Robalinho diz que oposição mente e calunia

O ex-secretário de Saúde de Pernambuco, Guilherme Robalinho, disse, há pouco, ao blog, que o suposto envolvimento do seu nome com a máfia dos vampiros não passa de uma tentativa desesperada da oposição para criar um fato político na campanha e tentar desestabilizar o Ministério Público, que está prestes a confirmar o indiciamento do ex-ministro Humberto Costa com a máfia dos vampiros.

''Sou um homem honrado. Servi 12 anos ao Estado como secretário de Saúde de Pernambuco e da Prefeitura do Recife e não há nada, absolutamente nada, que desabone a minha conduta moral'', desabafou, adiantando que sequer conhece o tal lobista e empresário Jaisler Jabour. O ex-secretário explicou que a sua luta incansável, na verdade, foi para trazer para Pernambuco a sede da Hemobras.

''O Hemone é o único laboratório no País que produz albumina humana e por essa condição especial Pernambuco detinha as melhores condições para ter uma planta de hemoderivados, aproveitando assim o plasma do sanque que é jogado fora hoje e que, vindo do Exterior, custa uma fortuna ao País, algo em torno de R$ 100 milhões por ano'', afirmou.

Robalinho disse que o projeto dessa planta foi aprovado, por unanimidade, pela Assembléia Legislativa e, posteriormente, levada ao então ministro da Saúde, Humberto Costa. ''Tínhamos pela frente uma batalha política enorme, porque estávamos concorrendo com vários Estados potenciais, como o Rio e São Paulo. Felizmente, ganhamos, mas o projeto não andou e o que existe é um terreno baldio em Goiana'', afirmou.

Contou, ainda, que na luta para trazer a Hemobras para o Estado reuniu a bancada federal e buscou, ainda, individualmente, deputados influentes em Brasília para ajudar no processo da sua consolidação, citando, dentre outros, o presidente da CNI, Armando Monteiro Neto.

''O projeto não foi meu, individual, nem objeto de nenhum lobby. O então governo Fernando Henrique deu a palavra de apoio, através do ex-ministro Serra, que estava convencido de que Pernambuco, tecnicamente, tinha as melhores condições'', afirmou.

Robalinho, por fim, disse que nunca foi citado pela Polícia Federal nem pela CPI em nenhuma instância e que coloca, a partir de agora, seus sigilos bancários, fiscal e telefônico a serviço de quem queira. ''É lamentável que algo tão importante para o Estado, que vem desde o Governo Arraes, passou pelo de Joaquim e se consolidou no de Jarbas venha, agora, sofrer uma manipulação política. Isso é uma grande calúnia'', desabafou.

Publicado em: 18/09/2006