FMO janeiro 2020

25/05


2020

Filhos de *** asterisco implantam ditadura

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Hoje eu tô invocado. Incorporei o espírito da reunião ministerial em Brasília.

O jornal O Globo contou, como parte do jornalismo investigativo, 42 palavrões cabeludos e de grosso calibre durante a reunião do presidente da República no Palácio do Planalto e na Esplanada dos Monastérios. O Capitão disse que alguns prefeitos filhos de *** asteriscos estão implantado uma ditadura no Brazil. Prefeitos e governadores estrumes querem ver a hemorroida do governo.

As mulheres do grelo duro e os marmanjos do sexo flex da seita vermelha e derivados ficaram horrorizados com os *** asteriscos. Audácia do bofe, disseram.  Só não ficavam horrorizados com as peças financiadas pela Lei Roaunet em que os andróginos chamavam, sem asteriscos, Jesus Cristo de gay. Diziam que era apenas liberdade de expressão.

Seria ótimo se o jornalismo investigativo de O Globo pesquisasse os decretos de dispensa de licitação, os superfaturamentos e a farra de centenas de milhões de reais dos cofres públicos em nome da pandemia. Que tal investigar a pandemia de corrupção nas prefeituras e governos de Estado de todo o País?! 

Falar asteriscos e palavrões é o de menos. Sempre com palavras amáveis, os goelas estão esfolando o coração do Brazil, para não usar outra palavra do vocabulário presidencial.  

Exemplo: o prefeito de uma cidade lendária editou um decreto para contratações sem licitação de bens e serviços contendo R$ 650 milhões de palavrões e asteriscos socialistas. Somente em referência a respiradores veterinários, havia R$ 11,5 milhões de asteriscos cabeludos. E mais, lançou o IPTU do futuro com 2021 palavrões.

A Polícia Federal deu um baculejo na prefeitura da cidade lendária para saber dos contratos sem licitação de centos milhões de reais. Bonito pra você, prefeito!

Quando eu encontrar com tal prefeito numa esquina da vida ou nas montanhas da Jaqueira eu direi a ele: “Seu Julho, com todo respeito, você é um síndico, aliás, você é um cínico, aliás, você é um asterisco”. 

O maior palavrão do ano foi dito pelo bode rouco corrupto, semianalfabeto e demagogo ao celebrar a criação do maldito vírus comunista chinês. O bode rouco é um #]***¨¨’(_¨:;; Entendeu?!

Sabemos que o objetivo da Tv Globo é *** a vida do Capitão do governo. O padrão de qualidade global é baseado nas surubas das novelas e do Big Brother, teleaulas sobre trairagem, roubalheira, bandidagem, mudanças de sexo, pilantragem, fuleragens em geral. Atores, atrizes, apresentadores e estrelas globais são criaturas virtuosas que usam cintos de castidade e jamais pronunciam asteriscos.

*Jornalista


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Prefeitura de Serra Talhada

13/07


2020

Geraudo Covid proíbe o Oceano Atlântico

Por José Adalbertovsky Ribeiro

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Na lógica de um energúmeno vermelho ao proclamar, em nome da liberdade de maldição, “Por que torço para que Bolsonaro morra”, liberou geral, tudo é permitido. Em nome do duplipensar de George Orwell, está lançado o “ódio do bem” para desejar a morte do presidente. A seita vermelha hoje é uma realidade no Brazil e os seus devotos morrem de amor febril em louvor do guru bode rouco.

O AI-Covid19 provou que é fácil implantar uma ditadura nesta pinóia. Basta uma canetada de prefeitos e governadores. Os bovinos equinos obedecem. A mundiça da seita vermelha continua ditando o catecismo politicamente correto. As nações se unem diante das guerras e ameaças externas, reza uma sentença clássica. Errado. O Brazil entrou em guerra consigo mesmo diante da ameaça da pandemia.

Se você mergulhar no Oceano Atlântico em Boa Viagem em direção à África, será preso em primeiríssima instância por sua excelência um guarda geraudinho. Se mergulhar na avenida a uma velocidade de 40 km/h será esfolado por um ditador do Bptran. É proibido mergulhar no Oceano Atlântico, mas não é proibido mergulhar nos formigueiros humanos do metrô e dos ônibus.

Também é proibido navegar na pista dos parques, onde o oxigênio circula livremente sem pedir licença ao prefeito Geraudo Covid ou ao secretário João Epaminondas Braga. O pagador do IPTU-2021  está liberado apenas para consumir os odores, as catingas e os cheiros da freguesia na super lojas tipo Atacadão e Ferreira Costa. Impossível entender a lógica de Geraudo Covid de liberar o mega comércio de lojas e proibir o micro comércio de restaurantes e lanchonetes. 

Recife, capital do Nordeste, zil-zil! Isto é passado. O novo lema: cidade lendária, capital das operações da Polícia Federal.      

“O amor nos tempos do cólera”, do genial Gabriel Garcia Marques, o Coronel Buendia lançava tiros de canhão nos ares para exterminar o vibrião colérico. O prefeito Geraudo Covid proíbe o Oceano Atlântico com medo do Coronavirus. Geraudo Covid é o novo Coronel Buendia.

Um passarinho me contou que neste tempo de conchamblanças e respiradores, Joãozinho da madeira e Geraudo Covid estão se estranhando. Joãozinho é genista e Geraudo é mandão. Noutros tempos João do bigode elegeu João sem bigode e quis fazer dele uma marionete. Os dois emendaram os bigodes e ainda hoje estão intrigados. O infante de Casa Forte não quer ser feito de marionete.  

A mando de governadores e prefeitos arbitrários, micros ditadores de quarteirão agem de modo deliberado para aterrorizar pequenos e médios empresários e torturar a economia. DNM – ditadura nunca mais, é slogan politicamente correto, a menos que seja a ditadura do AI-Covid19.


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Comentários

adalberto ribeiro

Os caras estão dizendo que sou Analfa porque escrevo GERAUDO com U. Desculpa, eu não sei ler


Abreu e Lima - Prefeitura - Abreunozap

06/07


2020

2020, o ano que não quer acabar

José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – 1968, o ano que não terminou, dizia a crônica política da época por conta do famigerado Ato Institucional 5. Oficialmente, o ano de 1968 acabou em 1979 na onda da anistia e da reabertura democrática ampla, geral e irrestrita. Ainda hoje as esquerdas empedernidas dizem que 1968 não acabou e querem reescrever a história. Aliás, no Brazil a história é sempre escrita e reescrita pelos perdedores.

Na verdade, o ano 1968 acabou em meados dos anos 1970, quando o regime militar autoritário começou a se desmilinguir. A guerrilha do Araguaia, as guerrilhas urbanas e os focos de luta armada realimentaram a repressão e a longevidade do AI-5 e do ano 1968.

Imaginem quanto tempo vai durar este ano 2020 da ditadura AI-Covid19! Já está durando uma eternidade. Os dias não passam. As noites não passam, a quarentena não passa. A quarentena de 40 dias já está durando três meses, quatro meses, cinco meses.

Os cofres públicos estão sendo torturados e respiram com ajuda de aparelhos superfaturados. São centenas de milhares de denários dependurados nos pau-de-arara dos contratos sem licitações.  Existem cofres públicos mortos e desaparecidos pelos efeitos da ditadura do AI-Covid19.

A ditadura do AI-Covid19 promete se prolongar no espaço. O tempo parou no tempo. A curva do decesso das mortes parou na linha do horizonte, enquanto houver verbas federais. O estrago é grande e o ano 2020 vai demorar para acabar.

Haverá castigo para os torturadores dos cofres públicos? Em sendo politicamente corretos de esquerda, reivindicam anistia ampla, geral e irrestrita para seus pecados capitais. Se o vírus existe, tudo é permitido. Não existe pecado abaixo da linha do Equador do Covid.

Disse e repito mil vezes se necessário: o desmantelo das ditaduras, além do ditador-raiz, são os inspetores de quarteirão. Exemplos: as barracas da orla de Boa Viagem estão abandonadas e depredadas. Mesmo assim suas excelências os fiscais geraudinos da ameaçam os barraqueiros que comparecem ao local e tentam sobreviver.

Cena da vida real, sexta-feira pela manhã: fiscais da Secretaria de Mobilidade(Paralisia) Urbana da PCR ameaçaram multar e recolher mercadorias (frutas e legumes) de feirantes/barraqueiros no entorno do Parque da Jaqueira. Disseram que estavam cumprindo ordens do prefeito Geraudo Covid Julho e do secretário João Epaminondas Braga. As pessoas que assistiram à cena ficaram revoltadas e dirigiram impropérios ao prefeito Geraudo Covid, inclusive eu, modéstia à parte. O nome disto é mandonismo, autoritarismo, ditadura de quarteirão.  

Mas, o tempo também voa para quem entrou na casa dos enta... 40, 50, 60. Quanto menos a gente espera, chegou o fim do mês, o fim do ano. O tempo voa. O tempo é um passarinho. O tempo é um sabia, ou é um carcará, depende do freguês. A velocidade do tempo depende da lubrificação do eixo do sol em nossas vidas. Quando a gente é menino, o tempo anda devagar.

*Jornalista


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Banco de Alimentos

29/06


2020

O vírus testa positivo para conchamblanças

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Em tempos de ditadura e de opressão, afloram os sentimentos perversos das criaturas humanas e das criaturas desumanas. Olhai os lírios dos campos e das princesas, olhai os governadores, prefeitos, secretários e empresários do mal! Eles estão torturando os cofres públicos no pau-de-arara dos contratos milionários abusivos, sem licitação, ou mesmo com licitação.

Os contratos são interrogados sob tortura para confessar que as contas públicas devem ficar presas nas mãos dos caboclos mamadores. São obrigados a confessar que respiradores para porcos funcionam maravilhosamente bem nas pocilgas oficiais. Dirão que os recursos de centenas de milhões de denários destinados aos goelas para fazer a manutenção de hospitais de campanha... cala-te boca!

Quanto custa uma sinfonia do compositor Amadeus Môzart em tempos do AI-Covid--19? ! A bagatela de 6 milhões de denários. A sinfonia testou positivo para as conchamblanças.

Dirão que os torturadores dos cofres públicos serão punidos conforme os rigores da lei. Bobagem. Isto vareia. Os rigores da lei são macios. A lei para enquadrar os goelas é um hímen complacente.  A indústria da impunidade funciona para os grandes goelas, os GGs. A lei somente não é mansa para os ladrões de penosas. Saudades dos ladrões de penosas de antigamente!

Os grandes goelas, tamanho GG, só poderão ser presos na nonagésima nona instância. E nunca serão algemados, nem mortos e sepultados.  Você que não é GG, Zeus o livre de desafiar a ordem de um guarda municipal e tomar banho na praia de Boa Viagem. Poderá receber a sentença do “Teje preso”, em primeiríssima instância, ser algemado, humilhado e colocado num camburão com destino à delegacia, em nome da lei e da ordem.

Se der bobeira e exceder a velocidade de 30/40 km/hora, será multado pelos guardas onipotentes e onipresentes do trânsito nas ruas esburacadas de nossa cidade lendária. O ideal seria que os proprietários de automóveis adquirissem carroças de tração animal, movidas por bucéfalos e pangarés. O ainda prefeito adora bucéfalos.

As carroças, símbolo da administração municipal, trafegam a uma velocidade máxima de 10 km/hora e por enquanto ainda não estão sendo multadas. A prefeitura adota a política do chamado “trânsito calmo”, considerado mais seguro.  Se eu fosse prefeito compraria um jegue para ir ao trabalho. O jumento é nosso irmão, assim cantou o magistral Luís Gonzaga.

As ditaduras degringolam nas mãos dos inspetores de quarteirão. Se a ditadura do AI-Covid19 existe, tudo é permitido. Os GG – grandes goelas e os goelas em geral, de todas as esferas, sentem orgasmos múltiplos por terem contribuído para levar milhares de empresas à falência e aterrorizar a população.

*Jornalista


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22/06


2020

Oh gente despudorada!

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Esta Capitania hereditária da Nova Lusitânia de Pernambuco dos bravos guerreiros vem de ser comandada pelo socialismo de pés de barro. Blitzes, operações policiais, buscas e apreensões deveriam envergonhar governantes e não apenas produzir alegações de cinismo. Esses hereges políticos que se apropriarem da bandeiras do socialismo com fins lucrativos  ofendem a memória do bravo guerreiro Miguel Arraes.

Nestes tempos de pandemia caem as máscaras da moralidade na administração pública. Olhai os lírios dos campos das Princesas, olhai os contratos milionários e graciosos sem licitação! Pior, os resultados são os mais trágicos no combate à epidemia. Estão sendo utilizados para a adoção de medidas arbitrárias e investimentos suspeitos. 

As estatísticas do Governo, com margem de erro alarmante, não inspiram nenhuma credibilidade. Os recursos comprometidos sem licitação, ou mesmo com licitação, são escandalosos. As redes sociais hoje escancaram esta realidade. Até onde a vista alcança dá para imaginar que esses manipuladores do poder estão com os dias ou os meses contados. Oh gente despudorada!

No momento em que as classes médias e trabalhadores enfrentam a recessão e desemprego, revoltante saber que malfeitores tripudiam sobre defuntos para malbaratar recursos públicos.

Governantes apáticos e ambicioso, ambos medíocres, apostam todas as fichas na manutenção do poder. O governador Eduardo Campos era verdadeiramente um líder e criou essas marionetes. Essas marionetes hoje não se sustentam por si mesmas.

Em havendo eleições municipais este ano os atuais governantes apostam em vencer pela inércia, numa disputa sem campanha. A estrutura de pode lhes permitir cooptar aliados e enganar a opinião pública. 

Além das pandemias heterodoxas, o governante da Nova Lusitânia dos altos coqueiros e o prefeito da cidade lendária incrementaram bastante a mega indústria de multas de trânsito, das taxas e impostos do Detran e da CTTU. O símbolo de dinamismo da gestão municipal é o transporte de tração animal, as carroças puxadas por bucéfalos e pangarés.

Carroceiros malvados maltratam os bucéfalos e pangarés com chicotadas, ao invés de trata-los com amor e carinho.

Depois do domínio holandês de Maurício de Nassau, a capitania hereditária de Pernambuco vive sob o domínio da caterva vermelha dos discípulos de Cuba e da Coreia do Norte. O comissário Che foi autoproclamado vice-prefeito perpétuo da Freguesia de Santo Antonio do Recife. Quem governa a Nova Lusitânia e a cidade lendária de Recife é a caterva vermelha do B.

Os novos herdeiros da Capitania cuidam mais de administrar os contratos milionários sem licitação, as indústria de multas do Detran e da CTTU. Oh bravos guerreiros, os altos coqueiros estão contaminados pelos fungos parasitários do poder!

*Jornalista


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O Jornal do Poder

15/06


2020

A democracia guenta o rojão

Por Jose Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Falam em manifestações democráticas e antidemocráticas. São bandeiras verde-amarelas, vermelhas, infravermelhas, ultravermelhas, policromáticas, escarlates, furta-cores, cor de chumbo.

Golpe? Ameaças às instituições? A democracia guenta o rojão. Ofensas se dissolvem no ar. Efeitos pirotécnicos saem na urina, sem risco de ruptura institucional. É o efeito diurético da democracia. Existem ferramentas legais para enquadrar malfeitores. Compete às autoridades impor limites aos radicais de todas as colorações, noves fora os provocadores. Convém não superestimar.

Que golpe? O ministro do STF, Luis Roberto Barroso, decifrou a charada: “Eu me espanto às vezes com algumas manifestações, mas não vejo ator institucional com cacife para dar um golpe”.

A guerra da comunicação é feroz e os inquilinos do Planalto estão perdendo as batalhas. Vem por conta da dominação esquerdófila plantada há décadas na mídia, nos meios acadêmicos e artísticos e culturais. 

Atualmente, em sendo um movimento chamado de politicamente correto, beleza. Mas, se uma bandeira assanhar um fio de cabelo de uma cabeça supremacista, dirão que é manifestação antidemocrática.

O capitão falou: “(....) arranja uma maneira de entrar e filmar” nos hospitais de campanha para saber se os leitos estão ocupados ou não. O sarrafo está cantando no lombo dele. Já foi comparado até com Adolfo Hitler, com licença dessa palavra diabólica.

O bode rouco falou em tom de celebração, no seu modo de ser paulista de Caetés: “(....)  ou seja, sabe, ainda bem que a natureza criou esse monstro chamado coronavírus ...”. Se fosse dito pelo capitão ele seria, no mínimo, impichado, capado e fuzilado. Ou seria decretada a 3ª Guerra Atômica Mundial. 

Os vermelhos recebem todas as indulgências, o capitão recebe todas as penitências.

A pandemia da corrupção, aí são outros quinhentos e ameaçam, sim, as instituições. A conta cai nas costas dos cofres públicos. Os cofres caem nas costas da população. A conta chega sob a forma de recessão, desemprego e violência, a bagaceira geral.

Nos tempos áureos da dinastia vermelha, havia um mantra: “Não podemos criminalizar os movimentos sociais”.

Lembro-me como se fosse anteontem, dia 5 de junho de 2006:  durante “manifestação democrática”, ativistas do Movimento de Libertação dos Sem-Terra invadiram e depredaram dependências da Câmara dos Deputados em Brasília. Mas, quem haveria de enquadrar os combatentes revolucionários?!

Golpe é a “ditadura democrática” do AI-19-Covid, o poder das autoridades supremacistas, o arbítrio dos governadores e prefeitos para editar decretos infames e torturar os cofres públicos nos porões dos contratos milionários sem licitação.

*Jornalista


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08/06


2020

Cientista maluco-beleza descobriu o Vírus do Bem

Por Jose Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – O tempo voa. O tempo é um passarinho. Estamos no ano 2050 depois de Cristo e depois da Covid-19. Um cientista maluco-beleza morava numa ilha deserta no Oceano Transatlântico Pacífico. Em sua caverna, ao navegar a bordo da namorada, aliás, a bordo de um cérebro eletrônico, subitamente, não mais que subitamente, sentiu um estalo no cérebro, à moda do “Estalo de Vieira”.

Eureka! O bicho descobriu o vírus do Bem e da Felicidade, Paz e Amor!  Eis o novo Coronavirus-50. Com seu olhar de raio-X, o cientista maluco-beleza desvendou o código genético do micróbio. Assim decretou: Haverei de transmiti-lo aos gregos e troianos, pernambucanos, sicranos, paraibanos, baianos, beltranos, maometanos, americanos, agregados marianos, fulanos de tal.

O cientista maluco-beleza tinha uma namorada, por sinal muito popozuda e saborosa. O nome dela era Jessica, aliás era Jennifer. Ele cruzou com a namorada, cientificamente, cromossomo com cromossomo, XX mais XY, para inocular o vírus Sars-Cov-2050. Nasceram filhotinhos Paz e Amor, os Covidinhos do bem.

O bilionário George Soros mandou um Zap. Propôs que o Vírus do Bem adotasse o ideário do globalismo de esquerda, sob a bênção do Papa. Os conservadores capitalistas seriam excluídos da contaminação. A fabricação do Vírus da Felicidade, segundo Soros, dependeria da aprovação da Organização Municipal de Saúde e apoio do Império Comunista Chinês. O cientista maluco-beleza ficou com uma pulga atrás da orelha.

Os caboclos mamadores, prefeitos, governadores e empresários vivaldinos disseram que o cientista maluco-beleza tava doidão, pois a verdadeira felicidade é respirar com ajuda de respiradores superfaturados da Covid-19 sem licitação. E haja pandemia de corrupção!

A Tv dos Glóbulos vermelhos terroristas anunciou que o Vírus do Bem Coronavirus-50 será transmitido nas ondas politicamente corretas através das surubas, orgias e aulas de patifarias das novelas e do programa Big Coliforme Brasil. Plim!  O cientista maluco-beleza decretou que a transmissão do Vírus do Bem seria feita através de beijos e abraços e confraternizações.

Um juiz supremacista havia decidido, monocraticamente, que todos os habitantes do planeta seriam proibidos de compartilhar o Vírus da Felicidade, porque o Caput do Inciso do artigo da lei prevê que este é um privilégio exclusive dos semideuses terrestres. O bicho maluco-beleza revogou a sentença, no peito e na raça.

*Jornalista


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Comentários

SERTANEJO SIM SENHOR

Excelente texto. Esse é dos bons.



01/06


2020

Se o vírus Ching-Ling fosse Made in EUA

Por Jose Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – O que aconteceria, brother e sister, se o maledeto vírus Made in China, um Ching-Ling, fosse emprenhado Made in USA, tipo um inseto imperialista. Se ao invés do Mandariam, falasse o inglês, oh yeah! Se negociasse ações na Bolsa de Valores de Nova York – NYSE New York Stock Exchange, sob os auspícios do Touro de Wall Street! Se transasse no Hyde Parque nova-iorquino, ao invés da Praça da Paz Celestial em Pequim! Se fosse eleitor do republicano Donald Trump ao invés do comunista Xi Jinping!

Acusado de manipular o monstro nos laboratórios da CIA, o pobrezinho Donald Trump seria denunciado como inimigo da humanidade terrestre pela intelligentsia vermelha internacional, sofreria um Impichi e nunca mais pisaria na Casa Branca, nem morto.

No pico do vírus pesquisa do Instituto Gallup informou que Trump irá perder a eleição para síndico do prédio-caixão onde mora. 

Em sua homilia na Praça do colega dele San Pietro, o Papa globalista, ou seja, socialista comunizante, condenaria o vírus capitalista pecaminoso ao fogo dos infernos. Vade retro!  

Breaking news: ao som do hino da Internacional Comunista – “De pé, ó vítimas da fome/ de pé, famélicos da terra” –  Karl Marx ressuscitaria no cemitério capitalista de Highgate em London city, para proclamar a falência do sistema capitalista explorador dos trabalhadores do mundo e  implantar o paraíso comunista neste vale de lágrimas, de luta de classes e da mais valia do dólar.  

A caterva vermelha decretaria a reconstrução do Muro de Berlim e a retomada do programa social de fuzilamento dos burgueses reacionários, pero sem perder la ternura jamais.          

Acusado de ser cúmplice de Donald Trump na manipulação do vírus imperialista, o Capitão será acusado de crime de lesa-pátria, impichado e preso em primeiríssima instância, antes de ser obrigado a pedir desculpas ao inocente Adelio por tê-lo injuriado.

O bode rouco, guia genial dos povos barbudos da seita vermelha, celebraria: “Ainda bem que a natureza criou esse monstro” imperialista para libertar os companheiros das garras do capitalismo reacionário, derrotar os golpistas e reconduzir a mundiça da seita vermelha ao poder.

Contemplada com o Prêmio IgNobel de Física por ser autora da teoria escalafobética de estocar ventos orgânicos, a Mulher da Mandioca Vermelha será entronizada de volta ao poder para completar o mandato que lhe foi usurpado pelos golpistas virulentos durante o Impichi em 2006.

O líder revolucionário Nicolas Maduro acusaria o maldito vírus capitalista de ser responsável pelo fracasso econômico da Venezuela e evocaria o sacrossanto nome do general Simon Bolívar para libertar os povos latino-americanos das malvadezas do imperialismo norte-americano.

Esta é a crônica surrealista de um delírio não anunciado.

*Jornalista


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18/05


2020

No tempo em que a Terra era plana

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – A humanidade terrestre vivencia uma experiência inédita e sem precedentes neste caso da pandemia. Certo?!  Erradíssimo. Aliás, 1345 vezes errado. Na Idade Média, idos de 1350, século 14, quando todos eram inocentes e se amarrava cachorro com linguiça, a Peste Negra, também chamada Bubônica, matou cerca de 350 milhões de almas na Eur-Ásia, causou convulsões religiosas, econômicas e sociais, mudou a história do continente e do planeta.

O maledeto coronavírus de agora é manso em comparação com a antepassada, a devastadora bactéria Yersinia pestis.

Os novos sábios do Império GAFA – Google, Apple, Facebook e Amazon --  precisam estudar e pesquisar um pouquinho para não cometer ignorações.             

A maldita bactéria Yersinia pestis não foi transmitida para os outros continentes na Era Medieval porque naquela época a terra era plana, o mundo começava e acabava na Europa e na Ásia. Havia também um pedaço de mundo pré histórico na África. Os filósofos e os Santos Papas sabiam que havia um abismo nos mares e no fim do mundo depois da linha do horizonte. As almas encantadas habitavam o Paraíso Celeste, segundo os crentes, ou o purgatório ou o inferno, lugar dos ímpios e dos pecadores.

Felizmente eu ainda não era nascido na Era Medieval, pois se tivesse nascido eu teria morrido vítima da Bubônica e não estaria hoje escrevendo estas metáforas para o magnífico blog do Magno. A TV Globo, as outras emissoras e locutores sensacionalistas da Idade Média não transmitiam histericamente o placar mundial da bactéria Yersinia porque Cristóvão Colombo ainda não havia descoberto a América e Pedrálvares não tinha aflorado nas praias de uma nação corrupta chamada Pindorama.

Os medievais viviam tristes porque não amavam os Beatles nem as canções de Cole Porter, nem os sussurros de Janis Joplin, nem as cantigas de Michael Jackson do Pandeiro.

Se na Idade Média o gov tranca-rua Paulo Câmara editasse o decreto autoritário Covid-19, para ferir o direito humano da liberdade e mandar a Polícia prender as pressoas, ele seria excomungado pelo Santíssimo Papa Inocêncio VI por cometer o pecado de massacrar o próximo, ao invés de amar o próximo. Havendo o prefeito Geraudo Julho caído na tentação diabólica de cobrar o IPTU do ano 1351, o piedoso prelado o condenaria a mil penitências com o joelho no chão, por ter cometido o pecado da usura.   

Tenho certeza que em tempos da Idade Média os governantes ladrões dos cofres públicos que se aproveitam do estado de calamidade para superfaturar contratos sem licitação seriam condenados ao fogo dos infernos, pois os ímpios e bandoleiros não são dignos do Reino dos Céus nem de comer o queijo do reino.

*Jornalista


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11/05


2020

A realidade vai além da ficção

José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Breaking news: a invasão dos bárbaros extraterrestres ao nosso planeta está sendo transmitida ao vivo, de costa a costa nos Estados Unidos da América, pela rádio CBS – Columbia Broadcasting System, com audiência de mais de 6 milhões de terráqueos. O programa relata que marcianos em fúria acionam armas mortíferas, incendeiam as cidades e lançam veneno nos rios.

São travadas batalhas ferozes entre os terráqueos e os alienígenas. Os exércitos humanos são aterrorizados. Espalhou-se o pânico na face da terra. Os crentes prostraram-se de joelhos pediram clemência ao Criador. Castigo dos céus, estavam sendo cumpridas as profecias. O mundo parou.

Aconteceu em 1938. Esta foi uma obra de ficção. Programa radiofônico “A Guerra dos Mundos”, transmitido pela CBS, criação artística do cineasta Orson Welles com base em livro de ficção científica, relatou a invasão de extraterrestres marcianos ao nosso planeta. Os alienígenas haviam desembarcado numa máquina gigante de guerra tipo um disco voador e lançam fumaça venenosa na cidade de New York.

Somente depois da transmissão os milhões de ouvinte foram alertados que se tratava de uma ficção artística. 

Em tempos da maldita pandemia, a realidade hoje vai muito além da ficção. A realidade é feito a linha do horizonte, sempre fugidia. A ficção de Orson Welles seria agora apenas uma inocente cantiga de ninar criança. “Há mais mistérios entre o céu e a terra do que supõe nossa vã filosofia”, lembra a sublime criação de William Shakespeare.   

Take it easy, brother, fique peixe, somos todos pecadores, mas os Deuses do Olimpo ainda não decretaram o trânsito em julgado do Juízo Final. A vida continua. A menos enquanto os semideuses do Olimpo em Brasília não decidirem subjugar a vida de todos os habitantes do planeta Brazil.

O santíssimo bicho-grilo evangelista João cantou as guerras do fim do mundo na epopeia do Apocalipse, o mais maravilhoso livro já escrito na humanidade terrestre. “Houve batalhas no céu” (Apocalipse 12-7). 

Os Deuses do Olimpo castigam a humanidade terrestre. Os Deuses são desumanos, demasiadamente desumanos, no dizer de Nietzsche, ou são demasiadamente Desumanos, desde os saudosos tempos do paraíso de Eva e Adão.

Até agora a humanidade terrestre não deu certo, a contar 100 mil anos de quando uma mulher feminina das cavernas deu à luz um bebê de Neandertal e depois o marmanjo se enroscou com uma  Mulher Sapiens.   

A história da desumanidade terrestre é uma história de guerras, dilúvios, pestes, pandemias, escravidão, guerras, a fome ancestral na África, terremotos, tsunamis, a servidão nos cinco continentes.

A epopeia do Apocalipse do santíssimo bicho-grilo João evangelista é a epopeia dos martírios da humanidade. 

*Jornalista


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04/05


2020

No planeta Saturno não tem disso não

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Entrevistei recentemente um extraterrestre do Planeta Saturno, meu amigo Saturnovsky, em visita ao nosso planeta para analisar a invasão dos micróbios chineses. Ele é um saturniano da gema dos anéis do planeta, parido, criado e crescido na cidade lendária de Saturnolândia. Delirar é preciso. 

Meu amigo extraterrestre ficou chocado quando eu falei que neste planeta Brazil existem vírus socialistas, conservadores, vírus da direita, vírus comunistas, vírus globalistas e vírus do Centrão. Os macróbios cultivam um micróbio político para chamar de seu. No planeta Saturno não tem disso não, disse meu amigo Saturnovsky.

Reza uma sentença proverbial que a primeira vítima nas guerras é a verdade. Os governos dos principais Estados estão em guerra com o Governo Federal em torno do vírus maledeto. A verdade sobre os óbitos nos Estados está contaminada de interesses políticos camuflados. Acamada e entubada, a verdade respira com ajuda de aparelhos de ar condicionado nos gabinetes oficiais.

Atribuir causos “suspeitos” à Covid em Pernambuco já está virando lenda urbana, tipo “depois de intenso tiroteio com a polícia, o meliante tombou suspeito de coronavírus”.

Os vírus da bala e da violência continuam a matar muito mais em Pernambuco e no Brazil. Mas a consciência nacional está anestesiada e só desperta quando ocorrem casos de grande repercussão social. Lavem bem suas consciências.

Quais as novidades nesta terra dos altos coqueiros? Eu contei ao meu amigo Saturnovsky que o socialista Paulo lidera uma dinastia infravermelha, junto com a comissária do cordão encarnado Tchê Lucianovskaya. Ao lado do cobrador de multas da CTTU e do IPTU-2021, Geraudo Julho, o camarada Kim Jong-Lucianovsky Sikera foi proclamado, desde o século passado, vice-prefeito vitalício desta cidade maurícia.

Se o vírus existe, tudo é permitido, liberou geral a farra das compras superfaturadas sem licitação. Segue em curso a temporada dos baixos instintos da corrupção.

Direita, volver, o Governo do Capitão encarna o reino do mal e recaem sobre ele os raios e tempestades, sob o signo do dragão da maldade. Em sendo autoproclamados de esquerda, os governadores se consideram credores de todas as indulgências e inocências, na licitude ou ilicitude. Que tal um governador margarina Doriana adquirir 3 mil respiradores chineses ao preço unitário de 183 mil reais e total de R$ 550 milhões, enquanto o similar nacional é cotado de R$ 40 a R$ 60 mil reais?! Não existe pecado em tempo de pandemia de corrupção.

A bordo do seu CD voador movido a álcool gel, meu amigo ET embarcou de volta aos anéis do planeta Saturno para fazer a crônica interplanetária dos micróbios políticos.  Volare, Saturnovsky, volare!

*Jornalista


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27/04


2020

A culpa é da casca de banana

Por Jose Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Um belo dia, ao caminhar numa estrada da vida, o Capitão Johnnie Bravo avistou uma casca de banana. “!Lá vou eu escorregar de novo”, avisou. Dito e feito. Atolou os quatro pés, de corpo e alma, na casca de banana, sem medo de ser infeliz. Esborrachou-se. Taokay!

A culpa é da casca de banana. A culpa é das bananas. A culpa é do bananal, protestou. Ao lado dele, à esquerda da vírgula, vinham caminhando os três zeros do Apocalipse, os detonautas  Zero 1, Zero 2 e Zero 3. Todíssimos unidos, eles deram um banana para a mundiça. Tá okay!

A vida é uma casca de banana. A política é uma casca de banana. Navegar em cascas de banana é o ofício da vida.

Eu vos direi: as bananas são inocentes. Banana dá sustança, engorda e faz crescer.

O Capitão e seus cordões umbilicais não cultivam aliados. O governo é autofágico, devora aliados. As provas estão nos autos,  senhores do conselho de sentença. Olhai o lírios dos campos, vide um Bebbiano, um general Santos Cruz, um Mandetta, o mais recente o valente e competente Sérgio Moro. Dedetizar um oportunista tipo Dória, tudo bem, pau nele.

A autofagia de que falo refere-se ao caso do aliado fiel de primeira hora, deputado Luciano Bivar, uma mulher intrépida feito a deputada Joice Hasselmann, entre outros que se tornaram alvo dos detonautas da família.

Até onde minha retina alcança Sergio Moro é herói nacional, credor de todos os louvores. Não me passa pela cabeça, nem de raspão, a ideia de que ele seja um traíra. (O bode rouco deve estar adorando) Isto não combina com a trajetória nem com o desapego dele ao poder.

A história do combate à corrupção no Brazil se divide em antes e depois do juiz Sérgio Moro e da Operação LavaJato. Apenas para lembra o óbvio, ele foi o cara que desbaratou e botou na cadeia a maior quadrilha de assalto aos cofres públicos do País. Botou na cadeia e amarrou os processos, lutando contra as forças supremas do mal. Isto não é pouca coisa. E o mais são filigranas jurídicas. Não se combate corrupção pesada com delicadezas nem com luvas de pelica.

A partir de agora o previsível é que as forças do mal irão redobrar o empenho para anular os processos das quadrilhas do Petrolão, com base na declaração, sumamente inverossímil, de que Moro tentou barganhar para ser indicado ministro do Supremo. Um cara que enfrentou e venceu tantos demônios na Operação LavaJato ... imagino que esteja acima mesquinharias, ou do contrário devemos acreditar na conspiração das cascas de banana.  

Ao meu rei, tudo, menos a honra, diz a sabedoria proverbial. Ser aliado e defensor, sim; ser capacho, never jamais.  

A fila anda. Próxima temporada qual ministro irá interpretar o papel de casca de banana? Novos episódios são previsíveis.

Este é o meu tratado filosófico sobre as cascas de bananas.  Meu colega o filósofo Nietzsche, modéstia à parte, falava no “eterno retorno”. O tema vem desde a Antiguidade. É a predestinação da vida.

*Jornalista


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20/04


2020

O AI-19 lacrou. É a ditadura horizontal

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Ditadura de esquerda, ditadura de direita, que bicho é este? A bordo do maledeto vírus chinês, a nova onda é a ditadura horizontal, o AI-19.

“Nada do que foi será/ de novo do jeito que já foi um dia/ tudo passa, tudo sempre passará”, decretou o filósofo Lulu Santos.

Ditaduras do passado? Atos Institucionais?! Tanques de guerra. Isto são vírus do passado. AI-5 é tipo um Covid-Zero. Caducou, como uma onda no mar.

No momento em que o mundo civilizado adota precauções científicas para retomar, gradualmente, as atividades econômicas, o Brazil segue na linha do mais fácil, lacrar o máximo possível e aprofundar a recessão.

Por decisão do STF os governadores e prefeitos mandam mais que o presidente da República. Quem é funcionário público e tem emprego garantido, aproveita o descanso prolongado, e o mais, comércio, serviços, que se exploda.

A novidade é editar o AI-19, por conta do estado de emergência, pra torrar dinheiro em contratos sem licitação, espionar a vida dos cidadãos e manter a ditadura do confinamento horizontal.

À moda das tropas nazistas e da KGB, a polícia prendeu, humilhou e algemou um cidadão pelo “crime” de estar sentado, sozinho e desarmado, num banco no calçadão da Av. Boa Viagem. Dizei, governador truculento Paulo Câmara: o nome disto é o que? Democracia?! Estado de Direito?! Se for corrupto, bandido ou ladrão, não poderá ser preso e nem em terceira instância.

Dirão que não foi preso, foi apenas detido. Algemado,  humilhado, agredido e conduzido até a delegacia debaixo de tapas e beijos, pero sem perder la ternura jamais.Cinismo.  

Que tal editar o AI-19 numa ilha turística de 3.500 habitantes?! Os ilhéus estão sendo obrigados a preencher um requerimento, à moda da ditadura cubana, ao sair de casa para fazer compras na padaria ou na farmácia. Se deixar de preencher o formulário será preso e humilhado em primeiríssima instância. Faz lembrar o Grande Irmão-Big Brother de George Orwell no livro “1984”. “O Grande Irmão está te observando”, dizia o ditador. O livro foi inspirado na figura sinistra do ditador soviético Joseph Stalin.     

Há muito tempo Pernambuco vivencia uma pandemia de tiros, facadas, acidentes de carros e de motos, diabetes. Não de agora, há muito tempo foi decretado, com trânsito em julgado, o colapso do Hospital da Restauração, do Hospital Oswaldo Cruz, das unidades de saúde no geral que atendem pelo SUS. 

Sempre haverá em Pernambuco, numa população de 10 milhões de habitantes, 200 ou 300 casos de doenças respiratórias. E sempre haverá uma centena de mortes por doenças no pulmão, tuberculose ou infecções do gênero. A depender destas estatísticas, nunca mais o comercio regular de Pernambuco será reaberto.

A China Continental que exportou o vírus também construiu a Grande Muralha, uma das sete maravilhas do mundo, bem lembrado pelo nosso amigo, o querido deputado Inocêncio Oliveira. Digo eu, precisamos construir muralhas bioquímicas contra o novo coronavírus e também contra o novo arbítrio da ditadura horizontal.

*Jornalista


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Comentários

adalberto ribeiro

Esta Foto pedindo que militares fechem o Congresso ou intervenção militar não tem a ver com meu artigo



13/04


2020

Zeus me livre de acreditar num Deus do ódio

Por Jose Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Existe uma lenda no Hemisfério Norte de que abril é o mais cruel dos meses. A crueldade fica por conta das nevascas, do gelo, do confinamento nas lareiras. O genial T. S. Elliot traduz no tom poético:

“Abril é o mais cruel dos meses,

Germina lilases da terra morta, mistura

Memória e desejo, aviva

Agônicas raízes com a

Chuva da primavera”

Este ano no hemisfério Norte, no planeta, no hemisfério Brazil, no hemisfério do bairro das Graças, da Jaqueira, da Serra da Borborema et Orbi – a crueldade ficou por conta da curva ascendente/ou declive do maledeto inseto chinês. As penitências e a Ressurreição da Quaresma transcorrem em meio a horizontes sombrios.

Além da politização do vírus, também existe um componente de crendice nesse capítulo da pandemia. Pessoas alienadas, por ignorância ou inocência, atribuem as doenças a um castigo dos céus, dizem que as profecias estão sendo cumpridas.

O Deus criador do universo, regente das estrelas e dos planetas, é uma grandeza infinitamente além de instintos perversos. Zeus me livre de acreditar num Deus do ódio que comanda vírus para provocar tragédias e se vingar da humanidade pecadora.

Na Idade Média, ainda não havia acontecido o festival de sexo, drogas e rock n’roll de Woodstock, nem as surubas do Big Brother Brazil, nem peças de teatro chamando o  Divino Nazareno de gay. Nem a cocaína rolava nas noites de New York. Nem os maconheiros de Jamaica navegavam no nirvana. Mesmo assim, a Peste Negra dizimou mais de 150 milhões de almas.

Os bacanais sempre existiram desde os tempos do presidente Nero e de Sodoma e Gomorra. Vem daí o ibope das novelas da Globo.

Os globalistas preconizam a formação de um organismo planetário para governar as nações, assim tipo a ONU, com poderes de fato e de direito sobre todos os governos nacionais.

Noves fora teorias conspiratórias, vale a constatação de que instituições internacionais tipo a Organização Mundial de Saúde (OMS) opera na condição de afiliada do império comunista da China. O dirigente máximo veio de uma facção marxista-leninista da Etiópia.

A Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), braço regional da OMS, funciona como mão-de-força ideológica no continente.

A pandemia desnuda o potencial das guerras bacteriológicas, mais que os arsenais atômicos dos Estados Unidos, da China e da Rússia.

*Jornalista


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06/04


2020

O vírus virou um animal político

Por Jose Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – O vírus está sendo politizado, ideologizado. Aristotelicamente, o vírus virou um animal político. Em tempos autoritários afloram as maldades humanas e desumanas.

A pandemia também suscita e uma guerra de comunicação.  O combate ao governo está sendo conduzido com a mesmo virulência do combate ao vírus, ou vice-versa.   

O Capitão amplia frentes de batalha em todas as áreas e vez por outra emenda os bigodes até com o ministro Mandetta. Já brigou com Bebianno, o General Santos Cruz, com Joice Hasselman, com o pornô Alexandre Frota, com Luciano Bivar, o major Olimpio, com o governador Ronaldo Caiado, com Dória, com Witzel, com a Folha de S. Paulo, com a Globo, com a mãe de pantanha. A outra metade briga com ele. O filósofo Olavo de Carvalho bota lenha na fornalha.

Faz parte da síndrome antropofágica, devorar a si mesmo. Só não briga com o líder no Senado, Fernando Bezerra Coelho, porque o cara é ninja, sabe trabalhar.

Assim como foi gerada ao longo do tempo a onda anti-PT e anti-Lula, está sendo alimentada, de grão em grão, a onda anti-Bolsonaro. Convém não subestimar, a soberba é má conselheira.

O comandante em chefe da Embratur, multi colaborador Gilson Machado Neto, deve estar ligado em acionar aliados fiéis na área de comunicação para explorar a derivada positiva do governo.     

Ex ministro da Cidadania e adversário do ministro Mandetta, o médico gaúcho Osmar Terra lança proposta heterodoxa contra o confinamento amplo, geral e irrestrito da manada, como sendo antiprodutivo e desnecessário.

Chamado de “Osmar Trevas” e hostilizado pela turma-cabeça, o Dr. Osmar jura que a Organização Mundial de Saúde (OMS) opera como um aparelho de esquerda cujo dirigente máximo é de origem marxista-leninista na Etiópia a serviço da ditadura comunista da China.

Desde os primórdios os vírus e as bactérias flagelam a humanidade terrestre. Os beatos e os crentes fanáticos acreditam na vingança divina contra a humanidade pecadora. São doidos varridos. O Deus cósmico e universal que rege as galáxias e as estrelas é uma grandeza infinitamente além de microcosmos terrestres. 

Imaginem que daqui a três ou quatro meses ou um ano, se Zeus quiser e os pesquisadores também, a pandemia será vencida pela ciência, o vírus será esquadrinhado, haverá controle ou vacina. Aleluia, aleluia!  

Todos nós somos macróbios que transportamos centenas de milhões de micróbios-bactérias na pele, na boca, garganta, nas tripas, no corpo todo. Os cientistas chamam de microbioma, ou seria macrobiomas. Os alimentos que ingerimos são metabolizados no trato intestinal, no sangue,  até a despedida dos restos mortais dos nutrientes na porta de saída. Isto nivela a humanidade, de reis a plebeus.

Até hoje o Homo Sapiens não conseguiu construir uma armadura para se blindar contra esses inimigos microscópicos.

*Jornalista


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30/03


2020

Darth Vader e o vírus das trevas

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – O Efeito Borboleta é uma realidade. O bater de asas de uma borboleta no Japão produz terremotos nos quadrantes da terra. Faz parte da Teoria do Caos em forma de alegoria. Na versão da bem-aventurança o beijo de beija-flor no luar do sertão ilumina os cientistas na descoberta de vacinas e irradia esperanças nos corações humanos.

Está decretada a Primeira Guerra Cibernética Planetária. Um vírus bateu asas nas cavernas da cidade de Wuhan na China e abalou as placas tectônicas do planeta. Os vírus navegam na velocidade da peste bubônica e na velocidade de Dom Flash, o velocista escarlate.

Desde a Peste Negra na Idade Média, os bichos invisíveis matam mais que as bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki. Só não matam mais que comunistas e nazistas, genocidas de milhões de humanos.     

Com sua mascara de aço e respiração mecânica, o herói Darth Vader combate o vírus Cavaleiro das Trevas em Ameaça Fantasma.

Vade retro, coronavirus maledeto!  

O genial Michael Jackson cantava e dançava na lua – Moonwalk, lindo, emocionante!  Darth Vader, o herói da Guerra nas Estrelas, foi nascido Skywalker, o caminhante do céu.   

A metáfora do Efeito Borboleta me veio à lembrança ao ler artigo do guru tributário Everardo Maciel, em torno de uma preconizada moratória tributária por conta da tragédia do vírus. “Jamais foi tão dolorosa a expressão real de uma alegoria do Efeito Borboleta, extraída da Teoria do Caos: uma borboleta bate as asas em Pequim e produz um terremoto em San Francisco”.   

Falar em moratória, ah inocente! O previsível é que os donos do Fisco irão aproveitar a crise para esfolar ainda mais os pagadores de impostos. Faz parte da natureza do escorpião.    

Criatura de boa fé, Everardo propõe um refrigério nos litígios e cobranças tributárias do governo. Abril é o mês de arrastão do Imposto de Renda. Assim feito os vírus e as bactérias, os vilões da Receita Federal despejam bombinhas atômicas nas cabeças das pessoas físicas, pessoas bioquímicas e pessoas jurídicas.

Figura inoxidável, Everardo sabe tudo sobre o sistema tributário, sabe tudo e mais um delta Y. À moda do filósofo grego Sócrates, deveria desaprender muitas coisas para se tornar mais sábio. Também erra ao digitar a palavra “contribuinte”, uma miragem, quando o nome certo é “pagador”, ou “paciente”.

Um agente do Fisco bate asas a bordo do sistema tributário e estremece o coração do Brazil. Eis a teoria do Efeito Terremoto da descarga tributária.

*Jornalista    


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23/03


2020

Os vírus conspiram contra a humanidade

Por Jose Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Século 14, anos mais ou menos de 1343 a 1353, a peste negra dizimou um terço da população da Eurásia (atual Europa e Ásia), algo em torno de 150 milhões de almas. Hoje seria mais que toda a população da China. A peste era transmitida pela bactéria Yersinia Pestis através das pulgas dos ratos pretos. O bicho da Peste Negra veio da Rota da Seda na China, e o Coronavírus também.

Tempos medievais, havia a crença de castigo dos céus diante dos pecados da humanidade terrestre. Deus, ou os deuses, segundo a crença, era vingativo, implacável diante dos hominídeos pecadores. Não bastava condenar os pecadores ao fogo eterno do inferno, a religião também condenava os degredados de Eva e Adão a sofrimentos cruéis neste vale de lágrimas.

O Continente demorou mais de dois séculos para se recuperar da tragédia, a maior pandemia da historia da humanidade.

Ou seria a Peste Negra naqueles tempos medievais, segundo os fanáticos, a expiação dos pecados assim feito os sofrimentos de Jó: “Deus permitiu que Satanás tirasse os bens e a família de Jó e que lhe afligisse com úlceras malignas...”

O Deus implacável dos Sofrimentos de Jó não combina com o Deus cósmico e universal, nem combina com o humanamente divino de Spinoza:

“Pare de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que você mesmo construiu e acredita ser a minha casa! Minha casa são as montanhas, os bosques, os rios, os lagos, as praias, onde vivo e expresso Amor por você. Pare de me culpar pela sua vida miserável! Eu nunca disse que há algo mau em você, que é um pecador ou que sua sexualidade seja algo ruim. O sexo é um presente que lhe dei e com o qual você pode expressar amor, êxtase, alegria. Assim, não me culpe por tudo o que o fizeram crer.

“Pare de ter medo de mim! Eu não o julgo, nem o critico, nem me irrito, nem o incomodo, nem o castigo. Eu sou puro Amor”.

O século 20 foi o século das guerras, das atrocidades e genocídios cometidos por comunistas e nazistas e das bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki no Japão. E foi também o século da descoberta da penicilina e das vacinas. 

Aterrorizante é saber que pela primeira vez na história um vírus paralisou o planeta, irá afetar a saúde dos povos e a economia mundial.

Existe o princípio de que as nações se unem em tempos de guerra. Pandemia é mais que uma guerra. Nosso País e o mundo estão à beira de uma recessão/depressão econômica, com resultante de desemprego em massa e crise social. Eis uma triste realidade no momento em que o País começava a recuperar empregos.

Desviar o foco no enfrentamento da pandemia e fazer oposição mesquinha ao governo é atitude leviana e antipatriótica. Faz parte do fanatismo ideológico vermelho.

*Jornalista


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16/03


2020

O amor nos tempos do Coronavírus

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – “O amor nos tempos do cólera”, eis um romance maravilhoso, de Gabriel Garcia Marques, o genial Dom Gabo, ficção com tinturas de realismo mágico.  Hoje seria “O amor nos tempos do Coronavírus”. 

A inspiração do enredo vem da seiva do amor em família. O pai de Dom Gabo, Gabriel Eligio Garcia, telegrafista, violonista e poeta, vivenciou um amor proibido.

O vibrião colérico infestava os ares e os lares da cidade lendária  de Cartagena de Las Índias, no Caribe. O amor impregnava o coração dos jovens Fermina Daza, uma deusa coroada, e Florentino Ariza, humilde telegrafista, violonista e poeta. Mas, no meio do caminho havia o coração colérico do coronel Lorenzo Daza, pai da donzela.

“Afaste-se do nosso caminho”, ordenou o coronel Lorenzo Daza.  Fermina foi mandada em viagem a um porto distante de modo a esquecer o amor de Florentino. O coração dela estava reservado para o doutor Juvenal Urbino, um médico afamado, figura aristocrática e Comendador da Legião de Honra. Feito um São Lucas, médico de homens e de almas, ele cuidava dos desvalidos enfermos do vibrião colérico.

O doutor Juvenal Urbino casou com Fermina Daza e o poeta Floretino Ariza ficou na sofrência. O vibrião colérico barbarizava e o coração de Florentino Ariza flamejava de amor.   

Qual a terapia para exterminar o vibrião colérico? Tiros de canhão com pólvora eram detonados para purificar os ares pestilentos e apascentar o coração de Fermina Daza. 

Muitas luas se passaram. Um belo dia, o doutor Juvenal Urbino morre de morte morrida. (A descrição sobre a morte do Doutor Juvenal Urbino é uma das páginas mais belas e comoventes da literatura latino-americana).      

Florentino Ariza continuava ligado na virtuosa viúva.  Foi visitar o velório, um olho no caixão, outro na criatura. Fermina, meu coração por ti gela, estou aqui para ti consolar. Perguntou a ela: vc faz parte do Instagram? Que tal a gente dar um rolé na night para tomar um vinho?! Fermina ficou ligada. 

Para encurtar a história, a viúva Fermina Daza ainda dava um bom caldo e o caçador Florentino Ariza aproveitou para tirar o atraso.   

Os vírus afligem a humanidade desde os primórdios. As paixões incandescem os corações humanos desde as cavernas.

*Jornalista


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