Alexandre Santos*
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Em 05 de outubro, o eleitorado brasileiro se deparou com uma bela novidade. Pela primeira vez, numa eleição municipal, no elenco das alternativas partidárias, encontrou o P-SOL, partido criado há pouco mais de três anos e que, até então, só havia disputado eleições nacionais e estaduais.
Decidido a cumprir um projeto nacional de transformação política, econômica e social, o P-SOL disputou eleições em 428 municípios por todo o país, sendo o partido que mais disputou capitais. Os deputados federais Luciana Genro, Ivan Valente e Chico Alencar entraram na luta e apresentaram seus nomes aos eleitorados de Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro respectivamente. De sua parte, a ex-senadora Heloísa Helena, presidente nacional do partido, concorreu à Câmara Municipal de Maceió, arrebatando o coração de mais de 25 mil alagoanos para garantir a eleição de dois vereadores do P-SOL.
Em Pernambuco, o P-SOL disputou as eleições em 11 importantes municípios, incluindo seis cidades da Região Metropolitana do Recife (Recife, Olinda, Jaboatão dos Guararapes, Cabo de Santo Agostinho, Paulista e Camaragibe) e, ainda, cidades importantes como Palmares, Bom Jardim, Surubim, Petrolina, onde alcançou a preferência de 2,46% do eleitorado, e Garanhuns, onde conquistou 2,28% dos votos.
Em Recife, o P-SOL disputou as eleições apresentando a candidatura de Edílson Silva a prefeito e de mais 15 candidatos a vereador. Sob a liderança do candidato a prefeito, o partido viveu uma epopéia que marcou a história política do Estado, rompendo a camisa de força que pretendeu minimizar a importância do P-SOL e igualá-lo a outros partidos. Ao final da eleição, os resultados oficiais do pleito majoritário indicaram a conquista de 3,05% dos votos. Este resultado, além de significar o reconhecimento do povo recifense a seriedade como o partido conduziu a campanha eleitoral – levantando temas de interesse da sociedade, desmistificando a propaganda eleitoral enganosa e denunciando a malversação do patrimônio público –, confirmou a simpatia sedutora do P-SOL e, ainda, consagrou o presidente estadual do partido, Edílson Silva, como umas das principais referências políticas do Estado.
Na campanha eleitoral, sempre enfatizando que o discurso local se enquadra no projeto nacional do partido, o prefeiturável Edílson Silva desenvolveu uma plataforma baseada em três eixos, a saber: a democratização da gestão municipal, a priorização das periferias e a defesa do meio ambiente. Reformas no serviço público municipal com a auditoria dos grandes contratos e concessões de serviços públicos, estatização de gestão pública com o preenchimento de todos os cargos e funções a partir do segundo escalão por funcionários de carreira qualificados e estimulados, funcionamento independente e autônomo da auditoria interna da administração municipal; democratização e racionalização do orçamento municipal, reabertura do processo de revisão do Plano Diretor, implantação efetiva do Planejamento Participativo com aperfeiçoamento do sistema de Orçamento Participativo, descentralização do processo de compras e aquisições como forma de gerar emprego e renda, especialmente na periferia, criação de centros populares de cultura, arte, esporte e lazer como forma de atender necessidades das comunidades mais vulneráveis, instituição do Orçamento Participativo Ambiental, com estabelecimento de metas coletivas de redução do consumo de água e de energia e de produção de lixo como forma de estímulo a participação da população recifense no esforço de preservação ambiental foram alguns dos temas que entraram na ordem do dia, estimulando discussões nos mais diversos segmentos da sociedade.
Não foi à toa que o P-SOL e seu candidato Edilson Silva despertaram paixões e renovaram a esperança daqueles que acreditam na possibilidade do mundo político ser capaz de contribuir para a melhoria das condições de vida de todos.
Com o suporte político dos 25.568 recifenses que, através do voto, manifestaram apoio à proposta defendida pelo nosso presidente estadual Edilson Silva e, ainda, de todas as pessoas que embora não tenham tido a chance de confirmar o desejo eleitoral proclamaram confiança em nossa mensagem, o P-SOL vai exercer uma oposição firme e conseqüente, fiscalizando, cobrando e apontando ao poder público municipal caminhos que melhor interessam ao Recife e seu povo. O P-SOL veio para ficar. Veio para dar abrigo e voz ao povo sofrido e excluído que, por todas as razões, não conseguem ser ouvidos nos circuitos do poder.
*Presidente municipal do Partido Socialismo e Liberdade (P-SOL) em Recife