Governo de PE

16/04


2019

Queda do PIB: sem pão, não tem circo

Helena Chagas

Vai ficar difícil, para Jair Bolsonaro, mudar sua curva de popularidade decrescente nas pesquisas. A prévia do PIB feita pelo Banco Central, o IBC-Br, mostra um tombo em fevereiro, com queda de 0,73% da atividade econômica em relação a janeiro. Segundo os analistas, o recuo é maior do que se esperava, o pior para um mês desde maio de 2018, que refletiu os efeitos da greve dos caminhoneiros.

Está certo, ninguém faz milagre na economia em dois meses, mas as expectativas têm papel importante no crescimento, e os índices de confiança dos consumidores e das empresas também estão indo ladeira abaixo. O mínimo que se pode dizer é que vai perdendo velocidade um PIB que já crescia a ridículos 1% ao ano.

Juntando-se esse clima – um mix de desânimo dos investidores com a falta de dinheiro no bolso dos trabalhadores e desempregados – ao conjunto da obra do governo, fica claro que vai ser muito difícil convencer os setores que deixaram de considerar Bolsonaro bom ou ótimo a retornar.

Essa possibilidade fica a cada dia menor, sobretudo nas faixas de mais baixa renda, onde foi mais acentuada a queda da popularidade presidencial. O anúncio, hoje, de que Bolsonaro acabou em definitivo com a política de aumento real do salário mínimo na Lei de Diretrizes Orçamentárias que está enviando ao Congresso é uma cereja no bolo indigesto do desmantelamento de programas sociais e de distribuição de renda.

A agenda de firulas populistas e ideológicas não enche a barriga de ninguém – o que só emprego e crescimento da economia conseguem. Sem pão, não haverá circo suficiente para Bolsonaro animar a plateia.


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21/07


2019

Feliciano chama porta-voz de "incompetente"

Feliciano agora critica porta-voz e o chama de “incompetente”. Deputado culpa o general Rêgo Barros pela realização dos cafés com jornalistas, que tem dado dor de cabeça ao governo por conta as declarações do presidente.

Otávio do Rêgo Barros, porta-voz da Presidência da República, - 19/02/2019  (Valter Campanato/Agência Brasil)

Veja - Da Coluna Radar, de Robson Bonin
Por Evandro Ébolia

 

Depois das desavenças com o general Santos Cruz, ministro que acabou deixando o governo, o deputado e pastor Marco Feliciano (Podemos-SP) resolveu agora criticar outro militar do Planalto, o general Rêgo Barros, porta-voz da Presidência da República.

O parlamentar, que é muito próximo a Bolsonaro, atribui a ele as polêmicas geradas por declarações do presidente durante os cafés com jornalistas às sextas-ferias no Palácio do Planalto.

Em postagem nas suas redes na noite deste sábado, Feliciano chamou Rêgo Barros de “mal-intencionado e incompetente”. Para ele, a ideia desses cafés, que tem dado dor de cabeça ao governo, foi do oficial.

“Porta-voz serve para proteger, não para expor. Nunca na história deste país um presidente foi tão exposto à imprensa como Jair Bolsonaro. Alguém se lembra de presidente toda sexta-feira receber jornalista para café da manhã?” – atacou Feliciano.

E o deputado não parou por aí. Chamou o porta-voz de “usurpador”, por, na opinião dele, extrapolar nas suas funções.

“Rêgo Barros é um usurpador, pois porta-voz serve apenas para externar a opinião do presidente. Quem cuida do relacionamento da imprensa é o secretário de Imprensa…Quem indicou esse cara para o presidente?”

No café de ontem, Bolsonaro fez duas afirmações que geraram muita polêmica: primeiro, chamou os nordestinos de “paraíbas”; segundo, fez ataques inverídicos contra a jornalista Míriam Leitão.


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21/07


2019

Bolsonaro tem muito tambor e pouco violino

Houve época em que era mais fácil comprar cocaína que importar computador

Elio Gaspari - Folha de S.Paulo

 Em julho de 2017 o procurador Deltan Dallagnol foi convidado para fazer uma palestra no Ceará, pediu cachê de uns R$ 30 mil, mais passagens para ele, a mulher, os filhos e estadia no Beach Park ("as crianças adoraram"). Em junho passado o ministro de Economia baixou a Portaria 309, que reduzia os impostos de importação de bens de capital, informática e tecnologia. Dezoito dias depois, suspendeu-a. Nada a ver uma coisa com a outra? Elas mostram como a mão invisível do atraso leva o leão a miar.

Quem pagou a villeggiatura do doutor Dallagnol foi a Federação da Indústrias do Ceará, uma das estrelas do Sistema S, aquele em cuja caixa de R$ 20 bilhões arrecadados compulsoriamente nas veias das empresas o doutor Paulo Guedes prometeu "meter uma faca".

Passaram-se seis meses sem que Guedes voltasse a falar no Sistema S, mas quando ele assinou a portaria 309 cumpriu uma das maiores promessas de campanha do capitão Bolsonaro. Baixando os impostos de importação de bens de capital e de equipamentos de informática, baratearia os preços de computadores, celulares e produtos eletrônicos. A alegria durou pouco pois recolheu-a prometendo revê-la.

A mão invisível de uma parte do patronato da indústria ganhou a parada mostrando ao governo que poderia bloquear seus projetos no Congresso. Ela já conseguira o arquivamento do projeto de abertura comercial deixado por Michel Temer. Esse jogo tem quase um século. Houve época em que era mais fácil comprar cocaína do que importar computador. 

Quando a economia nacional começou a se abrir, o agronegócio foi à luta, modernizou-se e hoje é internacionalmente competitivo. A indústria blindou-se atrás de federações (alimentadas pelo Sistema S), aliada a "piratas privados e criaturas do pântano político" (palavras de Guedes). Poderosa, preserva-se com leis protecionistas. Resultado: os piratas prosperaram, a indústria definhou e seus produtos custam caro. Já as federações, nadam em dinheiro, custeando palestras que poucos empresários sérios custeiam.

O capitão Bolsonaro é um mestre do ilusionismo. A cada semana agita o país com tolices ("golden shower"), impropriedades (o conforto de um trabalho infantil que não conheceu) ou mesmo irrelevâncias (a nomeação do filho para a embaixada em Washington, ganha um almoço de lagosta no Supremo Tribunal quem souber os nomes dos três últimos embaixadores nos Estados Unidos). 

Quando um assunto relevante como a abertura da economia vai para o pano verde, o leão revoga a portaria 309 no escurinho de Brasília, prometendo revisá-la em agosto. A ver, pois essa orquestra tem muitos tambores e poucos violino.


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Fernandes

Cadê Juan Guaidó? Impressionante: Depois de fracassar, o golpista escafedeu-se e a mídia esqueceu dele de vez.



21/07


2019

Novo livro conta história da carreira militar de Bolsonaro

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

'O Cadete e o Capitão' relata episódio de 'rebeldia' do capitão reformado

Vem aí o livro "O Cadete e o Capitão", do repórter Luiz Maklouf Carvalho.

Elio Gaspari - Folha de S.Paulo

Ele conta a carreira militar de Jair Bolsonaro e revisita o episódio dos anos oitenta do século passado em que o jovem oficial foi submetido a um Conselho de Justificação que considerou "seu comportamento aético e incompatível com o pundonor militar.

O caso foi para o Superior Tribunal Militar e lá ele foi considerado "não culpado" das acusações do conselho. O capitão deixou o Exército e elegeu-se vereador no Rio.

Bolsonaro era um jovem ativista crítico da política salarial dos militares, havia tomado 15 dias de cadeia por indisciplina.

Ele era acusado de ter desenhado um croquis com um plano de explosão da adutora do Guandu, no Rio de Janeiro. 

Pela sua documentação, o livro de Maklouf é encrenca da boa. Assim como foi encrenca da boa sua reportagem mostrando que a presidente Dilma Rousseff nunca concluíra o doutorado pela Unicamp que enfeitava sua biografia oficial.


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Fernandes

Se as escolas militares são tão boas, por que Bolsonaro é tão Burro?

Fernandes

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21/07


2019

Partido de Bolsonaro tem metas ambiciosas para subir ao céu

O PSL tem metas ambiciosas para a campanha nacional de filiação que vai colocar na rua a partir de agosto. A ideia da direção do partido, que hoje tem 270 mil associados, é chegar a 500 mil até 31 de março do ano que vem –e a 1 milhão, em outubro de 2020.

A sigla de Jair Bolsonaro elaborou um documento para explicar os objetivos do mutirão por novos adeptos. A meta, segundo o texto, é “posicionar o PSL como referência de ideias liberais na economia e valores baseados na pátria e na família”.

 O partido delineou, inclusive, palavras de ordem para atrair filiados. Elas giram em torno de motes que remetem a mudança e aos ideais econômicos de Paulo Guedes (Economia).

Exemplos: “Quer mudar o Brasil: PSL, aqui você é bem-vindo” e “Trabalho digno com mais liberdade, PSL: aqui, ideias liberais são bem-vindas”.(Painel – FSP)


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Fernandes

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21/07


2019

Brasileiro acredita em imprensa sim, diz pesquisa

Essa história de que ninguém acredita em imprensa não passa de história. O Instituto Ipsos, em pesquisa internacional, concluiu que o brasileiro é um dos povos que mais confiam em veículos impressos, TV e rádio (65%).

Os sites de notícias, em geral ligados à grande imprensa, são bem aceitos por 58% do público.

Os brasileiros acreditam (70%, quase vinte pontos percentuais acima da média mundial) que jornais e revistas são relevantes.

A pesquisa inteira pode ser vista no linkhttps://bit.ly/2XIrMrq

A TV Gazeta de São Paulo acaba de retirar do ar um de seus melhores programas: Todo seu, apresentado por Ronnie Von. É pena. E assim também sai o ex-governador Geraldo Alckmin, médico, que dava dicas de saúde.


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Fernandes

Cadê Juan Guaidó? Impressionante: Depois de fracassar, o golpista escafedeu-se e a mídia esqueceu dele de vez.



21/07


2019

Pelo ralo: o seu, o meu, o nosso

Uma servidora técnica do Tribunal de Justiça da Bahia se aposentou com salário integral de R$ 49.700,00 – embora o teto salarial de servidor público seja de R$ 39.200,00, o que é pago aos ministros do Supremo Tribunal Federal.

Mas, segundo nota do Tribunal de Justiça da Bahia, não há nada de estranho: a coisa é assim mesmo. O salário da servidora é de R$ 8.526,86.

Aí se soma um abono permanente de R$ 98,91, estabilidade econômica IP-FC2 (R$ 2.058,62); vantagem pessoal eficiência (R$ 1.117,77); vantagem pessoal AFI (R$ 2.276,70); vantagem pessoal AFI Símbolo (R$ 23.709,64); vantagem do artigo 263 (R$ 9.268,25); e 31% de ATS (R$ 2.643,32).

Sopa de letrinhas? Sem dúvida – mas saber as letras dá boa aposentadoria.(Carlos Brickmann)


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21/07


2019

O que dá pra rir dá pra chorar.

Carlos Brickmann

Dsemprego, miséria? Mas a fome no Brasil “é uma grande mentira”, diz Bolsonaro. Ele, que já rodou o país, garante que não viu nas ruas “pessoas com físico esquelético”. Depois admitiu que, sim, há quem coma mal. Talvez não passe fome por causa das mangueiras, como já disse a ministra da Agricultura, Teresa Cristina: os mais pobres, acha, se alimentam de mangas.

De Bolsonaro para Rodrigo Maia, por Twitter, durante entrevista do presidente da Câmara a Heraldo Pereira, na Globonews: “Eu te amo”. Caros leitores, deixemos de lado os maus pensamentos: amor, mas no bom sentido.

Rodrigo Maia, no mesmo programa, garantiu que não nomearia um filho embaixador, mas que este é um direito que o presidente tem. O deputado, sábio, esqueceu que César Maia ajudou a Câmara a eleger como presidente, que aliás se mostrou à altura do cargo, o seu filho – Rodrigo Maia.

E como Rodrigo Maia respondeu à twitter-declaração de Bolsonaro? Enviando-lhe um emoji carinhoso, o coraçãozinho vermelho. Meiguíssimo.

O Ministério da Economia estuda como melhorar a situação daqueles que não só comem mal como passam outras necessidades. Talvez libere o Fundo de Garantia, claro que a prestações. Beleza: assim ajuda os pobres com o dinheiro deles mesmos, que o Governo remunera a juros ridículos.

O vice, general Mourão disse a Pedro Bial que sempre houve homossexualidade no Exército, mas dentro da disciplina e da hierarquia.


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20/07


2019

Esquentou: fim da trégua Bolsonaro e Globo

Acabou a frágil trégua entre os ‘inimigos’ Bolsonaro e Globo

Tentativa de boa relação termina após ataque do presidente a Miriam Leitão e nota de repúdio que o chamou de mentiroso no JN

Portal Terra - Jeff Benício

O processo de pacificação entre Jair Bolsonaro e o Grupo Globo chegou ao fim na sexta-feira (19), no café da manhã com correspondentes estrangeiros no Palácio do Planalto.

Ao afirmar que Miriam Leitão – comentarista no Bom Dia Brasil e apresentadora na GloboNews – foi presa na época da ditadura quando estava a caminho da Guerrilha do Araguaia e teria mentido sobre a tortura sofrida quando estava grávida, o presidente gerou forte reação do clã Marinho.

Na edição desta sexta-feira (19) do Jornal Nacional, nota lida por Renata Vasconcellos durante três minutos e meio foi um contra-ataque incisivo.

“Essas afirmações do presidente causam profunda indignação e merecem absoluto repúdio. Em defesa da verdade histórica e da honra da jornalista Miriam Leitão, é preciso dizer com todas as letras que não é a jornalista quem mente.”

A cúpula da Globo passou o recado, apesar do eufemismo: chamou Bolsonaro de mentiroso – e ainda o comparou a Lula e Dilma ao ressaltar a defesa que o capitão reformado do Exército sempre faz dos episódios de violência no regime militar (1964-1985).

“É importante ressaltar que Miriam Leitão, ao longo dos governos do Partido dos Trabalhadores, foi também alvo constante de ataques. Não questionaram, como agora, o sofrimento por que passou na ditadura”, disse a âncora do JN.

Em outro trecho, a emissora aproveitou para reafirmar a própria imparcialidade – tão contestada por políticos e manifestantes de quase todos os tons ideológicos.

“Esses insultos, no passado como agora, em sinais trocados, apenas demonstram a maior das virtudes de Miriam como profissional: a independência em relação a governos, sejam de esquerda ou de direita ou de qualquer tipo. A Globo aplaude essa independência, pedra de toque do jornalismo profissional, e se solidariza com Miriam Leitão.”

O texto certamente teve o aval de William Bonner, apresentador e editor-chefe do principal telejornal do canal líder em audiência. Ele está afastado da bancada para se tratar de uma gripe.

Imediatamente houve alvoroço nas redes sociais: a Globo foi bastante apoiada, e também muito criticada. Defensores e críticos de Bolsonaro se digladiaram mais uma vez.

O presidente sempre considerou a empresa de comunicação da família Marinho como seu inimigo público número 1. Disse isso, literalmente, em áudio de WhatsApp vazado pelo então ministro Gustavo Bebianno.

Em maio, Bolsonaro chegou a receber o vice-presidente de Relações Institucionais da companhia, Paulo Tonet. Ensaiaram uma relação cordial. Durou pouco.

Esse novo atrito suscitado pela declaração polêmica a respeito de Miriam Leitão ocorre logo depois que a Globo fez uma cobertura positiva da primeira etapa da Reforma da Previdência. Veículos ligados à esquerda chegaram a afirmar que a emissora saiu em defesa dos interesses do governo.

Ainda que tenham relevante apoio de numerosos sites e blogs e nas redes sociais, Jair Bolsonaro e seus ministros não podem desprezar o poder de influência da TV.

Somente o JN chega a atingir 7 milhões de telespectadores (a maior parte deles, eleitores) na Grande São Paulo. Essa plataforma de divulgação é valiosa a um governante que precisa propagar o que faz e aquilo que ainda pretende fazer pelo País.

O recente episódio pode também azedar a relação do presidente com os jornalistas em geral. No Twitter, o filho 02, vereador Carlos Bolsonaro, manifestou desaprovação sobre os eventos para a imprensa com a presença do pai.

“Por que o Presidente insiste no tal café da manhã semanal com “jornalistas”? Absolutamente tudo que diz é tirado do contexto para prejudicá-lo. Sei exatamente o que acontece e por quem, mas não posso falar nada porque senão é “fogo amigo”. Então tá, né?! O sistema não parará!”


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20/07


2019

Bolsonaro critica imprensa: distorce suas afirmações

Para Bolsonaro, imprensa distorce suas declarações e sente saudades do PT

Nesta sexta, presidente chamou governadores nordestinos de 'paraíbas' e disse que não há fome no Brasil

Gustavo Uribe – Folha de S.Paulo

O presidente Jair Bolsonaro afirmou neste sábado (20) que a imprensa brasileira distorce as suas declarações públicas e que os veículos de comunicação "morrem de saudades do PT". Em mensagem nas redes sociais, ele reagiu às críticas aos seus recentes posicionamentos. Nesta sexta-feira (19) o presidente disse que não há fome no Brasil, chamou os governadores nordestinos de "paraíbas"e atacou a jornalista Miriam Leitão.

"Não adianta a imprensa me pintar como seu inimigo. Nenhum presidente recebeu tanto jornalista no Palácio do Planalto quanto eu, mesmo que só tenham usado dessa boa vontade para distorcer minhas palavras, mudar e agir de má-fé ao invés de reproduzir a realidade dos fatos", disse, referindo-se a um café com correspondentes estrangeiros nesta sexta-feira.

Ele afirmou ainda que sempre defendeu a liberdade de imprensa, "mesmo consciente do papel político-ideológico atual de sua maior parte, contrário aos interesses dos brasileiros, que contamina a informação e gera desinformação. No fundo, morrem de saudades do PT".

Bolsonaro depois acrescentou, também em redes sociais: "Vou falar do PT sempre. Não adianta chorar. Não é porque perderam a eleição que seus crimes devem ser ignorados. Os efeitos devastadores do desgoverno da quadrilha ainda podem ser sentidos e é papel de todo aquele que que ama o Brasil lembrar quem foram os culpados".


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Fernandes

É um quadrúpede.



20/07


2019

Sobe número de brasileiros que não têm o que comer

"Quem tem fome tem pressa"

Fome no Brasil: cresce a taxa de brasileiros que não têm dinheiro para comprar comida.

Foto: Tiago Rogero

O Globo - Por Ancelmo Gois

No mesmo dia em que Bolsonaro afirmou que “falar que se passa fome no Brasil é uma grande mentira”, a FGV Social concluiu que, no ano passado, 30% dos brasileiros diziam que não tinham dinheiro para comprar alimentos necessários para eles e a família deles. Em 2014, antes do início da recessão, eram 20%.

Ou seja: segundo Marcelo Neri, não só o problema existe como, na visão dos brasileiros, ele cresceu com o tempo.

Diga-se a favor do argumento de Bolsonaro que, nas últimas décadas, o Brasil deu avanços importantes no combate à fome. Nos anos 1990, quando Betinho (1935-1997) lançou a Campanha da Cidadania, eram 32 milhões de famélicos. 

De lá para cá melhorou, em parte, graças a FH e Lula (dois personagens que o presidente gostaria de banir da vida pública).

O primeiro derrotou a hiperinflação, cuja vítimas maiores eram os pobres, e o segundo avançou em politicas sociais.

 


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20/07


2019

Mourão quer ajudar PRTB na eleição de 2020

Soldado Mourão se apresenta

O vice-presidente Hamilton Mourão | Jorge William

O Globo - Coluna de Lauro Jardim 
 Por Gabriel Mascarenhas

 

O general Hamilton Mourão procurou recentemente Levy Fidelix, o presidente do seu partido, o PRTB, e se colocou à disposição para trabalhar pelos candidatos da legenda na eleição ano que vem.

Só fez um pedido: todo o cuidado do mundo na escolha de quem lançar para evitar danos à imagem do partido e à biografia de ambos.

 


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20/07


2019

Flávio Dino avalia denunciar Bolsonaro por racismo

Governador do Maranhão avalia denunciar Bolsonaro à PGR por racismo. Presidente falou que Flávio Dino é o pior governador do Nordeste.

O governador do Maranhão, Flávio Dino Foto: Rodrigues Pozzebom / Agência O Globo

Época - Por Guilherme Amado

 

O governador do Maranhão, Flávio Dino, avalia ir à Procuradoria-Geral da República contra Jair Bolsonaro pelo crime de racismo. Durante o café da manhã com jornalistas nesta sexta-feira, Bolsonaro criticou Dino e se referiu aos estados da região Nordeste pelo termo "Paraíba", termo considerado pejorativo para se referir a nordestinos fora da região, especialmente no Rio de Janeiro, estado de Bolsonaro.

Bolsonaro disse que, dos governadores do Nordeste, o pior é Flávio Dino. "Dos governadores de 'Paraíba', o pior é o do Maranhão. Não tem que ter nada com esse cara", afirmou o presidente, dirigindo-se a Onyx Lorenzoni, chefe da Casa Civil.

Dino, que é de um partido de oposição a Bolsonaro, o PCdoB, conversou com a coluna sobre o caso.

Como o senhor recebeu a declaração?

Hoje (sexta-feira) ele estava em um dia inspirado. Essa postura sectária dele foi contra diversos setores ao mesmo tempo. Foi contra a Miriam Leitão (Bolsonaro mentiu, afirmando que a jornalista Miriam Leitão inventou ter sido torturada na ditadura militar), os artistas (Bolsonaro ameaçou extinguir a Ancine, caso não haja um filtro cultural nos filmes financiados com dinheiro público), contra quem passa fome (Bolsonaro afirmou que não se passa fome no Brasil) e contra os nordestinos. Ele tem a cada dia piorado.

O senhor fará algo sobre a declaração?

É uma declaração criminosa. Configura um crime, previsto na lei que trata de racismo. Ele não pode falar assim. O presidente da República, ao dizer algo desse tipo, está praticando e incentivando que outros pratiquem o crime de racismo. Se ele não se explicar, vamos tomar providências junto à PGR para apurar a atitude dele.

Seria o crime de racismo?

Não só. Pode configurar trambém o crime de ameaça, ao dar uma determinação a um subordinado dele, o Onyx Lorenzoni, que não dê recursos "a esse cara". Isso configura uma ameaça. Eu já o cobrei no Twitter e estou esperando para ver o que é isso. Realmente é uma coisa grave. É inédito. Mesmo na ditadura, o (presidente João Figueiredo) mantinha uma relação com vários governadores da oposição, como Franco Motoro, Leonel Brizola. O mesmo aconteceu com o Fernando Collor, com o Fernando Henrique. É atípico que ele determine ao ministro que coordena o governo que persiga um governador. Por que isso?

Como o senhor avalia a relação do presidente com o Nordeste?

Ele tomou poucas iniciativas em relação ao Nordeste. Quando ele nos chamou (os governadores do Nordeste), nós fomos. Foi um diálogo respeitoso, de parte à parte. Nós atendemos mostrando que não há nada agressivo da nossa parte, mas ninguém vai abrir mão de suas ideias para que ele fique feliz. Isso é o mínimo da visão democrática. Temos opiniões diferentes, mas exigimos respeito. Não vamos aceitar desrespeito, agressividade, beligerância com o Nordeste. Estamos esperando uma retratação.


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20/07


2019

O parlamentar mais processado do ano no STF

Com apenas cinco meses e meio de mandato, senador já tem nove ações no tribunal

ÉPOCA – Carolina Brígido

Nem corrupção, nem lavagem de dinheiro. O senador que mais tem processo no Supremo Tribunal Federal (STF) é Jorge Kajuru (PSB-GO), acusado de ter cometido crimes contra a honra. O jornalista estreou na vida parlamentar em fevereiro e já coleciona nove processos na Corte, todos movidos por pessoas que se sentiram insultadas por postagens em redes sociais.

A tendência é que Kajuru não seja punido, porque a Constituição Federal dá aos parlamentares imunidade para expressar livremente sua opinião — ainda que ela seja ofensiva.

O principal alvo de Kajuru é o ex-deputado Alexandre Baldy (PP-GO), hoje secretário de Transportes do governo de São Paulo. Baldy entrou com quatro interpelações no STF pedindo para o senador esclarecer ataques contra ele. Para o secretário, as críticas nada têm a ver com o exercício do mandato.

As ações questionam vídeos e textos postados em redes sociais em que Kajuru acusa seu desafeto de cometer irregularidades no Detran. Segundo o senador, Baldy “está fazendo de tudo, comprando todos, porque deseja ser ministro da Cidade de novo e voltar a ganhar muita grana e ficar bilionário e dividir com seus parceiros dessa quadrilha do Detran”.

O outro ofendido é o senador Vanderlan Cardoso (PP-GO), que entrou com três ações no STF. Em uma delas, o colega reclama que Kajuru o acusou de usar “mordomias” colocadas à disposição dos parlamentares — como carro oficial, motorista, apartamento funcional e passaporte diplomático.

Para Cardoso, seu conterrâneo “incute no sentimento daqueles que assistem ao vídeo que o interpelante não tem nenhuma preocupação com o erário e apenas busca privilégios com o cargo, que trabalha com mordomias excessivas, tudo colocado com bastante ironia e deboche”.

Também se queixaram ao STF da conduta de Kajuru o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, e o advogado Maurício José Alves Pereira, diretor do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo. O senador acusou os dois de terem cometido crimes. “É de conhecimento geral a grande quantidade de polêmicas em que [Kajuru] se envolveu, justamente por destilar ácidas e agressivas manifestações contra a honra das mais diversas pessoas e autoridades”, resumiu Pereira em um processo.

Nesse tipo de ação, em que uma pessoa processa a outra no STF, a partir da resposta do acusado, a Procuradoria-Geral da República (PGR) decide se apresenta denúncia contra o parlamentar ou não. Mesmo quando há denúncia, o que é raro, o mais provável é o tribunal arquivar o caso, com base na regra da imunidade parlamentar.

Há, claro, exceções à regra. Em 2016, o STF abriu ação penal contra o presidente Jair Bolsonaro por injúria e incitação ao crime. Ele foi processado por dizer, em 2014, quando era deputado, que sua colega, a deputada Maria do Rosário (PT-RS), não merecia ser estuprada, porque era muito feia. Esse processo está paralisado porque a Constituição impede que um presidente da República responda por atos anteriores ao mandato atual.


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20/07


2019

Programa do MEC que beneficiou 818 mil será fechado

O governo afirmou que o programa Idiomas sem Fronteiras será substituído, mas ainda não anunciou como a mudança vai acontecer

Estadão Conteúdo

Programa que permitiu a mais de 818 mil alunos e professores universitários aprender uma segunda língua, o Idiomas sem Fronteiras (IsF) será encerrado pelo Ministério da Educação (MEC).

Criado para ser um braço do Ciências sem Fronteiras (CsF) encerrado em 2014, o projeto se tornou nos últimos anos a principal ação do governo federal para promover a aproximação do ensino superior brasileiro ao de outros países.

A gestão do ministro Abraham Weintraub fez duras críticas ao programa. “O Idiomas sem Fronteiras não funcionou, a gente vai substituir. O objetivo não pode ser pagar TOEFL [teste de proficiência em inglês] para as pessoas”, disse Arnaldo Barbosa de Lima Júnior, secretário da Educação Superior do MEC. A declaração foi dada durante a apresentação do programa Future-se na quarta-feira, (17).

Minutos antes de criticar o programa, Lima Júnior destacou exatamente que uma das principais dificuldades das universidades brasileiras é a internacionalização.  “Existem poucos estrangeiros no nosso país e, poucos brasileiros no exterior. As ações que foram feitas no passado, como o Ciências sem Fronteiras, não foram bem sucedidas porque focaram no CPF das pessoas. Nós queremos focar no CNPJ das instituições”, disse.


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20/07


2019

PF prende mulher e 3 irmãos de senador do Amazonas

Em operação contra corrupção

FolhaPress - Bruna Chagas

Nejmi Aziz (PSD), mulher do senador e ex-governador do Amazonas Omar Aziz (PSD), foi presa pela Polícia Federal na manhã desta sexta-feira (19), com mais sete pessoas, durante a Operação Vertex. A ação é um desdobramento da Operação Maus Caminhos, que investiga a prática de crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e a existência de uma organização criminosa que desviou milhões de reais da saúde do estado.

Além da ex-primeira dama, entre os sete presos estão três irmãos do senador: Amim, Murad e Mansour.

Também foram detidos o ex-chefe de gabinete de Aziz, na época em que ele era governador, o coronel da Polícia Militar Josenário Figueiredo, o policial militar Ricardo Campos, o sargento Paulo José Gomes e um assessor da ex-primeira-dama, José Renato.

Em 2016, a Folha de S.Paulo já havia publicado que Nejmi era investigada. Segundo relatório do Coaf, uma empresa, sem funcionários, no nome de Nejimi indicou origem dos recursos para a venda de imóveis. Porém surgiram dúvidas sobre as operações, que seriam "incompatíveis com o ramo de atividade".

Todos foram encaminhados para a Superintendência da Polícia Federal do Amazonas. De acordo com a Seap (Secretaria de Administração Penitenciária), Nejimi ficará presa no Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF), e os cunhados ficarão no Centro de Detenção Provisória Masculino, em Manaus.

Entre as vantagens indevidas apontadas pela PF estariam entregas de dinheiro em espécie ou por meio em negócios simulados ou superfaturados a fim de ocultar a entrega de dinheiro dissimulado por meio de contratos de aluguel e de compra e venda.

Foram cumpridos nove mandados de prisão temporária, 15 mandados de busca e apreensão, 18 mandados de bloqueios de contas de pessoas físicas e jurídicas (de aproximadamente R$ 92,5 milhões) e sete mandados de sequestro de bens móveis e imóveis.


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