As proezas de João do bigode

Tem um ditado que diz nos terreiros do bumba-meu-boi: ''Pelo grito de Mateus se conhece quando o ensaio do bumba não vai vem''. O jornalista José Adalberto Ribeiro aproveita o mote para falar sobre a sucessão municipal no Recife.  João do bigode proclamou às margens plácidas do Rio Capibaribe: -- A Prefeitura sou eu! O baile da sucessão municipal sou eu! Ô, abre alas que João sem bigode vai passar!

E não tem mais pra ninguém! E a galera do cordão participativo delirou, delirou. A grande obra é ver a Mangueira entrando na avenida, com 3 milhões de reais no lombo dos contribuintes do ISS e do IPTU. À moda de Ravel, o bolero de Maurício destoa do maracatu de João do bigode, de João sem bigode, de Costa da barbicha de bode e derivados do Cordão Encarnado.

Queira ou não queira, o bigodudo Siqueira bota lenha na fogueira e quer ver a caveira de João sem bigode.  Alegria de Siqueira é ver João sem bigode carbonizado, esfolado e crucificado. Ele quer ser a salvação da lavoura municipal. Te liga, João sem bigode! João do bigode quer ser mais católico e mais revolucionário que Frei Caneca e mais humilde do que São Francisco de Assis.

Depois de brincar o carnaval com os inocentes da Mangueira, precisa jejuar e rezar os 40 dias da Quaresma para purgar os seus pecados, se proteger dos maus olhados e atrair bons fluidos. As caveiras estão se amontoando pelos caminhos e depois vão querer dar o troco.

Os vermelhos estão se digladiando, se engalfinhando, se esfolando, sangrando, se estressando, se arrebentando. E os adversários assistem de camarote. Eis a crônica das caveiras anunciadas''. ''As proezas de João do bigode'' são decantadas por Adalberto em sua crônica de semana. Confira no Menu Opinião.

Publicado em: 21/01/2008