FMO

14/09


2017

Meirelles candidato: mercado gostou, Planalto não

Helena Chagas – Blog Os Divergentes

O mercado gostou e a bolsa subiu enquanto circulavam, entre investidores e consultorias, durante a tarde, mensagens frenéticas noticiando que o PSD estava lançando a candidatura do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, à presidência. De fato, o líder do partido, Marcos Montes, havia relatado aos jornalistas que, diante do convite da bancada do PSD, o ministro “praticamente” aceitara a candidatura.

Logo, logo, porém, Meirelles e seus aliados caíram na real e o ministro correu ao Twitter para desmentir que esteja pensando em candidaturas neste momento e que está totalmente empenhado no trabalho de condução da recuperação da economia.

Há quem diga, porém, que foi um recuo estratégico, e que bate em Meirelles um coração candidatíssimo, aguardando apenas o momento de se revelar.

Alguém, porém, terá lembrado ao ministro que se, nas atuais condições, já é missão quase impossível retomar a normalidade nas votações do Congresso e aprovar reformas como a da Previdência, imagine com o ministro da Fazenda em campanha eleitoral!

O Planalto, que precisa a todo custo reaglutinar sua base para votar a segunda denúncia contra Michel Temer, não quer nem ouvir falar do assunto.


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Versão Agreste Meridional

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23/11


2017

PF cumpre mandados de prisão em nova fase da Lava Jato

Régis Fichtner, (Foto) ex-chefe da Casa Civil, e o empresário George Sadala estão entre os alvos de mandados de prisão.

Arthur Guimarães, Bom Dia Rio

A Polícia Federal está nas ruas na manhã desta quinta-feira (23) para cumprir cinco mandados de prisão em mais uma fase da Operação Lava Jato no Rio. A ação é um desdobramento das investigações da Operação Calicute, desencadeadaa em novemnro do ano passado e que resultou na prisão do ex-governador Sérgio Cabral. Dos cinco mandados de prisão, dois são para o mesmo suspeito. Os agentes também visam cumprir mandados de condução coercitiva e de busca e apreensão.

Foram expedidos mandados de prisão contra Régis Fichtner, ex-chefe da Casa Civil, e contra o empresário George Sadala. Os agentes chegaram ao endereço de Fichtner, um dos prédios mais luxuosos da Avenida Vieira Souto, em Ipanema, pouco antes das 6h. George Sadala é um dos empresários que aparece em uma foto com o ex-governador Sérgio Cabral em um restaurante em Paris. A foto ficou conhecida como Farra dos Guardanapos.

Sadala era um dos sócios de empresas suspeito de explorar o serviço Rio Poupa Tempo e também era representante de um banco que fazia empréstimos consignados para servidores públicos. Quem também mora no prédio é Alexandre Accioly, empresário que é dono de uma rede de academias.

O ex-chefe da Casa Civil do governo Cabral foi citado no depoimento de Luiz Carlos Bezerra, um dos operadores financeiros do esquema criminoso. Bezerra disse aos procuradores da Lava Jato que deu dinheiro para o ex-chefe da Casa Civil. Nas anotações do operador, Fichtner era conhecido como “Alemão” ou “Gaúcho”.

A polícia chegou na casa de Henrique Alberto Santos Ribeiro, contra quem há dois mandados de prisão, atuou como presidente do Departamento de Estradas e Rodagens (DER-RJ) durante o governo de Cabral.


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Comentários

sonia

Quando a Lava Jato sai as ruas, é mesmo que eu tirar na Mega Sena da virada, sozinha. ririririririririririririririririririri


Versão Sertão do Araripe

23/11


2017

Temer joga R$ 15 bihões no ralo e apregoa o colapso

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Relator da Previdência, Arthur Maia expõe a versão light da reforma durante jantar no Alvorada

 

Blog do Josias

Os deputados que aceitaram o convite de Michel Temer para jantar no Alvorada na noite passada foram submetidos a uma atmosfera indigesta. Ecoado pelo ministro Henrique Meirelles (Fazenda) e por economistas como Marcos Lisboa, o anfitrião trovejou sobre os comensais previsões apocalípticas. Temer declarou no discurso de abertura que a economia sofrerá um “colapso” se a reforma da Previdência não for aprovada. Horas antes, o orador autorizara sua infantaria legislativa a aprofundar o rombo previdenciário em pelo menos mais R$ 15 bilhões.

Enquanto os deputados digeriam a versão lipoaspirada da proposta previdenciária, exposta no Alvorada pelo relator Arthur Maia, o Congresso, reunido em sessão conjunta da Câmara e do Senado, derrotava o presidente. Derrota consentida por Temer. A pretexto de obter o apoio de prefeitos à reforma, o presidente concordara com a derrubada de um veto de sua autoria. Com isso, foi ressuscitada uma mágica chamada “encontro de contas”. Prevê que prefeituras penduradas na Previdência poderão abater de suas dívidas os créditos que afirmam ter no governo.

O veto de Temer havia sido encomendado pela equipe econômica. A perda de R$ 15 bilhões é uma estimativa otimista. Numa conta mais salgada, feita pela Confederação Nacional dos Municípios, estima-se que a renegociação reduza as dívidas das prefeituras em até 50%. O espeto cairia de R$ 75 bilhões para algo como R$ 45 bilhões. Nessa matemática, a União deixaria de receber R$ 30 bilhões.

Com as prefeituras quebradas, esses recebimentos eram incertos, diz um apologista de Temer. O importante é aprovar a reforma, acrescenta. O diabo é que nada insinua, por ora, que a Previdência será reformada no atual governo. O Planalto precisa de pelo menos 308 votos na Câmara. Auxiliares de Temer sustentam que ele já dispõe de algo como 250 votos. Juram que compareceram ao jantar do Alvorada quase 200 votos. Quem esteve no recinto contou algo como uma centena de deputados.

Antes do repasto, o governista Fábio Ramalho (PMDB-MG), vice-presidente da Câmara, revelou o que enxerga em sua bola de cristal: “Ninguém vai votar a reforma da Previdência. Se tiver 100 votos é muito.” Para desassossego de Temer os prefeitos não votam no Congresso. Os governadores, com quem o presidente almoçou, também já não têm tanta ascendência sobre suas bancadas. pouco já não controlam suas bancadas. Mal comparando, Temer vai ganhando a aparência do sujeito que vende o carro para comprar gasolina.


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Versão Agreste Central

23/11


2017

Senado convida o diretor da PF para se explicar

Blog do Josias

A Comissão de Direitos Humanos do Senado aprovou nesta quarta-feira convite para que o novo diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, dê explicações sobre sua nomeação para o cargo e seus planos em relação à Operação Lava Jato. Deve-se a iniciativa ao senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

O requerimento menciona a necessidade de que Segovia preste esclarecimentos também sobre sua proximidade política com investigados do PMDB. Nomeado pelo denunciado Michel Temer, o delegado foi alçado à nova função com o apoio do ministro palaciano Eliseu Padilha e do ex-senador José Sarney, ambos alvos da Lava Jato.

Há três dias, depois de ser empossado no cargo em cerimônia com a inédita presença do presidente da República, Segovia levantou dúvidas sobre a investigação que resultou nas denúncias da Procuradoria contra Temer por corrupção passiva, obstrução à Justiça e formação de organização criminosa.

Disse o novo chefe da PF: ''A gente acredita que, se fosse sob a égide da Polícia Federal, essa investigação teria de durar mais tempo, porque uma única mala talvez não desse toda a materialidade criminosa que a gente necessitaria para resolver se havia ou não crime, quem seriam os partícipes e se haveria ou não corrupção.''

Aceitando o convite da comissão do Senado, o delegado poderá esclarecer com quantas malas recheadas de propina se faz uma evidência de corrupção.


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23/11


2017

Candidatura de Joaquim Barbosa gera tensão no PSB

Mônica Bergamo - Folha de S.Paulo

A eventual candidatura de Joaquim Barbosa pelo PSB, em 2018, já causa tensão no partido. Um grupo de socialistas se prepara para lançar o ex-deputado Aldo Rebelo para a Presidência, nesta quinta (23), durante filiação de deputados à legenda.

"Eu nem acredito nisso. Mas, se for verdade, vou cancelar a viagem e nem vou ao Paraná", diz o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira. "Como alguém [Aldo] que acabou de entrar no partido quer ser candidato sem debater com a nossa direção?" Siqueira conversa com Joaquim Barbosa sobre a eventual candidatura em 2018.

Aldo Rebelo diz que não está se lançando candidato.

Huck

Também a candidatura de Luciano Huck segue gerando ruídos. O movimento Agora!, ao qual ele se integrou recentemente, diz que a proposta de Roberto Freire, presidente do PPS, para uma fusão com a legenda em torno do apresentador, revelada pela coluna "Painel", foi levada às reuniões internas. Mas não chegou a ser debatida já que o grupo não quer virar um partido. 


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Versão Sertão do Moxotó

23/11


2017

Ex-assessor vai provar que devolvia salário a Geddel

Um dos ex-assessores da família do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) e do deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), Job Ribeiro pretende entregar à Polícia Federal e à PGR (Procuradoria-Geral da República) extratos para provar que devolvia parte de seu salário da Câmara para os políticos.

Ele disse que prestou serviços à família por 28 anos e, apesar de exercer o cargo de assessor parlamentar, fazia serviços pessoais para os irmãos —como ir ao supermercado, cuidar de fazendas e da saúde do pai de Geddel

Em prisão domiciliar desde o fim de outubro, o auxiliar encontrou alguns registros de transferências bancárias que fez ao longo dos últimos cinco anos em nome de parentes de Geddel.

Em depoimento à PF, no dia 14 de novembro, Ribeiro disse que ficava com cerca de R$ 2.500 por mês e devolvia cerca de R$ 9.000 para a família dos políticos durante todo o período que trabalhou na Câmara dos Deputados.  

Procurado pela Folha, o advogado de Job, Marcelo Ferreira, confirmou a pretensão de apresentar os documentos e disse que, além da movimentação entre contas, os registros mostram um "modus operandi" do que acontecia mensalmente.

Segundo Ferreira, os extratos revelam que havia um padrão de saques nas horas seguintes do depósito do salário a cada mês.  (Folha de S.Paulo - Camila Mattoso e Letícia Cardoso)


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Prefeitura do Ipojuca

23/11


2017

Na Papuda, mas comendo do bom e do melhor

Preso desde julho no ano passado na Papuda (DF), Lúcio Funaro aproveita as idas à Justiça Federal em Brasília para comer bem. Na terça (21), o corretor pediu um prato do Lakes – um dos restaurantes mais caros da capital federal. A observação é de Daniela Lima, na coluna Painel, da Folha de S.Paulo desta quinta-feira.   

Enquanto isso, a defesa do deputado estadual Jorge Picciani (PMDB-RJ) ingressou nesta quarta (22) com um habeas corpus no STJ.

Argumenta que sua prisão fere a Constituição.

Em outra frente, colegas da Alerj articulam recurso ao STF contra a decisão que o devolveu à cela.  


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Banner - Hapvida

23/11


2017

Anti-Aécio: Tasso admite recuar em favor de Alckmin

O senador Tasso Jereissati (CE) admite abrir mão da candidatura à presidência do PSDB para que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, assuma o posto. O grupo ligado ao cearense diz que o partido não pode correr o risco de eleger Marconi Perillo (GO), alinhado a Aécio Neves (MG) e a Temer.

Em conversa com Fernando Henrique Cardoso, semana passada, Tasso avisou que abriria mão da disputa em prol de Alckmin.

O gesto de Tasso ocorre após a definição do colégio eleitoral que escolherá o próximo presidente da sigla. O plano dos aliados do senador é anunciar o apoio a Alckmin após o registro da chapa única do novo diretório nacional, na segunda (27).  (Daniela Lima - Painel - Folha de S.Paulo)


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ArcoVerde

23/11


2017

A gula de Marum irritou Temer e aliados

Líderes do governo no Congresso ficaram chocados com o deputado Carlos Marun (PMDB-MS). Disseram que ele sentou na cadeira antes da hora e esqueceu de combinar com Michel Temer.

O presidente decidiu esperar a poeira baixar e não deve voltar ao assunto nos próximos dias.

A ala do PMDB que operou a fritura do tucano Imbassahy também sofreu avarias. Temer demonstrou profunda irritação e, ameaçado de sofrer um boicote do próprio partido no jantar em que apresentaria o texto da reforma da Previdência, disse que preferia cancelar o encontro a anunciar a troca dessa forma.


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Garanhuns Natal Luz

23/11


2017

Imbassahy tem de decidir em qual Temer acreditar

Temer diz a Imbassahy que não demitiria aliado pela imprensa, mas fritura acelera saída do tucano

Antonio Imbassahy (PSDB) precisa decidir em qual Michel Temer vai acreditar. O presidente disse ao ainda ministro da Secretaria de Governo que ficou ultrajado com o vazamento de um convite ao deputado Carlos Marun (PMDB-MS) para substituí-lo. Afirmou que jamais demitiria um aliado fiel pela imprensa. Mas a fritura pública do tucano foi patrocinada pelo PMDB de Temer e pelo Planalto que ele comanda. Aliados aconselharam o baiano a pedir demissão até a próxima semana.

Imbassahy demonstrou abatimento ao chegar ao Planalto nesta quarta (22) para falar com Temer após ventilarem que seria substituído. Fechou o dia dizendo que havia sido alvo de um ataque especulativo do PMDB da Câmara para forçar sua demissão.

A ala do PMDB que operou a fritura do tucano também sofreu avarias. Temer demonstrou profunda irritação e, ameaçado de sofrer um boicote do próprio partido no jantar em que apresentaria o texto da reforma da Previdência, disse que preferia cancelar o encontro a anunciar a troca dessa forma. (Painel – Folha de S.Paulo)


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23/11


2017

A tragédia do Rio

Bernardo Mello Franco - Folha de S.Paulo

Na noite de terça, Anthony Garotinho festejou a prisão de três deputados do PMDB do Rio. "Ainda não terminou a faxina. Faltam outros setores que foram altamente envolvidos com essa safadeza toda", disse. Na manhã seguinte, chegaria a sua vez. Ele e a mulher, Rosinha, foram recolhidos por um camburão da Polícia Federal.

Com o casal, o Rio passa a ter três ex-governadores na cadeia. Também estão em cana os últimos três presidentes da Assembleia Legislativa. Recordista em tudo, Sérgio Cabral encabeça as duas trincas. Sua coleção de joias se tornou um símbolo da roubalheira que depenou o Estado.

O centro de poder da antiga capital se deslocou do Palácio Guanabara, em Laranjeiras, para a Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica. Lá voltaram a se encontrar aliados que viraram desafetos, como Garotinho e o deputado Jorge Picciani.

O poderoso chefão do PMDB do Rio é um caso à parte. De dentro da cela, ele comandou uma rebelião da Assembleia contra a Justiça. Os deputados revogaram sua prisão e mandaram um carro oficial para buscá-lo, sem alvará de soltura.

O juiz Paulo Espírito Santo comparou a operação a um resgate de filme de faroeste. A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, disse que o Rio virou uma "terra sem lei". Há dois dias, o Tribunal Regional Federal determinou que Picciani voltasse à cadeia. Incorrigível, ele se entregou à polícia a bordo de um Porsche.

Muitos cariocas têm comemorado as prisões como o início da salvação do Estado. Pode ser, mas elas também simbolizam uma tragédia. Há pouco mais de um ano, o Rio se gabava de sediar uma Olimpíada. Hoje a população sofre com a violência fora de controle e o fechamento de restaurantes populares e bibliotecas.

O atual governador, Luiz Fernando Pezão, é aliado e herdeiro político de Cabral. Ele já foi cassado por irregularidades na campanha, mas se equilibra há seis meses num recurso ao Tribunal Superior Eleitoral. 


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Supranor 1

23/11


2017

O presidente de 2009 e a Previdência

Vinicius Torres Freire – Folha de S.Paulo

A partir de 2019, ainda vai haver aumento do salário mínimo e do piso da Previdência além da inflação?

O gasto federal em saúde e educação vai ser reduzido ao mínimo legal ou a menos do que isso?

Vai acabar o abono salarial do PIS/Pasep, aquele benefício para trabalhadores que ganham até dois mínimos?

O teto de gastos federais, aprovado em 2016, vai cair (com o que será preciso aumentar impostos)?

Não se trata de especulações.

São perguntas a que o próximo presidente e, portanto, os candidatos de 2018 terão de responder, sem conversa mole, já. O assunto se tornou incontornável agora que a reforma da Previdência vai sair, no máximo, pela metade. Não estamos lidando mais com projeções futurísticas, mas com questões urgentes. Ou haverá cortes feios ou modificação do teto de gastos (o que implicaria aumento de impostos ou de dívida).

Em si mesmo, o dinheiro poupado com a reforma da Previdência não faria diferença, na prática, nas contas do governo em 2018. Mas pode bem ser que o adiamento da reforma para as calendas dê um tapa para cima nos juros para empréstimos mais longos, obviamente ruim para esta recuperação econômica muito fraca.

Em 2020, no entanto, as contas do governo federal começam a explodir. Não é exagero. Não vai caber tudo no gasto previsto pelo teto, não vai dar para todo o mundo.

Sem reforma alguma, em 2020 o gasto adicional do governo com Previdência vai equivaler a quase um ano de Bolsa Família ou a três quartos do que se despende atualmente em investimentos "em obras", o que já é uma miséria. A infraestrutura é entre insuficiente e arruinada (transporte, energia, saneamento etc.). Sem mais investimento público, nem privatizações rápidas e radicais resolveriam o problema, embora nem essa solução esteja no horizonte.

Caso passe esta reforma previdenciária com economias pela metade, adia-se a explosão em dois anos, ao menos. Isso se as contas previdenciárias do governo estão certas. Ainda não foram apresentadas projeções novas, detalhadas, ano a ano.

Quais as alternativas, além dos talhos em benefícios para quem vive de salário mínimo ou aposentadoria mínima?

Congelamento de salários do funcionalismo federal. Não são implausíveis a privatização ou a cobrança de alguns serviços ora gratuitos, como universidade pública, como já se discute abertamente. O abatimento de despesas privadas com saúde e educação no Imposto de Renda poderia acabar.

Sim, é possível que o próximo governo consiga ganhos de eficiência milagrosos. Ainda assim, o dinheiro talvez poupado serviria para cobrir o aumento de gastos em saúde, por exemplo, devidos ao aumento da população, de resto mais envelhecida.

Sim, é possível que a economia e receita cresçam mais rápido do que o previsto. Suponha-se que o país cresça uns 4% ao ano, em vez de 2,5%, durante o mandato inteiro do próximo presidente. Possível, mas improvável sem definições claras sobre o que será das contas do governo e de sua dívida; enfim, o problema apenas seria adiado. Logo, voltamos à questão inicial: o que vai fazer o próximo governo?

Se um candidato não responder a essa pergunta, ficará sob suspeita de estelionato eleitoral ou de negligência criminosa.


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Mobi Brasil 4

23/11


2017

Temer, Toffoli e o foro privilegiado para alguns

Helena Chagas – Blog Os Divergentes

Ninguém vai se espantar se um novo pedido de vista adiar mais uma vez o fim do julgamento da ação relatada pelo ministro Luis Roberto Barroso para restringir o foro privilegiado no STF. Aos quatro ministros que já se declararam favoráveis a que a prerrogativa de foro se aplique somente nos casos de crimes relacionados diretamente ao exercício do mandato dos políticos, juntar-se-ão declarações de voto dos dois necessários, ou até de três, para mostrar à opinião pública que a tese é majoritária no STF.

Com isso, o Supremo, que anda mal na foto desde que autorizou o Senado a suspender as medidas cautelares contra Aécio Neves, dará o seu recado. Mas não provocará o tsunami que seria o encerramento do julgamento e a aplicação imediata do entendimento, com a consequente “desclassificação” e remessa a instâncias superiores dos processos da Lava Jato contra os principais caciques do establishment político. Tem até uma boa desculpa para isso: a Câmara está examinando PEC de teor semelhante, já aprovada pelo Senado, e será de bom tom dar a vez ao Legislativo.

Seria, já que todo mundo sabe que a emenda – que tira a prerrogativa de foro de quem está votando nela, inclusive – não vai valer tão cedo. Sua tramitação pode levar meses, talvez até anos. E tudo fica como está por mais um bom tempo, quem sabe o suficiente para a maioria dos futuros sem-foro resolver sua vida.

Ninguém vai se surpreender também se o novo pedido de vista – o anterior foi de Alexandre Moraes – vier de Dias Toffoli, que esteve com o presidente Michel Temer no último fim de semana, numa conversa articulada por seu amigo Gilmar Mendes.

O téte-a-tète Temer-Tofolli, aliás, continua matando Brasília de curiosidade. Pouco vazou da conversa, e sabe-se que são dezenas de assuntos quentes pendentes entre Planalto e STF que podem ter sido abordados. Personagens que se relacionam com os dois interlocutores apostam que o foro privilegiado esteve no centro da pauta, e não só a ação que terá seu julgamento retomado amanhã no STF.

O tema é bem mais amplo, sobretudo quando inclui a articulação que corre nos bastidores para incluir no rol dos que vão manter o foro para qualquer crime – pela PEC que tramita, o presidente e o vice da República, além dos chefes dos outros poderes – também os ex-presidentes da República. Todos se recordam que Toffoli hoje corre em raia própria, mas foi um auxiliar próximo do ex-presidente Lula, que o indicou para o STF.  Ao lado do duplamente acusado Temer, Lula se beneficiará enormemente dessa articulação, que o tiraria dos braços de Sérgio Moro.


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Asfaltos

23/11


2017

Reforma ministerial de Temer resulta em fiasco

Josias de Souza

Reforma ministerial é como fotografia. Se mexe muito, não sai. Tome-se o exemplo da suposta reforma na equipe de Michel Temer. Resume-se, por ora, à nomeação de um novo ministro das Cidades e à inédita desnomeção de um ex-quase-futuro titular da pasta da coordenação política. Tudo muito parecido com um fiasco.

Foi à poltrona de ministro das Cidades o deputado Alexandre Baldy (ex-Podemos, futuro PP). Deveria saciar os apetites dos partidos do centrão —PP, PR, PSD, SD e afins. Mas alimentou sobretudo o ego do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), autor da indicação. O centrão preferia Aguinaldo Ribeiro (PP).

O PMDB, sempre pronto a usufruir o gozo das provações cotidianas e a sofrer na própria pele as insuportáveis vantagens do poder, enxergou no vaivém ministerial a perspectiva de plantar mais um ministro no Planalto. Indicou para a casa de louças da coordenação política o elefante Carlos Marun, ex-integrante da manada parlamentar de Eduardo Cunha.

Temer topou. Entretando, depois de confirmar no Twitter que Marun tomaria posse junto com Baldy, o Planalto apagou o post (veja abaixo), negou a saída do tucano Antonio Imbassahy da coordenação política e desnomeou Marun. Não sobrou porcelana inteira na casa de louças.

Clique aí ao lado e leia na íntegra:   Reforma ministerial de Temer resulta em fiasco


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bm4 Marketing 4

22/11


2017

Juiz manda filho de desembargadora de volta à cadeia

Suspeito de integrar uma quadrilha especializada em contrabando de armas, Breno Fernando Solon Borges, filho da desembargadora Tania Garcia Freitas Borges, presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), foi preso novamente nesta quarta-feira (22).

A prisão preventiva foi determinada pelo juiz da 2ª Vara Criminal de Três Lagoas, Ronaldo Gonçalves, e o empresário encaminhado para a Penitenciária de Segurança Média da cidade, de acordo com publicação da JP News.

Breno estava internado numa clínica médica no município de Atibaia (SP) desde 25 de julho deste ano, e a decisão judicial atende a pedido feito pelo Ministério Público Estadual (MPE), em conjunto com a Polícia Federal. Nesta quarta, os agentes federais encaminharam Breno para a penitenciária de Três Lagoas.

A investigação que envolve o empresário culminou na operação "Cérberus", deflagrada pela PF em 13 de junho, no combate a uma organização criminosa. Isso porque Breno foi flagrado, em Água Clara, transportando 129,9 kg de maconha e 270 munições, no mês de abril.

Ele foi preso e conseguiu liberdade após obter na justiça liminar em habeas corpus alegando que não tinha envolvimento com os crimes. Vale lembrar que as investigações tiveram início em março, quando o líder da organização orquestrou uma tentativa de fuga da Penitenciária de Segurança Média de Três Lagoas, com o uso de uma pistola calibre ponto 380.

Após análises dos celulares apreendidos, com autorização judicial, constatou que Breno auxiliaria na fuga do preso, em Três Lagoas, inclusive chegou a deslocar-se até a cidade para a ação criminosa.

Contudo, o empresário obteve na Justiça a internação na clínica após apresentar laudos médicos de que sofria da síndrome de Bordeline (transtorno de personalidade limítrofe, que resulta em mudanças súbitas de humor, medo de ser abandonado e comportamento impulsivos).  (BR 247)


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22/11


2017

Presos, Picciani, Albertassi e Melo receberão salários

Um deputado estadual do RJ ganha mais de R$ 25 mil brutos. Trio do PMDB, antes de decisão do TRF-2, havia anunciado licenciamento sem receber vencimentos.

G1

Após o Tribunal Regional Federal da 2ª Região decidir pela prisão e afastamento dos deputados Jorge Picciani, Edson Albertassi e Paulo Melo, a Assembleia Legislativa informou nesta quarta-feira (23) que os parlamentares continuarão a receber seus salários. Os vencimentos, segundo dados da própria Casa, passam de R$ 25 mil brutos. O valor líquido é de aproximadamente R$ 19 mil.

Segundo explicação da Alerj, já que o TRF-2 determinou o afastamento, caiu, então, o pedido de licenciamento dos deputados. Todos os três tinham anunciado que se afastariam dos mandatos para cuidar das defesas. Como se tratava de "motivo particular", os parlamentares não teriam direito a receber salários.

A Casa informou que o prazo máximo de licença de um deputado estadual é de, no máximo, 120 dias. Caso o motivo não se trate de problemas de saúde, passado o período de quatro meses os deputados são substituídos pelos suplentes. Como foram afastados por decisão judicial, Picciani, Albertassi e Melo vão continuar a receber salários e não serão substituídos por suplentes.


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