
Oposição só sabe choramingar
Eduardo Campos abriu uma dianteira de 38 pontos para Jarbas, segundo pesquisa Vox Populi. O governador tem um governo bem avaliado, está na mídia e faz muita propaganda, igual a Lula. Seu favoritismo, entretanto, não está circunscrito apenas a isso. A verdade é que existe um grande vácuo na política pernambucana e é em cima dele que Eduardo constrói o caminho da reeleição.
Em três anos, a oposição calou. Jarbas, principal líder do campo adversário, não critica o governo, não se movimenta e fica apenas esperando um clareamento do plano nacional para definir se sai para o enfrentamento a Eduardo. Espertamente, o governador age como se o jogo estivesse zerado. Trabalha 15 horas por dia e faz política até dormindo.
Diferente de Jarbas, um político urbano, Eduardo gosta do Interior, sabe ternurar prefeitos e principalmente aliados derrotados. Aliás, observei no seu último giro ao sertão que conhece até os vereadores pelo nome. Com ele, não há distanciamento nem formalidades.
A matutada adora o seu estilo cativante e sedutor. Enquanto isso, o que a oposição faz? Absolutamente nada! Para não ser injusto, faz sim, choramingar pelos corredores. Não se ganha eleição com choro. Mas com uma oposição competente, disposição para lutar e propostas que convençam o eleitorado.
SEM OLHO NO TCE – Em email à coluna, o vice-governador João Lyra Neto acaba com as especulações de que estaria interessado em virar conselheiro do Tribunal de Contas. Ressalta sua admiração à corte, lembra que está se afastando da pasta da Saúde em março, para deixar seu nome disponível ao governador. “Minha decisão é continuar na vida política e partidária e me sinto muito honrado na condição de vice de Eduardo, que tem se revelado uma forte liderança nacional”, enfatiza.
Na marca do pênalti -
Em dois jogos adversos seguidos, o presidente do Santa Cruz, Fernando Bezerra Coelho, ganhou, definitivamente, a antipatia da torcida e tem se revelado um tremendo pé-frio. Na quarta-feira passada, largou a comitiva do governador no sertão para acompanhar o massacre do time diante do Sport.
Prefeito mostra independência - O prefeito de Petrolina, Júlio Lóssio, ignorou as orientações do diretório estadual do PMDB e participou da convenção de sábado passado, em Brasília, que reconduziu o presidente Michel Temer. Mostrou que tem cabelo na venta, mas sua rebeldia pode lhe custar caro. Afinal, foi o PMDB pernambucano o principal responsável pela ação para adiar a convenção do partido.
Sem punição - O presidente do PMDB, Dorany Sampaio, nega, entretanto, que o partido possa cobrar do prefeito de Petrolina explicações para o gesto rebelde. “Nós reforçamos o diretório de São Paulo a tentar cancelar a convenção, mas não proibimos ninguém de ir a Brasília”, disse. Júlio votou na chapa oficial.
Firme e forte -
O presidente do PSDB, Sérgio Guerra, culpa o presidente Lula e seus asseclas pela boataria de que Serra desistiria da disputa. “No jogo sujo dos nossos adversários, a última baixaria é mostrar nosso candidato como fujão, mas isso não vai colar”, afirmou. Segundo ele, José Serra está firme e forte.
Curtas
BAIXA 1 – Mais um auxiliar se desgarrou da equipe do prefeito de Petrolina, Júlio Lóssio, que já perdeu dos secretários de Saúde e um de Educação. Desta feita a baixa se deu na Defesa Social. Murilo Cavalcanti diz que volta à vida privada.
BAIXA 2 – Murilo, aliás, fez um excelente trabalho em Petrolina, ajudou a reduzir a violência, como reconheceu o governador na sua passagem pela cidade, na semana passada. Ele está abrindo em Petrolina uma mega casa de eventos.
O RICAÇO– Segundo a revista Veja, o senador Tasso Jereissati, que controla, hoje, 40% da produção e distribuição do refrigerante Coca-Cola no Nordeste, tenta adquirir os outros 60%, que pertencem à holding da gigante americana.
'O rico domina sobre os pobres, e o que toma emprestado é servo do que empresta'. (Provérbios 22-7)