Versão Agreste Meridional

20/03


2017

Em viagem a São Paulo, Temer se encontra com FHC

Andréia Sadi – GloboNews

O presidente Michel Temer aproveitou a viagem a São Paulo nesta segunda-feira para se encontrar com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Temer e FHC têm mantido conversas sobre os caminhos do governo, principalmente em meio aos desdobramentos das investigações da Operação Lava Jato que atingem em cheio tucanos e peemedebistas.

O Planalto não informou oficialmente o assunto tratado no encontro.

No final de 2016, FHC criou uma saia justa para Temer ao chamar o governo de "pinguela", uma ponte frágil.

Além de FHC, Temer aproveitou para conversar com Antonio Claudio Mariz nesta segunda.


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Versão Sertão Central

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23/05


2017

MPF pede condenação de Sérgio Cabral

Ministério Público Federal do Paraná apresentou no fim da noite de ontem as conclusões dos procuradores sobre processo da Lava Jato contra o ex-governador do Rio Sérgio Cabral. O MPF pediu a condenação de Cabral pelos crimes de corrupção passiva e 114 atos de lavagem de dinheiro.

A acusação diz que o ex-governador recebeu propina da Andrade Gutierrez em troca de contratos para obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). Os procuradores afirmam que Cabral, junto do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, solicitou as propinas aos empreiteiros e indicou pessoas de confiança para receber os valores.

A ação pede ainda a condenação da ex-primeira dama Adriana Ancelmo e mais três pessoas. As defesas agora têm até o dia 5 de junho para apresentar as alegações finais. Após essa data, o juiz Sérgio Moro já pode dar a sentença.

O governador Sérgio Cabral tem dito que só fala sobre o processo na Justiça. Os outros citados ainda não foram localizados.


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Versão Mata Norte

23/05


2017

Loures entrega mala com R$ 500 mil na PF de SP

Do “Painel”, da Folha - O deputado afastado Rodrigo Rocha Loures entregou na sede da Polícia Federal, na noite desta segunda-feira (21), a mala com R$ 500 mil, informa Thais Arbex.

Em delação, Joesley Batista afirmou que Rocha Loures foi indicado pelo presidente Michel Temer para tratar de assuntos de interesse da JBS.

Na última vez que a mala havia sido vista, o deputado afastado Rodrigo Rocha Loures saiu com ela de um estacionamento em São Paulo, em 28 de abril, e entrou correndo em um táxi.


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Versão Sertão de Itaparica

23/05


2017

A Lava Jato e o ritmo da reforma da Previdência

* Por Adriano Oliveira 

A Lava Jato é meritória. Ela dará a sua contribuição pedagógica para a política e o setor produtivo. A Lava Jato provoca crises. Os diversos eventos criados por ela revelam que as premissas apresentadas são verdadeiras. E em razão destas premissas, devo apontar saídas para o Brasil da Lava Jato.

Quando a Lava Jato revelou que na floresta existiam apenas maçãs vermelhas, muitos aplaudiram. Analistas diversos defendiam o império da Lei e o impeachment da então presidente da República, Dilma Rousseff. Neste instante, eu refletia sobre as consequências da Lava Jato para o futuro do Brasil.

Ao desvendar o sistema produtivo da política, a Lava Jato mostrou a necessidade da reforma política. Ao prender empresários e políticos, ela revelou que não só de pobres viverá a cadeia. Porém, a Lava Jato também produziu e produz crises política e econômica.

A diversidade de atores e agremiações partidárias envolvidas com supostas atos de corrupção enfraquece a Lava Jato. Um dia ela terá que findar. E quando isto ocorrer, alguém sugerirá que ela foi seletiva ou que foi vítima de um acordão. E o Brasil poderá estar em estados econômico e político desesperadores. Portanto, qual é a saída?

Pesquisas revelam que a maioria dos brasileiros é contrária a reforma da Previdência. Desde a era FHC, reformas da Previdência são propostas, e em nome da governabilidade, os presidentes não são ágeis na realização delas. Apesar da extrema necessidade da reforma da Previdência.  

O combate à corrupção pública tem extrema necessidade, pois a Lava Jato sugere que todos os políticos estão envolvidos com algum ato ilícito. A cada delação premiada, mais atores, mais partidos.  As crises não cessam. Então, indago: Caso a reforma da Previdência fosse realizada intensamente, de uma só vez, provocaria crises política e econômica?  

Diante de tantos atores envolvidos com supostos atos ilícitos, a Lava Jato deveria ter o ritmo das reformas da Previdência?  Se sim, o combate à corrupção pública continuaria a existir. Mas com precauções necessárias para que presidentes adquirissem condições de governabilidade com o objetivo de realizar as reformas que o Brasil precisa, inclusive a da Previdência. E com isto, superasse as crises política e econômica.   

Doutor em Ciência Política


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23/05


2017

Ex-governadores alvos de operação da PF em Brasília

Os ex-governadores do Distrito Federal José Roberto Arruda e Agnelo Queiroz e o ex-vice governador Tadeu Filippeli — também assessor especial do presidente Michel Temer — são alvos de uma operação da Polícia Federal deflagrada nesta terça-feira. Contra os dois foram expedidos mandados de prisão, informou a PF. Nomeada "Panatenaico", a ação deve cumprir, ao todo, 15 mandados de busca e apreensão, 10 mandados de prisão temporária e três conduções coercitivas.

A operação é baseada em delação premiada da Andrade Gutierrez sobre um esquema de corrupção nas obras do estádio Mané Garrincha. De acordo com as investigações, o superfaturamento na construção chega a quase R$ 900 milhões — com custo previsto de R$ 600 milhões, o estádio saiu a R$ 1.575 bilhão ao fim de 2014. Trata-se da arena mais cara de toda a competição.

A renovação da arena seguiu modelo diferente ao dos outros estádios da Copa do Mundo do Brasil, financiados por dinheiro público, com empréstimos do BNDES. Na arena de Brasília, os aportes vieram da Terracap — companhia estatal do DF com 49% de participação da União — embora a companhia não tivesse essa operação financeira prevista entre suas atividades.

Sem estudos prévios de viabilidade econômica do Mané Garrincha, a Terracap encontra-se em estado de iminente insolvência. Segundo a PF, a suspeita é de que com a intermediação dos operadores, os agentes públicos tenham realizado um conluio e simulado etapas das da licitação.

A operação também mira agentes públicos, construtores e operadores de propina que atuaram durante três gestões do governo do Distrito Federal. O nome da operação, "Panatenaico", se refere ao Stadium Panatenaico, sede dos jogos panatenaicos, anteriores aos jogos olímpicos.

A arena dos helênicos, que tinha assentos de madeira, foi toda remodelada em mármore por Arconte Licurgo, no ano 329 a.C., e ampliado por Herodes Ático, no ano 140 d.C. Atingiu daí a capacidade para 50 mil pessoas. O estádio voltou a receber obras em 1895, para as Olimpíadas de 1896.


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Flamac - 2

23/05


2017

Justiça Federal homenageia Palmares

O prefeito de Palmares, Altair Júnior (PMDB), recebeu, ontem, homenagem durante as comemorações do Jubileu de Ouro da reinstalação da sede da Justiça Federal em Pernambuco (JFPE), no auditório do edifício-sede da JFPE, no Jiquiá, no Recife. Na Mata Sul, Palmares é um dos 12 municípios que possuem subseções na JFPE. “A homenagem é uma demonstração de gratidão devido a parceria do município com o Poder Judiciário Federal”, destacou Altair. Algumas instituições também receberam o prêmio, entre elas a Procuradoria da União, a Procuradoria da Fazenda Nacional, a Defensoria Pública da União, o Ministério Público Federal, a OAB e a Caixa Econômica Federal.

No último fim de semanam o prefeito cumprriu mais um programa "Prefeitura no Campo", no Engenho Barra do Dia, com a participação de moradores dos engenhos Poço, Viola e Couceiro. "A Prefeitura no Campo está consolidado e tem sido positivo para a comunicação a população da zona rural. Nós temos essa responsabilidade com a comunidade. Ouvimos demandas da área da Saúde, Infraestrutura, Educação e agora vamos sentar com os secretários para dar esse retorno aos moradores", afirmou Altair. Segundo o secretário de Desenvolvimento Rural e Meio Ambiente, Francisco de Assis Alves, o programa surgiu a partir da necessidade de deixar todas as secretarias ainda mais próximas da zona rural. “O objetivo é, principalmente, levantar as necessidades da população", afirmpou. 


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FMO

23/05


2017

Câmara dá de dez a zero em Armando

* Valter Borges

O presidente do Partido do Ministro do Desemprego tem que entender que Pernambuco está de pé fazendo suas obrigações, buscando atravessar a maior crise econômica e política que se tem notícia com muito trabalho e responsabilidade. Pernambuco tem hoje a melhor educação pública do Brasil, mas isso não é importante para o Presidente do Partido do Ministro do Desemprego, pois quando é para melhorar a vida do povo, criar condições para que as novas gerações de pernambucanos tenham um futuro melhor, ele reclama do Governo, e espalha mentiras sobre o melhor governador do Brasil.

É fato é que muitos Estados do Brasil gostariam de ter um Governador como Paulo Câmara, responsável, trabalhador, que conhece de contas públicas, e que não deixou seu Estado quebrar. Agora, pergunte quantos gostariam de ter como seu representante um senador como Armando Monteiro, campeão de desemprego, tão ruim de serviço que quebrou todas as empresas que herdou do pai. A resposta é clara: nenhum!

Pernambuco já disse que não quer um quebrador de empresas em 2014, quando o deu a Paulo Câmara uma vitória esmagadora sobre o ministro do desemprego. E ele que não se meta a besta de querer levar outra surra. Pernambuco não quer um ex-empresário, que quebrou tudo que administrou, depois foi para o setor público ajudar a quebrar o Brasil, como fez Armando.

Ex-vereador e ex-eleitor de José Humberto


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Comentários

marcos

Meu Pai como esses BANDIDOS do PSB JOGAM sujo. Um partido que está melado junto com o PT em toda safadeza de CORRUPÇÃO tem a cara de Paulo de querer denegrir a imagem de um POLÍTICO exemplar e coerente feito Armando Monteiro, vocês do PSB não tem vergonha de ver todos os dias o Governo do PSB saírem em manchetes de Jornais que fez SAFADEZA e que é igual ao PT. Vocês estão achando que nós somos bobos, um dia vocês pedem e RENÚNCIA de TEMER, no outro dia vem uma delação que o Governador e o Prefeito, estão envolvidos, e ai, vão RENUNCIAR também, tenham vergonha e respeito um dos políticos mais honrados do Brasil. Parabéns ARMANDO MONTEIRO, você é um orgulho do povo pernambucano, enguanto esse Governador e o Prefeito, são um problema do Grupo JBS


Mobi Brasil 5

23/05


2017

Uma República de cabeça para baixo

Por Machado Freire

O que essas quadrilhas que assumiram o poder no Brasil (imaginem, através do voto popular) fizeram contra a maioria do nosso povo é algo  digno de uma profunda reflexão. E de uma resposta moral à altura da dignidade humana ! Eles  fomentaram as falcatruas da forma mais cavilosa e enganadora que se pode imaginar: engordavam o patrimônio das empresas ( só para citar duas,JBS  e Odebrechet) e passavam   a exigir muito dinheiro  para se manter no poder através de campanhas eleitorais milionárias. Na base do "é dando que se recebe" e o "crime compensa".

Os conluios (mostrados nos áudios e vídios dos delatores) se espalhavam pelo Brasil afora e atingiam vários países, onde eram "montadas" empresas - sucursais e filiais,   dos conglomerados com origem no Brasil.  A JBS era um simples açougue e se agigantou de forma estratosférica, com representação em vários países, inclusive Estados Unidos, onde moram os bandidos mais organizados do mundo que não irão presos nem usarão tornozeleiras. Vão pagar , apenas, R$225 milhões !

Já a  Odebrechet, transformou-se na maior construtora do país e passou a demandar contratos internacionais, inclusive em Cuba, republiqueta  das mais pobres do mundo. Tava lá o dedo do governo Lula sob o falso argumento  de uma  generosidade mais do que questionável. E  passou-se  a construir obras e executar  projetos importantes  na África.

O dinheiro   roubado do nosso País , fruto do trabalho de pais e mães  de família, serviu  para manter de pé os projetos  de algumas dezenas de canalhas travestidos de homens e mulheres com representação no Congresso Nacional, Assembleias Legislativas, Prefeituras, etc.. Aqui no Nordeste, os pobres se convenceram  de que "nunca vivemos  tão bem, pois recebemos  o Bolsa Família e conseguimos  comprar uma moto a prestação...".

As falsas lideranças nacionais e regionais faziam questão de ser chamados de esquerdistas  comprometidas com o futuro da nossa juventude,   cuja maioria, hoje,  nunca leu um livro e não sabe quem foi Raquel de Queiroz, Castro Alves, José Lins do Rego. Nem mesmo o pernambucano Gilberto Freyre.  Muitos continuam fazendo o percurso de casa para a escola (e vice-versa) em paus de arara,  enquanto organizações bandidas consomem as verbas carimbadas do transporte escolar.   Hoje,  a violência se estende Brasil afora e é incrementada pelas drogas colocam a morte dos jovens em primeiro lugar.

Foram mais de 13 anos -do inicio da administração (nós, conosco) de  Lula,  até o final  do desgoverno de sua sucessora, Dilma e, finalmente,  do período tumultuado de  Michel Temer. É muito tempo para  preparação, organização  e manutenção de quadrilhas que envolveram, inclusive, setores ligados aos mais diversos segmentos, principalmente os chamados agentes públicos, que são pagos com o suor do rosto dos contribuintes.   É muito difícil não  termos  um "núcleo" bandido fazendo negócios escusos nas repartições oficiais, da pequenininha prefeitura no interior do Piaui  até o salão verde -azul, amarelo ... do Congresso Nacional, salas  e gabinetes de ministérios e  do Palácio do Planalto. Tem bandido em todo lugar!

Nem precisa dizer que ministros de estado, deputados,  senadores e governadores simplesmente deixaram de considerar o compromisso constitucional, ético  e moral de trabalhar em defesa da Nação e passaram a dilapidar, de forma vergonhosa , o patrimônio nacional: A empresa tal vai ganhar   esse contrato, mas tem que deixar R$10 milhões para o deputado fulano de tal, R$20 milhões para o senador beltrano e R$5 milhões para governador do Rio de Janeiro, etc, etc.

Deve-se lembrar, a propósito, que o Brasil foi empurrado a sediar a Copa do Mundo. Tinha porque tinha que  realizar o maior certame internacional  de todos os tempos, para dizer aos países do primeiro mundo  que este é   o "país do futebol" e da modernidade, que levou de   7 a  1, foi humilhado e continua endividado e envergonhado perante o mundo. Se existe castigo, este fui um do tipo de "azar da cabrinha preta" !

Nesse período de "apagão moral e ético", aconteceu  a maior roubalheira de todos os tempos, com o envolvimento de empresas, agentes públicos em vários estados, surrupiado o erário (o nosso dinheiro ) e  muitas obras/projetos apelidadas de "Arena"  passaram a ser subutilizadas, mais parecendo   elefantes brancos. Deixaram  despesas enormes para sua manutenção por parte dos governos estaduais, como é o caso da Arena Pernambuco.

Foram viabilizados  muitos negócios imorais e  atos praticados por bandidos   travestidos de "homens públicos", deles que se encontram presos e outros que se valem das fortunas (é o caso dos donos da JBS, por exemplo)  para fazer uma  tal "delação premiada" onde apresentam em depoimento ao Ministério Público, políticos  apontados como  seus "achacadores".    Os caras da JBS afirmam ter financiado campanhas de quase 2 mil políticos com um aporte de R$ 400 milhões, dinheiro que  lhes garantiriam vantagens futuras avaliadas  em alguns bilhões. Eles nasceram pobres e  hoje são  bilionários, "sem medo de ser felizes", graças a um BNDES e  amizades com os poderosos que se tornaram gestores com o voto popular, a exemplo de Michel Temer, entre tantos outras figuras importantes da política nacional.   Neste caso, o voto teve o efeito e consequências invertidas.

Para concluir "este vale de lágrimas",  coloco abaixo o final de um belo artigo da lavra do ex-presidente da Câmara Municipal de Vereadores e da OAB de Arcoverde, Edilson Xavier publicado recentemene no Blogdomagno: 

"Observem o que nos restará para o voto para presidente: uma evangélica fanática, como Marina Silva, um desajustado como Ciro Gomes, um riquinho de São Paulo, João Dória, e agora pelas pesquisas aquele sempre gostou de golpe militar, o Jair Bolsonaro. Pelo jeito, salve-se quem puder porque com a classe política que temos hoje o país permanecerá nesse imenso atoleiro moral."

* Jornalista


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Banner - Hapvida

23/05


2017

Áudio é válido como prova, dizem peritos

George Sanguinetti e Nelson Massini disseram que interferências da gravação entre Joesley e Temer não impedem seu uso em julgamentos

O Globo - Jefferson Ribeiro

O áudio da gravação feita pelo empresário Joesley Batista do diálogo com o presidente Michel Temer no porão do Palácio do Jaburu tem ruídos e interferências, mas pode ser usado como prova em qualquer julgamento na avaliação do professor da Universidade Federal de Alagoas George Sanguinetti e do perito forense e professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Nelson Massini.

Os dois já haviam se posicionado sobre essa gravação e mantiveram suas avaliações depois da apresentação do laudo contratado pela defesa de Temer, apresentado nesta segunda-feira pelo perito Ricardo Molina. Ele chegou a dizer que o áudio é uma "prova imprestável" e "inteiramente contaminado por inúmeras descontinuidades, mascaramentos por ruídos, longos trechos ininteligíveis ou de inteligibilidade duvidosa e várias outras incertezas".

- A fita (o áudio) é boa e serve como prova - disse Sanguinetti ao GLOBO.

- Dá ate para notar o estado emotivo na fala de Joesley, que parece nervoso, e do presidente, mais comedido. Dá para ouvir todos os vocábulos - acrescentou o professor, que evitou polemizar com o laudo do perito contratado por Temer.


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Asfaltos

23/05


2017

Supremo decidirá sobre prisões de Aécio e Loures

O Globo - Jailton de Carvalho

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu nesta segunda-feira que plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) determine as prisões do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) e do deputado afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR). Os dois são acusados de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, obstrução de justiça e organização criminosa. Janot pede que o plenário do STF reconsidere a decisão do ministro Edson Fachin, que rejeitou o pedido, e decrete a prisão do preventiva do senador e do deputado.

Primeiro, Janot pede que Fachin revise a a própria decisão. Como considera que o ministro pode não acolher o pedido, o procurador solicita que o caso seja levado em caráter de urgência a apreciação dos 11 ministros do tribunal. Para o procurador-geral, a prisão de Aécio e de Loures é "imprescindível para a garantia da ordem pública e da instrução criminal".

Janot argumenta que os crimes atribuídos aos dois parlamentares são "gravíssimos" e que, até o início da fase pública das investigações na quinta-feira passada, os dois estavam em situação de flagrante por crime inafiançável. O procurador-geral acrescentou ainda como agravante o fato de que os investigados “vem adotando, constante e reiteradamente, estratégias de obstrução de investigações da Operação Lava Jato”.

O procurador-geral também sustenta que os dois, Aécio e Loures, só não foram presos em flagrantes ao longo das investigações porque estava em curso ação controlada da Polícia Federal. Durante a ação, autorizada por Fachin, a polícia filmou um emissário do empresário Joesley Batista repassando malas com R$ 500 mil cada a Frederico Pacheco Medeiros, primo de Aécio, também a Loures, homem de confiança do presidente Michel Temer.


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Supranor 1

23/05


2017

Delcídio reafirma a Moro: Duque arrecadava para o PT

O ex-senador Delcídio do Amaral reafirmou ao juiz Sergio Moro que o ex-diretor da Petrobras Renato Duque atuava como o “grande arrecadador” do PT na Petrobras. Ao ser ouvido como testemunha de acusação contra Lula na tarde desta segunda-feira, Delcídio também reiterou que o empresário José Carlos Bumlai, amigo pessoal do ex-presidente, procurou o empreiteiro Marcelo Odebrecht para que ambos estruturassem o Instituto Lula.

— O Bumlai me disse assim: ‘estou cuidando da implementação do Instituto Lula’. E que ele procurou o Marcelo Odebrecht. O Bumlai era um conselheiro da família do Lula. Uma pessoa que estava lá a disposição para resolver os problemas do dia a dia de Lula — disse o ex-delator.

Na ação, o MPF diz que Lula recebeu propina da Odebrecht na compra de um terreno para a construção de uma nova sede para o Instituto Lula e também num apartamento vizinho à cobertura onde o ex-presidente mora em São Bernardo do Campo (SP). No processo, Lula é réu junto com o ex-ministro Antônio Palocci, Marcelo Odebrecht, e outras cinco pessoas. A defesa de Lula diz que o terreno jamais foi entregue ao instituto e alega ainda que o apartamento é alugado. Duque admitiu ter recebido propina em depoimento a Moro no dia 5. Ele está em tratativas com o Ministério Público Federal para fechar acordo de delação premiada.

Delcídio também voltou a dizer que os contatos com Duque eram feitos pelo então tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. O ex-senador afirmou que Palocci atuava junto aos grandes empresários e tinha relação de proximidade com o empreiteiro Marcelo Odebrecht.

— As discussões das doações com grandes empresários, grandes empresas e projetos eram feitas por Palocci. Os tesoureiros atuavam para arrecadar recursos para as campanhas — disse o delator.

Conforme consta em sua colaboração premiada, Delcídio lembrou entre 2005 e 2006, quando presidiu a CPI dos Correios, que Marcos Valério, o então operador do mensalão, o procurou e pediu uma “indenização” para manter-se calado. Em sua delação, o ex-senador havia dito que a negociação envolveu entre R$ 110 milhões e R$ 220 milhões pagos pelas empreiteiras alvos da Lava-Jato.

— Ele (Marcos Valério) disse que queria receber uma indenização para não se calar. Eu presidia a CPI dos correios. E mencionei a Lula que ouvi coisas de Minas Gerais que são complicadas. O Palocci então me ligou e disse que ia cuidar daquele assunto pessoalmente.


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ArcoVerde

23/05


2017

Lava Jato ataca manobra para ferir de morte a operação

Investigadores falam em 'apodrecimento do sistema político-partidário' e criticam 'manobras para ferir de morte' a operação

Veja Online - João Pedroso de Campos

No dia em que denunciaram o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso da reforma no sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP), os procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato se disseram “estarrecidos” com as revelações das delações premiadas da JBS, que colocaram o governo do presidente Michel Temer (PMDB) em uma crise sem precedentes.

 “A denúncia é mais um efeito da corrupção espraiada em todo o espectro do sistema político. Os últimos acontecimentos, aliás, levam a Força Tarefa da Lava Jato a manifestar seu estarrecimento diante da gravidade dos crimes que se tornaram públicos”, afirmam os procuradores, por meio de nota.

A equipe coordenada pelo procurador Deltan Dallagnol fala em “evidências de crimes” praticados por Temer, pelo senador afastado Aécio Neves (MG) e “mais de mil e oitocentos políticos”, além de criticar “manobras para ferir de morte a Lava Jato”.

Os procuradores atacam, sem citá-lo, o empenho de Aécio na aprovação da lei que prevê punição a abuso de autoridade por membros do Judiciário e do Ministério Público Federal, assunto de uma conversa gravada entre o tucano e o empresário Joesley Batista, na qual o senador chama de “merda” as dez medidas contra a corrupção propostas pelo Ministério Público Federal.

“Depois de três anos do início das investigações, vê-se que líderes políticos continuam a tramar no escuro a sua anistia, a colocação de amarras nas investigações e a cooptação de agentes públicos, ao mesmo tempo em que ficam livres para desviar o dinheiro dos brasileiros em tempos de crise, utilizando como escudo sua imunidade contra prisão e o foro privilegiado”, diz a força-tarefa da Lava Jato.


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23/05


2017

Temer mobiliza aliados para se sustentar no cargo

Com o acordo tácito de que terá o suporte do PSDB e do DEM até, ao menos, o desfecho de seu julgamento do TSE, em junho, o presidente Michel Temer trabalha agora para conter a construção de uma alternativa viável para substituí-lo no Planalto. A insegurança sobre o que viria com uma possível queda favorece sua permanência no posto. O governo jura ter o apoio do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), citado pela base aliada e partidos como o PT como uma opção.

Caberia a Rodrigo Maia conduzir o processo de uma eleição indireta. Nesse cenário, aliados do deputado reconhecem que ele teria dois fatores a seu favor: já estaria no comando do país e ainda poderia negociar a cadeira de presidente da Câmara para angariar apoio.

O deputado é tratado como aliado de primeira hora pela equipe do presidente. Um frequentador dos jantares na residência oficial da Câmara ressalta, porém, que o governo não tira o olho dele: sempre envia um ministro para acompanhar as conversas.  (Painel - Folha de S.Paulo)


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bm4 Marketing 8

23/05


2017

Lula estimula aliados a debater eleições diretas

Na série de reuniões que comandou em seu instituto nesta segunda (22), Lula estimulou o PT a ampliar o debate sobre eleições diretas. Há a constatação de que, se a proposta for vista como uma bandeira da sigla, ela não vai prosperar.

O ex-presidente disse que, sem gente nas ruas, será difícil fazer o debate sobre novas eleições presidenciais avançar. Ainda indicou que o PT não deve estimular uma solução pela eleição indireta, via preferida por siglas como o PSDB.

Em privado, tucanos admitem que a melhor saída para a crise seria a cassação da chapa Dilma-Temer pelo TSE. Dizem que, dessa maneira, o presidente sairia por um “caminho constitucional”, abrindo espaço para “uma transição ajuizada”, garantindo “o andamento das reformas”.  (Painel - Folha de S.Paulo)


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23/05


2017

A entrevista do presidente

Bernardo Mello Franco - Folha de S.Paulo

Investigado por suspeita de corrupção, organização criminosa e obstrução à Justiça, Michel Temer quer convencer os brasileiros de que é vítima de uma conspiração motivada por "interesses subterrâneos". Ele repetiu a cantilena na entrevista publicada nesta segunda pela Folha.

O presidente disse coisas que fariam corar a Velhinha de Taubaté, a personagem do escritor Luis Fernando Verissimo que acreditava em todas as lorotas dos políticos.

Temer alegou ter recebido Joesley Batista à noite, sem registro na agenda oficial, para discutir os efeitos da Carne Fraca. Isso só seria possível se o empresário fosse dublê de vidente. O encontro do Jaburu aconteceu dez dias antes da operação da PF.

O presidente disse que "nem sabia" que Joesley era alvo de investigações. Na data da conversa, nenhum leitor de jornais poderia ignorar que o empresário era suspeito de provocar desfalques em fundos de pensão, no FI-FGTS e no BNDES.

Temer foi questionado sobre Rodrigo Rocha Loures, que foi filmado correndo na rua com uma mala de dinheiro. Respondeu que o deputado é uma pessoa de "muito boa índole".

Apesar de contestar a integridade do áudio, o presidente confirmou os principais trechos da gravação. "Não é prevaricação se o sr. ouve um empresário na sua casa relatando crimes?", indagaram os repórteres. "Você sabe que não?", devolveu.

Diante de tantas negativas, o jornal perguntou a Temer qual seria, afinal, a sua culpa no episódio. "Ingenuidade. Fui ingênuo", respondeu.

A Velhinha de Taubaté ficou famosa como a última brasileira que confiava no governo. Morreu em 2005, quando assistia ao noticiário do mensalão. Na época, Temer exercia o quinto mandato de deputado. 


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23/05


2017

Temer evita aliados discutindo nomes para seu lugar

Helena Chagas - Blog Os Divergentes

Não se derruba um presidente da República sem que as forças políticas tenham se acertado antes em torno de quem vai ficar em seu lugar – quem e para fazer o quê. É justamente essa articulação, que os políticos da base governistas começam a fazer pelos cantos, mas de forma ainda incipiente, que o presidente Michel Temer quer evitar. Sabe que, quando houver um consenso mínimo em torno de um nome para ser eleito indiretamente pelo Congresso, está perdido.

A sorte de Michel, por enquanto, é que isso ainda não aconteceu. Mas até quando? O Planalto melou, por exemplo, a reunião que estava marcada para este domingo à tarde entre as cúpulas do PSDB, comandado agora por Tasso Jereissati, e do DEM, por José Agripino. Constrangeu os dois convidando-os para o encontro à noite no Alvorada. Da mesma forma, tentou carimbar como aliados outros parlamentares da base que, em outras reuniões para discutir o futuro com seus pares, poderiam passar como conspiradores.

A estratégia de Michel é segurar a possível debandada até quarta-feira, dia em que o STF julgará seu pedido de suspensão do inquérito recém-aberto no STF. Até lá, haverá pressão máxima também sobre os ministros para reunir os seis votos necessários para isso. E até lá os tucanos, os democratas e outros aliados vão manter a compostura e evitar vazamentos públicos da discussão de nomes.

Apesar dos cuidados redobrados dos aliados para não ferir Temer, é evidente que a discussão corre solta nos bastidores, e os personagens mais citados têm sido Carmem Lucia, Rodrigo Maia, Tasso Jereissati, Henrique Meirelles e Nelson Jobim, cada um com seus prós e contras.

Como quem vai votar são os parlamentares, muita gente acha que a presidente do STF tem pouca chance. Nessa linha, cresce Rodrigo Maia, mas ele pode ser abatido por estar sendo investigado na Lava Jato. Tasso tem o respeito geral, mas como tucano pode não unir o PMDB, cuja perda será grande. Meirelles é o sonho de consumo das forças que querem sinalizar a manutenção da agenda econômica. Mas até pouco tempo atrás trabalhava no grupo J&F. Resta o peemedebista e ex-integrante das cúpulas dos três poderes Nélson Jobim. Ele pode ser o cara.


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