Ciro diz que vai às ruas pedir impeachment de Bolsonaro

Na live deste blog, hoje mais cedo, às 18 horas, o ex-ministro Ciro Gomes anunciou que o seu partido, o PDT, irá as ruas pedir o impeachment do presidente Bolsonaro, por entender que ele cometeu três crimes de responsabilidade. "Constrangeu o funcionamento dos Poderes da República, expôs a sociedade ao genocídio com a cloroquina e obstruiu a Justiça para proteção dos amigos e da família", disse. Para Ciro, Bolsonaro é o mentor de uma quadrilha familiar de milicianos que está levando o País a uma crise sem precedentes na história do País.

"Acho que a crise brasileira é tão grave que lembra a frase do Titãs “o acaso vai me proteger enquanto eu andar distraído”. Quebraram o Brasil. Estamos indo para 20 milhões de desempregados. Isso é uma tragédia! Todo dia o presidente introduz uma crise política a fazer frases como se tivesse tutela sobre os poderes. Ora, vão catar coquinho! Esse extremismo do PT e do bolsonarismo com seus puxadinhos somam 25% cada um. Quero organizar os 50% que são a maioria. Vamos pedir o impeachment e esquentar a rua", afirmou.

Para Ciro, quem se propõe a governar o País precisa de humildade e tem que ser o mais honesto no conjunto de valores que defende. "Temos 32 partidos com representação no Congresso brasileiro. Se você quer governar, a negociação é um imperativo", disse. Ciro confirmou que já está em campanha para presidente em 2022 e perguntado se aceitaria o apoio do PT numa eventual disputa em segundo turno contra Bolsonaro, disse que não recusaria apoios.

 "Aceitaria, claro. Se eu não conseguisse no primeiro turno a eleição. Vamos apostar no povo. No segundo turno se faz aliança com base em algumas concessões. Ninguém vai governar o país sem negociar. Um amplo campo de centro-esquerda é o projeto que defendo. Está na hora de botar o pé no chão e debatermos. São 107 milhões que vivem sem proteção da lei. É uma selva. Estamos pagando gás de cozinha em dólar. Não posso conviver com isso. Só tem uma saída que é um Estado forte", afirmou.

Sobre o fato de não ter contado com o apoio do PSB quando se lançou, lá atrás, candidato ao Planalto, Ciro disse que o presidente do partido, Carlos Siqueira, foi muito correto, jogou transparente. "Na política, tudo é subjetivo. A afinidade com o PSB continua porque tem realização e testemunhos relevantes. Frustrações do dia são do ramo. Se eu tivesse 25% dos votos, estavam todos comigo naquela eleição. O problema é que Lula botou a faca no pescoço dos partidos. O PSB nunca me enganou. Existe uma gratidão difusa do povo mais carente com Lula, mas 70% do eleitorado votou num boçal, líder de uma quadrilha familiar ligada a milícia do Rio de Janeiro. Falo isso e ele não me processa porque sabe que tenho provas".

A íntegra da live está nas postagens do Instagram no endereço @blogdomagno.

Publicado em: 02/07/2020