Juiz favorece Bolsonaro com prisão de Baldy

Quando se diz que juízes não devem se meter em política não é à toa.

Veja esse caso da prisão do secretário estadual de Transportes de São Paulo, Alexandre Baldy, determinada pelo juiz Marcelo Bretas, que comanda a Operação Lava Jato no Rio de Janeiro.

Digamos que as suspeitas levantadas pelos investigadores sejam corretas.

A proximidade entre Marcelo Bretas e o presidente Jair Bolsonaro servirá de argumento para os acusados dizerem que estão sendo vítimas de uma perseguição política.

Durante o governo Bolsonaro, haverá pelo menos duas vagas abertas no Supremo Tribunal Federal. E a imprensa já noticiou por diversas vezes que Bretas é um dos possíveis candidatos evangélicos ao posto. Ou mesmo a ministro da Justiça, se o atual titular do cargo, o também evangélico André Mendonça, for ele o indicado ao STF.

Alexandre Baldy foi deputado federal pelo PP e pelo Podemos. Como se sabe, é secretário do governador João Doria, do PSDB, hoje um dos maiores adversários do presidente Bolsonaro. Diz-se que ele foi escolhido por Doria também por sua grande amizade com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, outro desafeto de Bolsonaro. Clique aqui e confira a matéria do jornalista Tales Faria na íntegra.

Publicado em: 06/08/2020