Vetos de Dilma e da base atrasam nomeações para 2º escalão

 O prazo dado por Dilma Rousseff -- depois do Carnaval -- acabou, e os partidos aliados voltam nesta semana a Brasília dispostos a cobrar uma definição sobre os postos-chaves no segundo escalão da máquina federal. PMDB e PSB lideram a lista de indicações represadas na Casa Civil de Antonio Palocci. Além das restrições da presidente a indicações políticas para cargos de perfil técnico, uma rede de vetos dentro da própria base ajuda a atrasar as nomeações. Os três nomes mais estrelados da lista de desejos do PMDB enfrentam restrições de ambas as naturezas. Além dos vetos, Dilma tem repetido a interlocutores que não gostaria de ver políticos nos bancos federais. ''Ela vai levar a sério esse critério'', aposta um ministro.

O ex-ministro Geddel Vieira Lima, derrotado para o governo da Bahia e indicado para a vice-presidência de pessoa jurídica da Caixa Econômica Federal, sofre veto do governador Jaques Wagner. Contra José Maranhão pesa a campanha feita pelo seu sucessor no governo da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB).Para Maranhão o PMDB pediu a sensível vice-presidência de fundos e loterias da Caixa, foco de escândalos recentes, como o caso Waldomiro Diniz, em 2004.

O terceiro nomeado pelo PMDB para um banco federal --o ex-vice-governador do Paraná Orlando Pessutti, indicado para a diretoria de agronegócio do Banco do Brasil - sofre veto do ex-aliado Roberto Requião.(Folha de S.Paulo)

Publicado em: 14/03/2011