Estão praticamente rompidos os dois principais líderes da oposição na Câmara - Onyx Lorenzoni (RS), do DEM, e Antônio Carlos Pannunzio (SP), do PSDB. Foi preciso a interferência dos líderes no Senado, Arthur Virgílio (PSDB-AM) e José Agripino Maia (DEM-RN), para que Pannunzio e Lorenzoni aceitem voltar a conversar.
Motivo da encrenca: a disputa pelo cargo de líder da Minoria na Câmara, que cabe ao maior partido da oposição. Era ocupado por Julio Redecker (PSDB-RS), morto no acidente da TAM em Congonhas. Na terça-feira, Pannunzio foi surpreendido numa reunião de líderes pela presença do colega André de Paula (DEM-PE) como líder da Minoria. Protestou dizendo que não havia sido informado da mudança e que o cargo pertencia a Zenaldo Coutinho (PSDB- PA).
Há toda uma discussão sobre o tamanho das bancadas em torno do assunto. Mas o mais importante é que já não há a menor confiança entre os dois líderes. Lorenzoni explica:
- Eu disse aos senadores que aceito conversar com os tucanos e chegar a um acordo. Não estou inflexível. Mas a verdade é que descobrimos que eles estavam agindo por baixo do pano. Nem tínhamos notado que o PSDB já não dispunha mais de 60 deputados, ficou com 57. Quando vimos, eles estavam arregimentando seus deputados que ocupam secretarias estaduais para fazerem número provisoriamente aqui. Chegaram ao cúmulo de filiar ao PSDB um deputado nosso, o Gervásio Silva (SC), para aumentar a bancada deles.
(Do Blog dos Blogs - Tales Faria)