Faculdade de Medicina de Olinda 2

25/06


2019

Jornalismo sem outro lado é panfleto

Por José Nêumanne*

Numa das primeiras intervenções que fiz sobre a revelação de pretensas mensagens em celulares dos integrantes da Operação Lava Jato e seu juiz foi a de que o jornalista e seu site que as revelaram têm garantido o direito de manter o sigilo da fonte pela Constituição federal. Isso continua valendo, mesmo que a fonte não fique eximida de responder por eventual crime de quebra de sigilo, direito fundamental da cidadania também definido claramente no escopo do Estado de Direito vigente no País. A primeira lembrança que me acorreu sobre o episódio foi a de Dilma Rousseff reclamando dos vazamentos seletivos. Seletivos ou não, vazamentos são crimes de quem os pratica, no caso, agentes do Estado de posse da informação original. Os jornalistas que os recebem e retransmitem ao público cumprem sua obrigação de ofício, não cometem crime algum. Isso valia no tempo de Dilma e continua valendo hoje, sem tirar nem por.

No caso específico do vazamento de eventuais mensagens que reproduzem, segundo os veículos de informação envolvidos no momentoso caso em questão, Glenn Greenwald, seu site The Intercept Brasil e seus parceiros na divulgação, Folha de S.Paulo e BandNews FM, só incorrerão em delito se publicarem mentiras, informações falsas. Para não cair nessa esparrela, o jornal O Globo, que tem dado noticiário com insistência, mas sem declarar parceria, se apressou a desmentir notícia não confirmada pelos fatos segundo aos quais a procuradora federal Laura Tessler foi dada como ausente em sessões de julgamentos da Lava Jato, depois de nota oficial da força-tarefa da operação noticiando sua presença em sessões. O jornal carioca publicou a seguinte nota: “O Globo errou ao informar que o ministro da Justiça, Sergio Moro, havia pedido a substituição de uma procuradora em arguição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no curso da Operação Lava Jato. Em mensagens de 2017 obtidas pelo site The Intercept, Moro, então juiz da força-tarefa, apenas critica o desempenho de Laura Tessler. O atual ministro diz que Tessler é ‘excelente profissional, mas para inquirição em audiência ela não vai muito bem’. E pede ao procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa, que, ‘com discrição’, ‘tente dar uns conselhos’ e sugere um treinamento. A informação estava em reportagem sobre nova leva de mensagens do site The Intercept, publicada nesta quinta, e que já foi corrigida”.

Para esclarecer melhor essa questão toda, convém lembrar que o leitor ou espectador é o beneficiário da liberdade de informação, expressão e opinião e, em última análise, também o julgador final do material, ao exercer seu pleno direito de dar audiência aos noticiosos de emissoras de rádio ou televisão e assinar ou comprar em bancas exemplares de jornais e revistas que preferir. O tirocínio e o livre arbítrio do consumidor de notícias representam, de fato, a última instância sobre qualquer edição ou publicação envolvendo assuntos de qualquer natureza ou teor.

Diante disso o bom jornalismo recorre a expedientes que facilitam a separação do joio no trigo do noticiário. A técnica mais empregada no jornalismo num Estado de Direito é dar a qualquer personalidade pública denunciada em qualquer eventual ilícito o direito de ter sua versão adicionada à notícia por ela protagonizada. Aquela prática repetida nos telejornais de ouvir as partes citadas em reportagens logo após os fatos revelados é ao mesmo tempo a oportunidade de dar voz ao outro lado e uma defesa prévia para eventuais ações judiciais que vierem a questionar a correção das notícias divulgadas.

Na era pré-Internet, os meios de comunicação utilizaram checagem permanente do material a ser divulgado. O caso mais célebre é o do escândalo Watergate, no qual os repórteres Bob Woodward e Carl Bernstein, do Washington Post, checavam cada notícia a ser publicada com uma “fonte” confiável na administração Nixon, o Deep Throat (Garganta Profunda), pseudônimo que reproduz título de um famoso filme pornô.

Até agora, The Intercept Brasil e seus parceiros brasileiros não apresentaram nenhum atestado de autenticidade das mensagens que obtiveram e isso reduz, a cada dia que passa, a credibilidade dos diálogos reproduzidos. Principalmente depois que a Polícia Federal informou que o hacker que teria invadido o celular do ministro da Justiça, Sergio Moro, passou por ele em comunicação com um interlocutor. Essa dúvida só será resolvida quando as mensagens reproduzidas forem autenticadas por registro de fé pública.

Outra questão que compromete a credibilidade da denúncia é que ela visou exclusivamente a agentes de combate à corrupção no aparelho judicial estatal numa clara tentativa de desqualificá-lo e desmoralizá-lo. Em confronto com isso, eventuais vazamentos e delações premiadas no bojo da Lava Jato nunca privilegiaram políticos ou partidos. Foram denunciadas quase todas as organizações partidárias do espectro político brasileiro: o Partido dos Trabalhadores (PT), seus aliados e até uma legenda tida como opositora, o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), foram todos alcançados pela lente de ampliação das investigações e dos vazamentos que a petista Dilma chamava de “seletivos”. Bom, seletiva, mesmo, é a espionagem dirigida exclusivamente para agentes da lei que devassaram, investigaram, processaram, muitas vezes condenaram e até conseguiram repor dinheiro roubado do erário. Esta é uma das razões pelas quais a denúncia do site The Intercept Brasil perdeu substância e impacto desde o domingo 9 de junho, quando as primeiras revelações vieram a lume.

Parte de sua credibilidade também foi se desmanchando à medida que foi possível perceber que a forma da denúncia original foi reduzida pela tática do conta-gotas em que vazamentos, como aquele citado no início deste texto, contendo o desmentido do Globo, tinham pouco a ver com a relevância dada pelos comentários prévios de Greenwald sobre o que ainda tinha a ser revelado, sempre com uma promessa de algo bombástico.

Em dois jornais que têm reproduzido com mais destaque o material do site – Folha e Globo –, o colunista Elio Gaspari referiu-se explicitamente a esse erro de origem cometido pelo militante americano. Em suas colunas de domingo 23 de junho nesses diários ele publicou: “Num ponto o ministro Sergio Moro tem alguma razão: o site Intercept Brasil deveria divulgar todo o acervo de grampos que amealhou. A divulgação parcial e seletiva dos grampos, acompanhada por insinuações ameaçadoras do repórter Glenn Greenwald, é um feitiço que pode se virar contra o feiticeiro. Antes da internet era comum que revelações jornalísticas fossem expostas em séries, mas Greenwald vem fazendo bem outra coisa. Promete isso ou aquilo, às vezes em tom de vaga ameaça. A divulgação de denúncias num regime de conta-gotas foi uma das piores táticas dos procuradores da Lava-Jato”.

Mais do que essa questão específica, o cidadão, beneficiário que é da liberdade de expressão e informação, deve ser informado antes de qualquer coisa que Glenn Greenwald não se comportou em nenhum momento como repórter (como definido por Gaspari), mas, sim, como ativista político. Isso não quer dizer que o que ele divulgou não tem valor ou que ele mesmo mente. Significa apenas que o material que ele tem exposto é unilateral, sem checagem, autenticação e, sobretudo, sem nenhum cuidado em dar ao lado exposto o direito elementar de expor a própria verdade a respeito dos fatos. Na democracia a militância política deve ser aceita, tolerada, ouvida e reproduzida. Mas essa parcialidade implícita precisa ser marcada como elemento fundamental da informação que é dada. Guardadas as devidas proporções, é um caso similar à propaganda comercial em veículos de comunicação de massa. A publicidade de produtos, negócios ou bens é e continuará sendo sempre elemento importante de informação para leitores e espectadores, mas ela só cumpre essa função se sua parcialidade for explicitada em forma e conteúdo.

A tentativa de fazer passar propaganda política como informação neutra é tão nociva ao negócio da comunicação de massa como à prática política em sociedades livres. O militante político que se faz passar por um jornalista em atividade profissional lesa o público, a sociedade e a democracia. E isso também tem de ser levado em conta nesse episódio.

*Jornalista, poeta e escritor


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Prefeitura de Abreu e Lima

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12/11


2019

Bolsonaro sugere asilo a Evo Morales em Cuba

"Lá (no México) a esquerda tomou conta de novo. Tenho um bom país para ele: Cuba", disse o presidente brasileiro.

Por  Redação da Veja

 

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) ironizou, nesta segunda-feira 11, o ex-presidente boliviano Evo Morales, que renunciou no último domingo à presidência da Bolívia, à oferta de asilo no México. “Lá (no México) a esquerda tomou conta de novo. Tenho um bom país para ele: Cuba”, afirmou Bolsonaro em frente ao Palácio do Alvorada.

Horas após renunciar à presidência boliviana, Evo anunciou que havia uma ordem de “prisão ilegal” contra ele. “Denuncio ao mundo e ao povo boliviano que um oficial da polícia anunciou publicamente que tem a instrução de executar uma ordem de prisão ilegal contra a minha pessoa”, tuitou ele, que afirmou também que “grupos violentos” atacaram sua casa.

O chanceler mexicano, Marcelo Ebrard, informou nesta segunda, 11, que o asilo foi concedido a Evo porque “sua vida e integridade correm riscos”. Ele explicou que informaria às autoridades bolivianas sobre essa decisão para que procedam para conceder um salvo-conduto ao ex-presidente e garantias de que “sua vida, integridade pessoal e liberdade” não seriam colocadas em perigo”.

No domingo, 10, na primeira manifestação pública sobre a saída de Evo da presidência, Bolsonaro fez uma defesa do uso do voto impresso nas eleições do Brasil. “Denúncias de fraudes nas eleições culminaram na renúncia do Presidente Evo Morales”, escreveu o presidente no Twitter.

“A lição que fica para nós é a necessidade, em nome da democracia e transparência, de contagem de votos que possam ser auditados. O voto impresso é sinal de clareza para o Brasil!”, afirmou. O líder indígena boliviano havia sido reeleito presidente em 20 de outubro, em votação feita por meio de cédulas impressas em papel.

(Com Estadão Conteúdo)


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Prefeitura de Paulista

12/11


2019

Governo cobrara taxa de 7,5% sobre seguro-desemprego

Secretário: Haverá cobrança mínima de 7,5% sobre o seguro-desemprego. Medidas anunciadas pelo governo, que preveem que desonerações na carteira de trabalho, serão financiadas em parte com taxas.

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Por Da Redação da Veja

 

O secretário especial de Trabalho e Previdência do Ministério da Economia, Rogério Marinho, confirmou nesta segunda-feira 11 que o governo teve que deixar as pessoas com mais de 55 anos fora do programa de emprego Verde Amarelo para manter a responsabilidade fiscal da medida. O governo desonerou a folha de pagamento apenas para os jovens de 18 a 29 anos que ainda buscam o primeiro emprego.

“Quando fizemos os cálculos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que exige uma compensação para cada renúncia fiscal, tivemos que fazer uma opção pelo grupo com maior desemprego”, disse.

Segundo ele, o custo dessa desoneração deve chegar a 10 bilhões de reais ao longo de cinco anos, com essa renúncia sendo menor nos últimos anos do programa. Marinho explicou que esse valor será compensado pela cobrança mínima de 7,5% sobre o beneficio do seguro-desemprego.

Em contrapartida, acrescentou ele, o período de recebimento do seguro-desemprego contará para a aposentadoria.


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Prefeitura de Serra Talhada

12/11


2019

Programa: governo quer gerar 1,8 milhão de empregos

Programa Verde e Amarelo: governo espera gerar 1,8 milhão de empregos. Iniciativa vai beneficiar jovens entre 18 e 29 anos.

Foto: Arquivo/Agência Brasil

Da Agência Brasil - Por Luciano Nascimento

 

 

O Contrato Verde e Amarelo, lançado nesta segunda-feira (11) pelo governo, tem a expectativa de gerar cerca de 1,8 milhão de empregos de até 1,5 salário mínimo até 2022. O público-alvo são jovens entre 18 e 29 anos que não têm experiência formal de trabalho.

O pacote de medidas prevê, entre outros pontos, a flexibilização do trabalho aos sábados e domingos e a desoneração do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para empregadores. Segundo o governo, com o pacote haverá redução em cerca de 30% dos custos para o empregador.

Juventude
 

O pacote de medidas para a juventude determina que as empresas que aderirem ao programa poderão ter até 20% de seus funcionários nessa modalidade. Os novos contratos poderão ser firmados de 1º de janeiro de 2020 até e 31 de dezembro de 2022. 

O prazo dos contratos será de até 24 meses, mesmo que o final do contrato ultrapasse a data de encerramento do programa. Ao final de cada ano, haverá um acordo extrajudicial de quitação de obrigações.

As empresas que aderirem ao Contrato de Trabalho Verde e Amarelo ficam isentas da contribuição previdenciária, do salário-educação e da contribuição social destinada ao Sistema S.

O empregador poderá acordar com o trabalhador a contratação de seguro privado de acidentes pessoais, com cobertura para morte acidental, danos corporais, estéticos e morais, no tocante ao pagamento de adicional de periculosidade.

O empregado receberá mensalmente o pagamento imediato, além do equivalente ao pagamento do proporcional a 1/12 do décimo terceiro salário e das férias, com acréscimo de um terço.

Projeto-piloto
 

O Secretário Especial de Trabalho, do Ministério da Economia, disse que a iniciativa é um projeto-piloto, por isso o governo focou na faixa da juventude, por ser a mais vulnerável ao desemprego. “Esse programa é um piloto e por tal tivemos que fazer uma opção”, disse.

Segundo Marinho, o impacto fiscal das desonerações para o empresariado será de cerca de R$ 10 bilhões. “O custo da desoneração ao longo de cinco anos é em torno de R$ 10 bilhões e a compensação é em torno de R$ 11 bilhões a 12 bilhões”, disse.

Seguro-desemprego
 

Entre as medidas que vão gerar essa compensação para os cofres do governo está a alteração nas regras do seguro-desemprego. A metodologia proposta pelo governo prevê que quem receber o seguro deverá pagar uma contribuição mínima para o INSS de 7,5%. Como contrapartida, o governo propõe contar o período do seguro-desemprego para a aposentadoria.

“As cinco parcelas mínimas do seguro-desemprego seriam contadas como período passível, ao longo de 30 anos de trabalho laboral, seria contado como contribuição”, disse Marinho. “Vamos levar o seguro-desemprego para fins de contagem para aposentadoria”.

Trabalho aos domingos
 

O pacto do governo também propõe alterar a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para permitir o trabalho aos domingos e feriados. A proposta de mudar a CLT chegou a constar na Medida Provisória da Liberdade Econômica, mas foi derrubada no Senado.

Pela proposta, quem trabalhar aos domingos ou em feriados tem direito ao seu repouso semanal remunerado compensatório em qualquer outro dia da mesma semana.

A intenção do governo é que essa autorização não tenha que passar mais pelos acordos trabalhistas. O governo acredita que, com a alteração, 500 mil empregos serão gerados na indústria e varejo até dezembro de 2022.

Microcrédito
 

O pacote de medidas também inclui outros pontos, como o incentivo ao microcrédito. A proposta é endereçada para as pessoas de baixa renda. Estimativa do governo diz que apenas 6,7 milhões de um total de 38,6 milhões de indivíduos do Cadastro Único do governo para os programas sociais possuem empréstimos ativos e que, entre a população que recebe até 1 salário mínimo por mês, os tomadores de crédito representam 11%.

O pacote prevê a revisão de regras para que o microcrédito alcance 10 milhões de pessoas que não possuem conta bancária, o que, segundo o governo, colocaria R$ 40 bilhões disponíveis para crédito.

Outra frente é a da reabilitação profissional. Uma das propostas visa reinserir no mercado de trabalho 1 milhão de pessoas afastadas por incapacidade. De acordo com o governo, hoje menos de 2% das pessoas que recebem benefício por incapacidade são reabilitadas no Brasil.

Também haverá o incentivo para a contratação de pessoas com deficiência, visando o preenchimento de mais de 380 mil postos de trabalho.


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12/11


2019

Evo Morales se refugia no México

Ex-presidente boliviano desembarcou no país durante a madrugada desta terça. Chanceler mexicano justifica medida para evitar riscos à integridade. "Me dói ir por causas políticas", disse Evo Morales.

Evo Morales - Foto: Marcelo Ebrard/Twitter

Por Redação da Veja

 

Uma noite após renunciar ao cargo de presidente da Bolívia, Evo Morales viajou para asilo no México, onde desembarcou na madrugada desta terça-feira 12.

“Irmãs e irmãos, estou no rumo ao México, grato pelo destacamento do governo daquela cidade irmã que nos deu asilo para cuidar de nossas vidas. Dói sair do país por razões políticas, mas sempre estarei pendente. Em breve voltarei com mais força e energia”, escreveu o mandatário boliviano no Twitter antes de partir.

O governo mexicano confirmou na noite desta segunda-feira que Evo Morales, que renunciou à presidência da Bolívia no domingo passado, já está a bordo do avião que o levará ao México, onde receberá asilo por razões humanitárias.

“Evo Morales já está no avião do governo do México enviado para garantir sua transferência segura ao nosso país”, anunciou o secretário das Relações Exteriores mexicano, Marcelo Ebrard, no Twitter.

Ebrard declarou nesta tarde que recebeu uma ligação de Morales na qual o ex-mandatário boliviano aceitou a oferta do México e solicitou “verbal e formalmente o asilo”.

O chanceler explicou que o México “decidiu conceder asilo por razões humanitárias” a Morales “em virtude da urgência enfrentada na Bolívia, onde sua vida e integridade correm perigo”.


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Prefeitura de Limoeiro

12/11


2019

Votação da PEC da prisão em 2ª instância é adiada

CCJ adia votação de PEC da prisão após condenação em 2ª instância. Nova reunião foi marcada para esta terça-feira, 12, pela manhã.

Reprodução/Câmara dos Deputados

Da Veja - Por André Siqueira

 

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados adiou, nesta segunda-feira, 11, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata da possibilidade de prisão após condenação em segunda instância. Após mais de quatro horas de sessão em clima tenso, a votação ficou marcada para terça-feira, 12, às 9h.

Como mostrou o Radar, parlamentares de partidos de oposição e do Centrão não registraram presença no início da sessão na tarde desta segunda-feira, 11, para obstruir a votação. Até às 16h, apenas 22 deputados registraram quórum para se iniciar a sessão da comissão. O número mínimo necessário é de 34 – a sessão foi iniciada às 14h.

A PEC 410/2018 é de autoria do deputado federal Alex Manente (Cidadania-SP). Em entrevista a VEJA, Manente afirmou que a aprovação da proposta é a melhor saída porque “não dá margem para questionamentos no Supremo [Tribunal Federal]”. “Uma emenda constitucional não dá margens para dúvidas no Supremo Tribunal Federal. Qualquer outra mudança no entendimento, pode gerar questionamentos no Supremo, e isso gerará mais insegurança jurídica, que é exatamente o que a PEC tem a pretensão de evitar”, disse a VEJA.

Após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que derrubou a prisão após condenação em segundo grau, a ala lavajatista do Congresso começou a articular a tramitação da PECs que tramitam na Câmara dos Deputados e no Senado. Por se tratar de uma alteração na Constituição, é necessária a aprovação em dois turnos nas duas Casas, com apoio de três quintos dos deputados e senadores. Por isso, sua aprovação é considerada complicada.

Como alternativa, discute-se, também, a possibilidade de aprovação de uma lei ordinária que modifique o artigo 283 do Código de Processo Penal. Nesse caso, a matéria é aprovada com maioria simples. “A comissão especial também pode construir isso [uma alternativa à PEC]. Se for essa a melhor solução, temos que aproveitar”, avaliou Alex Manente.


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Capacitação de Candidatos

12/11


2019

Aras enviará pedido de prisão de Lula para o MP

Ofício foi encaminhado MP de São Bernardo por deputados do PSL, que argumentam que Lula solto é ameaça a ordem pública.

O PGR Augusto Aras entre os deputados Sanderson e Carla Zambelli, autores do pedido. (///Divulgação)
Veja - Radar
Por Evandro Éboli

 

O procurador-geral da República, Augusto Aras, comunicou aos deputados do PSL que protocolaram nesta segunda um pedido de prisão preventiva contra o ex-presidente Lula que o caso será enviado ao Ministério Público de São Bernardo do Campo (SP), onde o petista tem residência fixa.

Aras explicou a Carla Zambelli (PSL-SP) e Sanderson (PSL-RS) que, como Lula não tem mais foro privilegiado, o assunto vai para outra esfera da Procuradoria.

Os parlamentares pedem a preventiva de Lula com o argumento de que incitou a violência com seu discurso após deixar a prisão. E que a ordem pública precisa ser garantida. Os autores recorreram à Lei de Segurança Nacional (LSN).


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Magno coloca pimenta folha

11/11


2019

FBC destaca união com Jarbas e lança Henry

Ao discursar, há pouco, no ato de filiação do seu filho ao MDB, o prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, o senador Fernando Bezerra Coelho, líder do Governo no Senado, disse que está coeso com o grupo do senador Jarbas Vasconcelos. "O MDB vive um novo momento, da renovação de Pernambuco. Jarbas, Henry e eu estamos unidos e falando a mesma linguagem, a linguagem de um Pernambuco mais próspero e justo”, afirmou.

Na presença do presidente nacional do MDB, Baleia Rossi (SP), do governador de Brasília, Ibaneis Rocha, e do presidente estadual Raul Henry, Fernando disse que ficou acertado, na última reunião do diretório nacional do MDB, que o partido lançará candidato em todas as capitais e em colégios eleitorais acima de 200 mil eleitores.

"Nosso propósito é eleger mil prefeitos no País. Aqui em Pernambuco, temos apenas 17 prefeitos e queremos muito mais. E muito mais é eleger também Henry prefeito do Recife", assinalou.

Em seu discurso, o presidente estadual do MDB, Raul Henry, não fez nenhuma referência à uma possível candidatura dele a prefeito do Recife. Preferiu destacar a trajetória do partido no plano nacional, especialmente em Pernambuco, na figura de Jarbas Vasconcelos, e foi enfático, no entanto, ao afirmar que o partido vive um novo momento com a chegada de Baleia Rossi na presidência nacional e a unidade do Estado com ele, Jarbas e, agora, Fernando Bezerra Coelho. Ele disse, ainda, que o MDB quer sair vitorioso das urnas em 2020 e se fortalecer novamente como o maior partido do País, sobretudo, fazendo o maior número de prefeitos em Pernambuco.


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Shopping Aragão

11/11


2019

Bolsonaro é convidado para assistir a Paixão de Cristo

Durante sua visita ao município de Campina Grande, na Paraíba, hoje, o presidente Jair Bolsonaro foi convidado pelo presidente da Sociedade Teatral de Fazenda Nova, Robson Pacheco, para assistir ao espetáculo da Paixão de Cristo 2020, em Nova Jerusalém. No próximo ano, o espetáculo acontecerá entre os dias 4 e 11 de abril. Este ano, mesmo tendo sido convidado, o presidente não compareceu ao evento.


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11/11


2019

Henry sem Jarbas na filiação de Miguel

O ato de filiação do prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, ao MDB, neste momento, conta com a presença do presidente nacional da legenda, Baleia Rossi (SP), do governador de Brasília, Ibaneis Rocha, do presidente estadual Raul Henry, e do senador Fernando Bezerra Coelho, mas a ausência mais sentida é a do senador Jarbas Vasconcelos.


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11/11


2019

Meu editorial no Frente a Frente em homenagem a Inaldo

Se você perdeu o Frente a Frente de hoje, programa que ancoro pela Rede Nordeste de Rádio, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife, escute agora o meu editorial.


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11/11


2019

“Não vou responder ao Lula”, afirma Bolsonaro

Blog do Camarotti

Em conversas com interlocutores, hoje, o presidente Jair Bolsonaro revelou que gostaria de ter respondido aos ataques disparados pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no discurso que o petista fez no sábado, em São Bernardo do Campo, um dia após deixar a prisão.

Mas, a esses interlocutores, o presidente argumentou que não iria bater boca nem contestar as críticas porque isso poderia prejudicar o ambiente econômico. “Não vou responder ao Lula para não afetar a economia”, desabafou Bolsonaro.

Entre outras coisas, Lula disse que Bolsonaro foi eleito para governar para o povo e não para os milicianos do Rio de Janeiro. Também chamou o ministro da Economia, Paulo Guedes, de "demolidor de sonhos" e "destruidor de empregos e de empresas públicas brasileiras".

Antes do discurso de Lula na tarde de sábado, Bolsonaro falou na entrada do Palácio da Alvorada. “A grande maioria do povo brasileiro é honesto, trabalhador e nós não vamos dar espaço nem contemporizar com presidiário. Ele está solto, mas continua com todos os crimes dele nas costas", afirmou o presidente na ocasião.


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11/11


2019

Major Olímpio pede prisão preventiva de Lula

O líder do PSL no Senado, Major Olímpio (SP), entrou com uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) pedindo a prisão preventiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com base na Lei de Segurança Nacional. O argumento do senador é que o petista, livre da prisão desde a última sexta-feira, incitou a violência contra a ordem pública ao pedir para a militância “atacar” como manifestantes no Chile. As informações são do Estadão.

No sábado, em São Bernardo do Campo, Lula chamou militantes para uma reação ao governo do presidente Jair Bolsonaro, declarando ser necessário “atacar” e não apenas se defender. “É uma questão de honra a gente recuperar esse País. A gente tem que seguir o exemplo do povo do Chile, do povo da Bolívia. A gente tem que resistir. Não é resistir. Na verdade, é lutar, é atacar e não apenas se defender. A gente está muito tranquilo”, declarou Lula.

Na representação, Olímpio pede ao procurador-geral da República, Augusto Aras, para requerer a prisão preventiva de Lula por incitar a subversão da ordem pública e instaurar procedimentos para responsabilização por crimes previstos na Lei de Segurança Nacional e na legislação que tipifica os crimes contra o Estado e a ordem política e social.

“Uma incitação desta natureza ultrapassa qualquer razoabilidade de liberdade de expressão e demonstra um projeto de poder que quer se utilizar da violência e da quebra da ordem pública para a proteção de criminosos”, diz Olímpio no documento encaminhado à PGR.


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Comentários

Alberto Costa Santos

Deveria pedir o enquadramento do filho de Bolsonaro que fala demais.



11/11


2019

Partidos de esquerda e centro resistem a 2ª instância

Além dos partidos de esquerda, também os do centro resistem a aprovar as PECs (Propostas de Emenda Constitucional) que tramitam na Câmara e no Senado para instituir a prisão logo após condenação em segunda instância.

Há duas PECs prontas para serem analisadas tanto na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara como na CCJ do Senado.

A PEC do Senado é de autoria do senador Oriovisto Guimarães. Insere um inciso XVI no art. 93 da Constituição Federal para permitir a possibilidade de "execução provisória da pena, após a condenação por órgão colegiado".

As decisões da Justiça em 2ª instância são tomadas por órgãos colegiados, os Tribunais de Justiça. Clique aqui e confira a matéria do jornalista Tales Faria na íntegra.


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2019

Vaias para a vice-governadora de Campina Grande

O Antagonista

Na cerimônia de entrega de 4.100 unidades de um conjunto habitacional em Campina Grande (PB), o governador João Azevêdo, do PSB, adversário de Jair Bolsonaro, não compareceu.

Mas ele mandou a vice-governadora, Lígia Feliciano, que teve de enfrentar uma vaia estrondosa ao fazer o seu pronunciamento.

“Não existe povo de oposição e não existe povo de situação. Existe um povo só, o povo paraibano”, afirmou Lígia.

Ela agradeceu a Bolsonaro pela inauguração do conjunto habitacional. “O importante é que não houve diferenças políticas, porque o conjunto começou neste ou naquele governo. Hoje termina aqui uma obra histórica e é preciso, sim, parabenizar”.


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Comentários

gilson

Eita, novidade, nao sabia que Campina Grande foi transformada em Estado.



11/11


2019

Políticos sentem perda de Inaldo Sampaio

“Com consternação e pesar, recebemos a triste notícia do falecimento do jornalista político Inaldo Sampaio, hoje. A morte tirou um dos melhores jornalistas da atualidade, cuja responsabilidade e apuro com os princípios do bom jornalismo eram marcas registradas da sua profícua trajetória profissional. Inaldo era um profundo conhecedor da política pernambucana.

Sua capacidade analítica e seriedade cativaram seus leitores e ouvintes. Seu legado de trabalho, certamente, será lembrado ainda por muitas gerações e merece o nosso respeito e admiração.

Solidarizamo-nos com a família, amigos e colegas de trabalho por esta perda irreparável”. – José Humberto Cavalcanti, presidente estadual do PTB.

“O jornalismo perde, hoje, um grande profissional. Inaldo Sampaio foi exemplo de exercício da profissão com ética e respeito. Nunca deixou de dar suas opiniões, mas sempre respaldado nos princípios do bom jornalismo. Além de mestre na arte de escrever, era talentoso músico e se apresentou várias vezes no São João de Caruaru com a sua banda Pingo Fogo. À família e amigos, deixo meu abraço solidário”. – José Queiroz, deputado estadual pelo PDT.

“O jornalismo pernambucano está de luto com a partida precoce do colunista e músico Inaldo Sampaio, uma referência da imprensa do nosso Estado. Expresso as minhas condolências à família de Inaldo, a Ivanildo Sampaio, seu irmão, e ao povo de São José do Egito que, neste momento, chora a morte do seu filho ilustre”. – Tadeu Alencar, deputado federal e líder do PSB na Câmara.


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