Alckmin nega compromisso com Garotinho

Em sabatina no jornal "O Globo", nesta terça-feira (17), o candidato do PSDB à presidência da República, Geraldo Alckmin, evitou polêmica com seus aliados do PFL e PPS no Rio de Janeiro e negou que tenha feito aliança com o casal Garotinho, que chegou a provocar um racha entre seus aliados no estado.

“Quero receber o apoio de todos os brasileiros. Apoio eu agradeço, mas isso não é uma aliança. Não tenho compromisso (com o casal Garotinho)”, afirmou o tucano, ao ser questionado sobre o apoio que recebeu do casal Rosinha Matheus e Anthony Garotinho, que gerou críticas de César Maia (PFL), prefeito do Rio, e de Denise Frossard (PPS), candidata ao governo do estado.

O presidenciável do PSDB também negou que esteja evitando fazer comparações com seu colega de partido, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. "Tínhamos muito mais acerto do que erros (governo FHC). Muito do que se colhe hoje foi plantado lá atrás", destacou.

Alckmin descartou ainda que, se eleito, irá promover privatizações em seu governo. “Não sei de onde tiraram que vou privatizar a Petrobras, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. Minha prioridade não é vender ativos, mas sim fazer parcerias com a iniciativa privada.”

Apesar de as pesquisas apontarem uma vantagem de mais de dez pontos percentuais do presidente Luiz Inácio Lula Silva (PT) nas intenções de voto, Alckmin aposta em equilíbrio no dia da votação. "Esta eleição vai ser muito disputada, taco a taco."

Ele também acusou Lula de governar para a elite. "Se há um governo que beneficiou a elite foi esse",  disse Alckmin, que voltou a cobrar rapidez na investigação do caso da tentativa de compra por petistas de dossiê contra tucanos.

"Os líderes do PCC (quadrilha que atua em São Paulo) estão presos em presídios de segurança máxima, enquanto os responsáveis pelo dossiê estão soltos", afirmou Alckmin, acrescentando que, se eleito, vai propor o fim da reeleição. Informações do Portal G1.

Publicado em: 17/10/2006