FMO janeiro 2020

20/09


2019

Dono do DP descarta Bolsonaro e resgata Joezil

EXCLUSIVO

Novo acionista majoritário do Diário de Pernambuco, o advogado Carlos Frederico Vital, 58 anos, negou, há pouco, em entrevista ao blog, que tenha qualquer vinculação política ou empresarial com o presidente nacional do PSL, deputado federal Luciano Bivar. Embora eleitor do presidente Bolsonaro, negou, igualmente, que tenha planos para mudar a linha editorial do jornal, em defesa sistemática do Governo. “Faremos um jornalismo plural e imparcial, fiel à história do jornal mais antigo em circulação na América Latina”, afirmou.

Frederico negou que seja sócio da Vitarella, conforme foi ventilado também. Sobre seu perfil, explicou que advoga há mais de 30 anos, tem negócios no Rio de Janeiro (estacionamento) e uma locadora, vivendo na ponte aérea Recife-Rio. Ressaltou que, além de residência no Recife, tem também uma casa de campo em Gravatá, “cidade que adoro”, enfatizou. Quanto aos seus planos, disse que o primeiro é trazer de volta ao jornal o condômino afastado Joezil Barros.

“O Diário é um gigante adormecido e eu preciso de profissionais da grandeza e dimensão de Joezil Barros”, destacou. Frederico disse, ainda, que assumiu sozinho o novo empreendimento estimulado pela experiência no convívio com a imprensa esportiva, desde que foi diretor do Sport Club do Recife. “Minha única experiência no jornalismo vem dessa época, principalmente quando atuei na Associação dos Cronistas Desportivos de Pernambuco”, explicou.

Frederico se negou a revelar os valores da transação que tirou o DP das mãos do Grupo Rands, dos irmãos Alexandre e Maurício. “Não gostaria de antecipar números”, disse. Contrariando o que se ouve no mercado, o novo dirigente do jornal garantiu que não assume uma massa falida. “Assumo uma grife do jornalismo brasileiro, um orgulho da mídia nacional”, acrescentou. Ele garantiu que toma posse como presidente do Diário na próxima segunda-feira e que aguarda apenas a volta de Joezil dos Estados Unidos para fazer o convite formal da sua volta.


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Detra maio 2020 CRLV

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06/06


2020

PCC põe em risco população de Surubim e Casinhas

Houldine Nascimento, da equipe do blog

Surubim e Casinhas, duas cidades vizinhas no Agreste Setentrional, se tornaram territórios de atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC), conforme relatam moradores e policiais. A população dos dois municípios assiste com apreensão aos acontecimentos da última semana, que resultaram no assassinato a tiros de fuzil do comissário José Rogério Duarte Batista, no sábado passado, após pedir proteção por ameaças que vinha sofrendo.

Os criminosos cometeram o homicídio durante o dia, em uma avenida movimentada de Surubim, o que foi interpretado pelos moradores da cidade como um “recado” da organização oriunda de São Paulo. Um morador, que não se identificou com medo de represália, revelou que o delegado da cidade foi avisar nas residências para que permanecessem em casa por questões de segurança. “Ele falou para a gente que se escutasse algum tiro, se abaixasse dentro de casa”, detalhou.

Outros policiais também sofreram ameaças e prestaram boletim de ocorrência na última quarta (3). Engana-se quem pensa que o clima de tensão é recente. Há relatos da presença de uma célula do PCC em Surubim desde 2015. O local seria estratégico para a organização criminosa por ser uma importante rota no Agreste para atuações de diversas ordens, como tráfico de drogas e assaltos de cargas.

Ainda em 2015, integrantes do PCC teriam incendiado um ônibus, além de metralhar casas e marcar algumas delas com a sigla do grupo. A situação fugiu do controle a ponto de policiais, amedrontados com o poder de fogo dos criminosos, solicitarem remoção.

O caso preocupa o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol), Áureo Cisneiros, que tem feito diversas reuniões com agentes das duas cidades e com o chefe da Polícia Civil no Estado, Nehemias Falcão. “A Polícia Civil tem organizado operações, mas há uma dificuldade em Surubim com o Judiciário porque os pedidos de busca e apreensão e de prisão não estão sendo liberados. Isso tem sido a grande dificuldade”, alerta.

Há um receio de que o PCC domine outros municípios importantes do Agreste, como Caruaru e Santa Cruz do Capibaribe. “Essa célula do PCC está começando a se enraizar, colocar seus tentáculos no Agreste todo. A gente identificou isso porque o Sinpol esteve dois dias seguidos e conversou com moradores. Há uma preocupação para que a organização não se instale de uma vez em Pernambuco. O Estado tem que estar presente”, prossegue Cisneiros.

De acordo com ele, a célula do Primeiro Comando da Capital se instalou na comunidade de Chatinha. A situação é tão tensa que a polícia chegou a colocar cavaletes na Avenida São Sebastião, nas imediações da Delegacia de Surubim.

Em grupos de WhatsApp, mensagens atribuídas aos criminosos festejam a morte do policial José Rogério, além de circular a informação de que eles oferecem R$ 5 mil reais para cada policial que for assassinado, conforme pontua o presidente do Sinpol.

Ontem à tarde, houve uma tentativa de operação policial em Surubim e Casinhas, com dezenas de agentes deslocados para os municípios em busca dos assassinos de José Rogério, conforme atestam imagens recebidas pelo blog.

Este foi o segundo homicídio relacionado ao PCC na região. Em 2019, o policial militar Carlos Alberto Santos de Sousa foi morto a tiros de fuzil em Casinhas.

Nossa reportagem entrou em contato com a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco para obter informações sobre as denúncias, mas não obteve resposta até o momento.


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Abreu e Lima - Maio

06/06


2020

Evangélicos precisam acordar para momento do País

Por Edson Alves

Em que mundo a Igreja Evangélica está vivendo? Essa é a pergunta que não quer calar. Vemos líderes das nossas igrejas estendendo as mãos para "abençoar" um presidente que não respeita a Constituição do país do qual ele foi eleito para cumprir; despreza as orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS), zomba das famílias e das milhares de mortes de Covid-19, como ele mesmo disse: "E daí?". Ridiculariza o STF, que é o guardião da Carta Magna da Nação.

Além disso, em seu discurso, defende e apoia abertamente o fechamento do Congresso Nacional, seus filhos não são bons exemplos para o país, é a favor de armar a população e do desmatamento. Apesar de tudo isso, tem o apoio daqueles que deveriam tratar com seriedade e autoridade o que receberam de Deus, e não serem complacentes.

"E Daniel propôs no seu coração não se contaminar com a porção das iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia", diz o trecho bíblico do livro de Daniel, capítulo 1, versículo 8.

Com certeza, nossos líderes evangélicos precisam deixar de se ofuscar com as "luzes" do Palácio do Planalto, e olhar para Cristo Jesus, que o motivo da nosso viver. 

"Que a Igreja de Cristo não deve se acomodar com as coisas desse mundo, mas ter o entendimento da Palavra de Cristo", Romanos 12:2. 

Também acho importante ressaltamos outro versículo para seguirmos a palavra.

"Que a verdade de Cristo Jesus é que nos liberta, e não a filosofia humana", João 8:32. Salmo 1. 

Temos o dever de orar pelas autoridades, mas nunca compactuar e chancelar seus desmandos e loucuras. Acorda, Igreja de Cristo Jesus, enquanto é tempo!

*Radialista e Assistente Social


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Prefeitura do Ipojuca

06/06


2020

"Igreja Católica não faz barganhas", rebate CNBB

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) chegou a se pronunciar sobre uma matéria veiculada, hoje, no Estado de São Paulo, que afirmava que as redes de televisão católicas ofereciam apoio ao governo Jair Bolsonaro em troca de patrocínio. Uma nota assinada em conjunto com a Rede Católica de Rádio e a Signis Brasil traz a posição oficial da instituição.

Leia a nota na íntegra:

Sobre a reportagem “Por verbas, TVs católicas oferecem a Bolsonaro apoio ao governo”, com a manchete na primeira página “Ala da Igreja Católica oferece a Bolsonaro apoio em troca de verba”, do jornal O ESTADO DE SÃO PAULO em 06.06.20, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por meio da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação, juntamente com a SIGNIS Brasil e a Rede Católica de Rádio (RCR), associações que reúnem as TVs de inspiração católica e as rádios católicas no Brasil, esclarecem que não organizaram e não tiveram qualquer envolvimento com a reunião entre o presidente da República, Jair Bolsonaro, representantes de algumas emissoras de TV de inspiração católica e alguns parlamentares, e nem ao menos foram informadas sobre tal encontro. 

Informamos que as emissoras intituladas “de inspiração católica” possuem naturezas diferentes. Algumas são geridas por associações e organizações religiosas, outra por grupo empresarial particular, enquanto outras estão juridicamente vinculadas a dioceses no Brasil. Elas seguem seus próprios estatutos e princípios editoriais. Contudo, nenhuma delas e nenhum de seus membros representa a Igreja Católica, nem fala em seu nome e nem da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que tem feito todo o esforço, para que todas as emissoras assumam claramente as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil. 

Recebemos com estranheza e indignação a notícia sobre a oferta de apoio ao governo por parte de emissoras de TV em troca de verbas e solução de problemas afeitos à comunicação. A Igreja Católica não faz barganhas. Ela estabelece relações institucionais com agentes públicos e os poderes constituídos pautada pelos valores do Evangelho e nos valores democráticos, republicanos, éticos e morais. 

Não aprovamos iniciativas como essa, que dificultam a unidade necessária à Igreja, no cumprimento de sua missão evangelizadora, “que é tornar o Reino de Deus presente no mundo” (Papa Francisco, EG, 176), considerando todas as dimensões da vida humana e da Casa Comum. É urgente, sim, nestes tempos difíceis em que vivemos, agravados seriamente pela pandemia do novo coronavírus, que já retirou a vida de dezenas de milhares de pessoas e ainda tirará muito mais, que trabalhemos verdadeiramente em comunhão, sempre abertos ao diálogo.


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06/06


2020

Sobre Carlos Wizard e a ocultação de mortes

Por Fernando Castilho

Carlos Wizard é o exemplo clássico daquele sujeito que tem uma ideia brilhante, cria um negócio extraordinário, vende para uma multinacional e fica rico. Mas descobre que não sabe fazer outra coisa. Investe num monte de negócios diferentes até que volta ao ramo e descobre que deixou de ser protagonista para ser coadjuvante. E aí fica procurando ser ouvido usando o referencial do negócio que criou. Mas ninguém mais presta atenção nele.

Esse perfil pode explicar por que um bilionário decide aceitar um cargo de segundo escalão, num governo como o de Jair Bolsonaro, numa área que nunca teve qualquer interesse, mas que julga ser conhecer a partir do negócio que o tornou conhecido. 

E, como sempre acontece, chega falando “com profunda autoridade” sobre um assunto que “rigorosamente” não conhece. Cai no ridículo.

A ideia do “futuro” secretário de C&T, do Ministério da Saúde, de revisitar os números de mortos da covid-19, o colocará no mesmo lugar que foi colocada a atriz Regina Duarte, e de tantos outros, que emprestaram seu belíssimo currículo na área em que fez sucesso e que acaba sendo marcado para o resto da vida pelo fracasso na nova empreitada. 

Isso já atinge, inclusive, a carreira de oficiais brilhantes que veem sua imagem destruída ao associá-la ao governo. Virou uma marca no Governo Bolsonaro.

Mas o caso de Wizard promete sem mais interessante. Ele chega com uma dessas ideias risíveis que os técnicos do setor olham o novato, não acreditam e perguntam: “Como?” 

Perguntam com aquele olhar irônico. Ou como diária o cantor, humorista e deputado federal Tiririca no seu celebre bordão: “Quem é cantor?”

A ideia de Wizard é recontar os mortos com a intenção de “investigar” quem, de fato, morreu de covid-19 e os que morreram de outras doenças. Bom, se o Ministério da Saúde fizer isso com a eficiência que Wizard tinham no controle de suas antigas escolas de inglês, vai descobrir o inverso: 

O Brasil não apenas está subnotificando os mortos por covid-19 e o número de infectados. Mas não estamos nem contando quem, de fato, morreu da doença.

É que apenas alguns estados - Pernambuco no meio - estão fazendo um procedimento simples, mas que nos assegura mais eficiência: Quando o paciente entra na UTI, ou na enfermaria com sintomas mais grave, tem prioridade na testagem. 

O procedimento assegura que, se falecer ou se recuperar, tem a certeza de que foi vítima da doença. Alias é o quem colocado Pernambuco na cabeça das estatísticas. Ao menos os pacientes graves se testam.

Se esse fosse o padrão em todos os estados brasileiros, os números de mortos estavam maiores pois o que hoje está registrado “embute” milhares de casos que foram classificados apenas como Síndrome Respiratória Aguda Grave SRAG, quando foram covid-19.

Tem mais: nos estados - com falta grave de testagem - centenas de pessoas estão sendo enterradas sem testagem com causas indeterminadas. É isso que está subnotificando o números de mortos não o contrário. 

A proposta de Wizard é feito aquela ideia de Teich de querer testar todo mundo. Se tivesse conseguido especialmente com os exames RT PCR, os números estariam muito maiores. 

Então, a menos que seja uma coisa deliberadamente desonesta para esconder mortos, a ideia de recontar os sepultamentos poderia ter a vantagem de ampliar, inclusive, nos cartórios de registro civil que terão um quadro mais próximo da realidade.

Imagine se o comportamento de Recife e São Paulo - que fazem o exames RT-RCR com todo paciente que precisar de internação passar a ser um padrão? Ou que isso seja aplicado em todas as UPAS e se puder identificar lá na ponta um portador de covid-19?

O mais curioso desse tipo de “ideia genial” para melhorar os relatórios do MS é que encontra guarida por quem está sendo saber o que fazer quadro exibido no Jornal Nacional?

O problema é que a desorganização do Ministério da Saúde está tão seria que até a contagem está sendo posta em dúvida. É uma planície e ideia malucas.

Ninguém está discutindo como fortalecer as ações que deram certo em algumas capitais, a revisão das que se mostram erradas. E não temos ações efetivas do ministério da Saúde mandando respiradores e suprimentos. 

Se você olhar com mais atenção, o próprio currículo do general Pazzuello está erodindo. Quando ele foi para o MS, a sua missão era de que seus conhecimentos de logística resolvessem os gargalos na entrega de suprimentos. 

Isso não aconteceu. E no ministério cheio de militares fardados, as pessoas já viram que os gargalos continuam. E o currículo do general Pazzuello hoje já e menor do que quando entrou. Ele pode receber a quarta estrala de general de exército, mas sua missão do MS não tem como ser de sucesso. 

Então o que vai acontecer com Carlos Wizard é o que hoje já acontece no setor de educação de idiomas quando ele chega sempre com assessores. As pessoas olham, lembram dele vagamente, mas ninguém está interessado no que tem a dizer. Virou “o cara que foi”. Vai ser assim também no ministério da Saúde.

*Jornalista titular da coluna JC Negócios, do Jornal do Commercio


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Banco de Alimentos

06/06


2020

"Manipular estatísticas é manobra totalitária", diz Gilmar

Houldine Nascimento, da equipe do blog

O ministro do STF Gilmar Mendes se pronunciou, há pouco, sobre a restrição de dados relacionados à Covid-19 que o Ministério da Saúde tem feito nos últimos dias, além da tentativa de recontar mortos pela doença.

Mendes foi incisivo ao declarar que "a manipulação de estatísticas é manobra de regimes totalitários. Tenta-se ocultar os números da Covid-19 para reduzir o controle social das políticas de saúde. O truque não vai isentar a responsabilidade pelo eventual genocídio. #CensuraNao #DitaduraNuncaMais".

O recado dado ao governo Bolsonaro acirra a já desgastada relação entre o Executivo e o Judiciário do Brasil. Na próxima terça-feira (9), às 19h, Gilmar Mendes será entrevistado pelo jornalista Magno Martins, titular deste blog, em uma live no Instagram @blogdomagno.


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Prefeitura de Serra Talhada

06/06


2020

O vírus está vencendo Trump

Por Marcelo Tognozzi

A cena do policial branco com o joelho no pescoço de um negro, como se estivesse num safari exibindo seu troféu de caça, calou fundo na sociedade dos Estados Unidos. A morte com requintes de perversão mostra a cara feia da pior crise desde 1929. Num dia os americanos viviam num país próspero, a economia bombando, consumo a mil por hora e pleno emprego, tudo muito seguro e confortável. No outro, acordaram sem emprego, sem crédito, empresas fechando, a pobreza crescendo a cada minuto com a grande maioria expulsa da zona de conforto.

Os jovens foram para as ruas. George Floyd, o homem negro transformado em troféu de caça pela brutalidade racista, agora é símbolo dos protestos que tomaram o país. O racismo –melhor: a segregação– existe nos Estados Unidos desde sempre. Está na gênese de uma sociedade nascida de um punhado de segregados pela religião, expulsos da Inglaterra, que embarcaram no May Flower para colonizar as terras do outro lado do Atlântico.

Os Estados Unidos nunca foram uma sociedade igualitária, embora a sua luta pela independência em 1776 tenha inspirado os franceses na sua revolução em 1789. A diferença era que na América só havia a liberdade. A igualdade e a fraternidade vieram depois, por conta dos franceses. A luta pela igualdade na sociedade americana vem de muito longe. Negros e imigrantes foram massacrados por séculos, os índios praticamente dizimados junto com os búfalos. Apesar do intenso movimento pelos direitos civis, de Luther King e Malcon X, os negros somente puderam exercer plenamente o direito ao voto nos anos 1970, como registra o professor Alexander Keyssar no clássico “The Right to Vote”.

O movimento surgido com a morte de Floyd era algo há muito entalado na garganta da grande maioria dos americanos, sejam negros, latinos, asiáticos, indígenas, árabes ou judeus. O rápido empobrecimento de muitos e a perspectiva concreta da pobreza de outros tantos igualou as etnias pelas mesmas necessidades de sobrevivência que todos os seres humanos. É como aquela letra dos Titãs: “Miséria é miséria em qualquer canto. Riquezas são diferentes”.

O discurso violento e desafiador do presidente Donald Trump perdeu consistência diante da tragédia de uma pandemia que já levou mais de 100 mil almas e é administrada com uma incompetência rara. As últimas pesquisas mostram que o candidato democrata Joe Biden tem 48% das preferências contra 40% de Trump, até março considerado imbatível, especialmente pelo crescimento econômico.

A derrota de Trump é uma possibilidade real. Ele não vai perder para Joe Biden. Vai perder para o coronavírus. O presidente mais poderoso do mundo sendo derrotado por um ser invisível vindo de morcegos chineses. Uma pesquisa publicada pela rede de televisão CBS mostrou que o coronavírus influenciará o voto de 52% dos eleitores em novembro deste ano, ficando atrás da economia (72%) e das qualidades pessoais dos candidatos (70%). Mais: 52% dos entrevistados numa pesquisa da YouGov publicada dia 31 de maio consideram Trump racista.

Os Estados Unidos têm um sistema eleitoral com voto facultativo. Normalmente os candidatos fazem duas campanhas: uma para conquistar os votos e, outra, para que as pessoas saiam de casa e votem. Essa maioria que está nas ruas protestando e fazendo política a favor dos direitos civis e da cidadania tem demonstrado uma enorme capacidade de mobilização e é muito provável que consigam tirar as pessoas de casa no dia da eleição.

Se mantiverem isso pelos próximos 5 meses, com Trump acirrando o confronto com seus tweets azedos e a economia afundando ainda mais na recessão, ele será devidamente removido da Casa Branca, passando o bastão para Joe Biden, ex-vice de Obama e durante anos senador pelo pequeno Estado de Delaware, o segundo menor entre os 50 e paraíso fiscal onde estão sediadas mais de 200 mil empresas.

No país da saúde 100% privada onde não há SUS nem salvação, Biden tem aproveitado as derrotas de Trump frente ao coronavírus para conquistar votos, prometendo dar mais acesso à saúde e trazendo de volta o Obamacare e fazendo reverência à frase do político Nathan Sanford, dita na convenção constitucional de Nova York em 1821 e tão atual nestes tempos de pandemônio e pandemia: “O curso das coisas neste país é para a extensão e não para a restrição dos direitos do povo”.

*Jornalista. Artigo escrito para o portal Poder 360.


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O Jornal do Poder

06/06


2020

Padrão Leite e entrega rápida

Dando uma força ao meu amigo Jairo, integrante da excelente equipe de garçons do restaurante Leite, onde costumava bater ponto antes da pandemia do coronavírus. A ele, tenho recorrido sempre, principalmente nos finais de semana. Além da excelência na qualidade, pontualidade no horário da entrega. Mas uma sugestão: faça cedo o seu pedido. É muito concorrido.


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Shopping Aragão

06/06


2020

Vereador de Barra promove aglomeração

Barra de Guabiraba, no Agreste Central, já registra cinco óbitos em um total de 40 casos de Covid-19 confirmados. Os números não foram suficientes para sensibilizar o vereador Fá de Moça, que promoveu uma reunião ao ar livre, hoje, ignorando decreto estadual que proíbe aglomerações devido à pandemia do novo coronavírus.

Confira o vídeo com a denúncia feita por um leitor do blog.


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Comentários

Luiz Guilherme

Na minha opinião mais errado está o reporte, pois o mesmo se encontra sem máscara . Como sempre ele querendo mostrar o erro e o próprio está mais errado .



06/06


2020

Trump volta a criticar Brasil no combate à pandemia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mencionou ontem o Brasil como exemplo de país com dificuldades para lidar com a pandemia do novo coronavírus ao defender a estratégia adotada por seu governo contra a doença.

Trump disse que o Brasil está seguindo o mesmo caminho da Suécia, país que não impôs quarentenas e decidiu se basear principalmente em medidas voluntárias de distanciamento social e higiene pessoal, mantendo a maioria das escolas, restaurantes e empresas abertas. Como resultado, a Suécia tem um número muito maior de casos de covid-19 do que seus vizinhos nórdicos.

"Se você olhar para o Brasil, eles estão passando por dificuldades. A propósito, eles estão seguindo o exemplo da Suécia. A Suécia está passando por um momento terrível. Se tivéssemos feito isso, teríamos perdido 1 milhão, 1 milhão e meio, talvez até 2 milhões ou mais de vidas", disse Trump na Casa Branca, acrescentando que agora é hora de acelerar a reabertura.

Os Estados Unidos são o país do mundo com o maior número de casos do novo coronavírus, com 1,9 milhão de infecções e mais de 108 mil mortos. Já o Brasil é o segundo do mundo em número de casos, mas tem neste momento a maior taxa de aceleração da doença no mundo, uma vez que quase diariamente registra mais casos e mortes do que os EUA.

Apesar disso, diversos governos municipais e estaduais têm anunciado planos para afrouxar as medidas de distanciamento social no Brasil diante da pressão econômica provocada pela paralisação das atividades, o que levou especialistas alertarem para o risco de um agravamento da situação.

*Com informações do UOL


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06/06


2020

Bolsonaro ameaça retirar Brasil da OMS

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ameaçou, ontem, retirar o Brasil da Organização Mundial de Saúde (OMS). Para o chefe do Executivo, a organização atua de forma política.

"Adianto aqui: os Estados Unidos saíram da OMS, a gente estuda [fazer isso] no futuro. Ou a OMS trabalha sem o viés ideológico ou a gente vai estar fora também. Não precisamos de gente lá de fora para dar palpite na saúde aqui dentro", disparou, em entrevista concedida na porta do Palácio da Alvorada.

Bolsonaro se manifesta uma semana depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter anunciado rompimento com a OMS por considerar que a organização age para favorecer a China.


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06/06


2020

"Quem não reza com o PSB é perseguido", diz Rodolfo

O deputado federal Fernando Rodolfo (PL) fez duras críticas ao governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB). Em seu primeiro mandato na Câmara dos Deputados, ele bateu na gestão socialista, em entrevista ao programa "Cidade em Foco", da Rede Agreste de Rádios. 

Com suas bases eleitorais presentes no interior do Estado, Rodolfo repudiou o fechamento de agências bancárias nas pequenas e médias cidades e responsabilizou Paulo Câmara pelo aumento de crimes patrimoniais. "Se o Governo quisesse realmente combater essas quadrilhas, faria uma ação específica de enfrentamento a elas, que agem pela madrugada”, declarou. 

As ações do governador no combate ao novo coronavírus também foram detonadas pelo parlamentar. "O que me chama atenção é o Governo do Estado ter contratado algumas empresas para fornecer equipamentos de proteção individual para preso. Ora, se quer fornecer para presidiário, já que o Governo do PSB gosta tanto de cuidar dos bandidos, faça, mas faça depois que atender os profissionais de saúde”, disparou. 

"Aqui em Pernambuco, quem não reza a cartilha do PSB é perseguido. Muitos têm medo dessa perseguição do PSB e acabam ficando calados, ou então começam a rezar pela cartilha do Governo. Não tenho medo do PSB, não tenho medo de governador, não tenho medo de ninguém", concluiu.


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06/06


2020

Gilmar Mendes na live da próxima terça-feira

A live da próxima terça-feira pelo Instagram deste blog será com o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes. Em pauta, a crise institucional entre os poderes agravada pelos insultos do presidente Bolsonaro ao STF depois de ser impedido de nomear o diretor-geral da Polícia Federal.

Gilmar Ferreira Mendes, mineiro, é ministro do Supremo Tribunal Federal desde 20 de junho de 2002, tendo presidido a corte entre 2008 e 2010. Foi indicado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em cujo Governo exercera o cargo de Advogado-Geral da União. Foi considerado pela Revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes do ano de 2009. Como sempre, a live será, pontualmente, às 19 horas. Se você não segue ainda o Instagram do blog anote: @blogdomagno.


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06/06


2020

Eduardo Porto critica Anderson Ferreira

"Caro Magno, 

Venho por meio desta lhe avisar que muito está repercutindo em Jaboatão a nota que saiu em seu blog, nessa sexta (5), assinada pelo prefeito Anderson Ferreira, na qual ele diz lamentar “o desespero do PSB” e ainda faz uma série de críticas à forma com que o Recife enfrenta a pandemia. Por esse motivo, sabendo da abertura deste respeitado blog para escutar a todos, venho lhe pedir para mostrar o outro lado dessa história. 

Ora, Magno, o prefeito Anderson Ferreira não tem moral para falar do Recife. O próprio Anderson confirma que Jaboatão apenas possui 20 leitos de UTI e 131 leitos no único hospital de campanha que sequer tem UTI. Não preciso falar muito, qualquer cidadão sabe que essa quantidade não comporta a demanda de uma cidade como Jaboatão, que possui mais de 700 mil habitantes sendo o segundo município com mais casos de infectados e de mortes pelo coronavírus em Pernambuco. 

Anderson diz que Jaboatão disponibiliza leitos de UTI para pacientes de outros municípios, inclusive o Recife, mas a verdade tem que ser dita: 20 leitos de UTI não comportam a demanda do segundo município mais populoso de Pernambuco, que dirá atender outros municípios. Só não enxerga quem não quer. 

A respeito das ações de conscientização que Jaboatão vem fazendo, segundo Anderson Ferreira, diante da pandemia, a verdade também é só uma: ou falta competência por parte da gestão municipal para combater o coronavírus ou o prefeito mente e não há um plano eficaz para o enfrentamento da doença. 

Desafio qualquer um a ir no Centro de Prazeres ou em Jaboatão Centro e ficará estarrecido com a aglomeração de pessoas diariamente. Se é verdade que as pessoas precisam se conscientizar, também é verdade que, sem um líder para comandar esse processo de conscientização, o número de infectados e mortes tende a aumentar.

Tenho feito diversos apelos ao próprio Anderson sobre a urgência da construção de outros hospitais de campanha em Cavaleiro, Jaboatão Centro, Muribeca e os Curados, mas sem resposta alguma até o momento, o que muito me preocupa dia após dia porque Jaboatão já chegou a ultrapassar o Recife no número de mortes pelo coronavírus em um período de 24 horas. 

Repito, caro Magno, Anderson Ferreira não tem moral para falar do Recife. A capital pernambucana construiu 212 novos leitos de UTI, além disso, são 7 hospitais de campanha funcionando. Ao todo, Recife tem mais de mil leitos. Ao invés de se preocupar em tomar uma atitude para conter o avanço do coronavírus, Anderson Ferreira assume uma postura lamentável ao atacar a gestão de outra cidade sem olhar para o caos que está a sua própria.

Nem me estenderei destacando todos os escândalos envolvendo a Prefeitura de Jaboatão durante a pandemia, mas estarei atento a todas as investigações que estão sendo feitas. Finalizo expondo a minha torcida para que o deputado Isaltino Nascimento aceite o convite do prefeito para vir a Jaboatão ver toda a realidade da cidade e confirmar com os seus próprios olhos o caos que a cidade se encontra.

Me despeço com uma sincera estima."

Eduardo Porto, delegado e pré-candidato a prefeito de Jaboatão


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Comentários

arnaldo luciano da luz alencar ferreira

De Eduardo só esqueceu ou fez por vergonha de dizer quanto foi o repasse do Governo do Estado em dinheiro para ajudar a Cidade de Jaboatão dos Guararapes no enfrentamento ao Covid 19?



06/06


2020

Governo esconde total de casos e mortes por Covid-19

O Governo Federal decidiu restringir a divulgação de dados sobre o novo coronavírus no Brasil. Após dias seguidos retardando o boletim com os números diários da Covid-19, houve uma mudança na metodologia, confirmada pelo próprio presidente Jair Bolsonaro, mais cedo.

Além da limitação ao divulgar informações básicas sobre a doença, o Ministério da Saúde retirou do ar o portal com informações consolidadas. A decisão de ocultar dados relacionados a mortes e infectados pelo novo coronavírus foi duramente criticada nos meios político e jurídico.

Tudo isso porque já são mais de 35 mil mortes ocasionadas pela Covid-19, de um total de 651.980 casos. Também chama atenção o fato de não haver coletivas do Ministério da Saúde passar dias sem fazer coletiva.

Soma-se a isso a subnotificação dos casos, consequência da baixa testagem feita no Brasil.


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06/06


2020

Sicredi oferece opção de pagamento sem taxas

A partir de agora, os associados do Sicredi Vale do São Francisco podem realizar pagamentos ou receber valores, sem taxas, via QR Code no aplicativo do Sicredi, disponível para smartphones que operam nos sistemas iOS ou Android. A alternativa pode ser realizada em poucos segundos, permitindo que o usuário efetue pagamentos como TED, DOC, boleto, cheque e cartões. 
 
Para ter acesso os associados devem entrar no aplicativo e escolher a opção “Pagamento por QR Code”. Em seguida, direcionar o “QR Code Sicredi” para a leitura dos dados, informar o valor (se necessário) e confirmar o pagamento. “A opção de pagamento de forma instantânea por QR Code é também um estímulo à troca do dinheiro físico por meios eletrônicos, uma solução mais segura, prática e sustentável”, explica o superintendente do Sicredi Vale do São Francisco, Albérico Pena.

Com 1.900 agências distribuídas em 22 estados e no Distrito Federal, o Sistema Sicredi disponibiliza mais de 300 produtos e serviços financeiros para 4,5 milhões de associados.


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