FMO janeiro 2020

25/06


2019

No túnel do tempo

Este blogueiro com o jornalista José Adalberto Ribeiro e o ex-governador Joaquim Francisco em 1990, ano em que coordenei a área de Imprensa da campanha vitoriosa de Joaquim, que derrotou Jarbas Vasconcelos.

Foi um clássico, mas Joaquim venceu no primeiro turno. Um grande aprendizado para quem, como eu, tinha apenas 30 anos.


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Detra maio 2020 CNH

Confira os últimos posts



04/06


2020

Pré-candidato acusa vereadora de plágio

Prezado Magno,

Foi com surpresa que li em seu blog, hoje, uma matéria inverídica intitulada: “Tem irmão de pré-candidato roubando projetos em Garanhuns”.

Ora, no dia 21/04, publiquei no meu perfil do Facebook (Johny Albino), uma postagem com o seguinte teor, que inclusive pode ser acessada por qualquer pessoa, e a mesma dizia:

“Queria solicitar ao Prefeito do Município de Garanhuns que envie um Projeto de Lei para Câmara Municipal de Garanhuns, no sentido de isentar a população do município incluída na tarifa social de pagar a Contribuição de Iluminação Pública (CIP).

Lembrando que o Governo do Estado já isentou os consumidores da Compesa e o Governo Federal já isentou os da Conta de energia.”

Enquanto isso, o Projeto de Lei que a vereadora Carla Patrícia apresentou à Câmara de Vereadores, reforçando a nossa pretensão, foi protocolado no dia 15/05/2020 (21 dias depois). Portanto, se o prefeito sancionou o PL da vereadora e reconheceu que estávamos certos, só temos que celebrar essa vitória, que compartilho com cada um dos garanhuenses.

Utilizando o mesmo termo que foi usado na matéria, se tem alguém que foi “roubado” nesse episódio fui eu e não a vereadora, cuja atuação tem sido bastante criticada pela população do município, em especial pela população do seu maior reduto eleitoral, o Distrito de Iratama, tendo em vista que, já em 2017, denunciamos a cobrança ilegal dessa taxa de iluminação nos distritos e entramos com ação judicial, que foi prontamente acolhida pela Justiça, ação esta que nunca recebeu dela o menor apoio.

Também ficamos felizes por ela ter acordado, pois ela é uma daquelas que se encontram em quarentena desde o início do mandato, tendo abandonado seus eleitores, junto com seu prefeito, aos danos da Covid-19.

De toda forma, ficamos agradecidos à vereadora por ter se engajado nessa nossa antiga luta. Seja bem-vinda, vereadora!

Johny Albino – pré-candidato a vereador de Garanhuns pelo PSB


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Abreu e Lima

04/06


2020

Fernando Collor na live de hoje

O ex-presidente Fernando Collor de Melo, hoje senador por Alagoas (PROS), é o convidado da live do blog de hoje, às 19 horas, pelo Instagram do blog. Em pauta, a crise nacional.

Depois de requerer licença e se ausentar da mídia, Collor voltou com todo gás, tendo sido frequente nas redes sociais com entrevistas e opiniões sobre os efeitos da pandemia na economia e na política.

Já há quem desconfie que ele, devido ao vácuo de lideranças, esteja ensaiando entrar na disputa pelo Planalto, em 2022. Para acompanhar a entrevista, siga o blog no Instagram no @blogdomagno


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Prefeitura do Ipojuca

04/06


2020

Saída com dois crimes

Afastado da Secretaria de Administração da Prefeitura de Tabira, a 400 km do Recife, para concorrer à sucessão do prefeito Sebastião Dias (sem partido, a caminho do PSB), o neopetista Flávio Marques cometeu um duplo crime: usou uma música de Alceu Valença sem autorização na produção deste vídeo e fez  sucessora na pasta a namorada Thalllyta Brito Siqueira, na foto.


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04/06


2020

Tudo a ver com a Torrentes?

A empresa Juntimed Produtos Farmaceuticos E Hospitalares Ltda, com sede em Paudalho, objeto de busca e apreensão, hoje pela operação Inópia, o Covidão estadual, por causa de aquisição por dispensa de licitação de cestas básicas pela Secretaria estadual de Desenvolvimento Social, tem como sócia a administradora Juciana Bezerra De Souza, vista constantemente na companhia do empresário Ricardo Padilha.

Padilha, aos desavisados, foi o principal personagem denunciado na Operação Torrentes, acusado de desvios nas obras e aquisições das enchentes da Mata Sul.


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Banco de Alimentos

04/06


2020

Patriota: Não é possível reabrir tudo de uma vez

O governador Paulo Câmara (PSB) se reuniu com os prefeitos de todo o estado de Pernambuco para começar a traçar um plano para a reabertura do comércio e de outras atividades. A informação foi confirmada pelo presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), José Patriota, que afirmou que ainda não existe nada concreto sobre o assunto, com uma data definida para a reabertura.

O governador Paulo Câmara já disse que o plano de retomada das atividades econômicas vai ser aplicado de acordo com cada região.

"Já se começa a reabertura lenta e gradual com lojas de revenda de materiais de construção. Nós precisamos estabelecer protocolos para cada segmento, são 32. E nessa discussão nós estamos descentralizando o plano apresentado pelo governador. Ele traz diretrizes gerais, estudos que apontam a situação de contaminação e também, naturalmente, precisamos levar em conta a estrutura de saúde disponível nas regionais. Então, neste sentido, os prefeitos sugeriram ao governador para fazer planos descentralizados, macro regionais", disse José Patriota.

Na próxima semana os prefeitos vão voltar a se reunir para definir qual será a dinâmica de reabertura do comércio. Segundo Patriota, não se pode correr o risco de aglomerar muitas pessoas e, portanto, ainda não há uma data definida para o começo da reabertura.

"Na próxima semana vamos voltar a nos reunir por região. São quatro macrorregiões de saúde. Vamos retratar melhor a realidade e a dinâmica, as cadeias produtivas presentes para fazermos uma reabertura gradual, mas segura, para não ter que interromper novamente. O risco que corremos é o da população querer ir de uma só vez para as ruas", afirmou.

Segundo Patriota, algumas experiências vistas nas cidades de Petrolina, no Sertão do estado, e no Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife, servem de exemplos para saber que não é possível reabrir tudo de uma vez.

"Nós ponderamos a partir da experiência de Petrolina, do Cabo, e outras cidades, mas foram poucas, que não é possível fazer essa reabertura de todos os segmentos ao mesmo tempo. Isso vai pressionar o transporte público, vai aglomerar pessoas e a gente não vai ter um resultado muito positivo. Então, neste sentido, nossa recomendação é de fazer a contenção e fazer por segmento, de forma planejada, discutida inclusive com o estabelecimento do protocolo, reduzindo o número de funcionários e com as atividades bastante restritas ainda, para evitar o volume de pessoas", afirmou.


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Prefeitura de Serra Talhada

04/06


2020

Presidente do Sinpol é punido em mais um processo

O Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Simpol) tomou conhecimento, ontem, que o presidente da corporação, Áureo Cisneiros, recebeu uma punição de 20 dias de suspensão em um processo administrativo totalmente ilegal, segundo eles, por ter criticado o governador, em 2018, durante um ato que reivindicava o direito à liberdade sindical. A resposta do governo foi dada com mais uma punição. Confira no vídeo.


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O Jornal do Poder

04/06


2020

Cabo suspende reabertura do comércio

Do G1/PE

O município do Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife, suspendeu a reabertura do comércio, que havia sido prevista para hoje. O prefeito Lula Cabral (PSB) afirmou que a cidade está pronta para reabrir, mas que recebeu uma notificação do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) para que seguisse o decreto estadual que trata do tema.

"Estamos preparados para a reabertura. Mas, infelizmente, na quarta-feira (3), nós fomos surpreendidos pelo Procurador-geral de Justiça do estado recomendando, determinando que não reabríssemos nosso comércio no dia 4 e sim, seguir o decreto do governador. E nós sempre escutamos as autoridades, mas estamos preparados", afirmou Cabral.

O procurador-geral de Justiça, Francisco Dirceu Barros, emitiu, ontem, uma recomendação em que alerta que os gestores municipais podem adotar medidas para restringir ainda mais as medidas adotadas pelo governo estadual, mas não é possível relaxá-las.

Com isso, o decreto nº 1.905 de 28 de maio de 2020, que flexibilizava com restrições, a volta de atividades econômicas no município, foi revogado. Ficou mantida a suspensão do atendimento presencial nas repartições que não se enquadram como atividades essenciais.

O plano de reabertura gradual das atividades econômicas do estado permitiu, desde segunda-feira (1º), a reabertura de lojas de material de construção. Os estabelecimentos de atividades não essenciais puderam voltar a trabalhar com delivery, mas sem receber clientes. Com restrições, o comércio atacadista e a construção civil vão poder retomar atividades no dia 8 de junho.


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Shopping Aragão

04/06


2020

PL cria Programa Renda Básica Brasileira

O deputado federal Eduardo da Fonte (PP) protocolou nesta semana o Projeto de Lei 3023/20 que cria um programa social de distribuição de renda. O PL prevê o pagamento mensal de R$ 600 para os inscritos no benefício e a unificação das ações de transferência de renda do Governo Federal, como Bolsa Família, Bolsa Verde, Programa de Erradicação do Trabalho Infantil e Seguro Defeso.

Para ter direito ao Programa Renda Básica Brasileira, é preciso cumprir alguns requisitos, como, por exemplo, não ter emprego formal, ter renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo ou renda mensal até três salários mínimos. De acordo com o projeto, cada família pode ter até duas pessoas recebendo o benefício. Mulheres chefes de família receberão o benefício dobrado.

“É uma forma de dar mais dignidade as pessoas e uma forma eficiente de retomada da economia. O Renda Básica Brasileira vai possibilitar o aumento no consumo das famílias e, consequentemente, o nosso progresso econômico” explicou Eduardo da Fonte.


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Fernandes

Tacla Duran vem aí.

Jovelina Maria de Brito

Só não é mais corrupto porque não tem tamanho.....



04/06


2020

Pasta de Sileno também foi alvo da Operação Inópia

Além de investigar indícios da suposta existência de organização criminosa, voltada para a prática de crimes relacionados a fraudes na pandemia, e apurar possíveis irregularidades em contratos elaborados com recursos públicos, destinados ao combate da Covid-19, a Operação Inópia, desencadeada ontem pela Polícia Civil, teve também, como um de seus alvos, a Secretaria de Desenvolvimento Social, Criança e Adolescente de Pernambuco, comandada pelo presidente estadual do PSB, Sileno Guedes.

A Pasta firmou, sem licitação, um contrato com a empresa Juntimed Produtos Farmacêuticos e Hospitalares Ltda, para fornecimento de 200 mil cestas básicas, ao custo de R$ 2,7 milhões, a serem entregues aos 184 municípios pernambucanos.

As buscas e apreensões na Secretaria foram confirmadas em coletiva, há pouco, pela Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO).

Na coletiva, as autoridades que executaram a Operação revelaram que há suspeitas de incapacidade técnica da empresa para cumprimento do contrato. Inicialmente era uma gráfica e depois se transformou em empresa de venda de produtos medicamentosos e farmacêuticos. Os mandados foram cumpridos por determinação da Juíza da Vara de Crimes contra a Administração Pública e Ordem Tributária, da Capital.


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04/06


2020

Caso fortuito ou força maior no inadimplemento contratual

Por Caroline Rosendo*

O cenário delicado provocado pela pandemia da Covid-19 vem fazendo com que muitos intentam se ejetar de contratos anteriormente celebrados, sob alegação de caso fortuito ou força maior, cuja previsão encontra guarida no Código Civil.

Importante destacar que todo pacto deve ser cumprido. Quando dois polos se posicionam na perspectiva subjetiva de um contrato, se tem a escopo do cumprimento da avença, exatamente da forma como foi previamente ajustada. Entretanto, no cenário pandêmico atualmente enfrentado, é possível ocorrer diversos desvios que resultarão em inadimplemento.

Diante do reconhecimento da pandemia do novo coronavírus – que trouxe consequências que vão muito além da esfera de saúde – várias pessoas, físicas e jurídicas, se veem impossibilitadas de cumprir contratos firmados.

Contudo, há de se analisar que deve haver um impedimento real e comprovado que justifique a impossibilidade de cumprimento do dever contratualmente assumido e que guarde relação com a pandemia. Portanto, não é possível sua alegação de modo genérico.

Tem-se que provar a absoluta impossibilidade de cumprimento da obrigação, que deve ser visivelmente ocasionada pelo evento imprevisível e/ou inevitável (pandemia).

O obstáculo que impede o cumprimento do pacto poderá ser provocado, por exemplo, pela suspensão de determinadas atividades ou em razão das medidas adotadas pelo Poder Público no combate à pandemia.

A legislação dispõe que são consequências da caracterização do caso fortuito ou de força maior: 1 – a ausência de responsabilidade do devedor pelo inadimplemento a que tenha dado causa e 2 – a resolução dos contratos a que tenha tornado impossível o cumprimento.

Em que pese haver doutrina que diferencia o caso fortuito da força maior, ambos dizem respeito a um fato necessário, superveniente e inevitável.

Todas as qualificadoras estão previstas na atual pandemia, que de forma repentina, violenta e inevitável atingiu de frente as atividades da maioria da população.

O descumprimento não pode ser encarado como um comportamento ordinário/costumeiro, visto que deve ser reflexo de duas situações: quando o devedor não se programou previamente para suportar os custos e as exigências dela decorrentes ou quando ocorre alguma situação imprevista que extrapola o limite do razoável.

Importante destacar que aquele que se dispõe a cumprir uma obrigação deve se postar de forma diligente, buscando sempre o seu adimplemento, sob pena de recair sobre si a responsabilização contratual e suas consequências. A impontualidade do devedor poderá resultar em consequências jurídicas de caráter punitivo.

A pandemia é extraordinária, do que faz prova as medidas drásticas e inéditas a que estão submetidas as pessoas físicas e jurídicas; e imprevisível, pois, a cada dia, novas disposições, normas e regras são editadas pelo Poder Público, surpreendendo e afetando diretamente as atividades empresariais.

Portanto, neste momento inédito e crítico que atravessamos, a boa-fé consagrada na legislação brasileira, igualmente poderá ser acionada para preservar a relação contratual até a superação desta crise. A apreciação de todo contexto exige consulta à legislação, julgados, práticas de negócio e, tão importante quanto, da verdadeira intenção da parte contratante (qual o ônus que é possível suportar antes de recorrer ao descumprimento contratual?).

Por felicidade, em episódio tão trágico, a solidariedade humana tende a revelar-se e facilitar negociações, renegociações e acordos, ante as medidas impostas para o resguardo de um bem maior, a saúde pública.

*Advogada, integrante da Academia Brasileira de Direito Eleitoral, com pós graduação em Gestão Pública, membro da Comissão da Mulher Advogada da OAB-PE


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04/06


2020

Sergio Moro estreia como colunista do jornal O Globo

O ex-juiz federal e ex-ministro da Justiça e Segurança Pública do Governo Bolsonaro, Sergio Moro, estreou uma coluna no jornal O Globo, ontem, com o um artigo intitulado “Contra o populismo”. “Não é o caso de falar em totalitarismo ou mesmo em ditadura, no presente momento, mas o populismo, com lampejos autoritários, está escancarado”, diz trecho do artigo de Moro no veículo carioca.

No início da semana Moro já havia sinalizado que seria colunista de um veículo de comunicação. Confira o primeiro artigo publicado pelo ex-juiz no jornal:

Contra o populismo

O imperador romano, na tradição política e jurídica da época, era considerado dominus mundi e legibus solutus. Era o senhor do mundo e estava acima da lei, mais do que isso, era a própria lei.

Na evolução histórica, passamos pelas monarquias absolutistas do “Estado sou eu” dos séculos XVII e XVIII e pelo totalitarismo de direita e de esquerda na primeira metade do século XX, mas avançamos, desde então, com o reconhecimento de direitos fundamentais, separação de poderes e supremacia da Constituição.

Dentro do modelo do estado de direito o governo é de leis, não do arbítrio do governante ou de interesses especiais.

Dessa forma, é essencial separar o Estado da pessoa do governante. As instituições de Estado, ainda que sujeitas a algumas orientações políticas, estão vinculadas à aplicação neutra e apartidária da lei.

Isso é especialmente relevante para as agências de aplicação da lei que também têm um papel de controle das ações dos próprios governantes.

É fundamental, assim, para o modelo do estado de direito, garantir a independência das Cortes de Justiça e do Ministério Público.

Também é preciso garantir a autonomia funcional até mesmo de órgãos vinculados ao Poder Executivo.

Os órgãos policiais, por exemplo, encarregados de apurar crimes, por vezes, dos próprios governantes, não podem ficar sujeitos ao arbítrio do mandatário de ocasião. O mesmo raciocínio é válido para vários outros setores nos quais demanda-se a aplicação neutra da lei por agentes públicos, como em matéria fiscal, sanitária ou ambiental.

Os órgãos do Estado, afinal, têm sua atuação regrada pela lei e por finalidade atender o bem-estar comum e não cumprir os caprichos e arbítrios do governante do momento.

Políticos populistas tendem a ignorar tal distinção.

Não é o caso de falar em totalitarismo ou mesmo em ditadura, no presente momento, mas o populismo, com lampejos autoritários, está escancarado.

Judiciário e Legislativo são inconvenientes quando não se dobram à vontade do Executivo.

Órgãos vinculados ao Executivo devem cumprir acriticamente a pauta do Planalto e estão sujeitos a interferências arbitrárias.

Os exemplos se multiplicam. Radares devem ser retirados das rodovias federais, ainda que isso leve ao incremento dos acidentes e das mortes; agentes de fiscalização ambiental devem ser exonerados se atuarem efetivamente contra o desmatamento ou queimadas; médicos devem ser afastados do Ministério da Saúde pois a pandemia do coronavírus atrapalha a economia, e agentes policiais federais não podem cumprir “ordens absurdas” quando dirigidas contra aliados político-partidários.

O quadro é muito ruim. Mas quero deixar claro: o populismo é negativo por si mesmo, seja de direita, seja de esquerda. Manipular a opinião pública, estimulando ódio e divisão entre a população é péssimo. Temos mais coisas em comum do que divergências. Democracia é tolerância e entendimento.

Há espaço para todos. Não há problema na presença de militares no governo, considerando seus princípios e preparo técnico. Não há espaço, porém, para ameaçar o país invocando falso apoio das Forças Armadas para aventuras.

Combater a corrupção continua sendo um objetivo primário para fortalecer a economia e a democracia, mas não se pode fazer isso enfraquecendo as instituições de controle com ameaças e interferências arbitrárias. Tampouco servem a esse objetivo a celebração de algumas questionáveis alianças políticas e a retomada de velhas práticas.

Precisamos no momento de união. Há uma pandemia com número assustador de vítimas. Há a necessidade de planejar e buscar a recuperação econômica.

Para tanto, políticas públicas racionais e previsíveis são imperativas. Crises diárias, ameaças autoritárias, instabilidade, ódio, divisões, nada disso é positivo.

Diante dos recentes questionamentos contra o governo federal, há algumas opções em aberto. Insistir no populismo, que até agora nada ajudou contra a pandemia ou para recuperar a economia, não parece ser o melhor caminho. É melhor, como outros já disseram, “colocar a bola no chão”, agir com prudência, observar a lei, respeitar as instituições, buscar o consenso necessário para combater a pandemia, assim protegendo as pessoas, bem como para recuperar empregos e a economia.

Não é difícil unir as pessoas em um momento de crise e em prol de um objetivo comum, especificamente salvar vidas e empregos e fazer do Brasil um grande país. Para tanto, é necessário fazer a coisa certa, sempre, sem tentações populistas ou autoritarismo. Há tempo para o governo se recuperar e é o que todos desejam. Mas precisa começar, já que a crise é grave e não permite perder mais tempo do que já foi perdido.

Sérgio Moro – ex-ministro da Justiça e Segurança Pública


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Fernandes

Tacla Duran vem aí.



04/06


2020

Desventuras de Câmara e Geraldo no mundo da Covid

Por Antonio Magalhães*

O filme americano “Jojo Rabbit” conta as desventuras de um garoto da juventude hitlerista numa Alemanha em guerra quando descobre que está escondida na sua casa uma jovem judia protegida por sua mãe. De uma rejeição inicial, Jojo passa lhe dedicar uma afeição de irmã. A certa altura da película, o garoto pergunta à jovem perseguida pelos nazistas o que vai fazer quando a guerra acabar. Ela responde: “vou dançar”.

Naturalíssima a resposta, quando num ambiente de alto risco e restrições severas, o reducionismo dos desejos é um fato. Tanto numa guerra, com inimigos visíveis, como no confinamento por conta de uma pandemia, com seus agentes letais invisíveis, cresce a expectativa para que o perigo desapareça e a pessoa consiga realizar o mais simples e sincero dos desejos, alimentado pela fantasia da volta à normalidade.

A jovem judia queria recomeçar dançando sua vida depois da guerra. Eu tenho meu desejo para a pós-pandemia, fortalecido a cada vez que olho pela janela do meu apartamento: tomar um banho de mar, levando sol, salgando a pele, fazendo evaporar vírus e crecas armazenados durante a quarentena de proibições que Geraldo Júlio e Paulo Câmara submeteram os recifenses e pernambucanos. 

Pela lentidão das decisões governamentais neste período, vai demorar a reabertura de espaços de lazer e recreação, como parques e praias. Por isso um grupo de pessoas se mobiliza para um ato de desobediência civil no domingo 7 de junho, fazendo a “reintegração de posse das praias”, começando por Boa Viagem. Não está sendo fácil para ninguém viver sem um espaço que lhe garante a saúde.

Por conta dessa proposta rebelde, uma das organizadoras da reintegração das praias, a jornalista e psicóloga Lana Valentim, presta hoje depoimento na delegacia de Boa Viagem sobre este movimento. Ela foi acordada ontem com três policiais na porta do seu apartamento para lhe entregarem a intimação.

O gesto intimidativo indignou o deputado estadual Alberto Feitosa (PSC).  “O trabalho da polícia é combater o crime e prender bandido, não reprimir cidadãos de bem! Tenha respeito governador Paulo Câmara com o povo, promova o diálogo, escute as pessoas, pare de agir de maneira ditatorial, antidemocrática e sem planejamento”, interpelou Feitosa.

E de fato, as atitudes dos dois gestores governamentais da crise da Covid, Paulo Câmara e Geraldo Júlio, têm sido objeto de críticas e intervenções policiais. Paulo Câmara fechou tudo no Estado na hora errada, pois não conteve as contaminações e o número de mortes. E ao ensaiar uma abertura mixuruca foi criticado pelos setores econômicos e pelos “cientistas” seus aliados que acham que está cedo demais para acabar com a prisão domiciliar dos pernambucanos.

Já o prefeito Geraldo Júlio empenhou-se em fazer hospitais de campanha a qualquer custo, que gerou um exagero de gastos identificado depois pelo Tribunal de Contas do Estado, Ministério Público Federal e Polícia Federal. Diante da possibilidade de ser investigado, como está sendo seu secretário da Saúde, Geraldo recolheu-se para cuidar de si e de sua cria, o infante João Campos, pré-candidato do PSB à prefeitura do Recife.

Mas Geraldo pouco ajudou o cidadão-contribuinte da Capital. Pelo contrário, não aliviou a carga de impostos municipais e contratou empresas de monitoramento de pessoas pelo celular, supostamente para uso durante a pandemia, mas com ampla possibilidade de tornar-se uma eficiente máquina eleitoral.

A contaminação do governador PC pela Covid em nada o transformou. Continuou insistente nas suas certezas de poucos resultados. E sequer quis informar qual o medicamento que tomou para uma volta rápida ao trabalho. Pediu apoio da Justiça para manter o sigilo da medicação.

Como registrou o jornal O PODER de ontem, se PC tomou doses de Hidroxicloroquina, condenada ideologicamente pela Esquerda, não teve problemas em ter acesso ao remédio. A Farmácia do Governo tem um estoque alto para pacientes com doenças crônicas. Mas para combater a Covid não sai nada oficialmente.

E por fim fica uma pergunta no ar: como vai ficar o Governo do Estado depois que a OMS declarar a eficácia da Hidroxicloroquina no tratamento inicial da Covid? É o que organização vem agora pesquisando. Há dias o medicamento foi retirado do protocolo de tratamento estadual, embora esteja no protocolo do Ministério da Saúde. Todos na espera das mudanças. É isso.

*Integrante da Cooperativa de Jornalistas de Pernambuco


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Fernandes

O pesadelo político pelo que o Brasil está passando é resultado direto da explosão do número de evangélicos.

Fernandes

Esse cidadão, é o Don chato.

Fernandes

Não esquece o que disse Olavo de Carvalho já justifica corrupção bolsonarista Ao ser questionado pela BBC Brasil sobre o escândalo do caso Queiroz, o guru do bolsonarismo disse que casos pequenininhos de corrupção podem acontecer, e que um episódio de corrupção no governo Bolsonaro é menos grave do que em outros governos. Tudo bandido.

Jovelina Maria de Brito

entre o Camara e o Geju dou os dois e não quero troco....agora, o feitosinha aí de cima só não é mais corrupto porque está de quarentena....



04/06


2020

11º iNovaFundaj lança luz sobre futuro da cultura erudita

Debater “Os impactos da Covid-19 na cultura”. Esse foi o objetivo – e tema – da 11ª edição do iNovaFundaj. O evento, realizado ontem, reuniu especialistas das áreas musicais, empreendedores das artes clássicas e jornalistas. A iniciativa da Diretoria de Formação Profissional e Inovação (Difor) da Fundação Joaquim Nabuco teve mediação do diretor de Memória, Cultura, Educação e Arte (Dimeca) da Fundaj, Mário Hélio. O encontro se deu em formato webinário, como tem sido desde 15 de abril, em respeito às medidas de isolamento social adotadas como combate ao novo coronavírus (Covid-19).

Falando em nome da instituição, através da plataforma de vídeos chamadas Zoom, além de transmissão ao vivo pelo YouTube, o presidente da Casa, Antônio Campos, abriu a discussão saudando os gestores presentes, assim como os convidados e o público. Em suas palavras, lembrou de uma conversa que teve com o ceramista Francisco Brennand sobre o conceito de cultura, propondo a reflexão. “Perguntei a Brennand o que era a arte. Prontamente ele respondeu que a arte é o destino. Então, o que seria a cultura? Trata-se da forma como um povo se expressa. No contemporâneo, merece outra reflexão: a cultura não pode ser um apêndice do capitalismo, é preciso haver um equilíbrio para que não se torne descartável no século XXI”.

Após a fala de Antônio Campos, o diretor da Difor, Wagner Maciel, agradeceu o empenho dos funcionários da diretoria para a elaboração do webinário. “A participação de todos é fundamental em cada uma das etapas do iNovaFundaj. Nesse, em especial, quero agradecer a coordenadora dos Cursos de Curta Duração, Gabriela Almeida, por ter feito o contato com esses palestrantes incríveis”. Em seguida, o diretor da Dimeca, Mário Hélio, levantou o questionamento que embasou as palestras do economista Steffen Dauelsberg e do jornalista Márvio dos Anjos, com contribuições da presidente da empresa Dell'Arte, Myrian Dauelsberg. “O que acontece com a música erudita, salas de concertos, bons shows e economia cultural neste momento de pandemia?” Passando a palavra para Steffen, Mário Hélio continuou: “Queremos provocar indagações e inquietações em quem nos assiste”.

O economista Sttefen Dauelsberg apresentou uma planilha de dados que abrange também diversos países afetados pela pandemia da Covid-19 - como a Itália, Espanha, França e Alemanha - mas ressaltou que não iria se “ater a trazer soluções efetivas, porque elas ainda não existem”. Segundo ele, 98% dos eventos do Brasil foram impactados pela paralisação das atividades derivadas do isolamento social. “Estamos saindo de um momento extremamente crítico para tentar entender como será esse caminhar”.

Em sua previsão, Steffen acredita que o país viverá o chamado “novo normal”, com realidades como as já aplicadas na Europa. “Os teatros serão reabertos com a capacidade reduzida, porque é importante não retrocedermos no número de casos de infectados com o novo coronavírus. Platéias europeias estão tendo algumas de suas cadeiras retiradas, para evitar a aproximação entre o público. O estilo ‘drive-in’, por exemplo, em que cada um fica dentro de seu carro, pode ser uma tentativa de artistas se reconectarem com as pessoas”.

Tal necessidade de ampliação de plataformas digitais que liguem artistas ao público é uma necessidade reconhecida também por Márvio dos Anjos. Apesar disso, o jornalista ressalta que a qualidade do serviço online é uma realidade ainda distante do brasileiro. “A esmagadora maioria dos nossos teatros adiou algumas revoluções, e vamos pagar um preço por isso. Não dá para acreditar que a estrutura tecnológica dos teatros no Brasil irá rapidamente se comparar com os da Alemanha, por exemplo. É preciso ampliar plataformas dentro do possível, valorizando a arte local, assim como a cultura”.


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04/06


2020

Tem irmão de pré-candidato roubando projetos em Garanhuns

Quanto mais se aproximam as eleições, mais espertalhões despontam na política tentando enganar a população. Em Garanhuns, o pré-candidato a vereador Johny Albino (PSB), irmão do deputado estadual e pré-candidato à Prefeitura de Garanhuns pelo PSB, Sivaldo Albino, roubou, literalmente, a paternidade do projeto, já sancionado pelo prefeito Izaias Régis (PTB), suspendendo, enquanto durar a pandemia, a taxa de iluminação pública dos  consumidores de baixa renda, que consomem até 220 kwh de energia por mês.

A proposição, na realidade, tem as digitais da ex-presidente da Câmara, Carla Patricia, trabalhista, aliada do prefeito, com quem se encontra, daqui a pouco, para agradecer a sanção do seu projeto. "Fiquei indignada ao ler nos blogs que a iniciativa foi de Johny, o que de longe não é verdade", desabafou 

Ex-diretor do Ciretran de Garanhuns, Johny Albino (PSB) alega que foi o primeiro a propor que a taxa não fosse cobrada durante a pandemia, mas o projeto que o prefeito sancionou foi o de Carla, sensível aos estragos dos efeitos  econômicos perversos da Covid-19 nos diversos segmentos da população, especialmente os mais pobres, sem condições sequer de pagar a conta da luz.

"A iniciativa e todo esforço a convencer o prefeito foram meus", desabafa a parlamentar. Ela diz que se sente indignada e ao mesmo tempo triste diante da situação, o que, infelizmente, tem sido corriqueira em outras câmeras também.


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03/06


2020

Deputados querem comissão para acompanhar volta às aulas

A retomada das aulas nas escolas públicas brasileiras será acompanhada por uma comissão nacional de parlamentares. O requerimento para a criação da comissão temporária externa foi protocolado hoje na Câmara dos Deputados, com a participação de 12 deputados. A ideia é promover uma arena pública de acompanhamento, discussão e deliberação, que pode contribuir para orientar boas decisões, autônomas e articuladas, pelos entes federativos.

O deputado Danilo Cabral, um dos integrantes do colegiado, afirma que a volta às aulas deve ocorrer de forma planejada, seguindo as orientações das autoridades sanitárias e visando a preservação da saúde dos estudantes, professores e trabalhadores da educação. “Por imposição da pandemia, tivemos que interromper o ano escolar bruscamente, o retorno das atividades deve assegurar direito à aprendizagem dos alunos, buscando oferecer igualdade de condições e equidade para prioridades na alocação de recursos e ações”, destaca.

Para a deputada Professora Rosa Neide (PT-MT), o Poder Público deve envidar esforços para construir uma efetiva, dialogada e pactuada estratégia para o Retorno às Aulas no âmbito do enfrentamento da Covid-19, envolvendo a participação da União, estados, o Distrito Federal e os municípios. “Soluções improvisadas e limitadas não são capazes de garantir o direito de aprendizagem, ao contrário, podem aprofundar uma oferta desigual e limitar, ainda mais, oportunidades educativas”, afirma.

A comissão pretende promover debates envolvendo especialistas, entidades de representação das categorias da educação, movimento estudantil e governos para a definição do retorno das atividades escolares. “Dessa forma, poderemos contribuir para a elaboração de uma estratégia para essa retomada”, explica Danilo Cabral. Segundo o deputado, a estratégia deve conter a política e as diretrizes para a reorganização dos calendários, dos processos de reposição e de recuperação das aprendizagens.

Além de Danilo Cabral e da Professora Rosa Neide, assinam o requerimento os deputados Waldenor Pereira (PT-BA), Idilvan Alencar (PDT-CE), Maria do Rosario (PT-RS), Margarida Salomão (PT-MG), Zeca Dirceu (PT-PR), Alice Portugal (PCdoB-BA), Rejane Dias (PT-PI), Alencar Santana Braga (PT-SP), Pedro Uczai (PT-SC) e Rogério Correia (PT-MG).


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