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21/07


2018

Esquerda, direita, um sorriso no rosto

No fundo, a esquerda diz o mesmo que a direita, mas o faz com um sorriso no rosto

Sugerir que franceses que venceram a Copa são estrangeiros equivale a identificar a nação à raça, à cor da pele

Demétrio Magnoli – Folha de S.Paulo

A charge do cartunista jordaniano Mahmoud Rifai correu mundo, difundida por sites e blogs de esquerda. Intitulada "Quem conquistou a Copa pela França", exibe um barco de refugiados africanos do qual emerge um punho negro segurando a taça da Fifa —e, acima dele, a bandeira francesa da qual salta uma mão 
que se apropria do troféu. 

Superficialmente, trata-se de uma crítica da xenofobia e do racismo, tão comuns na Europa de hoje. De fato, é outra coisa, repetida sob formas similares em incontáveis textos e imagens.

A direita sempre diz que os terroristas são estrangeiros —mesmo quando se sabe que, em quase todos os casos, são cidadãos nacionais. Agora, a esquerda resolveu dizer que os jogadores da seleção francesa campeã mundial são estrangeiros –mesmo quando se sabe que todos são, obviamente, cidadãos franceses. 

Entre os campeões, apenas dois nasceram fora da França: o goleiro Mandanda, na República Democrática do Congo, e Umtiti, em Camarões. Na sua maioria, os demais são filhos de imigrantes —e nenhum deles pertence a famílias de refugiados

Sugerir que são estrangeiros equivale a identificar a nação à “raça”, à cor da pele.

A mania nada tem de novo. Jean-Marie Le Pen, fundador da Frente Nacional e pai da atual líder do partido ultranacionalista, acusou os vice-campeões mundiais de 2006 de não representarem a “França verdadeira”. 

Na ocasião, o zagueiro Thuram deu-lhe a resposta precisa: “Le Pen deveria saber que, assim como existem negros franceses, existem loiros e morenos, e não são convocados para a seleção por sua cor, mas 
por serem franceses”. 

E concluiu reivindicando a “França verdadeira” da Revolução de 1789, em contraponto à “França eterna” da direita xenófoba. Agora, sua lição de história (e de política) deve ser ensinada à esquerda.

No fundo, a esquerda diz o mesmo que a direita, mas o faz com um sorriso no rosto. Para a direita, o “diferente” é o veneno que contamina a nação; para a esquerda, é o eterno estrangeiro, africano ou árabe, discriminado pela maléfica potência europeia. 

seleção campeã de Mbappé e Pogba não serve para apagar as discriminações reais sofridas pelos imigrantes na França, nem absolve o governo francês de sua resistência a partilhar com a Alemanha a responsabilidade de dar abrigo ao fluxo de refugiados que cruzaram o Mediterrâneo. Mas também não deveria servir para, sob a cobertura do discurso anti-imperialista, reforçar a mitologia do sangue e da raça.

A França, ao contrário dos EUA, não coleta informações censitárias sobre a origem étnica de seus cidadãos. A "cegueira estatal" deita raízes na tradição de 1789: a cidadania é um contrato político, não um privilégio derivado da "raça" ou da religião.

Mesmo se não funciona como varinha mágica capaz de abolir o racismo ou a exclusão social, tal afirmação radical da igualdade política e jurídica é uma valiosa fronteira simbólica.

O comediante sul-africano Trevor Noah, que comanda o americano Daily Show, deu publicidade à charge de Rifai e qualificou os jogadores campeões como africanos. Numa carta aguda, o embaixador francês nos EUA retrucou que “isto legitima a ideologia que reclama a branquitude como definição exclusiva da identidade francesa”.

A seleção brasileira campeã sul-americana de 1919 tinha ao menos cinco titulares oriundos de famílias de imigrantes, entre os quais o craque Arthur Friedenreich, neto de um alemão e filho de uma professora 
primária negra.

Na época, a esquerda era universalista e não lhe ocorriam as ideias racialistas de qualificar o atacante como “alemão” ou “africano”. 

A esquerda mudou, para pior. Hoje, integra o coral da “nação do sangue”, compartilhando com a direita uma esquina suja que leva os nomes alternativos de “anti-imperialismo” ou “antiglobalismo”.

Le Pen pode descansar. Três Copas depois, a esquerda fala por ele.


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Cabo

21/07


2018

O candidato bombado

Geraldo Alckmin (PSDB) recorreu ao mercado de anabolizantes da política

Luiz Weber – Folha de S.Paulo

Geraldo Alckmin tomou uma injeção de PMMA. De um dia para outro inflou. Ficou na aparência competitivo  na disputa pelo Planalto (apesar dos 7% de preferência do eleitorado, segundo o Datafolha).

Projeta-se maior após receber doses cavalares de tempo de TV fornecidas pela aliança com DEM, PP, PR, PRB e SD. Uma sopa de letras tão letal quanto a sigla que identifica o silicone usado em cirurgias estéticas.

Magro nas pesquisas, Alckmin recorreu ao mercado de anabolizantes da política (só a base de muita metáfora para entender isso). Para tanto, procurou o líder do PR, o mensaleiro condenado Valdemar Costa Neto.

Valdemar é um Dr. Bumbum da política. Opera na semiclandestinidade, carrega seu estoque tóxico de fisiologismo para inocular nos aliados de ocasião. E está pronto para sair de cena tão logo algo dê errado na coligação siliconada.

Se o tucano —mesmo com um bom naco de TV— não crescer, o PR e alguns associados vão escapar do flagrante e atuar noutra frente.

Assim, flácido, Alckmin vai sofrer as dores de um crescimento artificial e malformado. Pode vir a claudicar em plena campanha. Pior, terá negligenciado a prática de exercícios obrigatórios que sempre fizeram parte do núcleo duro do PSDB e que garantiam a coesão e musculatura do partido mesmo na oposição. Responsabilidade fiscal, reforma do Estado, desaparelhamento, não são o forte desse grupo.

Não se faz política sem alianças ou cavalgando um moralismo extremado. Mas a falta de empuxo da candidatura de Alckmin nesta fase tornou-o presa dos interesses oportunistas dos novos aliados. Já se fala nos bastidores em divisão do butim se o tucano for eleito.

Eleição sem doping, isto é, sem réus da Lava Jato, sem caixa 2, sem fisiologismo, parece ser essa a demanda reprimida do eleitorado. Ao concorrer dopado pelo centrãoAlckmin pode até largar bem, mas, se vai chegar inteiro numa corrida de obstáculos como uma eleição presidencial, é outra história.


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ArcoVerde

21/07


2018

O cacique e os generais

O cacique do PRTB, Levy Fidelix, criticou o estilo de Jair Bolsonaro (PSL). O presidenciável deu sinais de que tentaria fazer do general da reserva Hamilton Mourão, filiado à legenda de Fidelix, seu vice.

“Primeiro você conversa com a direção partidária e depois com eventuais candidatos. É um erro político fazer o contrário. Isso é feio, péssimo. O que ocorreu com o PRP foi isso”, disse Fidelix, em referência à tentativa frustrada do pré-candidato de atrair o general Augusto Heleno (PRP).

Diante dos sinais de que as tratativas com o PRTB também dariam trabalho, coordenadores da campanha de Bolsonaro começaram a buscar uma opção. O nome de Janaína Paschoal, advogada que integrou o grupo que formulou o pedido de impeachment de Dilma, ganhou força. (Folha Painel)


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21/07


2018

Comando de Ciro não quer ele “o Bolsonaro da esquerda”

A cúpula do PDT tem tratado a rejeição do centrão ao nome de Ciro na base do lema “há males que vêm para o bem”. Integrantes do partido defendem que o candidato procure Marina Silva (Rede) para discutir a possibilidade de uma aliança.

Marina já rejeitou acenos de outras siglas, mas os pedetistas dizem que Ciro deve ao menos tentar.

O discurso feito por Ciro no lançamento de sua candidatura ao Planalto, nesta sexta (20), passou por diversas mãos. A principal preocupação era a de que fosse uma fala sem rompantes.

O comando da campanha quer evitar que o pedetista seja visto como o “Bolsonaro da esquerda”.  (Painel- FSP)


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Prefeitura de camaragibe

21/07


2018

Aqui não é seu lugar

Dirigentes do centrão que estão negociando com Alckmin querem jantar com Josué Alencar (PR-MG) na quarta-feira (25).

O empresário mineiro foi indicado como o candidato a vice-presidente pelo grupo.

O encontro serviria exatamente para reforçar isso.

As siglas que formam o bloco querem deixar claro que Josué é o nome do consórcio, e não só do PR.  (Folha  Painel)


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Asfaltos

21/07


2018

Crítica ao fisiologismo

Gesto do centrão a Alckmin faz até nomes do MDB apostarem em crítica ao fisiologismo

Daniela Lima – Painel, Folha de S.Paulo

Se a carapuça servir - O PT não estará sozinho na tarefa de pintar a candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) como o retrato daquilo que o eleitorado que fala “contra o que está aí” quer evitar. Se os petistas vão tratar o tucano como o representante de fato do governo Temer e da derrubada de Dilma Rousseff, outras siglas vão usar o fisiologismo do centrão para atacá-lo. Estrategistas de Ciro Gomes (PDT) já sinalizam nessa direção e nem mesmo os de Henrique Meirelles (MDB) descartam seguir essa linha.

O PT avalia que o acordo do centrão com Alckmin alimentou o discurso daqueles que apostam na reedição da polarização entre petistas e tucanos em 2018. Essa mensagem será martelada a PC do B e PSB nos próximos dias, na tentativa de atrair as duas siglas.

PC do B está dividido. A ala que defende o apoio a Ciro Gomes diz que, ao insistir do discurso do golpe e na defesa de Lula, o PT faz uma campanha para dentro e restrita à defesa da liberdade do ex-presidente.


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bm4 Marketing 3

21/07


2018

Ala do centrão ameaça Alckmin e negociar com Ciro

Pressionado por sindicalistas, Paulinho da Força diz que pode se aliar ao PDT se partido conseguir aliança com esquerda

Folha de S.Paulo

Um dia após celebrar o apoio do centrão à sua pré-candidaturaao Planalto, Geraldo Alckmin (PSDB) se tornou alvo da primeira ameaça de deserção. O deputado Paulinho da Força (SP), presidente do Solidariedade, foi pressionado por sindicalista a discutir uma alternativa à aliança com o tucano e retomou as negociações com Ciro Gomes (PDT), que também disputa a sucessão de Michel Temer.

Os líderes sindicais, que compõem a base do Solidariedade, reclamam dos termos fechados nesta quinta (19) pelo centrão —DEM, PP, PR, PRB e SD— para apoiar Alckmin e fizeram com que Paulinho reabrisse as conversas com o PDT. A proposta, vista com ceticismo tanto por auxiliares de Ciro como de Alckmin, é que, se o ex-governador do Ceará conseguir atrair PSB e PC do B, o Solidariedade poderia mudar de lado e se somar a eles.

O objetivo de Paulinho é que o tucano flexibilize seu discurso quanto à reforma trabalhista. Alckmin é favorável à nova lei, que excluiu o imposto sindical, mas se comprometeu com o centrão a rever novas formas de financiamento para entidades. Ciro, por sua vez, é favorável à revogação da reforma trabalhista, o que agrada às centrais sindicais.

Diante das especulações, o tucano se pronunciou em sua conta no Twitter, nesta sexta (20), e disse que não iria revogar "nenhum dos pontos da reforma trabalhista" e que não havia "plano de trazer de volta a contribuição sindical".


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21/07


2018

Aliado nacionalmente, PSDB peita centrão nos estados

Folha de S.Paulo

Para consolidar a aliança nacional em torno de Geraldo Alckmin na eleição, PSDB e centrão —grupo formado por DEM, PR, PP, SD e PRB— terão que acertar os ponteiros nos estados. Também será preciso evitar que parte do grupo desgarre, como já ameaça fazer o deputado Paulinho da Força (SP), do Solidariedade.

O PSDB enfrenta diretamente partidos do bloco em ao menos nove estados —número que deve mudar até 5 de agosto, fim das convenções partidárias.

Uma das principais preocupações é Minas, onde Antonio Anastasia (PSDB) e Rodrigo Pacheco (DEM) pretendem disputar o governo. Tucanos querem oferecer a Pacheco a vaga do senador Aécio Neves (PSDB-MG), que, após o desgaste provocado pela Lava Jato, vem sendo pressionado a não tentar se reeleger.

A possibilidade de desistência é considerada na cúpula do DEM, mas não é vista com simpatia por Pacheco. "Tive a garantia por parte da direção nacional de que estarei liberado aqui para a aliança que acharmos devida", disse.

Apesar de o DEM cogitar também abrir mão de disputar o governo de Santa Catarina e anunciar João Paulo Kleinübing como vice de Esperidião Amin (PP), ainda há a pré-candidatura de Paulo Bauer (PSDB).

Em 14 estados, a nova aliança nacional também vai ter que lidar com embates entre candidatos de diferentes partidos apoiados por tucanos ou integrantes do centrão.

É o caso, por exemplo, de São Paulo, onde João Doria (PSDB) tem apoio de DEM, PP, PSD e PRB, mas enfrenta Márcio França (PSB), que conta com o PR.

Em algumas legendas do centrão, lideranças articulam para que, mesmo com a aliança nacional, os estados não sejam obrigados a seguir a mesma orientação. O PR é um dos que vai liberar seus diretórios por causa de questões regionais.

O Nordeste deverá ser o principal foco de problemas para Alckmin. Na região, a maioria dos partidos do centrão está alinhada com candidatos a governador à esquerda e deve subir no palanque de outros presidenciáveis.   (Daniel Carvalho, Marina Dias e João Pedro Pitombo)


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21/07


2018

Após acordo com centrão, PT liga Alckmin a Temer

Gleisi Hoffmann disse que aliança 'retoma o pacto das velhas elites brasileiras'

Catia Seabra – Folha de S.Paulo

Um dia depois de anunciada a articulação da aliança entre PSDB e centrão em favor da candidatura de Geraldo Alckmin à Presidência, o PT decidiu intensificar a associação do tucano com o governo Temer.

Reunido nesta sexta-feira (20), o comando petista concluiu que a costura fortalece o tucanato e aponta para uma tendência de polarização entre PT e PSDB.

Coordenador da pré-campanha petista, o ex-presidente da Petrobras Sérgio Gabrielli afirma que essa união vai polarizar ainda mais a eleição.

Presidente nacional do PT, a senadora Gleisi Hoffmann (PR), disse que "essa aliança retoma o pacto das velhas elites brasileiras".

"São as representantes da Globo, do sistema financeiro, de quem deu o golpe em torno de um candidato para continuar a retirada do direto dos trabalhadores, para continuar o massacre do povo e a entrega do país", disse Gleisi.

Ao comentar o volume de tempo ao qual Alckmin deverá ter direito nos programas de rádio e TV, Gleisi ironizou: "Eles vão precisar de mais tempo para justificar toda a lambança que fizeram no Brasil. O Alckmin, por exemplo, vai ter que justificar o apoio ao Temer, ao impeachment da Dilma, a emenda Constitucional 95, a reforma trabalhista. Eles vão precisar de muito tempo para se explicar ao povo brasileiro"


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21/07


2018

A espúria negociação de uma aliança

O GLOBO - EDITOIAL

O candidato Geraldo Alckmin ganhou a corrida para obter apoio do centrão, mas precisa revelar o que foi negociado e não pode ter medo de ir contra a demagogia.

Se o anunciado acordo entre o dito centrão e Geraldo Alckmin for confirmado no decorrer da semana, a candidatura do tucano ganhará forte impulso medido em tempo de propaganda eleitoral. Liderará o ranking de exposição na TV, com no mínimo 4 minutos e 46 segundos, 38% do total do horário político.

Isso porque Alckmin contará com as cotas, além do PSDB, do DEM, do PP, do PR, do PRB e do SD. Terá feito o maior lance de um candidato antes do período de convenções, que começou ontem. Reforça-se a imagem de Alckmin como eficiente político à antiga, da conversa ao pé do ouvido, expertise desenvolvida no interior de São Paulo, onde se lançou no ramo em Pindamonhangaba, no Vale do Paraíba, até governar o estado por quatro vezes: ao finalizar o mandato de Mário Covas, de quem era vice, e mais três gestões.

Como o momento é de baixo nível ético na política brasileira, as legendas que compõem o centrão usam conhecidas moedas de troca nessas negociações: cargos e acesso ao dinheiro público. O PP tem extensa experiência neste balcão de negócios, bem como o PR, virtual “dono” do Ministério dos Transportes, desde o primeiro governo Lula, a partir de 2003. Enquanto Paulinho da Força, do Solidariedade (SD), até já teria conseguido algum compromisso de Alckmin de, no Planalto, encontrar nova fonte de financiamento sindical, para substituir o imposto revogado pela reforma trabalhista. Pode-se entender que a origem do dinheiro, como sempre nessas circunstâncias, será o Tesouro, sustentado pelo contribuinte.

É natural que se argumente que este é o padrão da política brasileira, e que não há outra maneira de se chegar ao poder. Argumento forte, mas o último que aceitou sujar as mãos nessas barganhas está preso em Curitiba, enquanto seu partido, o PT, se esforça para viabilizar sua impossível candidatura.

Se Alckmin seguir a trilha dessas barganhas, será necessário que o eleitor saiba o que foi negociado. Tanto quanto isso, suas propostas de governo precisarão ser claras, e terá de recusar ideias de aliados que não façam sentido no seu programa. E sem transigir na ética.

O estilo de fazer política ajuda Alckmin nesta costura, mas devem ter contribuído, também, na decisão do centrão de se afastar de Ciro Gomes e optar pelo ex-governador paulista, as posições do candidato do PDT contra a associação Embraer/Boeing, leilões do pré-sal e a reforma trabalhista. Além de clássicas demonstrações de destempero do ex-ministro e ex-governador do Ceará.

A princípio, o cobiçado espaço do centro passa a ter um forte aspirante a ocupá-lo. Mas tudo depende do comportamento de Alckmin, que nem de longe pode ser o da campanha que disputou (2006, contra Lula), em que ficou receoso de ir contra a demagogia. Ao contrário, aderiu.


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20/07


2018

Presidenciáveis atacam Bolsonaro: criança simula arma

Bernardo Mello Franco – O Globo

O deputado Jair Bolsonaro, candidato a presidente pelo PSL, fabricou mais uma polêmica ao ensinar uma criança a imitar uma arma com os dedos.

Se o objetivo era fazer os adversários falarem dele, funcionou. Marina Silva (Rede) afirmou, no Twitter, ter ficado "estarrecida" com a atitude do capitão.

"Como mãe e professora, fiquei estarrecida ao ver um candidato ensinar uma criança a fazer gesto de revólver com as mãos. As mãos de uma criança devem ser treinadas para pegar em lápis e caderno, e jamais em armas", escreveu.

"Eu como pai sinto nojo e lamento uma pessoa dessa estar solta por aí destilando ódio. Bolsonaro não é um adversário eleitoral, é adversário do Brasil", disse.

Manuela Dávila (PCdoB) também embarcou na polêmica, mas preferiu não citar o nome do deputado.

"A imagem é tão violenta q o sorriso do inominável deve ser apenas um deboche", afirmou.


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20/07


2018

Aclamado candidato, Ciro promete não quebrar contratos

Presidenciável do PDT também fez mea culpa sobre seu temperamento: 'Minha ferramenta de trabalho é a palavra, isso me leva a cometer erros'

VEJA

O candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, criticou o quadro fiscal “deplorável” do país, disse que é preciso debater com a população de onde sairá o dinheiro para realizar as ações necessárias para “virar o jogo” da situação em que o país se encontra e prometeu que não haverá quebra de contratos. Aclamado candidato à Presidência da República pelo PDT nesta sexta-feira, 20, o ex-governador cearense afirmou que o país precisa de um novo projeto nacional de desenvolvimento.

“É preciso colocar também em debate uma outra agenda, muitas vezes omitida da consciência e do debate popular, mas que é indispensável, à medida em que nós precisamos responder, com seriedade, de onde virá o dinheiro para fazer o Brasil virar esse jogo”, disse Ciro em discurso. “Essa gente quebrou nosso país a pretexto de austeridade. Nunca o Brasil esteve tão fragilizado nas suas contas públicas”, afirmou.

Mencionando um rombo de 150 bilhões de reais neste ano nas contas públicas — a meta oficial do déficit primário para o governo central é de 159 bilhões de reais —, Ciro reclamou do grande volume de dinheiro usado para pagar os juros da dívida pública. “Somente com juros para a agiotagem oficialmente protegida pelo governo se gastaram, nos últimos 12 meses, 380 bilhões de reais, entregues a meia dúzia de plutocratas do baronato financeiro”, disse.

Ciro criticou ainda a alta dívida do setor público, que chega, segundo último dado disponível, a 77% do Produto Interno Bruto. Mas garantiu que a solução para o alto endividamento público não virá por meio de “aventura” ou “desrespeito” aos contratos. “Aqui, naturalmente, haveremos de ser severos, mas temos que ter clareza, não cabe aventura, nem ruptura, nem desrespeito aos contratos. Isso nunca resolveu problema de nação nenhuma.”

Coordenador da campanha de Ciro, seu irmão Cid Gomes, também ex-governador do Ceará, afirmou que não falaria sobre “possibilidades”, ao ser questionado sobre a adesão do Centrão ao tucano Geraldo Alckmin. Entretanto, minimizou o impacto ao dizer que a estratégia sempre foi buscar alianças “progressistas”. Cid confirmou que o partido continua esperando uma aliança com o PSB que, segundo ele, seria mais alinhada com o perfil de Ciro. 


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20/07


2018

Novo ministro demite peladeiro e 171 indicados do PTB

Vinicius Sassine – O Globo

O novo ministro do Trabalho, Caio Vieira de Mello, demitiu nesta sexta-feira seis servidores de confiança apadrinhados pelos principais caciques do PTB: o presidente do partido, o ex-deputado Roberto Jefferson, e o líder da sigla na Câmara, deputado Jovair Arantes (GO). Entre os demitidos estão um dos integrantes do time de futebol do sobrinho de Jovair e um funcionário réu por estelionato, crime popularmente conhecido por "171". As histórias dos dois indicados foram reveladas pelo GLOBO.

Mello assumiu o ministério no último dia 10, depois da demissão do ministro Helton Yomura, afastado do cargo por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Yomura era apadrinhado por Jefferson. Padrinho e afilhado são investigados na Operação Registro Espúrio, que apura um suposto esquema de fraudes e pagamentos de propina na emissão de registros sindicais. O ex-secretário-executivo de Yomura, Leonardo Arantes, sobrinho de Jovair, está preso preventivamente também por decisão do STF. Ele e o tio são investigados na mesma operação.

O ministro do Trabalho decidiu demitir Leonardo Soares Oliveira, que ocupava cargo de confiança de chefe de gabinete da Secretaria de Políticas Públicas de Emprego (SPPE). Ele recebia salário de R$ 9,9 mil. Leonardo Arantes, antes de ser preso, acumulava a SPPE e a secretaria-executiva do ministério. Levou para a pasta Leonardo Oliveira, companheiro de "pelada" em Goiânia. Os dois jogavam no mesmo time, o Curva de Rio.

Reportagem publicada pelo GLOBO em 13 de março revelou que integrantes do Curva de Rio foram nomeados em funções de confiança no Ministério do Trabalho e colocados em postos-chave da fiscalização de contratos suspeitos entre a pasta e a empresa de tecnologia B2T. Os colegas de futebol de Leonardo Arantes fiscalizavam os contratos cujos pagamentos eram destravados pelo garoto Mikael Tavares Medeiros, de 19 anos, também apadrinhado pelo PTB de Jovair Arantes. A história de Mikael foi revelada pelo GLOBO em 8 de março.


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20/07


2018

Ex-governador preso 2ª vez pela Polícia Federal

Juiz aponta ‘poupança de propinas’ para Puccinelli, preso nesta sexta

Político do MDB é investigado por fraudes em licitações e superfaturamento de obras que totalizam, segundo MPF, mais de 235 milhões de reais de prejuízoEstadão Conteúdo

Estadão Conteúdo

O ex-governador de Mato Grosso do Sul André Puccinelli (MDB) foi preso nesta sexta-feira pela Polícia Federal (PF). Também foram presos os advogados André Puccinelli Júnior, filho do ex-governador, e João Paulo Calves. Os mandados de prisão foram expedidos pela 3ª Vara Federal de Campo Grande a pedido do Ministério Público Federal (MPF).

De acordo com informações na decisão do juiz Bruno Cezar da Cunha Teixeira, Puccinelli tinha uma “poupança de propinas”. Investigação da Polícia Federal, da Controladoria Geral da União (CGU) e da Receita indica o pagamento de propinas ao ex-governador durante seu mandato entre 2007 e 2015.

Os repasses eram feitos, segundo os investigadores, por meio de entregas em dinheiro vivo ou em depósitos a título de pagamentos de notas fiscais frias (sem prestação de serviço) por pessoas jurídicas indicadas por Puccinelli, dentre elas o Instituto Ícone — cujo proprietário “de fato”, para o MPF, é o ex-governador.


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20/07


2018

Paulo Câmara visita obras do Grupamento de Bombeiros

Seguindo a agenda pela Mata Norte de Pernambuco, o governador Paulo Câmara visitou, hoje, as obras do 7º Grupamento de Bombeiros de Carpina. A unidade, que recebeu um aporte de R$ 580 mil, está prevista para ser inaugurada na próxima semana e atenderá 19 municípios da Mata Norte, contando com um efetivo formado por 30 bombeiros – três oficiais e 27 praças. Com duas viaturas, sendo um Auto Bomba Tanque e Salvamento (ABTS) e veículo de Auto Resgate (AR), o 7º Grupamento terá capacidade para realizar trabalhos de prevenção e combate a incêndios, salvamento terrestre, resgate de vítimas de trauma em via pública, além de serviços técnicos.

“Essa unidade, que será inaugurada nos próximos dias, é a materialização da nossa política de fazer mais com menos. Encontramos uma maneira de economizar cinco vezes na construção dessa estrutura para que possa atender à população de Carpina e região de forma eficiente”, afirmou o governador Paulo Câmara.

A unidade foi construída a partir de um projeto exclusivo de Pernambuco, na qual a estrutura do Quartel é composta por conteiners, o que gera uma economia de 70% dos valores de construção de unidades de bombeiros. A expectativa é que oito unidades sejam erguidas, em Pernambuco, nesse modelo.

O secretário de Defesa Social, Antônio de Pádua, reforçou que a interiorização também do Corpo de Bombeiros é mais um compromisso do Governo do Estado com a área de segurança. “Essa é uma unidade com um novo modelo de construção, baseado em conteiners. É uma obra limpa, rápida e muito mais barata, que dará condições suficientes para um bom trabalho desenvolvido aqui pelo Corpo de Bombeiros”, explicou Pádua.

A nova unidade faz parte da proposta de descentralização dos serviços oferecidos pelo Corpo de Bombeiros de Pernambuco (CBMPE). A ampliação de grupamentos se tornou possível após a sanção da Lei Estadual nº 16.278, em dezembro de 2017. A expectativa é que, ainda este ano, novos serviços sejam inaugurados em São José do Belmonte, Bonito, Toritama, Arcoverde e Serra Talhada.


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