Versão Sertão do Pajeú

07/12


2017

Delatores devolvem quase R$ 143,5 milhões à Petrobras

Dos quase R$ 654 milhões devolvidos à Petrobras hoje, quase R$ 143,5 milhões vieram de colaborações premiadas celebradas com pessoas físicas. A maior devolução, cerca de R$ 27 milhões, foi feita pelo empresário Ricardo Pessoa, ex-presidente da UTC Engenharia.

Ele, que já foi condenado na Lava Jato, é apontado pela força-tarefa da operação como o chefe do clube de empreiteiras que fraudava negócios com a estatal. Os mais de R$ 510 milhões restantes foram devolvidos por empresas, através dos chamados acordos de leniência.

Essa é a 11ª devolução feita desde o início das investigações. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), é também a maior quantia já devolvida em uma investigação criminal no país de uma vez só.

Ainda de acordo com os procuradores do MPF, todo o dinheiro recuperado é resultado de 36 acordos de colaboração premiada; e de cinco de leniência celebrados com pessoas físicas e jurídicas durante as investigações da Operação Lava Jato.

Veja abaixo quem devolveu quanto:

- Colaborações premiadas (R$ 143.479.698,16)

  • Ricardo Ribeiro Pessoa: R$ 26.958.877,42;
  • Mário Frederico Góes: R$ 25.339.026,07;
  • Eduardo Costa Vaz Musa: R$ 19.900.683,37
  • Cid José Campos Barbosa da Silva: R$ 13.584.858,50;
  • Luis Eduardo Campos Barbosa da Silva: R$ 11.007.550,50;
  • Agosthilde Mônaco de Carvalho: R$ 9.398.250,52;
  • Julio Gerin de Almeida Camargo: R$ 7.469.693,57;
  • Fernando Antônio Falcão Soares: R$ 7.175.247,07;
  • João Procópio Pacheco de Almeida Prado: R$ 4.225.603,89;
  • Edison Krummenauer: R$ 3.608.332,54;
  • João Carlos de Medeiros Ferraz: R$ 1.485.115,08;
  • João Ricardo Auler: R$ 1.452.434,60;
  • Antônio Pedro Campello de Souza Dias: R$ 1.439.642,48;
  • Elton Negrão de Azevedo Junior: R$ 1.439.642,48;
  • Otávio Marques de Azevedo: R$ 1.079.731,86
  • Hamylton Pinheiro Padilha Junior: R$ 753.301,39;
  • Luis Mario da Costa Mattoni: R$ 719.821,25;
  • Paulo Roberto Dalmazzo: R$ 719.821,24;
  • Eduardo Hermelino Leite: R$ 692.857,16;
  • Salim Taufic Schahin: R$ 584.491,10;
  • Pedro José Barusco Filho: R$ 534.309,31;
  • Augusto Ribeiro de Mendonça: R$ 464.620,41;
  • Luiz Augusto França: R$ 403.706,62;
  • Marco Pereira de Souza Bilinski: R$ 403.706,62;
  • Vinícius Veiga Borin: R$ 403.706,62;
  • Edison Freire Coutinho: R$ 401.281,90;
  • José Antônio Marsílio Schwarz: R$ 401.281,90;
  • Walmir Pinheiro Santana: R$ 315.970,22;
  • Dalton dos Santos Avancini: R$ 283.128,83;
  • Milton Pascowitch: R$ 268.362,72;
  • Roberto Trombeta: R$ 152.537,47;
  • José Adolfo Pascowitch: R$ 132.313,70;
  • Milton Taufic Schahin: R$ 116.720,22;
  • Rodrigo Morales: R$ 110.078,50;
  • Acordo sob sigilo: R$ 40.000,00;
  • Shinko Nakandakari: R$ 12.991,05.

Nenhum dos delatores citados acima está preso.

- Acordos de leniência (R$ 510.479.256,76)

  • Braskem: R$ 362.949.960,81;
  • Andrade Gutierrez: R$ 118.650.604,46;
  • Camargo Corrêa: R$ 28.767.413,55;
  • Carioca Engenharia: R$ 71.589,29;
  • SOG Óleo e Gás: R$ 39.688,65. 


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Versão Sertão Central

Confira os últimos posts

17/12


2017

O tempo passa, o tempo voa, e Lula continua numa boa…

Rudolfo Lago – Blog Os Dvergentes

pesquisa divulgada nesta sexta-feira (15) pelo DataPoder360 repete o que já vêm dizendo Ibope e Datafolha. Lula segue imbatível. Vence as eleições em qualquer cenário. Derrota qualquer um no segundo turno. Parece estar cristalizando um percentual em torno de 30% no primeiro turno. No segundo turno, seja o candidato o mais radical Jair Bolsonaro ou o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, um conservador mais moderado, a vitória de Lula mantém-se em percentuais semelhantes.

Lula estabeleceu para a sua campanha uma estratégia de confronto. Faz a narrativa de que é vítima de uma ação orquestrada, na qual teria sido montada contra ele uma denúncia inconsistente, cujas provas são frágeis, revestida de uma celeridade que não se repete quando os denunciados são outros, de outros partidos (essa é a narrativa, não se está aqui corroborando com ela). Assim, Lula confronta os atores dessa ação orquestrada com sua candidatura. Diz ao Judiciário, ao Ministério Público, etc, parafraseando Zagallo: “Vocês vão ter que me engolir”.

Na lógica dessa estratégia de confronto, pode até ser Bolsonaro a escolha preferida mesmo por Lula para a disputa. Se é confronto, que seu adversário seja mesmo alguém que o eleitorado enxergue de fato como a sua contraface. Ainda que, na verdade, Lula não seja alguém de extrema-esquerda assim como Bolsonaro é de extrema-direita. Mas o que importa é o sentimento. Meio como estabelecer uma luta do bem contra o mal, como já se disse por aqui: O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro.

Talvez esteja por aí o fato de virem fracassando todas as tentativas de busca de um nome mais moderado no campo conservador para a disputa. A alternativa da vez é Alckmin, que aparece nas pesquisas no patamar de 8%. Quando Lula puxa a eleição para o confronto, aglutina seus opositores do outro lado, na sua contraface.

É possível que essa lógica permaneça mesmo se Lula não vier a disputar a eleição. O cientista político e jornalista André Singer já havia assinalado num momento do segundo mandato de Lula que ele havia se deslocado do petismo. Lula já era uma corrente política em si mesmo: o lulismo. Como anotou mais cedo por aqui Apolo da Silva, Lula, como corrente política de um homem só, pode ter potencial para carrear seus votos – ou parte deles – para outro candidato. Já fez isso quando elegeu Dilma Rousseff. Como lembra Apolo, Juan Domingos Perón, outra corrente política de um homem só, fez isso na Argentina. Proibido de disputar a eleição, elegeu Héctor Campora na década de 1970.

Mas, vale sempre lembrar aos desavisados: pesquisa não é eleição. Se fosse, era mais barato realizar uma para eleger o presidente. Muito menos é eleição uma pesquisa a quase um ano da eleição. Muita água ainda vai rolar debaixo da ponte. Mas, por enquanto, vai dando certo a estratégia de confronto adotada por Lula na sua candidatura.


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Versão Mata Sul

16/12


2017

Juiz do caso Geddel intima Eliseu Padilha para fevereiro

Como o chefe da Casa Civil perdeu o prazo para indicar a data, Vallisney Oliveira marcou a audiência

ÈPOCA - Marcelo Rocha

O juiz Vallisney Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, intimou o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, para audiência na manhã do dia 6 de fevereiro. Padilha será ouvido na condição de testemunha de defesa do ex-ministro Geddel Vieira Lima. É a ação penal em que o peemedebista baiano é processado por obstrução da Justiça. O juiz concedeu a Padilha prazo para definir a agenda, mas ele não se manifestou.

MARUN

Pai do agora ministro Carlos Marun (PMDB-MS), José Marun Filho, de 86 anos, estava na primeira fila para prestigiar a posse do filho nesta sexta-feira (15) no Palácio do Planalto. Recebia os parabéns de todos com quem cruzava. EXPRESSO perguntou se ele estava feliz com o novo status do filho: “Mais ou menos”. Como assim? “Não é grande coisa”, afirmou, rindo. “Mas desejo a ele felicidade.”


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Versão Agreste Setentrional

16/12


2017

Presos três suspeitos de matar prefeito de Colniza

Prefeito Esvandir Antônio Mendes foi assassinado na sexta-feira (15); suspeitos foram presos neste sábado (16), quando chegavam a Castanheira.

Por G1 MT

Suspeitos foram presos por policiais do Garra e foram encaminhados para interrogatório (Foto: Harlis Barbosa/Arquivo pessoal)

Três homens foram presos suspeitos de executar o prefeito de Colniza, a cerca de 1 mil quilômetros de Cuiabá, e de tentarem matar o secretário de Finanças do município. O prefeito Esvandir Antônio Mendes (PSB), de 61 anos, foi morto a tiros na sexta-feira (15). O secretário Admilson Ferreira dos Santos, de 41 anos, também foi atingido por disparos. As prisões foram efetuadas pelo Grupo Armado de Resposta Rápida (Garra) da Polícia Civil.

Os suspeitos, identificados como Zenilton Xavier de Almeida, Antônio Pereira Rodrigues Neto e Welisson Brito Silva, foram presos em uma estrada entre os municípios de Juruena e Castanheira, a 893 km e 780 km de Cuiabá, respectivamente. O G1 não localizou a defesa dos suspeitos. O motivo do crime ainda não foi esclarecido.

Antônio é morador de Colniza e apontado como o suposto mandante do crime, tendo também participado da execução do prefeito, segundo a polícia. Ele teria contratado os dois comparsas no Pará para participarem da ação. Eles foram encaminhados para serem interrogados por Edison Pick, titular de Colniza, e Caio Álvares de Albuquerque, da força-tarefa de Cuiabá.

Suspeitos foram levados para a Delegacia da Polícia Civil de Colniza (Foto: Harlis Barbosa/Arquivo pessoal)

De acordo com a polícia, o trio estava em um Uno cinza no momento em que foram abordados pelos policiais do Garra, a cerca de 20 km de Castanheira, já tendo abandonado o carro que foi utilizado para perseguirem o prefeito e cometerem o crime, apontado como um SUV de cor preta. Esse último veículo foi localizado e está sendo analisado pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

Dentro do automóvel foram apreendidos R$ 60 mil, em dinheiro, que seria o pagamento pela execução do prefeito. As armas usadas no crime foram encontradas jogadas em um rio. O Corpo de Bombeiros foi acionado para retirá-las.


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Prefeitura do Ipojuca

16/12


2017

Alvos do petrolão devem se beneficiar do indulto

Coluna do Estadão – Andreza Matais

O ministro da Justiça, Torquato Jardim, disse à ‘Coluna’ que o indulto de Natal deste ano deve contemplar alvos da Lava Jato. Ele avalia  repetir o modelo usado em 2015, no governo Dilma Rousseff, quando se levou em consideração o bom comportamento do preso para que pudessem receber redução da pena ou perdão judicial.

O MPF pede ao governo que o indulto não contemple acusados de crime de colarinho-branco, como os do petrolão. O ministro reage.

“Escolher um crime para excluir ou incluir no indulto significa personalizar ou favorecer alguém.”

“A tendência é o Ministério da Justiça reforçar a tradição de critérios abstratos, independemente dos crimes para não ficar direcionando indultos ou comutação de pena para tais pessoas”, diz o ministro da Justiça.

Seguindo esses parâmetros, o indulto pode beneficiar 37 condenados da Lava Jato. Entre eles, José Carlos Bumlai e Delúbio Soares. Os dois estão soltos e poderiam ter a pena reduzida. A lista é da Procuradoria da República no Paraná.


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16/12


2017

PT aprova resolução para apoiar a candidatura de Lula

Folha de S.Paulo – Anna Virgínia Balloussier

"Absolutamente convencido" de que Lula é o "plano A do povo brasileiro" e único nome com "condições de ganhar a eleição", o PT trabalhará para evitar a fratura no campo de centro-esquerda - e o caminho é "dialogar com companheiros" que ventilam candidaturas paralelas, como PSOL (Guilherme Boulos ), PC do B (Manuela D'ávila ) e PDT (Ciro Gomes ). Movimentos como a Frente Brasil Popular e Povo Sem Medo também serão procurados.

"É muito mais fácil convencê-los disso do que de qualquer outra coisa", disse Alexandre Padilha, vice-presidente do partido, em reunião do Diretório Nacional da legenda neste sábado (16), num hotel na região central paulistana.

No encontro, a sigla aprovou uma resolução para apoiar a candidatura de Lula independentemente do resultado de 24 de janeiro, dia do julgamento do recurso apresentado por Lula no caso do tríplex do Guarujá.

Da CUT ao MTST de Boulos, vários grupos de esquerda combinam um acampamento em frente ao tribunal, num desagravo ao réu.

O ex-presidente passou pelo hotel onde a cúpula petista se encontrou, e por lá participou de reuniões paralelas para discutir políticas para alianças regionais. Segundo Padilha, elas serão analisadas "caso a caso" e submetidas à "lógica nacional".

Na prática, significa dizer que, "para eleger a maior bancada possível [no Congresso], o PT pode se aliar a legendas hoje êmulas no campo federal, como o PMDB de Michel Temer, a quem petistas chamam de "golpista". "Mas as dinâmicas regionais têm que ser devidamente acompanhadas pela Executiva [da sigla], fazendo a esperança vencer o ódio."

A Folha apurou que alas mais à esquerda do partido defenderam restringir as alianças àqueles que não foram favoráveis ao impeachment de Dilma Rousseff. Mas a cúpula decidiu não fechar questão, ao menos por ora.

Por apoio a Lula, o PT pode se unir a algozes que selaram a destituição de Dilma, como o jornal mostrou em outubro. O partido abriria mão de lançar candidatos a governador em até 16 Estados em 2018 para apoiar nomes de outras legendas. Em troca, os petistas querem espaço em palanques regionais fortes para sua chapa presidencial.

Há dúvidas, em outros partidos de centro-esquerda e nos bastidores de setores petistas, de que Lula consiga concorrer, já que seu futuro político depende de uma decisão a ser tomada pelo TRF (Tribunal Regional Federal) da 4ª Região no dia 24 de janeiro.

É quando os desembargadores da corte porto-alegrense votarão os recursos que a defesa do petista apresentou para recorrer da condenação de Lula a nove anos e meio de prisão na Lava Jato.

Há vários quadros possíveis, da absolvição a uma campanha em 2018 com liminares e novos recursos.


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Prefeitura de Camaragibe

16/12


2017

Temer termina o ano com rejeição em 73%

Sem sinal de melhora

70% desaprovam Congresso

Judiciário é rejeitado por 39%

Do blog Poder 360

O presidente Michel Temer encerra 2017 com rejeição de 73%, segundo pesquisa do DataPoder360Sérgio Lima/Poder360 - 23.out.2017

O ano de 2017 não foi bom para os Três Poderes da República. A rejeição supera as taxas de aprovação do Executivo, do Legislativo e do Judiciário, segundo pesquisa DataPoder360 realizada de 8 a 11 de dezembro.

O presidente Michel Temer, chefe do Poder Executivo, é o recordista da rejeição. Sua taxa de desaprovação é resiliente desde abril de 2017, quando foi realizado o 1º levantamento do DataPoder360.

Para 73% dos brasileiros, o presidente Temer faz 1 governo ruim (26%) ou péssimo (47%). Essa rejeição tem se mantido de maneira estável acima dos 70%. Em abril passado era de 73%. Subiu até 79% em setembro, no auge do processo em que o peemedebista tentava se livrar da denúncia de corrupção contida na delação do empresário Joesley Batista (que está preso).

Como se observa no gráfico, houve 1 certo recuo em outubro e novembro. Agora, ainda que na margem de erro, registrou-se uma nova oscilação para cima –com os 73% de “ruim” e “péssimo”.

Apenas 2% acham o governo Temer “ótimo”. Outros 5% dizem que a administração federal é “boa”. Somados, são meros 7% de aprovação.Parte inferior do formulário

A expectativa do Palácio do Planalto para reverter esse cenário adverso é que a economia em crescimento ajude a melhorar a aprovação de Michel Temer em 2018.

Ocorre que o país tem saído apenas lentamente da recessão. A sensação de bem-estar dos brasileiros ainda é bem menor do que no final do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2010. Isso explica em parte o bom desempenho do petista nas sondagens para a disputa presidencial de 2018.

Nesta semana, Temer colheu outro revés. A reforma da Previdência foi engavetada e estancou a possibilidade de haver uma euforia na economia já no início de 2018. Tudo agora ficou incerto e vai depender da habilidade do presidente para ressuscitar esse projeto no 1º semestre do ano que vem –cenário incerto, no mínimo.

CONGRESSO

Segundo na fila da desaprovação entre os Três Poderes, o Legislativo é rejeitado por 70% dos brasileiros, conforme o DataPoder360. Em outubro, a taxa era de 68%.

Os deputados e senadores assumiram grandes riscos ao longo do ano. Primeiro, rejeitaram a abertura de processo contra o presidente da República em duas oportunidades –o senso comum dos brasileiros era o de que Michel Temer precisava ser investigado.

No Senado, funcionou o espírito de corpo dos políticos, que também votaram para proteger o colega Aécio Neves (PSDB-MG), acusado de vários crimes.

A pauta geral dos legisladores também foi sempre negativa aos olhos da população, embora reformas modernizadoras do capitalismo brasileiro tenham sido aprovadas. A regulamentação do trabalho terceirizado e a reforma trabalhista mais ampla –que tornam o país mais competitivo– foram interpretadas por uma parte da população como regressivas e supressoras de direitos.

JUDICIÁRIO

Os juízes não estão em situação tão ruim como a do presidente da República ou do Congresso. Mas tampouco têm motivos para comemorar.

Para 39% dos entrevistados pelo DataPoder360, o Poder Judiciário faz 1 trabalho “ruim” ou “péssimo”. Houve uma melhora em relação a outubro, quando essa taxa de rejeição bateu em 50%.

Foi há cerca de 2 meses que ganharam visibilidade na mídia os casos de juízes recebendo supersalários. A presidente do STF, Cármen Lúcia, tentou exigir uma prestação de contas de todas as Cortes de Justiça do país, que teriam de passar a divulgar com mais clareza os rendimentos dos magistrados. Até hoje isso não acontece na prática.

Apenas 19% aprovam o trabalho do Poder Judiciário –ou seja, 20 pontos percentuais a menos do que o grupo que rejeita os magistrados. Há ainda 24% de brasileiros que classificam esse Poder como “regular”.

CONHEÇA O DATAPODER360

A operação jornalística que comanda o Drive e o portal de notícias Poder360 lançou em abril de 2017 uma divisão própria de pesquisas: o DataPoder360.

As sondagens nacionais são periódicas. O objetivo é estudar temas de interesse político, econômico e social. Tudo com a precisão, seriedade e credibilidade do Poder360.


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16/12


2017

Alckmin: tucano que votar contra a reforma será punido

Mas momento é de 'convencimento', diz Alckmin

PSDB fechou questão a favor das mudanças na previdência, mas não estabeleceu sanção a quem descumprir orientação. Geraldo Alckmin esteve em Americana, no interior do estado, neste sábado (16).

Por G1 Campinas e Região*

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou neste sábado (16) que haverá punição para deputados que votarem contra a reforma da Previdência, mas que o momento atual é de convencimento. Alckmin é presidente da sigla.

"Terá punição. Mas, nós vamos estabelecer... O nosso momento não é de discutir punição, é convencimento. É convencimento", afirma Alckmin.

O PSDB fechou questão a favor da reforma da Previdência na última quarta-feira (13), na primeira reunião da executiva sob o comando de Alckmin. Ele falou sobre a decisão em visita à cidade de Americana (SP), mas não especificou qual e quando será estabelecida essa punição.

Alckmin assumiu a presidência do partido há uma semana, e havia deixado em aberto a possibilidade de haver um "castigo" aos tucanos que fossem contrários.

PMDB, PTB e PPS também já fecharam questão a favor da reforma da Previdência. As três legendas já tinham decidido punir os deputados que desobedecerem a orientação do partido.

O governador esteve em Americana para inaugurar o Terminal Metropolitano da cidade, obra entregue com três anos de atraso. A construção começou em dezembro de 2013 e tinha previsão inicial de entrega em 12 meses. O investimento total foi de R$ 23,2 milhões, de acordo com a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU).

Transição para servidores

Questionado sobre a ser favorável à regra de transição na reforma da Previdência para servidores que ingressaram antes de 2003, Alckmin se limitou a dizer que o partido ainda vai analisar a questão e afirmou que o projeto tem passado por mudanças.


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Hapvida - Mais saúde para você e sua família

16/12


2017

Lula 2018: da absolvição a campanha com liminares

Cenários para Lula vão da absolvição a possível campanha com liminares

Folha de S.Paulo – Felipe Bachtold e Simon Ducroquet

A pré-candidatura à Presidência em 2018 do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva depende de uma decisão judicial a ser tomada em 24 de janeiro.

Nessa data, os desembargadores do TRF (Tribunal Regional Federal) da 4ª Região, em Porto Alegre, votarão os recursos que a defesa do petista apresentou, recorrendo da condenação do ex-presidente a nove anos e meio de prisão na Lava Jato.

O juiz Sergio Moro entendeu que Lula obteve vantagens indevidas da OAS na reserva e reforma de um tríplex no Guarujá (SP).

As possibilidades após o veredito do TRF vão da absolvição a uma campanha eleitoral em 2018 com liminares e recursos.

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  Editoria de arte/Folhapress  
Chamada Lula
 


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ArcoVerde

16/12


2017

Temer tem nas mãos a carta do jogo com Jarbas

Andrei Meireles – Blog Os Divergentes

 

 

 

 

 

 

 

Ao responder, em entrevista a O Globo, sobre uma eventual aliança dos tucanos com a turma de Temer na sucessão presidencial, Fernando Henrique fez uma avaliação óbvia sobre o PMDB:  o partido vai se fragmentar na corrida ao Palácio do Planalto, seu eixo sempre foi eleger bancadas federais, com base em alianças estaduais.

FHC concluiu que o PSDB não precisa ficar refém do PMDB. Ele tem razão. É um partido do tipo que sempre crava triplo na loteria em que se aposta no resultado de um jogo de futebol — é uma legenda tão velha quanto essa modalidade de aposta. Por isso, há sempre uma banda do PMDB à postos para embarcar em alguma candidatura competitiva ao Planalto.

Mais do que essas avaliações típicas de FHC, o que surpreendeu foi a repercussão. Dessa vez, não foram os Maruns da vida que reagiram. No próprio O Globo, na matéria com o título “Lideranças do PMDB criticam declarações de FHC”, a foto é de Jarbas Vasconcelos. Também é dele a crítica que dá peso à notícia.

Foi uma surpresa. Jarbas Vasconcelos, hoje deputado, e Pedro Simon, sempre ativo, são remanescentes da luta histórica do velho MDB, sob o comando de Ulysses Guimarães, contra a ditadura militar.

— Era melhor ele não ter falado, repreendeu Jarbas, um político cauteloso e zeloso sobre o que fala.

As restrições de Fernando Henrique ao PMDB de Temer, mesmo com algum aplauso às reformas e aos sucessos da equipe econômica, tiveram como foco a questão ética.

Na mesma linha do Jarbas de sempre. Exemplo recente: por duas vezes, votou a favor da autorização para que o STF abrisse investigações das denúncias contra Temer. Ele, que já era olhado meio de soslaio pela cúpula do partido, passou a ser visto apenas como adversário.

O entorno de Temer, Romero Jucá à frente, resolveu rifar Jarbas. No percurso, atropelaram o DEM e fizeram um acordo com a família Coelho, uma das mais tradicionais de Pernambuco.

O combinado foi tirar o PMDB de Pernambuco das asas de Jarbas e entregá-lo para o senador Fernando Bezerra Coelho e a seu filho, o atual ministro das Minas e Energia.

Era jogo jogado na Executiva do PMDB. O deputado Baleia Rossi, relator do caso, é o líder do PMDB na Câmara com o cacife de ser da copa e cozinha de Temer.

Jarbas conseguiu duas liminares judiciais, em Brasília e Recife, que impediram a Executiva de dissolver o diretório do PMDB em Pernambuco, presidido pelo vice-governador Raul Henry.

A briga é por opções diversas na sucessão estadual.

Para contornar o veto da Justiça, ficou acertado que a Convenção Nacional do PMDB, marcada para a próxima terça-feira (19), mudaria os estatutos. Esse tema continua na pauta.

O que parece ter mudado foi a relação de Temer com Jarbas Vasconcelos. Jarbas quebrou o gelo indo a um jantar em que o presidente tentava conquistar votos para a reforma da Previdência. Ali, ficou acertada uma conversa a dois no Palácio do Planalto.

O encontro ocorreu na manhã da quarta-feira (6) de dezembro. As versões sobre o que rendeu a conversa variam pouco. Há quem diga que Temer se limitou a avaliar os argumentos de Jader contra a mudança no PMDB de seu Estado. Mas também quem assegure ter Temer dito que vai pedir a Baleia Rossi que segure o processo.

O fato é que na terça-feira uma carta será revelada. Se for contra Jarbas Vasconcelos, de nada adiantou sua iniciativa. Mas, se a favor, surtiu efeito.

Poder jogar com cartas tão valorizadas é um trunfo de Temer.

A conferir sua aposta.


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16/12


2017

A travessia para 2019

De Marisa Gibson, na sua coluna DIARIO POLÍTICO deste domingo

O próximo ano não será fácil para o presidente Michel Temer (PMDB), “mas aos trancos e barrancos”, ele chegará ao fim do seu mandato. A previsão é do deputado federal Jarbas Vasconcelos (PMDB), profundo conhecedor das manobras políticas que podem tumultuar a cena política, e se coloca como fiador da travessia para  2019.

“Não vou criar qualquer dificuldade para o Governo Temer. O importante agora é que o país caminha para um eleger um novo presidente da República”, afirma o peemedebista, que, aliás, se encontra num momento decisivo, correndo o risco de perder o controle do PMDB em Pernambuco. A esse respeito, Jarbas, que há poucos dias pediu apoio a Temer para essa disputa, que envolve o senador Fernando Bezerra Coelho, sabe o terreno onde está pisando. Para Temer conseguir – com a saúde fragilizada – realizar a travessia para 2019, ele também vai precisar de muita ajuda. De antemão, Jarbas, pilar político do Governo Paulo Câmara (PSB), sinaliza para um apoio ao projeto presidencial de Geraldo Alckmin (PSDB), governador de São Paulo, com quem conversa com frequência.

“Alckmin é um governador bem-sucedido e isso ajuda bastante como carro-chefe,” assinala. Agora, essa preferência de Jarbas o coloca desde já num palanque presidencial distante do PSB, que trabalha por um candidato próprio, no caso, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa.

Mas essa é outra conversa, porque o que o PSB estadual quer mesmo é ter Jarbas, seja no PMDB ou em outro partido, no palanque de Paulo. Prova disso foi a presença do governador Paulo Câmara  e do prefeito Geraldo Julio na confraternização que o peemedebista ofereceu aos amigos, no Debate, seu escritório político. 


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16/12


2017

Governo planeja vender parte da Infraero em 2018

Governo planeja leiloar mais 13 aeroportos sob controle da estatal. Ao G1, ministro dos Transportes disse que Infraero pode passar a ter controle privado.

Por Fábio Amato e Marcelo Parreira, G1 e TV Globo, Brasília

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes, um dos 13 que devem ser leiloados pelo governo em 2018 (Foto: Arquivo G1)
 
O governo deve fechar, ainda no primeiro trimestre de 2018, uma proposta para permitir a entrada de capital privado na Infraero, estatal que administra os principais aeroportos públicos no país.

Ao G1, o ministro dos Transportes, Maurício Quintella, falou sobre o estudo que está sendo feito por uma consultoria na Infraero e que vai apontar caminhos para a empresa se tornar "mais eficiente e mais enxuta."

Quintella disse que o governo já teve acesso a parte das conclusões do estudo, que deve ser finalizado neste mês. Segundo ele, o estudo "aponta claramente que nós devemos aproximar a Infraero do setor privado".

De acordo com o ministro, essa "aproximação" poderá ser feita de duas maneiras:

·                   abertura pelo governo de capital da Infraero, processo conhecido como IPO (sigla em inglês de Initial Public Offering – oferta pública inicial de ações);

·                   venda de parte da estatal a investidores privados.

Se nessa operação o governo vai ou não abrir mão do controle da Infraero, ou seja, permitir a privatização da empresa, ainda não está decidido.

"Preliminarmente, nós achamos que o caminho que deverá ser apontado como mais vantajoso para a empresa e para o sistema seria o de venda de participação. Se majoritário ou minoritário, é uma decisão que vai ser tomada com base no mercado, na vantajosidade para a empresa e para o sistema [rede de aeroportos da Infraero]", disse.

Prejuízo

Em outubro, o governo anunciou a quarta rodada de concessão de aeroportos administrados pela Infraero.

Serão leiloados 13 terminais nesta nova fase: Maceió (AL), Bayeux (PB), Aracaju (SE), Juazeiro do Norte (CE), Campina Grande (PB), Recife (PE), Várzea Grande (MT), Rondonópolis (MT), Sinop (MT), Alta Floresta (MT), Barra do Garças (MT), Vitória (ES) e Macaé (RJ).

Apesar de incluir, pela primeira vez, aeroportos pequenos e deficitários, a nova rodada também vai tirar da Infraero pelo menos mais dois aeroportos que registram lucro: Recife e Vitória.

Nas três rodadas anteriores, a Infraero já havia perdido alguns de seus aeroportos mais lucrativos, entre eles o de Guarulhos (SP), o maior do país, que foi a leilão na primeira rodada; o do Galeão (RJ), concedido na segunda rodada; e o de Porto Alegre, um dos quatro leiloados pelo governo na terceira rodada, no começo de 2017.

A perda de aeroportos lucrativos levou a uma forte queda nas receitas da empresa. De acordo com um relatório da Controladoria-Geral da União (CGU), essa redução foi de 48% apenas entre 2012 e 2016, ou seja, não inclui o impacto da saída dos aeroportos de Florianópolis, Salvador, Porto Alegre e Fortaleza, leiloados neste ano. No mesmo período, as despesas da Infraero caíram bem menos: 26,1%.

Essa situação vem obrigando o governo a fazer repasses de recursos para que a estatal consiga cumprir seus compromissos.

Apenas em 2016, as transferências somaram R$ 2,3 bilhões. Para complicar, isso ocorre num momento de aperto fiscal, em que as contas públicas vêm registrando rombos bilionários, e de corte nos investimentos e despesas.

Sustentabilidade

Ao final da quarta rodada de concessões, prevista para 2018, vão restar 42 aeroportos sob o controle da Infraero. Desses, apenas 16 são hoje superavitários, ou seja, geram lucro para a empresa. Os outros 26 aeroportos geram prejuízo.

"A União tem aumentado o repasse de recursos para a estatal a cada ano, o que, atrelado aos sucessivos resultados negativos do fluxo de caixa operacional, estabelece uma relação de dependência da empresa para manutenção de suas operações e investimentos para os próximos anos", diz o relatório da CGU sobre a Infraero.

O documento aponta que a situação por que passa a Infraero "gera impacto na sustentabilidade" da empresas para os próximos anos. Além disso, complementa o relatório, não há expectativa, por exemplo, de "elevação significativa de receitas" dos aeroportos deficitários que vão continuar sendo administrados pela estatal.

A CGU destaca ainda que "não há perspectiva, no curto prazo," de "redução relevante" nas despesas da Infraero com funcionários ou de que a empresa venha a receber dividendos pela sua participação nas concessões dos aeroportos de Guarulhos, Brasília, Confins (MG), Galeão e Campinas (SP).

Na entrevista ao G1, o ministro dos Transportes, Maurício Quintella, afirmou que o governo avalia a venda da participação acionária da Infraero nesses aeroportos, com exceção de Campinas, cuja concessão deve ser devolvida ao governo.


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Supranor 1

16/12


2017

NY Times: nova crise global se aprovima

Nova crise global como a de 2008 está próxima, alerta artigo no 'NYT'

Desmond Lachman diz que mesmo erro cometido na década passada agora se repete

Jornal do Brasil

A crise global que pegou o mundo de surpresa em 2008 está para ocorrer novamente, e talvez seja tarde demas para evitá-la, alerta Desmond Lachman, membro residente do American Enterprise Institute, ex-vice-diretor do departamento de desenvolvimento de políticas do Fundo Monetário Internacional (FMI) e ex-estrategista econômico do Salomon Smith Barney, em artigo publicado no The New York Times

"No final de 2008, em um encontro com acadêmicos na London School of Economics, a rainha Elizabeth II perguntou como ninguém conseguiu antecipar a pior crise financeira mundial no período pós-Guerra. A então chamada Grande Recessão, que teve início no final de 2008 e durou até meados de 2009, foi desencadeada pelo colapso súbito de preços elevados para a habitação e outros ativos - algo que é óbvio em retrospectiva, mas que, no entanto, ninguém parecia ver que estava próximo", escreve Lachman.

"Estamos prestes a cometer o mesmo erro? Muito provavelmente, sim", pergunta e responde Lachman. Ele destaca que a economia norte-americana certamente vai bem, e que "economias emergentes" ganham impulso, mas que os preços globais de ativos estão novamente em um escalada rápida, acima do valor básico. "Em outras palavras, eles estão em uma bolha. Considerando o silêncio virtual entre os economistas sobre o perigo que representam, é preciso perguntar-se se em um ano ou dois, quando essas bolhas eventualmente irromperem, a rainha não fará o mesmo tipo de pergunta."

"Estamos prestes a cometer o mesmo erro? Muito provavelmente, sim"

Para Lachman, tal silêncio é ainda mais surpreendente se consideramos o quão penetradas estão as bolhas hoje em comparação com 10 anos atrás. "Enquanto em 2008 as bolhas estavam largamente confinadas nos mercados norte-americanos de habitação e crédito, eles agora podem ser encontrados em quase todos os cantos da economia mundial."

Uma das razões apontadas no artigo para a proximidade de uma nova crise são os problemas vistos em economias importantes. A Itália enfrenta sérios problemas de dívida pública e um sistema bancário instável. O Brasil, continua ele, "enfrenta turbulência política, enquanto suas finanças públicas estão em um caminho claramente insustentável". 

"A China tem uma bolha no mercado de habitação e de crédito que reduz a vista pelos Estados Unidos no início deste século. E tanto o Brasil quanto a Itália realizarão eleições parlamentares no próximo ano."

Lachman menciona também os efeitos que podem vir com o término do Acordo de Livre Comércio da América do Norte, e com outras tendências protecionistas que possam ser adotadas pelos Estados Unidos ou por outros país. 

Ele critica a falsa segurança trazida pela regulação implementada após o colapso da Lehman Brothers em 2008. "É tarde demais para os formuladores de políticas fazerem algo relevante para evitar a formação de bolhas. No entanto, não é cedo demais para começar a pensar em uma maneira de responder a isto, de uma forma que possa nos libertar dos ciclos de expansão-queda que temos experimentado a cada 10 anos."

Uma outra questão é se a maior economia do mundo poderia liderar uma resposta a uma crise desta vez, com Donald Trump na administração. 


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Mobi Brasil 5

16/12


2017

Carlos Marun: o ministro pão com ovo

Com o estilo “simplão” e a disposição de rebolar na defesa de colegas encrencados, o deputado novato ascendeu do baixo clero ao Palácio do Planalto

ÉPOCA – Débora Bergamasco

 “Opaaaaaa, o que é isso?”, exclamou, encolhendo os glúteos e dando um pulinho para a frente o deputado federal Carlos Marun, do PMDB. Ele estava a poucos dias de tomar posse como ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República. “Acabaram de passar a mão na minha bunda”, riu, no lotado plenário da Câmara na noite da terça-feira, dia 12. Por trás do 1,90 metro de Marun, surge, lépido, o deputado Nelson Marquezelli, do PTB de São Paulo: “Deixo claro aqui que não passei a mão na bunda de qualquer um, não, mas acabo de passar a mão na bunda de um futuro ministro de Estado”, gabou-se.

 

Todos acham graça e a troça finda com um abraço e saudações de “meu ministro!”. Nos dias que antecederam a sua posse para um posto no Planalto, Marun foi tietado nos corredores do Congresso Nacional. “Se espirrar amanhã, saúde, viu?”, fez votos o deputado Benito Gama, do PTB da Bahia.

 

Alguns passos depois, o líder do PT na Câmara, Carlos Zarattini, de São Paulo, topou com o futuro responsável pela articulação entre governo e Parlamento e o intimou: “Ministro Marun, agora tem de conversar com a gente da oposição, hein? Nos trate bem”, pediu. “Eu sempre tratei, vamos conversar sempre”, disse Marun.

Mesmo com o tucano Antonio Imbassahy ainda ocupando oficialmente a cadeira – ele só foi exonerado na quinta-feira, dia 14 –, Marun começou a semana despachando como se já estivesse empossado, o que só ocorreu na sexta-feira, dia 15. Considerando as demandas impreteríveis dos congressistas, ele fez da sede da Procuradoria da Câmara, para a qual foi escolhido no início do ano, um “puxadinho” da Secretaria de Governo. Carlos Bezerra, do PMDB de Mato Grosso, acomodou-se em um sofá na antessala da Procuradoria, enquanto aguardava por Marun. “O senhor precisa despachar algo da Procuradoria? Pois já posso trazer uns advogados para atendê-lo”, diz um assessor.

“Não. Meu assunto é política”, respondeu Bezerra. No dia seguinte, o deputado Júlio César, do PSD do Piauí, abriu a porta do gabinete e bradou: “Ministrooooo. Desculpe aí, não vou atrapalhar, são dois minutos, é que estamos com uma demanda, ministro...”. “Rapaaaaaz, não me chame de ministro. É de-pu-ta-do. É Ma-run. Entre, sente aí...” Entre um despacho e outro, o ministro-deputado “simplão” matou um sanduíche de pão com ovo, que chegou embrulhado num papel pardo de padaria. Para acompanhar, uma Coca-Cola. Zero.

Leia reportagem na íntegra clicando aí ao lado: Carlos Marun: o ministro pão com ovo - ÉPOCA | Política


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Asfaltos

16/12


2017

Gilmar Mendes sob ataque de VEJA e ISTOÉ

Enquanto a revista Veja noticia que o instituto do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, recebeu R$ 2,1 milhões em patrocínios da JBS, a capa da revista IstoÉ aponta uma "suspeita transição de Gilmar Mendes", numa reportagem em que a revista disse ter "acesso ao inquérito que investiga a venda irregular de uma universidade que pertenceu ao ministro do STF para o governo do Mato Grosso"; segundo a IstoÉ, "o Ministério Público vê indícios de ilegalidades no negócio de R$ 7,7 milhões e está para formular a denúncia"

Alvo de denúncias das revistas Veja, da Editora Abril, e IstoÉ, da Editora Três, neste fim de semana, o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes virou a bola da vez.

A Veja noticia que o Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), de propriedade de Gilmar, recebeu R$ 2,1 milhões em patrocínios do empresário Joesley Batista, da JBS.

Segundo a publicação, "nos últimos dois anos, Gilmar e Joesley mantiveram uma parceria comercial e uma convivência amigável, a ponto de se visitarem em Brasília e São Paulo, trocarem favores, compartilharem certezas e incertezas jurídicas e tocarem projetos comuns".

Já a IstoÉ aponta uma "suspeita transição de Gilmar Mendes", numa reportagem em que a revista disse ter "acesso ao inquérito que investiga a venda irregular de uma universidade que pertenceu ao ministro do STF para o governo do Mato Grosso".

Segundo a IstoÉ, "o Ministério Público vê indícios de ilegalidades no negócio de R$ 7,7 milhões e está para formular a denúncia".  (Por BR-247)

Leia reportagem na íntegra clicando aí ao lado: Gilmar Mendes: negócio suspeito - IstoÉ


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Bm4 Marketing 2

16/12


2017

Temer Papai Noel e PSB à espera de Joaquim Barbosa

Mesmo com orientação médica para diminuir o ritmo de trabalho, o presidente Michel Temer avalia ir a Maceió –a capital que receberá mais moradias–, na quarta (20), entregar 3.900 unidades do MCMV.

Às vésperas do Natal, o governo decidiu promover o “Dia Nacional do Minha Casa, Minha Vida”. Na quarta (20), vai entregar 22.500 unidades habitacionais em todo o Brasil. Ministros foram escalados para se dividir pelo país nas cerimônias de entrega das chaves.

O ministro das Cidades, Alexandre Baldy, calcula que aproximadamente 100 mil pessoas vão estar em suas casas próprias na festa natalina.

Esperando Joaquim

Marina Silva (Rede) esteve nesta sexta-feira (15) com Carlos Siqueira, presidente do PSB, para tratar de 2018. Foi a primeira conversa entre os dois desde que a ex-senadora oficializou a pré-candidatura.

Siqueira avisou que o PSB tem dificuldade de antecipar decisões. A sigla espera resposta de Joaquim Barbosa, convidado para disputar o Planalto, e está na mira de outros partidos. (Informações da coluna Painel, da Folha de S.Paulo)


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