar com Marília.


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Prefeitura de Serra Talhada

17/11


2019

A chegada de Lula no Recife

Portal FolhaPE

O ex-presidente Lula chegou a um hotel, em Boa Viagem, por volta das 14h20. Ao chegar, foi recepcionado por seus apoiadores. Aos gritos de "Lula livre", o ex-presidente tirou fotos e abraçou várias pessoas. Questionado pela reportagem sobre o encontro, Lula desconversou. Ele apenas afirmou que ainda não sabia o que seria discutido no almoço.

A expectativa é que o petista deixe o hotel às 16h e siga ao Pátio do Carmo, no Centro do Recife, onde discursará no Festival Lula Livre. No hotel, além dos apoiadores, uma comitiva do PSB, e políticos de outras legendas. Entre eles, a viúva do ex-governador Eduardo Campos, que chegou por volta das 13h50, acompanhada dos filhos, o deputado federal João Campos e Eduarda Campos. O prefeito do Recife, Geraldo Julio, também está presente.

A namorada de Lula, Rosângela Silva, acompanhou o petista em sua chegada, junto com o ex-candidato do PT à Presidência em 2018, Fernando Haddad.


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17/11


2019

Após festival, Marília Arraes oferece jantar a Lula

Após o festival Lula Livre, que acontece no Pátio do Carmo, no bairro de Santo Antônio, onde o ex-presidente Lula é esperado para discursar aos seus apoiadores, a deputada federal Marília Arraes (PT) oferecerá um jantar em sua residência, no bairro de Apipucos, para o ex-presidente e seletos convidados.

Segundo informações extra-oficiais, o ato é um sinal de apoio de Lula à candidatura de Marília à Prefeitura do Recife, no próximo ano. Entre os convidados, o senador Humberto Costa (PT) vai estar presente.

Neste momento, Lula almoça no hotel Atlante Plaza, em Boa Viagem, com nomes da política como a vice-governadora, Luciana Santos (PCdoB), o prefeito do Recife, Geraldo Júlio (PSB), o ex-presidenciável do PT em 2018, Fernando Haddad, o deputado federal Renildo Calheiros (PCdoB), Renata Campos, viúva do ex-governador Eduardo Campos, o seu filho e deputado federal, João Campos (PSB), além da deputada estadual Marília Arraes.


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Prefeitura de Limoeiro

17/11


2019

EUA e China: Os impactos da guerra comercial

Foto: Agência Brasil

Do Terra - Por Estadão

 

Ernesto Lozardo*

Os EUA importaram US$ 488 bilhões da China em 2018, 15% do total das importações. Elas tiveram um papel importante na redução dos preços internos e, por conseguinte, na estabilidade da renda social. O déficit em conta corrente dos EUA monta US$ 500 bilhões, 2,4% do PIB. O governo Trump pretende reduzir esse déficit, começando pelas importações da China. Estima-se que tal déficit esteja em torno de US$ 375 bilhões. A primeira medida foi elevar a tarifa em 15% sobre US$ 200 bilhões das importações chinesas. Agora, aumentou 5% sobre US$ 300 bilhões. A China retaliou. Impôs 10% de tarifas sobre US$ 75 bilhões, o que representou 65% das exportações dos EUA para a China, que somaram US$ 118 bilhões em 2018.

O relevante é conhecer o quanto das exportações chinesas e dos EUA impacta no crescimento do produto de cada país. Assim, precisa-se considerar o conteúdo de valor adicionado das exportações no PIB. Na China, ele representou 25% em 2015. Isso significa que cada dólar exportado para os EUA gerou US$ 0,25 no PIB chinês. Já nos EUA, o conteúdo de valor adicionado das exportações para a China correspondeu a 50% em 2015. Assim, cada dólar exportado para a China contribuiu com US$ 0,50 no PIB norte-americano - praticamente o dobro do conteúdo de valor adicionado das exportações chinesas para os EUA.

Se as medidas de contenção das importações chinesas chegarem a 50%, as exportações da China para os EUA cairão pela metade, ou seja, para 1,7% do PIB. O efeito sobre o PIB chinês seria uma redução de 0,43% (1,7 x 0,25). Ao serem consideradas todas as rodadas de exportações e os efeitos negativos dessa medida sobre o valor agregado das exportações chinesas para os EUA, ao fim, em termos de valor agregado, a perda total no PIB chinês é estimada em 66%. Assim, o resultado negativo das exportações no PIB chinês seria de 1,12% (1,7 x 0,66). O impacto das medidas protecionistas dos EUA no PIB chinês, supondo uma taxa média de crescimento em torno de 5,7% ao ano, reduziria o crescimento do PIB em 1,12%, ou seja, a taxa de crescimento da China seria de 4,58%. Considerando o valor do PIB chinês em US$ 12,2 trilhões, a perda no PIB seria equivalente a US$ 137 bilhões. Portanto, o resultado negativo dessa limitação das exportações no PIB chinês seria de 1,1%. É um porcentual pequeno, mas impacta negativamente no crescimento global.

A política de contenção das importações chinesas reduzirá o déficit norte-americano com os chineses, mas o déficit da conta corrente permanecerá, importando bens e serviços de outras nações, como Brasil, Camboja, Vietnã, Bangladesh, Coreia do Sul, etc. O embate político-comercial resultará num acordo limitado de cooperação. A China reduzirá as exportações de bens de consumo e aumentará as importações de commodities dos EUA.

Caso o presidente Trump seja reeleito, a guerra comercial continuará, confrontando as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), desencadeando uma onda comercial protecionista, influindo negativamente no crescimento econômico mundial, que deverá ficar em torno de 3%, por seu turno, mantendo juros reais baixos e ou negativos e expondo a fragilidade do sistema financeiro internacional: um cenário de alto risco.

*PROFESSOR DE ECONOMIA DA EAESP-FG


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Capacitação de Candidatos

17/11


2019

Geraldo, Renata e João Campos recebem Lula em Hotel

Blog da Folha

Na expectativa pela chegada do ex-presidente Lula ao hotel Atlante Plaza, em Boa Viagem, vários políticos e autoridades começam a se reunir. Entre eles, a viúva do ex-governador Eduardo Campos, que chegou por volta das 13h50, acompanhada dos filhos, o deputado federal João Campos e Eduarda Campos. O prefeito do Recife, Geraldo Julio, também está presente.

Além deles, o vice-prefeito do Recife, Luciano Siqueira, o secretário de Meio Ambiente, José Bertotti, o presidente estadual do PSB, Sileno Guedes, e os deputados estaduais Fabíola Cabral e Aglailson Júnior aguardam Lula. Lula deve se reunir com os políticos no hotel antes de seguir para o festival Lula Livre, no centro da cidade.

Pessoas começam a se aglomerar na frente do hotel para recepcionar Lula. Apoiadores com camisas vermelhas e em homenagem ao ex-presidente e também com protestos contra a privatização da CHESF, proposta pelo Governo Federal, estão no local.

A governadora em exercício, Luciana Santos (PCdoB) também compareceu para recepcionar o presidente e informou que Lula já está no Recife. De acordo com ela, haverá apenas "um almoço informal" para o ex-presidente. A namorada de Lula, Rosângela da Silva, também está presente. Ela chegou acompanhada pelo candidato pelo PT à Presidência, em 2018, Fernando Haddad.

Em sua chegada, o ex-presidente Lula desconversou e disse não saber como será a programação de hoje. A previsão é de que Lula deixe o hotel rumo ao Pátio do Carmo por volta das 16h.


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Magno coloca pimenta folha

17/11


2019

Povo aguarda discurso de Lula em festival no Recife

Foto: Reprodução Facebook - Teresa Leitão

O Festival Lula Livre, que contará com a presença do ex-presidente na tarde de hoje, já começou a ser realizado no Pátio do Carmo, no Centro do Recife, desde às 12h. De acordo com uma programação divulgada pela organização, o petista deve aparecer por volta das 17h20, quando fará um discurso de uma hora, em média. As informações são do Diário de Pernambuco.

O palco também já recebe shows de vários artistas. Ainda segundo a programação, nomes locais como Feiticeiro Julião e Romero Ferro já se apresentaram. Chico César, Marcelo Jeneci, Odair José, Otto, Lia de Itamaracá, Mundo Livre S/A e Francisco El Hombre são outros nomes escalados. A previsão é que o festival se encerre por volta das 21h30.

Políticos aliados a Lula também já se encontram no local. A deputada federal Marília Arraes (PT), a vice-governadora Luciana Santos (PCdoB), o senador Humberto Costa (PT) e a deputada estadual Teresa Leitão (PT) são alguns nomes presentes no evento.


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Banner de Arcoverde

17/11


2019

Bolsonaro: medidas para que empresas se tornem competitivas

Foto: José Cruz/Agência Brasil

Boa notícias

 

Por Carlos Brickmann

O Governo está reduzindo a zero as alíquotas de importação de quase 500 bens de capital e 34 bens de informática e telecomunicações. Com isso, as empresas brasileiras ganham condições de renovar equipamentos e reduzir custos, tornando-se mais competitivas. 

Esta política vem sendo executada discretamente desde o início do Governo Bolsonaro: 2.300 produtos foram liberados de impostos de importação, incluindo remédios para Aids e câncer, máquinas para produzir medicamentos, equipamentos médicos para exames e cirurgias, máquinas pesadas para construção e robôs industriais.


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JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

Eita! publicou uma verdade positiva do Governo. Espero que pelo menos, reflita que não consegue mais enganar a população.


Shopping Aragão

17/11


2019

"A ideia, que parecia absurda, da renda universal, não sei mais se é absurda"

Para ex-presidente, a mudança da forma de produção, que aumenta sem a criação de emprego ou renda, levará à necessidade de políticas de distribuição de renda.

Fernando Henrique Cardoso Wilson Dias/Agência Brasil

Do Terra - Por Marcelo Godoy, Paula Reverbel e Pedro Venceslau, do Estadão

 

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso lançou recentemente o quarto último volume de seu Diários da Presidência. Para ele, a crise das representações nos dias de hoje só será resolvida por meio da participação popular. O ex-presidente acredita ainda que a mudança da forma de produção - que aumenta sem a criação de emprego ou renda - levará à necessidade de políticas de distribuição de renda. Só assim seria possível reafirmar valores como os da liberdade e da igualdade, vindos da Revolução Francesa. Eis aqui a sua entrevista.

Presidente, a República completa 130 anos. Quais os valores o senhor pensa que devem ser reafirmados por todos e quais devem ser acrescidos aos que fundaram a nossa República?
Nós não sabemos ainda como vamos organizar a relação entre a população e o poder. A democracia organizou essa relação por meio dos partidos, da representação, das grandes discussões, Rousseau. Isso está em crise. O que está em crise é tudo o que foi construído desde o século 18. Mudou o quê? Mudou a forma de relação das pessoas e a forma de organização da produção. Qual vai ser a expressão política disso? Por que está em crise nos Estados Unidos, na Itália e no Brasil? Onde não está em crise? Onde tem ditadura, onde não tem liberdade. Onde tem liberdade, as pessoas não estão contentes com as organizações políticas. Eu não jogo fora os partidos e as representações. Estou simplesmente dizendo que nós temos de levar em consideração que os partidos e a representação foram postos em causa pela capacidade que as pessoas têm de reagir por elas próprias. E nós não temos solução pronta para isso.

A educação seria uma forma de resolver isso?
A educação faz parte desse processo de autonomização. O que nós estamos assistindo é a uma certa autonomização, apesar de haver uma certa personalização da política. Ao mesmo tempo você tem autonomização e personalização porque as estruturas organizadas intermediárias estão ficando bamboleantes, estão balançando. Qual era minha discussão geral até hoje? Muita gente não está percebendo é que nós estamos em outra época, na época da globalização. Escrevi minha teses de livre-docência sobre o empresariado nacional. Naquela época, em 1963, o livro foi publicado em 1964, naquela época você tinha a ideia de que íamos repetir a história da Europa. A burguesia que tinha interesses próprios e ia se aliar ao povo contra o imperialismo e o latifúndio. Quando fui fazer pesquisa, não tinha nada disso. Já havia um começo de integração muito maior do que se imaginava. Quando escrevi um livro mais tarde, no Chile, Dependência e Desenvolvimento, nós não sabíamos que estávamos escrevendo sobre globalização. Não havia a palavra. A palavra multinacional, que se usa banalmente hoje, foi criada em 1971. Eu escrevi o livro em 1967. Você estava tateando para entender o que estava acontecendo. Quando eu cheguei ao governo, a globalização era uma realidade, mas o pessoal achava que não era; a esquerda não entendia e dizia que isso era neoliberalismo.

Leia a entrevista na Íntegra aqui: 'A ideia, que parecia absurda, da renda universal, não sei ...


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JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

O Presidente que instituiu o Bolsa Bandido. O PT de gravata.



17/11


2019

Bolsonaro e os modos de governar de Collor e Jânio

Bolsonarismo colorido

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Por Carlos Brickmann

 

O Brasil se habituou a demonizar Fernando Collor, mas foi ele que iniciou a abertura de importações (obrigando a indústria brasileira a se tornar mais competitiva), criticou as multinacionais automobilísticas pelas “carroças” que produzia por aqui, acabou com o cheque ao portador, combatendo a lavagem de dinheiro. Em meio a inúmeras besteiras, a confrontos (evitáveis) de que parecia gostar e ao desprezo pela política, fez coisas boas. As besteiras o derrubaram. E Pedro, seu irmão, o levou de vez ao naufrágio.

Bolsonaro tem muito em comum com Collor: o desprezo pelos partidos (vai agora para o nono) e pela política, o gosto pelo confronto, a dificuldade de negociar os melhores caminhos para atingir seus objetivos. Tem feito boas coisas, também como Collor: os acordos com a China, na infraestrutura e na agroindústria, têm potencial para dar impulso à economia e gerar empregos. Boa parte das medidas econômicas facilitará os negócios, outra boa parte deve tirar das costas do Governo imensas despesas. A baixa inflação e os juros oficiais no ponto mais baixo da história são fatores importantes para a retomada do crescimento – se bem que alguém precisa convencer os bancos privados de que, ganhando sozinhos, logo não terão mais a quem esfolar.

O problema de governar por atrito é que atrito desgasta. Collor caiu e, não houvesse tantos atritos, teria ficado. Bolsonaro também detesta negociar e gosta de atritos. Como Collor, tem muitos inimigos. E também tem parentes.

Lembrando longe Jânio Quadros

Jânio Quadros foi um fenômeno político. Em 15 anos, passou de suplente de vereador em São Paulo a presidente da República. Dizia-se adversário dos ricos (“o tostão contra o milhão”), exigia a moralização dos costumes – chegou a se intrometer na moda feminina, condenando biquínis – atacava a imprensa, proclamava-se um homem do povo, que comia sanduíches no comício e tirava bananas do bolso por não ter almoçado ou jantado. Usava roupas surradas, amassadas, sempre com vestígios de caspa nos ombros, detestava partidos e publicamente renegava negociações.

Depois de sete meses de Presidência, incapaz de negociar sequer com seus partidários, como Carlos Lacerda, renunciou esperando voltar nos braços do povo. Não voltou.


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JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

Não adianta querer comparar um homem de bem com os políticos de outra estirpe e em circunstâncias, tempo e realidade de comunicação diferentes. Acredito que o Carlos Brickmann deveria se atualizar junto a população para saber que opiniões e artigos devem espelhar a verdade. O Brasileiro não mais se deixa enganar por essa esquerda que só fez afundar o País na incompetência e na corrupção.



17/11


2019

Estudo: Amazônia teve maior perda de floresta desde 2008

Desmatamento foi a principal causa das queimadas mais severas desde 2010 e fez da mata uma prisioneira do fogo.

Floresta queimada em área de desmatamento no Oeste do Pará Foto: Marizilda Crupp/Divulgação / Agência O Globo
O Globo - Por Ana Lucia Azevedo

As queimadas que arderam na Amazônia este ano, as piores desde 2010, são o lado mais visível da maior taxa anual de desmatamento registrada desde 2008. Os dados estão num estudo recém-publicado. Ele estima que mais de 10 mil quilômetros quadrados de floresta foram derrubados de agosto de 2018 a julho de 2019. O trabalho mostra que o desmatamento foi a principal causa das queimadas e que estas transformaram as matas incendiadas em prisioneiras do fogo, num ciclo vicioso que as torna mais vulneráveis a novos incêndios.

Publicado no periódico internacional “Global Change Biology” , o trabalho avaliou alegações do governo brasileiro sobre as queimadas na Amazônia em agosto de 2019, as quais foram consideradas como dentro de uma situação normal e “abaixo da média dos últimos anos”. Para fazer a análise que refuta essas alegações, os cientistas estimaram a área desmatada de agosto de 2018 a julho de 2019. Eles fizeram o cálculo baseados no fato de que o Prodes, programa do Inpe que mede a taxa anual de desmatamento e cujo número deste ano deverá ser anunciado amanhã, é, em média, 1,54 maior que as taxas de desmatamento medidas em tempo quase real a partir do sistema Deter-b .

Os dois sistemas são do Inpe. O Prodes mede o desmatamento anual, considerando o período de agosto de um ano a julho do ano seguinte. Já o Deter-b tem como finalidade principal dar alertas, mas indica tendências de área perdida. O Prodes costuma apresentar números maiores do que o Deter-b porque tem melhor resolução. Faz observações de 30 metros de resolução contra 250 metros do segundo, que não pega as derrubadas em áreas menores. Fontes que trabalham com análise de desmatamento afirmam que a metodologia do novo estudo oferece um retrato razoável do que acontece na Amazônia.

Confirmado o número amanhã, será a primeira vez desde 2008 que a área derrubada na Amazônia será superior a 10 mil quilômetros quadrados. A ecóloga das universidades de Oxford e Lancaster Erika Berenguer, uma das maiores especialistas em efeitos das queimadas na Amazônia e coautora da pesquisa, salienta que a área desmatada equivale a oito vezes o tamanho do município do Rio de Janeiro.

Viu isso? Entenda por que a Amazônia mobiliza o mundo

— Estimamos uma perda de 1,2 bilhão de árvores devido ao desmatamento. Ou seis árvores para cada brasileiro — diz ela.

O líder do trabalho, Jos Barlow, das universidades de Lavras (MG) e de Lancaster (Inlgaterra), explica que a alta taxa anual reflete o aumento acentuado no desmatamento mensal detectado pelo Deter-b. A área desmatada na Amazônia em julho de 2019 foi quase quatro vezes maior que a média do mesmo período entre 2016 e 2018. Já o número de incêndios em agosto de 2019 foi quase três vezes maior que em 2018 e o mais alto desde 2010, segundo o Inpe.

— Há fortes evidências de que o aumento das queimadas está ligado à elevação do desmatamento a patamares que não se via há mais de dez anos. É um retrocesso para o Brasil, que havia controlado a derrubada da Amazônia — diz ele.

O trabalho analisa os tipos de incêndio e descarta que fogo associado a práticas tradicionais de agricultura e pecuária tenha relação com o aumento. Tampouco incêndios florestais associados a fatores climáticos, já que este ano foi úmido dentro na normalidade. As queimadas são usadas tanto para induzir a degradação da floresta justificando sua derrubada posteriormente como para limpar as áreas onde a floresta já foi derrubada. O fogo transforma as árvores mortas caídas em cinzas e abre caminho para o gado e o homem. Está associado à invasão de terras públicas não destinadas e de unidades de conservação.

Prisioneiras do fogo

Um exemplo é a Floresta Nacional (Flona) de Jamanxim, no Pará, onde as queimadas aumentaram em 355% entre 2018 e 2019 — 44% acima da média de longo prazo. De acordo com o Deter, a Flona de Jamanxim é a unidade de conservação mais desmatada da Amazônia de 1 janeiro a 7 de novembro (data da última atualização). Ela perdeu 117,02 Km2.

— O crescimento do desmatamento, marcadamente em maio, junho e julho, é a causa do aumento das queimadas — afirma Jos Barlow.

Ele acrescenta que o desmatamento continuou a crescer em agosto, setembro e outubro, segundo o Deter. Para os pesquisadores, isso é um indicador de que 2020 estará sujeito a mais queimadas.

Os cientistas analisam também o que acontece com as florestas atingidas pelo fogo. Eles estudam unidades de conservação no Oeste do Pará que pegaram fogo em 2015. Naquele ano um intenso El Niño causou uma seca devastadora que facilitou a propagação de incêndios. Passados quatro anos, as matas estão verdes. Mas as cores enganam. A composição da floresta mudou. Grandes árvores deram lugar a um emaranhado de vegetação. A mata pós-fogo não tem a mesma biodiversidade e não oferece os mesmos serviços ecológicos que a floresta original. Também ainda é mais vulnerável a incêndios, pois o fogo se propaga com mais facilidade numa vegetação mais fina, seca e densa do que a floresta úmida.

Veja também: Cotidiano de catástrofe vai sendo naturalizado, diz ambientalista Ailton Krenak

— É até difícil chamar as matas queimadas de Floresta Amazônica, embora ainda assim contenham mais diversidade do que uma área desmatada. É uma mata aprisionada pelo fogo, à mercê de um ciclo vicioso que a faz queimar mais de uma vez — diz Berenguer.

Com a mata prisioneira, sofrem as pessoas que dependem dela. A pesquisadora Joice Ferreira, da Embrapa Amazônia Oriental, em Belém, diz que os extrativistas têm menos o que coletar. O fogo destrói a estrutura da floresta e ameaça a segurança alimentar das populações tradicionais da Amazônia.

Erika Berenguer lembra que a fórmula para combater o desmatamento é bem conhecida. O país chegou a reduzir a taxa em 80%. Em seu estudo ela, Barlow e os coautores Rachel Carmenta e Filipe França agradecem a contribuição de alguns cientistas que preferiram manter o anonimato. “Alguns colaboradores recusaram a coautoria neste trabalho para manterem-se no anonimato. Lamentamos que isso fosse necessário”, escreveram.

— O Brasil vive um retrocesso ambiental — destaca Berenguer.


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17/11


2019

PSL do Rio se aproxima do governador Wilson Witzel

Foto: Agência Brasil/via pleno news

Do Terra - Por Renato Onofre, do Estadão

 

A saída do presidente Jair Bolsonaro do PSL reaproximou o partido de um dos mais recentes desafetos da família: o governador do Rio, Wilson Witzel (PSC). Nesta semana, ele recebe a cúpula da legenda, liderada pelo seu presidente nacional, o deputado Luciano Bivar (PE), para consolidar o apoio da sigla ao Palácio Guanabara e discutir uma parceria nas eleições municipais do próximo ano.

O movimento vem sendo costurado desde setembro, mês em que o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) anunciou que o partido romperia, de forma unilateral, com o governo do Rio. O filho do presidente não gostou da atitude de Witzel, que deixou claro o seu interesse em concorrer à Presidência da República nas eleições de 2022. Flávio afirmou que o governador era um "ingrato" e que o seu comportamento beirava a "traição".

Agora, a manifestação de Bolsonaro em favor da criação de um novo partido, a Aliança pelo Brasil, abriu a possibilidade de uma reconciliação pública. Witzel ainda não definiu seu candidato à Prefeitura do Rio em 2020, mas analisa, de acordo com interlocutores, os nomes dos secretários Pedro Fernandes (Educação) e Cleiton Rodrigues (Governo). Uma outra opção seria trazer um representante da magistratura, como ele, para a disputa - uma juíza ligada à área da infância e juventude.

Nenhum dos três integra o PSL, mas Bivar não impôs resistência aos nomes sugeridos pelo governador. Para manter a ponte com Witzel, escalou o deputado Sargento Gurgel (PSL-RJ). Policial militar da reserva, Gurgel foi um dos parlamentares que ficaram ao lado do dirigente do PSL na crise envolvendo a disputa pelo comando do partido. Em troca, ele deve ganhar a direção estadual da legenda, que era comandada por Flávio, destituído do cargo na semana passada.

Confira a íntegra da reportagem aqui: PSL do Rio se reaproxima de Witzel


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17/11


2019

Procura por capacitação eleitoral está bombando

O I Curso de Capacitação para Candidatos às eleições de 2020, amanhã, ao longo de todo o dia, no Centro de Convenções, ainda dispõe de poucas vagas. Tem muita gente me enviando mensagens perguntando se pode se inscrever no local, antes do evento começar.

Segundo a advogada Diana Câmara, uma das organizadoras da capacitação, que contará com a presença até de ministro do TSE, no local só abrirá para inscrições se a capacidade do auditório não estiver lotada. Mas não será possível usar o desconto de 50%.

Fazendo agora, o interessado pode usar o cupom e pagar metade do valor. O código de desconto é: IDEPPE50

A procura está grande. Melhor garantir logo sua inscrição: www.ideppe.com.br.

 


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17/11


2019

Nova fase: MBL quer fazer política priorizando debate

Em seu Congresso, grupo explicita nova fase, defendendo o debate e contra teses radicais; convencer base é desafio.

Coordenador-geral do MBL, Renan Santos - Foto: Wikipédia

Do Terra - Por Matheus Lara, do Estadão

 

O Movimento Brasil Livre (MBL) vive um dilema. Após ganhar protagonismo nas ruas e estimular o "Fla-Flu" político em meio às crises que culminaram no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), agora o movimento diz que quer fazer política priorizando o debate. O problema é passar isso para sua base, ainda fortemente influenciada pelo antipetismo e pela postura bélica nas redes sociais.

Nos últimos dois dias, o movimento realizou seu 5.º Congresso Nacional em São Paulo. Foi um evento marcado pelo mea-culpa onde, diferente das edições anteriores, o MBL tentou se afastar da pecha de grupo radical para se vender numa versão "3.0".

"Ajudamos a criar essa espetacularização que incentiva gente como Daniel Silveira (PSL-RJ) a quebrar a placa de Marielle (Franco, vereadora do Rio pelo PSOL, assassinada em 2018) e ser eleito deputado federal baseado nisso. Nós temos culpa no cartório", disse o coordenador-geral Renan Santos. "Transformamos política em espetáculo e um monte de vagabundo veio à reboque fazer a mesma coisa sem responsabilidade."

Apesar da iniciativa inédita do MBL de convidar até palestrantes da esquerda para o evento (o deputado federal Júlio Delgado, do PSB, participou de um debate sobre reforma política), o congresso mostrou que a mudança enfrenta resistências na "base". O ex-presidente Michel Temer também participou do evento.

Com mais de 2,2 mil ingressos vendidos, o evento reuniu lideranças locais dos quase 220 núcleos do MBL no País. Entre esses líderes, o alinhamento à nova fase do grupo ficou evidente - mas eles falam com cautela sobre a base de simpatizantes e apoiadores do grupo.

Influente nas redes sociais, o MBL tem mais de 3 milhões de seguidores no Facebook, 854 mil no Instagram e 473 mil no Twitter.

Líder nacional do movimento, o deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP) falou em "dificuldade". "Os coordenadores estão em bastante sintonia. A maior dificuldade é transmitir para a base", disse Kim. "O desafio é como aprofundar o debate com interesse sem se deixar levar por um ambiente de polarização superficial."

O coordenador do MBL na Bahia, Siqueira Costa Júnior, aposta no diálogo para chegar à base. "A gente já passou por esse momento de rage (raiva), de não querer conversar. Mas a gente entende que existe a possibilidade do diálogo para acabar com isso", afirmou.

Líder do grupo em Santa Catarina, Débora Riggenbach entende a dificuldade como parte do da pluralidade que diz ver no MBL. "A gente tem membros de diversas ideologias. É algo que respeitamos. Nossas lideranças estão alinhadas, às vezes tem conflito, mas conversamos e em reuniões passamos isso para a base."

Apesar da instrução clara por diálogo e debate, o clima de provocação e ataques irônicos a adversários foram comuns entre palestrantes e o público no congresso do MBL, como nos momentos de aplausos calorosos a críticas ao PT e ao governo Jair Bolsonaro (PSL) ou as vaias em menções ao Supremo Tribunal Federal (STF).

O deputado estadual Arthur do Val (DEM-SP), apresentado como futuro candidato a prefeito de São Paulo com o apoio do grupo, destoou ao falar sobre o novo momento do grupo. Ele reconhece que houve "radicalização", mas não concorda com a mea-culpa. "O MBL não errou", disse Arthur ao Estado. "A espetacularização da polarização foi extremamente necessária."

Grupo busca se afastar do bolsonorismo

O MBL aproveitou o congresso também para tentar se afastar do bolsonarismo, que acusou de usar "milícias digitais" e de fazer uma "negação conveniente da política". "Fazer política é muito diferente do discurso da rede social. É o que nos diferencia hoje do bolsonarismo", disse Renan Santos.

O advogado do grupo, Rubinho Nunes, comparou bolsonaristas a apoiadores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). "Não dá para alguém ser de direita dizendo 'Bolsonaro, eu te amo', sendo subserviente ao presidente da República a qualquer ato. As pessoas que estavam na porta da superintendência da PF em Curitiba gritando 'Lula, eu te amo' são iguais àquelas que estavam na Paulista gritando 'Bolsonaro, eu te amo'".


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17/11


2019

Partido novo de Bolsonaro

Reprodução/Facebook do partido
Por Carlos Brickmann

 

Bolsonaro anunciou oficialmente sua saída do PSL, pelo qual se elegeu. Tentará bater um recorde: fundar um novo partido, Aliança para o Brasil, até março, para que possa apresentar candidatos às eleições municipais de 2020. É difícil: o PSD, comandado por Gilberto Kassab, que conhece o mecanismo da política, e com a ajuda de um mestre do assunto, Guilherme Afif, levou o dobro do tempo. O prazo é o principal problema da nova legenda. Dinheiro é o problema seguinte: as verbas são distribuídas segundo a bancada federal, e o novo partido não tem bancada. Quem sair do PSL fica sem verba para a eleição. Pode perder também o mandato, pela Lei da Fidelidade Partidária.

Bolsonaro colocou no comando da organização do partido o advogado Admir Gonzaga, que é do ramo. No comando político, seu filho 03, Eduardo. Jogada de risco: se, presidente, Bolsonaro não conseguir fundar um partido viável, terá dado a indicação de que não tem poder político. Daí a uma tentativa de impeachment a distância é curta. Bolsonaro, imagina-se, fez todo o cálculo. Collor e Jânio também fizeram o cálculo e ficaram no caminho.


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Comentários

Fernandes

Voz da experiência: Collor diz que Bolsonaro repete seus erros e antevê impeachment..

Fernandes

Este País precisava de mais Chilenos, Equatorianos e menos Brasileiros.

JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

Esse Carlos Brickmann ainda pensa que o povo é idiota. O Collor foi deposto por não ter o apoio do povo, principalmente por ter feito o confisco da poupança. O Jânio renunciou. Esses jornalistas continuam a desinformar e se comportar como canalhas. Querer comparara o Bolsonaro com o Collor e o Jânio, é de uma desonestidade intelectual sem limites.