Candidata favorita no Haiti diz que tem Dilma como modelo

Emilio Morenatti/Associated Press

A candidata à Presidência do Haiti Mirlande Manigat chega para comício de campanha

Elegante numa bata branca, com acessórios dourados e o cabelo penteado para trás, Mirlande Manigat, 70, explica calmamente por que quer ser a futura presidente do Haiti, segundo a Folha de S.Paulo. Em francês, e logo em creole, o idioma local. A candidata do conservador RNPP é a que lidera, com 36%, a pesquisa de opinião tida como referência -- ainda que não livre de controvérsia, porque paga pela principal associação empresaria -l- para as eleições gerais de amanhã no país caribenho.

"Estive no Brasil e conheci Dilma. Uma mulher muito forte. Voltei com mais convicção de que o Haiti deve ter uma mulher presidente. Saiam a votar para que em 7 de fevereiro tenhamos uma mulher na Presidência como o Brasil terá em primeiro de janeiro", disse, questionada pela Folha, durante coletiva ontem com a imprensa local e estrangeira.

"Precisamos acabar com o sistema instalado por René Préval", lança ela, ferrenha opositora do atual presidente e também do antigo padrinho político dele, o deposto Jean Bertrand Aristide. Num país de tradição machista como o Haiti, a rudimentar campanha televisiva de Manigat não cansa de desfilar as mandatárias mulheres da região e do mundo, com destaque para a presidente eleita brasileira, Dilma Rousseff.

Publicado em: 27/11/2010