Governo de PE

29/10


2018

Bolsonaro promete fazer governo democrático

...e critica opositores e imprensa após vitória

Presidente eleito também falou em liberdade e fez aceno ao mercado com discurso liberal

Guilherme Seto e Talita Fernandes – Folha de S.Paulo 

Em dois discursos após a confirmação da vitóriana corrida presidencial, Jair Bolsonaro (PSL), 63, destacou diversas vezes que fará um governo democrático e que respeitará a Constituição Federal. A ênfase foi uma resposta às críticas que o presidente eleito vinha sofrendo devido a falas suas e de seus aliados que colocaram em questão instituições como o Supremo Tribunal Federal.

Em sua primeira fala após a vitória, uma transmissão ao vivo nas redes sociais, ele cercou-se de livros para ilustrar sua posição: a Constituição Federal, a Bíblia, um livro sobre Winston Churchill e outro de autoria do escritor conservador Olavo de Carvalho ( "O Mínimo que Você Precisa Saber para Não Ser um Idiota").

Nela, além de tratar do respeito a instituições democráticas, Bolsonaro também criticou a imprensa e os opositores —o que ele deixou de fora do discurso que fez na sequência às redes de televisão.

"Temos de conviver com a verdade. A verdade começa a valer dentro dos lares. O povo tem o direito de saber o que acontece no seu país. Graças a Deus esta verdade o povo entendeu completamente", disse o capitão reformado do Exército nas suas redes sociais, acompanhado da mulher, Michelle.

"Alguém sem um grande partido, sem fundo partidário, com grande parte da grande mídia o tempo todo criticando, colocando-me muitas vezes próximo a uma situação vexatória", disse, interrompido por falha de gravação do vídeo.

"Não poderíamos mais continuar flertando com o socialismo, com o comunismo, com o populismo e com o extremismo da esquerda", continuou.

Em seu discurso em rede nacional, mais longo (cerca de 10 minutos), elaborado e igualmente eivado de religiosidade (com agradecimentos múltiplos a Deus e àqueles que oraram por sua campanha),  Bolsonaro não tratou de opositores. Preferiu repetir o compromisso de respeitar a Constituição e de fazer um governo democrático.

"Faço de vocês minhas testemunhas de que esse governo será um defensor da Constituição, da democracia e da liberdade. Isso é uma promessa, não de um partido. Não é a palavra vã de um homem. É um juramento a Deus. A verdade vai libertar este grande país", disse, precedido pelo pastor evangélico Magno Malta, um dos maiores aliados de Bolsonaro e que não conseguiu se reeleger senador pelo Espírito Santo nesta eleição.

"Liberdade é um princípio fundamental. Liberdade de andar nas ruas. Liberdade de ir e vir em todos os lugares. Liberdade de empreender. Liberdade política e religiosa. Liberdade de informar e ter opinião. Liberdade de fazer escolhas e ser respeitado por elas. Este é um país de todos nós, brasileiros natos e de coração. Brasil de diversas opiniões, cores e orientações", afirmou Bolsonaro, em tentativa de colocar panos quentes em tensões que cultivou com representantes de minorias ao longo dos anos.

"Não existem brasileiros do Norte nem brasileiros do Sul. Somos todos uma só nação. Uma nação democrática", diria posteriormente.

Em momento mais propositivo de sua fala, enveredou pela veia libera que o economista Paulo Guedes nele despertou mais recentemente e disse que pretende reduzir o Estado, em aceno ao mercado (que o elegeu seu candidato de preferência no segundo turno).

"O governo federal dará um passo atrás e vai reduzir sua estrutura e a burocracia, cortando desperdícios e privilégios, para que as pessoas possam dar muitos passos à frente. Nosso governo vai quebrar paradigmas. Vamos confiar nas pessoas. Vamos desburocratizar e permitir que o cidadão e o empreendedor tenha mais liberdade para construir seu futuro. Vamos desamarrar o Brasil", disse.

O presidente eleito também destacou seu projeto de descentralização administrativa —"mais Brasil, menos Brasília"—, que, segundo ele, consistiria em deixar que municípios e estados tenham mais autonomia em decidir a destinação de recursos.

Ele também prometeu acabar com o "círculo vicioso de crescimento da dívida", substituindo-o por "círculo virtuoso de menores deficits, dívidas decrescentes e juros mais baixos".

"Isso estimulará os investimentos, o crescimento, e gerará mais empregos", completou, sem mais detalhes.

Bolsonaro ainda tratou de política internacional. Crítico à política Sul-Sul de administrações anteriores, que aproximou o Brasil de países na África e na América Latina como alternativas políticas e econômicas às parcerias tradicionais com EUA e Europa, o presidente eleito disse que libertará o país "e o Itamaraty de relações comerciais com viés ideológico a que foram submetidos nos últimos anos."

"Buscaremos relações bilaterais com países que possam agregar valor econômico e tecnológico aos produtos brasileiros. Recuperaremos o respeito nacional", acrescentou.

Ao ser perguntado sobre seu compromisso com o Estado democrático de Direito, Bolsonaro citou como exemplo duque de Caxias, patrono do Exército brasileiro e chefe das forças brasileiras na Guerra do Paraguai.

"Não sou Caxias, mas sigo o exemplo desse grande herói brasileiro. Vamos pacificar o Brasil e sob a Constituição e as leis vamos construir uma grande nação", concluiu.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

Fernandes

O Bozo admira torturador Ustra, e coloca Jesus atrás dele.


Prefeitura do cabo

Confira os últimos posts



25/08


2019

Presidente da AEB: "Comunicação do governo falhou"

"A comunicação do governo falhou", diz presidente eda AEB. Segundo dirigente da Associação de Comércio Exterior do Brasil, país irá sofrer comercialmente por conta das queimadas.

 Foto: JOSÉ PATRÍCIO / ESTADÃO CONTEÚDO

Época - Por Nathalia Passarinho

 

Canadá, França, Alemanha, Finlândia... Diversos países se manifestaram de maneira contundente sobre incêndios na Amazônia. Alguns chegaram a defender boicotes a produtos agrícolas brasileiros e a derrubada do acordo comercial firmado entre o Mercosul e a União Europeia (UE).

Para o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, a "comunicação falha" do governo serviu de combustível para que países concorrentes do Brasil no setor agrícola utilizassem as queimadas para atacar as exportações brasileiras.

Inicialmente, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, minimizou os incêndios dizendo que eram consequência do período de seca. Depois, o presidente Jair Bolsonaro sugeriu que organizações internacionais estariam por trás do aumento das queimadas, atuando em retaliação à redução de verbas repassadas pelo governo.

Somente na noite de quinta-feira, 22 de agosto, três dias após a imprensa divulgar o aumento de 84% nos incêndios, Bolsonaro fez uma reunião de emergência para discutir a criação de uma força-tarefa e o envio de tropas do Exército para controlar o fogo no Centro-Oeste e Norte do país.

"A gente vê que a comunicação do governo brasileiro nesse caso não foi das melhores. Se tivesse tomado medidas anteriormente, não estaríamos na situação de hoje. A gente tem que admitir que a comunicação falhou", disse Castro em entrevista à BBC News Brasil.

[...] Confira a íntegra da reportagem com a entrevista aqui: "A comunicação do governo falhou", diz presidente da AEB


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Detran

25/08


2019

PT: o futuro do partido, apesar de Lula

O futuro do PT, apesar de Lula

Lula e Gleisi Hoffmann na sede do Instituto Lula, ontem à tarde | Edilson Dantas/Agência Globo

O Globo - Por Lauro Jardim 

 

Lula acabou de enfiar goela abaixo do PT Gleisi Hoffmann na presidência do partido por mais quatro anos. Os companheiros tiveram que engolir.

De qualquer forma, será quase impossível o partido sair das eleições municipais de 2020 pior do que se encontra: hoje, o PT só comanda duas cidades acima de 200 mil eleitores — São Leopoldo (RS) e Araraquara (SP)


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Magno coloca pimenta folha

25/08


2019

Lula não quer ir para regime semiaberto

Nem casamento anima LUla a ir para regime semiaberto.  Petista quer a absolvição ou a anulação da sentença.
O ex-presidente Lula Foto: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula
Época - Guilherme Amado

 

Enquanto aguarda a definição do julgamento dos embargos de declaração no caso do tríplex no STJ, Lula segue dizendo que não quer sair da cela para ficar em regime semiaberto.

O petista quer a absolvição ou a anulação da sentença.

Segundo seus interlocutores, seria o primeiro caso de condução coercitiva para progressão de regime.

Os que o visitam na carceragem da PF dizem que nem a possibilidade de casar com a socióloga Rosângela da Silva o faz mudar de ideia — plano que segue apesar da mudança dela de Curitiba para Foz do Iguaçu.

Janja, como é conhecida, é servidora da Itaipu Binacional. Morando a 635 km de Lula, a namorada o visita ao menos uma vez por mês desde que deixou a capital do Paraná.

Segundo parecer do MPF, Lula já teria direito direito ao regime semiaberto. A defesa ainda aguarda definição do dia do julgamento.

Nesse processo, ele foi condenado a 8 anos, 10 meses e 20 dias. A expectativa é que esse ocorra em setembro. Na próxima semana, o STF deve avaliar a suspensão do processo sobre o Instituto Lula


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


25/08


2019

Brasil na fogueira: índios podem gerar outra crise

O Brasil na fogueira

Bolsonaro jogou o Brasil na fogueira.

Queimada em Novo Progresso (PA), na Amazônia | Victor Moriyama/AFP/Greenpeace/23.08.2019

O Globo - Por Bernanrdo Mello Franco

 

As imagens da Amazônia em chamas estão queimando o filme do Brasil no exterior. Com palavras e ações, o governo de Jair Bolsonaro estimulou o avanço dos desmatadores sobre a floresta. Agora o país inteiro está na fogueira, sob risco de sofrer um boicote internacional.

A semana terminou com protestos em embaixadas, críticas de líderes do G7 e manchetes negativas nos principais jornais do mundo. Nossa reputação sofre o maior desastre em 50 anos, definiu o embaixador Rubens Ricupero, ministro do Meio Ambiente no governo Itamar.

É um caso único de haraquiri diplomático. Em menos de oito meses, Bolsonaro conseguiu unir a comunidade científica, os ambientalistas e a opinião pública internacional contra o governo que dirige.

Depois de hostilizar doadores do Fundo Amazônia e tentar culpar as ONGs pelos incêndios, o presidente se refugiou no patriotismo para rebater líderes estrangeiros. Na quinta-feira, ele acusou o francês Emmanuel Macron de expressar uma “mentalidade colonialista” ao condenar a devastação da floresta.

O tom conspiratório foi endossado pela ala militar do governo. O general Villas Bôas falou em “ataque à soberania brasileira”, e o general Augusto Heleno reciclou a tese de que haveria um “movimento mundial” para “frear nosso inevitável crescimento”. Esta é uma conversa antiga, usada pela ditadura para justificar a ocupação predatória da Amazônia.

Além de soar antiquado, o discurso nacionalista não combina com as ações do Planalto. Há menos de um mês, Bolsonaro disse que deseja abrir as terras indígenas para mineradoras americanas. “Por isso eu quero uma pessoa de confiança minha na embaixada”, acrescentou, referindo-se à indicação do filho Eduardo.

Em outro sincericídio, o Zero Três passou um atestado de inadequação à diplomacia ao divulgar um vídeo que chama o presidente da França de “idiota”. Seria melhor entregar a embaixada a Neymar, que tuitou um anúncio de relógio enquanto jogadores europeus se mobilizavam contra as queimadas.

A ofensiva do bolsonarismo contra as terras indígenas pode provocar a próxima crise na reputação do país. Aos 89 anos, o cacique Raoni tem rodado a Europa para denunciar a pressão de garimpeiros e desmatadores sobre os povos tradicionais. Na sexta-feira, ele acusou o presidente de incentivar a destruição da floresta.

“É por isso que os garimpeiros e madeireiros estão colocando fogo”, disse. Raoni se reuniu até com o Papa, mas Bolsonaro se recusa a recebê-lo, alegando que ele “não representa o Brasil”.

Por aqui, o líder indígena Davi Kopenawa tem alertado para o aumento das invasões em território ianomâmi. “O garimpeiro continua porque o Bolsonaro está apoiando ele. Todo mundo sabe”, disse, na sexta-feira. “O garimpo não vai trazer benefício ao povo ianomâmi. Vai trazer doença, cachaça, pistola para matar”, afirmou.

Em debate no Instituto Moreira Salles, o xamã se disse “revoltado” com o presidente. “Ele só sabe mentir, enganar. Está dizendo que a terra é grande, é rica e tem pouco índio. Ele não me engana, não”, avisou.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Prefeitura de Limoeiro

25/08


2019

Nas reuniões, Maia não consegue desgrudar do celular

Rodrigo Maia abaixa a cabeça e irrita interlocutores.

29/06/2017 | Dida Sampaio / Estadão

O Globo - Coluna de Lauro Jardim 
Por Gabriel Mascarenhas 


Rodrigo Maia, sempre que pode, marca as reuniões mais importantes na sua residência oficial, longe dos gabinetes da Câmara. Nada contra as dependências do prédio projetado por Oscar Niemeyer. A razão é personalíssima: em casa, Maia não precisa usar terno e gravata, acessório que ele detesta.

Mas é um outro hábito de Maia que costuma irritar deputados e empresários: a enorme dificuldade para desgrudar os olhos do celular enquanto conversa. O grau de atenção à tela varia, obviamente, de acordo com a importância de quem está à sua frente.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Banner de Arcoverde

25/08


2019

ONU: Amazônia pode influenciar discurso de Bolsonaro

Foto/fonte: Renova midia

Folha de S. Paulo - Painel 
Por Daniela Lima

 

A crise na região amazônica aumentou a expectativa interna em relação ao discurso de Jair Bolsonaro na Assembleia Geral da ONU, no mês que vem.

Enquanto isso, espera-se que o presidente inicie um período de “panos frios” na política externa para não melar a assinatura do acordo com a União Europeia, prevista para abril de 2020.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


25/08


2019

As crises que ameaçam Ricardo Salles

Além das labaredas amazônicas, o que ameaça Ricardo Salles.

O Globo - Coluna de Lauro Jardim

Por Gabriel Mascarenhas


Ricardo Salles | Jorge William

A situação de Ricardo Salles no Novo caminha para a insustentabilidade.

Dois de seus correligionários, o deputado estadual do Rio de Janeiro Chicão Bulhões e o candidato ao governo fluminense pelo partido no ano passado, Marcelo Trindade, estão entrando com pedido de expulsão de Salles da legenda.

O motivo? Seus meses como ministro falam por si.

 


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


25/08


2019

Atentado político em Gravatá

O juiz aposentado Clóvis Corrêa, ex-vereador do Recife, que perdeu o encanto pela política na capital, mas no passado foi ardoroso cabo eleitoral de Bolsonaro, amanheceu muito triste hoje.

O muro da sua fazenda entre Gravatá e Bezerros, verdadeiro outdoor do presidente da República, amanheceu ao chão, virou pó. É não foi derrubado por um tsunami. Ele desconfia que foi proeza dos petistas, que já haviam antes cravado o 13 no tom vermelho em toda extensão da parede.

Pelo visto, a radicalização entre petistas e bolsonaristas está transpondo o território das redes sociais para atentados de tamanha violência material.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


25/08


2019

Restrição das prisões preventivas deve ser aprovada

(Foto: Luis Câmara - Câmara dos Deputados)

Folha de S. Paulo - Painel 
Por Daniela Lima

 

O grupo de trabalho que analisa o pacote anticrime de Sergio Moro deve aprovar proposta que restringe as prisões preventivas. Emenda ao texto do deputado Capitão Augusto (PL-SP) diz que a medida só deve ser aplicada em último caso.

Enquanto isso, Comissão de Constituição e Justiça da Câmara debate na terça (27) projeto que criminaliza o ativismo judicial, definido no texto como a tentativa do Judiciário de usurpar as competências do Legislativo. A proposta será votada pouco mais adiante.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


25/08


2019

Manifestações serão um teste para Moro

Manifestações deste domingo (25) serão um teste para Moro

Folha de S. Paulo - Painel 
Por Daniela Lima

 

As manifestações convocadas por grupos de direita para este domingo (25) serão um teste para Sergio Moro (Justiça).

Como o Planalto decidiu não mergulhar na articulação dos atos ao perceber que eram direcionados ao STF, sobrou a base mais ligada à Lava Jato do que ao bolsonarismo para fazer volume.

O mote do protesto mudou após a repercussão negativa dos chamados com ofensas a ministros do STF. O foco agora é o projeto de lei que pune o abuso de autoridade. Procuradores defendem vetos ao texto.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


25/08


2019

Embaixada de Eduardo: aliados esperam bons ventos

 (Foto: Alex Ferreira - Câmara dos Deputados)

Folha de S. Paulo - Painel 
Por Daniela Lima

 

Senadores que trabalham pela aprovação do nome de Eduardo Bolsonaro para a embaixada do Brasil nos EUA esperam que o clima melhore nas próximas duas semanas para o filho 03 do presidente.

Há promessa de que o Planalto vai dar tração à liberação de emendas e cargos para garantir a votação da reforma da Previdência, o que poderia amolecer também as resistências à indicação de Eduardo.

Apesar da expectativa, dirigentes de partidos dizem duvidar que o governo consiga, com uma negociação, liquidar duas faturas. Esse grupo reitera que a votação de Eduardo vai demandar “esforço à parte do Planalto”.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


25/08


2019

FPA estuda estratégia a ser adotada contra embargos

Foto/fonte: https://fpagropecuaria.org.br/

Folha de S. Paulo - Painel

Por Daniela Lima

 

No grupo de Whatsapp da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) houve intensa discussão sobre a melhor estratégia a ser adotada diante da escalada de ameaças de embargo a produtos brasileiros.

O grupo majoritário avaliou que reclamar abertamente de potenciais prejuízos ao agronegócio daria munição aos estrangeiros contra a produção brasileira.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


25/08


2019

Governo tenta diminuir pressão sobre Salles

(Foto: REUTERS/Adriano Machado)

Folha de S. Paulo - Painel
Por Daniela Lima

 

Colegas do ministro Ricardo Salles (Meio Ambiente) na Esplanada viram na escolha do general Fernando Azevedo e Silva (Defesa) como porta-voz das ações na Amazônia um sinal de que o governo tenta diminuir a pressão sobre o nome que, até aqui, divide com o presidente “a cara da crise“.

Escolta Salles tem recebido apoio público dos filhos do presidente. Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ) defendeu o ministro em suas redes sociais.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


25/08


2019

Partido do presidente estuda criar CPI das ONGs

Foto/fonte Brasil247

Folha de S. Paulo - Por Painel

Por Daniela Lima

 

Com os sinais de que a oposição tenta articular uma CPI para investigar a atuação do governo na crise de queimadas na Amazônia, o PSL, partido de Jair Bolsonaro, discute propor uma Comissão Parlamentar de Inquérito que apure a atuação de ONGs no Brasil. 

A bancada da sigla na Câmara já prepara os termos de um requerimento para pedir assinaturas. Os governistas, com isso, tentam dar fôlego à narrativa do presidente de que organizações não governamentais agem para macular sua gestão.

 


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


24/08


2019

Privatização de bancos: resistência é maior

Privatização de bancos públicos é a que enfrenta maior resistência.

Passar BB e Caixa à iniciativa privada tem mais rejeição que venda da Petrobras, mostra levantamento VEJA/FSB; privatização dos Correios tem maior apoio. 

Caixa Econômica Federal tem funcionamento normal no bairro de Vila Zelina, zona leste de São Paulo - 14/06/2019 (Giovanna Romano/VEJA)

Veja - Por João Pedroso de Campos

 

Privatização de bancos públicos é a que enfrenta maior resistência. Passar BB e Caixa à iniciativa privada tem mais rejeição que venda da Petrobras, mostra levantamento VEJA/FSB; privatização dos Correios tem maior apoio.

O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, anunciou na quarta-feira 21 a lista com nove empresas estatais que o governo do presidente Jair Bolsonaro pretende privatizar, entre as quais Correios, Telebras, Porto de Santos e DataPrev. A relação deixou de fora Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, bancos públicos cujas privatizações já haviam sido descartadas por Bolsonaro e que, conforme pesquisa VEJA/FSB, são as estatais que os brasileiros menos querem ver sob a iniciativa privada.

O anúncio feito por Onyx incluiu estudos para venda de uma parte das ações do Banco do Brasil. Neste caso, no entanto, a intenção é vender até 20,8 milhões de papéis do banco sem prejuízo à posição de controlador do governo.

A privatização dos bancos públicos enfrenta mais resistência que a da Petrobras, também barrada por Jair Bolsonaro. São contrários à venda da petrolífera que protagonizou o esquema de corrupção descoberto pela Operação Lava Jato 57% dos brasileiros, enquanto 37% são favoráveis – 1% se dizem contra nem a favor e 5% não sabem responder ou não responderam.

Depois da decisão do plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) de permitir a venda de subsidiárias de estatais sem consulta ao Congresso e licitação, o ministro da Economia, Paulo Guedes, cogita privatizar a BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras. Mudanças no controle acionário de matrizes das estatais, decidiu o STF, devem receber aval de deputados e senadores e ser promovida por meio de licitação.

Ao contrário de Banco do Brasil, Caixa e Petrobras, Bolsonaro já declarou diversas vezes que os Correios, protagonista da lista do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI), serão privatizados. Em maio, o presidente disse a VEJA que deu “sinal verde” para a operação. “A orientação é que a gente explique por que é necessário privatizar”, ponderou. No início do mês, ele afirmou que a estatal foi “saqueada” em esquemas de corrupção, como o mensalão, e “aparelhada”.

O levantamento VEJA/FSB mostra que a decisão do presidente encontra eco na população. Os Correios têm a maior aceitação para deixarem o guarda-chuva da União: 48% são a favor, 48% são contra e 3% não sabem ou não responderam.

Já a Eletrobras, que estava na carteira de estudos do PPI antes do anúncio de Onyx Lorenzoni, aparece em segundo lugar como a estatal que os brasileiros mais querem ver fora da máquina do governo. A pesquisa aponta que 40% são a favor, 53% são contra, 1%, nem contra nem a favor, e 7% não sabem ou não responderam.

O secretário de Coordenação e Governança das Estatais do Ministério da Economia, Fernando Soares, afirmou no início do mês que o governo trabalha para desestatizar a Eletrobras pelo modelo de “follow on“, em que haverá pulverização do capital e a União deixará de ser acionista majoritária. A ideia é apresentar um projeto de lei substitutivo prevendo a operação, a ser submetido ao Congresso. O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, disse na quinta-feira 22 que o projeto para a privatização da maior empresa de energia elétrica da América Latina não inclui a chamada golden share, que dá ao governo poder de veto sobre decisões estratégicas de estatais vendidas à iniciativa privada.

Desde julho de 2018, foram leiloadas distribuidoras de energia subsidiárias da Eletrobras em estados como Ceará, Piauí, Rondônia, Roraima e Amazonas.
Outra estatal considerada pela pesquisa é a Infraero, responsável pela administração de 55 aeroportos no país, cuja privatização é rejeitada por 52% dos brasileiros e apoiada por 38%, com 1% nem a favor nem contra e 9% que não souberam responder ou não responderam.

Embora a Infraero não tenha sido incluída na lista de Guedes, a secretária de Planejamento, Desenvolvimento e Parcerias do Ministério da Infraestrutura, Natália Marcassa de Souza, afirmou que nesta quinta-feira, 22, durante um evento em São Paulo, que o governo pretende conceder toda a rede de aeroportos da estatal até 2022 e “revocacionar” a Infraero “para pequenos serviços ou liquidar a empresa”. Em março, doze aeroportos de médio e pequeno porte foram transferidos para a iniciativa privada, em um leilão que arrecadou 2,4 bilhões de reais, com ágio total de 986%.

O BB tem a privatização rejeitada por 59% da população e aprovada por 37%, enquanto 4% das pessoas não sabem ou não responderam. Sobre a Caixa, os números são exatamente os mesmos. Segundo dados do Banco Central, os dois bancos estatais respondem, juntos, por 48% do crédito a pessoas físicas no país, enquanto a Caixa representa 70% do crédito imobiliário e o BB, 53% do crédito rural no Brasil. 

Confira mais aqui: Privatização de bancos públicos é a que enfrenta maior resistência


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha