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>> Salvadores da pátria: a força está dentro de nós

>> Sede da Veja é pichada em São Paulo

>> Debate: driblar perguntas embaraçosas foi a regra

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Zeus nos livre das sete pragas dos gafanhotos vermelhos - José Adalberto Ribeiro


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25/10/2014
Minha Casa, Meu voto

 As inaugurações do programa Minha Casa, Minha Vida se transformaram em uma das principais armas eleitorais da campanha de Dilma Rousseff no segundo turno. Os eventos, com elogios à petista e ao investimento do governo federal em moradia popular, são comandados pelos ministros Gilberto Occhi (Cidades) e Miriam Belchior (Planejamento). Nas últimas três semanas, eles visitaram 21 cidades e entregaram ou assinaram contratos para a construção de mais de 16 mil apartamentos. A informação é de Bernardo Mello Franco, na Folha de S.Paulo deste sábado. Com mais detalhes:

Em Dourados (MS), no dia 18, Occhi deu os créditos à petista. "É mais um programa aprovado pela presidente Dilma e que a Caixa está fazendo."

No dia 29, em Abreu e Lima (PE), Miriam Belchior foi mais direta: "Trago um abraço muito apertado da presidente Dilma Rousseff a todo mundo que está aqui. É muito gratificante pra nós que estamos em Brasília fazendo as coisas andarem".

Após o ato de Dourados, Occhi negou interesse eleitoral à imprensa local: "Seria melhor que as casas já tivessem sido entregues, mas seria muito pior se esperasse a eleição passar para entregar. Isso aqui não tem nada a ver com campanha".

O Ministério do Planejamento diz que "as agendas são realizadas na medida em que empreendimentos ficam prontos". Segundo o Ministério das Cidades, a entrega é feita "de acordo com a conclusão da obra".



Escrito por Magno Martins, às 05h54

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25/10/2014
Uma eleição de recordes

Fernando Rodrigues - Folha de S.Paulo

 Como a democracia brasileira é jovem, a cada eleição registram-se alguns ineditismos. Será assim amanhã, com a escolha do próximo presidente da República.

Se Dilma Rousseff (PT) ganhar mais quatro anos no Planalto, ela será a primeira mulher a conseguir tal feito. Estará também consignada uma outra lógica: presidentes que disputam a reeleição têm sucesso nas urnas. Foi assim com Fernando Henrique Cardoso, em 1998, e com Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006.

Em caso de vitória, Dilma governará até 2018, quando o PT completará 16 anos no poder. Nunca na história verdadeiramente democrática do Brasil um único partido comandou o país por tanto tempo.

Na hipótese de Aécio Neves (PSDB) ganhar, sua vitória significará a chegada ao poder do primeiro político que fez carreira majoritariamente no Brasil pós-ditadura. Seria uma troca geracional relevante num país que muitas vezes vive mais do passado do que do presente ou do futuro.

Mas o maior recorde talvez seja a realização das eleições em si. Apesar do clima beligerante entre os candidatos a presidente, não há dúvidas na sociedade a respeito da lisura da disputa --o nível de fraudes ou urnas com defeito fica sempre perto de 0,5% do total.

Tampouco se coloca em dúvida a solidez das instituições: ganhe quem for, tomará posse no dia 1º de janeiro de 2015. Nessa data, escrevo isso sempre e acho importante repetir, o país terá realizado sete eleições presidenciais diretas consecutivas com a posse do eleito. O fato é único na história brasileira.

O aspecto negativo da atual corrida presidencial fica para o quadro político fracionado que vai emergir na segunda-feira. O próximo presidente terá enormes dificuldades na construção de algum consenso. É um desafio que nenhum dos anteriores enfrentou e será mais um teste sobre o grau de maturidade da democracia local.



Escrito por Magno Martins, às 05h50

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25/10/2014
Joaquim Barbosa se omite e frustra seus admiradores

Blog Diario do Poder

 Joaquim Barbosa abandonou o Supremo Tribunal Federal quando mais ele era necessário, para alegria dos mensaleiros – que já voltam para casa. Prometeu um livro revelador, e recuou. Jurou protagonismo na campanha, e se omitiu. De forma vexatória, o “juiz do Brasil” saiu do País pela porta dos fundos para estar no exterior no dia da eleição, sem assumir lado nem sob proteção da cabine indevassável da urna.

Admirado por grande parcela da opinião pública, Joaquim não poderia se esquivar de marcar posição, contra ou favor, Dilma ou Aécio.Joaquim Barbosa ainda tomou lição cívica de garotos como Neymar, que assumem a responsabilidade de líderes, tomando posição firme.

Arredio a entrevistas, até porque nelas raramente se sai bem, Joaquim Barbosa emudeceu até mesmo no Twitter, onde prometeu “bombar”.



Escrito por Magno Martins, às 05h40

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25/10/2014
Salvadores da pátria: a força está dentro de nós

Carlos Chagas

[....]ninguém se iluda quanto às promessas de campanha dos candidatos. Foram expedientes visando angariar votos e assegurar o poder para os grupos organizados em torno deles. Para melhorar a vida de cada um, tudo dependerá apenas de nós, acima e além de ideologias, partidos, religiões, raças e demais valores vigentes.

Sendo assim, seria melhor deixar assentar a poeira das campanhas e indagar como poderemos, cuidando de nossos interesses e cultivando nossas concepções, contribuir para o aprimoramento do conjunto. Nenhum gesto heroico ou estoicismo exagerado se tornará necessário. Basta seguir vivendo dentro das normas inerentes à pessoa humana, atentos ao desenvolvimento material à nossa volta.

Por tudo isso, torna-se imprescindível rejeitar a figura de salvadores da pátria, de milagreiros e condutores de povos. A força para seguir adiante está dentro de nós mesmos, entre conquistas e adversidades.



Escrito por Magno Martins, às 05h40

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25/10/2014
Sede da Veja é pichada em São Paulo

Manifestação contra publicação da "Veja" espalhou lixo em frente a prédio da Editora Abril
Manifestação contra publicação da "Veja" espalhou lixo em frente a prédio da Editora Abril

Em protesto contra reportagem da revista 'Veja', cerca de 50 pessoas picharam a sede da editora Abril em São Paulo e espalharam edições picadas da 'Veja' diante do prédio nesta sexta-feira (24). Na calçada e nas paredes da Abril foram escritas as frases 'Veja mente' e 'Fora Veja'.

Após a presidente Dilma Rousseff utilizar o horário eleitoral para criticar a reportagem publicada pela 'Veja', a revista divulgou nota em que negou ter aberto exceção ao antecipar sua distribuição para a antevéspera das eleições presidenciais deste ano.

'Em quatro das últimas cinco eleições presidenciais, VEJA circulou antecipadamente, no primeiro turno ou no segundo', diz o texto distribuído pela revista.

Segundo a nota, os fatos narrados na reportagem ocorreram na terça-feira (21), a apuração sobre eles começou no mesmo dia, mas a revista 'só atingiu o grau de certeza e clareza necessária para publicação' na tarde de quinta.

A 'Veja' também diz que Dilma, ao atacar a revista, criticou o 'mensageiro', mas que o 'cerne do problema' foi produzido pelos fatos 'degradantes' na Petrobras.

A revista termina dizendo que reconhece em Dilma uma defensora da liberdade de imprensa e que espera que essa qualidade não se abale quando são revelados fatos que lhe 'possam ser pessoal ou eleitoralmente prejudiciais'.

Na seção 'Carta ao Leitor' de sua edição desta sexta, a 'Veja' disse que 'não publica reportagens com a intenção de diminuir ou aumentar as chances de vitória desse ou daquele candidato', mas sim para 'aumentar o grau de informação de seus leitores sobre eventos relevantes'.   (Da Folha de S.Paulo)



Escrito por Magno Martins, às 04h20

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25/10/2014
Debate: driblar perguntas embaraçosas foi a regra

Dilma e Aécio respondem a indecisos e mantêm tom agressivo no último debate (Dilma e Aécio respondem a indecisos e mantêm tom agressivo no último debate (Dilma e Aécio respondem a indecisos e mantêm tom agressivo no último debate (AP)))

Clovis Rossi - Folha de S.Paulo

Ensaio tira espontaneidade da discussão; impossível dizer quem ganhou, e provavelmente mudaram pouco os votos

CANDIDATOS ADOTAM UM MANUAL COM UMA REGRA BÁSICA: JAMAIS RESPONDER DIRETAMENTE A UMA PERGUNTA EMBARAÇOSA

O jornalismo e o mundo político parecem sofrer do que se poderia chamar de 'síndrome de Kennedy-Nixon'.

Explico: em 1960, o democrata John Kennedy e o republicano Richard Nixon travaram os primeiros debates da história pela televisão. Foram quatro e, no primeiro deles, Kennedy estraçalhou Nixon. Acabou eleito.

Nos 54 anos seguintes, sempre os jornalistas e os políticos esperavam que algum Kennedy abatesse algum Nixon.

Nunca ocorreu. Quer dizer, houve o episódio do debate Lula/Collor, em 1989, em que uma edição espantosamente favorável a Collor pela TV Globo (não o debate em si) ajudou o candidato afinal vencedor.

Neste ano, a 'síndrome Kennedy-Nixon' não funcionou de novo nem nesta sexta-feira (24) nem nos três debates anteriores.

Candidatos e marqueteiros aprenderam daquele embate inicial e adotam, sempre, um manual de comportamento com uma regra básica: jamais responder diretamente a uma pergunta embaraçosa.

Exemplo desta sexta-feira: Aécio insistiu em cobrar de Dilma uma posição a respeito da condenação de José Dirceu. Dilma insistiu em desviar o assunto para o escândalo do mensalão mineiro, pelo qual ninguém foi punido.

Uma segunda regra de ouro: repetir à exaustão promessas, propostas, críticas e comparações (naturalmente desfavoráveis ao adversário) feitas durante o horário eleitoral gratuito.

Ou seja, repete-se, na medida do possível, o que é exaustivamente ensaiado, o que tira parte da espontaneidade da discussão.

Foi o que aconteceu nesta sexta-feira.

Nem a denúncia que a revista 'Veja' levou à capa de uma edição antecipada foi capaz de eletrizar de fato o debate da Globo.

Não que tenha sido suave. Nem é para ser. Mas não houve baixaria.

Impossível dizer quem ganhou, seja na sexta-feira, seja no conjunto dos quatro debates. Muito provavelmente, mudaram pouco os votos, tanto que, na única pesquisa divulgada sobre debates anteriores, a maioria não soube dizer quem ganhou.



Escrito por Magno Martins, às 03h40

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25/10/2014
Debate: corrupção esquenta enfrentamento Dilma-Aécio

O Globo

No último debate da campanha presidencial, nesta sexta-feira à noite, na TV Globo, a troca de acusações que marcou a campanha veio logo no início do embate entre a presidente Dilma Rousseff (PT) e o senador Aécio Neves(PSDB). O tucano, em sua primeira intervenção, disse que era alvo de boatos, como o de que tiraria do cadastro beneficiados pelo Bolsa Família, e lembrou o escândalo da Petrobras, com as denúncias veiculadas esta semana pela revista “Veja”, segundo as quais o doleiro Alberto Youssef acusou Dilma e e o ex-presidente Lula de saberem dos desvios na estatal.

— Essa campanha vai passar para a História como a mais sórdida. A calúnia e a infâmia foram feitas não só em relação a mim, em relação a Eduardo Campos, a Marina. Isso é um péssimo exemplo. A revista publica que um dos delatores disse que a senhora e Lula tinha conhecimento da corrupção na Petrobras. A senhora sabia da corrupção na Petrobras?

Em resposta, Dilma acusou o tucano de fazer uma campanha “extremamente agressiva” contra ela e negou as denúncias. Afirmou que a revista faz “oposição sistemática” aos governos petistas e promove um “golpe eleitoral”.

— A “Revista Veja” não apresenta nenhuma prova do que faz. Manifesto a minha inteira indignação porque a revista tem hábito de, na reta final das campanhas, tentar dar um golpe eleitoral e isso não é a primeira vez. Fez em 2002, em 2006, em 2010 e agora faz em 2014. O povo não é bobo e sabe que está sendo manipulada essa informação porque não foi apresentada nenhuma prova. Irei à Justiça para me defender.

COMPARAÇÕES ENTRE GOVERNOS

Aécio manteve a ofensiva e, ao abordar os problemas de infraestrutura do país, criticou o governo federal por ter investido R$ 2 bilhões na construção do Porto Muriel, em Cuba, quando, disse, o país carece de investimentos em ferrovias e portos. Na resposta, Dilma usou a estratégia, repetida ao longo do debate, de comparar os governos petistas com os de Fernando Henrique Cardoso. Disse que a iniciativa será benéfica para empresas brasileiras e afirmou que o ex-presidente também financiou empresas para “colocar produtos em Cuba e Venezuela”.

Nas seguidas comparações que fez com governos tucanos, Dilma acusou o PSDB de ter deixado o Banco do Brasil com uma “grave dívida” e de ter quebrado a Caixa Econômica Federal e o BNDES.

— Vocês reduziram (os bancos) ao tamanho que achavam que devia ter — disse Dilma.

A presidente ouviu então de Aécio a acusação de que o PT aparelha a máquina pública.

— O Banco do Brasil tem 37 diretorias, um terço delas ocupadas por filiados do PT.

No debate econômico, Dilma disse que não era verdade que ela é a primeira presidente a a entregar um governo com a inflação maior do que recebeu:

— No últimos dez anos tivemos dentro dos limites da meta. Quem não mantinha (a meta) era o governo Fernando Henrique.

— Quer dizer que foi o PT que controlou a inflação e não nós? Tenho orgulho de ter um aliado como o Fernando Henrique, a quem a senhora teceu elogios.

PARTICIPAÇÃO DE INDECISOS

No segundo bloco, em que, pela primeira vez, eleitores indecisos fizeram perguntas diretamente aos candidatos, a discussão se voltou para a vida real, tornando o debate menos agressivo e mais propositivo. Logo na primeira pergunta, sobre os altos aluguéis, Dilma e Aécio foram obrigados a discutir a inflação, sem acusações mútuas.

Dilma aproveitou a pergunta para falar de um de seus principais programas, o Minha Casa Minha Vida, destacando que ele contempla quem ganha até R$ 5 mil, com faixas de subsídio. A candidata disse que seu compromisso é fazer mais três milhões de casas, ampliando as faixas de renda.

— Tenho certeza de que você poderá ser contemplado caso seja uma das pessoas sorteadas — disse Dilma, dirigindo-se ao eleitor.

Aécio procurou desconstruir os números oficiais. Disse que foi entregue apenas metade das três milhões de casas anunciadas. O tucano prometeu ampliar os programas de habitação no país.

A pergunta sobre educação proporcionou um confronto de realizações entre Dilma, no governo federal, e Aécio, no governo de Minas Gerais. No entanto, os candidatos convergiram sobre a necessidade de mais creches, melhora no ensino médio e na valorização dos professores.

Sobre o tema da corrupção, levantado por uma eleitora de Minas, Dilma concordou que a lei é branda para punir corruptos e corruptores e enumerou propostas que fez para endurecer a lei. Aécio disse que a eleitora expressava o sentimento de indignação de milhões de brasileiros com a corrupção e afirmou que algumas propostas listadas por Dilma tramitaram no Congresso, mas sem empenho do governo em aprová-las.

— Existe uma medida acima de todas as outras para combater a corrupção, tirar o PT do governo — afirmou o tucano.

‘MEU BANHO MINHA VIDA’

No terceiro bloco, em que os candidatos voltaram a fazer perguntas entre si, Dilma alfinetou os tucanos ao falar sobre a importância do planejamento e em seguida lembrou a falta de água em São Paulo, governada pelo PSDB. Aécio disse que faltou planejamento, mas do governo federal, que, segundo ele, não teria colaborado com o governo paulista. Citou o Tribunal de Contas da União (TCU), que teria acionado o governo federal por isso. Dilma procurou ser irônica e, após, dizer que água é responsabilidade dos governos estaduais, citou o humorista José Simão:

— Vocês estão levando o estado para ter o programa “meu banho minha vida”.

Aécio, que já havia citado o “Petrolão”, referência ao escândalo da Petrobras, lembrou o julgamento do mensalão e voltou a criticar o PT por tratar os petistas condenados como “heróis nacionais”. E perguntou a Dilma o que achava da condenação do ex-ministro José Dirceu. Sem responder diretamente ao tucano, a presidente lembrou o mensalão mineiro, no governo do tucano Eduardo Azeredo (a quem chamou de Renato Azeredo):

— O mensalão do meu partido teve condenados. No mensalão do seu partido, não teve condenados nem punidos — disse Dilma, lembrando outros escândalos envolvendo tucanos que, segundo ela, não tiveram punição, como Sivam e pasta rosa.

Aécio contra-atacou e disse que um dos principais envolvidos no mensalão mineiro é ligado ao PT:

— Walfrido Mares Guias foi coodenador de sua campanha em Minas — afirmou Aécio.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Dilma (Foto: Arte/G1)

Aécio - considerações finais (Foto: Arte/G1)



Escrito por Magno Martins, às 02h40

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25/10/2014
Coluna do sabadão

     Ambiente de guerra

Nunca se viu na história recente do País uma eleição presidencial de segundo turno com tamanha imprevisibilidade, agressões entre os candidatos, brigas entre militantes e tantas acusações no campo pessoal. E que chega também à corte judicial com ameaças de processos contra a revista Veja pela presidente Dilma.

Que classificou como ato terrorista a capa do periódico trazendo uma revelação do doleiro Alberto Yuossef na qual afirma que tanto ela quanto o ex-presidente Lula sabiam das falcatruas montadas na Petrobras pelo ex-diretor Paulo Roberto Costa, caixa do esquema na estatal.

Já a revista IstoÉ também trouxe na capa uma reportagem nada favorável ao PT. Informa que Dilma promoveu uma das campanhas mais sujas da história, com o objetivo de se manter no poder a qualquer custo. Diz que a tática dotada foi a do medo e do terrorismo eleitoral.

A tensão, no entanto, não se dá apenas com a noticiário quente da eleição. Os institutos de pesquisas ajudaram a elevar o tom também, gerando uma guerra nas redes sociais, porque apontam resultados discrepantes, uns favorecendo Dilma, outros Aécio.

O fato é que houve uma tendência de crescimento de Dilma pelo Ibope e Datafolha que Sensus e Veritá não apontaram. Números à parte, o que vale agora será o comportamento do eleitor, a queda ou crescimento dos candidatos por regiões. Aécio ganha em São Paulo, mas perde no Rio, enquanto em Minas se observa empate técnico.

No Sul, o tucano leva vantagem, empata no Centro Oeste, mas Dilma coloca uma frente mais ampla no Norte e Nordeste, regiões que, historicamente, apresentam grandes percentuais de abstenção quando se trata de disputa de segundo turno, na qual fica de fora a máquina montada pelos governadores e os candidatos proporcionais.

CAFÉ Diferente do primeiro turno, a Frente Popular não promove amanhã, dia da eleição, café da manhã com aliados na casa do governador eleito Paulo Câmara. Já os petistas se concentram num café regional, logo cedo, na casa do senador Humberto Costa, em Boa Viagem. Também estará presente o senador Armando Monteiro Neto, do PT, que perdeu a eleição de governador para Câmara.

O tamanho do PT No primeiro turno, o PT, que não elegeu nenhum deputado federal em Pernambuco, só três dois governadores – Minas, Bahia e Piauí - e no segundo turno tem chances em mais três – Acre, Ceará e Mato Grosso do Sul. Quanto ao Senado, só elegeu dois – Paulo Rocha (PA) e Fátima Bezerra (RN).

Empate técnico– Por Estado, as disputas mais acirradas de segundo turno para governador se observam no Acre, Amazonas, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba e Rondônia. Segundo pesquisas divulgadas nos últimos dias, o cenário nesses Estados é de empate técnico. No Mato Grosso do Sul, o tucano Reinaldo Azambuja tem 51% e o petista Delcídio Amaral (PT) 49%.

Voto a voto– Situação parecida é a de Rondônia, onde o governador Confúcio Moura (PMDB) tem 51% dos votos válidos contra 49% do tucano Expedito Júnior. O candidato do PSDB chegou a ser cassado em 2009, quando era senador, por compra de votos. No Acre, o petista Tião Viana tem 53% contra 47% do tucano Márcio Bittar.

Abstenção recorde Nas eleições presidenciais de 2010, a abstenção em Pernambuco chegou, pasmem, a 39%, segundo registros oficiais do Tribunal Regional Eleitoral. Dá, a preocupação dos aliados da presidente Dilma, porque o maior eleitorado da petista se concentra em cidades com população abaixo de 50 mil habitantes.

CURTAS

NO TELÃO– O senador Jarbas Vasconcelos, terceiro deputado federal mais votado do Estado, instalou um telão, ontem, no seu comitê de campanha, hoje QG tucano da corrida presidencial de segundo turno, para acompanhar com aliados o debate da Globo entre Dilma e Aécio.

VOTO– O governador João Lyra Neto (PSB), que vota em Caruaru, está na capital do forró deste ontem, onde participou de um debate na Rádio Cultura, integrante da Rede Nordeste de Rádio. A marcha da apuração ele vai acompanhar do apartamento da filha, a deputada reeleita Raquel Lyra.

Perguntar não ofende: Quem venceu o debate?

"Todos os dias do oprimido são maus, mas o coração alegre é um banquete contínuo". (Provérbios 15-15)



Escrito por Magno Martins, às 00h00

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24/10/2014
Dilma e Lula sabiam do esquema Petrobras - parte 1

A revista Veja liberou o conteúdo da bombástica reportagem de capa desta semana, na qual o doleiro Alberto Youssef revela que a presidente Dilma e o ex-presidente Lula sabiam de todo o esquema montado na Petrobras pelo ex-diretor Paulo Roberto Costa. Liberou porque ninguém está conseguindo achar a revista nas bancas para comprar, algo muito estranho. Veja abaixo a primeira parte.

A Carta ao Leitor desta edição termina com uma observação altamente relevante a respeito do dever jornalístico de publicar a reportagem a seguir às vésperas da votação em segundo turno das eleições presidenciais: “Basta imaginar a temeridade que seria não publicá-la para avaliar a gravidade e a necessidade do cumprimento desse dever”.

VEJA não publica reportagens com a intenção de diminuir ou aumentar as chances de vitória desse ou daquele candidato. VEJA publica fatos com o objetivo de aumentar o grau de informação de seus leitores sobre eventos relevantes, que, como se sabe, não escolhem o momento para acontecer.

Os episódios narrados nesta reportagem foram relatados por seu autor, o doleiro Alberto Youssef, e anexados a seu processo de delação premiada.

Cedo ou tarde os depoimentos de Youssef virão a público em seu trajeto na Justiça rumo ao Supremo Tribunal Federal (STF), foro adequado para o julgamento de parlamentares e autoridades citados por ele e contra os quais garantiu às autoridades ter provas. Só então se poderá ter certeza jurídica de que as pessoas acusadas são ou não culpadas.

Na última terça-feira, o doleiro Alberto Youssef entrou na sala de interrogatórios da Polícia Federal em Curitiba para prestar mais um depoimento em seu processo de delação premiada.

Como faz desde o dia 29 de setembro, sentou-se ao lado de seu advogado, colocou os braços sobre a mesa, olhou para a câmera posicionada à sua frente e se pôs à disposição das autoridades para contar tudo o que fez, viu e ouviu enquanto comandou um esquema de lavagem de dinheiro suspeito de movimentar 10 bilhões de reais.

A temporada na cadeia produziu mudanças profundas em Youssef. Encarcerado des­de março, o doleiro está bem mais magro, tem o rosto pálido, a cabeça raspada e não cultiva mais a barba. O estado de espírito também é outro.

Antes afeito às sombras e ao silêncio, Youssef mostra desassombro para denunciar, apontar e distribuir responsabilidades na camarilha que assaltou durante quase uma década os cofres da Petrobras. Com a autoridade de quem atuava como o banco clandestino do esquema, ele adicionou novos personagens à trama criminosa, que agora atinge o topo da República.

Comparsa de Youssef na pilhagem da maior empresa brasileira, o ex-diretor Paulo Roberto Costa já declarara aos policiais e procuradores que nos governos do PT a estatal foi usada para financiar as campanhas do partido e comprar a fidelidade de legendas aliadas. Parte da lista de corrompidos já veio a público.

Faltava clarear o lado dos corruptores. Na ter­ça-feira, Youssef apre­sentou o pon­­to até agora mais “estarrecedor” — para usar uma expressão cara à pre­sidente Dilma Rous­seff — de sua delação premiada. Perguntado sobre o nível de comprometimento de autoridades no esquema de corrupção na Petrobras, o doleiro foi taxativo:

— O Planalto sabia de tudo! 

— Mas quem no Planalto? — perguntou o delegado. 

— Lula e Dilma — respondeu o doleiro.



Escrito por Magno Martins, às 21h02

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24/10/2014
Dilma e Lula sabiam do esquema Petrobras - parte 2

Para conseguir os benefícios de um acordo de delação premiada, o criminoso atrai para si o ônus da prova. É de seu interesse, portanto, que não falsifique os fatos. Essa é a regra que Yous­sef aceitou. O doleiro não apresentou — e nem lhe foram pedidas — provas do que disse.

Por enquanto, nesta fase do processo, o que mais interessa aos delegados é ter certeza de que o de­poente atuou diretamente ou pelo menos presenciou ilegalidades. Ou seja, querem estar certos de que não lidam com um fabulador ou alguém interessado apenas em ganhar tempo for­necendo pistas falsas e fazendo acu­sações ao léu.

Youssef está se saindo bem e, a exemplo do que se passou com Paulo Roberto Costa, o ex-diretor da Petrobras, tudo indica que seu processo de delação premiada será homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Na semana passada, ele aumentou de cerca de trinta para cinquenta o número de políticos e autoridades que se valiam da corrupção na Petrobras para financiar suas campanhas eleitorais.

Aos investigadores, Youssef detalhou seu papel de caixa do esquema, sua rotina de visitas aos gabinetes poderosos no Executivo e no Legislativo para tratar, em bom português, das operações de lavagem de dinheiro sujo obtido em transações tenebrosas na estatal. Cabia a ele expatriar e trazer de volta o dinheiro quando os envolvidos precisassem. 

Uma vez feito o acordo, Youssef terá de entregar o que prometeu na fa­se atual da investigação. Ele já con­tou que pagava em nome do PT mesadas de 100 000 a 150 000 reais a ­parlamentares aliados ao partido no Congresso.

Citou nominalmente a ex-mi­nistra da Casa Civil Gleisi Hoff­mann, a quem ele teria repassado 1 mi­lhão de reais em 2010. Youssef disse que o dinheiro foi entregue em um shopping de Curitiba. A senadora ne­gou ter sido beneficiada. 

Entre as muitas outras histórias consideradas convincentes pelos investigadores e que ajudam a determinar a alta posição do doleiro no esquema — e, consequentemente, sua relevância pa­ra a investigação —, estão lembranças de discussões telefônicas entre Lula e o ex-deputado José Janene, à época líder do PP, sobre a nomeação de operadores do partido para cargos estratégicos do governo.

Youssef relatou um episódio ocorrido, segundo ele, no fim do governo Lula. De acordo com o doleiro, ele foi convocado pelo então presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli, para acalmar uma empresa de publicidade que ameaçava explodir o esquema de corrupção na estatal.

A empresa quei­xa­va-­se de que, depois de pagar de forma antecipada a propina aos políticos, tive­ra seu contrato rescindido. Homem da confiança de Lula, Gabrielli, segundo o doleiro, determinou a Youssef que captasse 1 milhão de reais entre as empreiteiras que participavam do petrolão a fim de comprar o silêncio da empresa de publicidade. E assim foi feito. 

Gabrielli poderia ter realizado toda essa manobra sem que Lula soubesse? O fato de ter ocorrido no governo Dilma é uma prova de que ela estava conivente com as lambanças da turma da estatal? Obviamente, não se pode condenar Lula e Dilma com base apenas nessa narrativa.

Não é disso que se trata. Youssef simplesmente convenceu os investigadores de que tem condições de obter provas do que afirmou a respeito de a operação não poder ter existido sem o conhecimento de Lula e Dilma — seja pelos valores envolvidos, seja pelo contato constante de Paulo Roberto Costa com ambos, seja pelas operações de câmbio que fazia em favor de aliados do PT e de tesoureiros do partido, seja, principalmente, pelo fato de que altos cargos da Petrobras envolvidos no esquema mudavam de dono a partir de ordens do Planalto. 

Os policiais estão impressionados com a fartura de detalhes narrados por Youssef com base, por enquanto, em sua memória. “O Vaccari está enterrado”, comentou um dos interrogadores, referindo-se ao que o do­leiro já narrou sobre sua parceria com o tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto.

O doleiro se comprometeu a mostrar documentos que comprovam pelo menos dois pagamentos a Vaccari. O dinheiro, desviado dos cofres da Petrobras, teria sido repassado a partir de transações simuladas entre clientes do banco clandestino de Youssef e uma empresa de fachada criada por Vaccari.

O doleiro preso disse que as provas desses e de outros pagamentos estão guardadas em um arquivo com mais de 10 000 notas fiscais que serão apresentadas por ele como evidências.

Nesse tesouro do crime organizado, segundo Youssef, está a prova de uma das revelações mais extraordinárias prometidas por ele, sobre a qual já falou aos investigadores: o número das contas secretas do PT que ele operava em nome do partido em paraísos fiscais. Youssef se comprometeu a ajudar a PF a localizar as datas e os valores das operações que teria feito por instrução da cúpula do PT. 

Depois da homologação da de­lação premiada, que parece assegurada pelo que ele disse até a semana passada, Youssef terá de apresentar à Justiça mais do que versões de episódios públicos envolvendo a presidente. Pela posição-chave de Youssef no esquema, os investigadores estão con­fiantes em que ele produzirá as provas necessárias para a investigação prosseguir.

Na semana que vem, Alberto Youssef terá a oportunidade de relatar um episódio ocorrido em março deste ano, poucos dias antes de ser preso. Youssef dirá que um integrante da ­coor­­denação da campanha presidencial do PT que ele conhecia pelo nome de “Felipe” lhe telefonou para marcar um encontro pessoal e adiantou o assunto: repatriar 20 milhões de reais que seriam usados na cam­panha presidencial de Dilma Rous­seff.

Depois de verificar a origem do telefonema, Youssef marcou o encontro que nunca se concretizou por ele ter se tornado hóspede da Polícia Federal em Curitiba. Procurados, os defensores do doleiro não quiseram comentar as revelações de Youssef, justificando que o processo corre em segredo de Justiça.

Pelo que já contou e pelo que promete ainda entregar aos investigadores, Youssef está materializando sua amea­ça velada feita dias atrás de que iria “chocar o país”.



Escrito por Magno Martins, às 21h01

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24/10/2014
Dilma e Lula sabiam do esquema Petrobras - parte 3

Alberto Youssef também voltou a detalhar os negócios que mantinha com o tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, homem forte da campanha de Dilma e conselheiro da Itaipu Binacional. Além de tratar dos interesses partidários com o dirigente petista, o doleiro confi rmou aos investigadores ter feito pelo menos duas grandes transferências de recursos a Vaccari.

O dinheiro, de acordo com o relato, foi repassado a partir de uma simulação de negócios entre grandes companhias e uma empresa-fantasma registrada em nome de laranjas mas criada pelo próprio Vaccari para ocultar as operações. Ele nega

ENTREGA NO SHOPPING

Alberto Youssef confirmou aos investigadores o que disse o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa sobre o dinheiro desviado da estatal para a campanha da exministra da Casa Civil Gleisi Hoffmann (PT-PR) ao Senado, em 2010. Segundo ele, o repasse dos recursos para a senadora petista, no valor de 1 milhão de reais, foi executado em quatro parcelas.

As entregas de dinheiro foram feitas em um shopping center no centro de Curitiba. Intermediários enviados por ambos entregaram e receberam os pacotes. Em nota, a senadora disse que não recebeu nenhuma doação de campanha nem conhece Paulo Roberto Costa ou Alberto Youssef.  

ELE TAMBÉM SABIA 

Durante o segundo mandato de Lula, o doleiro contou que foi chamado pelo presidente da Petrobras, José sergio Gabrielli, para tratar de um assunto que preocupava o Planalto. Uma das empresas com contratos de publicidade na estatal ameaçava revelar o esquema de cobrança de pedágio.

Motivo: depois de pagar propina antecipadamente, a empresa teve seu contrato rescindido. Ameaçado pelo proprietário, Gabrielli pediu ao doleiro que captasse 1 milhão de reais com as empreiteiras do esquema e devolvesse a quantia à empresa de publicidade. Gabrielli não quis se pronunciar  

CONTAS SECRETAS NO EXTERIOR

 Desde que Duda Mendonça, o marqueteiro da campanha de Lula em 2002, admitiu na CPI dos Correios ter recebido pagamentos de campanha no exterior (10 milhões de dólares), pairam sobre o partido suspeitas concretas da existência de dinheiro escondido em paraísos fi scais.

Para os interrogadores de Alberto Youssef, no entanto, essas dúvidas estão começando a se transformar em certeza. O doleiro não apenas confi rmou a existência das contas do PT no exterior como se diz capaz de ajudar a identifi cá-las, fornecendo detalhes de operações realizadas, o número e a localização de algumas delas.  

UM PERSONAGEM AINDA OCULTO 

O doleiro narrou a um interlocutor que seu esquema criminoso por pouco não atuou na campanha presidencial deste ano. Nos primeiros dias de março, Youssef recebeu a ligação de um homem, identifi cado por ele apenas como “Felipe”, integrante da cúpula de campanha do PT.

Ele queria os serviços de Youssef para repatriar 20 milhões de reais que seriam usados no caixa eleitoral. Youssef disse que chegou a marcar uma segunda conversa para tratar da operação, mas o negócio não foi adiante porque ele foi preso dias depois. Esse trecho ainda não foi formalizado às autoridades.

Quem delata pode mentir?

A delação premiada tem uma regra de ouro: quem a pleiteia não pode mentir. Se, em qualquer momento, fi car provado que o delator não contou a verdade, os benefícios que recebeu como parte do acordo, como a liberdade provisória, são imediatamente suspensos e ele fica sujeito a ter sua pena de prisão aumentada em até quatro anos.

Para ter validade, a delação premiada precisa ser combinada com o Ministério Público e homologada pela Justiça. O doleiro Alberto Youssef assinou o acordo com o MP no fi m de setembro. Desde então, vem dando depoimentos diários aos procuradores que investigam o caso Petrobras.

Se suas informações forem consideradas relevantes e consistentes, a Justiça - nesse caso, o Supremo Tribunal Federal, já que o doleiro mencionou políticos - homologará o acordo e Youssef será posto em liberdade, como já ocorreu com outro delator envolvido no mesmo caso, Paulo Roberto Costa.

O ex-diretor da Petrobras deu detalhes ao Ministério Público e à Polícia Federal sobre o funcionamento do esquema milionário de pagamento de propinas que funcionava na estatal e benefi ciava políticos de partidos da base aliada do governo. Ele já deixou a cadeia e aguarda o julgamento em liberdade. O doleiro continua preso.

Até o ano passado, a lei brasileira previa que o delator só poderia usufruir os benefícios do acordo de delação ao fi m do processo com o qual havia colaborado - e se o juiz assim decidisse. Ou seja, apenas depois que aqueles que ele tivesse incriminado fossem julgados é que a Justiça resolveria se o delator mereceria ganhar a liberdade.

Desde agosto de 2013, no entanto, esses benefícios passaram a valer imediatamente depois da homologação do acordo. “Foi uma forma de estimular a prática. Você deixa de punir o peixe pequeno para pegar o grande”, diz o promotor Arthur Lemos Júnior, que participou da elaboração da nova lei. 

Mais famoso - e prolífero - delator da história recente, o mafi oso Tommaso Buscetta levou à cadeia cerca de 300 comparsas. Preso no Brasil em 1983, fechou acordo com a Justiça italiana e foi peça-chave na Operação Mãos Limpas, responsável pelo desmonte da máfi a siciliana. Depois disso, conseguiu proteção para ele e a família e viveu livre nos Estados Unidos até sua morte, em 2000.



Escrito por Magno Martins, às 21h00

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24/10/2014
Ouça o Frente a Frente desta sexta-feira (24/10)

Se você perdeu o Frente a Frente desta sexta, 24 de outubro de 2014, programa que apresento de segunda-feira a sexta-feira, ao lado da jornalista Eduarda Feitosa, das 18 às 19 horas, pela Rede Nordeste de Rádio, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha FM 96,7 formada por 40 emissoras, Clique aqui  e ouça agora.



Escrito por Magno Martins, às 20h05

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24/10/2014
Falcão: se reportagem for usada em debate, tem resposta

O presidente do PT, Rui Falcão, minimizou o impacto das denúncias da revista Veja na reta final da campanha da presidente Dilma Rousseff. Ele disse não acreditar que o tema seja abordado pelo adversário tucano, Aécio Neves, no debate desta noite, na TV Globo, mas afirmou que, se for, "terá resposta". Falcão disse ainda que espera um debate "sereno" e com "respeito" aos eleitores presentes.

"Estamos numa fase da eleição, depois do acordo do TSE, que os candidatos devem usar o debate para debater suas propostas para o País. Hoje tem um bloco de indecisos, os candidatos vão falar para o eleitor sobre as políticas, com perguntas e temas que tem que ter respeito a quem está ali. Eles querem resposta sobre saúde, educação, segurança", afirmou.

No debate desta noite, as regras permitem que um grupo de eleitores indecisos, selecionados pela produção, façam perguntas sobre temas específicos aos candidatos. Também estão previstos perguntas diretas entre os candidatos.



Escrito por Magno Martins, às 20h00

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24/10/2014
Aécio acusa PT de tentar censurar a revista Veja

Em rápido pronunciamento à imprensa, o candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, acusou o PT de tentar censurar a última edição da revista Veja, publicada nesta sexta-feira. O tucano fez apenas uma declaração sobre a reportagem de capa da revista Veja, que diz que o doleiro Alberto Youssef, preso desde março, afirmou que a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (ambos do PT) tinham conhecimento do suposto esquema de desvio de dinheiro da Petrobras.

“A denúncia é extremamente grave e tem que ser confirmada, mas é preciso que seja também apurada”, afirmou o candidato tucano, que acusou o PT de tentar censurar a publicação. “O Brasil merece uma resposta daqueles que governam o País. Infelizmente, a única manifestação foi pela censura, pela retirada de circulação da maior revista nacional. Essa não é, certamente, a resposta que os brasileiros aguardam”.

O candidato tucano recusou-se a responder a perguntas de jornalistas, ao contrário do que tem feito diariamente durante a campanha, quando grava depoimentos para emissoras de TV. “Hoje não vou dar entrevista. Vou fazer apenas uma declaração em razão da relevância do tema”, disse em uma sala do Hotel Sheraton, no Leblon, zona Sul do Rio, onde passou o dia se preparando para o debate desta noite na TV Globo.



Escrito por Magno Martins, às 19h30

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24/10/2014
Aécio: Depoimento indica caixa dois na campanha do PT

Do portal da Veja

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, afirmou nesta sexta-feira que considera 'extremamente graves' as informações reveladas por VEJA sobre o depoimento prestado na última terça-feira pelo doleiro Alberto Youssef, pivô do megaesquema de lavagem de dinheiro desmontado pela Polícia Federal na Operação Lava-Jato.

Como narra a reportagem, o doleiro, que atuava como banco clandestino do petrolão, implica a presidente Dilma Rousseff (PT) e Lula, seu antecessor, no esquema de corrupção. Em coletiva concedida no Rio de Janeiro, Aécio afirmou que, se comprovadas, as informações prestadas por Youssef confirmam que 'houve operação de caixa dois na campanha presidencial do PT'.

VEJA revelou que Youssef afirmou à PF que Dilma e Lula sabiam das irregularidades na Petrobras, que era usada de forma sistemática para desviar recursos que abasteciam os caixas do PT e de outros partidos aliados. Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da estatal, também foi preso por sua participação nos desvios. Ele e Youssef firmaram um acordo de delação premiada, o que os obriga a comprovar as afirmações que fizerem para ter a pena reduzida.

“A denúncia é extremamente grave. A delação premiada é um instrumento que apenas assegura benefícios se vier acompanhada de comprovações das denúncias. É preciso que nos alertemos, porque a primeira etapa da delação feita por Paulo Roberto Costa foi homologada pelo Supremo Tribunal Federal, portanto acreditando nas informações que ali foram prestadas”, afirmou o presidenciável, em rápido pronunciamento em um hotel no Leblon, Zona Sul do Rio, onde se prepara para o debate da TV Globo, nesta noite.

Aécio destacou ainda o encontro narrado pelo doleiro com um integrante da coordenação da campanha presidencial do PT para tratar da repatriação de 20 milhões de reais que seriam usados na campanha de Dilma. “Se comprovado isso, é a confirmação de que houve operação de caixa dois na campanha presidencial do PT. É algo extremamente grave que tem que ser confirmado, mas é preciso que seja também apurado”, disse.

O tucano também criticou a postura de Dilma: o PT tentou censurar reportagem de VEJA sobre o depoimento de Youssef, mas teve o pedido negado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “Infelizmente até agora a única manifestação do PT foi pela censura. Essa não é certamente a resposta que os brasileiros aguardam e o TSE negou provimento a essa solicitação. O Brasil aguarda esclarecimentos cabais e definitivos”, afirmou.

Crimes – Em nota, a coligação de Aécio listou quatro delitos que, se comprovadas as informações de Youssef, terão sido cometidos pelo PT — corrupção passiva, corrupção ativa, peculato e prevaricação. 'Tais fatos são por si só graves e indicam, caso confirmados,  o cometimento de diversos crimes pelos dirigentes do PT. Vale dizer que, ao se confirmar que todas as infrações narradas pelo doleiro ocorriam com o conhecimento dos Srs. Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Vana Rousseff, há que se realizar um aprofundamento das investigações para verificar a sua participação nos ilícitos, seja como partícipes, coautores ou beneficiários. Importante ressaltar que, de qualquer forma, há responsabilidade criminal a ser perquirida', informou a nota.

A coligação também destaca a revelação da tentativa da campanha petista de repatriar recursos estrangeiros, citada por Youssef, argumentando que isso pode levar à 'extinção' do PT. 'Por fim, é necessário apurar se a repatriação de recursos financeiros do exterior se concretizou, ainda que por meio de outro operador, pois, caso se confirme o ingresso de 20 milhões de reais de recursos ilegais em benefício da campanha de Dilma Rousseff, restará caracterizado o abuso de poder econômico nestas eleições. Além disso, a obtenção de recursos de procedência estrangeira por partido político poderá levar à extinção do Partido dos Trabalhadores.'



Escrito por Magno Martins, às 19h01

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24/10/2014
Prefeitura do Paulista antecipa salário de outubro


As secretarias de Administração e de Finanças da Prefeitura do Paulista vão antecipar para esta segunda-feira, a partir das 16h, a liberação do salário referente ao mês de outubro dos 5.400 servidores municipais. Os vencimentos estavam previstos para serem pagos somente no próximo dia três de novembro. Desde o início da atual gestão, em 2013, o prefeito Junior Matuto vem conseguindo liberar todos os salários de forma antecipada.



Escrito por Magno Martins, às 19h00

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24/10/2014
Revista Istoé: Uma campanha movida a mentiras

Quando Luiz Inácio Lula da Silva venceu a disputa presidencial de 2002, o publicitário Duda Mendonça, responsável pela construção do ‘Lulinha paz e amor”, fez uma declaração que viria a se tornar uma espécie de mantra do marketing político. “A democracia brasileira amadureceu e agora está provado que quem bate perde”, afirmou o publicitário traçando um paralelo com a eleição de 1989, quando Fernando Collor de Melo promoveu uma campanha de mentiras e ataques pessoais para derrotar Lula.

Depois de 12 anos no poder, o PT, o ex-presidente Lula e a presidenta Dilma Rousseff, candidata à releição, resolveram desafiar esse mantra e trazem à disputa eleitoral uma sucessão de agressões e mentiras contra seus principais oponentes jamais vista na história recente do País. Também se valem do aparelhamento instalado no governo federal para manipular dados e esconder todos os indicadores que possam prejudicar a candidatura oficial, atentando contra a credibilidade de instituições como o Ipea e o IBGE. “O PT tem promovido uma das campanhas mais sujas da história. O objetivo é se manter no poder a qualquer preço”, afirma a ex-senadora Marina Silva, candidata do PSB derrotada no primeiro turno. “Fui vítima dessa ação difamatória sem precedentes que agora praticam contra o candidato Aécio Neves.”

Desde o início do processo eleitoral, a campanha de Dilma Rousseff tem se valido da tática do medo e do terrorismo eleitoral para atingir seus adversários. Começou por intermédio das redes sociais e de militantes bem remunerados. Mas, a partir do segundo turno e com as pesquisas indicando a liderança do tucano Aécio Neves, o ex-presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff passaram a ser os principais protagonistas dos ataques caluniosos.

Clique aqui e leia a reportagem completa.



Escrito por Magno Martins, às 18h31

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24/10/2014
Falcão: Reportagem de "Veja" é caluniosa e difamatória

O  presidente nacional do PT, Rui Falcão, classificou como "jornalismo nojento" a reportagem publicada pela revista "Veja" desta semana sobre um suposto depoimento em que o doleiro Alberto Youssef teria afirmado que a candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT) e o ex-presidente Lula sabiam do esquema de desvio de dinheiro da Petrobras. Falcão disse que o PT acionou o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e o Ministério Público contra a divulgação da matéria e que vai entrar com pedido de indenização contra a revista e o doleiro.

"Jornalismo de esgoto, matéria sem fonte, mentirosa, caluniosa e difamatória", disse Falcão sobre a reportagem. Falcão questionou a veracidade das declarações supostamente dadas por Youssef e que teriam sido obtidas pela Veja. "O próprio advogado do delator, ouvido pelos jornais, disse que nunca ouviu falar daquilo. É uma matéria com delegado fantasma, com depoente cuja suposta declaração é desmentida pelo próprio advogado do depoente", afirmou.

Rui Falcão disse não acreditar que o candidato Aécio Neves (PSDB) vá usar o conteúdo da reportagem publicada pela revista "Veja" durante o debate realizado pela Rede Globo nesta sexta-feira. "Acredito que seria temeridade o candidato recorrer a uma reportagem desse tipo (...) Acho que ele só tende a perder se ele fizer, mas se ele vier, nós teremos resposta para tudo", afirmou.



Escrito por Magno Martins, às 18h30

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24/10/2014
Frente a Frente especial sobre as eleições

No Frente a Frente de hoje, um programa muito especial sobre as eleições do próximo domingo com a participação de colaboradores da Rede Nordeste de Rádio nas principais regiões de Pernambuco e nos Estados também da Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte, onde ocorrem disputa de segundo turno. O programa vai ar das 18 às 19 horas, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM. Veja abaixo as demais emissoras que integram a rede:

Arcoverde - Itapuama FM 99,3
Afogados da Ingazeira – Rádio Pajeú AM (1.500)
Belém de São Francisco – Educadora AM (1.470)
Belo Jardim FM – 104,9
Bom Conselho – Papacaça AM (1.470)
Cabo de Santo Agostinho – Rádio Calheta FM (98,5)
Caruaru - Cultura AM (1.130)
Custódia – Custódia FM (88,5)
Granito – Rádio Beto Som (104,9)
Itacuruba – Itacuruba FM (87,9)
Mirandiba – Nova FM (87,9)
Orocó – Brígida FM (104,9)
Parnamirim – Rádio Beto Som (104,9)
Petrolina – Petrolina FM 98,3
Recife - Rádio Folha (96,7)
Recife – Rádio Planalto AM (950)
Salgueiro – Salgueiro FM (102,9)
Santa Cruz do Capibaribe – Polo FM (101,9)
Santa Maria da Boa Vista – Santa Maria FM (87,9)
São Bento – São Bento FM (104,9)
São Caetano – Cruzeiro FM (104,9)
São José do Egito – Nova Rádio Cultura AM (1.320)
Serra Talhada – Líder do Vale FM (99,7)
Sertânia – Sertânia FM (100,1)
Surubim - Integração FM (88,5)
Tabira – Cidade FM (88,7)
Terra Nova – Terra Nova FM (104,9)
Verdejante - Verdejante FM (104,9)
Nova Timbaúba FM 96,9
Alagoas - Maragogi FM (97.3
Petrolândia - Aliança FM 104,9
Garanhuns – 97,9
Vale do Acaí-FM 104,9 – Poção
Tuparetama - Tupã FM 104,9

Nova FM 106,7 – Gravatá



Escrito por Magno Martins, às 18h04

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24/10/2014
Dilma afirma que Veja faz 'terrorismo eleitoral'

A presidente Dilma Rousseff usou seu horário eleitoral nesta tarde para rebater as denúncias veiculadas hoje pela Revista Veja e disse que a Justiça vai condenar a publicação pelo que chamou de "crime".

"Não posso me calar frente a este ato de terrorismo eleitoral articulado pela Revista Veja e seus parceiros ocultos", disse a presidente, que classificou o teor da reportagem publicada pela semanal de "barbaridade" e de "infâmia". A presidente também criticou o fato de a revista ter antecipado sua edição para esta sexta-feira - a revista normalmente é distribuída aos sábados - e alegou que a publicação excedeu "todos os limites da decência e da falta de ética". "Isso é um crime. É mais do que clara a intenção malévola da Veja de interferir de forma desonesta e desleal nos resultados das eleições".



Escrito por Magno Martins, às 18h00

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