Alckmin contesta propaganda do PT e pede resposta

 A coligação "Por um Brasil Decente" (PSDB-PFL), que apóia a candidatura de Geraldo Alckmin à Presidência da República, protocolou hoje representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contestando a veracidade de propaganda da coligação "A Força do Povo" (PT-PRB-PCdoB), do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva.

A referida propaganda, veiculada 40 vezes na TV sob a modalidade de inserção, entre sexta-feira e sábado passados, destaca os investimentos sociais do governo do presidente Lula e enfatiza a informação de que o PSDB "investia 400% a menos em programas sociais".

Além disso, a propaganda questiona a fala do candidato Alckmin que, agora, diz que vai manter o Bolsa Família. Ao fim da frase aparece carimbo na tela afirmando que "isso é duvidoso".

A coligação tucano-pefelista sustenta que a afirmação seria "sabidamente inverídica, uma mentira evidente", com o objetivo de confundir o eleitor e prejudicar a campanha de Alckmin.

A defesa baseia-se em documento do Ministério da Fazenda, assinado pelo ex-ministro Antonio Palocci, de novembro de 2003, denominado "Gasto Social do Governo Central: 2001 e 2002". Segundo a representação, o referido documento apontaria que o gasto social de 2002, último ano do governo Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, teria chegado a R$ 204,2 bilhões, equivalentes a 15,5% do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma das riquezas produzidas no pais.

Como o Orçamento Geral da União no ano passado foi da ordem de R$ 500 bilhões no total, para que a afirmação de que "o partido de Alckmin investia 400% a menos em programas sociais" fosse verdadeira, o gasto social do governo atual deveria ser superior a R$ 800 bilhões, "quase duas vezes o orçamento", justifica a representação.

Em vista da afirmação ser "absolutamente inverossímil", como afirma a representação, a coligação "Por um Brasil Decente" pede direito de resposta "por tempo não inferior a um minuto" para cada inserção impugnada, além de requerer a notificação dos representados. (Folha Online)

Publicado em: 15/10/2006