FMO janeiro 2020

30/10


2018

Mourão: Temor pelo futuro é choro de perdedores

As manifestações de temor pelo futuro da democracia brasileira são "choro de perdedores". Assim as classificou o vice-presidente eleito general Hamilton Mourão, em entrevista à BBC News Brasil. A partir de janeiro, o general estará ao lado de Jair Bolsonaro (PSL) na liderança do país após a vitória na eleição de domingo.

Falando na sede paulistana de seu partido, o PRTB, o militar afirmou que as preocupações externadas por jornais e personalidades de fora do país são um "desserviço" prestado por seus adversários, insinuando que teriam sido provocados por uma "rede de contatos" de pessoas ligadas à campanha de Fernando Haddad, do PT.

Mourão, que já anunciou não pretender ser um "vice decorativo" – descrição usada por Michel Temer para expressar sua mágoa com Dilma Rousseff antes do impeachment da petista –, disse que quer participar ativamente do governo. Como exemplo, cita a criação de "pequenos conselhos" que seriam responsáveis por coordenar projetos que envolvam mais de um ministério e "apresentar linhas de ação" para que Bolsonaro escolha entre elas.

A ideia seria, nas palavras do general, "explodir" o Conselhão (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social), pulverizando-o em diferentes "miniconselhos".

Sobre a política externa, Mourão diz que o Brasil aceitaria participar de uma ação militar para manutenção de paz na Venezuela se a ONU decidisse criar tal missão.

Amanhã, Mourão deve se reunir com Bolsonaro para resolver "algumas questões". Os dois, segundo a programação, pousarão em Brasília na segunda-feira para dar início, de fato, às negociações da transição de governo.


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Fernandes

O fim das aposentadorias está próximo. A primeira grande traição de BolsoTemer se deu em menos de 24 horas com o desabamento da Bolsa de Valores e a alta do dólar nesta segunda-feira (29). Parcela significativa de pequenos investidores foram enganados pelos especuladores que prometiam, sob a direção do ex-militar, moeda norte-americana barata e as ações na altura dos céus. Aconteceu o inverso. Agora o Coiso mira nas aposentadorias e pensões de nossos velhos brasileiros para pagar a fatura ao mercado financeiro, isto é, para bancos privados que querem oligopolizar a previdência.


Abreu e Lima

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29/03


2020

Santa Catarina volta atrás em reabertura do comércio

Folha de S. Paulo - Por Katna Baran

O governo de Santa Catarina voltou atrás no plano de retomada das atividades econômicas e serviços, previsto para iniciar nesta quarta-feira (1º).

Em reunião com prefeitos do estado, neste domingo (29), o governador Carlos Moisés (PSL) sinalizou que vai prorrogar as medidas de isolamento social até que o sistema de saúde esteja preparado para a expansão do novo coronavírus no estado.

O anúncio de retomada de algumas atividades não essenciais foi feito pelo governo estadual na última semana, após discurso do presidente Jair Bolsonaro, que incentivou o retorno dos serviços e comparou o novo coronavírus a uma gripezinha.

Apesar de crítico a fala do presidente, Moisés havia anunciado um plano que contemplava a reabertura de academias, shoppings, bares e restaurantes, além de autorização para funcionamento de hotéis.

Com a nova determinação, o governo não detalhou quando deve aprovar a retomada desses serviços.

O primeiro anúncio foi comemorado com uma carreata em Balneário Camboriú, na noite de quinta-feira (26). A prefeitura da cidade chegou a usar guardas para pedir que banhistas deixassem a faixa de areia da praia para evitar aglomeração.

Segundo o governo, uma nova data para reabertura do comércio dependerá da chegada de recursos e equipamentos para profissionais da saúde por parte do governo federal, além de materiais para leitos de UTI já adquiridos pela secretaria estadual da saúde.

“Temos que aguardar um pouco mais para colocar em ação o nosso plano de retomada das atividades econômicas. Precisamos estruturar melhor a nossa rede para que não tenhamos o risco de uma sobrecarga do sistema enquanto os equipamentos ainda estão chegando”, afirmou o governador.

Segundo o secretário estadual da saúde, Helton Zeferino, por problemas logísticos, ainda não chegaram ao estado equipamentos de proteção individual suficientes para cobrir os profissionais da saúde de Santa Catarina, enviados pelo Ministério da Saúde.

“Não podemos correr o risco de uma abertura sem a garantia do fornecimento de proteção aos profissionais de saúde”, afirmou.

Apesar de ter inicialmente recuado nas medidas de restrição de comércio e serviço, aos prefeitos, Moisés destacou na reunião que a prioridade é preservar vidas.

"Haverá efeitos econômicos muito grandes? Sim, mas o estado não pode se omitir em um momento como esse. É necessário um esforço extra de cada um para que possamos superar essas dificuldades", disse o governador.


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29/03


2020

Enfrentamento ao Covid-19: criado canal de denúncias

Por Agência Brasil

A Defensoria Pública da União (DPU) criou nessa semana um canal para receber denúncias de violações de direitos da população durante o período de combate ao novo coronavírus (covid-19) no país.

Na página do Observatório Nacional COVID-19, o cidadão pode fazer a denúncia por meio do preenchimento de um formulário eletrônico, no qual deve descrever a suposta violação de algum direito relacionado às áreas da saúde, Previdência Social, assistência social ou outros que envolvem a pandemia.

Segundo a DPU, o objetivo do observatório é reunir demandas que possam ser resolvidas coletivamente.

Nos casos em que seja preciso assistência jurídica individual, o órgão recomenda que o cidadão procure as unidades da defensoria em todo o país.


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Prefeitura de Serra Talhada

29/03


2020

E o Zeca Diabo varou os 90 bem vividos

Por Daniel Bueno*

Sassá Mutema está fazendo, hoje, 90 anos de idade! Ah, não lembra dele? Então vamos lá: Zeca Diabo chegou aos 90...

Também não? Bom, mas de Sinhozinho Malta você lembra!

Todos esses personagens antológicos da televisão conheci quando ainda morava no interior. O Bem-Amado, por exemplo, me fazia pregar o olho no televisor do vizinho, debruçado na janela, 'aperuando' a intimidade alheia.

Ariclenes Venâncio Martins recebeu da mãe, circense, o nome artístico de Lima Duarte, nascido em 29 de março de 1930, num povoado de Sacramento, cidadezinha do interior de Minas Gerais.

Lima Duarte começou no rádio, fazendo de tudo um pouco, inclusive sonoplastia e locução, até chegar à televisão no limiar dos anos 50 para participar da primeira telenovela brasileira, "Sua vida me pertence", exibida pela TV Tupi. 

De lá pra cá, foi um autêntico 'factotum' na arte de representar: dublador (Manda-chuva, Pepe Legal), ator e diretor de filmes, peças e novelas - e apresentador do programa Som Brasil, de muito sucesso na TV.

Lima Duarte trabalhou tanto pela arte e por ela que se tornou um ícone nacional, uma quase unanimidade (esse 'quase' é bem-vindo) entre os colegas de profissão, que é difícil um brasileiro não reconhecê-lo onde quer que apareça. 

Vamos pedir pra ele ficar guardadinho em casa, nesses tempos virulentos, para que continue firme e forte, exercendo com maestria e dignidade seus ofícios. 

Viva Zeca! Viva Sassá! Viva Sinhozinho!

*Cantor, compositor e jornalista


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29/03


2020

Covid-19: cônsul morto no Rio denunciou maus tratos em hospital

Por Revista Forum

O administrador Jorge José González Séba, que era capitão reformado do Exército e cônsul honorário do Suriname no Rio de Janeiro, morto na quarta-feira (25) com sintomas do coronavírus, deixou áudios em que acusou o hospital Rio Mar de abandoná-lo por medo de contaminação.

As gravações foram feitas na UTI. Nelas, o cônsul disse que médicos e enfermeiros evitavam se aproximar dele por medo de contrair o vírus. “Me deixaram aqui sem informação, isolado, como se fosse um bicho. Eu me esgoelo, eu grito, eu chamo as pessoas, ninguém atende. Tenho dificuldade até para urinar”, desabafou.

Ele disse ainda que ficou mais de 48 horas abandonado no leito, sem limpeza e troca de fraldas. “Tive que implorar um dia inteiro para que alguém pudesse trazer um copo para eu beber água”, afirmou. “Nunca pensei que num hospital desse porte eu pudesse ser tratado desta maneira”.

“Reconheço que as pessoas devem estar em pânico, os profissionais de saúde. Agora, deixar um paciente isolado e defecado por mais de dois dias, sem atendimento mínimo de higiene, isso é intolerável”, protestou.

Seba tinha 60 anos, era diabético e foi internado no sábado com febre e falta de ar. No hospital, que pertence à Rede D’Or e fica na Barra da Tijuca, foi diagnosticado com pneumonia dupla e isolado por quatro dias na UTI.

O advogado da família, Fernando César Almeida, confirmou a autenticidade dos áudios e disse que a viúva pretende processar o hospital. Ele disse ainda que o primeiro teste feito no hospital deu resultado positivo para Covid-19.

“Abandonaram o González à própria sorte. Se o hospital não estava preparado para atender pacientes com coronavírus, ele deveria ter sido encaminhado para outra unidade. O que ocorreu foi abandono de incapaz e omissão de socorro”, afirmou.

Nota do Hospital
O Rio Mar afirmou em nota que o cônsul foi internado “com quadro de febre e pneumonia dupla, sintomas de suspeita de coronavírus Covid-19. Foram seguidos os protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde, bem como prestado todo o atendimento possível, porém o paciente não resistiu e faleceu”, acrescentou.

Na nota, o hospital não se manifestou sobre as acusações de abandono e limitou-se a informar que “se solidariza com a dor dos familiares e se coloca à disposição deles para maiores esclarecimentos”.

O corpo de González foi cremado na quinta-feira, sem velório. Ele deixa mulher e três filhos. Com informações do Globo.

Confira o áudio aqui: Cônsul do Suriname morre de Coronavírus no Rio e deixa ...


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O Jornal do Poder

29/03


2020

Nudez

Por Wilson Ramos Filho* 

Desde ontem o capitalismo brasileiro ficou nu. Em muitas cidades houve carreatas repetindo a homicida exortação de que o Brasil não pode parar. 

Os burgueses, protegidos dentro dos carrões, exigem que seus empregados voltem a trabalhar para gerar riqueza. 

Bingo! Epifania! Revelação! O que gera riqueza não é o capital. É o trabalho! 

A burguesia enfim percebeu que o capital imobilizado em máquinas, equipamentos, estoques e sistemas de computador não gera riqueza. Sem o trabalho dos empregados o capital é inútil. Tanto quanto os capitalistas, essa classe parasitária que - sem nada produzir - vive da exploração dos trabalhadores. 

Só há riqueza porque houve exploração do trabalho de alguém. O que gera o acúmulo de capital é a parcela não paga sobre o trabalho humano. Essa parte não remunerada do trabalho dos empregados (mais-valia) é acumulada pelos empregadores sob a forma de capital. 

Os que desfilaram buzinando fizeram verdadeiro striptease ideológico. Descortinaram para todos como funciona o capitalismo. Exigiram que os governos assegurem e garantam o que entendem ser seu direito, o direito a explorar, o direito a ficar com a mais-valia produzida por seus empregados. 

Morrerão milhares de pessoas? Certamente sim. Mas isso está dentro das regras de um jogo chamado capitalismo. Existe um exército de reserva a ser mobilizado para ocupar as vagas dos que fenecerem. O que não admitem - vampiros - é que seus lucros e capital sejam comprometidos por decisões estatais que imponham o isolamento social. Entendem ter o direito de sugar até a última gota de sangue dos trabalhadores, antes que morram ou se tornem inúteis para a exploração. 

Para a parcela da burguesia que nelas buzinou histericamente ou que apoiou as carreatas, os trabalhadores são descartáveis, substituíveis, como peças de uma diabólica máquina de moer pessoas, para gerar excedentes financeiros a quem os explora. O Brasil não pode parar, assim, constitui-se em eufemismo para a exploração do trabalho humano, prestado sob subordinação, que não poderia ser interrompida. 

O capitalismo brasileiro está nu. Uma feia, obscena, depravada, nudez. Necrófilos buzinaram, perversos, excitados - e não foram poucos - em defesa de seus privilégios, de seus interesses de classe. São classe exploradora em-si e para-si. Desnudaram-se, deixaram à mostra, impudicos, suas obesidades, reais e metafóricas, em defesa do direito a explorar o trabalho alheio.  Pretendem que os trabalhadores se apinhem nos insalubres transportes coletivos, contaminando-se, para produzir os excedentes que engordarão ainda mais o capitalismo brasileiro. Os flácidos organizadores das carreatas orientaram os participantes a não saírem de seus veículos. Não são bestas. Temiam a contaminação. Mas não se importam se seus empregados se expuserem. O nome do jogo é capitalismo. 

Ficou evidente, com as carreatas, o desejo dos proprietários dos meios de produção e da quase-classe que, sem deles ser proprietária (a classe média), de apoiar o sistema de exploração vigente. Esperemos que a classe trabalhadora, estarrecida com a nua desfaçatez dos exploradores tome consciência do poder que por óbvio tem, durante e, principalmente, depois de controlada a pandemia. 

* Wilson Ramos Filho (Xixo), doutor em direito, professor na UFPR, integra o Instituto Defesa da Classe Trabalhadora.


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JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

Esse Dr. está em casa, no conforto do seu sofá vendo uma televisão de 70 polegadas, com feira chegando pelo delivery e tomando seu whisky 12 anos. No final do mês não deixa de receber seu alto salário pago pelos impostos dos ... empresários e dos que acordam às 05 e só voltam para casa às 22 horas ganhando salário mínimo. Agora, nem isso pela quarentena imposta pelo governador comunista caviar. Tenho certeza que o \"Dr.\" Wilson não liberou o porteiro e o zelador do seu prédio. Esse hipócritas vivem clamando a defesa do povo para se aproveitar, inclusive numa situação como esta. Esses que estão com as contas chegando, sem poder comprar comida para sua família por estarem \"em casa\", devem procurar o Dr. Wilson para ele pagar suas contas. Me poupe de tanta hipocrisia.


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29/03


2020

TCU cobra Presidência sobre Wajngarten

Época - Coluna do Guilherme Amado

O ministro do TCU Vital do Rêgo deu 15 dias para a Comissão de Ética da Presidência mandar informações sobre contratos fechados pela firma do secretário de comunicação, Fábio Wajngarten, com empresas que receberam recursos do governo.

A decisão atende a um pedido do subprocurador-geral do Ministério Público junto ao TCU, Lucas Furtado.

Na representação, Furtado solicitou que a comissão encaminhe "informações sobre a avaliação da situação de possível conflito de interesses envolvendo o Sr. Fábio Wajngarten".

Wajngarten é sócio da FW Comunicação, empresa que recebeu recursos de emissoras como Record e Band e agências contratadas por ministérios e estatais do governo.


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Prefeitura de Limoeiro

29/03


2020

Luizinho de Serra tem live de 18 h

Lives de artistas viraram uma febre pela internet depois do aprisionamento das pessoas em casa. Gustavo Lima, celebridade de hits sertanejos, reuniu 600 mil pessoas ontem com uma apresentação especial de sua mansão, em Goiânia, capital de Goiás. Hoje, o sanfoneiro Luizinho de Serra está convocando seus fãs para uma live diretamente de sua casa, no Recife. Acompanhe! Eu sou fã dele e recomendo.


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Shopping Aragão

29/03


2020

Vozes por trás do discurso da gripezinha de Bolsonaro

O Globo - Por Lauro Jardim

Apesar de alguns conselhos em contrário da ala militar que o rodeia, Jair Bolsonaro radicalizou o seu "discurso da gripezinha" por forte influência de um grupo muito seleto, além dos filhos, claro: taxistas, militares da reserva, policiais militares, médicos, caminhoneiros e empresários que o abastecem de opiniões e sugestões por meio de vários grupos de WhatsApp de que o presidente participa.

A cabeça de Bolsonaro é feita nestes grupos.

Entre as discussões, a que mais apavorou o capitão era a previsão de que saques e quebra-quebras poderiam pipocar no Brasil a partir de abril, resultado do desespero causado pelos efeitos econômicos do coronavírus.


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29/03


2020

Mandetta só sai se for demitido

A jornalista Andréia Sadi, da Globo News, que ajudou, ontem, na entrevista que Luiz Henrique Mandetta concedeu à Globo News, a botar o ministro da Saúde contra o presidente, acabou de postar no seu Instagram que o ministro só deixa o Governo se for demitido e que vai continuar a contrariar Bolsonaro. Veja!

 


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29/03


2020

Deputados criticam passeio de Bolsonaro

Por Estadão Conteúdo

O passeio do presidente Jair Bolsonaro por Brasília, na manhã deste domingo, 29, foi alvo de críticas por parlamentares das mais diversas bancadas do Congresso Nacional. Para os deputados, a situação foi compreendida como "irresponsabilidade", "provocação a Mandetta" e até mesmo "crime de responsabilidade". A saída de Bolsonaro pelo comércio, falando com populares, aconteceu um dia depois do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, reforçar medidas de isolamento e pedir que o presidente não menosprezasse a gravidade da pandemia do novo coronavírus em suas manifestações públicas.

O deputado federal Marcelo Ramos (PL-AM) foi um dos parlamentares a classificar a atitude do presidente como "irresponsabilidade". Ramos também entendeu o "rolezinho" do presidente como uma "clara provocação" ao ministro da Saúde. "O "rolezinho" do presidente além de uma irresponsabilidade é um péssimo exemplo é uma clara provocação ao ministro Mandetta que tem sido uma voz de lucidez no governo no combate ao coronavírus. Lamentável", escreveu.

Oposição ao presidente, a bancada do PT no Congresso também se manifestou. O deputado Paulo Pimenta (PT-RS), chamou Bolsonaro de "Capitão Corona" e disse que o presidente afrontava todos os procedimentos orientados pelos organismos de saúde. Outro rque se manifestou foi o deputado federal José Guimarães (CE), que afirmou que o ato de Bolsonaro configura "crime de responsabilidade ao ameaçar a saúde pública".

Marcelo Freixo (PSOL-RJ) também se dirigiu a Bolsonaro chamando-o de "Capitão Corona". Freixo foi mais um a considerar a aparição pública do presidente como uma irresponsabilidade e lamentou o que classificou como falta de "bom senso" e "caráter".

Presidente nacional do Cidadania, o deputado federal Roberto Freire (SP) também criticou Bolsonaro. Freire compartilhou uma série de postagens que censuravam o passeio do presidente. Em uma delas, um seguidor o perguntava: "Gente, sou só eu que está vendo essa loucura? Num lado bolsonaro estimula saída as ruas - único caso no mundo - . No outro, todos pregando o isolamento social, inclusive do gov que Jair preside. Onde isso vai parar?". Em resposta, o deputado comentou: "Surreal, mas, infelizmente no Brasil, por malefício de Bolsonaro, é real".

O deputado Alexandre Frota (PSDB) disse que Bolsonaro estaria "espalhando mais o vírus" por Brasília. Marcando a conta oficial do presidente na mensagem, o deputado parabenizou-o ironicamente pela "falta de responsabilidade com o povo brasileiro."


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29/03


2020

Por diferença editorial, CNN sofre primeira baixa

Por Conexão Política

A advogada Gabriela Prioli, que participava do programa ‘Grande Debate’, da CNN Brasil, anunciou neste domingo (29), pelas redes sociais, seu desligamento da emissora.

Mestre em Direito Penal, professora de pós-graduação na Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em política de drogas, Prioli estreou na CNN Brasil há menos de um mês.

No primeiro dia de exibição, ela virou um dos assuntos mais comentados do Twitter ao debater com o analista político Caio Coppolla, que posteriomente foi substituído por Tomé Abduch, em razão de problemas de saúde.

Gabriela Prioli citou constrangimento como motivo para essa tomada de decisão. O clima interno na emissora mudou na última sexta-feira (27), quando ela travou uma discussão ao vivo com Reinaldo Gottino, ex-Record, apresentador do programa e umas das maiores estrelas da CNN Brasil.
 
Através da sua conta no Twitter, a advogada deu mais detalhes sobre o ocorrido e afirmou  que continuará debatendo, mas agora em suas redes sociais.

“Eu digo a vocês, de forma reiterada, para se posicionarem, serem firmes e não cederem diante de comportamentos que vocês considerem inadequados. Se agora, quando a vida demanda isso de mim, eu agisse de outra forma estaria sendo hipócrita. Em mais de uma oportunidade tive que me posicionar cobrando respeito ao meu espaço de fala. É preciso ser mais contundente. O meu compromissão é com um debate racional, prospectivo, informativo e respeitoso. Não consigo atingir o meu objetivo se for constrangida e não posso seguir participando do debate sem que a convicção sobre a gravidade do constrangimento não seja só minha, mas de todo os envolvidos, na frente e atrás das câmeras”, declarou.

E completou: “Não posso legitimar que o achismo seja equiparado ao conhecimento cientifico nem contribuir para acirrar a polarização. Seguirei, por enquanto, dividindo com vocês as minhas análises nas minhas redes e pensando em outras formas para podermos interagir e evoluir com qualidade. Nessas últimas semanas o nosso grupo cresceu e isso me traz profunda satisfação. O meu maior prazer é essa troca que tenho com vocês. Fica aqui então o meu muito obrigada”.

Até o fechamento desta matéria, a CNN Brasil ainda não havia se pronunciado sobre o pedido de demissão de Gabriela Prioli.


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29/03


2020

Covid-19 prejudica os produtores de coco de PE

Por G1 - Petrolina

Produtores de coco estão preocupados com os prejuízos causados pela queda na procura pelo fruto em Petrolina, no Sertão de Pernambuco. Em dezembro, o coco estava sendo vendido por R$ 1 a unidade. Desde os registros dos primeiros casos de infecção pelo novo coronavírus no Brasil, o preço caiu até chegar a R$ 0,30. Com as medidas de prevenção e distanciamento social, a compra ficou ainda mais difícil.

No verão, uma microempresa de Petrolina engarrafaria cerca de 800 litros de água de coco por dia. Desde o dia 18 de março, as máquinas estão sem funcionar. Com a Covid-19, as vendas tiveram uma queda drástica. Quatro funcionários já foram afastados e estoque está cheio, são 2 mil e 500 litros do produto.

“Com relação ao estoque que a gente tem hoje, só temos uma alternativa. Primeiro, fazer uma doação, se for possível até pela questão da logística, de como transportar e chegar até as pessoas que precisam ou descartar, porque a validade nossa é de 20 dias e a gente não vê alternativa a não ser essa”, diz o microempresário, Francisco Nunes.

O produtor rural Pedro Cavalcante é um dos fornecedores da envasadora de Francisco Nunes. Ele tem 70 hectares plantados com coqueiros, mais de 19 mil plantas. Em um mês comum, colheria cerca de 250 mil cocos. Mas, os dez compradores com quem sempre fechou negócio não querem mais receber os frutos. “A venda caiu e eles não conseguiram vender os últimos cocos que pegaram para vender há oito dias. Nem pegaram, nem pagaram o que já pegou. Está tudo travado as vendas", lamenta Pedro.

Com o cancelamento de pedidos e a queda na procura, o preço do coco acabou despencando. O fim de verão é uma das épocas em que o fruto é mais consumido e mais pessoas pagam caro por ele. Mas, a pandemia de Covid-19 interrompeu os planos.

O agrônomo Pedro Ximenes tem uma área de oito hectares e meio plantados e produz cerca de 35 mil cocos por mês. A colheita precisou ser interrompida, porque os dois compradores que ele tinha suspenderam os negócios. “A expectativa do produtor de coco é esperar. Não nos resta muito. Não tem o que fazer nesse momento. É esperar que essa pandemia passe rapidamente para que consigamos vender nossas produções”, diz.


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29/03


2020

Raquel só decide São João em 15 dias

Na última sexta-feira, a prefeita de Caruaru, Raquel Lyra (PSDB), fez uma live pelas redes sociais para tratar especificamente sobre as cobranças da população quanto aos festejos juninos deste ano com ameaça de cancelamento por causa da expansão da praga do coronavirus. Ela disse que vai aguardar os próximos dias para tomar uma decisão mais segura.

Campina Grande já cancelou e Petrolina também. "Ela vai dar um tempo, acompanhar os desdobramentos do corona no País, especialmente em Pernambuco", revela Rubens Júnior, o secretário-forte da prefeita, que responde pela pasta de Governo acumulando com a Secretaria de Cultura. 

Campina Grande já cancelou, segundo ele, porque começa mais cedo os preparativos da festa. "Aqui, começamos um pouco mais tarde", explica Rubens. Quanto à Petrolina, o prefeito Miguel Coelho não marcou data, mas é provável  que faça o evento no início do segundo semestre.

Até o momento, Caruaru não registrou nenhuma morte pelo coronavirus. Segundo o boletim oficial da Secretaria Municipal de Saúde, só tem dois casos confirmados da Covid-19 e 19 suspeitos, além de 20 descartados.


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29/03


2020

Pandemia: Afrânio decreta estado de calamidade

Por G1 - Petrolina

O município de Afrânio é mais um do Sertão de Pernambuco a decretar estado de calamidade pública. De acordo com a prefeitura, o decreto facilita ações de combate ao novo coronavírus (Covid-19) eliminando burocracias e aumentando o foco na assistencial a população.

A prefeitura informou que, com o decreto, todas as medidas da administração pública serão direcionadas para o enfrentamento da elevação do Covid-19, seguindo as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde, com ações preventivas e de assistência social.


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29/03


2020

Meu pé de seriguela

Por Heron Cid

A chegada de sempre ao quintal de casa foi diferente. Lá embaixo, a imagem rasgou o comum de supresa e desalento. Havia acabado de chegar, no pingo do meio dia, depois da escola e da viagem de todo santo dia à cidade vizinha.

Incrédulo perguntava a si mesmo e depois à mãe, como chamava pela bondosa avó, o que havia acontecido com os pés de seriguela. A resposta trespassou o peito. O tio Zé havia derrubado tudo para evitar as folhas e o trabalho para tirá-las.

Só fizeram pelas costas, pensava metido a valente. Se estivesse na hora, teria gritado e protestado.

Lá estavam tombados no leito de morte, mesmo cheio de tanta vida. Não havia como compreender aquela áspera providência contra quem só dava verde e frutos o ano inteiro, sem cobrar nada.

Mas, era mais do que o sabor e a fartura abundante para todo gosto: de vez, inchada e vermelha feito uma rosa, doce que nem favo, se espremendo entre um galho e outro, desabando madura e enfeitando o chão.

Via o triste fim, a existência precoce dos confidentes, um mundo à parte. Refúgio repentino e repetido do menino calado, doente de timidez. Nele se socorria à cada visita de estranhos ou nem tão desconhecidos assim.

Quando se esconder dentro da rede não resolvia, carreira para o “muro”, onde viviam silenciosos os bons e seguros abrigos, amigos. Subia nos seus braços em segundos, mesmo pouco hábil em alturas e na arte da exploração. Uma das poucas que se arriscava e que a coragem dava para encarar.

Agora, no lugar de suas asas frondosas, o vazio. Aquele planeta particular virou um buraco ermo, desértico, sem cor e sem graça. Nem adiantava o consolo. Nada os substituiria. Mas ninguém ligava, ninguém sabia o significado daquele corte. Doía que só.

Eles já guardavam muitas histórias, confissões, ilusões, sonhos. Eram amigos compreensivos. Só ouviam desabafos e ofereciam os ombros por calos de veias em erupção de resinas semelhantes a mel de abelha.

Palavras tatuadas em seus membros. Nomes, batismos. No ventre gentil, safras, muitas e generosas safras.

Pelas suas frestas, o sol entrava devagar e incandescia levemente. Os olhos penetravam os orifícios daquele tecido de sombra e proteção e viajavam pelos azuis dos céus. Rodopiava, girava sem encontrar nunca um fim. Só começo, só recomeço.

Debaixo deles, horas de pensamentos flutuantes. Na dúvida, no medo solitário, o pai protetor e conselheiro que faltava. Foi portal de travessia da infância para outros desejos. A testemunha única e conivente da primeira incursão adolescente. Confidentes, viram tudo calados.

E nem estava para defendê-los da dor derradeira, da machadada por motivo fútil. Nem houve despedida. Já se chegou para o enterro frio bem naquela “hora do almoço”. Na cabeça quente, nunca mais haveria aquela sobremesa natural e espumada de sumo.

Abatedores e cúmplices estavam recolhendo os restos mortais. Todas as histórias e confidências abafadas dentro de sacos, condenadas à sequidão. Aquelas colunas de castelo incomum, escadas e cômodos de imaginação no máximo queimariam alguma fogueira no próximo São João.

No rápido lance de olhar durante a passagem gélida dos féretros até o carro do lixo na calçada, deu tempo apenas de fazer uma promessa por ser cumprida. Um dia seriam resgatados e renasceriam noutras raízes. O menino de mim continua lá, à espera. Agora com outros meninos. Aqueles com quem sonhava aos seus pés que um dia seriam meus.


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Fernandes

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